Segredos Do Passado

19 Planos, Revoltas, Descobertas e Ações


Notas iniciais
Mais um capitulo para vocês, espero que gostem :) Boa Leitura ;) :)

Ela envolveu os braços ao redor do corpo, não estava com frio, estava com medo. Não enxergava nada, da ultima vez que se lembrava estava brincando com Sam na areia da praia. Como ela foi parar num quarto escuro? Onde estava Sam e Willian? Foi então que a imagem de seu irmão lhe veio a cabeça, Dereck, com certeza foi ele quem a pegou. De repente ouviu um barulho e uma porta se abriu na abertura de luz Dereck apareceu.

–Oi maninha. Ainda bem que acordou. É muito sem graça quando você ta dormindo. Deve estar se perguntando onde está Sam e seu pequeno Willian, não é?! Eles estão bem... Mas devem estar desesperados procurando por você. Incluindo seus amigos. Já lhe falei que achei seu filho uma gracinha? Pena que não sou o pai.

–Você é doente.

–E você é uma viciada em álcool, sinuca, rachas e perigo.

Dereck se ajoelhou na frente de Sara e olhou diretamente para seus olhos.

–Todos temos nossos vícios. O meu é você. O do Sam... Bom, no futuro dele eu vejo sangue, sangue de demônio. Sara eu preciso de você mais do que nunca agora.

Lagrimas começaram a rolar no rosto de Sara, raiva se refletia no seu olhar.

–Você não só abusou de mim aquele dia no hospital, mas fez mais coisas! O que fez comigo?!

–Eu fiz de você uma experiência, o abuso era só para despistar. Mas se bem que você é...

Antes de terminar a frase, Dereck recebeu um soco no nariz. Ele olhou surpreso para Sara e gargalhou.

–A cada dia eu gosto mais de você.

Virou e saiu, deixando para trás uma garota pequena, confusa e com medo num escuro de solidão.

–Mãe! MÃE!

Sara limpou as lagrimas e se virou para Cristina que a estava chamando.

–Que foi Cris?

–Nossa mãe! Estava dormindo em pé?! Seus olhos estão vermelhos, são de lagrimas?

–O Sam vai embora daqui a pouco.

–Como se eu não soubesse que ele não é o motivo dessas lagrimas. Todos estão dormindo. Eu vi que a Laura estava aqui.

–Ela estava sim, mas antes que você reclame de algo, por favor, precisamos conversar.

–Sobre o que?

–Dulce. Quando foi a ultima vez que você falou com ela?

–A ultima vez que falei com ela foi quando deixei o Texas. Depois não tive mais noticias.

–Pois se tiver noticias dela me avise.

–Por quê?

–Porque ela é foragida da policia agora.

–Como é?

–A policia do Texas me ligou e suspeitam que ela matou a mãe, acidentalmente é claro.

–Não acredito.

Sara abraçou Cristina

–Eu sinto muito.

–Eu também mãe.

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–Me conte quais planos têm para sua irmã?

–Não se preocupe, não vou machucar Catherine.

Dereck estava com uma taça de vinho na mão e olhava para a janela que tinha no escritório de Sam Braum. O pensamento estava longe.

–Estive observando Mark e Cristina...

–E o que me diz?

–Cristina se parece muito com Sara na adolescência. A única menina da Sara. Os meninos são parecidos com os determinados pais.

–Ainda não me disse o que pretende fazer.

–Eu preciso da Sara, não vou machucar nenhum deles. Mas preciso ameaça-los para eles terem medo de mim.

–Porque Sara? Tem sua mãe...

–Minha mãe é uma velha que prevê futuro e é esquizofrênica! Eu vou cuidar de cada parte.

–Como assim de cada parte?

–Eu preciso da família reunida primeira. Para depois ir ao meu objetivo.

–E como vai fazer?

–Basta uma ligação minha.

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–Você e o Dean sabem para onde vão?

–Temos uma cidade para visitar.

Sara estava limpando a pia e Sam tomava café, esperava para se despedir dela.

–Eu espero que se cuidem. –Disse se virando para encarar Sam- Vou sentir saudades.

–Eu também vou sentir saudades. -Disse Sam se levantando e indo até Sara, até ficar próximo dela.

–Você é uma grande mulher. É forte e guerreira. Passou por muitas coisas difíceis. Agora esta na hora de ser feliz, não acha?

–Depois que Dereck morrer.

Sam deu lhe um beijo, ao qual Sara retribuiu. Logo em seguida, ele continuou:

–Eu sei que você ama Gil Grissom. Fale com ele, conte toda a verdade.

–Não posso. –Argumentou Sara olhando para a boca de Sam- É isso que Dereck quer. Como eu queria ter ficado com você.

–Eu também queria ter ficado com você, mas os Winchester e os Sidle não foram feitos para ter um destino juntos.

–Pelo menos nós tentamos.

Sam se afastou, deu um beijo na testa de Sara.

–Faça o que eu te disse.

Sara ficou olhando enquanto Sam partia pela porta da cozinha para fora onde Dean o esperava.

–Que romântico: ao invés dele ficar, ele parte!

Cristina estava encostada na patente da porta com os braços cruzados e olhando feio para Sara.

–Temos vidas diferentes. E você mocinha para de se intrometer.

–Não paro não!

Sara olhou preocupara para a filha, era raro ver Cristina revoltada.

–Porque tanta revolta?! O que aconteceu?

Cristina ficou calada olhando para a mãe, foi ai que Sara percebeu.

–Preconceito de novo! Quem foi o ser idiota que fez isso? O que te falaram?

–Que eu sou uma aberração...

Os olhos de Cristina ficaram marejados, Sara abraçou a filha e sentiu as lagrimas lhe molhando a camiseta.

–Você não é uma aberração. Aberração são eles.

–Tem certeza mãe? Eu gosto de mulher, eu nunca vou poder te dar netos...

–Shhhhh! Você é uma pessoa maravilhosa, não importa se gosta de homem ou mulher, e você também pode adotar. A questão é que você tem que ser feliz e se aceitar do jeito que é. Eu te amo desse jeitinho seu e não mudaria nada.

Cristina de desfez dos braços da mãe para olha-la nos olhos.

–Não voltaria no passado e mudaria as coisas? Não formaria uma família com Sam?

–Eu poderia até voltar no passado, mas farias as mesmas coisas. Eu e Sam tentamos e não conseguimos e foram varias vezes.

–Nem tentar matar o Dereck?

–Será que eu teria coragem de mata-lo? Querendo ou não ele é meu irmão.

Cristina abraçou de novo Sara, era muito bom poder abraça-la, parecia o lugar mais seguro do mundo, onde nada lhe faria mal.

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Grissom olhava para o nada com uma xicara de café nas mãos, pensava em ligar para Sara e confronta-la pelo telefone, mas que tipo de pessoa seria ele se ligasse pelo telefone? Estava se decidindo se ia na casa dela o quanto antes ou não, até seu telefone começar a toca. Olhando para o visor o numero era restrito, resolveu atender.

–Alô!

–Gil Grissom?

–Sou eu.

–Sou Dereck Sidle, irmão da Sara. Deve me conhecer já, não deve?!

–Sim. Para que me ligou?

–Para te perguntar se vai assumir a paternidade dos meus sobrinhos ou não. E se vai assumir a paixão que tem pela Sara... Se bem que é difícil não se apaixonar por ela, ne?! Ela pode ser minha irmã, mas é uma mulher e tanto!

–Cala a boca!

–É bom você ir vê-la, porque se não aparecer lá, eu apareço!

Dereck desligou o telefone. Grissom se levantou, pegou as chaves e se dirigiu a casa de Sara.

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Dulce andava de um lado para outro no quarto, estava pensando no que realmente Dereck queria com ela. Cristina já havia le contado sobre o irmão da mãe dele, e disse que ele era muito ruim. Se ele era tão ruim assim como disse Cristina, porque deu uma morada para Dulce? Tem algo por trás.

–Está pensando demais.

Dulce se virou surpresa, não escutará quando ele entrou.

–Você quer algo a mais de mim, não quer?!

–Pra falar a verdade eu quero. Olha eu preciso de você, e você facilitou as coisas pra mim. Veio pra mim com uma facilidade enorme.

–O que quer exatamente de mim?

–Você é ex-namorada da Dulce...

–E...?

–Você é um ponto fraco, entre tantos.

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Com apenas uma batida na porta Sara abriu e a surpresa a pegou. Grissom estava parado do lado de fora, parecia nervoso.

–Grissom?

–Posso entrar Sara?

–Pode. –Ela deus espaço para ele passar e fechou a porta a seguir. Já tinha em mente o que ele poderia ter lhe trazido ali.- Sente-se, por favor. Quer algo para beber?

–Somente a verdade, por favor, Sara.

Nesse exato momento os adolescentes chegam na sala. Cristina e Mark olham de Sara para Grissom

–Atrapalhamos, ne?! Pergunta Mark meio tímido.

–Nem precisa responder. Esta na cara. –Responde Cristina.

–Nós estamos de saída mãe.

–É o melhor que fazem agora Willian. E quaisquer coisas liguem pra mim.

Todos assentiram e saíram. Menos Cristina que ficou encarando Grissom por um instante e saiu.

–Sim. Mark e Cristina são seus filhos.

–E porque esconder de mim?

–E queria que eu fizesse o que? Te ligasse contando que estava gravida e que tinha um irmão psicopata atrás de mim e que era para você se juntar a nós?! Você já sabe o meu passado agora. Esse é um forte motivo para eu ter escondido de você.

–Droga Sara! Eu sou o pai deles.

–Sim, você é. Sim, você tem direito. E não, não vou deixar que você reclame a paternidade deles.

–E porque não?

–Eu tenho medo por você também...

–Não há o que ter medo Sara, foi Dereck quem me enviou aqui.

–E você veio?!

–Ele me disse que se eu não viesse ele viria.

Sara abaixou a cabeça e colocou a mão no rosto, Grissom foi ate ela e segurou suas mãos.

–Vamos enfrentar isso junto.

–Não, não vamos. É isso que Dereck quer.

–Sara...

–Você não entende!

–O que há para eu entender?

–Você só sabe da metade. Vai embora da minha casa, por favor.

–Sara... Nós podemos te ajudar, eu posso te ajudar.

–Não! Vai embora agora!

Grissom se levantou e saiu. Chegando no carro seu celular começou a tocar.

–Gil Grissom

–Griss é o Warrick.

–O que aconteceu Warrick?

–Foram encontrados dois corpos e você não vai acreditar.

–O que?

–Foi deixado por Dereck Sidle com uma carta endereçada a você.

–Encontro você e os outros no laboratório.

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Mark, Cristina, Willian, Espeto e Débora se encontravam em uma lanchonete próxima ao laboratório.

–O que será que o Grissom queria com a mamãe?

–Ele talvez tenha descoberto que vocês são filhos dele.

–Quando chegarmos em casa nós vamos saber Mark. Espeto, por favor, cala essa boca.

–Quem é Grissom? –Pergunta Débora por fora do assunto.

–Pai dos gêmeos.

–Você falando isso parece que somos crianças ainda Willian.

–Pra mim vocês ainda são Cris. –Willian deu uma piscadela para Cris e se dirigiu a Mark.- Eu sei que ninguém esta pedindo minha opinião, mas esse cara já devia saber que tem vocês dois de filhos.

–Eu concordo com o Willian, por mais que Dereck ameace vocês, Grissom deveria saber.

–Pensando melhor Cris, eles têm razão. Deveríamos conhecer ele e ele nos conhecer.

–Eu vim aqui para distrair a mente e não falar nesses assuntos... Pode ser?!

–Então eu, o Willian e o Mark vamos pegar alguns lanches. Débora a distraia até nós voltarmos.

–Que legal... Eu vou distrair você não sei como.

–Me fazendo acreditar se você beija bem.

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Sara estava deitada na cama pensando na conversa que teve com Grissom, não parará de chorar. Estava cansada. Queria dormir um pouco e parar de chorar. Resolveu levantar e tomar um banho. Ao sentar na cama levou um susto. Dereck estava sentado na beira da cama aos seus pés.

–Já chorou bastante não acha? Fico feliz de ver que Grissom veio aqui.

–Você o ameaçou.

–Eu dei apenas um empurrãozinho.

–E o que esta fazendo aqui?

–Vendo você chorar um pouquinho. Eu gosto de te ver. Seus filhos estão numa lanchonete perto do laboratório. Já sabe da ultima novidade?

–Que novidade?

–Dos corpos que eu deixei para seus amigos encontrarem

–Corpos de quem?

–Madalena e Dulce.

Sara ficou chocada demais para poder responder. Dulce estava morta. Teu irmão teve coragem de mata-la.

–Por quê?

–Madalena por ter me traído e Dulce... A Dulce foi por diversão mesmo.

Dereck olhou Sara de baixo para cima e parou em seus olhos.

–Olhando assim para você, me da vontade de mudar os planos.

–Quais planos?

–Sabe eu queria juntar a família... Inclusive a Laura não veio mais aqui porque achei que ela já estava incomodando, então ela esta sobre os meus cuidados. Ela ta bem, só um pouco sedada.

–E o que você quer?

–Quero que volte comigo.

–Voltar com você? Para que?

–Você já sabe para que. Vai vir ou não comigo?

Notas finais
O que acharam? Até a proxima Bjinhos :*