Seguindo Seus Passos
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Obs: O neném do Milo e do Camus nasce primeiro porque o Milo engravidou antes dos outros...
Boa Leitura!
- A senhorita só pode tá brincando comigo, o doutor foi ontem à minha casa buscar meu marido!
- lamento meu senhor mas realmente o Dr. Mirólia realmente morreu há sete dias...
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- Anda Matteo, a gente vai perder o voo... – Afrodite ia em direção à porta com várias malas
- Estou indo... – reclamou o italiano
Os dois iam em direção à porta acompanhados dos demais, mas antes de saírem, Saga entra pela porta ofegante.
- O que houve Saga? – Milo perguntou preocupado
- O Kanon sumiu... o doutor tá morto tem sete dias...
- QUÊ? – perguntaram em coro
- Isso mesmo, o doutor está morto, o Kanon não tá no consultório e eu vou atrás dele.
- Eu vou te ajudar a procurar então. – Aiolia se ofereceu
- Obrigado, mas não precisa, você fica aqui com os outros. Eu acho ele sozinho.
- Nós vamos também. O Kanon também é nosso amigo! – Afrodite largou as malas
- Você não ia pra sua lua de mel?
- Ia, mas agora vou ajudar a achar o seu irmão...
- Eu e o Camus vamos ajudar, eu sei que não sou tão amigo de vocês mas mesmo assim tenho um grande afeto pelos dois... – sorriu Milo
- Nós vamos também. – Shion e Dohko se uniram aos outros
- Irei ajudar enquanto tiver meus poderes e for útil. – Mú abraçou o gêmeo mais velho
- Eu vou pra dar apoio a vocês. – Shaka se juntou ao grupo
- Nem preciso dizer... – Shura puxou Aiolos para junto dos companheiros
- Agradeço muito a vocês meus amigos, mas não sei nem por onde começar, ou melhor, por quem, começar...
- Que tal começarmos pela Grécia? – sugeriu Dohko
- É, seria mais fácil começarmos pouco a pouco. – Aiolos apoiou a ideia do mais velho
- Então comecemos pela Grécia! – Afrodite gritou bem alto
Todos estavam dispostos a ajudar Saga a encontrar o irmão/marido, mas ele alertou que seria perigoso se os gravidinhos ajudassem sem seus poderes ou depois de se transformarem em mulheres, por isso, ele disse que só aceitaria a ajuda deles até o segundo mês de gestação, e que depois disso só iria querer a ajuda de Aiolia.
- Mas por que só do Aiolia? – Perguntou Matteo
- Porque ele é o único que não tá grávido ou com uma gravidinha pra proteger...
- Gravidinha é... – o grego começou a falar
- Milo! — Camus o repreendeu
- Então, é isso ou não precisam ajudar ok?
- Ok. – todos concordaram, agora a busca pelo gêmeo mais novo iria começar
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Mês 1:
Após um intenso dia de buscas por Kanon, os Jumanthy se hospedaram em um hotel grego que quase sempre estava vazio. Num dos quartos estavam Dohko e Shion, o loiro já havia tomado banho, agora estava deitado na cama encarando o teto, o moreno saia do banheiro apenas com uma calça de moletom verde-claro e com uma toalha branca secando os cabelos.
— Dohko...
- Sim?
- Compra um X-burguer pá mim... – pediu manhoso
- Claro. – o libriano saiu, após algum tempo voltou com um X-burguer
- Bigado. – o loiro comeu – Dohko...
- Sim?
- Compa um pote de sovete pá mim...?
- Claro. – o moreno ia saindo do quarto quando ouviu o outro chamá-lo – Sim, Shion?
- Táz batata flita Também, e se possível uma fanta dois lito e uma pizza pequena de anchovas, picles e banana.
- Tá bom...
Dohko atendeu a todos os pedidos do esposo, até o mais estranho e difícil de encontrar, mas o ariano comeu de tudo.
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Mês 2:
Naquele mês já estava terminando o período de ajuda de alguns dos vampirinhos, nesse período de tempo Aldebaran voltou do Brasil e ficaria com Saga e Aiolia quando os outros retornassem para a fortaleza.
- Matteo! Matteo! Matteo! Me ajuda...
- Que foi, Dite?
- Eu não consigo mais fazer essas pobres plantinhas crescerem...
- No consegue?
- Não. Eu tento e tento, mas o Máximo que consigo é fazer uma folha brotar, é deprimente...
- É normal, Dite, assim que o Ikki parar de mamar você volta a plantar suas rosas...
- Só falta ele mamar até os dois anos de idade, ai vai ser top de mais... – disse irônico
- Ele não vai...
- E como você sabe?
- Simples, ele vai ser como o paizinho aqui.
- O que está insinuando?
- Eu nada.
- Sei, italiano idiota!
- Que isso amor? Você sabe que eu tô brincando com você.
- Tá bom, eu vou dormir.
- Ok.
- Ah, Matteo, me faz um favor?
- Claro.
- Vai comprar uma coisa bem doce pra eu comer.
- Tô indo então.
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Mês 3:
- Camus, isso é horrível!
- Não é tão mal assim...
- É por que não é você que tá dependente de mim pra tudo!
- Você não tá dependente de mim, é exagero seu.
- Não é! Se eu precisar ir até minha casa?
- Eu vou pra você.
- Exato! Eu fiquei dependente de você.
- Só vão ser algumas pequenas coisas...
- E se houver um ataque?
- Eu te protejo.
- Ai, além de se preocupar em se defender vai ter que se preocupar em cuidar de mim?
- Vou. E não me importo nem um pouco com isso...
- Como não? Você deveria se importar se defender, e não bancar a nossa babá.
- Vocês dois são a coisa mais importante, Milo. Não me importo de me arriscar por você nosso primogênito.
- Tá, você me convenceu. Não vai fazer tanto estrago assim.
- Exato.
Os dois estavam dentro do quarto descansando e conversando, quando em um momento ouvem a porta abrir e a voz de Aldebaran ecoar pela sala do casarão.
- PESSOAL VENHAM CÁ!
Todos rapidamente desceram as escadas e foram em direção ao amigo, quando todos estavam presentes o brasileiro começou a falar.
- Pessoal, o Saga foi embora!
- Como? – Afrodite perguntou
- Eu e ele nos separamos para procurar o Kanon e combinamos de nos encontrar num hotel, quando cheguei ao quarto que ele me deu a chave, ele tinha deixado um bilhete na minha cama dizendo que ia embora procurar o irmão e que agradecia a todos pela ajuda, pediu que não fossemos atrás dele pois ele estaria bem, e assim que as crianças nascerem ele vem fazer uma visitinha.
- Eu sabia! Que ótimos amigos nós somos! Deveríamos ter ficado lá com ele. – Os olhos de Mú começaram a marejar
- Hey, você não deveria pensar assim, lembre-se que ele prometeu vir visitar os bebês, Mú. Ele sempre cumpre suas promessas. – Shaka tentava confortar o companheiro
- Mas e se algo acontecer? Nó não deveríamos era dar apoio a ele? – Shura perguntou
- Eu só não consigo entender por que ele fez isso com a gente! – o sueco estava inconformado
- Vamos atrás dele, ele pode acabar entrando em um duelo, ou ficar ferido! – Milo sugeriu
- É muito perigoso. – Aiolos concluiu
- O Jovem Aiolos tem razão, é perigoso vocês saírem por ai com esses bebês no ventre. – Dohko apoiou o mais jovem
- Ficaremos esperando. – Shura começou a falar – O Saga é um homem de palavra, se ele diz que vai vir eu acredito nele.
- O espanhol tem razão, é muito arriscado você saírem por ai sem seus poderes ou como uma mulher. Pensemos nas crianças primeiro. – Camus ditou calmamente
- Mas e eles? – Milo perguntou ao esposo
- Nós iremos assim que possível Milo. Mas vamos nos preocupar com as crianças primeiro...
- Está bem. – o grego suspirou cansado
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Mês 4:
Já se passavam das oito horas da manhã, os papais se encontravam na sala conversando esperando que os demais aparecessem, Dohko tomava uma a xícara de chá com Shaka enquanto os outros conversavam. Passados alguns minutos podê-se ouvir um grito que ecoou por toda a fortaleza:
- AAAAAAAAHHHHHHHHH!
Os homens que estavam na sala correram para seus quartos pensando que algo havia acontecido a uma das gestantes.
- AAAAAAAAAHHHHHHH! – ao se aproximar da porta de seu quarto, Aiolos ouve outro grito
- Shura, você tá bem?
- Não. – a voz saiu fraca do banheiro
- O que houve Shu? – sagitariano se aproxima da porta
- Não entre aqui! – uma voz aguda ditou
- Shura, o que houve com sua voz? Você já tá me preocupando...
- Ok. Foi isso. – o capricorniano saiu do banheiro, fazendo com que Aiolos desse um pulo pra trás caindo sentado na cama do casal
- Zeus!
- Obrigado amorzinho! Me sinto bem melhor! — o espanhol se colocou diante do espelho – Zeus! Eu não posso ser mulher, tá brincando né?! Eu tenho peitos! Nããããão!
- Putz.
- Fale alguma coisa decente homem!
- O que quer que eu diga?
- Eu sei lá! Santa Athena, que voz é essa? Ta tão fina. – o moreno andou mais um pouco, e resolveu olhar dentro das calças:
- CADÊ O MEU...
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- Milo, você tá bem? – Camus abriu devagar a porta do quarto
- Estou, por que? – o grego se levantou num pulo – Camus liga a luz.
- Claro... – o francês apertou o botão da luz – Eu vou abrir as cortinas...
- Claro, faça isso.
- Pronto... MILO? – o francês estava com os olhos arregalados
- O que foi? Parece que viu um monstro... – debochou – eu acho que tô com a garganta inflamada, minha voz tá estranha.
- Eu acho que non é sua garganta non.
- Por que não?
- Se olhe no espelho.
- Tá bom. — o grego se levantou da cama e foi até o banheiro – Zeus, Athena e Poseidon! Camus, o que aconteceu comigo?
- É... non será a gravidez?
- Zeus, eu tinha me esquecido que isso iria acontecer no quarto mês!
- Poisé.
- Seu tapado! Por que não me lembrou? – a loira deu um tapa no braço do ruivo – Ai minha mão! Ai minha mão!
- Milo se machucou?
- Não! Eu vou tomar um banho, com sua licença... – a grega entrou no banheiro e bateu a porta
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- Mú...? – o indiano chamou assim que viu a cama vazia
- Sha... tenho más noticias pra você.
- Sua voz tá meio fina... – ele anda até o ariano que se olhava num espelho virado para a janela – Mú, você tá legal? – ele vira o tibetano para si – por Buda.
- Eu tô muito estranho né?
- Não, só tá...feminino.
- Shaka.
- Sim?
- E se você começar a gostar de mulher?
- Claro que não vou.
- Como pode saber?
- Porque eu gosto é de você, Mú. De qualquer maneira
- Wont, por isso eu amo você.
Na mente do indiano:
“Putz velho, o Mú virou uma mulher! E agora o que eu digo? Eu gosto do Mú de qualquer maneira... Buda! Ele tá com uma voz aguda! Muito aguda. Mas eu vou confortá-lo.”
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- Dohko, tô me sentindo estranho. Nossa, minha voz tá fina. Zeus! – o loiro correu até um espelho que ficava no centro do quarto – De novo!
- Shionzinho, você é uma mulher...
- É, eu percebi Dohko. Mas por que tá me olhando com essa cara de bocó?
- É que da ultima vez que você virou uma mulher, você ficou com um mau-humor desgraçado.
- Como é?! Tá me chamando de chato?
- Não foi isso que eu disse é só...
- Calado! Sai daqui Dohko vai lá pra fora!
- Por que?
- Eu vou tomar banho e vou ir comer. Vai arrumar minha comida.
- Tá, tô indo...
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- Matteo, eu sou uma mulher! Uma mulher!
- Não vai me dizer que achou bom?
- Também não achei ruim, afinal estou mais bonito, sexy, inteligente e superior a vocês homens. (N\A: Não, eu não estou puxando nenhum pouco o saco das garotas XD)
- É o que?
- Ai, pobre homem sem nada na cabeça...
- Dite, se no percebeste, virou uma mulher. Agora você tem uma voz fina, tem peitos e não tem mais um...
- Ok! Eu entendi! Mulher.
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- Poisé garotas, hora de comer... – o pisciano se sentou com as outras mulheres
- Me chama assim denovo e eu te arrebento. – Milo falou sorrindo
- Eu só não vou dizer nada se não eu te xingo todinho Afrodite. – Shura avisou
- Por favor, não precisa me lembrar disso... – o tibetano pediu
- Me passa a geleia? – Pediu Shion
- Putz, vocês são tão pessimistas...
- Afrodite, Me passa a porcaria da geleia? – o loiro mais velho pediu irritado
- Nossa cara, que mau-humor... – pisciano lhe entregou o pote com a geleia de uvas
- Me perdoe, os hormônios da gravidez fazem isso comigo.
- Tá legal... Er, gente...
- Sim? – disseram em coro
- Vamos ter que comprar roupas novas.
- Eu já tenho muitas roupas, obrigado, Dite. – Mú falou calmamente
- Eu quis dizer roupas de mulher, afinal ficaremos assim por um tempinho...
- Afrodite, eu me recuso a sair de casa assim. E se você disser isso denovo eu te arrebento todo. – o espanhol falou irritado
- Não precisa disso Dite. – Milo começou a falar – eu não sairei de casa mesmo.
-É realmente desnecessário. – Shion apoiou os demais
- Tá bom, eu já entendi.
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Mês 5:
- Mila, vem jantar... – o francês chamou
- Me chamou do que Camus?
- Pardon, é que o Afrodite lhe chama muito assim...
— Não repita isso.
- Ok.
Chegando à cozinha, Milo sentiu um cheiro muito bom, e lá já estavam às outras, o grego logo se sentou junto aos companheiros.
- Nossa jovem Camus, cozinha muito bem...
- Obrigado Shion.
- É verdade, ficou delicioso... – Shura provou uma das linguarias feitas pelo ruivo
- Quer um pouco, Camyu? – Milo ofereceu
- Non, obrigado Milo.
- Mú, tudo bem? Você tá calado de mais... – Shaka entrou na cozinha e passou o braço pelos ombros do marido
- Eu estou sim. – o tibetano se levantou da mesa – Eu vou dormir um pouco, está tarde, Shun precisa descansar...
- Eu vou ficar um pouco com você. – o indiano se levantou da mesa também
- Ok.
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- Mú, estamos só nós aqui, se estiver se sentindo mal é só dizer pra mim.
- Eu estou bem, Sha...
- Eu te conheço muito bem Mú, sei que tem algo errado.
- É que...
- É que...?
- Você acha que eu estou muito esquisito? Seja sincero Shaka.
- Por que tá me perguntando isso?
- Por que eu não tenho meu corpo, eu tô com um humor estranho por conta dos hormônios, tô com medo de você deixar de me amar...
- Ora Mú! Não diga bobagens, eu nunca deixarei de amar, e não importa o seu humor, do seu corpo eu confesso que sinto falta, mas eu espero e vou estar sempre aqui tá?
- Mesmo?
- Mesmo.
O tibetano sorriu e se deitou com o indiano, encostado em seu peito forte dormiu enquanto o outro ficou ali velando seu sono.
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Mês 6:
DingDong!DingDong!
- Dite, deve ser sua pizza... – Matteo avisou
- Eu tô tomando banho.
- Deixa que eu abro a porta entao. – Shura se levantou do sofá e foi até a porta
- Boa noite, Senhora.
- Senhora os cambau! – o rapaz o olhou confuso – Perdoe-me.
- Sua pizza...
- Ah sim. – o espanhol sentiu um cheiro exelente no ar – Que cheiro é esse?
- Qual minha senhora?
- Esse cheiro, eu o reconheço... – o espanhol lambeu os labios – sangue. – sua voz saiu num tom de sussurro
- Perdão?
- Você tem um cheiro...
- Desculpe senhor, são os hormonios da minha mulher. Ela não disse nada por mal... – Aiolos chegou para a salvação do entregador.
- Ah, claro.
O entregador deu a pizza a Aiolos que rapidamente fechou a porta.
- Você ia matar o cara?!
- Eu não consigo, lembra? Sou uma humana...
- É, mas ainda é muito perigoso.
- Olos...
- Sim?
- Me arrume sangue.
- Sangue?
- Sim.
- Você é humano, lembra?
- Eu quero sangue, e você vai me trazer sangue.
- Calma ai. Eu vou te arrumar sangue...
- Seja rapido.
O moreno saiu pela porta rapido, o espanhol se sentou em um sofá da sala e ficou aguardando, passados uns dez minutos o grego retorna com bolsas de sangue:
- Aqui seu sangue...
- Aleluia! – o espanhol abriu o saquinho – delícia..
- Hey, que cheirinho bom é esse? – Milo passava pela sala naquele exato momento
- Sangue.
- Divide?
- Senta ai. – o loiro pegou um saco para si
- Me arruma um pouco também? – Afrodite se sentou com os dois
- Escolha.
- É a glória!
- O que é a... – Mú aspirou o aroma do liquido vermelho – glória.
- Quer? – Shura perguntou
- Sim. — respondeu
- Já que insiste... – Shion se junta aos mais novos
Em alguns curtos minutos todas as bolsas estavam completamente vazias, o pisciano olhou para Matteu como quem pedia “Quero mais!”
- Já vou ir procurar. — o italiano saiu
Naquela noite os gravidos tomaram bastante sangue. Quando se aproximavam as duas da manhã foram durmir e os papais limpar a bagunça da sala.
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Mês 7:
- Ai.
- O que foi Shurinha?
- Meus pés estão inchados e doendo.
- Coitadinha...
- Como é?!
- Coitadinho de você.
- Ah sim, pensei ter ouvido outra coisa.
- Quer uma massagem nos pés?
- Seria ótimo.
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- Para Shion!
- Eu queria, mas é tão chamativo...
- Você não vai morder o rapaz! – Dohko segurava o loiro que tentava sair, pois um homem havia se machucado pelas redondezas e o do cheiro sangue se espalhou
- Mas eu preciso de mais sangue, o neném tá pedindo pra mim.
- Eu te arrumo sangue, mas deixe o pobre rapaz.
- Então ande logo.
- Eu volto já! Não vá atrás do rapaz.
- Umhum.
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- Sha, como você acha que vai ser o Shun?
- Um garoto esperto, amável, gentil, bonito e forte assim como você.
- É, eu mal posso esperar pra vê-lo. E tenho certeza de que ele se parecerá muito com você também.
- Hum... eu também quero vê-lo, pegá-lo no colo. Vamos ser muito felizes, os três.
- Assim espero...
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- É Camyu, falta pouco tempo pro nosso Hyoga chegar...
- Verdade.
- Será que quando eu voltar a ser um homem ele vai me reconhecer?
- Eu sei que vai.
- Como?
- Ele vai saber você é único, Mi.
- É, realmente sou... – a mulher piscou o olho direito
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Mês 8:
Todos estavam na sala em uma conversa bem animada, falavam sobre o futuro dos bebezinhos que estavam pra chegar e dos obstáculos que teriam que enfrentar.
- Sabe, nosso Shiryu vai ser bastante inteligente. Eu posso sentir... – Shion colocou a mão sobre o ventre
- Não sei o porquê, mas tenho a leve impressão de que o Ikki será ranzinza como o Matteo... – comentou Dite debochado
- Hey! Eu não sou ranzinza...
- Ah querido, você é sim.
- Hunf!Até parece...
- Parece não, é baby.
- Gente, sabe, eu tô com saudades do Saga e do Kanon, eles estavam sempre fazendo gracinhas... – Mú comentou
- Realmente, eles animavam todo mundo. – Shura parecia lembrar de alguns acontecimentos do passado
- O Saga disse que voltaria, eu acredito nele. E se Zeus quiser, o Kanon volta também. – Milo sorriu para os amigos
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Depois daquela noite se passaram duas semanas, eram dez da noite. Camus entrou no quarto para ver como seu grego estava.
- Camus.
- Sim?
- A bolsa estourou! – o francês logo notou a cama molhada
- Mon diêu! – o francês rapidamente pegou a mulher nos braços e desceu as escadas
- Aonde você vai? – Dite perguntou
- O Hyoga tá nascendo.
Logo os dois entraram num carro e Camus começou a dirigir.
- Camus, isso dói...
- Aguente firme!
Logo que chegaram ao hospital levaram Milo, Camus colocou as roupas adequadas e entrou no lugar onde seria feito o parto.
- Senhora, preciso que empurre!
- Camus me dê a mão. – o francês logo atendeu ao pedido
- Mais um pouco senhora, a cabeça já está saindo...
- Zeus! – Milo apertou forte a mão do esposo.
- Buá! Buá! – o choro do bebê tomou conta do ambiente
- É um menino, meus parabéns. – o doutor entregou a criança aos pais
- Meu pequeno Hyoga... – Milo beijou a testa do neném
- Finalmente chegou meu filho... – Camus passou a mão na cabecinha do filho
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As enfermeiras levaram Hyoga para limpá-lo. Passadas algumas horas a família voltara para a fortaleza e todos pudera conhecer o garoto que tinha alguns fios loiros na cabeça.
- Olha seu afilhado, Mú. – Milo mostrou o filho ao amigo
- Ele é tão... Oh!
- Algum problema?
- O bebê chutou, acho que gostou do Hyoga...
- Eles serão bons amigos, eu sei.
- É também acho. Agora vá descansar...
- Claro. Até mais...
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Passaram-se mais algumas semanas, Hyoga crescia rápido. Mú estava brincando com o bebê enquanto Milo tomava um banho.
- Cheguei Mú. – a grega entrou na sala com os cabelos úmidos – ele deu trabalho?
- Não, ele é um anjinho.
- Muito obrigado por olhar ele pra mim.
- De nada, vou tomar um copo d’água. Você quer?
- Não, valeu.
O tibetano foi até a cozinha, pegou um copo de vidro, quando ia até a geladeira deixou que o copo caísse.
- MÚ? – gritou Milo
- O que houve, Milo? – Shaka chegou na sala – Cadê o Mú?
- Ele está na cozinha e acabei de ouvir um barulho.
- Eu vou lá ver o que aconteceu...
O indiano foi rápido para a cozinha, chegando lá viu o marido caído de joelhos perto dos cacos de vidro.
- Mú? O que foi Mú?
- Sha, o bebê...
- Buda! Vou levar você pro hospital...
O indiano levou Mú para o hospital, chegando lá ele foi prontamente atendido.
- Segure a minha mão, aperte com força. – Shaka falou
- Tá.
- Empurre com força, moça. – o doutor falou calmo – mais um pouco, já está quase vindo...
- Mais um pouco, o Shun tá chegando...
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- Olha Camus, o Hyoga tá sorrindo. – Milo mostrava ao ruivo o filho que realmente sorria
- Que estranho... Por que ele está sorrindo?
- Não sei. Mas ele é tão fofo.
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Em poucos instantes o choro do bebê surgiu e Mú respirou fundo.
- Aqui, é um menino muito saudável.
- Graças a Atena. – Mú abraçava o filho
Mú só foi liberado no final da tarde, assim que o casal passou pela porta com o filho ouviram o filho de Milo e Camus gargalhar alto, e um leve sorriso surgiu nos lábios do pequeno Shun.
- Vou te contar, isso é muito estranho... – Milo falou
- Meu netinho! Deixe-me vê-lo. – Dohko chegou e pegou o neto nos braços
- Ele tem a pele do jovem Shaka. – Comentou Shion, o bebê abriu os olhos um pouco – e olhe só, ele tem olhos tão verdes como o Mú.
- Mas eu estou enlouquecendo ou esse menino tem os cabelos verdes? – Afrodite observou atentamente o bebê
- Ele realmente tem fios verdes, Afrodite. – Shaka respondeu – Mú quer ir descansar um pouco?
- Sim. – Mú pegou o filho nos braços e subiu para o quarto
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- Vamos ver um filme? – Dite perguntou ao companheiro
- Que filme quer ver?
- Ér... – o menor levou a mão ao ventre – Matteo, eu acho que o neném quer sair.
- Eita! – o Italiano se levantou num pulo e colocou uma camiseta
— Isso dói pra caramba! Se quiser ir mais depressa eu não me importo nenhum pouco... – o sueco falou bastante suado
- Nós já chegamos! – o moreno retirou a mulher do carro e levou para o interior do hospital – Senhora, minha esposa está dando a luz!
- Um momento senhor, vou preparar a sala para recebê-la...
- Matteo, dói muito.
- Calma, Dite. Respira fundo, só mais alguns minutos.
- Pronto, vamos senhor. – a enfermeira voltou com uma maca.
- Senhorita, empurre com força. — médico orientou
- Matteo, fica comigo. – o sueco olhou com os olhos marejados para o italiano
- Sempre. No sairé daqui mi rosa.
- Mais um pouco... – o doutor falava – Nasceu!
O choro do bebê se espalhou por todo o perímetro, e a preocupação de Matteo se fez presente assim que Afrodite fechou os olhos e largou sua mão.
- DITE?!
Continua...
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