Segredos

7 Episódio 7 - Turbilhão de emoções


Notas iniciais
Boa tarde pessoas! Vão bem? Espero que esteja correndo tudo bem na vida de vocês, a minha ta um tanto corrida, mas está tudo bem. Obrigada a todos que comentaram os capítulos anteriores, fico muito feliz que estejam gostando da minha fic, vocês não fazem ideia do quanto. Obrigada por me ajudarem a melhorar a fic a cada dia, a opinião de vocês é sempre importante, afinal os leitores são vocês. O que seria da minha fic sem vocês? Então um enorme beijo e um caloroso abraço... Desejo uma boa leitura a todos!! E para quem não está curioso, vai ficar agora... TEM BEIJO, mas não vou dizer de quem.

POV Elena

Hoje de manhã cedo as únicas pessoas que encontrei em casa foi Katherine, porque infelizmente eu divido o mesmo quarto que ela, e Rick na cozinha tomando café. Mamãe ja deveria ter saído para o trabalho.

E graças aos Céus não precisei ver a cara daquele idiota do Damon Salvatore. Oh ideia de giri, convidar aquele ser para ficar lá em casa. Será que ele não tem dinheiro para bancar um hotel? Ou sei lá. Tinha que ficar na minha casa?

Infelizmente tive que ir para a escola a pé, pois Rick precisou do carro, parece que o dele está com a mamãe. Da última vez que vim a pé me custou um acidente... Espero não me deparar com um Damon Salvatore na estrada outra vez.

Na semana eu me livro de ver ele, mas no final de semana... Vou me obrigar a ficar trancada no quarto para não ter que olhar naqueles olhos que só transmitem safadeza, apesar de serem tão lindos. Ele é inteiramente lindo! Chega de pensar nele, não vale o esforço.

Quando cheguei na escola logo avistei Caroline acompanhada de Tyler, mas o clima parecia pesado. Tyler parecia exaltado e eu como não consigo conter a curiosidade me aproximei.

— Ta tudo bem, Caroline? — Abracei-a e me coloquei ao seu lado.

— Está tudo ótimo, Elena. — Tyler respondeu antes que Caroline pudesse se pronunciar. — Você pode sair, estamos tendo uma conversa? — Ele me olhou tentando esconder o semblante de raiva.

— Como é que é? — Soltei um risinho e bufei. — Acho que não entendi.

— To pedindo pra você vazar, entendeu agora? — Tyler rangeu os dentes.

— Não fala assim com ela, Tyler! — Caroline também se exaltou. — Só porque você é um babaca, não quer dizer que precisa ser com todo mundo!

— Minha linda você tem que entender... — Tyler começou a falar com a cara mais lavada, mas foi interrompido.

— Tanto ela quanto você tem que entender que o sinal acabou de tocar. — Elijah apareceu logo atrás dele.

— Diretor? — Nós três falamos juntos.

— O próprio, agora acredito que vocês deveriam ir para a aula, pois o sinal já tocou. — O diretor ajeitou a gravata e checou o relógio. — Vocês estão esperando um convite? — Ele nos fitou de um modo ameaçador.

Puxei Caroline pelo braço e sai em direção a portaria da Escola. Tyler ficou para trás, assim como o diretor. Confesso que nunca gostei de Tyler, ele sempre foi arrogante, acha que tem um rei na barriga por ser filho do prefeito da cidade.

Na vez que ele foi lá em casa buscar Katherine para sair me deu embrulho no estômago só de pensar alguém ter coragem de beijá-lo. Do mesmo jeito Caroline, tantos meninos bonitos nessa escola, ela vai namorar logo ele.

Entramos na sala e o professor já havia chegado, aula de química sempre demorava passar, então é melhor ter paciência porque essa estrada ainda tem chão.

...

Assim que o sinal do intervalo tocou Caroline fugiu de mim, talvez não queira conversar sobre o que aconteceu hoje cedo. Mas é claro que ela sabe que cedo ou tarde vai ter que me contar tudo.

Desci para o refeitório, a fila já dava volta. Detestava encarar essa fila, por isso só comia na hora do almoço. Avistei uma cabeleira loira e pelo salto logo percebi que era Caroline, só ela aguenta vir de salto para escola. Me direcionei até onde ela estava, mas antes de chegar lá a voz do nosso diretor irrompeu no alto falante.

Atenção Alunos, quero informar aos alunos do segundo ano que não haverá aula de história hoje, o atual professor se encontra doente. E como vocês ainda tem mais três aulas posterior a esta, você podem se dirigir ao ginásio, ou a biblioteca, com tanto que fiquem nas dependências da escola. - Houve uma pausa.— Outro pedido, Elena Petrova, compareça em minha sala neste exato momento. Tenham um bom dia. — E silêncio por parte do auto falante, claro que como em toda escola quando um aluno é chamado pela direção os outros começam a cochichar, aqui não foi diferente. Todos ao meu redor começaram a cochichar. E eu a imaginar o que o diretor poderia quer comigo, será que eu fiz algo? Será que ele quer saber sobre hoje cedo?

Bom, só vou saber quando chegar lá. Me encaminha até a diretoria, a secretária só me deixou entrar pois já sabia que eu havia sido chamada. Bati na porta e ouvi um "Entre" vindo lá de dentro.

— Oi, mandou me chamar? — Perguntei tentando esconder a curiosidade.

— Sim, Srta.Petrova. Queria algumas informações. — O diretor falou curto.

— Se é sobre hoje mais cedo, eu não sei de nada, o lance é entre a Caroline e o Tyler... — Comecei sem nem dar chance para ele falar. Quando terminei ele sorriu de uma forma engraçada.

— Receio que não é sobre isso que desejo saber. — Disse apenas isso.

— Ah não? — Fiquei meio sem jeito. — Então é sobre o que?

— Sobre sua irmã. — Ele pigarreou após dizer isso. — Ela vem para a aula amanhã? — Perguntou por fim.

— Vem sim, senhor. — Respondi meio sem jeito e ao mesmo tempo curiosa pra entender o porque desse interesse. — Sem querer parecer grossa, mas pra que o senhor quer saber?

— Porque... — Ele pareceu pensar em algo para responder. — Porque ela é minha aluna e me preocupo com o desempenho de cada um de vocês, e como você sabe ela está suspensa e perdendo muita matéria.

— Hm. E o que o senhor sugere? — Perguntei sem entender onde ele queria chegar.

— Quero saber onde posso ajudar, porque não desejo que ela tem um mal desempenho escolar esse bimestre. — O diretor parecia tenso. — Falei com os professores e eles me deram TDs para entregá-la, você poderia fazer isso?

— Claro, mas só de noite. — Respondi a sua pergunta, porém ele não pareceu satisfeito.

— E por que só a noite?

— Porque vou sair e só estarei em casa a noite. — Voltei a responde mas um pouco contraditória, afinal eu não precisa dar satisfações sobre o que ando fazendo depois da aula para meu diretor.

— Tudo bem, eu dou um jeito. Pode voltar a sua aula, Srta.Petrova. — Elijah pareceu um pouco incomodado, sem mais delongas me retirei da sala a passos largos. Que conversa estranha, achei que Katherine fosse a pior aluna dessa escola e que ele a detestasse.

POV Katherine

Encontrar Kol Mikaelson na soleira da minha porta foi de longe a coisa mais bizarra que já vi. Certo que ele não era feio, mas o fato de estar aqui já torna a coisa toda estranha.

Nós nunca trocamos mais de quatro palavras, o que me deixa intrigada a cada vez que o olho.

— Ta perdido, Kol? — Perguntei brincalhona.

— Nem um pouco, acabei de me achar. — Kol respondeu sorrindo, o mesmo sorriso que me deu quando abri a porta.

— É? — Perguntei sem entender.

— Não sou a favor de mentiras, Katherine. — Ele tinha um semblante sério, o que me fazia lembrar de Elijah. — Estava louco para te ver — Kol deu um passo em minha direção o que, por extinto, me fez dar um para trás. Ele pareceu notar. — Katherine, eu não mordo. Só se você pedir... — De novo o sorriso.

— Olha Kol, eu... — Então ele se aproximou mais de mim e colocou uma de suas mãos no meu rosto, seus dedos alisaram minha bochecha. Confesso que me arrepiei, mas não foi um arrepio bom, tava mais para um calafrio.

— Não fala nada, Kath. — Ele sussurrou chegando mais perto. — Só deixa...

— Posso saber o que está acontecendo aqui? — A voz de Elijah cortou o silêncio que pairava no ar.

...

Sabe aquele momento que você jura que terá um ataque do coração porque seu coração está tão acelerado que você crer que ele sairá pela boca?

Eu senti que meu coração sairia pela boca ao ouvir a voz de Elijah, ele não parecia nada feliz. Tava com a cara que ele usa quando está bem bravo, conheço bem essa expressão.

— Elijah? — Foi só o que consegui dizer diante daquela tensão toda.

Eu juro que não conseguia acreditar nessa cena que se passava diante da minha casa. Elijah e Kol Mikaelson aqui, no jardim da minha casa, isso era inacreditável.

— Kol lhe dou a chance de uma resposta apenas, por que não está na escola? — Elijah me ignorou, era como se eu não existisse.

— Você não sente minha falta, afinal dividimos a mesma casa, não dar tempo sentir saudade. — Kol respondeu debochado. Pude ver Elijah prender a respiração.

— Acho melhor você sair daqui, antes que eu perca a paciência. — Foi só o que Elijah disse, nem se quer desviava os olhos de Kol. Ele tava muito irritado.

Kol olhou pra mim e depois pra Elijah, acho que esperando que eu falasse algo. Só que eu não disse uma palavra, só dei de ombros. Kol bufou e saiu pisando duro na grama, ao passar por Elijah lhe deu um encontrão.

Passaram-se alguns segundo até que consegui falar algo.

— Elijah, o que você ta fazendo aqui?

— Vim lhe entregar isto. — E me estendeu um bloco com papéis. — Mas vi que estava bem ocupada com meu irmão. — Senti uma pontada de amargura em suas palavras. — Vou embora, vi que perdi meu tempo. — E então me deu as costas.

— Hey! — Chamei-o e lhe puxei pelo braço. — Não aconteceu nada! Aliás eu nem sei porque estou de dando explicações!

— Ah não? Katherina, você não me deve explicações, mas suas atitudes são infantis! — Ele se virou me encarando nos olhos.

— Quem é infantil aqui? — Impinei o nariz fingindo indiferença.

— Você. — Ele rangeu os dentes.

— Só porque você não gosta da minha personalidade, do meu jeito de viver, isso não faz de mim uma pessoa infantil! — Empurrei-o para trás com as mãos.

— Está vendo! Esse tipo de atitude te torna infantil. — Elijah riu irônico.

— Aí é? — Ri da sua ironia e voltei a empurrá-lo, e mais uma vez, na quarta vez ele segurou meus dois braços e me puxou para si, nossos corpos se chocaram numa força que nos fez ir parar no chão.

Meu coração voltou a se acelerar, não entendo o porquê dele ficar assim tão acelerado. Tirando o fato de que estou debruçada sobre o meu diretor, que também é um homem muito lindo.

— Katherina. — Elijah pôs uma mão nos meus cabelos. Seus dedos acariciaram minha bochecha e foram até meus lábios.

— Elijah. — Sussurrei em resposta completamente absorta com seu toque.

Me aproximei mais de seu rosto e pude sentir sua respiração acelerada. Ele estava sentindo o mesmo que eu, então ele queria tanto quanto eu... Então me deixei levar pela emoção.

E então seus lábios colaram nos meus. Perdi a noção de qualquer espaço ou tempo. Esse era o único momento pra mim. Sua língua sedenta de desejo, procurava a minha a cada movimento, e eu ia me perdendo a cada vez que o beijo se tornava mais intenso. Meu coração saltava no peito, nunca o tinha sentido tão agitado por causa de um beijo. E então acabou, a boca dele se desgrudou da minha.

— Isso não poderia ter acontecido, Katherina. — E então me pôs de lado e se levantou.

Sem se quer olhar para trás foi embora, me deixando sozinha ali com aquele turbilhão de emoções e o gosto de seus lábios na minha boca.

Notas finais
Opaaaa! Quem começou a ler o capítulo e achou que o beijo seria DELENA, levanta o braço aí? Primeiro beijo da FIC, beijo Kalijah (uma leitora da fic me corrigiu gente, apesar de gostar mais de Kelijah, mas dar a aparecia de Kol e Elijah, então eu mudei)!! Amo, amo, amo! Eu mereço comentários? Espero que sim, muitos beijos! Vejo vocês nos comentários, quem ainda não apareceu, essa é a chance!