Notas iniciais
Prometi aparecer na terça não é mesmo? Aqui estou! Obrigada pela recomendação linda que recebi e é claros pelos comentários... segredos... segredos... vamos a mais uma peça meninas!

— Para quê eu preciso disso? – perguntei a Ângela para a pequena mala de mão que ela fez questão que eu comprasse. Ela na verdade na hora do meu almoço me ligou diversas vezes falando sobre a importância de tê-la, o que mesmo não fazendo sentido algum me fez comprar um conjunto de malas de três tamanhos porque a vendedora e Ângela pelo celular conseguiram me convencer que isso era mais adequado que apenas uma mala pequena.

— Já está arrumada com uns itens necessários a sua sobrevivência.

Ela estava comendo seu salgado e bebendo sua coca-cola tranquilamente enquanto eu tentava me acalmar com o exercício de respiração. Ela ignorava isso propositalmente.

— Você não mandou Ben comprar esses itens não é mesmo?

— Claro que mandei. – ela riu e gemi frustrada pensando nele entrando em uma farmácia ou perfumaria e comprando as coisas mais constrangedoras com o cartão que eu gentilmente tinha cedido a eles em caso de emergência. – E antes que pense besteira, protetor solar e camisinhas não são definitivamente nada constrangedores.

Eu fiquei vermelha e agradeci demais a Deus por não ver Ben mais que apenas duas vezes ou menos.

— Seu celular está apitando.

Olhei o alarme que me dizia que estava na hora de descer para encontrar Edward.

— Colocou biquine?

— Maiô. – respondi.

— Por isso Ben foi as compras!

Ela riu mais e eu gemi mais ainda odiando ela por ela dois segundos. Minha irmã mais velha e chata. Ela levantou mostrando sua barriga linda e me causando verdadeiro amor por ela.

— Eu quero que pense em algo enquanto estão juntos e namorando profundamente na casa dele seja lá Deus onde isso fica. – ela fez uma pausa – Você não pode mudar nada do que aconteceu, mas o seu futuro depende apenas de você. Edward parece ser legal e se ele não for isso não é o fim do mundo, nós conhecemos o fim do mundo e saíamos de lá Bells então aproveita. Não sinta medo. Não seja metade. Até esse momento ele não demonstrou nada que ligasse aquela luz vermelha em nós.

Eu abracei ela querendo que tudo corresse bem.

— Estou namorando. – falei sorrindo e ela sorriu ainda mais.

— Eu convidaria ele para jantar aqui se eu soubesse algo de cozinha que não envolvesse bombeiros lindos e Ben aos gritos.

Ri com ela relaxando.

— Tem tudo que precisa na geladeira. É só esquentar no micro-ondas e meu celular está com créditos até demais, ligue a cobrar se algo acontecer. Deixei o número de uma ambulância particular e pelo amor de Deus não se preocupe com os custos disso...

— Oh Deus Swan pegue suas malas e vá!

Eu abracei ela me sentindo realmente feliz e relaxada. Passei a semana toda me programando para essa viagem, dormi na casa dela de sexta para sábado para fazer tudo que fazia nos fim de semana para ela e a deixar brincar de arrumar minhas malas como se fosse algo super legal. Eu abri a porta e Edward estava na porta.

— Eu vim ajudar com as malas. – ele disse um pouco sem graça e Ângela apareceu atrás de mim.

— Oi Edward. Sou Ângela, é muito bom finalmente conhecer o namorado da minha melhor amiga.

Ele sorriu simpático aceitando a mão que ela estendeu.

— É bom conhecer a amiga da minha namorada. – eu corei e Edward sorriu confiante.

— As malas estão aqui. – Ângela apontou para as duas malas e peguei a pequena de mão e saíamos do apartamento de Ângela. O carro não tinha motorista e era um modelo mais esportivo, percebendo bem agora Edward estava de jeans e camisa simples. Ele estava lindo. Colocou as malas no porta malas e abriu a porta para mim realmente feliz e sorridente, parecíamos adolescentes e não pude deixar de sorrir enquanto ele entrava e coloca o carro na direção que nos levaríamos a casa dela de campo.

The Cranberries começou a tocar e Edward ia mudar quando eu impedi tocando em sua mão.

— Você gosta? – ele perguntou não soltando minha mão e beijando.

— Sim, na verdade eu sei tocar essa no piano.

— Sua mãe permitiu que você tocasse algo que não fosse clássico? – ele brincou e ri de sua expressão surpresa.

— Claro que sim. Essa música meus pais dançavam juntos enquanto eu tocava na casa da vizinha. Eles se conheceram em um bar lembra?

— Faz sentido... o que mais além de clássicos toca?

— Metálica. Papai sugeriu, na verdade ele impôs a mamãe. Ela precisou aprender e foi muito engraçado.

Então Edward contou como Esme era exigente com comportamento e notas, como Carlisle ensinou ele a colar e ela quase surtou. Eu ri das histórias dele com o amigo Emmett e como Esme e a mãe de Emmett uma vez procuraram por eles uma noite inteira e eles estavam apenas na garagem tentando concertar o carro de Carlisle que quebraram tentando usar os conhecimentos que achavam que tinham de mecânica.

A viagem foi muito divertida e engraçada. Edward parou para abastecer o carro e aproveitei para ligar para Ângela e perguntar como ela estava, era nosso primeiro final de semana sem estarmos juntas e de alguma forma isso parecia estranho. Ela desligou me mandando me concentrar em Edward e eu sorri.

— A casa é bem afastada de qualquer outra propriedade. E papai fez questão que algumas partes fossem cobertas evitando assédios desnecessários. Eu queria te dizer que não precisa se preocupar com fotos vazando, os empregados são poucos e apenas os essências até porque a maior parte vem durante a semana... mamãe abasteceu a geladeira com todo tipo de coisas quando soube que estávamos vindo.

Sorri com a imagem de Esme animada.

— Ela deve ter exagerado com certeza.

— Mas há uma cozinheira e uma arrumadeira. Esse final de semana você será servida.

Ele pegou minha mão e beijou delicadamente. O carro entrou na propriedade e demorou mais alguns minutos para que realmente a casa aparecesse. Ela era linda e apenas de um andar, contrariando a ideia que eu tinha de vários andares.

— Mamãe que projetou ela e ela disse que quando era pequeno ela morria de medo de escadas então você vai perceber que temos apenas o necessário de escadas.

Ele estacionou o carro em frente a casa e correu para abrir a porta para mim, como sempre um cavalheiro. Um homem se aproximou e ele nos apresentou rapidamente falando das malas.

— Vamos conhecer a casa?

Eu podia ver como ele estava animado enquanto percorríamos cada cômodo de mãos dadas, ele não exagerou quando disse que Carlisle fez partes fechadas para privacidade. Tinha uma piscina interna, quadra de basquete e sauna que eram acessíveis com um corredor que dava para ser acessado tanto de dentro da casa como fora. Ele me levou até um grande quarto onde as malas já estavam, corei ao ver a cama e ele parece perceber.

— Vou ver com a cozinheira o almoço. Quer tomar um banho e arrumar suas coisas com calma? Vou ligar para mamãe e avisar que chegamos bem.

— Sim... – disse rápido agradecendo aos céus que ele saiu para que eu me acalmasse um pouco. Edward já tinha roupas ali, arrumei as minhas no lado oposto e vendo os biquines que Ben comprou a pedido de Ângela e meus vestidos e shorts que comprei.

Tomei um banho mexendo com dificuldade no chuveiro já que ele tinha que ser ajustado e ri com minha falta de jeito. Edward realmente me deu um tempo, pude fazer tudo com calma e quando fui procurar por ele pela casa me imaginando perdida, Edward estava no final do corredor calmamente parado e sorriu quando me viu.

— O almoço está pronto. – ele me beijou cheirando meus cabelos depois. Eu usava um short e blusa com chinelos. Éramos só nós dois. Ele tinha trocado de roupa, uma bermuda e blusa simples. Ele ficava lindo em tudo.

Uma mesa pequena que dava de frente para piscina aberta estava posta e comemos rindo de tudo um pouco, seja porque ele queria saber se estava tudo mesmo bom e gostoso ou porque me contava uma história dele com Tânia. Depois do almoço ele me levou para ver as fotos que Esme tinha pela casa e orgulhosamente exibia para todos os amigos quando vinham aqui. Assistimos um filme antigo que eu particularmente amava.

— Quantas vezes assistiu isso? – Edward perguntou quando eu falava junto com a atriz algumas falas.

— A felicidade não se compra é um filme antigo Edward, mas com verdades universais. Talvez ele represente minha família, por isso me toque muito. Talvez seja a esperança que ainda existam pessoas boas e famílias unidas... Não se faz mais roteiros como este. É um clássico. Em todos os sentidos.

O filme acabou e Edward me abraçou. Já era noite e jantamos a luz de velas na sala de jantar, nossa roupa não parecia adequada ao ambiente formal, mas ele nem ao menos pareceu ligar para isso. Sabendo que eu não bebia, coquiteis e sucos foram servidos junto com a comida de forma a combinar com cada prato. A cozinheira de Edward era boa e experiente e quando saíamos tinha no chão da sala petiscos e suco de uva em um cenário íntimo e romântico.

— Me diga algo do passado.

Eu sei que era o modo dele perguntar sem que isso fosse me deixar desconfortável. Seus braços me envolveram me relaxando quase imediatamente.

— Eu só namorei mesmo um rapaz. – era a hora de verdades. Poucas, mas verdadeiras. Não meias verdades. – Ele e eu éramos amigos, acho que foi natural a evolução... aconteceu depois que mamãe morreu. Ela nunca o conheceu como meu namorado. – ele me deixou respirar e continuar sem nem ao menos falar ou alterar sua respiração na expectativa. – Papai não aprovava e eu nunca vi motivo para a implicância além de um pai ciumento. Um policial ciumento. – sorri com a imagem de papai vestido de uniforme.

— Me fale uma lembrança gostosa.

— Mamãe no piano. – isso era fácil de falar e lembrar.

— Algo doloroso.

— O olhar de papai a última que nos vimos.

E uma lágrima caiu de meus olhos sendo imediatamente enxugada por Edward. Ele começou a trilhar beijos gostosos e calmos pelo rosto, que foram ate meu pescoço e nesse momento a tristeza deu lugar ao desejo. Um desejo que cresceu com a boca dele na minha e suas mãos percorrendo meu corpo. Eu lembrei das palavras de Ângela, de ser inteira e não metade. E pela primeira vez em anos eu me joguei.

De repente eu estava em cima dele e nossos corpos se esfregando e dando mais do que queriam, ele tirou minha blusa em um movimento rápido e seus queimaram com a visão dos meus seios. Quando sua boca alcançou um dos meus seios eu joguei minha cabeça para trás gemendo com os chupões dele, Edward me movimentava em seu colo causando atrito que colocava mais fogo em nós. Tirei sua blusa e logo estávamos sem roupas e ele em cima de mim.

— Você é linda....

Ele disse beijando todas as partes do meu corpo como se aquilo fosse algo sagrado e perfeito. Ele viu a cicatriz na minha barriga, algo que ele nunca tinha visto e nunca teria visto.

— Corte?

— Sim...

Eu esqueci da imagem da faca entrando naquele local quando ele beijou e chupou o lugar me deixando novamente quente e desejosa. Edward e eu éramos um só de repente, nossos corpo unidos eram a perfeição e cada toque eu me sentia melhor e melhor. E suas mãos experientes pareciam saber o lugar que necessitava de atenção, sua boca ia diretamente para ponto que me faziam me entregar mais enquanto ele entrava em mim mais e mais.

— Edward... – chamei seu nome quando sabia que o prazer estava tão grande que eu achava que iria explodir em mil pedaços. Eu ouvi ele sussurrar algo como “se entrega” e juntos caíamos do penhasco.

Não tinha mais volta. Talvez nunca houvesse desde que colocamos os olhos um no outro e tudo de repente que vivi não parecia mais tão doloroso, porque de alguma forma, tudo me levou a Edward Cullen e seu amor.

Notas finais
Sem Alice, sem empresa! Que capítulo tranquilo... gostaram? E a dica? Pegaram?