Segredos de Sangue

24 O Voo da Borboleta


Notas iniciais
O Voo da Borboleta combina tanto com a jornada de Ada Wong nessa história, assim, como a figura mitológica da Psyche. Aqui lhes apresento, com todo carinho, o meu último capítulo de Segredos de Sangue! Preparados para a batalha final?

“Na Mitologia Grega Psyche era uma mortal de beleza excepcional que se tornou imortal, personificando a alma humana em sua jornada de amor e superação. Ela também é frequentemente retratada com asas de borboleta.”


*****



Instalações Subaquáticas da Neo-Umbrella


Mei conseguiu ajudá-los durante a batalha contra Simmons e conseguiu proteger a irmã, mas os ataques do monstro foram tão brutais que conseguiu danificar a blindagem do corpo dela a deixando vulnerável.

"É o fim da linha, minha cara!" Simmons novamente zombou com puro sadismo ao ver Mei caída em sua frente como um soldado derrotado.

“Ei, bicho feio! Vem me pegar!" Leon gritou chamando a atenção da criatura que fica furiosa e passa a persegui-lo, porém o agente é hábil e consegue se esquivar de seus ataques. Enquanto isso, Ada corre até o corpo de sua irmã e tenta tocá-la.

"Mei, vai ficar tudo bem. Só aguenta firme." Ada afirmou mesmo sabendo que, no fundo, suas palavras não passavam de uma frágil esperança.

"Não... isso tem que... acabar aqui!" A voz estridente de Mei estava fraca, ainda assim havia coragem dentro si. “Precisamos fazer isto... pela... nossa família!" As duas se olham compartilhando do mesmo desejo de vingança.

"Pela nossa família!" As duas irmãs se levantam, trocam um ultimo olhar cheio de determinação, depois ambas correm, furiosamente, na direção de Simmons.

Mei tinha certeza que não foi por acaso que sobreviveu a explosão do porta-aviões e venceu a batalha contra Ustanak. Talvez, ela não fosse, realmente, uma mera arma biológica criada pelo C-Vírus. Talvez, ela fosse uma arma criada para conter um mal maior. Ela estava aqui para tentar, dessa vez, fazer a coisa certa, salvando a sua irmã e acabando com os planos doentios daquele homem obcecado e da própria Radames.

Esse era o seu grande acerto de contas e a sua chance de se redimir por todo o mal que causou a tantas pessoas inocentes.

"SIMMONS... VOCÊ QUEIMARÁ NO INFERNO!" Mei usa suas últimas forças e ultrapassa Ada conseguindo saltar sobre o corpo de Derek, consequentemente, fazendo os dois caírem para fora da plataforma.

"Adaaaaaa!" A voz sinistra de Simmons ecoa uma última vez, antes de seus corpos se chocarem contra uma grande barra de aço retorcida e pontiaguda.

Ada e Leon correm até a beirada da plataforma a tempo de vislumbrar o vermelho cor de sangue dos dois corpos formando o símbolo da Umbrella.

"Adeus, Mei!" Ada sussurrou, melancolicamente, sabendo que agora a sua irmã gêmea estava livre de todo aquele tormento e poderia, enfim, descansar em paz.



***/ /***


“Piers, não!” Chris grita desesperado vendo seu soldado fazendo a sua primeira vítima ao atacar Radames. O capitão hesita em enfrentar o seu parceiro, ao contrário do jovem mercenário que começa a atirar agora usando a própria metralhadora do soldado contra ele, forçando-o a jogar o corpo quase sem vida da mulher sobre o chão. Ela se encontrava com dor, sangrando muito e com uma grande dificuldade para respirar.

"Droga! Redfield, faz alguma coisa! Ele não é mais o seu amigo!" Reclamava Jake ao ver Piers vindo na sua direção. Ele tenta desviar do braço mutante do soldado que é imparável.

Sem saída, Chris toma aquela decisão difícil e começa a atirar contra seu parceiro de equipe. Por fora ele gritava de raiva, porém por dentro estava em agonia ao ser forçado a enfrentar o seu amigo mais leal. Piers furioso vem para cima de seu capitão que desvia de um golpe fatal. Seu braço mutante acaba atingindo o mecanismo da porta que é destravada. O lugar foi comprometido e água começava a entrar ali.

Os tiros não são suficientes para para-lo, então, o jeito foi usar a única granada que ele tinha e jogar em cima de Piers que morre na hora. A explosão destrói parte da sala, faz as paredes racharam e parte do teto cair. Depois disso, Chris desmaia.



***/ /***


"Ei Chris, acorda!" Ele abre os olhos e se depara com Leon. “Encontrei, Chris.” Ele avisa as duas mulheres que estavam ajudando Jake.

“Eu tô bem.” Chris responde sendo ajudado por Leon.

“E o Piers?”

“Ele tá morto... Eu tive que... matá-lo.” Seus olhos azuis-escuros eram tristes.

“Ah, que droga!” Leon esbraveja indignado com toda aquela situação.

“Ei, essa mulher... Por que ela está aqui?” Jake indagou desconfiado achando que Ada era a mulher que o havia sequestrado e ajudava Radames nos seus planos doentios.

“Olha, a história é longa. Mas, essa não é a mulher que nos perseguiu. Ela é a... a amiga do Leon.” Sherry deu de ombros, observando Ada parar na frente de um enorme casulo. “O que é aquilo?”

Mesmo sendo imune ao vírus, Ada podia sentir o quanto a contaminação pelo C-Virus na água já parecia se impregnar em sua própria pele, fazendo com que a sua cabeça latejasse como se fosse explodir.

De repente um novo alarme começou a tocar, avisando que o lugar deveria ser, imediatamente, evacuado e uma contagem regressiva começou. O nível de contaminação do lugar estava aumentando, exponencialmente.

"O que é isso?" Perguntou Leon vindo parar ao lado de Ada.

"Radames falou a verdade..." Se adiantou a espiã. "A criatura está limpa. Limpa da infecção do C-virus." Ela deu alguns passos para frente no intuito de se aproximar do tal casulo, até que sua perna bateu em alguma coisa no chão, era o cadáver de Carla Radames confirmando a morte dela.

Ada também encontrou alguns arquivos ali explicando o processo de fusão com a Psyche.

"O que você vai fazer?" Leon questionou carrancudo se aproximando dela.

"Todo esse lugar se tornou uma verdadeira arma biológica e nós estamos dentro dessa arma. Se a infecção do C-Vírus atingir o mar... Sabe o que vai acontecer?"

“Pode infectar a China inteira.”

“E depois se espalhar pelo continente Asiático até atingir outras regiões.”

“Então, a ameaça se tornará global.” Concluiu Chris.

“Exatamente. Nós temos que parar isto agora!” Todo mundo ficou tenso.

“Como vamos fazer isso... se nem conseguimos sair daqui?!” Jake indaga observando a água lentamente subir.

“Dentro daquele casulo está a cura.” Ada suspirou e olhou para os outros quatro. “Mas, para a liberá-la é necessário concluir o processo de fusão com um DNA humano... compatível.” A espiã explicou que só havia duas pessoas ali que eram compatíveis. "Ele será o nosso plano B, caso o plano A não dê certo." Ela fez um gesto na direção de Jake.

"Espera... e você será o plano A?" Jake questionou intrigado com aquela mulher que se parecia com Ada Wong, mas ao mesmo tempo, era tão diferente da mulher que o havia capturado na Edonia.

Do lado do casulo, Leon encontrou algumas instruções básicas de como um corpo humano saudável deveria se fundir a ele, dando início a todo o processo seguinte. E foi aí que o agente percebeu quão perigoso era aquele plano.

"Não! Você não vai fazer essa loucura!" Leon a repreende puxando um dos seus braços, bruscamente.

"A decisão não é sua!" Então, a mulher furiosa e sem paciência decidiu revelar tudo o que estava em jogo. "Se eu não fizer isto, então, toda a luta de vocês dois contra o bioterrorismo, terá sido em vão." Ela encara fixamente Leon e depois Chris. “A contaminação é tão grande que o mundo que conhecemos hoje, amanhã poderá não existir mais. E o futuro que você deseja construir com o seu FILHO... poderá nunca acontecer. É isso que você quer?" Leon desviou o olhar, absorvendo as suas palavras e sentindo um sentimento tão agoniante e avassalador. Todavia, ele não era o único a sentir isso, os outros também começaram a sentir o peso da realidade daquela situação.

A espiã sabia que era a pessoa certa para fazer isto, porque era a única que não tinha planos para o futuro. Aliás, ela não tinha nenhuma casa para chamar de lar e a única família real que havia lhe sobrado era um pai, cuja a relação dos dois era de muito ressentimento. E, acima de tudo, Ada Wong era apenas uma identidade falsa, criada para servir uma Organização que a transformou em uma arma biológica que foi dada como morta. E, era assim que deveria permanecer... Morta!

“Isso pode ser suicido. E nem sabemos se vai funcionar.”

Eles estavam correndo contra o tempo, mas eles tinham que fazer alguma coisa. Assim como Leon que tinha seu próprio objetivo, Chris também tinha o seu, bem como Ada. Todos estavam travando uma batalha que parecia levar ao mesmo fim, nem que isso lhes custassem suas vidas.

“Você deveria ficar orgulhoso. Dessa vez, eu estou tentando salvar o mundo.” Ela brinca o fazendo sorrir por um breve momento. Em seguida, Ada surpreende todo mundo inclusive Leon, ao lhe dar um beijo demorado, pressionando seus lábios sobre os lábios dele.

Naquele instante, se Leon soubesse que aquela seria a última vez que sentiria os lábios dela quente, macios e apaixonados, ele teria esquecido das suas obrigações e ligado o Foda-se e aproveitado cada minuto daquele beijo.

Mas, tão rápido quanto aquele momento íntimo aconteceu, ele se foi como num piscar de olhos e Ada se afastou, o deixando desnorteado.

O alarme soa, novamente, e uma voz robótica os avisa que o tempo está se esgotando.

Há uma cápsula ao lado do casulo, em seguida, Ada entra dentro dela e se deita. O mecanismo ali era por uma tecnologia que não dependia de eletricidade. Só dependia do sangue dela.

Ela sobreviveu a Raccoon City. Sobreviveu a explosão de um porta-aviões. Sobreviveu a uma batalha contra Simmons. Então, Leon acreditava que ela iria sobreviver a tal fusão e, enfim, todos sairiam dali vivos. Ela era a sua esperança.

Leon fica ali ao lado da cápsula que se fecha, assim como os olhos dela. Leva uns segundos, até que a espiã começa a gritar enquanto sente o sangue de seu corpo sendo drenado através das veias de seus pulsos e braços.

“Não, não, não! Ada!” Leon entra em desespero querendo tirá-la dali. Chris, Sherry e Jake também tentam ajudá-lo. Eles tentam abrir a cápsula que está travada.

“Isso parece que está matando ela.” Sherry murmura assustada. Chris resolveu se arriscar pegando o seu fuzil e atirando no painel ao lado.

Foram sessenta segundos para decidir o futuro da humanidade. Sessenta segundos angustiantes que separariam, definitivamente Leon e Ada. Sessenta segundos e, curiosamente, a voz robótica lhes avisa que a fusão foi concluída com sucesso. Os gritos dela cessam, o silêncio é sufocante, então, a cápsula se abre.

“Ada, fala comigo! Ada!” Leon a pega em seus braços e tenta fazê-la reagir. Os olhos continuam fechados, não há respiração, ou pulsação. “Não, Ada! Vamos, acorda!” Ali Sherry e ele tentam reanimá-la fazendo massagem cardíaca.

Leon inclinou o corpo, selou os lábios nos dela e soprou ar para os pulmões, alternando com Sherry que continua pressionando suas mãos sobre o peito da espiã. Entretanto, o corpo de Ada não reage. Não havia resistência. Não havia calor, estava frio, pálido, rígido.

“Leon, eu sinto muito.” Sherry murmura se sentindo cansada, porém o agente não desiste. Ele posicionou as suas mãos, novamente, sobre o peito de Ada, depois retornou para os lábios gélidos dela, sem vida. O homem persistiu por mais uns minutos numa tentativa desesperada de salvá-la.

“Leon, ela se foi!” Chris põe a mão sobre o seu ombro o fazendo parar e encarar a realidade tenebrosa. Sherry também se aproxima dele e o puxa para um abraço.

Leon não consegue chorar, se sente vazio, entorpecido. Mais uma vez, ele se sente derrotado. Mais uma vez, ele falhou e não conseguiu salvá-la. O silêncio inundou a sala pesado, sombrio, agoniante. Até que seus olhos azuis se distraem observando o casulo se abrir, liberando uma nuvem densa de borboletas brancas que, assustadoramente, vão dominando o lugar.

Psyche vai subindo até conseguir escapar daquele instalação fria e escura, assim, se espalhando pelo céu e por toda a cidade, trazendo não só a possível cura, como também a esperança.

Que ironia do destino! Leon refletiu que a esperança veio na forma daquelas pequeninas borboletas que também simbolizavam a essência da sua espiã sedutora. Talvez, agora Ada tivesse conseguido a sua paz e a sua liberdade tão sonhada.

Lá fora estava amanhecendo e o processo de Higienização de Lanshiang começava, sendo auxiliada por uma chuva severa que continuava a cair pela cidade.




ALGUNS DIAS DEPOIS...


“Em memória de Piers Nivans.

Filho amado, um marido apaixonado, um grande pai e, acima de tudo, um herói de guerra.

Que a sua alma descanse em paz.”


Claire estava lá parada diante daquela lápide, achando que aquelas palavras ainda não eram o suficiente para descrevê-lo. Seu marido era mais do que meras palavras comuns e clichês. Ele era a pessoa mais corajosa, leal, sincera e com um grande coração.

A agora viúva parou seus pensamentos, encarando o homem parado na sua frente, que tinha um olhar triste e de culpa, era tanta culpa que ele nem conseguia fazer contato visual com a sua própria irmã. Ela não sabia se o odiava mais por Christopher não ser capaz de encará-la olho no olho, ou se o odiava mais só pelo simples fato dele estar ali na sua frente vivo, enquanto o pai do seu filho estava morto vítima do bioterrorismo. O mesmo bioterrorismo que o capitão Redfield combatia por anos e anos.

Seu irmão Christopher (como ela costumava chamar) por muito tempo era tudo o que ela tinha de mais precioso, ele era a única família mais próxima. Mas, com o passar do tempo ele foi se tornando distante, tão distante que ela teve que aprender a viver sem a presença dele em sua vida e isso lhe causou uma solidão terrível. Uma solidão que só pôde ser superada, quando o jovem e simpático Piers Nivans, entrou em sua vida. Ele apareceu em sua vida no momento em que a jovem mais precisava e preencheu muitas lacunas.

Piers Nivans preencheu até o espaço deixado por seu irmão mais velho. E agora olhando para esse homem parado aqui em sua frente, por mais cruel que seja, ele parecia mais como um estranho para ela do que parte da sua família.

"Claire eu... Eu sinto tanto, por tudo. Eu queria..."

"Ah, me poupe dos seus lamentos! O que você vai dizer, Christopher? Vai dizer o quanto sente muito? Vai dizer que se pudesse teria dado a sua vida em troca da dele?" Ela estava chorando e gritando, enquanto Sherry e Jill tentavam acalmá-la.

"Sim, Claire!" Chris também estava nervoso e tentando controlar o seu próprio temperamento. "Eu preferia ter morrido no lugar dele, para que Piers pudesse voltar para casa... Você não imagina o quanto eu me odeio por isso."

"Eu nunca deveria ter mandado Piers atrás de você." Ela dizia descontando toda a sua raiva em seu irmão. "E agora... eu o perdi." Ela caiu em lágrimas.

"Claire por favor, me perdoa!" Chris tentou se aproximar e abraçá-la, mas sua irmã ao invés disso escolheu empurrá-lo para longe.

"Não. Eu não consigo. Vá embora!" Suas palavras eram tão afiadas.

"Claire apenas me escute... Eu..."

"Chris, apenas dê um tempo para ela!" Leon tentou puxar o homem grande e musculoso para longe dali, no entanto, também acabou se tornando alvo da ira dela.

"Leon, você também é o culpado pela morte dele!" Claire parecia estranhamente descontrolada. Aquilo não era normal. "Você deixou que aquela mulher matasse ele, assim como ela matou tantas pessoas."

"Para com isso, Claire!" Leon exclamou começando a ficar irritado.

"Ada Wong, a espiã assassina e fria." E ela nunca esqueceria aquele nome. Era quase uma obsessão. "Todo mundo diz que ela morreu... Mas, nós dois sabemos que ela sempre volta."

"Já disse pra você parar!"

"De um jeito ou de outro, Ada Wong sempre volta. E você..." Leon estava atordoado olhando para a sua melhor amiga. "Você sempre a protege. Por quê?! Por quê?! Por quê?! Por quê?!” A voz para por um segundo, até retornar mais cruel. “Você é um monstro como ela!” Subitamente, a voz de Claire começa a ecoar repetidamente, atormentando a sua mente, até o agente perder a cabeça e cometer uma loucura.

"Chegaaaaa!" Quando a sua fúria atingiu o ápice, Leon sacou a sua arma e apertou o gatilho. No entanto, a mulher diante dele, inesperadamente, foi substituída pela própria Espiã chinesa em carne, osso e um tiro certeiro na cabeça.

O barulho do tiro ecoou, tenebrosamente, por todo o lugar até que ele despertasse...

"Leon, você está bem?" Pergunta Sherry sentada na poltrona ao seu lado fazendo-o despertar de um pesadelo horrível. Ele estava ofegante, com o coração batendo acelerado e com a mente conturbada. Desde seu retorno de Lanshiang, Leon tem tido pesadelos constantes e perturbadores.

"Aposto que estava sonhando com ELA outra vez." Suas palavras fazem ele ficar constrangido, sabendo a quem Sherry se referia. "Ela era mais que uma amiga, não é?" A pequena loira cochichava cheia de curiosidade. "Você... tinha sentimentos por ela." Parecia uma afirmação que o deixou frustrado.

"Eu..." Ele hesita sentindo palpitações. "Só estava sonhando com o enterro de Piers." Sua tentativa de trocar de assunto faz ele se sentir mal ao ver o semblante desanimado de Chris, que fecha os olhos ao se lembrar da discussão terrível que teve com a irmã mais cedo naquele dia.

"Eu acho que temos problemas maiores para se preocupar." Chris lhes advertiu de forma dura, enquanto o jatinho particular continuava o seu trajeto direto para Washington D.C. "Temos que saber o que vamos dizer diante do Vice-Presidente e dos representantes da ONU." Ele fez um gesto para os outros dois se aproximarem mais dele, enquanto sussurrava. "A história tem que se manter perfeita."

"O senhor Redfield tem razão." Hunnigan apareceu segurando seu notebook, sentando ao lado do capitão da BSAA e de frente para Leon, enquanto explicava alguns detalhes sobre a reunião que os aguardava na Casa Branca. "Essa é a sua chance Leon de limpar o seu nome e apresentar os verdadeiros culpados. E Sherry e Chris serão suas testemunhas, bem como o diplomata britânico, Philip Trent Blanchett."

"Certo. Estamos aqui para trazer a verdade à tona." Leon dizia com confiança. "O mundo precisa saber o que Simmons fez."

"Mas, você também está pronto para arcar com as consequências dessa revelação?" Hunnigan continua a lhe pressionar, sabendo que quando a bomba for solta, nem mesmo o governo dos Estados Unidos sairá ileso disso e era justamente aí que as coisas poderiam se complicar.

"Sim. Estou pronto para contar ao mundo a verdade."

"Até mesmo sobre... Ada Wong?" Dessa vez era Chris quem lhe questionou, sabendo que aquilo era um assunto delicado para o agente da DSO.

"Nada mudou, Chris." Os dois homens se encaram com uma atitude um pouco hostil. "Para todos os defeitos... Ada Wong foi uma das responsáveis pelos atentados. Ela morreu na explosão de um porta-aviões da Neo-Umbrella, da qual VOCÊ foi a principal testemunha." Ele dizia enfrentando o capitão, mesmo sabendo que aquilo não era exatamente toda a verdade.

"Mas Leon, isso não é justo." Dizia uma Sherry chocada com a atitude do seu amigo. "Você sabe que essa não é a verdade. Ela se sacrificou por nós e..."

​"Não, Sherry! Ele está certo." Murmurou o capitão, aceitando que precisariam distorcer a realidade. "É necessário para proteger a Psyche. Ela é o trunfo para vencermos o bioterrorismo e mantermos o governo americano sob controle. Caso contrário, todo o sacrifício daquela mulher terá sido inútil."

"Será melhor assim." Era difícil admitir isso, mas para Leon estava realmente na hora de deixar Ada Wong partir e enterrá-la o mais longe possível do seu coração.

Então, uma parte da verdade será enterrada junto com aquela espiã chinesa, num lugar solitário, obscuro e triste, onde ninguém saberá a real verdade dos fatos.

Durante muito tempo, ela foi usada como arma para manipular e assassinar pessoas. Porém, pela primeira vez, Ada Wong havia se tornado uma arma para salvar vidas. Infelizmente, o mundo nunca saberá que a verdadeira Ada Wong era genuinamente a principal heroína dessa história.

Notas finais
No final Ada conseguiu acertar as contas com o passado, fez as pazes com a irmã e terminou a sua jornada salvando o mundo como uma heroína. A injustiça é que Ada não pode ganhar o mérito por isto. Ela supostamente morre com o mundo acreditando que Ada Wong era um dos vilões. Entretanto, será que ela morreu mesmo? E Leon será que voltou para a Noiva? Será que ele vai se casar? Bem, antes de me despedir dessa Fanfiction, teremos ainda um epílogo que já tá pronto. Agora é com vcs leitores. O que vcs acharam desse final? Gostaram? Não gostaram? 😅 Bjus e nos vemos no epílogo!