Segredos
22 Episódio 22 - Por trás da porta
Notas iniciais
POV Klaus
Enquanto dirijo, me pego pensando no quanto meu irmão é problemático. Desde criança sempre foi o que mais deu dor de cabeça à nossa mãe. E agora detido por estar envolvido em uma briguinha de bar, que ridículo. Ainda bem que nossa mãe não mora aqui para se decepcionar, já até imagino o desgosto em seus olhos.
Diante desse acontecido minha conversa com Elijah ficou para depois, mesmo sendo extremamente urgente. Por mais que eu tenha visto com esses olhos que a terra há de comer, ainda não caiu a ficha que meu irmão, não qualquer irmão — Elijah — está com uma aluna, esta que foi batizada como Katherina Petrova, mais conhecida como "dores de cabeça do Elijah".
Dou uma risada fraca e sem a menor graça, de mim mesmo, pois sei que não posso julgá-lo e nem nunca poderei... Olha onde eu estou, a posição em que me encontro não me favorece em nada, sou tão louco ou doente quanto meu irmão. Elijah pelo menos teve a decência de sair do ambiente escolar, eu sou bem descarado. Já fiz amor com Caroline no sofá da minha sala de trabalho, entretanto, sabe o que eu não sinto? Culpa. Não me sinto culpado. Afinal que culpa tenho de ter me apaixonado por aqueles olhos verdes e aquele sorriso que faz até minhas pernas tremer?
Imagino que talvez seja assim com Elijah em relação a Katherine. Será que nosso erro é tão justificável por amor e tão condenável aos olhos da sociedade? Ah irmão, onde fomos nos meter? Pergunto em meus pensamentos e sei que jamais obterei respostas concreta, apenas ouço o silêncio em minha mente.
Faço uma curva e reduzo a velocidade, minha casa é bem próxima à esquina. Estaciono em frente à garagem, mas não guardo o carro, Elijah ainda vai chegar e quero que ele guarde na frente do meu.
Desço do carro e aciono a trava na chave. Vou andando em direção a porta, mas meus olhos são tomados por uma visão que a julgar por essas pernas de pele branquinha, saia na altura das coxas, é uma mulher. Subo os olhos por esse corpo para completar a imagem em minha mente.
Conheço muito bem cada curva desse corpo.
Caroline. Meus olhos encontram os dela e não consigo evitar o sorriso torto que surge em meus labios. Ela corresponde sem graça, mas não diz uma palavra.
— Como vai, amor? — Pergunto encarando mais intensamente seus olhos.
— Não melhor do que eu deveria estar. — Caroline responde fria.
— Não esperava que minha casa fosse ficar tão visitada pelas Forbes. — Encaixo a chave na porta para pode entrar dentro de casa.
— O que? O que você quer dizer com isso? — Caroline segura meu braço. É a primeira vez que temos algum contato depois de dias. Confesso que senti falta dessa eletricidade ao nos tocarmos.
— Sua mãe veio aqui. — Percebi o desespero em seus olhos. — Meu irmão foi detido. — Vi sua tensão se esvair ao saber que não foi pelo motivo que ela esperava.
— Hm. — É apenas o som que sai de sua boca.
Ficamos ali em silêncio absoluto, acho que há grilos por aqui, seu barulho se fez notar.
— Caroline? — Pronunciei seu nome e vi sua pele se arrupiar. Aquilo me acordou por dentro. Não quero mais essa distância entre nós. — Quer entrar?
...
Sabe quando alguém está te olhando mas não diz uma palavra, porém você sabe que ela está pensando em você. Pois bem, estou nessa situação nesse exato momento, pois sei que esses olhos verdes dela me encaram e apesar de seu silêncio, mil pensamentos rodeiam sua cabeça. Não sei se são mil formas de me matar, ou mil formas de dizer que tudo acabou.
— Então? — Criei coragem e me pronunciei novamente.
— Klaus, não sei se nesse momento é a coisa certa a se fazer. Já que da outra vez você foi friamente rude comigo. — Seus olhos felinos me encaram e sinto uma pontada de amargura em suas palavras.
— Olha Caroline, eu estou tentando reparar o meu erro, só que você não está colaborando. – Passei as mãos pelos cabelos. – Você tem duas opções, ou entra comigo agora para conversarmos, ou vai embora sem saber o que poderia ter acontecido se você tivesse entrado. – Disse sem pestanejar.
Seus olhos se arregalaram, sei que minha imposição não ajuda em nada, mas era necessário.
— Então Caroline? – Perguntei mais uma vez, confesso que dessa vez com medo dela dar as costas e ir embora. Meu coração está bombeando tanta adrenalina que sinto que sairá pela boca.
— Posso me arrepender por isso? – Ela está se fazendo de difícil, mas sei que vai entrar. Pelo menos é isso que meu subconsciente afirma.
— Você nunca vai saber se não entrar. – Indiquei a porta.
— Klaus Mikaelson, você me paga por isso. – E ela finalmente passou por mim e adentrou a casa.
Não deixei de conter o sorriso que se fixou em meu rosto. Essa conta a ser paga já é bem longa, amor. Mas para você eu pago até com juros.
POV Caroline
Sei que entrar aqui me destrói emocionalmente, pois só em sentir o cheiro dele, estar em um ambiente fechado com Klaus derruba qualquer barreira que eu tenha erguida para impedi-lo de me machucar. Que espécie de controle esse homem tem sobre mim, que mesmo chateada com ele ainda vim até aqui?
Caminho lado-a-lado com ele, não trocamos uma palavra, o único som por perto é o dos nossos sapatos ao entrar em atrito com o chão. Observo o mesmo corredor que estive há dias atrás, não havia reparado esse aspecto sombrio que tinha. Deve ser a luz fraca dos candelabros que dar esse ar de corredor da morte.
Chegamos em frente à porta do seu quarto, observei seus movimentos, Klaus abriu a porta e indicou o cômodo escuro.
— Primeiro as damas. – Klaus sorriu, mas não retribui o sorriso.
Adentrei o cômodo ainda em silêncio, continuei apenas observando seus movimentos. Ele serviu-se com seu companheiro de sempre, whisky. E voltou a me encarar.
— Receio que esteja esperando que eu me pronuncie, estou certo? – Lançou-me um olhar sugestivo.
— Você me convidou para entrar, é óbvio que estou esperando que você fale algo. – Dou ênfase no pronome “você”.
— É verdade. – Ele concordou. – Mas... se me lembro bem, não fui lhe buscar em casa. Você veio por livre e espontânea vontade. – Klaus também deu ênfase no pronome “você”.
— Isso é uma disputa? – Estou perdendo o pouco de paciência que ainda me resta com Klaus.
— Caroline, você já me conhece o suficiente para saber que não me envolvo em disputas bobas. – Ele continuou utilizando aquele tom sarcástico que eu detesto.
Bufei e revirei os olhos.
— Não revire os olhos pra mim. – De repente o tom sarcástico foi embora, e vi seu maxilar contraído. Sabia que isso ia tirá-lo do sério.
Juro que não quero me dar por vencida, mas não consigo mais manter essa muralha entre nós. Será que Klaus não ver que isso me destrói? Solto um suspiro e me sento na ponta de sua cama.
— O que quer comigo, Niklaus? – Faço uma voz arrastada e sem humor.
Seus olhos me analisam, não saberia dizer o que há por detrás, mas o calafrio que percorre minha espinha me alerta que estou lidando com Klaus e posso esperar qualquer coisa.
— Primeiramente, quero me desculpar pelo modo como te tratei da última vez em que estivemos a sós. – Me surpreendo com seu pedido de desculpas, esperava qualquer outra coisa, menos um pedido de desculpas. – Entenderei perfeitamente se não aceitar, como entendo o fato de você está me ignorando esses dias.
Observo o desespero em seus olhos, sei que no fundo ele tem medo que eu não o desculpe e isso me conforta de alguma forma, quer dizer que ele tem medo de me perder. Mas acabo deixando sair um risinho.
— Do que você está rindo? – Ele me encara sem entender minha atitude.
— Não estou te ignorando, apenas estou me protegendo das suas palavras grosseiras. – Era a mais pura verdade. Em momento algum estive ignorando-o.
— Bom, eu só quero que saiba que eu te amo e que eu não consigo mais ficar longe de você sem sentir essa abstinência que estar sem você. – Ouvir aquelas palavras me aqueceu por dentro, sabia que eram verdadeiras. Mas a parte do “eu te amo”, essa jamais vai sair da minha mente.
— Então por que me afastou? – Não sei por que disse aquilo, porém estava engasgado em minha garganta.
— Porque é isso que eu faço com as pessoas que eu amo, afasto-as de mim. E não sei como trazê-las de volta. – Percebi o quanto ele era refém de si mesmo. – Caroline, você vira minha cabeça do avesso, todos esses dias eu só estive pensando em você. Eu nunca deixei alguém entrar desse jeito em minha mente. – Ele me amava, não sei o que estou esperando para beijar sua boca, abraça-lo e dizer que eu também sou completamente louca por ele e que por todos esses dias eu sofri com essa distância entre nós dois.
Me aproximei dele e o beijei. Foi um beijo suave, mas logo suas mãos me agarraram, senti que ele jamais iria me soltar. Me afastei um pouco, por mais que sentisse que meu lugar era ali.
— O que foi? – Klaus estranhou meu afastamento.
— Eu ainda não te desculpei totalmente, você tem que fazer por merecer. – Arqueei as sobrancelhas, mas dei um leve sorriso.
— Não seja por isso. – Klaus se agachou um pouco descendo as mãos pelo meu corpo até chegar a minhas cochas. Quando chegou ao destino desejado me puxou para cima, me tirando do chão. Já que estou suspensa no ar, enrosquei minhas pernas no seu corpo, pois sei que foi com esse intuito que Klaus me arrancou do chão.
Klaus logo começa a beijar minha boca, como se não o fizesse há anos. Enquanto puxo seus cabelos em resposta, logo sua boca molhada desce pelo meu pescoço e me arranca suspiro com os chupões por ali deixado. Sua mão forte aperta meu bumbum.
— Ah Caroline, você me faz perder a noção. – Klaus sussurrou em meio aos nossos beijos.
— Bom saber disso. – Desci um beijo molhado em seu pescoço e fui até sua orelha.
Ele arfou, senti seu hálito quente em minha orelha. Sei que ele quer me jogar naquela cama e fazer o que está passando em sua mente. E eu quero muito que o faça. Não demorou para que meu desejo se realizasse, quando menos dei por mim, Klaus estava por cima de mim me pressionando com seu corpo, suas mãos pressionavam minhas pernas de encontro ao seu corpo.
Klaus se separou de mim abruptamente, até fiquei surpresa, mas logo vi o motivo. Ele desceu um de seus dedos pela minha barriga, apesar da blusa que vestia, me arrepiei com aquele toque. Quando alcançou a barra ele foi subindo-a para cima deixando exposta minha pele branquinha. Sua boca beijou cada centímetro daquela região e conforme sua boca foi subindo fui suspirando alto, pois logo seus lábios chegaram aos meus seios. Ainda me encontrava de sutiã, mas nada os fizeram escapas da sua boca que deu um chupão no meu busto, aquilo ficará vermelho, mas por hora está maravilhoso.
Me levantei um pouco para que ele pudesse desabotoar o que impedia de explorar melhor aquela região, e assim o fez. Logo me encontrava sem nada, com meus seios expostos, Klaus logo tratou de passar sua língua e me torturar, não aguentei e arfei alto quando ele sugou forte.
— Caroline, amor. Aqui você pode gemer no tom que quiser, não se reprima. – Klaus beijou minha boca e apenas assenti.
Puxei sua camisa para que ficasse como eu, ele logo entendeu. Então desabotoou a calça e eu tratei de tirar a minha saia. Queria muito estar entregue em seus braços, quero ser somente sua.
— Hoje, eu quero ouvir seus gemidos e de preferência dizendo meu nome. – Já sentia seu membro pronto para me preencher. – Você é minha, Caroline. – Logo seu membro foi me penetrando. – Só minha. – E de uma só vez ele me preencheu por completo.
Gemi alto.
E ele voltou a sair e me preencher, repetindo o mesmo movimento. A sensação era maravilhosa, não conseguia conter os gemidos, eles saiam em ritmo com cada investida de Klaus dentro de mim. Como senti falta dessa troca de energia dos nossos corpos, mas não conseguia nem pensar, as investidas agora eram fortes, isso era prazeroso.
— Klaus. – Gemi seu nome alto. E outros gemidos vieram altos.
— Ah Caroline, eu te amo. – Klaus entrou mais fundo dentro de mim. – Você é só minha. – Eu ouvia cada palavra, mas não conseguia responder, afinal meu corpo já estava completamente anestesiado e eu só conseguia me concentrar naquela transa maravilhosa.
Meu corpo inteiro estava molhado de suor, o rosto de Klaus também, podia ver as gotículas de suor no seu rosto. E assim me deixei levar por toda aquela sensação de tirar o fôlego, perdi até a noção de tempo e espaço. Nesse momento, somos somente eu e ele.
...
Quando acordei, percebi pelo vento que corria pelas minhas costas que estava nua e sem algo que cobrisse minhas costas. Olhei ao redor à procura de Klaus, mas não o vi. Notei que a janela estava aberta, por isso o vento frio.
Enrolei o lençol por meu corpo e saí da cama para fechar a janela. Ouvi um barulho e me sobressaltei, parecia o barulhinho do trinco da porta quando abrimos.
— Irmão, precisamos conversar a respeito do que você viu hoje mais cedo... – Elijah adentrou o quarto sua expressão parecia de alguém preocupado, mas a minha estava de assustada.
Esqueci até como se respira nesse exato momento.
—... Sei que não é uma atitude... – Elijah levantou os olhos e vi a cor sumir de seu rosto ao me olhar. – Caroline Forbes?
Agora é hora de voltar a respirar, Caroline! Briguei comigo mesma.
— Oi, Senhor diretor. – Foram as únicas palavras que saíram de minha boca.
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