Notas iniciais
Cap novo, espero que gostem...

Obs: O neném do Milo e do Camus nasce primeiro porque o Milo engravidou antes dos outros...

Boa Leitura!

- A senhorita só pode tá brincando comigo, o doutor foi ontem à minha casa buscar meu marido!

- lamento meu senhor mas realmente o Dr. Mirólia realmente morreu há sete dias...

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- Anda Matteo, a gente vai perder o voo... – Afrodite ia em direção à porta com várias malas

- Estou indo... – reclamou o italiano

Os dois iam em direção à porta acompanhados dos demais, mas antes de saírem, Saga entra pela porta ofegante.

- O que houve Saga? – Milo perguntou preocupado

- O Kanon sumiu... o doutor tá morto tem sete dias...

- QUÊ? – perguntaram em coro

- Isso mesmo, o doutor está morto, o Kanon não tá no consultório e eu vou atrás dele.

- Eu vou te ajudar a procurar então. – Aiolia se ofereceu

- Obrigado, mas não precisa, você fica aqui com os outros. Eu acho ele sozinho.

- Nós vamos também. O Kanon também é nosso amigo! – Afrodite largou as malas

- Você não ia pra sua lua de mel?

- Ia, mas agora vou ajudar a achar o seu irmão...

- Eu e o Camus vamos ajudar, eu sei que não sou tão amigo de vocês mas mesmo assim tenho um grande afeto pelos dois... – sorriu Milo

- Nós vamos também. – Shion e Dohko se uniram aos outros

- Irei ajudar enquanto tiver meus poderes e for útil. – Mú abraçou o gêmeo mais velho

- Eu vou pra dar apoio a vocês. – Shaka se juntou ao grupo

- Nem preciso dizer... – Shura puxou Aiolos para junto dos companheiros

- Agradeço muito a vocês meus amigos, mas não sei nem por onde começar, ou melhor, por quem, começar...

- Que tal começarmos pela Grécia? – sugeriu Dohko

- É, seria mais fácil começarmos pouco a pouco. – Aiolos apoiou a ideia do mais velho

- Então comecemos pela Grécia! – Afrodite gritou bem alto

Todos estavam dispostos a ajudar Saga a encontrar o irmão/marido, mas ele alertou que seria perigoso se os gravidinhos ajudassem sem seus poderes ou depois de se transformarem em mulheres, por isso, ele disse que só aceitaria a ajuda deles até o segundo mês de gestação, e que depois disso só iria querer a ajuda de Aiolia.

- Mas por que só do Aiolia? – Perguntou Matteo

- Porque ele é o único que não tá grávido ou com uma gravidinha pra proteger...

- Gravidinha é... – o grego começou a falar

- Milo! — Camus o repreendeu

- Então, é isso ou não precisam ajudar ok?

- Ok. – todos concordaram, agora a busca pelo gêmeo mais novo iria começar

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Mês 1:

Após um intenso dia de buscas por Kanon, os Jumanthy se hospedaram em um hotel grego que quase sempre estava vazio. Num dos quartos estavam Dohko e Shion, o loiro já havia tomado banho, agora estava deitado na cama encarando o teto, o moreno saia do banheiro apenas com uma calça de moletom verde-claro e com uma toalha branca secando os cabelos.

— Dohko...

- Sim?

- Compra um X-burguer pá mim... – pediu manhoso

- Claro. – o libriano saiu, após algum tempo voltou com um X-burguer

- Bigado. – o loiro comeu – Dohko...

- Sim?

- Compa um pote de sovete pá mim...?

- Claro. – o moreno ia saindo do quarto quando ouviu o outro chamá-lo – Sim, Shion?

- Táz batata flita Também, e se possível uma fanta dois lito e uma pizza pequena de anchovas, picles e banana.

- Tá bom...

Dohko atendeu a todos os pedidos do esposo, até o mais estranho e difícil de encontrar, mas o ariano comeu de tudo.

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Mês 2:

Naquele mês já estava terminando o período de ajuda de alguns dos vampirinhos, nesse período de tempo Aldebaran voltou do Brasil e ficaria com Saga e Aiolia quando os outros retornassem para a fortaleza.

- Matteo! Matteo! Matteo! Me ajuda...

- Que foi, Dite?

- Eu não consigo mais fazer essas pobres plantinhas crescerem...

- No consegue?

- Não. Eu tento e tento, mas o Máximo que consigo é fazer uma folha brotar, é deprimente...

- É normal, Dite, assim que o Ikki parar de mamar você volta a plantar suas rosas...

- Só falta ele mamar até os dois anos de idade, ai vai ser top de mais... – disse irônico

- Ele não vai...

- E como você sabe?

- Simples, ele vai ser como o paizinho aqui.

- O que está insinuando?

- Eu nada.

- Sei, italiano idiota!

- Que isso amor? Você sabe que eu tô brincando com você.

- Tá bom, eu vou dormir.

- Ok.

- Ah, Matteo, me faz um favor?

- Claro.

- Vai comprar uma coisa bem doce pra eu comer.

- Tô indo então.

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Mês 3:

- Camus, isso é horrível!

- Não é tão mal assim...

- É por que não é você que tá dependente de mim pra tudo!

- Você não tá dependente de mim, é exagero seu.

- Não é! Se eu precisar ir até minha casa?

- Eu vou pra você.

- Exato! Eu fiquei dependente de você.

- Só vão ser algumas pequenas coisas...

- E se houver um ataque?

- Eu te protejo.

- Ai, além de se preocupar em se defender vai ter que se preocupar em cuidar de mim?

- Vou. E não me importo nem um pouco com isso...

- Como não? Você deveria se importar se defender, e não bancar a nossa babá.

- Vocês dois são a coisa mais importante, Milo. Não me importo de me arriscar por você nosso primogênito.

- Tá, você me convenceu. Não vai fazer tanto estrago assim.

- Exato.

Os dois estavam dentro do quarto descansando e conversando, quando em um momento ouvem a porta abrir e a voz de Aldebaran ecoar pela sala do casarão.

- PESSOAL VENHAM CÁ!

Todos rapidamente desceram as escadas e foram em direção ao amigo, quando todos estavam presentes o brasileiro começou a falar.

- Pessoal, o Saga foi embora!

- Como? – Afrodite perguntou

- Eu e ele nos separamos para procurar o Kanon e combinamos de nos encontrar num hotel, quando cheguei ao quarto que ele me deu a chave, ele tinha deixado um bilhete na minha cama dizendo que ia embora procurar o irmão e que agradecia a todos pela ajuda, pediu que não fossemos atrás dele pois ele estaria bem, e assim que as crianças nascerem ele vem fazer uma visitinha.

- Eu sabia! Que ótimos amigos nós somos! Deveríamos ter ficado lá com ele. – Os olhos de Mú começaram a marejar

- Hey, você não deveria pensar assim, lembre-se que ele prometeu vir visitar os bebês, Mú. Ele sempre cumpre suas promessas. – Shaka tentava confortar o companheiro

- Mas e se algo acontecer? Nó não deveríamos era dar apoio a ele? – Shura perguntou

- Eu só não consigo entender por que ele fez isso com a gente! – o sueco estava inconformado

- Vamos atrás dele, ele pode acabar entrando em um duelo, ou ficar ferido! – Milo sugeriu

- É muito perigoso. – Aiolos concluiu

- O Jovem Aiolos tem razão, é perigoso vocês saírem por ai com esses bebês no ventre. – Dohko apoiou o mais jovem

- Ficaremos esperando. – Shura começou a falar – O Saga é um homem de palavra, se ele diz que vai vir eu acredito nele.

- O espanhol tem razão, é muito arriscado você saírem por ai sem seus poderes ou como uma mulher. Pensemos nas crianças primeiro. – Camus ditou calmamente

- Mas e eles? – Milo perguntou ao esposo

- Nós iremos assim que possível Milo. Mas vamos nos preocupar com as crianças primeiro...

- Está bem. – o grego suspirou cansado

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Mês 4:

Já se passavam das oito horas da manhã, os papais se encontravam na sala conversando esperando que os demais aparecessem, Dohko tomava uma a xícara de chá com Shaka enquanto os outros conversavam. Passados alguns minutos podê-se ouvir um grito que ecoou por toda a fortaleza:

- AAAAAAAAHHHHHHHHH!

Os homens que estavam na sala correram para seus quartos pensando que algo havia acontecido a uma das gestantes.

- AAAAAAAAAHHHHHHH! – ao se aproximar da porta de seu quarto, Aiolos ouve outro grito

- Shura, você tá bem?

- Não. – a voz saiu fraca do banheiro

- O que houve Shu? – sagitariano se aproxima da porta

- Não entre aqui! – uma voz aguda ditou

- Shura, o que houve com sua voz? Você já tá me preocupando...

- Ok. Foi isso. – o capricorniano saiu do banheiro, fazendo com que Aiolos desse um pulo pra trás caindo sentado na cama do casal

- Zeus!

- Obrigado amorzinho! Me sinto bem melhor! — o espanhol se colocou diante do espelho – Zeus! Eu não posso ser mulher, tá brincando né?! Eu tenho peitos! Nããããão!

- Putz.

- Fale alguma coisa decente homem!

- O que quer que eu diga?

- Eu sei lá! Santa Athena, que voz é essa? Ta tão fina. – o moreno andou mais um pouco, e resolveu olhar dentro das calças:

- CADÊ O MEU...

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- Milo, você tá bem? – Camus abriu devagar a porta do quarto

- Estou, por que? – o grego se levantou num pulo – Camus liga a luz.

- Claro... – o francês apertou o botão da luz – Eu vou abrir as cortinas...

- Claro, faça isso.

- Pronto... MILO? – o francês estava com os olhos arregalados

- O que foi? Parece que viu um monstro... – debochou – eu acho que tô com a garganta inflamada, minha voz tá estranha.

- Eu acho que non é sua garganta non.

- Por que não?

- Se olhe no espelho.

- Tá bom. — o grego se levantou da cama e foi até o banheiro – Zeus, Athena e Poseidon! Camus, o que aconteceu comigo?

- É... non será a gravidez?

- Zeus, eu tinha me esquecido que isso iria acontecer no quarto mês!

- Poisé.

- Seu tapado! Por que não me lembrou? – a loira deu um tapa no braço do ruivo – Ai minha mão! Ai minha mão!

- Milo se machucou?

- Não! Eu vou tomar um banho, com sua licença... – a grega entrou no banheiro e bateu a porta

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- Mú...? – o indiano chamou assim que viu a cama vazia

- Sha... tenho más noticias pra você.

- Sua voz tá meio fina... – ele anda até o ariano que se olhava num espelho virado para a janela – Mú, você tá legal? – ele vira o tibetano para si – por Buda.

- Eu tô muito estranho né?

- Não, só tá...feminino.

- Shaka.

- Sim?

- E se você começar a gostar de mulher?

- Claro que não vou.

- Como pode saber?

- Porque eu gosto é de você, Mú. De qualquer maneira

- Wont, por isso eu amo você.

Na mente do indiano:

“Putz velho, o Mú virou uma mulher! E agora o que eu digo? Eu gosto do Mú de qualquer maneira... Buda! Ele tá com uma voz aguda! Muito aguda. Mas eu vou confortá-lo.”

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- Dohko, tô me sentindo estranho. Nossa, minha voz tá fina. Zeus! – o loiro correu até um espelho que ficava no centro do quarto – De novo!

- Shionzinho, você é uma mulher...

- É, eu percebi Dohko. Mas por que tá me olhando com essa cara de bocó?

- É que da ultima vez que você virou uma mulher, você ficou com um mau-humor desgraçado.

- Como é?! Tá me chamando de chato?

- Não foi isso que eu disse é só...

- Calado! Sai daqui Dohko vai lá pra fora!

- Por que?

- Eu vou tomar banho e vou ir comer. Vai arrumar minha comida.

- Tá, tô indo...

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- Matteo, eu sou uma mulher! Uma mulher!

- Não vai me dizer que achou bom?

- Também não achei ruim, afinal estou mais bonito, sexy, inteligente e superior a vocês homens. (N\A: Não, eu não estou puxando nenhum pouco o saco das garotas XD)

- É o que?

- Ai, pobre homem sem nada na cabeça...

- Dite, se no percebeste, virou uma mulher. Agora você tem uma voz fina, tem peitos e não tem mais um...

- Ok! Eu entendi! Mulher.

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- Poisé garotas, hora de comer... – o pisciano se sentou com as outras mulheres

- Me chama assim denovo e eu te arrebento. – Milo falou sorrindo

- Eu só não vou dizer nada se não eu te xingo todinho Afrodite. – Shura avisou

- Por favor, não precisa me lembrar disso... – o tibetano pediu

- Me passa a geleia? – Pediu Shion

- Putz, vocês são tão pessimistas...

- Afrodite, Me passa a porcaria da geleia? – o loiro mais velho pediu irritado

- Nossa cara, que mau-humor... – pisciano lhe entregou o pote com a geleia de uvas

- Me perdoe, os hormônios da gravidez fazem isso comigo.

- Tá legal... Er, gente...

- Sim? – disseram em coro

- Vamos ter que comprar roupas novas.

- Eu já tenho muitas roupas, obrigado, Dite. – Mú falou calmamente

- Eu quis dizer roupas de mulher, afinal ficaremos assim por um tempinho...

- Afrodite, eu me recuso a sair de casa assim. E se você disser isso denovo eu te arrebento todo. – o espanhol falou irritado

- Não precisa disso Dite. – Milo começou a falar – eu não sairei de casa mesmo.

-É realmente desnecessário. – Shion apoiou os demais

- Tá bom, eu já entendi.

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Mês 5:

- Mila, vem jantar... – o francês chamou

- Me chamou do que Camus?

- Pardon, é que o Afrodite lhe chama muito assim...

— Não repita isso.

- Ok.

Chegando à cozinha, Milo sentiu um cheiro muito bom, e lá já estavam às outras, o grego logo se sentou junto aos companheiros.

- Nossa jovem Camus, cozinha muito bem...

- Obrigado Shion.

- É verdade, ficou delicioso... – Shura provou uma das linguarias feitas pelo ruivo

- Quer um pouco, Camyu? – Milo ofereceu

- Non, obrigado Milo.

- Mú, tudo bem? Você tá calado de mais... – Shaka entrou na cozinha e passou o braço pelos ombros do marido

- Eu estou sim. – o tibetano se levantou da mesa – Eu vou dormir um pouco, está tarde, Shun precisa descansar...

- Eu vou ficar um pouco com você. – o indiano se levantou da mesa também

- Ok.

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- Mú, estamos só nós aqui, se estiver se sentindo mal é só dizer pra mim.

- Eu estou bem, Sha...

- Eu te conheço muito bem Mú, sei que tem algo errado.

- É que...

- É que...?

- Você acha que eu estou muito esquisito? Seja sincero Shaka.

- Por que tá me perguntando isso?

- Por que eu não tenho meu corpo, eu tô com um humor estranho por conta dos hormônios, tô com medo de você deixar de me amar...

- Ora Mú! Não diga bobagens, eu nunca deixarei de amar, e não importa o seu humor, do seu corpo eu confesso que sinto falta, mas eu espero e vou estar sempre aqui tá?

- Mesmo?

- Mesmo.

O tibetano sorriu e se deitou com o indiano, encostado em seu peito forte dormiu enquanto o outro ficou ali velando seu sono.

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Mês 6:

DingDong!DingDong!

- Dite, deve ser sua pizza... – Matteo avisou

- Eu tô tomando banho.

- Deixa que eu abro a porta entao. – Shura se levantou do sofá e foi até a porta

- Boa noite, Senhora.

- Senhora os cambau! – o rapaz o olhou confuso – Perdoe-me.

- Sua pizza...

- Ah sim. – o espanhol sentiu um cheiro exelente no ar – Que cheiro é esse?

- Qual minha senhora?

- Esse cheiro, eu o reconheço... – o espanhol lambeu os labios – sangue. – sua voz saiu num tom de sussurro

- Perdão?

- Você tem um cheiro...

- Desculpe senhor, são os hormonios da minha mulher. Ela não disse nada por mal... – Aiolos chegou para a salvação do entregador.

- Ah, claro.

O entregador deu a pizza a Aiolos que rapidamente fechou a porta.

- Você ia matar o cara?!

- Eu não consigo, lembra? Sou uma humana...

- É, mas ainda é muito perigoso.

- Olos...

- Sim?

- Me arrume sangue.

- Sangue?

- Sim.

- Você é humano, lembra?

- Eu quero sangue, e você vai me trazer sangue.

- Calma ai. Eu vou te arrumar sangue...

- Seja rapido.

O moreno saiu pela porta rapido, o espanhol se sentou em um sofá da sala e ficou aguardando, passados uns dez minutos o grego retorna com bolsas de sangue:

- Aqui seu sangue...

- Aleluia! – o espanhol abriu o saquinho – delícia..

- Hey, que cheirinho bom é esse? – Milo passava pela sala naquele exato momento

- Sangue.

- Divide?

- Senta ai. – o loiro pegou um saco para si

- Me arruma um pouco também? – Afrodite se sentou com os dois

- Escolha.

- É a glória!

- O que é a... – Mú aspirou o aroma do liquido vermelho – glória.

- Quer? – Shura perguntou

- Sim. — respondeu

- Já que insiste... – Shion se junta aos mais novos

Em alguns curtos minutos todas as bolsas estavam completamente vazias, o pisciano olhou para Matteu como quem pedia “Quero mais!”

- Já vou ir procurar. — o italiano saiu

Naquela noite os gravidos tomaram bastante sangue. Quando se aproximavam as duas da manhã foram durmir e os papais limpar a bagunça da sala.

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Mês 7:

- Ai.

- O que foi Shurinha?

- Meus pés estão inchados e doendo.

- Coitadinha...

- Como é?!

- Coitadinho de você.

- Ah sim, pensei ter ouvido outra coisa.

- Quer uma massagem nos pés?

- Seria ótimo.

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- Para Shion!

- Eu queria, mas é tão chamativo...

- Você não vai morder o rapaz! – Dohko segurava o loiro que tentava sair, pois um homem havia se machucado pelas redondezas e o do cheiro sangue se espalhou

- Mas eu preciso de mais sangue, o neném tá pedindo pra mim.

- Eu te arrumo sangue, mas deixe o pobre rapaz.

- Então ande logo.

- Eu volto já! Não vá atrás do rapaz.

- Umhum.

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- Sha, como você acha que vai ser o Shun?

- Um garoto esperto, amável, gentil, bonito e forte assim como você.

- É, eu mal posso esperar pra vê-lo. E tenho certeza de que ele se parecerá muito com você também.

- Hum... eu também quero vê-lo, pegá-lo no colo. Vamos ser muito felizes, os três.

- Assim espero...

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- É Camyu, falta pouco tempo pro nosso Hyoga chegar...

- Verdade.

- Será que quando eu voltar a ser um homem ele vai me reconhecer?

- Eu sei que vai.

- Como?

- Ele vai saber você é único, Mi.

- É, realmente sou... – a mulher piscou o olho direito

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Mês 8:

Todos estavam na sala em uma conversa bem animada, falavam sobre o futuro dos bebezinhos que estavam pra chegar e dos obstáculos que teriam que enfrentar.

- Sabe, nosso Shiryu vai ser bastante inteligente. Eu posso sentir... – Shion colocou a mão sobre o ventre

- Não sei o porquê, mas tenho a leve impressão de que o Ikki será ranzinza como o Matteo... – comentou Dite debochado

- Hey! Eu não sou ranzinza...

- Ah querido, você é sim.

- Hunf!Até parece...

- Parece não, é baby.

- Gente, sabe, eu tô com saudades do Saga e do Kanon, eles estavam sempre fazendo gracinhas... – Mú comentou

- Realmente, eles animavam todo mundo. – Shura parecia lembrar de alguns acontecimentos do passado

- O Saga disse que voltaria, eu acredito nele. E se Zeus quiser, o Kanon volta também. – Milo sorriu para os amigos

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Depois daquela noite se passaram duas semanas, eram dez da noite. Camus entrou no quarto para ver como seu grego estava.

- Camus.

- Sim?

- A bolsa estourou! – o francês logo notou a cama molhada

- Mon diêu! – o francês rapidamente pegou a mulher nos braços e desceu as escadas

- Aonde você vai? – Dite perguntou

- O Hyoga tá nascendo.

Logo os dois entraram num carro e Camus começou a dirigir.

- Camus, isso dói...

- Aguente firme!

Logo que chegaram ao hospital levaram Milo, Camus colocou as roupas adequadas e entrou no lugar onde seria feito o parto.

- Senhora, preciso que empurre!

- Camus me dê a mão. – o francês logo atendeu ao pedido

- Mais um pouco senhora, a cabeça já está saindo...

- Zeus! – Milo apertou forte a mão do esposo.

- Buá! Buá! – o choro do bebê tomou conta do ambiente

- É um menino, meus parabéns. – o doutor entregou a criança aos pais

- Meu pequeno Hyoga... – Milo beijou a testa do neném

- Finalmente chegou meu filho... – Camus passou a mão na cabecinha do filho

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As enfermeiras levaram Hyoga para limpá-lo. Passadas algumas horas a família voltara para a fortaleza e todos pudera conhecer o garoto que tinha alguns fios loiros na cabeça.

- Olha seu afilhado, Mú. – Milo mostrou o filho ao amigo

- Ele é tão... Oh!

- Algum problema?

- O bebê chutou, acho que gostou do Hyoga...

- Eles serão bons amigos, eu sei.

- É também acho. Agora vá descansar...

- Claro. Até mais...

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Passaram-se mais algumas semanas, Hyoga crescia rápido. Mú estava brincando com o bebê enquanto Milo tomava um banho.

- Cheguei Mú. – a grega entrou na sala com os cabelos úmidos – ele deu trabalho?

- Não, ele é um anjinho.

- Muito obrigado por olhar ele pra mim.

- De nada, vou tomar um copo d’água. Você quer?

- Não, valeu.

O tibetano foi até a cozinha, pegou um copo de vidro, quando ia até a geladeira deixou que o copo caísse.

- MÚ? – gritou Milo

- O que houve, Milo? – Shaka chegou na sala – Cadê o Mú?

- Ele está na cozinha e acabei de ouvir um barulho.

- Eu vou lá ver o que aconteceu...

O indiano foi rápido para a cozinha, chegando lá viu o marido caído de joelhos perto dos cacos de vidro.

- Mú? O que foi Mú?

- Sha, o bebê...

- Buda! Vou levar você pro hospital...

O indiano levou Mú para o hospital, chegando lá ele foi prontamente atendido.

- Segure a minha mão, aperte com força. – Shaka falou

- Tá.

- Empurre com força, moça. – o doutor falou calmo – mais um pouco, já está quase vindo...

- Mais um pouco, o Shun tá chegando...

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- Olha Camus, o Hyoga tá sorrindo. – Milo mostrava ao ruivo o filho que realmente sorria

- Que estranho... Por que ele está sorrindo?

- Não sei. Mas ele é tão fofo.

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Em poucos instantes o choro do bebê surgiu e Mú respirou fundo.

- Aqui, é um menino muito saudável.

- Graças a Atena. – Mú abraçava o filho

Mú só foi liberado no final da tarde, assim que o casal passou pela porta com o filho ouviram o filho de Milo e Camus gargalhar alto, e um leve sorriso surgiu nos lábios do pequeno Shun.

- Vou te contar, isso é muito estranho... – Milo falou

- Meu netinho! Deixe-me vê-lo. – Dohko chegou e pegou o neto nos braços

- Ele tem a pele do jovem Shaka. – Comentou Shion, o bebê abriu os olhos um pouco – e olhe só, ele tem olhos tão verdes como o Mú.

- Mas eu estou enlouquecendo ou esse menino tem os cabelos verdes? – Afrodite observou atentamente o bebê

- Ele realmente tem fios verdes, Afrodite. – Shaka respondeu – Mú quer ir descansar um pouco?

- Sim. – Mú pegou o filho nos braços e subiu para o quarto

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- Vamos ver um filme? – Dite perguntou ao companheiro

- Que filme quer ver?

- Ér... – o menor levou a mão ao ventre – Matteo, eu acho que o neném quer sair.

- Eita! – o Italiano se levantou num pulo e colocou uma camiseta

— Isso dói pra caramba! Se quiser ir mais depressa eu não me importo nenhum pouco... – o sueco falou bastante suado

- Nós já chegamos! – o moreno retirou a mulher do carro e levou para o interior do hospital – Senhora, minha esposa está dando a luz!

- Um momento senhor, vou preparar a sala para recebê-la...

- Matteo, dói muito.

- Calma, Dite. Respira fundo, só mais alguns minutos.

- Pronto, vamos senhor. – a enfermeira voltou com uma maca.

- Senhorita, empurre com força. — médico orientou

- Matteo, fica comigo. – o sueco olhou com os olhos marejados para o italiano

- Sempre. No sairé daqui mi rosa.

- Mais um pouco... – o doutor falava – Nasceu!

O choro do bebê se espalhou por todo o perímetro, e a preocupação de Matteo se fez presente assim que Afrodite fechou os olhos e largou sua mão.

- DITE?!

Continua...

Notas finais
Espero que tenham curtido, até a próxima.... ;)