Segredos

15 Episódio 15 - Refém de você


Notas iniciais
Boa tarde meu povo! Antes de gritarem comigo e dizer que eu sou uma autora má, eu tenho justificativas para minha demora... Eu estive doente, ainda estou me recuperando e nesse meio termo não me veio criatividade para terminar esse capítulo, mas finalmente ela veio e eu consegui terminar esse capítulo. E particularmente, eu amei... Me apaixonei pelo Damon, por que não posso ter um Damon na minha vida? Enfim, minhas lamurias à parte. Aqui um capítulo Delena para vocês fãs se apaixonar! Beijos e desculpem pela demora!

POV Damon

Acordei sábado com uma tremenda dor de cabeça, a discussão com o prefeito me rendeu um grande estresse. Aquele homem pensa que pode opinar no meu trabalho, só pode achar que comprei meu diploma. Não sabe levantar uma pá direito e vem querer me dar aulas... Que ele não se meta da próxima vez, ou sou bem capaz de mandá-lo para o inferno.

Me levantei e fui para o banheiro, nada melhor que um banho para levar todo e qualquer estresse pelo ralo. Tirei a cueca, única peça que uso para dormir, e me encaminhei até o Box, mas infelizmente não tive sorte, assim que dei a volta na válvula do chuveiro, nenhum pingo de água desceu.

— Mais que droga! – Gritei com o chuveiro, mesmo sabendo que não teria uma resposta.

Peguei a toalha próxima ao Box e enrolei na cintura, com certeza deve haver outros banheiros nessa casa. Chequei o relógio, marcava 7:20am. Não deve ter ninguém dormindo.

...

Bati umas três vezes na porta do quarto de Elena, até que finalmente veio alguém me atender, não um alguém que eu queria, a cópia dela.

— Bom dia senhor sem camisa. – Katherine riu debochada ao analisar meu corpo.

— Bom dia senhora engraçadinha e tarada. – Sorri com cinismo e balancei a cabeça em reprovação.

— Não sou eu que estou só de toalha na sua porta. – Ela passou me dando rabissaca. – Elena tá no banheiro escovando os dentes.

— Que? Quem disse... – Comecei a justificar sem jeito.

— Relaxa, não vou dizer pra ninguém. – Katherine piscou o olho e saiu dando pulinhos pelo corredor. Garota doida! Mas muito sagaz também.

Adentrei o quarto e fechei a porta logo em seguida, não quero arriscar a sorte de alguém me ver quase sem roupa dentro desse quarto.

Já havia entrado aqui antes, mas nunca reparei o quanto era bonito, e feminino. Bem mais a cara de Elena que da irmã, as cortinas de tecido fino ainda fechadas, mas não impediam que a luz do sol se espalhasse por toda extensão do quarto. As paredes em uma cor creme, um lado delas, onde ficavam encostadas as cabeceiras das camas, servia de mural de fotos.

— Damon? – A voz de Elena quebrou minha concentração nas fotos, estive observando.

Me virei na direção de onde vinha a voz. Me arrependi e ao mesmo tempo agradeci mentalmente por estar sozinho nesse quarto com ela. Elena estava vestida em um mini vestido de dormir que deixavam suas pernas à mostra. Que coisa mais sexy!

— Em carne e osso. – Engoli em seco e disfarcei o olhar sedento.

— Fazendo o que aqui? – Ela perguntou passando por mim, não pude deixar de acompanhá-la com os olhos. Era uma tortura!

— Sua irmã me deixou entrar. – Elena arqueou as sobrancelhas, acho que pensou o mesmo que eu.

— E esse modelito de manhã cedo? – Um sorriso surgiu em seus lábios ao apontar para meu abdômen. Sorriso safado, Elena!

— Gostou? – Dei uma volta para que ela apreciasse bem a paisagem.

— Gostei muito. – Impressão minha ou seus olhos vacilaram ao me analisar. Tinha desejo ali por trás. Assim como os meus. – E você? – Elena veio até mim e deu meia volta diante dos meus olhos, essa garota quer me provocar. – Gostou do meu?

— Se eu gostei? – Dei meio sorriso e puxei seu corpo contra o meu, de um modo que suas costas se chocaram com meu abdômen, foi um susto para ela pelo suspiro que soltou no ato. – Eu adorei. – Sussurrei bem perto de seu ouvido e dei uma mordida no lóbulo de sua orelha.

— Damon, é muito arriscado. – A respiração dela estava descompassada devido aos beijos que desci até seu pescoço.

— Melhor ainda, meu amor. – Beijei sua nuca e agarrei seus cabelos com a mesma mão que usei para afastá-los. – De vez em quando é bom correr certos riscos. – Apertei sua cintura trazendo seu corpo para bem mais perto do meu.

Com certeza meu corpo já deixava evidencias do quão louco de desejo eu estou, afinal quem resistiria ver essa garota só com esse vestidinho que estou louco para tirar, bem aqui na sua frente. Mas Elena gosta desse jogo de provocação, não perde a marra nem assim.

— Você é louco, Damon. – Elena se virou de frente para mim e seus olhos encontraram os meus, mesmo desfocados.

— Você fez isso comigo. – Puxei-a para meus braços e beijei sua boca que tanto pedia para ser beijada. Sem medir esforços, levantei seu corpo de um modo que o conduzi até a cama, sem protesto algum.

Deitei bem devagar na cama, como que pedindo permissão, sem objeção da parte dela, continuei o beijo cada vez mais intenso. Só queria matar aquele desejo que tinha da sua boca. Mantendo a boca bem ocupada na sua, desci as mãos que estavam em sua cintura até suas cochas, mas trilhando um caminho bem devagar.

Apertei de leve, me segurando para não apertar forte, o que era meu desejo mais obscuro. Voltei pelo mesmo caminho que tinha acabado de descer, mas acabei passando as mãos por debaixo do tecido fino. Me separei de sua boca e procurei alguma resposta em seus olhos.

Sem dizer palavra alguma, Elena só assentiu me dando permissão para continuar o que já havia começado.

E foi o que fiz, subi a extensão do seu quadril cuidadosamente e encontrei o elástico que tanto queria: o de sua calcinha. Respirei fundo e voltei a beijar sua boca na hora que apertei seu bumbum. Um suspiro abafado saiu de seus lábios, mas foram contidos pelos meus.

Comecei a descer o tecido de sua calcinha, mas esperei que ela me empurrasse longe e dissesse que sou um tarado, porém nada disso aconteceu, nenhum protesto, nenhum grito. Elena está envolvida até a alma em cada toque meu, como fica linda dependendo dos meus beijos, das minhas caricias.

A toalha que cobria meu corpo, a esta altura já deveria está quase solta. Confesso que fiquei com certo receio, sei que Elena é virgem, e não sei como será sua reação. Mas esse agora, tudo tão urgente, nossos beijos. Sei que ela está entregue a mim, e pelo visto confia tudo.

— Elena. – Falei ao separar minha boca da sua procurando vestígios de ar. – Acho melhor pararmos aqui.

Seus olhos me encararam sem entender. Nem eu me reconheci naquele ato.

— Como é? – Ela me fitava confusa.

— Pode aparecer alguém a qualquer momento. – Tirei as mãos de debaixo do vestido e subi até sua mão, onde a peguei para dar um beijo.

— Não entendo. – Ela continuava confusa.

— Não acho que seja o momento, meu amor. – Procurei palavras, mas elas não vinham. – Só quero sua compreensão. Vamos ter nosso momento, mas não será agora e não aqui.

— É por eu ser virgem? – Elena se afastou um pouco e se sentou para me observar com clareza.

— Não, mas você é especial pra mim. Se for comigo, quero que seja em um lugar melhor que este. – Beijei sua testa e me levantei de sua cama.

— Então o que foi isso? – Um sorriso confuso surgiu em seus lábios vermelhos.

— Digamos que é resultado do fato de você estar com esse vestido. – Entrei dentro do banheiro e fechei a porta. Mas ouvi um batida de leve. – Pois não?

— Bom saber, vou passar a andar com ele pela casa. – A voz dela saiu irônica por detrás da porta. Não consegui conter um sorriso safado. Que ela não cumpra essa promessa, pois se a fizer, vou acabar cometendo uma loucura.

POV Elena

Ver Damon só de toalhinha no meu quarto despertou algo em mim que não sei explicar o que, só sei que jamais alguém me fez sentir algo tão forte. Senti que podia provocá-lo até que se rendesse as minhas provocações.

E saber que meu vestido de dormir foi o auge para que ele enlouquecesse, me deixou bem satisfeita. Agora sei o quanto somos reféns um do outro.

Passei o dia perdida em meus pensamentos, principalmente quando lembrava dos nossos beijos em minha cama, da sua mão me acariciando, dos seus apertos. Até da sua voz carregada de desejo...

Que pena que não o vi mais hoje, desde muito antes do almoço não o vejo zanzando pela casa. Na hora do almoço, minha mãe disse que iria viajar agora a tarde, viagem à trabalho. Só voltaria na segunda. Já que Rick ia deixá-la no aeroporto, com certeza Kath ia se aproveitar para sair... Ela sempre faz isso, já era de se imaginar que ficaria sozinha em casa.

Fiquei na frente da TV assistindo já que não tinha nada pra fazer. Era um tédio ficar sozinha, bem que o Damon poderia estar aqui.

— Pensando em mim, meu amor? – A voz dele soou bem perto do meu ouvido.

— Damon, que susto. – Me sobressaltei e me afastei um pouco.

— Pelo susto, com certeza tava pensando em mim. – Ele riu debochado e sentou-se do meu lado, não consegui deixar a cara de assustada, mas revirei os olhos pelo comentário. Anda muito convencido...

— Onde você estava? – Perguntei repreendendo-me mentalmente logo depois, não sou ciumenta, nunca fui.

— Preparando nosso jantar. – Damon sorriu cínico e fez cara de misterioso, e fez um negocio com os olhos que renderia qualquer mulher aos seus encantos.

— Jantar? – Arqueei as sobrancelhas e o encarei.

— Come comida japonesa? – Ele ignorou minha pergunta jogando outra em cima. – Ótimo. – Damon se levantou e agarrou minha mão.

— Que? – Não fiz objeção, mas não estava entendendo nada daquilo. –Damon, o que você tá aprontando? – Perguntei já no caminho da porta.

— É uma surpresa, se eu te contar... Você vai querer me matar depois. Só confia em mim, não estou te levando para um matadouro. – Um sorriso leve surgiu em seus lábios, não pude deixar de devolver o sorriso. Seja lá para onde ele esteja me levando... Agora é tarde demais para voltar, já estou dentro do carro.

...

Confesso que estranhei ao notar que estávamos parados em frente à antiga mansão Salvatore. Mas logo o receio passou, as lembranças da vez em que aqui estive afloraram em minha memória... O meu primeiro beijo com Damon, jamais esquecerei desse cenário.

— Posso saber por que estamos aqui, Damon? – Perguntei ficando sem graça, pois sabia que ele também estava pensando na nossa última vinda até aqui.

— É um lugar especial para nós dois. – Damon pareceu pensar um pouco, o que ele estava aprontando? Confesso que estou prestes a roer as unhas de tanta curiosidade.

Mas não demorou muito até que essa curiosidade acabasse, logo quando caminhamos de mãos dadas, sua mão que por sinal estavam suadas, ele parecia nervoso, entramos pela porta da frente e logo vi o porquê de tanto mistério: desde a entrada até o hall principal havia um caminho de velas cuidadosamente espalhadas pelo chão, algumas rosas também jogadas ao chão.

— Damon, eu... O que é... Ai meu Deus! – Não conseguia encontrar palavras para expressar minha surpresa. Oh meu Deus.

— Só me acompanha. – Mais uma vez ele me conduziu pelas mãos, eu absorta no que via me deixei levar.

Meu queixo literalmente caiu quando cheguei até o hall principal, nada estava igual da primeira vez que entrei aqui. Onde só havia poeira e móveis cobertos, agora dava lugar a uma mini mesinha toda enfeitada, almofadas ao seu redor e uma música que não reconheci a melodia tocando ao fundo.

— Você fez tudo isso? – Perguntei indo até o centro onde se encontrava a mesinha.

— Precisei de ajuda, mas a ideia é mérito meu. Sei ser romântico. – Ele tirou os sapatos e se sentou em uma almofada e logo bateu em outra me chamando para fazer-lhe companhia.

— É lindo. – Comentei ao notar cada detalhe.

— Você é linda. – Damon pegou minha mão e depositou um beijo.

— Por que tudo isso? – Perguntei curiosa e analisando Damon pegando um sushi com as mãos, foi a cena mais engraçada, não consegui conter o riso.

— Eu disse que você é especial, só tentei fazer algo a sua altura. – Ele me indicou um hashi. Fiquei sem graça com seu comentário, mas nada que eu não tenha gostado de ouvir.

Logo estávamos se deliciando com o cardápio japonês que tinha na mesa, cada prato delicioso. Damon fez umas palhaçadas com o hashi que me arrancou verdadeiras gargalhadas. Foi um jantar maravilhoso, confesso que estou ainda mais apaixonada por esse lado dele, um lado que não conhecia.

— Você é uma caixinha de surpresa, Damon Salvatore. – Disse em meio a um selinho que lhe dei ao me aconchegar em seus braços.

— Você quer desvendar meus segredos, Elena Petrova? – Ele sorriu malicioso e não consegui conter o pensamento maldoso que surgiu em minha mente.

— Adoraria. – Me virei para olhar em seus olhos e logo me vi atacando sua boca, não sei explicar porque fiz isso, mas Damon arranca o melhor e o pior dos meus extintos.

Não demorou para que suas mãos estivesse em minha cintura, me alisando como hoje de manhã, aquilo me trazia lembranças muito boa. Sei que posso provocá-lo mais que isso. Deixei uma mordida em seu lábio inferior e desci para um beijo em seu queixo, pude sentir sua respiração entrecortada, estava conseguindo o que queria. Mas não tive tempo de continuar, pois suas mãos me jogaram de lado e ele se pôs em cima de mim.

— Você já me provocou demais. – Damon sussurrou em meu ouvido com sua voz rouca, aquilo fez meus pelos do corpo inteiro se eriçarem.

Não senti sua boca mais na minha, ela estava bem ocupada trilhando um caminho perigoso em meu pescoço até minha clavícula, enquanto suas mãos me apertavam o bumbum. Entrelacei as pernas nele, para que soubesse o quanto envolvida estou. Sou refém de cada toque seu.

Senti sua mão agarrar a barra da minha blusa e puxá-la para cima, nem sonhei em fazer objeção, só deixei que conduzisse o tecido. Decidi fazer o mesmo com sua camisa, ao tirá-la Damon sorriu malicioso para mim, como adoro aquele sorriso.

Sua boca logo desceu por minha barriga, beijos quentes, sensações que jamais senti na vida. Damon, você me corrompeu! Falei em meu subconsciente mais recém adormecido, pois só havia lugar para desejo e provocações em minha mente. Deixei sua mão desabotoar meu short e logo me encontrava só de calcinha debaixo dele, não consegui evitar olhar sua reação ao me analisar, havia sede em seus olhos.

— Você é tão linda, Elena. – Damon se curvou sobre mim e voltou a me beijar rapidamente, sua língua dançava sobre a minha, gostava daquela sensação. – Você tem certeza? – Ele se separou da minha boca procurando ar.

— Sem sombra de duvidas. – Afirmei segura da minha decisão.

Ao ouvir minhas palavras, Damon se separou de mim e foi tirar sua calça. Não perdi nenhum segundo da cena, era uma cena que não perderia por nada. Aquela cueca box delineando seu volume, fiquei um pouco nervosa. Mas nada demais. Não sei como, mas confio nele, acho que até o amo.

Vi seu movimento rápido de colocar uma camisinha, acho que é experiência. Mas cada pensamento foi extirpado quando ele voltou a se inclinar sobre mim, um misto de ansiedade e nervosismo tomou conta do meu corpo. Não senti medo.

— Você é especial, Elena. – Damon depositou um beijo em minha boca, senti seu membro encostar em minha intimidade. – Eu não quero te machucar, só quero te fazer feliz. – Uma pontada de dor preencheu meu corpo, uma sensação incomoda me encheu por dentro.

— Está tudo bem. – Arfei alto devido ao incomodo.

Damon voltou a sair e entrar bem devagar, o movimento se repetindo bem devagar dentro de mim, logo senti a sensação de incomodo se aliviando... Não havia mais dor, agora será somente prazer. Os beijos que depositava em minha boca me davam confiança, mas confesso que conforme os movimentos iam acelerando gemidos subiam por minha garganta.

A sensação de algo me preenchendo por dentro era algo maravilhoso, jamais senti algo tão prazeroso quanto isso. Não sei se era o fato de ser com Damon que torna tudo maravilhoso, ou toda a situação. Sou sua refém por inteira, como é bom.

— Damon. – Gemi seu nome em seu ouvido, já não conseguia mais me segurar.

Já não doía mais as investidas de seu membro dentro de mim, muito diferente disso, era uma sensação de preenchimento que me saciava. Me completava. Ah Damon! Não sei como, mas sentia meus músculos internos se contraindo. Estou prestes a ter um orgasmo de prazer. Como alguém consegue me fazer tão feliz em tão pouco tempo? Não sei se o que sinto é amor, ou paixão. Só sei que estou completamente entregue.

Então o orgasmo veio e eu me entreguei inteira aquela sensação, perdi a noção do tempo e do espaço. Só senti quando Damon me aninhou em seus braços e me depositou um beijo na testa.

— Você vai me condenar, Elena. – Ele disse meio sem fôlego.

— Posso viver com isso. – Foi só o que consegui dizer.

Se Damon considera-se condenado por estar comigo, eu devo me considerar o que? Estou apaixonada pelo melhor amigo do meu padrasto, estou completamente nua em seus braços... Nem sei como devo me considerar.

Notas finais
E ai? O que vocês acharam? Ansiosa para vocês que vocês me diga o que acharam! Ai meu core. Não me desapontem, eu amo escrever para vocês de verdade. Então não me deixem na mão, eu tento dar o meu melhor. Xoxo :*