Notas iniciais
Bom dia meninas! Eu fiquei simplesmente extasiada com os comentários, muito feliz que amaram o senhor Cullen... vou confessar algo: eu amo o senhor Cullen e espero que se apaixonem por ele como eu mesma me apaixonei.

Eu olhava a bandeja de café da manhã nervosa. Alice sempre levava e eu não tinha ideia de como levar isso.Mordi os lábios muito nervosa, me questionei sobre ter aceitado esse emprego e fiquei pensando em como voltaria atrás. A porta abriu e Tânia apareceu linda e sorridente, sua beleza e elegância pareciam ser tão naturais que quando se comparava a de Alice ganhava facilmente.

— Bom dia querida! Como você está?

— Bom dia senhora.

Ela gargalhou.

— Não sou casada e não pretendo cometer tal abominação tão cedo. Me chame de Tânia por favor. – assenti apenas – O clima não fica mais agradável quando ela não está?

Ela sorriu e eu não fiz isso, mesmo querendo.

— Já vou servir o café. Vou só...

— Nada disso, eu quero sua ajuda com as panquecas!

Então eu prontamente recoloquei o avental, trabalhar na cozinha com Tânia era fácil e até gostoso. Ela sorria e contava histórias da vida dela e de como aprendeu a fazer uma coisa e outra. Tânia viajou pelo mundo, ela mesmo disse que tinha estado mais em aviões do que na própria casa nos últimos meses.

— Como consegue fazer isso? – olhei para o prato procurando algum defeito.

— Não gostou? – fiquei assustada pensando em refazer.

— É um dom, você pega os alimentos e os transforma em verdadeiras obras de arte. Olhe essas panquecas, eram só panquecas e agora...

Eu tinha recortado frutas e feito uma calda doce, coloquei raspas de limão para dar uma acidez e enfeitei com pedaços pequenos das frutas que usei na calda. Não era nada realmente grandioso.

— Não é nada demais. – afirmei limpando o prato.

— Bom, vamos levar isso para a sala antes que Edward coma a caneta!

Ela sorriu e então me vi nervosa mais uma vez por vê-lo. Como iria continuar trabalhando aqui se cada vez que o visse eu ficava nervosa? Quando Alice voltasse com certeza ela recolocaria um muro entre eu e meu chefe e isso passaria. Isso me tranquilizou. As horas também passariam mais rápido, esse pensamento também me consolou mais um pouco.

— Bom dia! – Edward estava lendo alguns papéis usando óculos e me vi admirando essa nova imagem dele. Ele tirou os óculos e guardou no bolso, servi junto com Tânia o café. – Isso é realmente uma bandeja farta! Fez o chá senhorita Swam?

— Não... eu fiz... pensei...

— Não precisa ficar nervosa. – ele disse sorrindo e já sentando para tomar o café. – Eu quero tomar sempre, minha empregada não fez como a senhora e eu fiquei me perguntando o segredo.

— Não é nada demais...

— Isabella é uma verdadeira cozinheira! – Tânia disse se servindo. – Como descobriu ela?

— Tenho que ir. Bom apetite.

— Nada disso! – Tânia falou apontando para um lugar vago. Deus isso não estava acontecendo, meu coração disparou e eu não conseguia pensar em como sair dessa situação e manter meu emprego. Alice poderia descobrir e não ficaria nada feliz.

— Posso chamar você de Isabella também?

— Oh... claro senhor Cullen.

— Edward. – Tânia e Edward falaram juntos e riram depois. Dava para ver a cumplicidade entre eles, uma amizade construída em longos anos. Algo verdadeiro.

— Preciso ir.

Saí rapidamente deixando minha mente flutuar quando cheguei na cozinha. Algo verdadeiro. O que era verdadeiro? Eu tentei esses anos trabalhar sobre o conceito de verdade e mentira, mas isso era muito subjetivo e o fato cruel é que haviam mais pessoas como Alice do que como Tânia e Edward. Pessoas como Alice estavam ali, acima dos outros e ditando as regras para pessoas como eu. Respirei pausadamente como havia sido treinada para fazer em momentos de pânico.

Eu evitei Tânia e Edward com um certo pesar no coração, eles queriam ser simpáticos, mas eu queria meu emprego mais que simpatia. Alice detestaria saber que essa intimidade toda tinha surgido e eu sabia com que facilidade ela se livraria de mim.

— Você está nos evitando. – Tânia disse me deixando quase quebrar um vaso que estava limpando na sala de conferências.

— Não senhorita. – ela me olhou cruzando os braços em uma atitude clara de desgosto.

— Me diga Isabella o que fez você voltar atrás?

— Eu só acho que você é minha superior e eu deva tratá-la com o devido respeito.

Minha voz saiu baixa e sem vontade, como antes. Como antigamente.

— Sua superior? Jura que isso ainda existe nesse mundo? Deus amado, anos de evolução e você achando que eu sou superior?

Olhei para ela sem entender, ela foi se aproximando devagar como quem me dizia que estava se aproximando.

— Isabella eu posso apenas lhe dizer que seu talento a torna superior a mim e a muitas pessoas porque você sabe de algo que nós não sabemos.

— Eu só cozinho. – disse desesperada.

— Não. Você não cozinha. Você transforma alimentos em algo extraordinário, belo e gostoso ao mesmo tempo. Com humildade e amor. Sem forçar nada.

— Você não me conhece...

— Não preciso. – ela disse sorridente. – Há um ser humano nada superior achando que foi indelicado com uma dama na outra sala. – a imagem de Edward me veio a mente – Ele não morde e adora seu chá Isabella. Talvez.... – ela olhou para o relógio com diversão – Seja hora do chá das cinco.

Ela piscou para mim e saiu. Me vi pensando sobre o que fazer, mas depois me convenci de que era só um chá. Um chá. Preparei um diferente pensando que talvez ele quisesse apenas algo diferente hoje, e fui com a bandeja até sua sala.

— Boa tarde senhor Cullen.

Ele olhou não escondendo a surpresa em me ver, se ajeitou e mais uma vez tirou os óculos.

— Um chá? – assenti indo até a mesa servir. – Isso veio em uma hora perfeita! O que fez?

Sorri vendo como ele parecia ansioso em beber.

— Hortelã e canela.

— Gosto de canela.

— Vai bem com limão.

— Obrigado Isabella.

Ele sorriu e eu me vi gostando desse momento.

— Sabe, acho que minha mãe qualquer hora vem aqui só para provar seu chá. – ele tomou um pouco e soltou um gemido engraçado e baixo. – Isso está divino.

— Que bom que gostou.

— Sem biscoitos?

— Canela é algo forte, os biscoitos que combinavam acabaram. Amanhã providencio mais. Tenha uma boa tarde Edward.

Ele sorriu e eu saí satisfeita. Seja qual fosse o mal entendido ele estava desfeito, só esperava que isso continuasse.

Quando acordei no sábado eu sabia para onde tinha que ir, fiz o caminho a pé para o apartamento de Ângela não esquecendo de passar antes no mercado para abastecer sua geladeira e deixar alguma comida congelada para a semana.

— Você não desiste de mim? – ela perguntou quando me viu cheia de bolsas.

— Você nunca desistiu de mim.

Falei emocionada e então entrei para mais um final de semana com ela.Se eu pensasse no que havia de verdadeiro em minha vida nesse momento eu sabia que era ela.

Notas finais
Bom meninas, eu sei que estão curiosas demais quanto ao passado da Bells, mas ela vai dar dicas importantes que vão montar esse quebra cabeça e a Ângela faz parte desse passado. Vamos ver mais ela e o Edward.... e a Tânia... O que acharam dela? Eu amo essa Tânia também! Me contem tudo!