Seguindo Seus Passos
21 Capítulo 21
Notas iniciais
– Doutor? – o italiano olhou preocupado para o homem que segurava seu filho nos braços
– Acalme-se, ela apenas ficou cansada por conta do parto, é normal em alguns casos. Logo ela vai acordar e o senhor poderá levá-la para casa.
– Gratzie Dio!
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Quase uma hora depois Dite acordou, ele e o Italiano pegaram o filho e voltariam para casa. Dentro do carro, o moreno começou a falar:
– Afrodite, se me assustar assim denovo io juro que te mato.
– Desculpe, não fiz por mal.
– Eu sei. Mas por Dio! Você me deu um susto desgraçado, sueco.
– Relaxe, eu não sou tão fraco a ponto de morrer com um parto.
– Dite, nem fraco você é.
– Mas no momento estou frágil e sem meus poderes. E veja o Ikki... – o pisciano mostrou o filho que dormia calmamente em seu colo – ele parece bastante com você, fisicamente...
– Espero que temperamentalmente também.
– Eu não, por que eu irei ter muita dor de cabeça...
– Hahaha! – o moreno riu cinicamente — Chegamos...
O casal entrou no casarão com o recém-nascido, ao entrarem na sala viram Mú e Milo amamentando seus bebês na companhia de Shaka.
– Olá, Dite. – Milo cumprimentou
– E ai, tudo bem com você e com o neném? – Mú perguntou
– Oi. Tudo sim.
– Essa peste só me inventou de desmaiar no final do parto, quase me mata... – Matteo falou com um tom irritado
– Vish, mas você tá bem? – o francês quis saber
– Tô.
– Hum... Que bom.
– Shaka, você tá olhando estranho pro teu filho... – observou o sueco
– Tô é? – o virginiano pareceu acordar de um sonho
– Tá. – responderam Matteo, Afrodite e Camus
– Nossa... desculpem-me.
– Realmente você olha muito para o Shun, algum problema meu amor? – Mú perguntou ao esposo
– Sei lá. Tem algo de diferente no Shun, ele não parece ser como o Hyoga, ou mesmo como o Ikki...
– Realmente. Mas o que tem isso? – Camus olhou para a criança nos braço do tibetano que agora dormia
– Sei lá...
– Dite, vamos, tá na hora de você e o bebê irem dormir...
– Claro.
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Passados alguns minutos, Shura, Mú e Shion foram comer alguma besteirinha na cozinha. Enquanto preparava um espaguete, a loira colocou a mão sobre o ventre.
– Papai? – o tibetano olhou preocupado
– Vá chamar o Dohko...
– Eita. – o filho logo atendeu ao pedido
– Então, a forma mais fácil de se matar um urso é...
– A mamãe tá entrando em trabalho de parto! – o filho do moreno interrompe a conversa
– Santa Atena! Cadê o Shionzinho?
– Na cozinha, rápido!
– Tô indo.
Em poucos instantes Dohko e Shion já estavam a caminho do hospital, Shiryu parecia ter muita pressa em conhecer os companheiros.
– Senhora, seu filho já está quase nascendo, empurre somente um pouco mais... – dessa vez uma médica pedia
– Só um pouco, Shionzinho...
– Eu tô empurrando Dohko...
– Isso, mais um pouco.
Logo o choro do bebê se espalhou por todo o lugar.
– Parabéns, é um saudável...
– Menino. – disseram os pais em coro
– Exato. Meus parabéns.
– Obrigado.
Em alguns minutos Dohko e Shion chegaram em casa juntamente com o recém nascido.
– Papai, o senhor chegou! – Mú se levantou do sofá da sala e foi cumprimentar os pais
– Olá, Mú.
– Veja seu irmãozinho, Meu filho... – Dohko mostrou ao tibetano o neném
– Vamos ser bons amigos. E papai, não é melhor o senhor ir descansar?
– Eu já estou indo. – beijou a testa do filho – até amanhã...
– Até.
– Falando nisso, não está na hora de você ir dormir também? – Shaka perguntou
– Sim. Eu já vou indo... – o casal logo subiu para seu quarto também
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Já eram quase três da manhã quando Hyoga chorou, porém Milo nem precisou se levantar da cama pois Camus já tinha trocado o pequeno.
– Pode ir dormir, Mi. Já troquei a fralda dele.
– Ok. Mas eu vou ir tomar água...
– Non quer que eu pegue pra você?
– Obrigado ágape, mas não. Eu vou lá.
– Ok.
A grega vestia apenas uma calça e uma blusa de um moletom masculino que ficavam bastante folgados em si. Mas ela se recusava a vestir roupas femininas. Chegando na cozinha, tomou uma jarra de água e um copo, enchendo-o, tomou sua água e colocou a jarra de volta na geladeira
– Você não deveria estar dormindo? – o sotaque espanhol na voz feminina fez com que ela quase soltasse o copo
– Que susto! Não faça mais isso, Shura!
– Foi brincadeira.
– Hahaha. Muito engraçado...
– foi mesmo. – Milo olhou fuzilante para a morena que observava a lua
– E você, o que tá fazendo acordado essa hora?
– Pensando no futuro...
– No futuro?
– Sim. O nosso passado já resolvemos, o presente já escolhemos, mas o futuro, nós não sabemos o que ele nos reserva. Por isso tava aqui pensando, e se algo der errado? O que eu farei?
– Realmente o futuro é cheio de surpresas. Mas que tal para de se preocupar com isso e viver o presente enquanto ele ainda dura?
– Seria uma boa...
– É uma boa. Então pense nisso, não pare de viver o agora pensando no amanhã, quando ele chegar você resolve.
– Muito obrigado pela conversa Milo.
– Por nada. – pela primeira vez Milo havia visto um sorriso meigo brotar nos lábios do espanhol, mas ele logo se desfez – Ai!
– O que foi Shura?
– Minha barriga, tá dando pontada.
– Eu acho que você entrou em trabalho de parto...
– Zeus.
– Eu vou chamar o Aiolos. Volto já!
Milo subiu correndo as escadas, chegou ao quarto do casal e chamou o grego, em alguns rápidos minutos Shura já se via dentro do carro chegando ao hospital. Milo também iria, mas Hyoga começou a chorar e ele teve que ficar.
– Chegamos. – Aiolos avisou
– Aleluia! Me arrume um médico homem!
O mais velho foi até a recepção e conversou com a moça, logo algumas enfermeiras apareciam com uma maca e levaram Shura para o médico. Aiolos entrou logo em seguida na sala.
– Empurre senhora.
– Eu TÔ empurrando.
– Vai, com mais força Shurinha... – Aiolos o incentivava
– Tá. – o espanhol fez força – Sai daí molequinho! Quer me matar?!
– Só mais um pouquinho... – o medico dizia
Shura novamente empurrou com mais força.
– Buá! Buá! Buá!
– Nasceu, é um menino.
– Ele parece muito com você Aiolos.
– Parece mesmo...
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Na manhã seguinte estavam todos reunidos, pais, mães, irmãos e cunhados do Dite e Aldebaran.
– Eita mano, coitado do menino, vai parecer com o Matteo... – Misty debochou
– Haha. Sorte que ele não puxou ao tio, isso sim.
– Mas pelo menos ele tem os meus olhos. – Dite interrompeu
– Você viram que o Hyoga é um chibi do Milo? – Camus comentou
– Pior, é loiro, olhos azuis... só puxou a você na personalidade, Camyu.
– Coitado... –Afrodite falou num suspiro
– Como é?
– Escapuliu-me.
– Sr. Dohko, parece que seus filhos sempre puxam ao Sr. Shion, não é mesmo? – Mime perguntou
– Sim. O Mú é a cara do Shion, só muda a cor dos olhos e dos cabelos. E o Shiryu também vai parecer bastante com o Shionzinho... só que vai ter cabelos negros, é meio estranho.
– Estranho é o Shun, o menino tem cabelo verde... – o leonino se colocou na conversa
– E isso, por acaso, lhe diz respeito, Aiolia? – Shaka perguntou
– Nossa. Morreu quem tava aqui...
– Sabe do que eu lembrei agora? – o tibetano perguntou aos companheiros
– Do que? – Shura quis saber
– Do Saga. Ele disse que iria nos visitar, mas nunca veio...
– Realmente, e nem sabemos se ele achou o Kanon... – Dite suspirou
– Eu ainda acredito que ele virá. Ele fez uma promessa. – Milo sorriu levantando novamente o astral dos presentes
– Vamos esperar uma hora ele aparece. – Camus concordou
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– Vem Shun, vamos brincar! – o loirinho pulava repetidas vezes
– Não sei não Hyoga...
– Vamos, por favor, por favor, por favor!
– Ele não vai, o Shun vai brincar comigo!
– Não vai não, Ikki. Eu chamei ele primeiro.
– Até parece! – Ikki vez um biquinho e virou o rosto para cima, Hyoga fez o mesmo
– Buá! Buá! – Shun caiu de joelhos no chão e começou a chorar
– Por que vocês sempre fazem isso com o coitado do Shun hein? – Seiya perguntou
– Hey Shun, não chora. – Shiryu falava com o amigo
– Desculpa Shun. – os dois pediram juntos
– Hey, que foi Shun? – Shaka passava por ali com Mú e ouviu o filho chorar
– N-nada.
– Chora não. Vem cá. – Mú pegou o pequenino no colo e o balançou um pouco
– Rapazes, vocês já tem quatro anos... por que ainda brigam assim? – o indiano perguntou
Sim, já tinham se passado quatro anos, nesses quatro anos Saga havia aparecido como prometeu, mas ele ainda não tinha localizado o gêmeo/marido, por isso logo partiu. Misty e Aiolia tinham se casado também. E durante esses quatro anos os pequenos Ikki e Hyoga sempre brigavam para brincar com Shun, que sempre ficava triste com isso.
– Papá. Eu já parei, eu vou ir brincar... – o pequenino desceu do colo de Mú e se juntou aos demais
– Vamo brincar de esconde-esconde. O Ikki conta! – Hyoga avisou
– Tá bom.
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–É meu irmão, a segunda geração dos Jamanthy está quase chegando a seu auge. Logo atacaremos...
– Isso vai ser divertido. Eles pensam que nos derrotaram, quanta ingenuidade.
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– Vem Shunny.
– Calma.
Shun e Hyoga se esconderam atrás de algumas rochas que se localizavam num bosque próximo a fortaleza.
– O Ikki nunca vai nos encontrar aqui... hihihi – o loirinho ria baixo
– Oga, nós temos permissão de vim pra cá?
– A gente não pode ir mais além...
– Certeza?
– Sim.
O dois amigos ficaram escondidos ali por alguns minutos, em silencio, até que o loiro puxou assunto denovo.
– Hey.
– Sim?
– Você sabe o que é isso? – o loiro mostrou a palma de sua mão direita, havia um símbolo que lembrava o raio
– Eu tenho uma dessa! – o pequeno mostrou a mão, onde tinha um raio semelhante ao da mão de Hyoga
– Wow.
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– Shiryu.
– O que foi, Seiya?
– Eu quero fazer xixi.
– Tá de brincadeira né?
– Não.
– Meu papai do céu! Vamos no banheiro que fica lá nos fundos...
– Umhum.
–Só uma coisa, se o Ikki nos pegar, eu vou bater em você.
– Calma Shiryu...
– Vem logo.
Os pequeninos passaram rapidamente e sorrateiramente por todo o quintal, durante o trajeto quase foram pegos pelo amigo, mas conseguiram chegar ao lugar que ficava no lado isolado da fortaleza.
– Shiryu, você tem certeza de que isso é um banheiro?
– Não.
– E se não for um banheiro? E se for proibido entrar ai?
– Sei lá. E se fosse proibido, nossos pais teriam dito não acha?
– É verdade.
– Vamos, entre. – o chinês empurrou o amigo para dentro e entrou fechando a porta em sua frente – Eu estou de costas, ande logo Seiya.
– Shiryu... eu acho que isso não é um banheiro mesmo.
– Por quê?
– Vira pra cá!
– Papaizinho! – o garoto viu uma sala cheia de pergaminhos com imagens – O que será isso tudo?
– Ah, o inteligente é você. Nem me pergunte!
– Você me ajuda bastante Seiya.
– Shiryu. – o moreninho mostrou uma imagem onde estavam os dois, Ikki, Shun e Hyoga
– Somos nós?
– Parece...
– Eu vou perguntar pros meus pais o que são essas coisas...
– Não!
– Por que não?
– Porque se descobrirem que entramos aqui, teremos problemas não?
– Até que você disse algo inteligente.
– Hey!
– Vamos sair logo daqui...
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– Shun? Hyoga? – fênix chamava pelos companheiros
– O que faz aqui garotinho? – a voz de um homem fez com que o pequeno tomasse um susto
– E quem é você?
– Eu? Sou um amigo dos seus pais.
– Dos meus pais?
– Sim. Sou Saga.
– Saga? Você veio aqui uma vez quando eu era menor, não veio?
– Vim sim. Você pode me levar até seus pais?
– Claro...
O garotinho começou a guiar Saga para o interior da fortaleza, no caminho encontraram Shiryu e Seiya que se juntaram a eles.
Na floresta Shun e Hyoga ainda aguardavam alguém lhes encontrar, porem não viam aproximação de nenhum dos amigos.
– Hyoga, eu acho que eles desistiram de encontrar a gente.
– Será? Acho que o esquentadinho não iria desistir não...
– Mas ele tá demorando muito.
– Deve tá procurando os outros primeiro.
– Será? E se ele esqueceu da gente?
– Ele não esqueceu, calma Shun...
– Tá bom.
– Hey pequenos! – um homem surgiu atrás de uma arvore
– Ahh! – os dois garotinhos tomaram um susto
– Desculpem-me. Er... vocês são parentes do Milo?
– Pra que quer saber disso? – o homem apenas sorriu
– Venham. – o homem de capuz pegou os dois meninos nos braços
– Hey! Larga o Shun! – Hyoga se rebatia
– Solta! – o pequeno Shun tentava se soltar também
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– Saga! – Dite se levantou do sofá onde estava com Milo, Mú, Shura e Shion
– Olá, Afrodite. E oi pessoal.
– Oi... – responderam
– Vejo que você achou meu filho... – o pisciano percebeu o menor junto a Saga
– É o meu também. Vem cá Seiya. – o moreninho foi até o pai
– Vem cá, o que vocês faziam lá fora hein Shiryu? – Shion perguntou
– Nós estávamos brincando de esconde-esconde...
– E cadê o Shun? – Mú perguntou
– E o Hyoga? – Milo quis saber
– Ainda estão escondidos... – Ikki respondeu
– Eu vou ir procurá-los. Tá tarde – o tibetano ia se levantar quando a porta abriu e eles viram uma figura encapuzada segurando os dois pequeninos.
– Hey! O que tá fazendo com meu Shun? – Shaka chegava na sala com Camus e os outros
– Hyoga! Largue ele! – o francês avisou
– Ok. – assim que foram soltos os meninos correram para seus pais – Então vejo que veio a galera toda me receber...
– Essa voz... – Shura disse
– Era isso que eu ia dizer, mas o Dite não calou a boca... – Saga logo disse na defensiva
– Então quer dizer... – o homem retirou o casaco que lhe cobria – Kanon!
– Oi gente. Bom ver vocês. – o geminiano piscou o olho – Desculpa ai pelo susto...
– Então, onde você esteve? – o ariano mais novo perguntou
– Por ai...
– Por que demorou a voltar a assim meu jovem? – Dohko encarou o mais novo
– Desculpe-me, Mestre. Não o farei denovo...
– Kanonzinho! Como vai? Tá com fome? Saudades de você. – Afrodite abraçou o geminiano
– Ranran! Papai, largue já esse homem. – o filho do sueco mandou
– Ouviu o garoto Dite. – Matteo riu
– Zeus, como esse garoto parece o Matteo... – Kanon olhou admirado
– E você queria que ele parecesse com quem? – o italiano o olhou de canto
– Com o Dite.
– Ah tá...
– E como você se chama? – perguntou ao garotinho
– Ikki. – respondeu emburrado
– Você é um fofo sabia? – o loiro apertou a bochecha do menor
– Eu não sou fofo.
– Tá bom... – ele foi em direção ao loirinho – E você? Quem é...?
– Hyoga.
– É praticamente um clone do Milo...
– É, ele parece muito comigo. – o grego disse orgulhoso
– E você, quem é?
– Shun. – disse o garotinho de cabelos verdes
– Você tem olhos muito bonitos Shun...
– Obrigado... – o garoto enrubesceu
– Você não viu que o Shun é tímido? – Hyoga perguntou ao gêmeo mais novo vermelho de ciúmes
– Calma rapaz! Eu só elogiei.
– Hunf! É bom pra você, ele é meu melhor amigo.
– Ok. – o loiro estava com uma terrível vontade de gargalhar mas achou melhor não – E você? Como se chama?
– Shiryu.
– Prazer em conhecê-lo, Shiryu.
– O prazer é meu...
– E você moreninho, é quem?
– Seiya.
– Olá. Então garotos fofinhos, eu sou o tio Kanon
– Oi...
Os garotos gostaram muito de Kanon, passaram a tarde toda brincando com ele. Quando a noite chegou as crianças foram dormir e os adultos estavam na sala.
– Hey Kanon, onde você esteve todo esse tempo? – Aiolia perguntou ao amigo que apenas apertou o braço
– Não perguntem isso a ele, por favor. – Saga quem pediu
– Eu gostaria de contar, mas não posso... – o gêmeo mais novo abaixou o rosto
– Rela Kanon! – Mú que estava ali do lado cutucou o amigo e sorriu
– Realmente onde você esteve não vai mudar uma coisa... – Afrodite falou
– E o que é?
– A vingança que eu terei por você ter sumido sem me dizer! – o pisciano pulou em cima do amigo e começou a lhe fazer cócegas
– Para Afrodite, eu não posso sentir cócegas...
– Se quiser pode, mas se não quiser te causo dor.
– Não, eu deixo você fazer cosquinha então!
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Era tarde da noite, os adultos ainda conversavam na sala. No quarto do pequeno Hyoga o loirinho se levantou, e como de costume, foi até o quarto de Shun. Ele abriu a porta devagar, se sentou ali e ficou a observar o amigo quando o inusitado aconteceu, o virginiano acordou. Ao abrir seus olhos viu a figura de Hyoga, mas ao ver bem não era ele, então se sentou depressa na cama e olhou para o rapaz que ali estava, ele percebeu que também era observado por olhos assustados.
– Quem é você? E o que está fazendo no meu quarto? – Shun colocou a mão sobre a garganta, sua voz estava grave
– Cadê o Shun? – Hyoga também notou a diferença em sua voz
– Sou eu o Shun. Hyoga...?
– Sim, sou eu. Mas Shun, você tá mais velho.
– Como é? – o menino se levantou da cama e se olhou no espelho, era realmente um adolescente. – o que houve comigo? E com você?
– Comigo?
– Sim. Vem ver... – o loiro se levantou e também se colocou a frente do espelho
– E tô, nós estamos mais velhos...
– Isso é estranho.
– Shun...
– Sim?
– Seu cabelo tá cumprido.
– O seu também tá.
– Sério? E você gostou? – o russo ficou rubro ao perceber o que acabara de dizer
– É... – Shun também corou com a pergunta – Ficou...legal.
– Valeu. Você também ficou uma gracinha...
– Para de falar assim Hyoga! – pediu o menino quase da cor de um tomate
– Desculpe. Você tá corado...
– Eu sei.
–Você fica fofo corado.
– Você quer uma briga mesmo?
– Não. Parei...
– É melhor pra você.
– Calma ai, Shun. Então, eu já vou indo...
– Espera. – o loiro sorriu e se virou voltando a ter uma expressão séria – Se quiser ficar aqui denovo, você pode.
– Achei que estivesse bravo comigo.
– Nunca fico bravo com meus amigos, Hyoga.
– Hum... Então eu fico com você, mas não deveríamos falar pros nossos pais?
– Verdade, vamos lá...
Os dois adolescentes desceram as escadas rapidamente, ao chegarem todos os olhavam com a boca aberta, Afrodite até deixou cair a revista que segurava.
– Shun? – Shaka e Mú perguntaram
– Er... oi?
– Hyoga? – Milo olhou para o loiro
– É você meu filho? – Camus chegou bem perto do filho
– Sou eu.
– Er... — Kanon olhou para os dois – Você não eram crianças ainda essa tarde?
– Isso é normal. Quando eles fizessem cinco anos virariam adolescentes. – Shion explicou
– Nossa, os anos lhe fizeram bem, Shun. E a você também Hyoga...
–Obrigado. – o mais novo corou
– Obrigado. – Hyoga falou seco – Agora se nos permite, vamos dormir... – ele puxou o amigo pelo braço e os gêmeos riram
– O Shun é tímido como o Mú. – Kanon falou
– E o Hyoga ciumento como o Milo... – Saga completou
– Eu não sou tímido. – Mú se defendeu completamente corado
– Eu não sou ciumento. – o grego disse indiferente
– Quem é aquela morena amiga do Camus, hein Saga? – Matteo entrou no jogo
– Realmente, ela é linda, o cabelo é perfeito... – Afrodite alfinetou mais
– Wow! Você lembra da vez que o Mú teve que entra só de sunga na piscina, Dohko? – Kanon perguntou ao mestre
– Foi aquela vez que você tiraram e esconderam a sunga também? – até Shion entrou no jogo
– Eu me lembro daquele dia... – o moreno olhou para o teto
– Cara, vocês tinham jogado a sunga no meio das coisas do Shaka, e naquele tempo eles nem namoravam... – lembrou Aiolia
– Wow, também teve aquela vez que o Mú tava dormindo e vocês trancaram o Shaka peladão no quarto dele. – o sueco contou
– Chega! – Shaka, Mú e Milo disseram em coro
– Coitados, só eu que non tenho podres pra contar... – Camus riu debochado
– Tem aquela vez que você foi ligar o microondas no meio de uma tempestade e deu um relâmpago na hora que você foi ligar na tomada e seu cabelo ficou em chamas? Se você fosse humano teria morrido... – Milo perguntou
– Hey! Shiu! Ninguém precisa saber, Milo...
– Engraçadinho.
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Eram nove da manhã, Shun acordou e sentiu um peso sobre sua cintura, era um braço. Mas Hyoga tinha dormido em sua cama? Não, ele quis ir embora no meio da noite. O Mais novo então se virou e viu que o loiro dormiu abraçado em si.
– Hyoga?
– Hum? – perguntou preguiçoso
– O que você tá fazendo aqui?
– Eu voltei denovo.
– E... por que você tá me abraçando?
– Foi mal.
– Tá bom... mas vamos levantar tá na hora, e temos que chamar os outros..
– Vamo então.
Os jovens fizeram sua higiene matinal e trocaram suas roupas, afinal não sairiam por ai de pijama. Foram primeiro ao quarto de Shiryu, o chinês já havia se arrumado só estava sentado sobre sua cama lendo. Ele nem tinha se assustado muito com a mudança, ele já a esperava...
O próximo foi Ikki, ele ainda estava atordoado mas ainda assim aceitou sair com os outros sem fazer drama. Já Seiya, demorou bastante pra se arrumar, ainda não tinha se conformado com o fato de estar bem mais velho, com o tempo se conformou e eles foram ao parque. Ao entrarem Shun esbarra com um rapaz de cabelos brancos e olhos lilases.
– Oh! Me perdoe! – se desculpou
– Tudo bem... Olá sou Sorento.
– Prazer...
Continua ...
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