Segredos de Sangue

23 Acerto de Contas


Notas iniciais
Chegamos ao penúltimo capítulo.


Instalações Subaquáticas da Neo-Umbrella


Um silêncio recai sobre eles, enquanto o elevador continua a se mover. É no silêncio que suas mentes parecem ter um momento para pensar com mais clareza, fazendo Ada ser a primeira a recuar para se apoiar na parede do elevador, colocando um espaço necessário entre ela e o chefe da DSO. Mesmo se afastando, seus olhares ainda permanecem fixos um no outro.

"Aquilo era Simmons? Eu pensei que você e Daryl ficaram de cuidar dele." Ada tentou brincar com a situação, mas percebeu que as feições de Leon ficaram tensas e ele desviou o olhar.

"E nós cuidamos. Quer dizer, eu também achei que ele estava morto."

"Onde exatamente estamos?!" A espiã questiona percebendo como o elevador continuava a descer por uma imensa passagem subaquática.

"Estamos num complexo da Neo-Umbrella, bem no fundo do oceano." Ele então bebericou mais um pouco de seu uísque, antes de guardá-lo no bolso. "Estamos aqui pra resgatar Jake e Sherry... E por acaso encontrei você aqui... Viva!"

"Infelizmente, eu ainda estou viva..." A mulher murmura com desdém.

"O quê? Não fala assim!" Leon sentiu um nó se formar em sua garganta. "Pensamos que você estava morta..." Seus azuis a olhavam com tanta transparência, demostrando toda a sua aflição. “Daryl também se foi e eu nem pude salvá-lo." Houve um breve silêncio melancólico entre eles. "Eu sinto muito!"

Para a espiã era difícil pensar que Daryl estava morto. Ele que era o elo forte capaz de mantê-la na linha. Ele que tantas vezes lhe deu esperança de um dia reconstruir a sua família com Mei e Trent. Ele que tinha se tornado o mais próximo de um melhor amigo.

"Tem mais uma coisa que você precisa saber..." O agente americano hesitou por um momento, voltando a chamar a sua atenção. "Chris avisou que sua irmã ainda está viva... E também está aqui."



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"Que ironia do destino." Falou Piers. "Um homem que toda a sua vida tentou destruir o mundo... agora tem um filho que é o único que pode ser a salvação desse mundo."

"E aqui estou eu... indo salvar o filho do meu antigo inimigo." Murmurava Chris, recordando-se do seu passado obscuro.

"Chris Redfield, o homem que matou seu pai. Como eu disse, ironia."

"É. Talvez, seja coisa do destino." Ele soltou um suspiro cansado. "Não posso deixar essa guerra durar para sempre."

Chris sentia que tem carregado um fardo muito grande nos ombros, pois já lutou por tantas guerras. Guerras contra o bioterrorismo, mas agora se sente tão exausto. Ele também sente que perdeu muito: amigos, soldados, família e perdeu parte de si mesmo, vivendo só a realidade do campo de batalha. Talvez, o capitão só precisasse fazer as pazes consigo mesmo e de um novo começo, sem tantas perdas, sem tantas cicatrizes profundas.

"Depois que salvarmos o Jake, estou fora." Ele disse determinado.

"O quê?! Espera um minuto..." Piers se virou para ele, com um olhar perplexo.

"Está na hora de alguém tomar o meu lugar..." Piers ainda continuava com uma expressão de surpresa com as palavras de seu capitão. "Eu ficaria honrado se fosse você."

"Eu... Eu não acho que estou pronto para isso."

"Você chegou até aqui, não chegou?" Chris continuava determinado a provar a seu parceiro de guerra, que ele estava pronto para assumir o seu legado.

Piers começou a pensar nos prós e contras de assumir uma responsabilidade como a de Chris. Uma decisão que afetaria não apenas a sua vida, mas a de sua família. E tudo o que conseguia pensar era em sua linda esposa Claire e em seu pequeno filho Kevin que estavam o esperando retornar para a casa. E o jovem soldado sabia que esse tipo de trabalho, por mais honrado que fosse também trazia muita solidão e muitos traumas, às vezes, difíceis de serem curados.

E ainda havia um outro problema pior. Já fazia horas que Piers estava se sentindo diferente. Ele estava apavorado com a ideia de estar infectado, entretanto não conseguiu revelar isto ao capitão.

Enquanto refletia sobre isso, um dos experimentos mutantes da Neo-Umbrella os ataca e, no meio da luta, o jovem soldado é ferido ao salvar o Redfield.

“Piers, você está bem?” O capitão indaga assim que consegue matar a criatura.

“Eu... eu vou ficar bem, capitão.” Ele fingiu estar bem, porém a ferida no braço estava sangrando e doendo muito e os sintomas antigos se intensificaram mais.

Naquela hora eles escutam gritos e barulhos de tiros e resolvem averiguar e acabam se deparando com um confronto entre Radames e uma Mei que retornou sedenta por vingança.

"Mei, é você?!" A cientista louca decide tentar se aproximar de Mei com cautela, também mantendo Ustanak sob controle. "Olha só para você. Você é... incrível!" Carla dizia com um orgulho sádico.

"Nãoooo!" Mei solta outro som estridente. "Eu sou um monstro que vai te Matar!" Então, a criatura furiosa consegue cuspir ácido sobre a face da mulher mais velha, fazendo esta soltar um rugido de pura dor, ao mesmo tempo em que Ustanak, com um único golpe brutal, consegue jogar Mei contra uma das paredes de vidro da instalação. A força do impacto é tão grande que faz com que o vidro passe a se trincar, incessantemente.

"Ahhhhh..." Em segundos o ácido vai corroendo a pele da cientista. "Sua vadia, você vai morrer!" A mulher com o seu manto negro esvoaçante e agora com uma parte do seu rosto desfigurado, sai dali abrindo uma passagem secreta com vários lances de escadas, deixando Ustanak para limpar a sua bagunça.

Chris e Piers que até aquele momento haviam ouvido tudo às escondidas, decidiram seguir a mulher sabendo que ela acabaria os levando até Jake e, assim, eles também poderiam encurralá-la.



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"Você tem certeza que Mei está viva?" Ada olhava por cada canto tentando encontrar a sua irmã.

"Sim. Ela está viva. E foi ela que deixou esses corpos e esse rastro de destruição.” De fato havia muitos soldados da Neo-Umbrella mortos.

“Bom, pelo menos ela limpou a barra para nós. Podemos economizar a nossa munição.” Ada o provocou. Eles agora andavam por uma passagem que os levariam para a ala 2F, com Leon sempre atento seguindo na frente.

"Não importa quanta munição a gente tenha, pode ser difícil enfrentar Mei. E é por isso que nós vamos evitar cruzar com ela." Suas palavras acabaram deixando a espiã irritada.

"Tudo bem. Ela pode até ser uma ameaça para você." Ela para no meio do caminho, forçando o agente a também parar e se virar para encara-la. "Mas, para mim, ela ainda é minha irmã."

"Não! Ela já não é mais a sua irmã, Ada." Ele respondeu desnorteado, não querendo magoa-la. "Ela virou uma arma biológica!"

“Eu ainda estou viva. E eu estive com ela e minha irmã não me matou.”

De repente a discussão se silencia, quando ouvem um barulho suspeito.

"Tem certeza que Sherry está nessa ala?" Ela perguntou tomando uma atitude mais distante e engatilhando o revolver que Leon havia lhe dado.

"Sim." Os dois trocam um olhar enquanto se separam, para averiguar cantos opostos do andar.

Leon segue para a escada que deveria dar acesso as celas, mas percebe que a porta está trancada, enquanto Ada se distrai ao ver um vulto passar pela plataforma. Ela resolve seguir o tal vulto e de repente alguém a ataca, fazendo-a derrubar a sua arma e perder o equilíbrio rolando pelo chão.

"Sua vadia! Onde está Jake?" Gritava Sherry. "Diga, onde está Jake, ou eu juro que eu te mato!" Ela atinge Ada sem piedade bem no abdômen com o bastão elétrico, fazendo a espiã já debilitada se contorcer de dor.

"Sherry, não!" Leon salta para plataforma, a tempo para chamar atenção de Sherry para si, dando a chance da espiã revidar conseguindo chutar a loira de cima dela.

"Eu vou acabar com essa garotinha! Quem ela pensa que é?!" Chiou Ada indignada, porém Leon se colocou entre elas.

"Pessoas como você, acham que podem jogar com a vida de todo mundo e sair ilesa." Sherry se debatia nos braços de Leon.

"Ela não tem nada a ver com isso!" Leon virou Sherry para encara-lo. "Ela era prisioneira aqui, assim como você."

"O quê? Você está defendendo ela?" A garota parecia uma bagunça emocional, assim como Ada. "Ela tem perseguido Jake, desde a Edônia. Foi ela que espalhou o C-Virus...”

"Sherry, apenas me escute! Não foi ela. Era a irmã gêmea dela!" Leon gritou sacudindo os ombros dela.

“O quê?”

"Olha é uma longa história. Eu sei que você não tem motivos para confiar nela... Mas, você sabe que pode confiar em mim, não sabe?"

Nesse instante, Leon para ao ouvir seu PDA tocar. Era uma mensagem de Chris avisando para eles retornarem para a entrada do lugar, pois o complexo estava a beira de um colapso.

"Piers e Chris seguiram para o último andar subaquático, onde a tal cientista mantém, Jake." As palavras de Leon chamou atenção de Ada.

"É lá que está a Psyche." A espiã disse ao se lembrar da mais nova criação de Radames.

"O quê?!" Leon arqueia as sobrancelhas confuso. Entretanto, não há tempo para uma resposta, já que o complexo começa novamente a tremer.

O trio troca um olhar rápido, antes de subirem as escadas, prontos para retornar ao elevador. Entretanto, o caminho acaba sendo bloqueado pela mutação de Simmons que aparece de forma repentina na frente deles.

"Acha que vão há algum lugar?!" Ruge o homem monstruoso como um leão feroz.

Ada e Leon começam a atirar nele, tentando enfraquece-lo, ao passo que tentam desviar dos golpes mortais da criatura que furiosa joga uma rajada de fogo sobre eles.

"Corram!" Grita Leon. As duas mulheres entram no elevador, esperando desesperadas que o chefe da DSO consiga alcança-las. Só dá tempo de Leon retirar do bolso uma granada, jogar atrás dele e saltar entre as portas do elevador, que se fecham imediatamente.

Todavia, eles ainda não estão seguros, porque Simmons retorna usando novamente uma rajada de fogo que danifica o mecanismo do elevador que perde o controle e começa a cair.



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Chris e Piers conseguiram encontrar Jake preso dentro de uma cápsula criogênica. Eles também se depararam com a coisa mais grotesca do lugar — um casulo gigantesco.

"Puta merda!" Balbuciou Piers atônito. "Olha o tamanho dessa coisa! Temos que destruí-la, antes que..."

"Vamos tirar o garoto primeiro daqui." Falou o capitão, desativando a cápsula. "Depois podemos mandar esse lugar pelos ares."

"Se eu fosse você, não faria isto." Dizia inesperadamente, Carla Radames saindo das sombras e aparecendo sentada numa poltrona que se encontrava no canto oposto de onde os dois soldados estavam. Os dois soldados se viraram na direção dela, bem armados e prontos para apertar o gatilho.

"Caramba, como é que não a vimos antes?" Piers se questionou irritado, o que só provocou o riso sinistro da mulher. Atrás de onde a cientista estava sentada, também se podia ver um grande telão que monitorava cada canto das instalações.

No meio daquela situação estranha, Jake despertou angustiado, quase caindo da cápsula se não fosse por Piers que o ajudou a sair dali, enquanto seu capitão continua apontando seu fuzil na direção da cientista.

"Parece que alguém já andou cuidando de você." Chris se referia ao fato do rosto da mulher ter sido desfigurado por Mei. "Ela fez um grande estrago, hein." Continuou a provocando, enquanto Piers seguia para tirar Jake dali. "Acho que agora seu rosto reflete a feiura da sua alma." Ambos se fuzilaram com os olhos cheios de ódio.

Radames também segurava sobre o colo uma maleta prateada que ela usava para apoiar as mãos. A mulher agia como se fosse uma rainha sentada em seu trono, dando ordens para seus súditos.

"Aonde vocês pensam que vão? Não há como sair daqui." A mulher apenas sorriu e, calmamente, desviou o olhar para a maleta, pronta para abri-la.

"É melhor você ficar paradinha aí!" Chris lhe ameaçou, pronto para apertar o gatilho.

"Você não vai querer me matar, antes de ouvir o que eu tenho para lhe dizer." Ela abriu a tal maleta retirando de dentro uma pequena seringa.

A mulher ergueu a pequena seringa e depois injetou bem em baixo do queixo.

"O que você está fazendo?" Logo, a resposta veio sob a nova face impecável e sem nenhuma cicatriz de Radames.

"Acabei de me curar com o sangue do jovem Muller. Uma cura rápida e eficaz. Não é fantástico?" Ela usou a própria maleta para ver o seu reflexo, até que um tiro acerta o objeto fazendo-o cair no chão.

"Jake!" Grita Piers após o jovem mercenário, surpreendentemente, ter roubado do coldre da sua cintura, uma pistola.

"Eu tô cansado da ladainha dessa velha." O rapaz apareceu como um furacão parando ao lado de Chris e ainda mantendo a pistola empunho, pronto para cumprir as suas palavras.

Jake estava mais pálido e com olheiras profundas em sua face, já marcada por aquela cicatriz adquirida graças a uma briga de faca. Em seu corpo vestia apenas uma calça branca e possuía alguns ferimentos expostos no peito e nos braços, causados pelas varias experiências que a cientista vinha fazendo nele.

"Que ironia do destino, não é mesmo, capitão. Você aqui salvando o filho do seu maior inimigo." Radames, corajosamente, decidiu provocar Chris sobre o seu passado conturbado. "Você não acha que ele é a cara do pai?" Ela tentou usar o jovem mercenário contra o Redfield.

"Espere um segundo... Então, você conheceu o meu pai?" Indagou Jake trêmulo, por um momento, abaixando a sua arma e desviando o olhar para o capitão da BSAA.

"Sim, o conhecia." Chris demorou para lhe responder também sendo pego desprevenido.

"Por que não lhe conta como Albert morreu, capitão? Aliás, você estava lá quando isso aconteceu." A mulher parecia nunca perder o seu ar arrogante. "Por que não conta para ele, como você conseguiu tirar Wesker do seu caminho."

"Ei pessoal, apenas vamos sair daqui!" Piers choramingou impaciente, também se sentindo meio nauseado e prestes a perder o controle.

"O que ela tá falando é verdade?" O jovem mercenário sentia um rancor começar a crescer dentro de si. "Me fala! Foi você?"

"Sim, eu o matei!" Jake mudou a sua postura ofensiva, dessa vez, apontando a pistola na direção de Chris.

"Capitão..." Piers continuou a suplicar, lutando para se manter em pé e consciente. Definitivamente, ele estava começando a se sentir doente e isso não era nada bom.

"Vá em frente, atire! Você tem o direito de fazer isso." Chris continuou o desafiando sem medo. "Apenas prometa que vai sobreviver. O mundo depende disso."

"Quem diabos é você para me dizer o que fazer?" Mas Jake se sentia frustrado, confuso e com tanta raiva, tudo ao mesmo tempo.

De um lado estava o capitão da BSAA determinado a acertar as contas com o seu passado e, do outro estava Jake Muller cheio de ressentimento e, no meio dessa confusão toda, ainda existia Piers prestes a perder o controle sobre si. Infelizmente, os dois outros homens pareciam alheio ao que estava acontecendo de fato com o marido de Claire.

"Capitãooo... por favor... me ajuda!" De repente Piers caiu ajoelhado no chão vomitando muito e tremendo, um sinal claro que estava muito doente. "Eu não tô me sentindo bem..." Chris ignora Jake e vai até o seu companheiro de equipe percebendo como era grave a situação.

"Piers, fala comigo!" Ele também se ajoelha ao lado de Piers e ergue seu rosto tentando encoraja-lo.

"Porraaaaa! Não foi assim que planejei morrer!" Murmurou o soldado angustiado e assustado. "Capitão, eu não quero morrer! Eu não quero virar um daqueles mortos-vivos."

"Você não vai!" Chris bufou voltando seu olhar para a cientista que também parou retornando o seu olhar. "Eu vou te dar a curar e você vai ficar bem."

"Não é tão simples!" A mulher se levantou da poltrona e deu as costas para eles.

"Você deve ter várias doses do sangue de Jake aqui e tem tudo o que precisa para sintetizar a vacina. E você vai me ajudar nisso! Ou, eu juro que dessas vez, não hesitarei em matá-la."

"É tarde demais para sintetizar a vacina, capitão!" A mulher enfrentou Chris.

"Para com esse joguinho maldito!" Gritou o homem irritado, trocando um olhar nervoso com Piers que estava gemendo de dor.

De repente vários barulhos de tiros são ouvidos.

"Nãooooooo..." Gritou Radames furiosa correndo na direção de seu novo experimento. "O que foi que você fez?" Jake havia acabado de atirar na gigantesca crisálida do outro lado da sala.

"Qual é o problema, dona?" O filho bastardo de Wesker se aproxima da mulher, forçando-a a se virar e acabar encurralada entre a Psyche e o cano de sua arma. "Eu não preciso seguir regras como um soldado. Eu posso apenas apertar o gatilho e acabar de uma vez por todas com você. Seria um favor que faria a humanidade."

"Não, o que vocês estão prestes a fazer é condenar a humanidade. Igual ao seu pai." Radames dizia com desdém. "É isso que você quer? Quer ser como o seu pai?"

"Cala, a sua maldita boca!" Suas mãos estavam trêmulas segurando a pistola, mas sua determinação parecia feroz.

"Não, não, não... Ela ainda não estava pronta!" Murmurava Radames se colocando na frente do enorme casulo, tentando protegê-lo e pela primeira vez se mostrando desesperada. "Ela não é uma ameaça! Ela é a cura. A cura que também pode salvar o seu soldado." A cientista encara Chris.

Enquanto isso, Piers começa a lutar uma batalha pessoal contra si mesmo, pois as veias do seu braço voltam a pulsar de forma anormal e ele começa a sentir como se sua pele estivesse rasgando ao meio. Em segundos, uma nova mutação se inicia.

"Oh merda! Piers, não deixe isso te controlar!" Ordena Chris desnorteado, vendo o seu soldado, instantaneamente, se transformar em um J'avo com um braço mutante, capaz de disparar raios de energia bioelétrica. Ele parecia pronto para a ataca-lo. "Vamos lá cara, apenas lute contra isso!"

"Sinto muito... capi... tão..." Piers solta um rugido medonho perdendo, totalmente, o controle sobre si.

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"Sherry, me dê cobertura!" Exprimiu Leon depois de jogar uma de suas Magnum para Sherry e pular para o próximo andar, onde o corpo inconsciente de Ada permanecia, após o último ataque de Simmons.

"Ada, consegue me ouvir?!" Leon puxou Ada para os seus braços, tentando reanima-la. Seu coração batia nervoso e cheio de medo, um medo de perdê-la de novo. "Não deixe isso terminar assim! Vamos, acorde!" Suas palavras ecoavam pelo lugar como uma súplica desesperada.

"Tudo isso por amor a uma mulher?!" A criatura zombava num tom tenebroso. Por um minuto, o monstro parou a alguns metros do casal e lançou outra rajada de fogo contra eles, pronto para incinerá-los vivos.

"Se você realmente é Ada, sei que consegue sair dessa... Ambos podemos." O loiro continuou abraçando Ada, virando as suas costas na direção do fogo, esperando sentir o toque cruel da própria morte.

"Nãooooo!" O agente se distrai ao ouvir uma voz tão estridente e feroz e isso lhe chama atenção. Ao se virar na direção do monstro, percebe que na sua frente surgiu Mei que, inesperadamente, passa a proteger o par da fúria desenfreada de Simmons.

Leon estava perplexo vendo a cena, mas sua atenção logo se volta ao corpo frágil se remexendo em seus braços. Seus olhos azuis de repente se chocam com os pequenos olhos carmesins de Ada.

"Ada!" De repente era como se ele pudesse respirar de novo.

"Eu só estava descansando os meus olhos!" Ela diz irônica o provocando.

"Você não deveria dormir no trabalho!" Leon resmunga enquanto a ajuda a se levantar.

"Mei!" A espiã chiou emocionada ao rever a sua irmã ali em sua nova forma mutante e disposta a lutar ao seu lado.


Continua...


Notas finais
E aí pessoal, o que cês acharam desse penúltimo capítulo? Tá complicado né para os nossos heróis aí. Será que Ada e Mei conseguirão derrotar Simmons? Bjus!!!!