Segredos

21 Episódio 21 - Escondidos atrás das grades


Notas iniciais
Olá, boa tarde! Bem, antes de mais nada... Eu sei que demorei muito e não vou colocar a lista de justificativas porque se não fica maior que o capítulo de hoje. Enfim, só quero me desculpar... mas uma coisa que eu preciso ressaltar é que eu estou bastante triste. Eu sinceramente esperava mais comentários de vocês. POXA VIDA, sei que eu demoro, mas a falta de comentários de vocês só fazem com que falte inspiração. E agora eu espero, encarecidamente, que tenha mais comentários. O capítulo de hoje traz algumas explicações do motivo do nosso Elijah ter sido chamado pela Liz até a delegacia. Bom, é isso. Boa leitura!

POV Damon

Desde criança sempre detestei o fato de alguns seres humanos prenderem animais em jaulas para poder domesticá-los, a justificativa que me leva a odiar celas ou jaulas é de eu nunca querer estar dentro de uma.

E agora como um bichinho para ser domesticado, me encontro dentro de uma cela, estou cercado por três paredes e uma grade, só falta alguém com um chicotinho lá fora. Ainda bem que isso está fora de questão, mas comparando um chicote com uma arma... A primeira opção não coloca minha vida em risco.

Fiquei em um canto da cela encarando Rick do lado de fora, falando no telefone com Isobel, com toda a certeza ela deve estar indignada e gritando horrores com ele por ter sido detido por uma briga de bar, que na verdade ele só tentava apartar.

Flashback: On

“Ficar em casa sem fazer nada estava longe da minha lista de coisas a serem feitas hoje, vi que Rick também estava entediado depois do trabalho. Então decidi chamá-lo para fazermos o que sabemos fazer melhor juntos: Beber.

Saímos no carro dele para o bar mais badalado da cidade. Mesmo por baixo do olhar de repreensão de Elena eu fui mesmo assim, não que eu estivesse trocando-a por um litro de whisky, mas com Rick e Isobel em casa, ficarmos juntos e em paz, estava fora de questão.

— E então, Damon? – Rick quebrou o silêncio dentro do carro.

— E então o que? – Perguntei meio confuso.

— Já encontrou alguém para suas noitadas? –Ele me lançou um olhar e depois voltou sua atenção para o volante.

— Não. – Ri da minha própria resposta, afinal já tinha encontrado muito mais do que alguém pra minhas noitadas, alguém que me deixa completamente preso a esta cidade.

— Hm. – Rick contraiu os lábios.

Fiquei observando por onde estávamos passando, apesar de conhecer as ruas de Mystic Falls, muita coisa mudou desde que eu fui embora, ainda me sinto meio perdido por aqui. Enfim chegamos até o bar, Rick estacionou em uma rua na lateral do estabelecimento, desci do carro e reparei o quão silêncio estava aqui fora e isso só pode significar uma coisa: lá dentro estava lotado. Com certeza de adolescentes bêbados.

Só segui meu amigo, não disse nada, mas meus pensamentos estavam longe. Acho que em Elena, sendo mais preciso. Ela deveria estar em casa, com certeza sozinha, pois Katherine não para em casa... O que deixa bem óbvio que isso cheira a alguém do sexo oposto, ou não, sabe-se lá se ela pode gostar da fruta que ela mesma tem. Afinal é da Katherine que estamos falando. Se não fosse Rick, traria Elena comigo.

Sentamos em uma mesinha pequena, com bancos altos, se bem que isso nem me importa. Tendo uma bebida forte e com bastante álcool, está tudo bem.

— Olá Rick, o mesmo de sempre? – Um rapaz loiro, fortinho, aposto que algum atletinha de escola, com uma bandeja parou perto de nossa mesinha.

— E ai, Matt. – Rick o cumprimentou. – Sim, vou querer duas rodadas, uma para mim e outra para meu amigão aqui. – E bateu em meu ombro.

— Ok. Já volto. – O tal Matt respondeu e saiu, fiquei observando o indivíduo.

— Sabe esse garoto? – Rick apontou para Matt, que agora já estava longe.

— Sim, que tem ele? – Perguntei fazendo pouco caso.

— Ex-namorado da Elena. – Se eu estivesse com algo na boca teria cuspido longe de tanto que foi meu espanto. Quer dizer que eu acabei de conhecer o cara que um dia já beijou Elena? Fala sério. – Ele é um bom rapaz, eu fazia gosto do namoro dos dois. – Rick continuou a falar, mas nada daquele papo estava me agradando.

— Fazia é? – Perguntei sarcástico. – E por que acabou? – Indaguei já respondendo em minha mente: Porque sua enteada sabia que eu ainda estava por vim.

— Porque ela não correspondia o que sentia por ela, pra ser sincero... Ela não o amava. Agora vamos deixar isso pra lá. – Logo vi porque a mudança repentina de assunto, o tal Matt se aproximou e serviu dois copos de vodka com algo dentro.

Não fiz cerimônia, virei o copo. Quero que essa bebida ajude essa conversa a descer pela minha garganta. O que o álcool não ajuda, não existe.

...

Depois de umas três rodadas dessa, eu já estava pronto para voltar para casa, estou mais que satisfeito. Agora só preciso da Elena para minha noite terminar maravilhosa.

— E então, vamos? – Perguntei já me levantando da mesinha.

— Vamos. Vou até ali pagar a conta. – Ele saiu e eu fui indo em direção à entrada, vou logo para o carro. Bom esse era meus planos. Até alguém esbarrar em mim.

— Olha por onde anda, não? – A voz masculina invadiu meus ouvidos, alto demais para alguém fedendo a álcool puro.

— Você que não enxerga um palmo na sua frente, já que a bebida te deixou virado. – Desviei o caminho e sai, nem lhe dando moral.

Mas o cara era insistente e com certeza estava atrás de confusão. Senti uma mão me puxando forte e quando dei por mim, estava de cara com o imbecil novamente. E vou confessar, acho que me lembro bem desse rosto, por mais perdido que pareça hoje.

— Você... É o cara que me expulsou da casa da Kath naquele dia que eu estava dando uns amassos nela. – Ele me analisou da cabeça aos pés. – Acho que faltou... Um cumprimento – Um sorriso meio torto surgiu em seus lábios e logo sua mão estava estendida para mim.

Olhei relutante para aquela mão e encarei aqueles olhos vazios, ele me fazia sentir pena, me parecia uma pessoa sozinha.

— Na boa... Kol, acho que é assim que você se chama. – Continuei sustentando aquele olhar. – Eu prefiro ficar sem te cumprimentar.

E fazendo o que eu já havia feito, voltei a dar as costas para ele e saí. Mas não fui muito longe, Kol voltou a me seguir e me chamar a atenção.

— Sabe cara, você é muito arrogante. – O indivíduo tinha uma garrafa de cerveja na mão. – Acho que precisa aprender a parar de ser assim. – Ao terminar de dizer isso, Kol quebrou a garrafa na mesa, ficando apenas com um topo da garrafa e uma parte quebrada bem pontiaguda.

— Você não vai querer tentar me machucar com isso. – Adverti rindo da situação... Me lembra os velhos tempos de escola. Afinal quem nunca se meteu em uma briga de bar?

— Que é isso, irmão? – Ele riu sozinho. – São somente minhas boas vindas para você. – Quando notei ele estava vindo para cima de mim.

Me esquivei para não ser ferido com aquele objeto pontiagudo, mas não foi nada estilo matrix, apenas me esquivei a ponto de desviar centímetros. Puro reflexo.

Antes que ele pudesse tentar novamente usar aquilo, agarrei seu pulso dobrando-o para baixo, meio que forçando ele a soltar o pedaço de garrafa. E ele soltou.

E agora, é minha vez de agradecer pela cordial boas vindas.

Joguei seu corpo um pouco para trás e desci um soco bem firme em seu nariz, fazendo-o cambalear para trás. Claro que ele revidou, praticamente se jogou em cima de mim, o soco que esse moleque deferiu em meu queixo doeu, mas nada que vá ficar roxo. Soquei seu nariz mais uma vez e então vi algo vermelho marcado na minha mão, espero ser dele esse sangue.

— Damon, que é isso? – Ouvi a voz de Alaric me chamando e mais outro barulho.

Uma sirene. Algo me diz que isso vai dar merda.

— Mas que bagunça é essa? – A voz de uma mulher chega também aos meus ouvidos e logo sou empurrado para longe daquele imbecil, consigo ver o estrago em seu rosto, não sei porque estou feliz com isso.

— Os três para a delegacia agora! – A mulher loira, de cabelos bem curtos, grita comigo. Pensei em revidar, mas aquele distintivo me fez calar a boca.

— Mas eu só estava separando a briga. – Alaric protestou contra um homem lhe empurrando para a viatura.

— Silêncio, ou vão algemados. – A mulher gritou novamente.

Vi que protestar não adiantaria em nada, então apenas me deixei ser levado. A vantagem de se morar em cidade grande, é que a polícia não dar conta de briguinha de bar... O que não é o caso daqui.

Agora é esperar para ver.

Flashback: Off.

Rick voltou para a cela e se sentou do meu lado, ele parecia cansado. Eu também estou, tudo que eu menos queria era vir para uma cela, ainda mais no meio da semana. Quem já se viu isso.

— E então, o que Isobel disse? – Perguntei para quebrar o gelo.

— Me mandou para o inferno. – Ele riu da própria resposta. – E você também.

— Já era de se imaginar, bem capaz dela me mandar embora depois dessa. – Ri da ideia, mas ela me apavorava, não quero sair de perto de Elena.

— E com certeza eu vou junto, quer dizer se ela já não tiver jogado todas nossas coisas na rua. – Alaric olhou preocupado para mim. Ele só pode estar brincando. No mínimo.

— Você está de brincadeira, não é? – Perguntei cogitando a ideia.

Ele se levantou e se encostou na grade, me encarando com os olhos confusos.

— Nem sei. Você não conhece minha esposa.

Alaric virou-se para mim, vi a preocupação estampada em seus olhos. Mas a melhor cara que ele fez foi ao sentir umas mãos subindo por seu abdômen até seu pescoço. Uma mistura de pânico e surpresa. Eram mãos femininas, pelo tamanho das unhas e o esmalte nelas.

— Nem você pelo visto. – A voz feminina e carregada de raiva de Isobel soou por detrás de Rick.

Ele se afastou o mais depressa possível, sei lá, vai que ela tinha uma arma. Todas as mulheres dessa cidade parecem andar armadas. Pude ver Isobel e claramente Elena logo atrás da mãe, vi o ar de reprovação em seus olhos, mas ao mesmo tempo... Compaixão.

— Acabei de conversar com a Liz e... Nós concordamos que vocês devem ficar aqui até amanhã. – Isobel mantinha a voz baixa, acho que por dentro ela queria gritar horrores. – E então, vocês vão pra casa. Quer dizer, cada um para uma casa diferente.

Me levantei de onde estava sentado, fui até a grade e olhei aqueles olhos felinos, me lembravam o olhar da Katherine. Ela parecia decidida.

— Mãe, o que você quer dizer com isso? – Elena parecia confusa, ou se negava a acreditar no que ouvira.

— Que o Damon não poderá mais permanecer em nossa casa. – Isobel me encarou nos olhos.

— Isobel, não precisa disso. – Rick protestou.

— Mãe, não. – Elena se negava a acreditar, não sei, mas parece doer mais nela do que em mim.

— Por que você não quer que ele saia? Vocês nem se conhecem direito, ele é amigo do Alaric, Elena! Não seu. – Isobel parecia prestes a explodir.

— Isso não significa que ele não possa ser mais que um amigo pra mim. – Elena responder a grosseria da mãe, mas ela não deveria, isso que ela acabou de dizer, pode nos meter em uma confusão maior.

— O que você quer dizer com isso, hein? – Isobel olhou de Elena para mim, aquele olhar que só uma mãe é capaz de dar.

Eu pensei em intervir e contornar aquela situação... Mas nem precisou, antes que eu precisasse inventar uma mentira, um cara bem vestido apareceu atrás de Elena. Ele tinha um ar de arrogância.

— Diretor? – Elena o encarou franzindo a testa.

— Boa Noite, Srta. Petrova. – Ele a cumprimentou. – Então foi você que quebrou o nariz do meu irmão? – O homem engravatado me encarou sério, mas algo me dizia que ele estava feliz pelo fato do irmão estar com o nariz quebrado.

— Prazer, Damon Salvatore. – Sorri irônico, nunca deixo a ironia de lado. Percebi que a tensão pairou no ar, apenas sustentei o olhar do cara de gravata.

POV Kath

Saber que meu padrasto foi detido por estar em uma briga de bar é no mínimo inusitado, surpreendente na verdade. Rick sempre pareceu ser o tipo certinho, deve ser pelo fato de ser um homem casado. Mas eu só sei dizer uma coisa: Minha mãe ficou uma fera. É capaz de ter cuspido fogo nele e em Damon, quero nem imaginar a cena, e por mais que eu curta barraco... Decidi ficar aqui fora mesmo, dentro do carro.

Fiquei sentada mexendo no celular, imaginando se a essa hora Elijah e Klaus já haviam tido a tal conversa séria, confesso que estou impaciente e preocupada. Não que seja do meu feitio me preocupar com os problemas alheios, até quando são problemas que eu causei. Mas dessa vez é diferente, não é qualquer pessoa, é o Elijah, e me perturba saber que pode se prejudicar.

Eu o amo, por mais que seja difícil e confuso devido nossa relação de aluna e diretor. Se bem que não vejo nada demais, deixa nossa relação apimentada e sexy, principalmente quando ele é autoritário, o que me deixa bem excitada. Nunca me imaginei em um fetish sexual assim, mas nada que vivendo na pele você não se acostume. Saudades de estar dentro desse fetish.

Fiquei absorta em meus pensamentos lembrando dos olhares que ele me lança na escola, mesmo que disfarçados, mas nada que não queime em minha pele. Mas sabe aquela sensação que tem alguém te observando quando você jura que está sozinha? Pois essa é a sensação que estou sentindo agora, sinto como se estivesse sendo observada. Um calafrio percorreu minha espinha. Não gosto dessa sensação.

Mas tudo só piora quando eu vejo um carro debaixo de uma árvore do outro lado da rua, se fosse em outras ocasiões eu acreditaria ser um simples carro... Porém, hoje não. Destravei as portas do carro e sai.

Eu vou até lá, ou estará vazio, ou terá alguém lá dentro.

Pisei no asfalto e comecei a dar passos largos, não está tão longe, mas ficará se for dar passinhos curto. Quando cheguei na metade do trajeto os faróis do carro se acendeu, a luz refletiu bem alto nos meus olhos.

— Hey, por que você não cega sua mãe? – Gritei cobrindo os olhos da luz forte.

Seja lá quem estivesse dentro, se irritou. Ouvi o ronco do motor e o carro arrancou, o som da cantada de pneu ao acelerar e arrancar com tudo invadiu meus ouvidos rapidamente.

— Doente. – Xinguei o indivíduo pilotando o carro.

Não sei quem era, mas no mínimo era um psicopata.

Dei meia volta e retornei ao carro da minha mãe, quando retornei a calçada vi a cena que me deixou de boca aberta. Elijah e Kol saindo da delegacia. E pelo estado da cara de Kol, não duvido nada ter sido ele a começar a briga na qual Rick e Damon estavam no meio.

— Olha se não é a Biskath. – Kol riu debochado me analisando.

— Olha os modos, seu moleque. – Elijah o repreendeu.

— Ah, qual é? – Kol se voltou para Elijah. – Você quer enganar quem, irmãozinho? Eu já sei do segredo de vocês dois!

Prendi a respiração ao ouvir aquilo.

— Você ainda está sob efeito do álcool. – Elijah e sua frieza, convence qualquer pessoa.

— Não, não. – Kol balançou a cabeça freneticamente. – Eu sei que vocês tem um lance.

— Peço que me desculpe pelo comportamento indevido do meu irmão, Srta. Petrova. – Elijah se dirigiu a mim. – Se nos der licença, tenha uma boa noite.

Acompanhei Elijah com os olhos, não disse uma palavra, até porque a ocasião não me permitiria, nem Kol. Ele chegou mais perto de mim, senti o cheiro do álcool e concordaria com Elijah, mas ao ouvir aquelas palavras tive a certeza que ele não estava sob efeito de álcool coisa nenhuma.

— Eu sei que você paga um pau por ele e eu vou contar para todos. – Kol tinha um sorrisinho vitorioso nos lábios. – Já pensou que trágico se da próxima vez que você vier aqui ser ele por detrás das grades. Nossa que escândalo. – E deixando seu veneno o idiota deu as costas e partiu.

Notas finais
Kol ameaçador! Apesar do apelido carinhoso, o modo como ele falou com a Kath foi ofensivo kkkkkk. E então? Só está faltando o Klaus dar uns socos no Kol, já foi Damon e o Elijah. Isobel pegou pesado mandando o Damon indo embora? E a Elena, quase falou demais '-' Medooo. PESSOINHAS DO MEU CORAÇÃO, COMENTEM!!! AS VEZES A DEMORA EM ATUALIZAR A FIC É POR FALTA DE COMENTÁRIOS, O RECONHECIMENTO, AS CRÍTICAS, TUDO ISSO É IMPORTANTE PARA O DESENVOLVIMENTO DA FIC. Beeeijos! Vejo vocês em breve! Comentem pra mim!