Segredos e Mentiras
14 Pequenos enganos
Eu estava em minha rotina de arrumação para não ter problemas com Alice. Ângela tinha falado algo sobre esperar que Edward tenha matado a vaca da Alice quando soube o que ela fez, mas eu esperava apenas que ele esquecesse isso.
Tudo estava adequadamente limpo e organizado, deixei o de Alice em especial mais organizado do que nunca já que ela talvez não estivesse nesse humor todo se Edward comentou algo com ela. Eu espero que ele não tenha falado metade das coisas que Ângela esperava.
Fiz um café da manhã bem leve não sabendo como foi o fim de semana de Edward, não sabia se ele bebia ou não, por que eu estava pensando nisso afinal? Gemi frustrada ouvindo passos atrás de mim e me virando rapidamente para ver uma cena bem diferente.
— Deus você é minha salvação...
Esme Cullen entrava na cozinha com um bebê em seus braços e um bebê conforto no outro braço de forma quase desajustada. Fui até ela sorrindo para o bebê.
— Ele... oh Deus eu realmente não sei mais fazer isso...
Eu peguei o bebê de seus braços sorrindo para aquele anjo, ele deveria ter uns seis meses de idade e estava precisando de uma troca de fraldas.
— Eu realmente não queria atrapalhar seu serviço querida, mas olhe... ele é neto de uma amiga minha, ela estava levando a filha para uma consulta e no meio do caminho eu me ofereci para cuidar dele enquanto elas iam para a consulta. – Esme estava com suas roupas sujas, provavelmente da fralda, seus cabelos levemente bagunçados e uma expressão de verdadeiro pânico. – Querida, eu amo Edward com verdadeira adoração. Mas eu tive babás... isso nãome fez péssima mãe não é mesmo?
— Claro que não. – falei ajeitando o bebê no bebê conforto e entregando a ele uma colher para se distrair. – Minha mãe implorou para minha avó morar conosco por pelo menos dez anos. – sorri com a lembrança dela falando. – Ela tinha verdadeiro pavor de me dar banho quando eu nasci, ela achava que ia me matar afogada e papai tinha medo que eu morresse durante o sono. – Esme sorriu talvez se reconhecendo ali. – Ele passou noites sentado do lado do berço, mamãe me contou uma vez que eu chorei e ele ligou para o médico de madrugada.
— Oh querida! – Esme ria comigo – Carlisle já levou Edward a emergência porque ele estava com uma picadinha de mosquito, foi uma cena hilária, as enfermeiras explicando que era só passar uma pomadinha, ele queria uma especialista.
Isso deve ter feito o dia das enfermeiras, eu pensei sorrindo para Esme.
— Ele precisa de uma troca de fraldas e talvez uma mamadeira. – o bebê sugava as mãos com ansiedade.
— A bolsa dele está no meu carro. Posso pedir para alguém trazer? Gostaria de providenciar uma roupa nova para mim. Se importa de ficar algum tempo com ele?
— Claro que não... ele é um ótimo rapaz. Vai se comportar não vai?
Mexi na sua barriga causando risos e sorrindo para ele quase imediatamente. Esme agradeceu e se despediu. Eu prendi o bebê no bebê conforto melhor e o virei para mim, a colher estava distraindo ele e eu fui arrumar a bandeja do café da manhã de Edward. Algum segurança subiu com a bolsa e eu fui verificar o conteúdo percebendo que ele estava a salvo por um par de horas. A mãe tinha uma verdadeira mala para caso acontecesse algo.
— Senhorita Swan! – a voz de Alice me fez virar e vê-la na porta da cozinha de braços cruzados e muito insatisfeita. Ela estava com aqueles vestidos até os joelhos e colados no corpo, os saltos mais altos se possível. – Não é permitido a entrada de crianças nesse setor.
— Oh... mas..
— Sem desculpas para essa ocorrência! No RH nunca lhe falaram que temos auxílio creche justamente para que vocês não façam isso?
Ela apontou para o bebê com desgosto. Como ela não poderia se encantar com um bebê tão lindo como aquele?
— Senhorita Brandon, eu posso explicar perfeitamente.
— É claro que pode! Vocês mães solteiras sempre podem!
— Mãe? – a voz de Edward no fundo nos fez virar. A postura de Alice mudou completamente, ela foi até ele com o ar despreocupado e atencioso que ela tomava quando estava perto dele. Isso estava rapidamente virando um desastre e eu senti uma vontade enorme de correr até Edward e explicar tudo. Eu não queria que ele pensasse nada mal de mim.
— A senhorita Swan trouxe seu filho para o trabalho hoje. Bom dia Edward.
— Oh... eu....
Edward se aproximou do bebê e vi ele analisando seus traços e depois olhando para mim.
— Ele é muito lindo. – disse em um tom emocionado.
— Ele não é meu filho. Isso tudo é um engano.
Ele me olhou ainda mais curioso.
— Então ele não pode estar aqui senhorita Swan, a política da empresa...
— Alice, eu estou esperando uma ligação muito urgente daqueles revendedores chineses, o inglês deles é muito esquisito e da última vez você se saiu muito melhor que eu. Poderia ir até minha sala atender? – ele disse isso não tirando os olhos de mim. – Eu converso com a senhorita Swan sobre a política da empresa.
Eu olhei para Alice e ela tinha um ar vitorioso no rosto. Abaixei minha cabeça querendo que o dia terminasse ali.
— Senhor Cullen...
— Eu acho que ele está com fome. – eu levantei a cabeça vendo ele fitar o bebê.
— Senhor...
— Edward. Só Edward. Vamos cuidar do bebê e enquanto isso você me explica o que um bebê faz aqui. – eu quase sorri para o sorriso que ele me deu – E eu te explico as normas da empresa.
Quis rir alto do ar que ele tomou quando pronunciou isso. Peguei um trocador na bolsa, coloquei na bancada mais próxima e assim que consegui me desvencilhar do cinto coloquei o bebê no trocador. Edward gentilmente trouxe a bolsa para mais perto, peguei um macacão vermelho, fraldas e tudo que eu precisava para trocar ele.
— Você tem habilidade. – ele disse. Eu sentia seus olhos atentos a cada movimento meu.
— Eu fui babá dos treze aos dezessete. Uma vizinha me contratou para uma noite olhar o bebê dela enquanto ela ia a um jantar com amigos do marido e eu fui sendo chamada.Papai achava que o dinheiro seria bom para a faculdade, despesas como comida e essas coisas. Então, eu aceitava.
Sorri vendo o bebê limpinho e com roupa nova. Peguei ele em meus braços , peguei a mamadeira e fui até dispensa com bebê pegando uma garrafa de água para fazer a mistura.
— Deixe isso comigo. – eu me surpreendi quando ele pegou o bebê. O bebê adorou lenço do bolso de Edward e o pegou nos fazendo rir. – E esse bebê não é seu.
— Na verdade sua mãe o trouxe.
Ele riu mais um pouco.
— Mamãe virou sequestradora. – ele disse divertido.
Então enquanto eu dava a mamadeira para o bebê desconhecido e segundo Edward sequestrado, Esme entrou e sorriu. Ela usava um vestido preto e seus cabelos estavam mais arrumados.
— Oh querida! Muito obrigada.
— Mamãe, bom dia.
Ela sorriu para Edward indo até mim.
— Ela foi uma verdadeira santa essa manhã querido, espero que não tenha brigado com ela.
— Acho que precisei explicar as normas da empresa para ela. – disse num tom divertido me fazendo rir.
Alice entrou com seu ar superior.
— Esme. Não sabia que estava aqui. – ela disse sorridente para Esme. Sinceramente a versão simpática de Alice me fazia temer muito mais do que sua verdadeira personalidade.
— Passei apenas. – Esme respondeu e eu estranhei a forma como ela falou com Alice, ela ignorou o tom de Esme e sorriu indo para o lado de Edward.
— Senhorita Swan nos sirva o café, estamos mais que atrasados com os horários. Nos acompanha não é Esme?
— Na verdade não. – disse firme – Outro dia venho com mais calma querido.
Edward sorriu.
— Você sempre é bem vinda aqui mamãe. Você e suas confusões.
Ele apontou para o bebê nos fazendo sorrir. Menos Alice que parecia estar fora da conversa e olhando para todos nós. Eu ajeitei o bebê no bebê conforto enquanto Edward chamava Bill para ajudar sua mãe.
— Não sabia que esse bebê lindo era algo seu Esme. – Alice falou e eu apenas continuei ajeitando o bebê, entregando um chocalho que achei na bolsa quando fui trocar sua fralda e fechando o cinto com muito cuidado.
— É neto de uma amiga apenas.
Bill entrou na cozinha olhando a movimentação incomum.
— Leve o bebê para minha mãe até o carro, ajude ela a colocar o bebê em segurança por favor.
— Sim senhor Cullen. – Bill prontamente fez o que Edward pediu e então saiu com o bebê e a bolsa.
— Eu não tenho como te agradecer pelo que fez hoje por mim querida. – Esme disse com um tom maternal. – E principalmente pelo que me falou de sua mãe.
Esme deu um beijo em Edward e saiu elegantemente como sempre.
— Edward tem papéis que não podem mais esperar sua assinatura porque tem hora para serem despachados, aquele candidato a Senador vem aqui hoje conversar com você e precisamos atender a revista People para falarmos daquela entrevista que eles estão querendo.
— Não dou entrevista a People ou qualquer revista interessada apenas na minha vida pessoal Alice, isso já foi decidido.
Ele saiu e eu vi a expressão de fúria de Alice.
— O café da manhã em dez minutos ou você está despedida senhorita Swan.
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