Segredos Do Passado

20 Destroços, choro e passado


Notas iniciais
Demorei, mas voltei pessoal ^^

Grissom chegou ao laboratório junto com Catherine

–Recebeu o recado também pelo jeito.

–E não foi só isso

–Falou com Sara?

–Sim

–E...?

–Eles são meus filhos.

–Uau!

–Mas ela não quer que eu assuma meu papel de pai.

–Por quê?

–Está com medo de que Dereck me faça algo.

Antes de Catherine falar Greg os encontra

–Ainda bem que chegaram. É sobre a carta.

–O que tem ela?

–Vamos.

Chegando a sala de evidencias...

–O que continha na carta?

–Escute:

Caríssimo Grissom,

Esses dois corpos são um presentinho especial para você. Devo parabeniza-lo por ter dormindo com a minha irmã e a engravidado, mas agora eu agradeceria se cuidasse das crianças por mim e por Sara.

Abraço.”

A surpresa era vista estampada no rosto de todos.

–Então você é o pai dos gêmeos.

–Isso mesmo Greg...

–Mas o que ele quer dizer que te agradeceria por cuidar das crianças?

–Boa pergunta Warrick...

–Uma das nossas vitimas se chama Dulce Braccamontes, a policia Texana entrou em contato com a gente. Eles estavam procurando por ela, de acordo com as evidências ela matou a mãe acidentalmente e fugiu para cá.

–E o outro corpo Nick?

–Lembra-se da responsável da Sara depois da morte dos pais dela?! Pois é, o segundo corpo é dela, Madalena. Greg e eu estávamos analisando e encontramos uma coisa.

–Estávamos vendo o arquivo de Dereck e percebemos que em sua lista de roubo só se incluía um objeto.

–Que objeto é esse?

–Um chip. Um chip capaz de transformar um ser humano em uma maquina humana, os pesquisadores de uma empresa em são Francisco estavam experimentando o chip, mas antes de chegar a conclusões que de fato ele ia funcionar Dereck o roubou.

–Ok... Mas o que esse chip tem haver com esse caso Greg?

–Lembra quando fomos a casa da Sara e aquele vidro trincou quando ela começou a ficar nervosa? Agora pensa bem: Dereck tem uma fissura pela Sara, ele até agora não fez mal nenhum envolvendo os filhos dela ou ela. Não um mal fisicamente. Mas sim psicologicamente. Todo esse dano psicológico que ele esta causando a ela é só por causa do chip.

–Greg esta querendo nos dizer que Dereck quer transformar Sara em uma maquina humana?

–Exatamente Warrick.

–Mas não temos como comprovar essa ideia.

Nesse instante Brass chega com uma cara preocupada.

–Temos problema pessoal.

–O que houve Brass?

–A casa de Sara... Pegou fogo.

–E Sara? Os filhos dela?

–Por sorte as crianças estão bem, mas Sara... Não sabemos ainda

–Temos que ir pra lá.

Assim todos os CSI’s foram para casa de Sara, o medo pairava entre eles de encontrar o corpo dela queimado entre os destroços.

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–Você não esta bem Cris? Quase nem comeu.

–Estou com um pressentimento ruim Espeto. Podemos ir para casa?

–Bom, acho que sim Cris.

–Obrigada Willian.

Willian oferece um olhar carinhoso a irmã, pois tanto ele tanto Mark também estavam com um pressentimento ruim. No caminho de volta para casa eles caminharam em silêncio, Espeto e Débora também sentiram uma tensão em volta dos irmãos.

–Gente estão sentindo cheiro de queimado?

–Verdade Débora... Parece que o cheiro está tão perto.

Nesse momento eles se olharam e correram.

Ao chegar em frente da casa queimada, todos olharam surpresos e logo pensaram em Sara, ela tinha ficado. Cristina começou a gritar:

–MÃE! MAMÃE!

Da casa não sobrou nada, apenas destroços tudo havia se perdido. Um bombeiro se aproximou deles e começou a perguntar, e logo veio a declaração: não encontraram nenhum corpo e Sara não estava ali. Logo em seguida os CSI’s chegaram ao local, ficaram horrorizados. Grissom bateu o olho em Cristina que chorava desesperada nos braços de Mark, Willian com as mãos na cabeça, e Débora e Espeto assustados. Catherine e Warrick foram conseguir informações com os bombeiros, Nick e Greg apoiaram Grissom a ir falar com Cristina e Mark. E ele foi. Quando chegou perto seu olhar e o de Cristina se cruzaram, ela se levantou do colo de Mark; os dois se abraçaram, pai e filha num abraço em que se reunia forças, Grissom chamou Mark e também o abraçou.

Willian olhou para Espeto e sussurrou:

–Finalmente juntos, pena que foi uma tragédia que os uniu.

–Pelo menos eles têm alguém para se apoiarem. Onde será que Sara está?

–Eu só espero que minha mãe esteja bem.

–Fica calmo Willian –Disse Débora colocando a mão no ombro do garoto- Vão encontra-la.

–Eu espero...

Willian Suspirou.

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Cristina se sentiu segura nos braços de Grissom, do seu pai, nunca pensou em abraçá-lo, nunca se passou pela sua cabeça em fazê-lo. E agora o abraço dele é bom, tão bom quanto o da Sara.

–Eu quero minha mãe, por favor. -Disse Cristina entre soluços.

–Eu vou encontrar Sara. Eu prometo a vocês.

Se desfazendo do abraço os três se olharam

–Para onde vamos agora?

–Vocês vão para minha casa Mark.

–Willian, Espeto e Débora também vão, não é?

–Vão sim. Vocês vão ficar comigo.

–Desculpa interromper, Gil nos precisamos conversar. –Disse Nick

–Claro. Podem ficar aqui? Eu já volto e vou leva-los para minha casa.

Eles assentiram e Grissom se reuniu com sua equipe.

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Sua cabeça doía, ou melhor, seu corpo inteiro doía, sua cabeça estava pesada, Sentia suas mãos molhadas, não tinha forças para abrir os olhos, mas tinha que os abrir. Piscou duas vezes. Na primeira visão via-se uma parede vermelha a sua frente e lençóis, provavelmente estava numa cama. Tentou se levantar, mas falhou. Deitou de barriga para cima. E agora que podia ver levantou as mãos e percebeu que havia sangue nelas. Algo lhe veio à mente: o irmão lhe chamando para ir com ele. Lembrou que se recusou a deixar os filhos, lembrou-se da fúria de Dereck lhe batendo. Arrepiou-se ao se lembrar do primeiro soco dele, de que foi atirada ao chão e recebido um chute. A partir dai nada lhe veio mais a mente. Percebendo que tinha recuperado um pouco as forças, sentou-se na cama. Estava com as mesmas roupas com as quais se lembrava, a única diferença era que agora estavam manchadas de sangue. Uma porta a sua frente se abriu e Dereck entrou.

–Desculpe pelo estrago maninha, mas foi necessário.

Sara o observou sentar-se na beirada da cama e sentiu náuseas.

–Onde estão meus filhos?

–Estão bem. Todos eles. Sinto muito pela tua casa. Tinha muitos equipamentos bons lá. –Sara olhou confusa para ele- Eu a destruí coloquei algumas dinamites aqui e ali e “bum”.

–Você explodiu a minha casa? Como conseguia entrar lá? Para que isso tudo?!

–Não fique nervosa Sara, você sabe que isso tudo é por causa do chip.

–Esse chip nunca vai funcionar!

Dereck se levanta da cama dando risada. Sara o observava silenciosa.

–Eu consegui um controle para ele. Só falta eu testar. E sabe qual a primeira coisa que eu quero? –Dereck olha Sara de cima para baixo- Você limpinha e cheirosa. Vamos aproveitar a noite. Pois você vai ser uma nova Sara.

–Você não teria essa coragem...

–Tenho sim. Com esse chip na sua cabeça eu posso fazer tudo que quero, ou melhor, fazer com que você faça tudo que eu quero. Basta eu apertar um botão.

–Dereck, por favor.

–Não. Eu esperei demais pra isso. Vou ligar seu chip nesse momento.

E com essas palavras Dereck sai do quarto, após alguns Segundos a cabeça de Sara começa a doer, uma dor muito forte, lagrimas saiam sem parar e parecia que a dor só aumentava. Dereck entrou no quarto sorrindo.

–Eu prometo que essa dor vai acabar logo maninha.

–Eu te odeio!

–O negocio vai ser o seguinte: Você vai tomar banho e trocar de roupa. Tem roupas novas no guarda-roupa, comprei especialmente para você. E se você não fizer isso te garanto que não vai gostar de me ver raivoso. Entendeu? –Vendo que Sara não respondia e nem olhava para ele, Dereck a pegou pelo queixo- Eu perguntei se você me entendeu!

–Sim.

Dereck soltou-a

–Que bom. Você tem 30 minutos.

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A equipe de Grissom estava na casa de Sara, enquanto Grissom levava os adolescentes embora, Débora resolveu ir para casa de Olivia, os demais seguiram com Grissom. O apartamento dele não era muito pequeno e nem muito grande. Mas dava para todos. No meio do caminho compraram algumas roupas. Todos estavam preocupados com Sara, mas tinham certeza de que Dereck estava envolvido no meio.

Os adolescentes iriam ter que começar uma nova vida, mas claro, depois que encontrassem Sara. A casa de Grissom não era muito familiar para eles, na cabeça de Mark aquilo tudo que estava acontecendo era para juntar eles e o pai. Cristina não queria pensar no assunto. A casa era pequena, a sala se juntava com a cozinha separada apenas por um balcão, continha dois quartos com banheiro, uma garagem e uma lavanderia que começava a partir da porta da cozinha.

–Fique a vontade, eu tenho que voltar para a casa de vocês acharem provas. Desculpem-me por não ficar.

–Grissom?-disse Cristina o abraçando- Encontra minha mãe, por favor.

–Vou sim Cris...

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Os CSI’s colheram tudo que puderam dos restos da casa de Sara, não restou muita coisa, combinaram de encontrar Grissom no laboratório. Pois no meio do caminho Grissom recebeu uma ligação de Ecklie que informava que quatro pessoas o aguardavam.

Grissom não imagina quem eram essas pessoas ou qual assunto queria tratar com ele, ou melhor, eles. O grupo pediu para falar com todos da equipe.

Chegando ao laboratório, onde todos estão reunidos...

–Onde eles estão Ecklie?

–Esperando na sala de café.

–Sabe quem são eles Ecklie? –Pergunta Catherine curiosa

–Não faço ideia. Espero que descubram.

Ecklie da um tapinha nas costas de Gil e saiu, a equipe faz o mesmo e se dirigiu a sala de café onde se encontra uma loira alta sentada ao lado de uma morena com um homem moreno dos olhos azuis apoiado na cadeira e um homem com o cabelo castanho com um copo de café na mão apoiado na arquibancada.

–Boa Noite – Gil cumprimenta primeiro- Queria falar com a gente?!

–Sim — O homem com o copo de café na mão é o primeiro a se pronunciar. Com vocês mesmo.

–Permita-nos a nos apresentarmos – Continuou a loira- Meu nome é Calleigh Duquesne do laboratório de Miami, essa é Aiden Burn e Don Flack do laboratório de Nova York e Mike Traceur do FBI.

–Perdão, mas o que trazem vocês, principalmente um agente do FBI, até aqui? –Pergunta Catherine

–Sara Sidle – Responde Mike

–O que tem a Sara? –Pergunta Greg totalmente surpreso pelo assunto ser Sara

–Somos amigos dela e estamos aqui para ajudar vocês. Dando informações.

–Como Aiden falou estamos aqui para ajudar, somos amigos de Sara desde pequenos. Vocês precisam saber de algumas coisas.

–Quais, por exemplo? –Indaga Warrick

–Sobre um chip, principalmente. Dois meses após Willian nascer, Dereck a sequestrou por uma semana, nesse meio tempo ele roubou um chip em que cientistas de São Francisco estavam trabalhando. –Respondeu Don olhando diretamente para Warrick

–E adivinhem? Ele resolveu testar o chip em Sara. –Completou Aiden.

A equipe de Grissom se surpreendeu, Catherine foi a primeira a falar.

–Ai Meu Deus! Como alguém tem coragem de fazer isso?!

–Eu e o Nick lemos sobre esse chip. Ele tem que ser ativado, não tem?! E pelo que nós lemos o controle estava ainda por ser feito...

–Sim... –Respondeu Mike- Mas Dereck conseguiu um controle e com isso, conseguiu ativa-lo.

–Como aconteceu? E como vocês sabem que foi ativado? Perguntou Nick

–Não sabemos como ele conseguiu o controle. Sabemos que ele foi ativado através de uma correntinha da Sara, por ela conseguimos identificar as atividades desse chip... E hoje a atividade dele foi ativada. –Explicou Don olhando diretamente para Warrick, se lembrando de que Sara já havia falado dele, e comentou que era um cara lutador-. Só que de alguma forma o localizador não esta funcionando, talvez porque o chip foi ativado, não temos certeza.

–E quais são as consequências desse chip na cabeça de Sara? Perguntou Nick preocupado com a amiga. Durante a conversa Grissom não pronunciou nada, apenas observou.

–Pode ter varias –Explicou Calleigh- Mas de uma coisa é certa: dano a memoria da Sara principalmente. Vocês precisam achar Sara o quanto antes. –Olhando para os olhares de interrogação e entendendo a confusão, Calleigh continuou-. Viemos aqui como amigos dela, viemos para dar informações e para cuidar dos filhos dela. Esse chip pode transformar um ser humano em uma maquina. Estamos preocupados com o que vai acontecer com Sara.

–Nós também estamos. –Afirmou Warrick.

–E vamos acha-la. –Continuou Greg

–E sobre Mark, Cristina e Willian...

–Não se preocupem, meus filhos estão comigo. Afirmou Grissom olhando para Calleigh.- E pelo jeito não parece surpresa...

–No local da casa incendiada de Sara me falaram que você os levou. Então eles já sabem a seu respeito?!

–Exatamente Senhorita Calleigh.

–Podemos, pelo menos, vê-los? Perguntou Aiden.

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–Não dá pra acreditar que de uma hora para outra nossa casa explode, mamãe desaparece e viemos parar aqui na casa do nosso pai.

Comentou Cristina andando de um lado para outro na sala de Grissom, com Mark sentado no sofá com os cotovelos sobre os joelhos e Willian encostado no balcão da cozinha.

–Pense nisso como uma aproximação nossa com ele...

–Cale a boca Mark!

–Cris, Mark pode ter razão, talvez esse seja o lado bom...

Cristina parou de andar e olhou pra Willian, ele estava preocupado, seu semblante estava triste, começou a pensar o que aconteceria se sua mãe tivesse ficado com Sam, será que ela e Mark teriam nascido? Mas tudo o que conseguiu falar foi:

–Quero a mãe de volta!

–Todos nós queremos Cris... Temos que ter calma. Será que vocês podem ficar aqui sozinhos? Tenho que ligar pro meu pai...

–Por favor, Willian.

Willian beijou a testa de Cris e bagunçou o cabelo de Mark para poder sair. Não poderia deixar de ampara-los, mas precisava falar com o pai.

Notas finais
E o que acharam? Espero que tenham gostado :) Bjinhos e até a próxima :* ;)