Segredos da Casinha
13 Capítulo 13 - Seguir Em Frente - Parte 1
Notas iniciais
Maddison acordou sentindo o corpo completamente arrepiado graças ao frio, já que o sol ainda se erguia preguiçosamente do lado de fora, sequer passava das cindo da manhã. Abrir os olhos devagar e se deparar com o interior da casinha ao invés de seu quarto a deixou confusa por alguns segundos, então as memórias da noite anterior invadiram sua mente e um sorriso instantâneo estampou seu rosto.
Após um suspiro apaixonado, ela tocou os próprios lábios com a ponta dos dedos, quase sentindo-os formigar pela mera lembrança daqueles beijos deliciosos. Em seguida, desceu o toque para o pescoço e fechou os olhos, curtindo o que restava das sensações de tudo que havia acontecido.
Ao separar as pálpebras pela segunda vez, estranhou a falta de Dirfino, que deveria estar dormindo bem ao seu lado no sofá-cama. Depois de franzir de leve as sobrancelhas, se sentou e esticou bem os braços para cima, se espreguiçando. Foi quando as íris castanhas encontraram um envelope em cima da mesinha de centro. Outra vez um arrepio espalhou-se por seu corpo, mas dessa vez não era por conta do frio. Estava com um mal pressentimento.
Houve apenas alguns segundos de hesitação até que Mad criasse coragem para pegar o objeto no qual seu nome estava escrito em letras grandes. Mais um instante para uma profunda respiração e ela abriu o envelope com demasiada cautela, por algum motivo seus dedos tremiam e seu estômago parecia estar se revirando dentro da barriga.
“Querida Maddison,
Eu sei porque você não quis me contar a razão de estar hesitante em fazer o teste pra BSA e, embora no começo eu tenha ficado um pouco magoado por você não ter sentado comigo pra falar sobre esse seu receio, eu pensei e entendi, além de ter ficado até meio feliz por você se importar comigo o bastante pra cogitar desistir de ir por um caminho que te deixaria tão, mas tão próxima assim dos seus sonhos.
Mas sinto muito, essa decisão era muito pesada pra carregar sozinha e, na verdade, nem ao menos deveria ser uma responsabilidade sua. Por mais lealdade e carinho que pensar sobre isso demonstre, não quero ser um peso tão grande pra você. Meses atrás você salvou a minha vida, escolheu me dar um voto de confiança sem nem saber qualquer coisa sobre mim ou o que o futuro nos reservava. Pois bem, parece que finalmente chegou o momento em que eu posso te retribuir de algum jeito.
E ainda assim acho que estou te devolvendo muito pouco comparado ao que você me proporcionou. Me deu esperança e uma nova família. É isso que sinto que você e o nosso querido bonde são pra mim agora. Além de que não é um tiro no escuro como no meu caso, eu realmente acredito que o seu talento e determinação irão te levar bem longe, que você ainda vai ter que cumprir o que apostamos.
Dói de um jeito absurdo me despedir. Sério, você não imagina o quanto dói. Mas eu vou com o coração em paz por saber que estou fazendo o certo. Não se preocupe comigo, ok? Ficarei bem, é uma promessa. Só vá à audição e mostre a eles tudo o que sabe, toque com a alma, cante com seu coração e seja incrível como eu sei que pode ser. E eu juro, isso não é um adeus.
Atenciosamente, Dirfino.”
Havia mais coisas na carta, mas Maddison não conseguia ler tanto por lágrimas estarem turvando sua vista, nascendo mais rápido do que caiam para produzir novas manchas que faziam companhia às que Dirfino já havia deixado ao escrever aquelas palavra, tanto por não entender o que diabos aquilo queria dizer já que estava em outra língua, provavelmente português, já que esse era o idioma natal do brasileiro.
Agora não mais apenas suas mãos tremiam, seu corpo inteiro começava a tremer devido ao choro quase compulsivo. Seu impulso foi largar a carta em cima da mesinha de centro junto com o envelope sem se dar ao trabalho de guardar, depois olhou ao seu redor até encontrar sua calça de moletom jogada no chão de qualquer jeito, então a pegou e tirou seu celular do bolso. O aparelho estava desligado por falta de bateria e Mad precisou procurar o carregador reserva que guardava em algum lugar da casinha. Assim que o encontrou, tratou logo de mandar várias mensagens acordando todo o bonde e exigindo uma reunião imediatamente sem se importar se haveria ou não protestos por conta do horário.
A explosão de emoções em seu peito estava tão forte que Maddison só notou que esteve nua durante todo o tempo em que estivera andando de um lado para o outro da casinha quando Luke, o que morava mais perto, chegou e arregalou os olhos pela amiga tê-lo recebido naquele estado.
— Meu Deus! Eu achei estranho nos chamar a essa hora, mas nunca passou pela minha cabeça que seu plano fosse fazer uma suruba! — O garoto exclamou, pondo uma das mãos sobre o peito e usando a outra para cobrir os olhos. — Eu sei que o nosso nível de amizade é alto, mas agora você tá exagerando um pouco, meu docinho.
— Não seja idiota. Só entra e fecha a porta. — Ela o rebateu em tom tão frio que chegou assustá-lo, então foi procurar suas roupas pelo chão. — Acha que dá tempo de eu tomar banho antes dos outros chegarem?
— Hm... Talvez a Adele consiga chegar antes de você terminar, mas eu explico que você já volta. — Luke respondeu tentando não parecer confuso com a situação.
— Ótimo.
Sem dizer mais nada, Maddison calçou as pantufas do gato risonho e saiu pisando forte pelo gramado do quintal, porém se esforçando para ser mais suave ao chegar em casa, tentando não acordar seus pais ou seu irmão.
Pela primeira vez na vida foi estranho tomar banho. Tocar o próprio corpo com as mãos escorregadias de sabonete como se lavasse cada toque de Dirfino da noite anterior, saber depois de tanto tempo que ele retribuía seus sentimentos e então perde-lo tão subitamente fazia seu coração quebrar e as lágrimas voltaram a escorrer sem controle por suas bochechas.
Parar de chorar para sair do banheiro foi um verdadeiro desafio, mas ela tinha um bonde inteiro com quem gritar, afinal, se o brasileiro sabia de tudo era porque algum daqueles... Argh. Algum deles havia dado com a língua nos dentes.
Ao voltar para a casinha, encontrou Adele sentada ao lado de Luke no sofá-cama e os dois se levantaram, seus olhares tinham um peso que de início ela não entendeu, mas então se lembrou da carta deixada na mesinha de centro.
— Vocês leram? — Perguntou, fechando as mãos em punho para disfarçar os tremores.
— Não! Claro que não. — Adele logo se pronunciou, andando rápido para junto da amiga e segurando as mãos dela. — Só que você nos chamou as cinco horas da manhã, tem uma carta suspeita na sua mesa e o Dirfino não está aqui sendo que...
— Sendo que algum de vocês contou a verdade pra ele. — Maddison fugiu do toque, que só causava raiva ao invés de reconforto, e foi se sentar no sofá-cama.
— Eu ia dizer “sendo que ele mora aqui”. — Ela respondeu baixo, sentindo como se um nó estivesse preso em sua garganta. — Mas esse colocação... Também é apropriada agora.
— Na verdade, meu docinho, eu dei uma olhadinha na carta. — Luke murmurou, dando alguns passos para longe de Mad após receber um olhar assassino. — Calma. Foi só o suficiente pra deduzir que o Dirfino tinha ido embora e pra ver que a última parte está em português. Eu andei estudando o idioma, posso tentar traduzir pra você, se quiser.
— Não se atreva a encostar um dedo sequer na minha carta! — Maddison esbravejou, perdendo a luta contra as lágrimas outra vez, no mesmo momento em que Connor e Andrew entravam na casinha.
— O que tá acontecendo? — Andrew perguntou com a preocupação evidente no rosto, mas a calma na voz típica de sua personalidade equilibrada.
— O Dirfino... Foi embora. — Adele respondeu já que Mad estava chorando demais para conseguir dizer qualquer coisa.
— Embora? Mas para onde? — Connor entrou na conversa, sentindo o resto do sono se enviar de seu corpo pelo choque.
Antes que qualquer um pudesse repetir o questionamento de Connor, que era o mesmo de todos ali, Morgana surgiu com a maior expressão de mal humor matinal, já dizendo. — Espero que essa reunião tenha uma ótima razão ou eu vou ma... Mad, porque tá chorando?
— Porque o Dirfino foi embora. — Luke respondeu, logo emendando um comentário desnecessário. — Meu docinho, seus olhos estão inchados e acho que é a primeira vez que te vejo sem maquiagem. Tá tudo bem?
— Fui acordada às cinco da manhã, o que esperava? — A gótica rebateu em tom áspero. — O importante agora é a Mad.
— Eu... Eu só... — Maddison tentava falar entre os soluços. — Que-ero saber quem... Que-quem contou pra... Pra... Pra ele.
— Fomos todos nós. — Andrew não hesitou em dizer, dividindo a culpa por igual.
— Não precisa me proteger. — Morgana murmurou decidida. — Eu contei.
— Você seguiu a nossa regra. Todos tivemos que aprovar, então tecnicamente todos nós contamos pra ele. — Connor defendeu, mesmo que a amiga não quisesse.
— Não seguiu porque eu não aprovei! — Maddison esbravejou outra vez, se levantando do sofá-cama e enterrando ambas as mãos no cabelos de duas cores. — Porque vocês... Fizeram isso? Não ente-tenderam porquê e-eu... Porque eu não queria falar nada? Eu sabia que o Dirfino pe-pensaria em mim primeiro. E-eu sabia que ele na-ão ia querer ser mais peso do que já achava que era. Mesmo nunca tendo si-si-sido um peso pra mi-im. E agora perdemos ele. Li-literalmente porque nem... Ne-nem sabemos pra onde ele foi sem na-nada. Sem ninguém.
Morgana baixou a cabeça um instante e buscou dentro de si forças para não acabar chorando também. — Desculpa, Mad, mas era sobre ele e ele merecia saber. Você não via nos olhos do Dirfino o quanto ele tava angustiado por não poder te ajudar? Eu tive que contar.
— Nós tivemos. — Adele sentenciou, se aproximando da gótica e a abraçando de lado em apoio. — As palavras podem ter saído da boca da Morgana, mas a decisão foi nossa. Se é pra lidar com a culpa, lidaremos juntos.
— Ótimo. — Respondeu Maddison em tom mordaz. — Espero que sofram amargando essa culpa. E tomara que o Dirfino esteja bem e que fique seguro. Ou nunca vou perdoar vocês. Agora vão embora.
Ainda que cada um dos cinco tenha cogitado contrariar a amiga e ficar ali para que todos pudessem se apoiar, afinal eles estavam preocupados e tristes também, o olhar de Mad deixava bem claro que essa não era uma opção, então um a um o bonde foi saindo da casinha.
Ao se ver sozinha outra vez, Maddison deitou no sofá-cama e se deixou chorar, tentando extravasar a dor excruciante que dominava seu peito, mas a cada segundo aquele vendaval de emoções parecia ficar mais e mais forte.
Aquele foi um longo domingo. Muito longo domingo.
(...)
O brilho do sol naquela manhã de segunda-feira era bloqueado por uma densa camada de nuvens escuras e pesadas, o que refletia muito bem o humor do bonde enquanto iam para a escola enfrentar mais um dia de aula praticamente desnecessário, pois as notas daqueles que não ficaram em recuperação já estavam fechadas e os demais alunos apenas pegavam presença para as faltas não afetarem suas fichas em inscrições de faculdade.
A primeira a chegar foi Adele, como a boa CDF que era, logo indo em direção ao próprio armário para guardar algumas coisas e pegar outras, porém, assim que abriu a porta de metal, se deparou com um envelope branco com apenas seu nome escrito em letras bem grandes.
Um sorriso singelo se espalhou por suas bochechas ao mesmo tempo em que seus olhos ficavam levemente marejados. Estava bem claro que era uma carta de Dirfino, isso demonstrava que, ao contrário do pensamento que a magoou bastante no dia anterior, o brasileiro tivera sim consideração para se despedir dela.
E conforme os outros foram chegando ao colégio e abrindo os respectivos armários, um por um encontraram suas cartas também, é claro que Dirfino se despediria deles ainda que não fosse pessoalmente. Nenhum amigo havia sido esquecido, nem mesmo Morgana.
A última aparecer foi Maddison, já no segundo tempo. Ela não parecia nada bem, estava com olheiras, vestindo roupas que evidentemente foram as primeiras puxadas do guarda-roupa e uma aura tão triste que seria possível sentir a metros de distância.
No horário do almoço havia uma névoa bem densa de energia ruim na mesa do bonde. No caso, uma ainda pior que a que já pairava na última semana.
— Mad... — Adele murmurou ao não suportar mais o peso do silêncio. — Eu sei que nós não devíamos ter dito nada, desobedecemos o nosso código de amizade. Foi um erro. Por favor, perdoa a gente.
— Depois do que eu disse ontem, não precisam mais pedir desculpa, eu acho que meio que... Equilibrei as coisas. — Maddison respondeu cutucando sua salada intocada com um garfo descartável. — Eu entendo porque vocês disseram, eu só... Eu to frustrada, triste e preocupada. Não sabemos pra onde ele foi ou se está bem e nem se vai continuar daqui uma mês ou dois, se estiver bem.
— Olha, o Dirfino ficou estranho, distante e ocupado desde que a gente contou pra ele. Acho que ele planejou tudo antes de ir embora. — Disse Morgana, esticando a mão por cima da mesa para alcançar a da amiga. — Ele é um cara esperto e já passou por muita coisa, vamos ficar confiantes de que ele vai saber se virar, tá bom? Vai ficar tudo bem.
— Você tem razão. — Mad ergueu o olhar finalmente encarando o grupo. — Tenho que ter esperança e manter a calma. Até porque tenho uma audição pra fazer amanhã.
— Então você vai? — Connor abriu um sorriso sincero pela primeira vez naquele almoço nada agradável.
— Eu tenho que ir, não é? Se não, o Dirfino foi embora a toa. — Ela respondeu tentando sorrir de volta. — Além de que essa é uma grande chance. Só espero não estragar tudo.
— Você vai arrasar com eles, meu docinho. — Luke segurou a mão de Maddison pelo lado oposto ao que Morgana segurava, reforçando o apoio. — Se não conseguir ignorar coisas ruins que estiver sentindo, use isso. Canta com o coração.
Os outros começaram a incentiva-la também. Não que qualquer um ali tenha esquecido do quanto estavam tristes e preocupados pela ida de Dirfino, mas a melhor coisa que poderiam fazer naquela momento era focar em outra coisa.
(...)
Fazer o último ensaio no quarto foi um tanto quanto estranho para Maddison, mas ficar na casinha sem sentir vontade de chorar ainda estava praticamente impossível. E, de qualquer maneira, ela se convenceu de que seria melhor mudar seu lugar de ensaio já que quando fosse para sua audição, não estaria em uma de suas zonas de conforto.
Sua viagem até Los Angeles pareceu muito mais longa do que realmente foi, nenhuma das roupas que havia levado na mala parecia ser a certa para ir à sede da gravadora que formou o nome de alguns de seus maiores ídolos, suas mãos não paravam de tremer e um surto parecia cada vez mais e mais próximo. Claro que havia se preparado durante boa parte da vida para uma oportunidade como aquela, porém seria impossível impedir o nervosismo de se fazer presente. Ainda bem que sua mãe estava lá para acalmá-la e lhe dar todo o apoio necessário para seguir em frente.
Entrar no prédio da Blue Stars Records causou uma sensação simplesmente indescritível, tudo ali era lindo e majestoso. Maddison podia jurar que o aroma que pairava no ar era cheiro de sucesso, embora outras pessoas pudessem descrever como suave e amadeirado com um sutil toque cítrico.
Porém, depois dos primeiros minutos esperando com seu violão em uma das cadeiras caras do corredor vazio do terceiro andar, onde esperava ser chamada por alguém que sairia de uma das portas de madeira nobre, não havia mais espaço em sua mente para deslumbramento, pois sua ansiedade voltou a tomar conta.
Mas a primeira porta que se abriu não foi a de sua audição, e sim a de outra sala chique de reuniões da qual saiu nada mais nada menos que Marina Lambrini Diamandis ou, como era mais conhecida mundialmente, Marina & The Diamonds. Uma das artistas favorita de Maddison, cujo rosto estampava muitos dos pôsteres colados em suas paredes para inspirá-la.
— Boa tarde. — A cantora cumprimentou com um sorriso educado ao vê-la sentada ali.
— Bo-bo-boa ta-tarde. — Maddison respondeu tentando sem êxito manter a respiração normal e controlar seus batimentos cardíacos.
Marina tentou não rir por já conhecer esse tipo de reação, ainda mais vinda de possíveis futuros alunos da BSA, como era provável ser o caso daquela adolescente com aparência de dezessete ou no máximo dezoito anos.
— Primeira vez aqui? — Perguntou ainda sorrindo, recebendo como resposta um aceno positivo mais energético que o necessário. — Vai fazer a audição pra entrar pra BS Academy? — E mais um aceno frenético. — Eu sei que dá um nervoso dos infernos, mas pensa comigo: essa é uma das vagas mais disputadas por jovens cantores e músicos de todo o país, então se você tá sentada nessa cadeira agora já significa muita coisa. Quando entrar lá, apenas lembre-se de que se você tocar com o coração, a sua missão vai estar cumprida.
— Certo. — Disse tentando não deixar a voz tremer ao mesmo tempo em que retribuía o sorriso. — Obrigada... Pe-pelo conselho.
— Imagina. Já estive no seu lugar. — Marina repousou a mão delicadamente no ombro de Mad e deu uma piscadela. — Sei que a gente precisa de uma palavra amiga pra relaxar e tals.
— E-e-eu acho que nu-nunca mais vou lavar essa blusa. — Maldita mania que as palavras tinham de escapar de sua boca como bolhas de sabão.
— Ou a gente pode tirar uma selfie, o que é mais funcional como lembrança. E também é mais higiênico. — A cantora sugeriu em um ar divertido.
— Eu adoraria. Se não for incomodar você. — Deixando o nervosismo um pouco de lado para aproveitar o momento, Mad se permitiu demonstrar sua euforia.
— Claro que não! Pega o seu celular aí.
Na primeira foto Marina fez uma careta engraçada, depois deu um sorriso normal para a segunda, então se despediu com um aceno amigável e desejou boa sorte. Aquele encontro inesperado ajudou de verdade. Não que Maddison estivesse exatamente calma, mas boa parte do nervosismo que sentia antes foi substituído por uma euforia positiva, revigorando seu ânimo.
Apenas mais alguns minutos se passaram até que uma das portas do corredor abrisse e a figura de um Ryan Hall sorridente atraísse os olhos de Mad.
— Pode entrar, senhorita Mitchell. Estamos prontos para avaliá-la. — Ele disse.
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