Notas iniciais
Bom dia meninas! Vamos a encontros...não vou falar muito só agradecer a vocês por estarem aqui e... bom... eu amo esse Edward também meninas!

— Isso não está dando certo... – gemi frustrada. Ângela estava me olhando sentada no sofá em pé em frente ao espelho grande que uma vizinha dela emprestou. – O que achou desse?

Ela olhou discretamente para as duas bolsas de roupas que estavam no chão.

— Você ficou linda com tudo... me diz quando comprou isso? – ela apontou para as bolsas.

— Edward me liberou ontem depois do almoço.

Ângela sorriu seu sorriso mais maldoso.

— Ele liberou você? E... o que a vaca falou disso?

— Alice? – ela assentiu e eu sorri. – Ele liberou ela mais cedo, na verdade... ela nem chegou na empresa. Tinha algo para resolver em outro lugar... Eu não quero falar de Alice.

Alice era tudo que Ângela falava e algo mais, mas ela saberia exatamente o que usar. Ela seria a mulher mais bem vestida daquele lugar com certeza.

— Eu achei esse vestido branco muito angelical. E nem pense mais em mexer nessas bolsas. Seja lá o que for não é tão bonito quanto aquele amarelo que você descartou de primeira.

Era um vestido amarelo um pouco mais curto que eu estou acostumada a usar, não sei por que o comprei. Ângela mexeu em meu celular e me mostrou a previsão do tempo, eu nem sabia que eu poderia ver isso ali.

— Vai fazer um tempo lindo, mas de noite a temperatura vai cair. Leve aquele casaco branco que você comprou. Você comprou sapatos certo?

— Não...

Ângela sorriu e apontou para seus sapatos.

— Não posso usá-los... – ela deu os ombros e eu fui até ela me sentindo como a irmã mais nova que era. Abracei Ângela causando risos e rindo juntas. – Eu quero que você entenda algo Swan. – olhei para ela sabendo que agora era o momento sério. – Você merece estar do lado de uma pessoa como ele. Você vai sair hoje e vai aproveitar cada segundo. Aquilo tudo.... esquece.

— Obrigada.

— Vai se arrumar Swan.

Sorri indo até o banheiro tomar um banho rápido. Eu tinha combinado com ele de nos encontrarmos na casa de Ângela já que hoje era sábado e eu ficava com ela. Edward nem questionou. O tempo passou rápido demais, eu deixei meus cabelos soltos e fiz uma maquiagem leve demais e enquanto eu apenas esperava sentada no sofá eu não conseguia deixar de pensar que aquele seria meu segundo encontro com alguém e que da primeira vez não terminou muito bem.

Um carro buzinou e eu me despedi de Ângela pegando a bolsa e o casaco. Edward estava parado em frente ao carro. Não vê-lo de gravata foi realmente uma surpresa, ele estava com uma calça escura e blusa social dobrada.

— Você está linda. – ele disse quando me aproximei e abriu a porta do carona.

— Sem motorista? – perguntei estranhando.

— Só nós dois. – ele disse e fechou a porta quando sentei.

Edward ligou o som assim que começou a dirigir. Uma orquestra tocava uma interpretação de um concerto.

— Conhece? – ele perguntou enquanto o carro deslizava pelas ruas.

— Concerto para Piano e orquestra nº 2 em ré menor.

— Como sabe tanto de música... você falou de sua mãe...

— Eu sou curiosa. – confessei – Passava horas descobrindo sobre várias coisas, papai comprava livros e mais livros para mim e mamãe. Tinha um sebo no centro e papai fazia paradas quase diárias lá... os livros eram velhos e bons. Mamãe aprendia os concertos e tocava, nós ouvíamos o original e corrigíamos as falhas. Tudo de ouvido. E eu amo a musica... já ouviu uma música, qualquer que seja, de olhos fechados? Ela transporta você para outro lugar... para outras sensações... ela quase faz você acreditar em algo...

— E os filmes?

— Eu tive muito tempo para ver filmes e estudar sobre o cinema. A curiosidade eu acho... Que filmes vamos ver?

— Tem filmes antigos e modernos... o que prefere? O panfleto está aí aqui.

Ele pegou o panfleto e me entregou. Tinha uma seleção de filmes que pareciam bons.

— Não consegui ver O artista.

— Vamos ver esse então. – ele disse animado. – Esse também não vi, mas chequei as críticas e foram muito boas.

— O diretor inovou e ao mesmo tempo resgatou uma série de elementos já usados o cinema há muitos anos.

Conversar com Edward e selecionar os filmes que iríamos ver me fez relaxar e não pensar mesmo sobre nada desagradável. Chegamos no clube e não pareceu nada com o que imaginei. A entrada era muito distante mesmo do próprio clube em si, o que garantia uma privacidade total. Edward mostrou um cartão e seu carro tinha um dispositivo que abria as portas automaticamente, eu precisei mostrar minha identidade, mas não checaram mais nada.

Várias pessoas iam e vinham, havia ali áreas para esportes, restaurantes de todos os tipos e acomodações. Pessoas passavam com malas e me perguntei qual o tamanho total do clube. Nós andávamos pelos corredores um do lado do outro com naturalidade.

— Edward! – ele parou e olhou para trás. Meu coração acelerou por alguns instantes. Um rapaz alto e forte estava vindo até nós com o que parecia ser tacos de golfe.

— Emmett que surpresa, pensei que estivesse viajando.

Eles se cumprimentaram com intimidade.

— Essa é Isabella Swan. Vamos até o Festival de Filmes.

Emmett estendeu a mão e cumprimentei ele claramente nervosa.

— Rose tentou me convencer a ver esses filmes... – ele disse sorrindo. – Mas eu tinha que conseguir aquela conta da Forbs e estou agora mesmo indo jogar com o CEO deles golfe.

— Já estamos atrasados. Nos vemos depois?

— Claro! E espero que possamos marcar algo com sua acompanhante, Rose vai amar alguém que gosta de filmes estrangeiros. Até mais Isabella.

Ele se foi e fiquei ali nervosa, sentindo meu coração desacelerar aos poucos.

— Não se preocupe... Emmett é meu amigo de faculdade. A esposa dele Rose é uma pessoa maravilhosa.

— Desculpe.... essa reação...

— Isabella, eu estou aqui e nunca deixaria você desconfortável. Emmett é muito discreto e muito meu amigo.

Assenti e fomos andando. Ao contrário do que pensei o filme não passaria em uma sala fechada, tinha mesas espalhadas com cadeiras confortáveis e uma tela enorme na frente. Na verdade, tinham várias telas espalhadas pelo jardim, cada um com várias mesas parecidas na frente.

— Vamos sentar aqui, parece um bom lugar o que acha?

Era uma mesa bem no centro e tinham casais de todas as idades sentados sendo servidos por garçons. Um logo veio até nós entregando os fones de ouvido e servindo água. Por isso eu não conseguia ouvir os outros filmes.

— Quer mais alguma coisa além de água? –ele perguntou gentilmente e eu neguei vendo a tela começar a passar algo. – Podemos trocar de mesa e ver outra coisa.

— Estou bem.

Impossível não me deixar tocar por essa preocupação dele, enquanto ríamos e nos emocionávamos com o filme Edward pediu ostras e canapés. Estavam todos deliciosos demais e tinham uma combinação de temperos diferente. Eu não bebia nada alcoólico e ele não estava bebendo porque estava dirigindo. Nós ficamos com coquetéis virgens e sucos. Depois desse começou A liberdade é azul com a Juliete Binoche e resolvemos ver.

— Conhece a atriz?

— Claro! Ela é maravilhosa. – Edward riu e chamou o garçom. O filme ainda estava no começo e ele pediu um sanduiche.

Quando o filme terminou já estava de noite. Nos levantamos e Edward entregou seu cartão para o garçom que com apenas uma máquina pequena e discreta acertou tudo que consumimos.

— Os jardins tem uma iluminação diferenciada, quer olhar? Não sei se gosta de flores...

— Vamos ver. – sorri animada caminhando com ele. O jardim era muito bem iluminado e tinham várias árvores e flores. – Isso parece aquele jardim de Alice no País das Maravilhas... Vou ver rosas brancas sendo pintadas de vermelhas a qualquer momento.

Edward riu com a minha referência.

— Foi uma brasileira que projetou essa parte, na verdade os jardins são uma combinação de paisagistas do mundo todo. Os sócios queriam referências mundiais, assim todos teriam um pedaço de casa. Eu acho que a parte indiana é muito linda, quer vê-la?

Não tinha como negar, o jardim era lindo mesmo, com arcos de flores e referências a deuses da crença deles. Edward e eu andamos lado a lado como se estivéssemos de mãos dadas, eu queria que ele pegasse minha mão, mas ao mesmo tempo achava que era seguro assim. Passamos por um restaurante no caminho e tinham várias pessoas sentadas e outras dançando ao som de uma orquestra, Edward colocou o casaco em mim e seu toque me deu arrepios gostosos, foi um toque delicado e suave, mas me senti acariciada e reverenciada.

— Você está muito linda.

E então nossos olhos se cruzaram num misto de expectativa e medo.

— Vamos dançar?

— Eu não sou muito boa nisso... – confessei sentindo meu rosto ficar vermelho. Edward passou sua mão em minha bochecha delicadamente, seus dedos fazendo um carinho suave em mim.

— Eu te ensino então...

E ao som da orquestra nós dançamos uma música lenta e romântica, nós dançamos nos olhando e nos comunicando através de olhares. Não importava mais nada realmente, só nós dois ali naquele cenário mágico de luzes, velas, orquestra e casais dançando lentamente.

— Você tornou esse dia algo muito especial. – ele disse no meu ouvido e eu me senti mais tímida ainda.

— Você que fez desse dia algo memorável. Nunca vivi nada parecido.

— Quero te dar mais dias assim...

Ele disse e eu senti o medo voltando. O medo do passado. O medo da verdade.

— Edward...eu não sou realmente...

— Eu só estou pedindo uma chance Isabella.

— Bella. – falei e eu senti seu sorriso. – Eu gosto que me chamem assim.

— Eu amarei poder te chamar assim senhorita Swan.

Sorri com sua fala e ele me girou na pista mostrando seu sorriso mais aberto e me fazendo rir alto com seu gesto adolescente e impensado. Nós jantamos algo leve, Edward fez questão que o chefe fosse a nossa mesa e explicasse o cardápio me dando a oportunidade de fazer perguntas. Ele não se sentiu mal comigo e o chefe conversando sobre combinações e temperos, eu falei que tinha ganhado temperos da viagem que Edward fez e ele se comprometeu a me mandar algumas receitas.

Na volta Edward ligou o rádio e ouvimos uma banda moderna. Ele parecia relaxado e tranquilo.

— Não se importou com o tempo que o chefe ficou conversando comigo?

— Não. É bom te ouvir falando de comida, seus olhos brilham...

Sorri para ele, Edward me deixou no prédio de Ângela. E como bom cavalheiro abriu a porta para mim sair do carro e me ajudou a sair. Nossas mãos juntas pareceu tão certo e tão assustador ao mesmo tempo.

— Obrigada pelo dia...

— Eu que agradeço. – falei sentindo ele mais perto de mim. Ele me levou até a porta do prédio e então olhou nos meus olhos. – Eu quero te beijar Bella.

— Então me beija...

Me rendi ao seu beijo. Foi suave, delicado e bom. Perfeito demais. Eu sabia que quando terminamos eu estava corada demais e ele sorriu um sorriso aberto e feliz.

— Durma bem Bella.

Notas finais
Apaixonada por esse Edward e essa Bella meninas... e hoje não tivemos Alice olha que legal!