Notas iniciais
Eu queria pedir desculpas por não postar na frequência que vocês desejariam e nem eu. Mas não tinha como meus amores porque eu estou viajando a trabalho, estou muito ocupada meninas e minha família exigiu minha atenção para resolver problemas. Devido ao final da fic eu vou postar na quarta feira meninas mais um capítulo, apesar de não postar eu não parei de escrever e estou com a fic no capítulo 35. Beijos meninas!

Eu ainda estava atordoada com as palavras de Alice quando Edward entrou sorridente.

— Bom, preciso ir. Tenham uma boa noite.

Alice saiu sem esperar a resposta de Edward depois de recolher a pasta. A pasta que continha a destruição dos sonhos e lutas dele. Ele nunca saberia que foi Alice que plantou aquilo na mídia porque a vida dele era pública demais, a foto foi tirada em um lugar aberto e eu era oficialmente sua funcionária. Informações fáceis de serem descobertas já que meu seguro estava sendo coberto e pago pelas empresas Cullen. Mais uma vez: provas e crimes.

— Vamos? – eu o olhei tentando me focar nele. Seu olhar feliz e apaixonado. Na forma como ele sempre estava disposto mesmo depois de um dia de trabalho.

— Vou pegar minha bolsa.

Eu usei esse tempo para me restaurar, me preparar... talvez eu precisasse mesmo de muito mais tempo. Eu não tinha.

Voltei e sorri para ele pegando sua mão e sentindo seu calor. A paz que vinha do seu toque, a confiança que ele exalava em nós dois. Ele parecia um pouco inquieto no elevador.

— Eu preciso que você não surte em relação a isso. – ele disse no segundo andar e eu o olhei estranhando. As portas se abriram e então eu vi do que ele estava falando. Edward me guiou até onde Bill estava com as chaves nas mãos. – Eu acho que você precisa disso. Para faculdade, para ver Ângela... para sair... para fazer qualquer coisa.

Tinha um carro enorme na nossa frente, preto com vidros esfumaçados e um laço de fita enorme rosa nele. Isso explicaria o que Alice falou. Sorri sentindo as lágrimas caírem para Edward.

— Oh... não era essa reação que eu queria...

Mas eu não poderia ter outra. Ele estava falando de uma vida que eu nunca teria, faculdade e tudo mais que o envolvesse, porque eu não iria mais destruir nada e nem ninguém na minha vida. Nunca mais.

— Obrigada... – falei querendo que ele não percebesse como aquilo estava sendo difícil.

— Tânia e minha mãe me ajudaram no modelo... – ele falou olhando o carro e pegando as chaves com Bill. – É um modelo mais popular do que eu queria, mas elas falaram que seria melhor.

Sim, ele era perfeito. Poderíamos colocar a cadeira do bebê de Ângela tranquilamente atrás, era seguro e muito espaçoso.

— Isso é perfeito... – eu sabia que minha voz não tinha saído com a confiança necessária, mas Edward apenas sorriu talvez entendendo que eu estava emocionada.

— Vamos estrear?

E então flases vieram. O carro. O último carro que eu dirigi, os risos e a música um pouco mais alta do que eu queria. Todos estavam felizes e eu não queria ser a estraga prazeres. Jacob com aquele sorriso bobo e largo como se fosse o melhor dia de nossas vidas, tudo tão perfeito. Papai vestido com seu uniforme.

— Bella! – eu senti os braços de Edward ao meu redor e percebi que tremia muito. As lágrimas caindo sem parar. – Bill pegue as chaves.

A voz de Edward sumiu e eu me entreguei a escuridão do pânico. A escuridão que estava aliviando as lembranças duras demais. Despertei com o quarto escuro demais, Edward não estava, mas eu estava com uma camisola longa e meus cabelos longos. Me sentei sentindo um pouco tonta. O carro com a fita me despertou completamente. Fechei meus olhos pensando no que Edward poderia estar pensando, eu teria que explicar algo. Eu então quis chorar ou correr, não queria mais mentir. Não queria prejudicar ele e tudo isso era demais. Tudo isso foi longe demais. Não existe contos de fadas e nem príncipes encantados.

Alice era apenas um por cento do mundo de Edward, teriam mais e mais pessoas para me acusar, causar uma confusão enorme em cima do meu passado. Alguém cavaria fundo demais, ele conhecia pessoas que poderiam cavar muito fundo. Descobrir tudo. Olhei uma foto de Edward num porta retrato com sua família e Tânia. Nunca tinha percebido que James estava nela e o sorriso de Tânia era muito mais feliz do que é hoje. Doeu meu coração saber que eles não tinham um presente como nem eu e nem Edward teríamos um futuro.

Levantei indo para o closet, tinham apenas algumas roupas minhas ali. Eu vesti uma calça jeans e uma blusa. Peguei meu moleton mais grosso e senti meu coração quebrar a cada passo que dava. Onde estava Edward? A casa estava silenciosa demais. Saí esperando encontrar ele em algum lugar, mas apenas a luz do escritório estava acessa. Olhei sabendo que ele estava ali e queria dar uma última olhada no grande amor da minha vida. No homem com mais caráter que já conheci, quase uma fantasia rodeada de uma realidade cruel. Como ainda poderiam existir homens como ele?

Edward estava deitado com alguns papéis no grande sofá do escritório. Uma lágrima caiu quando um alívio me tomou por ele não me ver partir, mas uma profunda tristeza se instalando. Me virei querendo terminar logo com aquilo, não sabia quanto tempo eu tinha e eu precisava de vantagem. As chaves estavam no molho de sempre e eu olhei a chave do carro novo que ele comprou, olhei para trás vendo a hora em algum aparelho e vi que eram duas horas da manhã. Eu teria que fazer isso dessa forma. Como? Peguei as chaves sentindo minhas mãos tremer, eu precisava disso. Eu precisava ter forças para fazer isso.

Fui até o elevador e vi os andares diminuírem me afastando do conto de fadas que criei. De tudo que um dia poderia ser o sonho mais feliz e alegre. Um dos seguranças de Edward já estava a postos, eu vi o carro estacionado ao lado do de Edward e engoli o choro que quis sair.

— Algum problema senhorita Swan?

Todos. Todos. Eu quis gritar. Bill apareceu com um café nas mãos e o segurança rapidamente se afastou.

— Posso ajudar senhorita Swan? A senhorita precisa de alguma coisa?

— Avise Edward que estou em Ângela. – aquela frase saiu tão arrastada e pesada.

— Precisa que a leve? Parece um pouco pálida.

— Eu estou bem... só não acorde Edward... ele dormiu a pouco tempo.

Bill pareceu na dúvida, mas fui até o carro olhando as chaves que não entendia. Tinham dois botões.

— O vermelho trava e o verde abre as portas. – me assustei com a voz de Bill. O olhei agradecida e apertei o botão verde o carro acendeu e eu fiquei olhando ele por alguns segundos. – Ele tem um sistema automático, a senhora conhece?

Eu abri o carro vendo o painel muito diferente.

— Aperte esse botão e ele liga. Estacione e aperte ele novamente que ele desliga. A tela é para estacionar, não se assuste com um apito, é o sensor de proximidade. – ele explicava e eu olhava tentando assimilar. Edward poderia acordar.

— Obrigada.

Entrei e sentei no volante mordendo os lábios. Bill fechou a porta e explicou mais um botão para travar todas as portas. Eu coloquei as mãos no volante e senti elas tremendo, os flases querendo vir novamente, mas eu não poderia deixar isso me vencer. Não de novo.

— O GPS vai ajudar você na rota, é só falar para onde você quer ir. Dar o endereço.

— Obrigada Bill...

Eu queria dizer mais algumas coisas, mas eu apenas liguei o carro. Senti o suor escorrer do meu rosto, o pânico tomando conta de mim, mas eu guiei o carro para longe sentindo o suor e o coração acelerado. A cada estrada mais distante de Edward meu coração se dividia entre o certo e a tristeza profunda. Estacionei em Ângela querendo ser o mais rápida possível, mas eu sabia que precisaria de pelo menos uma hora para fazer tudo.

Cheguei o mais rápido possível ao seu apartamento e bati na porta como nós combinamos uma vez. Eu e ele tínhamos códigos.

— O que aconteceu? – ela perguntou e vi sua barriga enorme. Sua preocupação estampada. Entrei e senti ainda mais o coração acelerado, a adrenalina correndo violentamente.

— Alice tem uma reportagem pronta para ser publicada sobre Edward e eu. New York Times Ang.

Ben surgiu colocando ainda a blusa.

— Vaca!

— Preciso ir Ang. – e nós trocamos aquele olhar horrível. Aquele olhar que ela sabia o que vim buscar.

— Você tem certeza disso? – Bem perguntou não querendo acreditar no que estava pedindo. – Não há outra forma Bells?

— Edward vai ser prejudicado! – saiu mais alto do que eu queria.

— Você não está em condições de ir a lugar nenhum! Para onde vai?

— Ainda não sei...eu vou apenas para longe um pouco...

— Deus amado! Você não sabe nem para onde vai?

— Ângela, ela vai jogar o trabalho e a empresa dele no lixo! La vai afundar tudo que ele lutou, os Cullen serão manchados tem ideia disso?

— Ela é louca Bells! Louca! E Edward precisa saber disso.

— Alice não tem a ficha que eu tenho. Ela não mentiu a identidade dela. Alice não tem meu passado!

Ben e Ang não tiveram argumentos.

— Você está fugindo mais uma vez... – ela falou decepcionada.

— Eu menti para ele. Eu enganei ele. É uma questão de tempo até ele descobrir ou Alice lançar mais uma matéria imunda no jornal.

— E eles vão te esmagar mais uma vez... – agora ela estava chorando comigo. Eu assenti sabendo que apenas nós duas sabíamos do que estávamos falando. – Bem pegue os documentos e o dinheiro. Precisa de mais alguma coisa?

— Preciso de um papel e uma caneta. Quando Edward chegar aqui pela manhã você poderia entregar isso a ele? – ela assentiu deixando as lágrimas caírem e enquanto se movia pela sala.

— Obrigada...

E me sentei escrevendo minhas últimas palavras para ele. Por onde nós começamos a contar algo inacreditável?

Notas finais
Até quarta feira meus amores!