Seguindo em Frente

14 A Intrusa - Callie Torres


Dois meses se passou desde o aniversário de Sofia, Arizona está agora de sete meses de gravidez, estamos cada dia mais ansiosos pelo nascimento do nosso bebê, parece que na gravidez dos outros tudo é rápido a nossa os meses se arrastam, a chuva castiga Seatlle, os pais de Arizona estão vindo uma vez por mês e liga todos os dias, papai também veio mais de uma vez nos visitar e falamos mais de uma vez por semana, eles tem nos acompanhado de perto, acho que ainda temem que nós estraguemos tudo de novo, quem sai ganhando em tudo é Sofia que adora a presença dos avós, Shepherd e Daniel fizeram amizade por conta de suas paixões pela pescaria e sempre que o Coronel Robbins está na cidade eles dão um jeito de ir pescar e levam as crianças, a próxima promessa é uma casa na arvore que papai e Daniel prometeram a Sofia no dia do seu aniversário, prometeram fazer isso quando o bebê nascer e trabalhariam juntos nesse projeto, tudo parecia correr perfeito até esta manhã.

Estava eu ali no meu laboratório trabalhando na minha pesquisa, quando o Chefe Hunt entra, bater na porta é algo que não temos o hábito de fazer aqui no hospital já que todos se metem na vida de todo mundo.

– Torres preciso falar com você um assunto delicado.

– Então fale Hunt.

– Um milionário Rei do Gado do Texas me ligou essa manhã, seu filho tem um tumor cerebral que invadiu uma das faces e seu médico sugeriu que ele venha se tratar aqui com Shepherd, por termos o melhor neurocirurgião do país e por sermos um hospital de ponta em tecnologia. Ele está oferecendo uma doação ao hospital de dez milhões de dólares para que Shepherd opere o tumor do filho.

– Ow, é muitos milhões, mas cirurgião errado Hunt, não deveria falar isso pro Shepherd ele é o neurocirurgião.

– Eu já falei com o Shepherd ele disse que com base nos exames que nos foi enviado ele consegue dessecar o tumor, mas só vai fazer isso aqui no nosso hospital se estiver tudo bem pra você e Arizona.

– Desculpa, não estou entendendo.

– O médico que acompanha o caso é Dra. Lauren Boswell.

Esse foi o momento em que minha mente ficou paralisada ha um ano que não ouvia esse nome, era algo que nós tínhamos enterrado debaixo daquela pedra imaginária no início de nossa terapia e agora o fantasma que me assombrou por meses estava de volta em nossas vidas.

– Lembre-se é uma vida que possamos salvar e muitos milhões para salvar muitas outras, se pra você estiver confortável podemos fazer um esquema onde você e Arizona possa estar fora do hospital nos dias em que ela estiver aqui.

– Arizona já sabe sobre isso?

– Ainda não falei com ela preferi falar com você primeiro.

– Então me dê meia hora e te darei a resposta.

Sai do meu laboratório e fui direto para o escritório de minha esposa, a encontrei analisando alguns exames.

– Hey!

Dei-lhe um beijo no rosto.

– Hey, algum problema você parece tensa.

– Não sei se é problema você é quem vai me dizer.

– Uma consulta, um paciente?

– Não Lauren Boswell.

Arizona me olhou assustada.

– Desculpa, não entendi.

Expliquei toda a conversa que tive com Hunt poucos minutos antes e quando terminei não consegui distingui o que minha esposa estava pensando.

– Se essa mulher pisar em nosso hospital novamente, eu devo me preocupar Arizona?

– Não tem nada com que você precise se preocupar Calliope, você não precisa passar por isso se não quiser, meu voto no conselho é seu e tenho certeza que tem o voto de Cristina e Mer.

– Não vamos levar isso para o conselho Arizona, nossa vida pessoal precisa deixar de ser assunto de todos, se você me diz que não preciso me preocupar estou depositando minha confiança em suas palavras, então meu voto será sim.

– Sua confiança em mim nunca mais será quebrada Calliope.

– Ok, preciso ir.

Dei-lhe um beijo nos lábios e sai a procura de Hunt.

– Hunt.

– Torres.

– Não se preocupe diga ao Shepherd que ele tem um paciente e que na divisão dos milhões a ortopedia possa ter algo bom.

Estava saindo quando Hunt me chamou de novo.

– Torres!

– Sim.

– Devo limpar sua agenda e de Robbins?

– Não será preciso, não vou sair da minha casa para dar espaço a um visitante indesejado.

Arizona e eu não falamos mais sobre o assunto e muito menos procurei saber que dia ela viria e se viria, não seria algo bom para a saúde de nosso relacionamento se ficarmos esperando pela data prevista.

– Essa chuva que não para a previsão meteorológica está prevendo por tempestades isso significava muitos acidentes e ossos quebrados.

– Mandei providenciar muitas pilhas para a UTI-neo natal e muitos cobertores.

–Hunt colocou os médicos de traumas todos de plantão e o PS foi abastecido com suprimentos extras, previsões são interessantes às vezes acontece e outras não.

– Por isso são previsões Callie.

Conversávamos no carro enquanto estávamos indo para o trabalho, o trânsito estava parado um acidente que ocorreu um pouco antes deixou uma das pistas interditadas.

– Vamos chegar atrasadas.

– Mas vamos chegar.

Arizona passou a mão pela minha coxa e aproveitando que estávamos paradas ela me puxou para um beijo.

– Mamãe e mama só sabem beijar.

– Sof, não pode ficar dizendo essas coisas, quando você for grande e encontrar o amor da sua vida você vai querer ficar beijando também.

– O que é amor da sua vida?

Nós duas rimos com a pergunta de nossa filha.

– É quando você encontra alguém que quer ficar junto para toda vida e construir uma família, ter filhos.

– Então mama é o amor da sua vida, mamãe?

– Sim Sof mama é o amor da minha vida e você também é, por isso eu te dou muitos beijinhos.

Segurei a mão que Arizona mantinha em minha coxa a levei aos lábios e beijei.

– Você também é o amor da minha vida querida.

Como previmos chegamos ao hospital meia hora atrasadas e a chuva não dava trégua, peguei Sofia do seu acento enquanto Arizona segurava o guarda chuva tentando nos proteger ainda bem que depois de muito insistir Arizona aceitou que sua vaga no estacionamento fosse mudada pra mais perto da porta assim tínhamos que caminhar poucos metros.

Entramos no hospital apressadas ainda tínhamos que levar Sofia até a creche pegamos o elevador sem notar a cena que se desenrolava no saguão.

No saguão do hospital:

Avery ficou responsável por receber Boswell, Karev seria o pediatra responsável pelo caso.

– Bom dia Dra. Boswell, seja bem vinda ao Grey-Sloan Memorial novamente.

– Dr. Avery, bom revê-lo.

– Dra. Boswell esse é o Dr. Karev o pediatra responsável pelo caso que irá nos auxiliar.

– Prazer em conhecer Dr. Karev pensei que a Dra. Robbins estaria nesse caso comigo, afinal nós trabalhamos bem antes.

– Dra. Robbins tem completa confiança em Dr. Karev, Dra. Boswell.

– Dra. Robbins tem outros pacientes que precisam de sua atenção, se você está de acordo podemos ir Dr. Shepherd nos aguarda para consulta do seu paciente.

A conversa havia sido curta e fria, bem diferente da outra ocasião.

Meu dia começou bem como prevíamos o PS estava cheio de ossos quebrados, Arizona e eu entramos em uma cirurgia conjunta em uma garota, Flora onze anos, escorregou na porta do ônibus o motorista não viu e passou por cima da perna da garota, então perna esmagada com risco de amputação, essas situações sempre deixava Arizona desconfortável e exigia muito mais de mim, conseguimos estabilizar a perna e teríamos que esperar com certeza teria que passar por mais cirurgias o que era triste em alguém tão jovem. Um carro da polícia saiu em perseguição a dois rapazes em uma moto eles assaltaram o caixa de um posto de gasolina o motorista perdeu o controle e capotou a moto em plena avenida entrou em baixo de um caminhão era o acidente que bloqueou a estrada quando víamos trabalhar, conclusão um deles estava morto e o outro arrebentado com fraturas múltiplas, esperando para eu consertar.

Acabei minha ultima cirurgia e não tinha almoçado apenas um pequeno lanche que minha esposa me trouxe em um pequeno intervalo que tive e minhas pernas doíam recebi uma mensagem de Arizona dizendo que já havia pego Sofia e estava me esperando no Saguão, me lavei, troquei e fui encontrar minha família e fomos embora, fiquei entre o PS e a OS o dia inteiro e não sabia das fofocas que corriam solta pelo hospital.

Fizemos nossa rotina diária Arizona parecia estar pisando em ovos naquela noite, não quis entrar em detalhes estava muito cansada depois de por Sofia na cama, sentei-me no sofá ao seu lado enquanto ela falava do seu dia e da paciente da perna esmagada deitei a cabeça em seu ombro e adormeci, acordei com Arizona me chamando.

– Callie, vamos pra cama você não ouviu uma palavra que do eu disse, tudo bem você está cansada o PS te deu trabalho hoje.

– Desculpa querida eu apaguei.

Eram quatro horas da manhã quando meu Page apitou, eu mal podia acreditar o que diabos alguém estava fazendo na rua uma hora dessas e chovendo.

Cheguei ao hospital um motorista de caminhão bêbado fez muitas vítimas bateu em uma van cheia de trabalhadores de uma empresa de telefonia que estava chegando a Seatlle para uma conferencia, quatorze pessoas machucadas e uma morte. O dia seria longo.

Eram nove horas da manhã quando Arizona entrou na sala dos atendentes trazendo um sanduiche de queijo branco e um suco eu estava dormindo sentada no sofá.

– Hey moça bonita acorde, trouxe seu café. E me deu um beijo nos lábios estávamos sozinhas.

– Hey obrigada, estava mesmo precisando de comer algo, o PS só acalmou agora.

– Eu fiquei sabendo do acidente quando cheguei, quantos cafés já tomou hoje?

– Não sei acho que uns quatros e Sofia?

– Ela perguntou por você.

– Vou vê-la na creche assim que terminar esse lanche, nossa estava morrendo de fome.

– Eu imaginei por isso lhe trouxe esse lanche, bem preciso ir tenho rondas e pré-operatórios pra fazer.

Ela me beijou novamente e saiu pela porta, acabei de comer e fui ver Sofia.

Nos corredores do hospital fiquei sabendo do inevitável Lauren Boswell estava no hospital desde o dia anterior isso explicava o pisar em ovos de Arizona, me foquei no trabalho o dia todo para não ficar pensando nessa vadia, vi no quadro de cirurgias que ela e Shepherd estaria na SO1 dando um show em um tumor, já era quase quatro horas da tarde quando meu Page foi chamado para uma consulta na SO1 era um chamado de Shepherd, meu coração gelou o que poderia ser para ele me chamar no meio de um cirurgia.

Um pouco antes:

– Dra. Boswell, está vendo o tumor aqui?

– Sim ele invadiu a face do paciente.

– Não vou conseguir dissecá-lo por completo pelo que vejo ele atingiu os ossos faciais precisaria tirar a parte contaminada e fazer uma pequena reconstrução, vamos precisar abrir as mandíbulas.

– Dr. Shepper, se eu abrir por esse anglo vamos comprometer os nervos faciais do garoto provocando um derrame facial e esse pequeno osso é quase impossível de se reconstruir.

– Não se você preservar os nervos.

– Não sei se consigo dessa forma, seria muito arriscado.

– Se não tirarmos a parte do osso infectado em menos de um ano esse garoto vai estar todo deformado novamente com os tumores.

– Não sei Dr. Sheppher preciso consultar outros especialista na área e pedir autorização para os pais.

– Dr. Sheppher!

– Sim Dr. Avery, acho que temos alguém nesse hospital que pode fazer isso eu já a vi trabalhar com Dr. Sloan em um caso parecido.

– Sim temos Dr. Avery, alguém chame a Dra. Torres.

– Como? Ela é uma ortopedista não especializada nessa área.

– Dra. Boswell ninguém conhece mais de osso do que a Dra. Torres ela saberá nos dizer o que fazer.

Dez minutos depois eu entrava na SO1 a galeria estava lotada de colegas médicos, residentes e estagiários.

– Alguém me chamou aqui.

– Dra. Torres se aproxime, temos um tumor facial que atingiu parte dos ossos faciais dessa criança, gostaria que desse uma olhada.

– Essa parte do osso está contaminada teríamos que abrir a mandíbula por esse anglo aqui e tirar essa parte óssea que deixaria o paciente completamente sem o tumor, mas com uma deformação então se preservarmos esses nevos e conseguirmos fazer um enxerto ósseo no local ele recuperaria as funções faciais sem derrame e sem deformação.

– E que material podemos usar?

– O ideal seria osso de um cadáver, mas se não conseguirmos um doador posso reconstruir com uma pequena placa de titânio.

– Esse osso é muito pequeno para uma placa de titânio! Ouvi a voz da mulher que causou tantos danos a minha família.

– Não pra mim seria como reconstruir dedos e posso usar um pouco de cartilagem para fechar essa parte e fazer o ligamento ósseo ele já tem 17 anos pouco irá mudar em sua estrutura óssea.

– Dra. Torres quanto tempo precisa para se preparar?

– Um dia é o tempo de encontrar o material e fazer a manipulação.

– Então vamos fechar. Obrigado Dra. Torres te vejo na OS depois de amanhã 9:00 horas.

– Dr. Shepherd esse é meu paciente eu toma a decisão.

– Não na minha OS Dra. Boswell.

Sai daquela OS nem sei como meus nervos tremiam, mas senti que tinha ganho mais uma batalha, dali segui para a cantina preciso de um café, o boato correu no hospital feito pólvora e mais uma vez era motivo de cochichos e expressões desconcertadas.

No final da tarde depois ficar enfiada no meu laboratório por mais de duas horas seguida acompanhada por vezes por Karev, Avery e Shepherd, decidi que era hora de descansar eu tinha um plano e daria certo, caminhei até a pediatria precisava ver Arizona, fui informada que estava no escritório com Karev então segui para seu escritório para podermos ir trocar para irmos para casa, preciso de descanso. Meu coração parou de bater quando cheguei perto do seu escritório e ouvi aquela voz.

Momentos antes:

– Robbins você precisava ver o show que sua esposa deu na OS, hoje.

– Callie?

– Você tem outra esposa Robbins?

Robbins olhou meio atravessada para ele, mas não resistiu em perguntar.

– O que Callie fez?

– Ela vai fazer uma substituição de um pequeno osso facial que está contaminado pelo tumor.

– Eu pensei que Lauren Boswell fosse fazer a cirurgia facial.

– Ela ia até não dar conta do recado então Shepherd chamou Torres e mostrou o quanto ela é superior em matéria de osso.

– Callie sabe tudo sobre ossos e cartilagem.

Nesse momento uma batida na porta e lá estava ela Lauren Boswell em pé na porta do escritório da minha esposa.

– Enfim Arizona Robbins, estou chocada por você não ter ido me receber estou achando que tem me evitado.

Arizona estava sentada de forma que Lauren não pode ver sua enorme barriga.

– Lauren como vai, estou com muito trabalho.

– Podemos conversar? Nos dê licença Dr. Karev.

– Eu já estava de saída.

– Sente-se Karev.

– O quê?

– Sente-se.

– Então Lauren o que precisar dizer pode ser na frente de Karev, ele é meu orientado e está a par de todos meus pacientes.

– Ora Arizona não pretendia falar sobre pacientes com você.

– Não há nada além de pacientes que possamos conversar, Lauren.

– Arizona eu tentei falar com você por um ano você nunca me atendeu ou respondeu algum email, depois que você saiu correndo não nos deu oportunidade de nos falar.

Nessa hora Arizona levantou-se da cadeira e rodeou a mesa ficando de pé na frente da Lauren. Que lhe causou um enorme espanto ao ver a enorme barriga de sete meses.

– Lauren escuta bem o que vou te falar e que essa seja a primeira e ultima conversa que teremos sobre esse assunto. O que aconteceu naquela noite foi um erro, um gigantesco erro que cometi e que quase me custou o que mais amo nessa vida, eu estava doente, machucada e culpava minha esposa pela dor e infelicidade que estava sentindo, você chegou e por alguns minutos pareceu que poderia fazer aquilo parar e me fazer sentir melhor, mas a verdade que só me vez sentir pior, me senti uma vadia que machucou a pessoa que só fez me amar e me apoiar, aquilo não significou nada pra mim, eu amo minha esposa e agradeço todos os dias por ela ter me dado uma nova chance, porque sem ela eu estava morrendo todo dia um pouquinho. Eu preciso da Callie como preciso de ar para respirar, sem ela eu não respiro, não vivo. Então porfavor não me procure mais, nos deixe em paz.

Quando Arizona se virou para porta eu estava parada em pé escutando tudo.

– E você Calliope vamos para casa seu filho não dorme se você não estiver na cama, estou acordada desde as quatro horas da manhã, ele precisa ouvir sua voz falando para se aclamar.

Arizona pegou em minha mão e saiu me arrastando pelo corredor deixando Alex e Lauren em sua sala.

Depois de sairmos do andar da pediatria me atrevi a perguntar.

– Porque agora ele é meu filho?

– Porque ele é como você que se esparrama na cama ou dorme na ponta ou no meio e mexe a noite toda.

– Sério?

– Vamos pegar Sofia e ir pra casa. E me conta essa história de Show na OS hoje.

Contei a Arizona tudo que tinha acontecido.

– Você é um gênio Calliope.

Dois dias depois a cirurgia foi feita e foi um sucesso, Eu e Shepherd com a ajuda de Avery, Alex e a Dra. Vadia salvamos o rosto do garoto e os pais ficaram felizes e o hospital ganhou seus dez milhões e a Dra. Vadia se foi e espero não vê-la mais. Quando terminei o enxerto e fizemos o teste dos nervos e o rosto reagiu aos estímulos a OS e as pessoas da galeria aplaudiram, esse era o maior prêmio para um cirurgião ser reconhecido pela sua equipe de trabalho, levantei a cabeça e vi minha esposa na galeria me aplaudindo e sorrindo o sorriso mais doce e lindo que já vi. Aqueles aplausos não foram apenas pela cirurgia, mas também pra me mostrar o quanto eu era respeitada por nossa família do trabalho.

Naquela noite Arizona e eu sentamos no nosso sofá após por nossa filha pra dormir e conversamos sobre a cirurgia e sobre Lauren não como um fantasma do passado recente que nos veio assombrar, mas de uma forma adulta, ainda era desconfortável falar dela e seria por toda minha vida, mas tínhamos que falar sobre o que estávamos sentindo ela teve sua parcela de culpa em toda nossa história, mas Arizona e eu também erramos e a culpa maior era nossa, éramos nós duas que prometemos votos e os quebramos e só cabia a nós refazê-los e lutar para que nunca mais em nossas vidas eles fossem quebrados. Depois desse dia nunca mais ouvi o seu nome nem mesmo no hospital.