Notas iniciais
Não posso deixar de agradecer a TODOS os comentários lindos e maravilhosos, comentários inspiradores, que vocês escreveram meninas. Me emocionei com alguns que diziam que fizeram a conta para comentar, que nem comentam, mas nessa vão comentar e de algumas que justificaram porque não comentam em todos os capítulos. Outros fizeram tantas perguntas que eu amei saber que estou intrigando vocês nesse nível. Não posso deixar de agradecer as três leitoras lindas que recomendaram a fic, três recomendações me deixaram pulando de alegria. Obrigada pelas suas palavras, pela confiança e carinho. Eu quis postar em agradecimento, mas não consegui, então prometo que terça tem mais. Não vou demorar mesmo a postar em respeito a todas vocês que estão aqui comigo em mais essa aventura.

— O que você coloca nessa pipoca?

Sorri vendo Ângela se atracar com a pipoca doce que eu tinha feito.

— Nada demais.

— Jesus amado, eu preciso ler como você lê esses livros de culinária.

Levantei do sofá satisfeita com o resultado da limpeza que demos em seu apartamento e com a comida congelada que estava na geladeira.

— Eu volto no próximo final de semana. – falei já sentindo aquela conhecida solidão.

— Você realmente não quer vir de vez? Seu apartamento...

— Ben é uma ótima pessoa Ang e ele gosta da privacidade dele. Não quero atrapalhar vocês. Você merece ser feliz.

— Detesto ele trabalhar desse jeito nos finais de semana. – sorri vendo sua cara aborrecida. Não parecia a pessoa durona que eu conheci, a irmã mais velha que me protegia dos bichos debaixo da cama.

— Ele faz isso por vocês. Preciso ir.

— Você não me contou da sua semana.

E lá estava a percepção de irmã mais velha aparecendo nos últimos minutos.

— Normal. – dei os ombros.

— Vai comprar o celular com o aumento?

— Não tenho tempo para procurar por um... saio muito cansada e...acho que não preciso de um afinal.

Eu não queria verbalizar que eu não teria ninguém para me comunicar além dela.

— Nunca se sabe Swan...nunca se sabe...

Talvez a ideia dela ter conhecido Ben como conheceu desse a ela uma ideia mais romântica da vida, eu não tinha. Não mais.

— Se cuide! – gritei abrindo a porta e saindo.

Eu fui embora sentindo o frio. Eu não me importava, eu vivi em Forks tempo demais para me importar com frio e chuva. O cheiro da chuva não tinha nada haver com terra molhada e musgo, era um cheiro cru e ruim. Mas essa cidade me acolheu e me deu algum motivo para seguir. Me perguntei se Alice já estava melhor e fiz uma lista mental do que deveria ser comprado na dispensa para a próxima semana, eu acho que Lilian não usava tantos ingredientes como eu e por isso talvez eu acabasse mais rápido com as coisas apesar de só cozinhar para Edward e talvez para Tânia ou Alice.

— Detesto os vegetarianos. – olhei para Tânia e sorri tímida quando ela entrou na cozinha pela manhã. Eu já tinha feito todas as tarefas e o café da manhã estava quase pronto. – Alice marcou um almoço em um restaurante desses!

— Não preciso fazer o almoço então?

— Claro que precisa! Vamos voltar e comer pratos grelhados! – ela disse e eu ri. Me espantei com a naturalidade que aquilo aconteceu e ela também. Edward entrou com um ar desgostoso.

— Posso comer um bife no café da manhã?

Ele não era fã desse tipo também. Duas crianças sofrendo de abstinência.

— Bacon frito e ovos? – perguntei e os dois sorriram satisfeitos.

— Muito bacon. – Tânia disse e Edward assentiu.

— Muitos ovos! – ele completou com os olhos brilhando de satisfação.

Os dois saíram e eu ri pensando em quão chato esse almoço iria ser. Eles comeram olhando alguns papéis e discutindo números. Edward agradeceu com um sorriso largo o café da manhã, mas ele me pareceu mais concentrado naquela manhã do que nas outras. Tânia pegou na sua bolsa um óculos e sentou na frente dele avaliando tudo atentamente. Saí pensando em descongelar uns bifes de carneiro que tínhamos e que talvez eles fossem úteis mais tarde.

— Os ingredientes que pediu chegaram. – Bill disse colocando as bolsas em cima da mesa de tarde. Alice ligou cinco vezes, pelo jeito ela tinha pego algo realmente ruim, sua voz estava mais estranha e ela não conseguia aquele ar superior que ela tanto amava. – A senhorita Brandon cortou alguns itens quando a lista chegou em seu conhecimento.

— Como isso chega ao conhecimento dela? – perguntei pensando que escrevi no papel apenas.

— Bom...alguém repassou para ela. Eu desconfio que seja o entregador...

Olhei as bolsas procurando o que não estava.Percebi que as carnes foram trocadas, os temperos estavam desconexos e gemi frustrada pensando no que faria com essa bagunça.

— Boa tarde Bill. Isabella está precisando de ajuda novamente?

Edward entrou sem que eu visse.

— Bolsas de compras. – ele disse voltando a postura e foi embora me deixando ainda sem saber o que estava acontecendo.

— Bill trás as compras sempre pessoalmente? – ele perguntou e eu neguei. – Por que ele trouxe então?

— A senhorita Brandon modificou a lista e ele veio me avisar. – Edward me olhou por alguns segundo.

— Alice está com pneumonia grave, o médico só não internou ela porque ela é teimosa demais. – ele bufou – Eu peço para ela se desligar, digo que Tânia aceitou me ajudar enquanto ela se recupera e ela não entende que a saúde dela está em jogo.

— Edward eu acho que ela só quer cuidar bem das coisas.

— O que está faltando? – ele nem ao menos ligou para meu comentário sobre ela e isso me deixou com uma ponta de felicidade.

— Temperos... carnes... tem frutos do mar, bastante deles... – dei os ombros já indo colocar eles na geladeira. Edward olhou a geladeira com atenção vendo os papéis pendurados nela.

— Suas receitas?

— Não, sugestões que Alice vem me mandando. Saem daquela máquina ali. – apontei para algo que parecia uma impressora mais no fundo da cozinha. Ele foi até a geladeira e leu tudo com atenção. Mesmo comigo abrindo e fechando a porta ele não desviou o olhar.

— Você não segue nada disso.

— O frango ficaria seco se fizesse como está receita, a abóbora não teria valor nutricional nenhum caso fervesse por tanto tempo, os legumes dessa forma não combinam e se tornariam apenas um amontoado feio e pegajoso caso eu fizesse dessa forma e a sardinha é melhor aproveitada em receitas menos demoradas. Isso parece receitas retiradas de lugares amadores.

Edward me olhou por alguns segundos.

— Por que você não está em um restaurante Isabella?

Eu parei e olhei para Edward querendo gritar minhas verdades, mas isso seria impossível.

— Porque eu não gosto de trabalhar com muitas pessoas. – meia verdades fluíam sem que eu me preocupasse, eu gostei de conseguir responder isso dessa forma. Me alegrei na verdade.

— Esse talento todo para apenas uma pessoa? Não tem vontade de ter um negócio?

— Não.

— Nem ao menos o seu restaurante?

— Não.

— Com o que você sonha Isabella?

Com meu pai, quis dizer, mas não poderia falar. Era assunto enterrado e riscado.

— Com coisas diferentes das suas Edward. – meias verdades.

— Você é uma caixa de surpresa Isabella Swan. – ele disse sorrindo. – E eu gosto disso.

Edward apensas saiu me deixando intrigada com suas palavras.

Notas finais
E aí meninas, o senhor Cullen não é um verdadeiro amor? Se vocês tem dúvidas... precisamos de mais capítulos para conhecermos mais ele. Concordo com vocês nisso kkkkkkkkk Amores notas sobre a Tânia: ela é sim amiga e só amiga dele. Tânia não é e nem vai ser a vilã. Não queria mais isso na fic e a ideia dela ser legal veio de outras fic que li e amei ter essa personagem sempre vilã sendo apresentada de outra forma. Espero que tenham gostado.