Seguindo Seus Passos
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Boa Leitura!
- Até parece! Eu que tive o imenso prazer de conhecê-lo Shun...
- Maravilhoso! Mas temos que ir. – Hyoga puxa o amigo pelo braço e é seguido pelos outros
- Hyoga que falta de educação! — o menor tentava se soltar sem sucesso – Desculpe-me. Até breve, Sorento!
- Até...
- Olha Shiryu, sorvete! Vamos comprar... – Seiya nem esperou o amigo responder e o puxou para onde se encontrava o carrinho de sorvetes
- Eu vou ir tomar um suco. – Ikki avisou se afastando dos mais novos
- Vem cá, que historia é essa de “até breve Sorento...”? –Hyoga perguntou com um tom irritado
- Você tá irritado por que?
- Sei lá... mas Shun, como seu amigo, se afaste desse cara ele não passa uma energia muito boa...
- Do que você tá falando? E eu nem vou vê-lo denovo, só disse isso pra ser educado...
- Tá bom então...
- Dá pra soltar meu braço?
- Ah, desculpe! – o loiro soltou o braço do amigo e começou a andar apressado – Vamos logo preparar o piquenique...
Os dois acharam um lugar muito bonito embaixo de uma arvore e começaram a arrumar ali suas coisas antes que os outros voltassem. Durante todo o tempo Hyoga tinha continuado em silêncio, não pronunciou uma palavra sequer para Shun, o que deixou o virginiano muito preocupado, afinal Hyoga sempre fora seu melhor amigo e adoravam conversar.
- Hyoga...
- Sim? – o loiro o encarou pela primeira vez em vinte minutos
- Você está zangado comigo?
- Claro que não estou Shun. Por que a pergunta?
- Você não tá falando comigo direito...
- Desculpe. Tava pensando...
- Sabe Hyoga, você me assustou...
- Shun, eu nunca ficaria sem falar com você. Afinal eu...
- Chegamos pessoal! – Seiya chega junto com os dois amigos
- Que bom Seiya... – o loiro abaixou o rosto e continuou a arrumar alguns sanduiches
- Atrapalhamos algo? – Shiryu olhou para os dois amigos preocupado
- Claro que não atrapalhamos, o que esses dois poderiam estar fazendo? – Ikki percebeu que o garoto de cabelos verdes corou – Ou realmente atrapalhamos?
- Claro que não! Que pergunta...
- Realmente. Nós estaríamos fazendo o que senhores? Estamos apenas terminando de arrumar isso aqui... – o aquariano se defendeu
- Parece que vocês estavam era namo...- Shiryu tampou a boca do sagitariano
- Er... vamos ao piquenique... – o libriano falou antes que Hyoga matasse Seiya
- É, eu quero ir logo pra casa... – Ikki se sentou
O passeio no parque continuou após o lanche, eles passaram a manhã toda ali se divertindo.
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- Isso é mal, muito mal!
- Eu sei Shionzinho...
- Vá chamar os outros...
- Tô indo.
O moreno chamou todos os que se encontravam na fortaleza, Mime, Misty e Alberich tinham se juntando ao bando, quando chegaram Shion não deu tempo para que ninguém perguntasse nada, apenas começou a falar:
- Amigos, teremos vários problemas futuramente... vejam só isso. – o loiro mostrou na parede um pergaminho que mostrava cinco jovens muito parecidos com Shun, Hyoga, Seiya, Shiryu e Ikki – Esses são os garotos...
- Mas o que tem nossos filhos? – Dite perguntou
- Algo ruim vai acontecer a eles, pai? –Mú olhou preocupado para o pergaminho
- O problema não são as crianças, fiquem calmos. O problema é esse... – com o dedo ele indicou no pergaminho, atrás dos cinco jovens, uma sombra que estava de costas – Algo ruim virá, não sabemos quando exatamente, mais será logo...
- Mas os garotos ainda estão começando os treinamentos... – Shaka lembrou aos companheiros
- Eles estarão prontos... – Dohko disse com confiança
- Eles têm que estar prontos. – Shion disse olhando novamente para a imagem – Caso contrario nós estaremos perdidos...
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- Gente, tá ficando tarde... é melhor voltarmos. – Shiryu olhou para o sol que se deitava no horizonte
- Tá mesmo, vamos voltar logo ou meu pai me mata... – Seiya falou com medo
- Eu também tenho que ir, vou arrumar uns trem. – Ikki logo se separou do grupo
- Nós vamos com ele, vocês dois venham depois, eu aviso seus pais... – o chinês puxou o amigo e seguiram o mais velho
- Eu não quero ficar segurando vela não... – fênix avisou – então sem pregação por favor. – foi a ultima coisa que ouviram antes que os três sumissem de suas vistas
- É, vamo arrumar isso aqui e ir embora. – Hyoga começou a recolher as tigelas
- Claro... é, Hyoga?
- Sim?
- Você está com raiva?
- Não.
- Chateado?
- Não.
- Triste?
- Não.
- Apaixonado?
- ... – o loiro hesitou em responder – Não.
- Você tá apaixonado...
- Não, eu não estou. – ele puxou o pano que cobria o chão
- Eu sou seu melhor amigo, sei quando mente...
- Mas não estou mentindo.
- Olha nos meus olhos e diz que não tá mentindo... – o mais novo segurou o braço do amigo
- Que?
- Diz que não tá com problemas olhando nos meus olhos Oga. Você nunca tinha mentido pra mim antes, por que isso agora?
- Sei lá, Shun. E eu não tô mentindo pra você.
- Ah é?
- É.
- Olha pra mim e diz isso.
- Não preciso fazer isso, se eu sou realmente seu melhor amigo deveria confiar em minhas palavras.
- É você tá certo. – o garoto solta o braço do loiro – Vamos logo, temos que ir pra casa...
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- Pai, chegamos! – Ikki gritou ao entrar em casa
- Aleluia! Você tá bem? – Afrodite olhou o corpo do filho de cima a baixo
- Claro que tô...
- Seiya? – o moreno ouviu a voz de Shura vinda do andar de cima
- Tô aqui! – o garoto foi em direção aos pais
- Shiryu. – o sueco chamou
- Sim?
- Seu pai pediu que quando você chegasse era pra ir até a biblioteca...
- Obrigado Afrodite.
- De nada.
Antes que o garoto de longos cabelos negros fosse até a biblioteca Mú, Camus, Milo e Shaka entraram no ambiente e o tibetano logo perguntou:
- Shiryu, onde estão Shun e Hyoga?
- Eles ficaram mais um pouco no parque conversando, Mú.
- Como? Sozinhos lá? – Milo disse já preocupado
- Sim, senhor.
- Eu tô com um mau pressentimento... — o indiano foi em direção a porta
- Eu vou com você. – Camus foi até a porta também.
- Eu vou junto! – Milo e Mú disseram juntos
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Os dois amigos andavam pelas ruas da Grécia rumando para sua casa, a lua já se mostrava presente quando os seus pais chegaram ao parque e notaram que ambos tinham ido embora, enquanto passavam por uma rua pouco movimentada, um homem sai de dentro do beco.
- Hey gracinha! – o cara gritou
- Hãn? – Shun se virou para olhar
- Shun, não olhe. Continue andando...
- Tá.
Ambos apressaram o passo para se afastar do homem, o loiro olhou para trás para verificar se ainda eram seguidos, ele não localizou o homem.
- Shun, ele sumiu... – avisou ao amigo
- Uffa!
- Sumi mesmo? – os garotos olharam para frente e viram o homem encostado numa parede
- Como você... – o aquariano começou a falar mas foi interrompido
- Não precisa saber disso meu loirinho...
- Cuma? – o loiro encarou o homem incrédulo
- Ah vem cá! – o cara suspeito tentou abraça-lo
- Sai fora! – Hyoga colocou a mão na frente do rosto do homem impedindo-o de lhe abraçar
- Serio, para com isso... – o rapaz se livra do braço do loiro e cola os dois corpos – Garoto se não se importar, poderia ir embora?
- Como é que é? – o virginiano ficou enfurecido e suas bochechas ficaram vermelhas por conta de tanta raiva – Você não tem o direito de chegar aqui, agarrar o Hyoga na minha frente, e pedir pra que eu vá embora! – a essa altura o garoto já tinha separado os outros dois e com o indicador sobre o peito do homem disse – Se alguém deve se retirar, esse alguém é você!
- Como ousa me tocar garotinho? – ele dá um tapa na mão de Shun – Você nunca mais repita esse erro.
- Você por acaso acha que eu tenho medo de você?
- Deveria, criança. Você não sabe quem eu sou?
- Não, me chame de criança. E não, eu não sei quem você é, também não me importo com isso...
- Shun, chega. Vamos embora... – o russo chamou pelo amigo
- Vamos, eu não quero encrenca. – logo o mais novo se juntou ao amigo
- Você acha que vai mexer comigo assim e ir embora impune?
- Cara já chega! – o loiro falou com o tom de voz alterado
- Claro, meu amor. Mas antes esse moleque vai ver só! – o homem se colocou em posição de ataque e deu um soco na direção de Andrômeda, mas antes que o ataque acertasse o garoto outro homem de capuz surge e para o punho do primeiro
- Já chega Hypnos!
- Mas esse moleque... –Hypnos ergueu novamente seu punho
- Não! Ouse toca-lo.
- Você não tem controle sobre mim!
- Mas eu tenho... – um homem de capuz negro apareceu atrás dos dois – e se você tocar em apenas um fio de cabelo dele, você morre.
- Quando o senhor voltou?
- Não importa. Vá embora agora.
- Sim senhor.
Os dois homens, com exceção do homem de capuz negro desapareceram como se fizessem parte do próprio ar.
- Desculpe-me Shun. – os dois garotos puderam ver apenas um sorriso nos lábios daquele ser – Ele nunca mais vai o ameaçar, eu prometo...
- Obrigado. – os olhos do rapaz tinham perdido o brilho e ele estendia a mão aquele que estava a sua frente
- Shun? – seu amigo o olhou preocupado
- Como ousa pronunciar o nome dele? – ele ouviu a voz do terceiro homem sair entre o ranger de dentes
- Ele é meu melhor amigo, problema?
- Claro que há problema, você não será mais amigo dele.
- Me... obrigue. – o loiro falou pausadamente
- Realmente será um prazer fazê-lo. – com a preparação feita em alguns segundos um soco, não um comum, um que mais parecia um esfera de energia foi disparado em direção ao loiro, e quando o acertou... – O que?! – Shun havia se colocado a frente do amigo e recebido todo o impacto do golpe
- SHUN? – o garoto de cabelos verdes escorregou junto a Hyoga que ficou ajoelhado embaixo de si – Fala comigo Shun, por favor.
- Você? Por que fez isso? Não o entendo... – o homem colocou a mão sobre a face e desapareceu em seguida
- Hyoga, você tá bem? – as palavras foram ditas com muita dificuldade
- Eu tô sim... mas por que fez isso? – ele abraça forte o amigo com os olhos marejados – Você poderia ter morrido. Não faz mais isso...
- Não chora, esse papel é meu...
Shun! Hyoga! Ouviram ao longe as vozes de seus pais chamando por seus nomes. Em poucos instantes estavam todos ali juntos.
- Shun meu filho! – Mú se ajoelhou e ficou perto do filho
- Me diz, você ta bem Shun? – Shaka olhou preocupado para o filho
- Você ta bem Hyoga? – o loiro se levantou e foi abraçado por Milo, em seguida por Camus
- Como Diabos você deixa machucarem meu filho? Você trouxe ele pra cá saudável e inteiro, agora ele ta ferido! O que você tem na cabeça?! –Mú começou a gritar com o mais novo
- Pai, para... ele não tem culpa. – Shun com dificuldade se levantou do chão – Vamos pra casa.
- Vem, eu te ajudo. – Shun se apoiou em Shaka e foram andando até o carro.
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- Hypnos, como você me apronta essa?! – o homem passava a mão nervosa por seus cabelos negros
- Perdoe-me. Não sabia que era ele...
- Você me fez feri-lo!
- Senhor, por favor perdoe meu irmão, ele não fez isso com más intenções.
- Realmente, seu irmão não foi o culpado dessa desgraça, Thanatos.
- Agradeço pela piedade Hades-sama.
- Não me agradeça ainda, só o perdoarei quando o responsável pelo meu sofrimento estiver morto. Hyoga deve morrer.
- O que? – os gêmeos perguntaram em coro
- Sim, aquele loiro morrerá. Mas eu deixarei que ele seja feliz antes de morrer.
- Vejam o quão grande é o coração de seu senhor... – uma mulher com os cabelos e vestido negros surgiu – Seja bem-vindo de volta, Senhor Hades...
- Agradeço, Pandora.
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Em casa, Mú limpou os ferimentos de seu primogênito. Com muito custo permitiu que Hyoga passasse a noite sozinho com ele, o loiro colocou uma cadeira a beirada da cama, segurou uma das mãos do companheiro entre as suas e ficou velando seu sono.
- Desculpa. – uma lagrima rolou por seu rosto – Eu te amo tanto e você nem faz ideia disso, eu queria poder te proteger, cuidar de você, mas a única coisa que eu lhe faço é mal... perdão. – nesse momento o loiro se desfazia em lagrimas deitado sobre o menor quando sentiu uma mão gentilmente afagar seus cabelos
- Não se preocupe com isso... – era a voz de Shun que sorria
- Você tá melhor? Ou melhor, o quanto você ouviu? – Hyoga corou
- Tô melhor sim, obrigado. Eu só ouvi a parte do perdão... por que? Perdi algo importante?
- Não.
- Você tá mentindo.
- Não tô mentindo. Mas que coisa!
- Tá sim e ponto final.
- Hunf!
- Hyoga, você não deveria ir dormir?
- Eu vou ficar aqui mesmo.
- Não seja bobo, vai dormir de mau-jeito. Pode vim pra cá se quiser... – o menino fechou seus olhos verdes
- Mas você tá machucado...
- E daí? Você sabe que quando eu acordar de manhã vou estar curado.
- Se você diz. – atendendo ao pedido de Shun, ele se aconchegou com cuidado e passaram a noite abraçados.
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Quando a manhã mostrou estar presente, Hyoga foi o primeiro a acordar, ele saiu lentamente da cama e deixou o melhor amigo dormindo. Silenciosamente foi até a porta, e ao abri-la quase gritou, viu Ikki encostado a parede.
- Que susto Ikki!
- Quando vai dizer a ele?
- Dizer o que?
- Você sabe...
- Sei do que?
- Como você pode ser tão esperto pra algumas coisas e tão tonto pra outras...?
- Eu realmente não sei do que você tá falando...
- Eu só quero saber quando você pretende dizer ao Shun que gosta dele! – o leonino aumentou o tom e logo teve sua boca tampada pela mão do aquariano que havia enrubescido
- De onde você tirou essa ideia?
- Ah! Como se alguém não soubesse... – Ikki se encosta novamente na parede
- Como é? Todos já sabem? Até o Shun?!
- Então você assume que gosta dele?
- E-e-eu nã-não di-di-disse i-i-isso nã-não...
- Mas gaguejou que foi uma beleza.
- É-é culpa sua...
- Minha? O que eu fiz?
Ding-Dong! Ding-Dong!
“Salvo pelo congo!” Pensou Hyoga quando Ikki saiu para ir atender a porta. O rapaz desceu as escadas e foi abrir a porta, o loiro ficou no andar de cima apenas observando quem seria.
- Olá, desculpe o incômodo, é que meu carro quebrou aqui e eu...
- Sorento? – a voz de Shun ecoou pela sala
- Shun? – Ikki, Hyoga e Sorento disseram juntos
- Oi gente. – cumprimentou os amigos – Entre Sorento...
- Com licença. – o rapaz adentrou a casa
- Olá Sorento como vai?
- Vou bem Shun... e você?
- Eu estou muito bem, obrigado.
- Tô saindo, Tchau. – Ikki avisou e em seguida saiu pela porta
Sorento e Shun ficaram ali conversando por um tempo, o mais novo até convidou o “amigo” para passar a noite ali se seus pais deixassem... mas em uma certa altura da conversa, Shun percebeu que o outro lhe encarava bastante.
- Algum problema, Sorento?
- É que... sabe, desde lá no parque eu esperava te reencontrar...
- E pra que?
- Pra te dar isso... – o marina aproximou seus rostos, Shun de imediato ficou sem ação
Seiya passava por ali e viu a cena junto a Shiryu, ao olhar para cima notou que Hyoga observava a tudo atentamente. Os dois jovens na sala estavam prestes a terem os lábios tocados quando...
- Alguém quer bolo? – a voz de pegasos fez com que os dois se separassem
- Eu quero bolo! – Shiryu chegou em seguida
- Ai... é bolo? – Shun viu que os olhares dos amigos focavam-se no andar de cima e virou o rosto, seu coração falhou uma batida quando viu Hyoga dar um sorriso triste e ir em direção a seu quarto – Hyoga! – o virginiano saiu correndo em direção ao amigo
Hyoga entrou dentro de seu quarto e fechou a porta, esqueceu de trancá-la, mesmo assim se jogou na cama e começou a olhar para o teto, seus olhos marejaram. Mas não teve tempo de chorar, o seu amado logo entrou pela porta.
- Hyoga eu...
- Você o que? Ia beijar ele se o Seiya não tivesse aparecido?!
- Não, eu...
- Pensando bem, por que tá me dizendo isso? Você não me deve explicação nenhuma. – loiro se levantou da cama e ficou a frente do companheiro
- Para Hyoga, não faz assim...
- Não tô fazendo nada, você pode sair? Tô meio ocupado...
- Não, não dá! Eu não vou sair daqui antes de te falar umas coisinhas.
- Fale então.
- Eu ouvi o que você disse ontem a noite. Eu ouvi sua conversa com o Ikki esta manhã, e eu te amo Hyoga. – o loiro não teve tempo de reagir a nada quando sentiu os lábios do colega sobre os seus
O mais novo nem sabia de onde tinha tirado tanta coragem de dizer aquilo ou de onde havia saído a coragem de beijar Hyoga. Era seu primeiro beijo, o loiro sabia disso, foi um beijo terno e carinhoso, quando se separaram, ambos estavam rubros tanto por conta das revelações e por conta do beijo.
- Shun, então você sabia? Por que não me disse nada?
- Eu, eu... fiquei tão feliz por você gostar de mim... não queria te pôr sobre pressão dizendo que te amava. – o garoto abaixou o rosto – E se você mudasse de ideia?
- Eu nunca vou mudar de ideia, Shun... – um novo beijo foi iniciado e ao terminar foi celado por um abraço
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Sorento havia se retirado, disse que os pais haviam chamado um guincho e que o esperavam perto da estrada. Seiya e Shiryu ficaram a sós na sala.
- Olha, confesso que você me surpreendeu, Seiya. – Shiryu falava para o moreno
- Sério? – o moreno abraçou o amigo — Obrigado Shi.
- De nada, Seiya. Mas por que o abraço?
- Não posso? – o mais novo os separou e olhou preocupado para Shiryu
- Claro que pode... – o chinês viu o colega sorrir e se aproximar de forma mais intima, não como quem iria lhe abraçar e sim...beijar.
- Voltei. – Ikki entrou na sala e fez com que Seiya saltasse para trás quase caindo do sofá – Estou atrapalhando?
- Sim... – Shiryu disse e depois se corrigiu – quer dizer Não!
- Hum... Tô indo pro meu quarto, quando meu pai chegar pede pra ele ir lá.
- Qual deles? – os dois morenos perguntaram juntos
- O Afrodite... Não, o Matteo... Não... Ah! Mandem os dois... – o leonino subiu as escadas e como disse, foi para seu quarto
- Então, podemos continuar? – Seiya perguntou na cara dura
- Continuar o que menino? Tá doido? – o chinês ficou com as bochechas rosadas
- Vai Shi, você ia deixar...
- Eu não ia deixar nada.
- Você ia sim. – o japonês prendeu os braços do companheiro no sofá e ficou por cima deste
- Seiya, sai de cima de mim antes que alguém... – antes de completar a frase os dois jovens se voltaram para a porta que havia sido aberta e os mais velhos haviam chegado
- Seiya! O que você tá fazendo moleque?! – Shura começou a gritar com o filho
- Shiryu?! Mas o que...? – Shion olhava para o filho perplexo
- Eu posso explicar! – ambos ficaram de pé
- Comecem então. – Aiolos cruzou os braços
- Vocês tem muito o que explicar. – Dohko os encarou
- Matteo e Afrodite o Ikki pediu para irem ao quarto dele. – Shiryu falou aos mais velhos que logo foram em direção ao quarto do filho
- Onde está o Shun? – Mú perguntou pelo filho
- É verdade onde está o Shun meninos? — Shaka também quis saber
- E o Hyoga, onde ele está? – Milo perguntou
- Ah relaxem, eles estão no quarto do Hyoga... – Seiya falou sem nenhuma preocupação
- QUÊ?! – Milo, Camus, Shaka e Mú perguntaram e em seguida correram em direção ao quarto do loiro
- Nós já vamos... – Aiolia puxou Misty e rapidamente saíram dali
- Vamos para o quintal, Al... – Mime saiu com o companheiro
- Podem começar a falar... – Dohko avisou
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Os quatro homens iam rapidamente até o quarto de Hyoga, ao abrirem a porta viram os mais novos se beijando, Hyoga estava sentado numa cadeira e Shun em seu colo. Mú quase teve um treco ao ver o filho naquela situação.
- Alexei Hyoga Yukida o que diabos você tá fazendo moleque? – Milo quase voou no pescoço do filho se não fosse pelo fato de Camus tê-lo segurado.
- Shun, o que tá acontecendo aqui? – Shaka amparava Mú
- Explique-se Hyoga, que pouca vergonha é essa aqui? — Camus estava tendo um pouco de dificuldade em segurar o esposo
- P-pai, é que...que... – Shun estava completamente rubro e desconcertado
- Eu tenho a resposta. – o loiro anunciou passando um dos braços sobre os ombros do mais novo — Simplesmente eu e o Shun estamos namorando, e queríamos pedir a benção de vocês...
- O QUÊ? – Disseram todos em coro, inclusive Shun
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- Filhinho, chamou a gente? – Afrodite entrou com cuidado no quarto do filho
- Eu chamei.
- E o que passa campeão? – Matteo entrou em seguida
- É que... eu quero ir a um psicólogo....
- Como é? – Afrodite olhou para o filho preocupado
- Eu quero ir a um psicólogo.
- E por que? – Matteo se sentou junto ao filho
- É que... eu tenho escutado vozes.
- Zeus... – o sueco colocou a mão sobre a testa
- Mas o que essas voces dizem?
- É muita coisa, parece que eu tô na cabeça de outra pessoa...
- Deve ser algo passageiro, no?
- É, seu pai tem razão. Descanse por hoje, caso continuar te levaremos ao psicólogo Ikki. – o loiro abraçou o filho
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Depois de muito tempo os filhos conseguiram se livrar de um longo castigo, e Matteo e Dite estavam preocupados com o filho que ouvia as tais vozes...
Naquela noite, Hyoga dormiu novamente no quarto de, agora namorado, Shun. Era tarde da madrugada quando o loiro acordou com uma inquietação do mais novo, ao olha-lo direito percebeu que seu rosto estava vermelho, seu corpo suado e sua respiração descompassada. Ele tentou então acordar o amigo, quando o garoto de cabelos verdes finalmente acordou, o loiro lhe perguntou:
- Shun? O que foi?
- Não foi nada, foi só um sonho... – o rapas colocava alguns fios suados no lugar
- Você tem certeza? Você tá bem?
- Eu estou. Pode ir dormir sossegado.
- Então tá bom, mais qualquer coisa, me chama tá bom?
- Tá.
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- Desculpe-me a demora meu Senhor...
- Onde esteve, rapaz?
- Eu tive que resolver uns assuntos pendentes, mas estou de volta.
- Hum... e que assuntos são esses? Posso saber?
- É que, eu vi um homem hoje, ele me pareceu tão familiar...
Quatro horas antes:
Os Jamanthy andavam pela feira livre da Grécia comprando algumas coisas, ao passarem por um beco, Kanon chama a atenção de um rapaz que ali estava escondido, este o olhou e logo teve a impressão de que já o conhecia. O moreno os seguiu até o resto do dia.
Agora:
- Que homem é esse?
- Não sei. Ele andava com outros quinze homens, só que eu acho que o conheço. E a outro deles também, e ele se parece muito com ele.
- Kagaho! Você está proibido de sair deste castelo.
- P-por que Senhor Hades?
- Eu não quero que se meta com esse tipo de pessoa... – “Será mesmo possível que Kagaho os encontrou?! Raios, isso pode comprometer meus planos...”
- Sim Senhor...
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Na manhã do dia seguinte, Hades teve que viajar, Kagaho tentou, mas o jovem desobedeceu seu senhor e saiu do castelo. No dia anterior ele havia descoberto onde o homem morava, e resolveu ir até lá.
“Eu acho que irei procurá-los denovo... Afinal sei onde eles moram.” Ikki acordou quando esses pensamentos ecoaram em sua cabeça.
- Será possível? Por que eu tô ouvindo isso? – o leonino se sentou na cama
“Eu acho que estou enlouquecendo, só pode! Eu não posso estar ouvindo vozes, não posso...”
- Hum? – Kagaho parou o percurso e olhou para trás – Denovo? Essas vozes estão começando a me aborrecer...
“Eu devo ir rápido, tenho que voltar antes do meu senhor...”
- Ir aonde? Que senhor? Por Zeus!
Em poucos minutos Kagaho chegou a mansão dos Jamanthy e ficou ali observando o lugar na esperança de encontrar o homem que buscava, então o viu. Era Kanon o homem que buscava, descobriu isso ao ouvir Saga chamá-lo pelo nome, descobriu ali o nome daqueles dois gêmeos que parecia conhecer a tempos. Só que ele viu um beijo por parte dos dois e ficou primeiramente espantado.
- Você não deveria ficar espionando os outros assim... – uma voz que ele conhecia ao longe quase fez com que o rapaz caísse do galho da árvore.
- É q-que e-e-eu...
- Poderia me dizer seu nome.
- D-desculpe. É Kagaho.
- Hum... sou Ikki.
- Prazer em conhecê-lo. – “Isso pode me trazer muitos problemas... E que vergonha”
- Você simplesmente tem muita sorte em poder me conhecer. E não foi um mico assim...
- Er... você vai contar pra alguém?
- Dessa vez não.
- Muito obrigado.
- Então, quer entrar?
- Não, já está na minha hora...
- Volte depois que eu te apresento aos outros.
- Está bem, e obrigado Ikki.
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Kagaho chegou no castelo sorridente, mas esse sorriso se desfez assim que chegou ao salão principal. Hades estava sentado em seu trono e assim que o jovem entrou pela porta levantou seu rosto.
- Você realmente ousou me desobedecer, Kagaho?
- S-senhor? – o mais novo logo se ajoelhou
- É, eu achei que você fosse melhor que isso, pelo visto me enganei. – o homem levantou de seu trono e foi em direção ao jovem e deu-lhe um tapa no rosto – Eu esperava mais de você Kagaho.
- Desculpe-me senhor...
- Você não pode me pedir perdão! – outro tapa foi desferido contra o jovem – Você me traiu. Você tentou me enganar. – dessa vez um soco acertou o jovem
- Desculpe Sr. Hades, não irá se repetir. Eu prometo.
- Com toda certeza, isso não irá mais se repetir... – um sorriso sádico brotou nos lábios do mais velho
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Ikki cochilava em sua cama quando levantou num pulo.
- AI! – o moreno sentiu uma forte dor
- Algum problema, Ikki? – Shiryu chegou junto aos amigos
- Não, não é nada. – o garoto se segurou para não gritar quando sentiu uma dor mais forte
- Ikki, você tem certeza de que está bem? – Shun viu a expressão de dor do amigo
- Eu estou bem sim, Shun.
- Se você diz... – o virginiano continuou atento ao amigo – quer ir ao bosque com a gente?
- Nós não podemos ir ao bosque...
- Nossos pais deixaram só pra não dizer que trancam a gente... mas não podemos ir muito longe... — Seiya falou indiferente
- Seiya, nós saímos bastante. – Hyoga retrucou
- Ótimo! Maravilhoso! Mas eu não vou. – Ikki logo silenciou os dois
- Está bem. Então até depois, Ikki. – Shun se despediu e os amigos foram em direção a porta
Depois de muitas recomendações, os rapazes finalmente puderam ir em direção ao bosque passear, mas não poderiam sair para muito longe.
- Hey Shun, você se lembra? – Hyoga apontou para uma rocha na entrada da floresta
- Lembro sim. Foi muito bom aquele dia, tirando a parte que o Kanon quase mata a gente do coração.
- E o que foi que aconteceu aqui? – Seiya deu um sorriso debochado
- Seiya, Seiya... não pense besteiras assim. – Shiryu disse com os olhos fechados
- Eu não pensei nada não! – se defendeu o sagitariano
- Não aconteceu nada. – o loiro os interrompeu – Vamos logo se é que vocês querem terminar essa caminhada hoje...
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- Pretende me desobedecer novamente?
- Não, Senhor Hades.
- Isso mesmo garoto.
- Meu senhor, o senhor... – Pandora começou a falar
- Sim. E o que te trás aqui?
- O informante disse que os garotos foram para o bosque do leste.
- Quer que eu vá atrás deles, senhor? – Kagaho se levantou do chão com os olhos completamente negros que em seguida voltaram a ser azuis e o corpo ferido
- Não. Pode deixar que eu vou cuidar para que Hyoga nunca mais se esqueça dessa tarde...
Continua...
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