Dia 28 de outubro.

Olá, meu nome é Gabriel Andrade, sou morador da cidade de Santo André, São Paulo. Moro com meus tios, tenho 15 anos. Escrevo hoje nestas folhas, pois há varias coisas acontecendo comigo, meu mundo está de pernas pro ar, parece que um furacão passou pelo meu lar, e a única pessoa que foi prejudicada, foi eu.


Tudo começou na semana passada, eu e meus três amigos, Reinaldo, Mayara e Lucas saíram da escola à tarde e viemos para minha casa. Moro num terreno não muito grande, mas bem amplo, uma varanda com muitas arvores. Passamos a madrugada conversando, zoando e sei lá mais o que. Eu estava morrendo de dor de cabeça, então entrei em casa para tomar uma aspirina, meus tios e minhas duas primas já dormiam. Fui à cozinha, estava tudo tão escuro que decidi acender as luzes. A partir daquele momento, o inferno começou.


Mayara estava sentada na cadeira da mesa, segurava uma faca, olhava para ela como se fosse seu maior triunfo. Eu engoli seco. Então perguntei:

–O que você esta fazendo aqui, você tava lá fora.

Tentei não mostrar o choque que ela havia me dado. Eu jurava que ela estava com o Reinaldo na varanda. Ela se levantou e pôs a faca no meu pescoço. Estava tão gelada que parecia me cortar sem sangrar.

–Eu não estou fazendo nada, bobo, apenas quis te dar um susto.

Ela tirou a faca, e começou a rir.

–Nada de engraçado.

Falei. Fui até o armário onde ficavam os remédios, achei a aspirina. Peguei um pouco d’água enquanto a May brincava com alguns talheres. Bebi rapidamente. Estava tudo bem.


Pelo menos eu achava que estava. Minha visão começou a ficar deturpada, via vultos e sombras, Mayara ria alto e mais alto, tentei chamar alguém, mas senti uma mão masculina, Reinaldo, segurar minha boca, eu ia desmaiar, tinha absoluta certeza, mas antes da escuridão me possuir, ouvi claramente meu melhor amigo dizendo:

–Acenda as velas e chame o resto do grupo, temos que terminar este ritual o mais rápido possível.

Então desmaiei.

Notas finais
eae gostaram, por favor comentem !