Segredos

16 Episódio 16 - Não vejo, não sinto.


Notas iniciais
Boa tarde pessoas mais lindas do meu coração! E ai, como vocês estão? Eu tô bem, neste momento está caindo o mundo aqui onde eu moro, muita chuva. Adoro friooo s2 Enfim, eu quero ressaltar umas coisas: eu sempre faço os capítulos com dois narradores, sempre de casais alternando. Mas hoje eu fiz diferente, não será de um casal só. O capítulo de hoje é um up pra começar tudo, então se apeguem aos detalhes. Pois tudo é importante. ... Gracias as chicas mas bonitas que comentaram no capítulo passado. Amo os reviews de vocês, tornam tudo isso importante. Espero que gostem do capítulos de hoje e se ficarem confusas, tudo bem, nada que não vá ser explicados a cada capítulo. Nossos casais tem muitos "segredos". Vou desvendá-los aos poucos. Beeeeijos, bom capítulo. P.S.: Tem Personagens novos e não menos conhecidos: Bonnie e Hayley.

POV Elijah

Trabalhar no que eu trabalho me expõe a muito estresse, principalmente pelo fato de ter de lidar com adolescentes todos os dias. Mas eu gosto do que eu faço, apesar de todos os contras eu encontrei um lado bom nisso tudo: Katherina.

Não me acostumo a chamá-la de Katherine, por mais que ela goste de ser chamada assim. Prefiro a pronúncia correta, ou como eu prefiro dizer, tradicional. Ela me afirmou que só eu a chamo assim, que mais ninguém tem esse direito. Isso torna seu nome ainda mais especial em minha boca.

Desde do dia na minha casa do outro lado da cidade, sempre damos um jeito de nos encontrarmos, na escola é bem raro nos falarmos. Para qualquer um, sou apenas um diretor carrasco que pega no pé da aluna mal criada. Então é melhor que essa aparência continue.

Como hoje é domingo, fiquei em casa sozinho. Niklaus nunca fica em casa aos domingos, pelo menos não ultimamente. Meu irmão pensa que não sei que está se envolvendo com alguma mulher, mas eu bem sei que há um rabo de saia no meio dessas saídas. Já meu outro irmão, Kol, esse aí não dar as caras desde sexta. Segundo a empregada, ele não apareceu em casa. Confesso que me preocupo um pouco, apesar dele não merecer nem um terço da minha preocupação. Mas como Niklaus disse: Ele já é de maior, vacinado e não temos porque nós preocupar.

Decidi tomar uma bebida, não temos um estoque em casa à toa. Estava enchendo um copo de whisky quando meu celular começa a vibrar no bolso. Checo a tela, e não consigo esconder o sorriso que se forma em meu rosto ao ver o nome de Katherina aparecendo na tela.

"Alô." Digo dando um gole em minha bebida.

"Confesso que esperava um pouco mais de emoção." Katherina fez uma voz arrastada do outro lado da linha.

"Diz isso porque não consegue me ver nesse exato momento." Sorri com a ideia surgindo em minha cabeça, ela chegar aqui e agora.

"Está sozinho?" Ela perguntou sondando, aposto que pensou o mesmo que eu.

"Praticamente, tirando a empregada. A casa é só minha." Continuei com a ideia rondando em minha mente.

"Saudades de ficarmos a sós." Conseguia ouvir sua respiração forte do outro lado.

"Você gosta de ficar sozinha comigo, Katherina?" Perguntei sentindo o sangue ferver nas veias, e era somente uma ligação.

"Sabe que adoro ficar sozinha com você, da última vez, quase me pôs louca." Katherina me provocava de uma maneira com essas palavras carregadas de desejo.

"Katherina, você está me provocando?" Perguntei um pouco tentado. Como eu a queria agora!

"Preciso?" Ela fez uma voz sexy ao perguntar.

"Pois se é o que queria, conseguiu. Estou desejando ter você aqui, nesse exato momento." Era a mais pura verdade, já sentia meu membro dando sinais de excitação só com aquelas palavras dela. Que efeito essa garota tem sobre mim!

"Isso seria melhor se estivesse aí, pra saciar essa vontade. Concorda?" Ela estava abusando do direito de ser sexy por telefone, estou a ponto de ir buscá-la em sua casa para realmente saciar minha vontade.

"Ah, Katherina. Você não tem medo do que eu posso fazer com você?" Perguntei usando minha voz mais sexy e sedutora, parece que funcionou, pois um suspiro alto do outro lado da linha foi a resposta a minha pergunta. Mas na mesma hora que ia ouvir uma resposta, algo interrompeu do outro lado. "Katherina? Está tudo bem?"

"Desculpa, tenho que desligar. Elena tá aqui." Sua voz era um sussurro, com certeza estava com medo da irmã ouvir nossa conversa. "Beijos"

"Beijos." Desligue lamentando mentalmente por ela ter uma irmã. Mas ela tem, e ainda sua gêmea. Continuei com meu copo de whisky intacto depois da ligação. Não conseguia parar de pensar nas palavras dela, e no efeito que me causou... Ah mais amanhã já é segunda, de amanhã ela não me escapa.

Absorto em meus planos para amanhã, só ouvi um barulho de passos vindo.

— Elijah? — Era Niklaus.

— Estou aqui. — Respondi da sala. E logo meu irmão se encontrava em meu campo de visão. — Que bom que chegou.

— Na verdade estou aqui para fazer uma entrega. — Ele disse dando voltas nos próprios olhos. Tinha algo a ser dito, mas ele receava.

— Diga, Niklaus. — Perguntei me levantando do sofá, aquilo estava me soando muito estranho.

— Oi Elijah. — Ao ouvir aquela voz, tenho que admitir que meu coração parou. Não foi uma parada de surpresa e excitação, foi de susto e choque diante de quem estava logo ao lado do meu irmão.

...

Perdi a noção dos minutos que perdi tentando achar a fala, de tal maneira que foi meu choque. O que ela estava fazendo aqui?

— Não vai cumprimentar Hayley, irmão? — Niklaus perguntou notando que não havia gostado nada daquela presença em minha casa.

— Te conheci mais educado, Elijah. — Hayley finalmente se pronunciou. Havia humor em sua voz, mas não consegui abrir um sorriso se quer. Se o tivesse feito, teria sido o mais falso que já dei.

— Te conheci morando bem longe daqui, acho que nos vimos pela última vez em Shenandoah e já faz anos. — Quando finalmente as palavras saíram, todas de uma vez, soou até grosseiro.

— Nossa. — Niklaus me observou surpreso.

— Mas o que te traz à Mystic Falls? — Perguntei tentando mudar o foco da conversa, e matar minha curiosidade, pois não acredito que depois de tanto tempo ela tenha vindo somente para me visitar.

— Trabalho. — Ela me respondeu. — Mas não era por isso que vim aqui, falei com Rebekah e ela disse que poderia ficar hospedada aqui. Somente por uns dias.

— Que? — Eu e Niklaus perguntamos em uníssono.

— Por favor, é só uns dias. Eu pago. — Hayley fez uma carinha de coitada que rendeu meu irmão, se ele dissesse sim, eu seria voto vencido. — Klaus, somos amigos desde a época de escola. — "Apelando para a amizade de escola, Hayley?" pensei comigo mesmo enquanto observava a cena.

— Ok. Só uns dias. — Ele aceitou, era óbvio. Olhei sua cara de idiota e me dei por vencido. Sai da sala pisando duro, deixando claro o quanto não gostei daquela ideia.

Espero que não me sigam. Vou para meu quarto. Pelo menos lá, só eu mando.

...

Tomei um banho para esfriar a cabeça, e sai do banho só com uma toalha envolta da cintura. Pensei em como fugiria de casa esses dias, não é uma situação legal encontrar sua ex rondando pela sua casa.

Hayley e eu namoramos quando adolescente, digamos que foi meu primeiro amor. Considerava a mulher da minha vida, mas fui trocado por um sonho, e não pensei duas vezes em deixar aquela vida para trás e vir atrás do meu sonho. E agora ela vem e se hospeda aqui.

Abri meu guarda roupa e notei que todos os blasers estavam na lavanderia. Sai para buscá-los, quando virei no corredor me deparei com uma cena um tanto esquisita: Hayley só de toalhinha, mas nada disso me chocou, o que me chocou mesmo, foi quem estava diante dela, Katherina.

Não ouvi muita coisa, mas a cara dela não era das melhores.

— Katherina? — Chamei-a e notei o olhar mortal que ela deu pra mim ao notar minhas vestimentas.

— Vocês tomaram banho juntos? — Ela parecia hipnotizada.

— Não é isso que você está pensando, meu amor. — Tentei justificar em vão, ela nem quis me ouvir, só virou as costas e saiu. O salto de sua bota fazendo um barulho forte no chão, poderia jurar que ficaram buracos pelo chão.

POV Narrador

O sol de Mystic Falls raiava pela cidade, enquanto seus raios iluminavam o quarto onde Bonnie Bennett se encontrava. A morena havia acabado de voltar de viagem, depois do divórcio de seus pais ela não quis escolher um lado, só optou por ir com sua avó. Uma professora renomada que dava aulas em diversas universidades pelo país.

Agora de volta, descobriu que teria de ficar na casa de seu pai. E que teria de voltar à escola, nada mais justo, depois de quase três meses fora. Sem discutir sabe que voltaria a escola, mesmo perto das férias de inverno.

Acordou de manhã completamente disposta a reencontrar suas melhores amigas: Caroline e Elena. Mas a julgar pelo horário, com certeza já deveriam estar na escola. "Nem todo mundo é desocupada como você, Bonnie" pensou consigo mesmo enquanto pegava as chaves do carro. Já que seu pai havia sido bem claro que quem teria de resolver a matrícula seria ela mesma, não havia como fugir. Já era sexta feira, e tinha que resolver logo.

...

Ao andar pelas ruas, Bonnie pensava em como se sentia feita para aquela cidade, e até há meses atrás pensava assim. Mas depois de viajar o país com sua vó, ter visto e vivido coisas... Não havia mais porque se sentir dessa pequena cidade, se havia um mundo a esperado lá fora.

Ao dobrar a esquina da rua movimentada, que por conhecidencia estava vazia, os alunos deveriam estar dentro da escola. Bonnie se deparou com uma cena um tanto estranha.

Um rapaz estava do outro lado da rua, segurando o pulso de uma moça. Reduzindo a velocidade e estacionando atrás de um Corola prata, Bonnie desligou o carro para observar a cena, mas quase perdeu o ar quando viu quem era a moça.

Elena.

Mas a morena sentiu algo de diferente no ar, ainda mais quando viu os cachos caindo em cascata nas costas dela. Não era sua amiga, sabia que não era, principalmente ao ver o rosto do rapaz segurando seu pulso. Kol Mikaelson.

Bonnie sabia que Elena nunca dirigiria uma palavra ao irmão dos diretores da escola, sua amiga o achava repugnante. Com certeza não era Elena, só havia outra saída: era Katherine. A cópia fiel de sua amiga.

Observando de seu carro, a Bennett viu quando o irmão do diretor esbravejou com Katherine, ela parecia tensa e um pouco receosa com que ele poderia fazer. Mas tudo ficou ainda mais estranho, ou ela diria interessante, quando o diretor, Elijah Mikaelson chegou.

Ele parecia zangado. Bennett só lamentava não conseguir escutar o que eles diziam do outro lado da rua. Os segundos que se seguiram foram completamente confusos. Algo de muito sério aconteceu, pois logo o jovem Mikaelson socou a cara do diretor, que não esperou outro, devolveu o soco, em dose dupla.

Bonnie ficou perplexa com que acabara de ver. Mas não conseguiu mexer um músculo se quer, continuou observando tudo. Ainda em estado de choque, ela observou o diretor e Katherine saírem do estacionamento, deixando Kol no chão.

"Oh meu Deus", Bonnie pensou em como deveria estar esse rapaz. Com certezas os socos deixaram marcas feias, e devem ter doído bastante, pois Kol continuou no chão. Algo dentro de seu subconsciente gritava pra que fosse até lá, saber o porquê de tamanha violência.

Com a curiosidade contorcendo-se dentro de sua cabeça, Bonnie se pegou indo até lá. Mesmo sabendo que poderia se arrepender amargamente.

— Aí meu Deus. — Exclamou ao chegar até o corpo de Kol, que se contorcia. — Você precisa de ajuda?

— Só me tira... — O rapaz se contorceu ao passar as mãos nos labios. — Daqui.

— Você quer que eu chame alguém? — A preocupação era visível em sua voz.

— Não, só quero que você me tire daqui. — Kol se levantou dando uma visão bem melhor do nariz sangrando e dos labios inchados. Ele estava horrível.

— E eu levo você pra onde? — Bonnie estava desesperada, pois não sabia o que fazer.

— Por favor, acho que já fui humilhado demais. — Kol fez cara de coitado e sua situação não ajudava em nada.

— Vem, vou te levar pra um lugar. — Bonnie o chamou e ele só assentiu indo logo em seu encalço.

Flashback: Off.

Bonnie não conseguia parar de pensar nisso enquanto esperava Caroline e Elena no grill. Na noite passada havia marcado de se encontrar com suas amigas. As duas quase infartaram quando descobriram que já havia voltado a dias, e nada comunicou.

A morena só desconversou e disse que teve que resolver uns problemas. O que era um fato. Desde que voltou só havia esbarrado em problemas.

— Pensando na minha proposta, Bennett? — Um calafrio subiu por sua espinha dorsal ao ouvir aquela voz.

— Que susto. — Foi só o que conseguiu dizer.

— Espero que tenha pensado bem no que eu disse, pois é hora do show. — Kol sorriu maléfico.

— Não posso. — Havia receio na voz dela.

— Claro, tudo bem. Mas já andei investigando sua vida, Bennett. — Kol parou por um instante e pegou o celular. — Essa é sua mãe, não é? — Na tela do celular tinha uma montagem com várias fotos, de pessoas que ela conhecia muito bem. — E essa sua vó? Sheila, que nome bonito. — Kol riu sozinho do próprio comentário. — Melhores amigas, e pra completar... O namoradinho Jeremy.

— Você não ousaria. — Bonnie sentiu o ódio percorrer suas veias.

— Você não me conhece, Bonnie. Posso ser cruel com que não colabora comigo. Mas não com você! — Kol bateu palmas. — Você é especial, não é mesmo?

— O que você quer? — Perguntou com o ódio ainda entalado na garganta.

— Que você faça o que eu mandei. — Disse tranquilo e deu um sorriso dissimulado.

"Como alguém pode ser tão podre?" Ela pensou consigo mesma. Achou que nunca poderia odiar alguém tanto como está odiando Kol Mikaelson, mesmo sua inimiga perde feio na frente dele. "Como eu o odeio!" ela se condenou por ter algum dia oferecido ajuda a este ser humano, se é que ele poderia ser assim considerado.

Notas finais
O.o Oooopa, e aí que acharam? Curiosos com esse interesse repentino do Kol pela Bonnie e o que ela sabe que pode ajudá-lo? Pra onde ela o levou naquele dia? São tantas perguntas hein! Bom, o capítulo de hoje foi muito emocionante, hein! Kkkk Hayley já chega causando problemas. Katherine apareceu e acabou tirando conclusões precipitadas. Uuuui! Preciso de reviews! Quero a opinião de vocês! Me cooontem tudinho. **AVISO IMPORTANTE**: não sei quando vou poder postar de novo. Ando meio sem tempo e estou entrando em semana de bimestrais. Então se eu demorar, me perdoem. Beeeeijos, adoro vocês!