Segredos de Sangue
19 Segredos de Sangue
Notas iniciais
Segredos de Sangue Trailer 2:
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Leon e Daryl conseguiram cumprir a sua missão de levar Sherry e Jake para a Shadows, imaginando que lá os dois jovens estariam seguros. Os dois homens não tem muito tempo para relaxar, porque logo Trent entra em contato os avisando sobre a localização de Simmons.
Por ironia do destino, Leon acaba se separando do agente da Shadows e indo parar no mesmo prédio onde estava as duas Adas...
"Ada, espera!" Grita Leon correndo desesperado atrás dela.
"Ada!" Gritava Chris Redfield furioso, atirando nela sem hesitar. "Você não pode viver fugindo a vida inteira!" Esbravejava o capitão que junto com Piers a seguem escada a cima. Os dois se dividem decididos a encurralá-la de qualquer jeito.
"Ela está aqui! Vamos! Não deixe ela fugir!"
"Peguei ela!" Piers atira na frente dela, fazendo-a paralisar. Eles a encurralaram numa das passarelas, deixando-a sem saída.
Chris fica chocado ao se deparar com aqueles olhos vermelhos refletindo o quão perigosa ela podia ser. O capitão segura a sua metralhadora firme, seus dedos tocam o gatilho. Se apertasse agora aquele gatilho, ele poderia acabar com essa vingança e honrar os homens bons que morreram por causa da maldita mulher.
Entretanto, de repente alguém surge e o ataca. Ele, furiosamente, revida os ataques contra o outro homem. Ambos são hábeis, teimosos e nada parece os parar. Seus corpos cheios de músculos, tensão e adrenalina se chocam com socos, pontapés e usando toda a força e agilidade que eles possuem. Em seguida, eles param se encarando ofegantes, com suas armas apontadas na direção um do outro.
Há uma pausa necessária entre eles, enquanto um ar pesado e obscuro recaem sobre os dois homens...
"Chris!"
"Leon!"
É quando eles se reconhecem no meio daquele momento de conflito, onde ambos estão ofegantes e ainda cheios de muita adrenalina e fúria que lhes corroendo por dentro.
"O que você está fazendo aqui?" Indaga Chris.
"Abaixe a sua arma, Chris!" Leon retruca tentando ser cauteloso e, ao mesmo tempo, mantendo a sua pistola firme em sua mão. "Ela é uma testemunha chave. Precisamos dela!"
"Testemunha?! Foi ela quem fez isso!" Chris rugia indignado. Seus olhos num azul-escuro brilhavam com uma fúria cega que era quase assustador.
"Não. Não foi ela, foi o Simmons, o Assessor de Segurança Nacional!" Leon continuava mantendo sua postura persistente.
Nos próximos minutos, eles estão discutindo alterados e com muita raiva...
"Eu perdi todos os meus homens por causa dela!"
"E eu perdi mais de 70 mil pessoas, incluindo o Presidente dos Estados Unidos por causa do Simmons!"
De um lado havia o capitão da BSAA pronto para matar Ada e do outro havia Leon pronto para arriscar a própria vida para salvar a tal mulher. E ele arriscaria a sua vida sempre para salvá-la, principalmente, agora sabendo que ela era inocente. Por um minuto que parecia quase uma eternidade, houve um silêncio sombrio e gélido caindo sobre eles, onde só as suas respirações pesadas podiam ser ouvidas. Seus corações batiam nervosos no calor daquele momento que era tão crucial.
Duas armas ainda estavam apontadas sem hesitação na direção um do outro. Uma decisão errada e isso os condenaria para o resto de suas vidas.
A verdade é que ambos sabiam que nunca teriam coragem de apertar o gatilho, porque embora parecessem que estavam de lados opostos, eles não estavam realmente. Além disso, Chris e Leon eram dois sobreviventes que já presenciaram tantas mortes, já enfrentaram tantas missões e inimigos terríveis e, mesmo assim, permaneceram ainda lutando por um objetivo em comum: a justiça.
"Ela está trabalhando para a Neo-Umbrella. Sabe o que isso significa?"
"Sim, eu sei..."
"E mesmo assim, você ainda vai proteger essa mulher?" Chris estava perplexo, frustrado, se sentindo tão injustiçado por toda aquela situação.
"Eu vou!" O agente norte-americano afirmou sem pestanejar parecendo irredutível. "Além disso, você está perseguindo a mulher errada."
"Para com isso, Leon! Você não tem nada a ver com esta história." Ada grita ainda se sentindo um pouco tonta e com dor de cabeça. "Você vai ser... pai, não é?" Ela precisa se apoiar na parede e fecha os olhos para aliviar seus sintomas. "Então, não faz nenhum sentido... você querer proteger, ou morrer por uma criminosa. Isso não é coisa de herói."
"Cala a boca, Ada!" Naquele momento, ele sente como se a espiã tivesse o apunhalado bem no coração.
"Deixe o capitão cumprir a sua missão..." Ela continuava com suas frases melancólicas, como alguém que já tinha aceitado a derrota. "O capitão tem razão, Ada Wong tem que morrer."
"Capitão Redfield, você não pode matá-la!" De repente a voz de Trent ecoa firme pelo comunicador no ouvido de Chris. "Você não pode matá-la. Ela é uma das minhas filhas."
"O quê?!" Pergunta Chris nervoso e confuso recuando por um instante.
"Ela é minha filha, Chris." Agora o capitão estava boquiaberto, olhando entre Leon e Ada. "E isso tudo aconteceu por minha culpa. Eu arrastei as minhas duas filhas para essa bagunça." No momento a voz de Trent soava quebrada, sinal de alguém que está com o coração cheio de melancolia e desesespero. "Elas são as minhas lindas flores do oriente. Se perdê-las agora..." Agora até mesmo Ada podia ouvir a voz suplicante de seu pai. "Então, terei perdido tudo o que tenho de mais valioso nessa minha vida miserável."
"Espera, eu ainda estou confuso." Piers agora se sentia menos raivoso, mas muito atordoado. "Então há duas delas? Afinal, quem é você?!" Ele diz confrontando aquele olhar carmesim.
"Como eu disse vocês estão perseguindo a mulher errada." Leon retorna a dizer dessa vez abaixando a sua arma. Os dois homens permanecem se encarando.
Parando para pensar com clareza, agora Chris percebe que aquela mulher que Leon estava tentando proteger é bem diferente da outra que usava um vestido azul. Embora fisicamente, elas poderiam ser consideradas gêmeas idênticas se não fosse por aqueles olhos vermelhos, que também o fizeram lembrar de Wesker, seu arqui-inimigo.
O clima ainda era de pura tensão. Nessa hora, Piers decide se aproximar de Ada que resolve fingir que vai se render.
"Você está presa, Ada Wong." Entretanto, ela brevemente troca um olhar com Leon que lhe dá uma piscadela.
Em seguida, Ada num movimento rápido, consegue desarmá-lo e rendê-lo, ao mesmo tempo em que Leon ataca Chris conseguindo dar cobertura para que a espiã fuja usando o seu gancho.
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"Essa sua vingança já está indo longe demais!" Daryl se põe na frente dela numa postura furiosa, que fez Mei fraquejar por um instante. "Você está matando pessoas inocentes e isso precisa parar." A voz dele soava cheia de tantas emoções conflituosas.
"Eu não me importo!" Ela tentou manter uma postura de indiferença, porém suas próximas palavras soaram cheias de ódio. "Eu quero que esse mundo seja destruído!"
"E eu percebo isso. Você já não se importa com nada." Daryl por outro lado usou a sua fúria e frustração para mexer com as emoções dela, na tentativa de trazer à tona a verdadeira Mei, que não fosse essa versão vingativa. "Você não se importa que há famílias inteiras sendo dizimadas por aí, enquanto essas armas biológicas ficam a solta no mundo." Mei estava nervosa tentou desviar dele e fugir, porém o seu ex-namorado segurou um dos seus braços a obrigando a encara-lo. "Quantas Fang, Li e Mei estão morrendo por causa dessas armas biológicas? Já parou para pensar nisso? Quantas irmãs inocentes estão prestes a morrer aqui na China, por causa da sua vingança?"
"Para! Para com isso!" Ela esbravejou tentando empurra-lo para longe dela. "Eu fui criada para ser exatamente igual aquela outra mulher. Só estou sendo a Ada Wong, a assassina calculista e impiedosa." Ela tentava fugir dos braços dele, não querendo fraquejar. Não querendo esquecer da sua vingança obsessiva.
"Então, pare de ser Ada Wong! Esqueça ela e seja você mesma!" Daryl agora segurava o rosto de Mei entre suas mãos. "Seja a minha doce e gentil Mei. Eu sei que no meio de todo esse ódio desenfreado... ainda existe um coração bom aí." Mas, ela de repente o empurra, depois lhe dá outro golpe forte fazendo-o cair no chão.
"Não se preocupe comigo, Daryl..." Ela diz com sarcasmo começando a recuar para longe dele. "Você deveria se preocupar com a outra mulher. Da última vez que verifiquei, aquela vadia tinha sido pega pela BSAA." Ao ouvir aquilo Daryl franziu a testa conturbado. "E ela parecia muito doente. Talvez, ela já esteja morta."
Entretanto, Daryl decide reagir lhe dando uma rasteira. A mulher cai no chão e de repente se vê presa sob o corpo quente e forte de seu ex-amante que segura os seus pulsos a impedindo de se mover, nem por um segundo.
"Eu conheço aquela mulher, que você chama de vadia... e posso lhe garantir que ela não quebra, facilmente. Ela é teimosa demais pra deixar a morte vencê-la." Mei não conseguia parar o ciúme que se instalou dentro dela.
"Você a ama?!" Ela exclamou, sentindo o seu peito descer e subir cheio de ansiedade e medo, enquanto Daryl permanecia com o seu corpo ainda sobre o dela, provocando-a.
"Não, Mei... Eu amo você. Tudo o que estou fazendo aqui... é somente por você." Os antigos amantes se olham com uma intensidade quase dolorosa. Ainda havia ali entre os dois um grande amor mal resolvido que não dava para ser negado. "E é por isso que eu lhe peço... se você não pode se esquecer dessa vingança, nem por seu pai, nem por Li... Faz por mim!" A súplica de Daryl logo é calada por um beijo inesperado.
Seus lábios se chocaram num beijo furioso, quase como se naquele simples ato, ambos quisessem deixar exposto tudo o que sentiam: seja raiva, magoa, medo, desejo, ou mesmo o próprio amor.
Eles ainda se amavam. Mesmo com todo esse tempo separados, ainda havia uma paixão que nunca morreu. Por um momento nada do que foi falado ali significava realmente, porque no fim era os sentimentos explícitos da união daqueles lábios e daqueles dois corpos que deveriam importar.
Daryl quis se apegar aquele momento com ela em seus braços, com uma esperança feroz. Uma esperança que, logo, seria desfeita mais uma vez...
***/ /***
"Mas, que merda você fez!" Reclamava Chris depois de ter dado um murro no estômago de Leon que se contorcia no chão. Dessa vez, o agente não quis revidar, deixando que o capitão extravasasse a sua raiva.
"Capitão, já chega!" Piers interveio resolvendo estender a mão e ajudar Leon a se levantar. "Por que você deixou ela escapar?"
"Porque ela é inocente."
"Se ela é inocente, por que ela fugir?" Chris continuava esbravejando. "Afinal, qual é a sua relação com aquela mulher?" Para a sua frustração o agente da DSO não precisou responder, porque Trent entrou em contato, novamente, lhes avisando que Daryl e Mei haviam sido encurralados por Simmons e seus capangas.
Relutantemente, o capitão teve que esquecer seu orgulho e desconfiança para se aliar a Leon e seguir para enfrentar um inimigo em comum.
Restaurante Kwun Leng
"Ali! Ela está ali. Tragam-me Ada Wong!" Ordena Derek ao pôr seus olhos obcecados sobre a tal mulher.
Eventualmente, Simmons conseguiu localizar o seu objeto de desejo e estava disposta a tudo para capturá-la.
"Vai agora, antes que eu me arrependa!" Diz Daryl para Mei, decidido a deixá-la fugir.
"O quê?" Mei estava confusa demais. "Se você ficar aqui, eles vão te matar." Os dois acham um pequeno esconderijo dentro do prédio.
"Eu não me importo!" Diz Daryl olhando, profundamente, para os olhos dela. "Eu já tentei lhe convencer a ficar do meu lado e a desistir dessa vingança descabida. Mas nada que eu diga vai te fazer confiar em mim." Homens de Derek continuam se aproximando cautelosos e se espalham pelo local, tentando deixá-los sem qualquer possibilidade de fuga.
"Adeus, Daryl!" Havia dúvida na voz dela, mas as suas dúvidas não poderiam salvá-los agora.
"Adeus, Mei!" Então, ele deixou ela ir, sem imaginar que ali seria a última vez que o casal se veria.
Então, ela partiu covardemente deixando Daryl para lutar sozinho. Apesar disso, o homem tinha um objetivo pessoal... Antes de ser pego, ou ser morto, ele mataria Simmons e colocaria um fim a tudo isso.
Daryl tentou resistir aos contra-ataques dos capangas de Simmons.
"Sei que você está ficando sem munição e logo vai morrer. Agora você precisa escolher qual morte prefere?" Dizia Simmons com petulância, enquanto o espião da Shadows se escondia entre as pilastras do edifício Kwun Leng em Koocheng.
"Eu posso morrer, mas antes levarei você comigo, Simmons." Daryl dizia corajosamente correndo furioso na direção de Derek, vários capangas se colocam em sua frente para proteger seu chefe, ainda assim o espião da Shadows consegue derrubar vários deles e, consequentemente, leva um tiro bem no peito que o faz cair no chão. A sua sorte era que ele estava usando um coleto à prova de balas.
"Você quer morrer?!" Rosna Leon chegando na hora e conseguindo arrastar o espião para se esconderem atrás do bar do restaurante que já estava meio arruinada pelos tiros. As várias bebidas e taças de vidro do local estavam espalhadas e transformados em cacos no chão. Obviamente, aquele balcão não seria um bom escudo por muito tempo.
"Eu só quero acabar de uma vez por todas com esse verme!" Daryl responde recarregando sua metralhadora.
"Isso é inesperado..." Simmons diz surpreso com a presença de Leon ali. "Era para você estar morto. Você é o traidor da pátria. Você é o assassino do Presidente."
"Hipócrita!" Grita Leon. "Foi você quem matou o Presidente. Você é o verdadeiro traidor e assassino."
"Traidor?!" O homem para se sentindo ofendido. "Tudo o que fiz foi para proteger o meu país e a segurança global." Ele diz nunca perdendo a arrogância. "O assassino aqui é você. E é assim que o nosso país e o mundo... vão lembrar de você, senhor Kennedy. Como o Assassino do Presidente dos Estados Unidos."
"Desgraçado!" Daryl atira raivoso, mas Simmons desvia zombando deles.
"Matem todos eles!" Seus homens recomeçam a atirar.
O que Derek não imaginava era que os dois homens possuíam um anjo da guarda sob a bela forma da verdadeira Ada Wong.
Ada estava escondida no andar acima de onde eles estavam, apenas lhes dando cobertura e conseguindo matar vários daqueles capangas. Contudo, a espiã repentinamente decide mudar a mira do rifle (que havia roubado de Piers) bem na direção de Simmons.
"O que você acha que está fazendo?" Ela ouve a voz do capitão da BSAA que está parado a poucos metros dela, mirando o seu fuzil em sua direção.
"Se você quiser me matar... vá em frente! Eu já disse que não me importo!" Ela diz olhando de soslaio para o capitão, antes de retornar a focar no seu alvo.
"Essa é a nossa chance." De repente, Ada pode ouvir a voz de sua gêmea má, como se tivesse sussurrando em seu ouvido. Ela não era a única que ouviu. O capitão também ficou atordoado com aquela outra voz.
"Vamos, acabem com isso!" A sua irmã não estava apenas incentivando-a a matar o Simmons, mas também estava incitando Chris a assassinar Ada. "Aperte o gatilho e acabe com ela, capitão! Ou você vai falhar outra vez?!" E era só apertar o gatilho e o Redfield teria de fato a sua vingança.
Entretanto, sem que ninguém tivesse percebido, a outra versão mais maquiavélica de Ada Wong estava lá em algum lugar espreitando nas sombras, pronta para dar o golpe final. Ela aperta o gatilho da sua pistola, que continha uma munição especial que logo atinge o Simmons, não o matando, mas sim o infectando com o C-vírus.
"Ah, nãooo!" O homem cambaleia e imediatamente o seu corpo começa a sentir os efeitos corrosivos do vírus. Logo, ele se dá conta do que havia acontecido. "Ela me pegou!" Completamente, desorientado o homem foge dali.
Mei que estava a espreita todo o momento, também foge se sentindo triunfante e se preparando para o último passo da sua vingança.
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"Afinal, o que foi que acabou de acontecer aqui?" Daryl diz recuperando o fôlego.
"Foi a Mei." Diz Ada com Chris seguindo logo atrás dela.
"O quê? Então, ela nos salvou!" Por um instante, Daryl se permitiu acreditar que Mei não havia os abandonado ali.
"Não seja ingênuo, Daryl." Repreende Ada secamente. "Isso faz parte da vingança dela. Ela infectou Simmons com o C-Vírus." Nesse momento, a discussão entre os dois é interrompida, novamente, pela voz de Trent no rádio.
"Droga! Por que você tem que ser tão teimosa?!" Trent lhe resmunga preocupado. "Não era para você estar neste lugar. É perigoso!"
"Mas, eu estou... Estou tentando limpar toda essa bagunça criada por Você e Simmons." Era difícil para o diplomata ouvir a voz raivosa de sua filha, porém ela tinha razão e isso o fazia se sentir mais culpado.
"Você a viu, não é?" Trent lhe pergunta ansioso pensando no reencontro entre suas filhas.
"Eu olhei no fundo dos olhos dela e tudo o que vi foi ódio, e depois nojo." Ela solta um suspiro cansado e cheio de pesar. "Ela tentou me matar." Naquele momento a tensão era tão densa e sombria entre todos.
"Ela ainda é a sua irmã. Mei... só precisa... se lembrar disso." Trent tentou refutar em defesa da outra filha.
"Para mim Ela é uma completa estranha." A espiã afirmou com uma frieza que fez seu pai estremecer. "A Mei que vocês dois tanto amam, ela se foi." Agora seus olhos se cruzam com os de Daryl que tem uma expressão aflita. "E tudo o que restou ali, é apenas o produto da obsessão de Derek Simmons. E essa obsessão está prestes a destruir o mundo. Então, o que vai ser?"
"Então, a gente vai impedir que isso aconteça." Chris disse com resignação, voltando a assumir a sua verdadeira postura de líder. "A BSAA vai cuidar da... Ada" Chris hesitou, olhando rapidamente para a espiã de olhos carmesins. "Ou seja lá quem ela for." Ele depois olhou para o agente da DSO. "E você vai cuidar de Simmons." Leon assentiu.
"Ótimo. Então, eu vou com você, capitão Redfield." Ada murmurou com sarcasmo, ignorando o olhar apreensivo que Leon lhe deu.
"Não!" Chris queria ficar o mais longe possível dela. Era perturbador aquela situação. "Eu ainda não confio em você, madame."
"Eu não estou te pedindo permissão." Ela deu um passo perigosamente mais perto dele, fazendo o capitão ficar chocado com tanta coragem e petulância. Seus olhos carmesins eram intimidantes e igualmente assustador. Em seguida, Ada se afasta, pronta para seguir para o seu objetivo, até que ela sente as mãos frias de Leon segurar um dos seus braços.
"Ei, você tem certeza que vai fazer isso?" Os dois se olham tão intensamente.
"Sim." Ela engoliu nervosamente. "Eu preciso fazer isso... pela minha família." Admitiu pela primeira vez com sinceridade antes de se afastar dele o deixando com o coração apertado.
Mais uma vez, eles precisaram seguir por caminhos separados.
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Ele que sempre foi tão perfeccionistas, nunca admitindo erros. Ele que sempre gostou de manter tudo sob o seu controle, exatamente da forma como ele desejava. Agora parecia que tudo estava virando de ponta-cabeça. Suas emoções, sua mente e seu corpo não estavam na mesma sintonia. Derek C. Simmons, estava perdendo o controle sobre si mesmo e a culpa era toda dela... Ada Wong!
"O que você fez comigo?" Ele perguntava para ela, segurando com dificuldade o celular em sua mão trêmula, ao passo que também tentava lutar para manter a sua consciência ainda humana, mesmo com o seu corpo por dentro já começando a sentir o efeito nocivo do C-vírus. "Por que você fez isso comigo?" Sua voz vacilava no meio da fúria e da dor.
"Já consegue sentir ele se espalhando pelo seu corpo?" Todavia, a mulher que indagava do outro lado da linha e que parecia se divertir com toda aquela situação, não era a espiã. "Olá, priminho. Sentiu a minha falta?" A mulher ria, sadicamente.
"Radames... Foi você, você fez isso comigo?!" E o homem gritava loucamente.
"Só estou lhe dando o mesmo que você me deu, Simmons." Tudo o que ela queria estava acontecendo. Agora era a vez daquele homem manipulador e doente sentir o gosto do seu próprio veneno. "A princípio você terá medo, mas não se preocupe. Você só está se tornando o monstro que sempre foi. Você e todos no planeta."
Ao ouvir aquilo Derek aperta seu celular com fúria fazendo o objeto se quebrar na sua mão. O trem continua o seu trajeto, correndo frenético, fazendo barulhos quase ensurdecedores sob os trilhos, enquanto Simmons começa a sentir o gosto amargo da traição. Sim, ele se sentia traído duas vezes... Traído por sua amada e perigosa Ada Wong, que o havia feito perder a cabeça tantas vezes e agora também estava sendo traído por aquela que era para ser o seu braço direito, a cientista e criadora do C-Vírus, Carla Radames. A mulher que acabou de lhe dar a sua sentença de morte.
"Você e sua família podem ter tornado o mundo no que ele é hoje. Mas amanhã... tudo mudará."
{Continua...}
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