Segredos
14 Episódio 14 - Risco de incêndio
Notas iniciais
POV Caroline
Desde sexta que não via Niklaus, por mais que quisesse, não poderia. Minha mãe decidiu passar o fim de semana em casa, argumentou que pediu folga, pois estava muito cansada. Claro que disfarcei o máximo que pude para que não percebesse a minha agonia de querer sair, sempre que ele me ligava tentava não falar muito alto...
Me sentia uma criança escondendo um namoradinho da mãe, mas era diferente; não sei o que Klaus era pra mim, não entendo como será nossa relação daqui pra frente, afinal nos veremos todos os dias na escola e nas aulas extras.
Essas aulas extras, ai meu Deus, não acho que vá ser produtiva no sentido pedagógico. Ainda mais se ele me beijar daquele jeito que beijou sexta feira. De todos os beijos que já me deram, o de Klaus foi o mais quente. Não sei como, mas poderia afirmar que fiquei excitada, só de sentir as mãos dele tocando meu corpo... O jeito como deixou minha blusa toda amarrotada, me fez imaginar o que faria se estivesse sem.
Não sei por que estou pensando nisso enquanto dirijo, tenho que prestar atenção na estrada, não quero ter o azar de encontrar uma Elena por ai. Não posso correr o risco de perder a carteira que tirei há pouco tempo.
Cheguei até a escola, diversas aulas até o intervalo e só então, sim, terei aulas com meu querido e sexy professor de história. Surgiu uma ideia em minha mente, peguei meu celular e mandei um sms para Klaus.
“Oii Nick, sei que só tem aula sua depois do intervalo, mas você bem que poderia ir mais cedo pra sala... Estarei te esperando lá.”
Xoxo, Caroline.
Espero que ele leia, enquanto isso, vou ter que me contentar com a coroa que dar aula de literatura.
...
Dito e feito, as duas aulas de literatura se arrastaram, eu já estava impaciente. Até que finalmente o sinal para o intervalo de nove e quarenta tocou. Graças aos céus! Agradeci mentalmente. Deixei que todos saíssem da sala, para ficar sozinha no ambiente.
Agora só falta ele aparecer; que ele apareça, por favor! Dez minutos se passaram no meu relógio e nada do Klaus. É acho que ele não vem. Peguei meu celular e fui caminhando em direção à porta dos fundos da sala.
— Já vai, Caroline? – Estremeci quando ouvi aquela voz que ecoou pela sala.
— Klaus. – Sorri ao pronunciar seu nome.
— Em carne e osso. – Klaus deu meia volta e fechou a porta que estava bem atrás dele, ainda com volta na chave. Será que isso é um bom sinal?
— Achei que você não viesse. – Voltei nos mesmos passos que dei.
— Jamais perderia a chance de te ver, ainda mais em uma sala sozinhos. – Senti um tom de safadeza em sua voz.
— E agora? – Olhei em volta. – O que vamos fazer nessa sala imensa e vazia? – Arqueei as sobrancelhas ao mesmo tempo em que sorri maliciosamente.
— Caroline, você está brincando com fogo. – Klaus passou as mãos por minha cintura me puxando para perto de si.
— Vou correr o risco de me queimar. – Beijei o cantinho de seus lábios após dizer isso, depois dei um selinho demorado em sua boca, sorri abertamente e Klaus devolveu o sorriso, oportunidade para dar uma mordida em seus lábios... E foi o que eu fiz, e recebi um gemido rouco que saiu de sua garganta.
Só senti as mãos dele me puxar para um beijo urgente, logo sua língua encontrou a minha. Uma de suas mãos desceu pelas minhas costas, quase até o meu bumbum e me apertou forte contra seu corpo. Passei as mãos por sua barriga e subi até seu pescoço fazendo carícias, quanto mais fazia mais ele enlouquecia, seus apertos ficavam cada vez mais descontrolados.
— Caroline, é melhor... – Ele respirou fundo ao se separar da minha boca.
— Xiii. – Sussurrei em meio aos seus lábios. – Temos pouco tempo, não devemos perder tempo falando.
Ele pareceu relutar um pouco, mas creio que o desejo foi maior, pois logo depois disso, Klaus desceu suas mãos até minhas cochas agarrando-as, em dois segundos me encontrava sem os pés no chão. Ele me ergueu do chão e me levou até a mesa onde os professores põem suas coisas.
Fiquei surpresa com o ato, mas nada que eu não tenha gostado. Queria testá-lo, ver até onde ele aguenta minhas provocações. Logo sua boca se encontrava na minha, e suas mãos apertavam minhas cochas. Bem dita hora que eu decidi vir de vestido! Senti suas mãos trilharem caminhos por debaixo do tecido.
Aproveitei para incitá-lo mais, mordi o seu lábio inferior e sai depositando beijos por toda região do seu pescoço trilhando um caminho até sua orelha.
— Caroline, não faz isso. – Klaus me repreendeu pela mordida que dei em sua orelha.
— Você não gosta de ser provocado professor? – Perguntei lhe puxando contra mim de um modo que estávamos praticamente deitados na mesa.
— Você é uma aluna muito má, Srta.Forbes. Vai acabar sendo castigada. – Um sorriso malicioso surgiu no canto de seus lábios agora vermelhos devido a mordida que eu dei.
— A época da palmatória já passou. – Passei minhas pernas por sua cintura de um modo que ele ficou preso contra mim.
— Não vou lhe dar palmadas, a não ser que você queira. – Senti sua língua trilhar um caminho pela minha clavícula, como aquilo era tentador. A este ponto, minha pele já estava vermelha de tanto sangue que meu coração, acelerado, bombeava a toda velocidade.
— Só quero sentir... – Quando ia terminar a frase, em meio a um suspiro por sentir um beijo dele em minha orelha, o sinal do intervalo soou por toda a escola.
O susto do som que o sinal emitiu foi tão grande que em três segundos, Klaus se afastou de mim em um pulo. Sai de cima da mesa exaltada tentando recompor a roupa e os cabelos. Por um momento que esqueci que estava dentro de uma sala de aula.
Ele destrancou a porta, para que ninguém notasse ao tentar abrir. Sentei em minha carteira e logo muitos alunos começaram a invadir a sala. Ninguém pareceu notar. Mas ao olhar ele, percebi que seu olhar mudara, tinha posse transpassando ali, desejo. Eu havia provocado-o, e pode ter certeza, ele vai devolver na mesma moeda.
Fiquei tão concentrada em seus olhos que nem reparei que Elena falava comigo.
— Onde você tava? – Ela sorriu enquanto ajeitava o material.
— Estou com dor de cabeça, fui atrás de algo para melhorar minha dor. – Sorri amarelo em resposta.
— Hm. – Elena semicerrou os olhos, mas logo balançou a cabeça. Acho que não quis entrar em detalhes, eu agradeço mentalmente por isso.
— Bom turma, já que todos estão presentes, vamos dar inicio a aula. – A voz do meu sexy professor, que agora a pouco estava me beijando e apertando meu corpo, ecoou pela sala.
Tentei manter o foco na aula, mas ficava difícil quando nossos olhares se encontrava, aqueles olhos que te devoram só ao te notar... Estava me sentindo assim, devorada por aqueles olhos verdes quase azuis quando refletem na luz.
Foca nas palavras do PROFESSOR MIKAELSON, Caroline! Você ainda tem que recuperar suas notas! Gritei comigo mentalmente, juro que estava tendo uma crise existencial nesse momento. É melhor manter o foco, ou vou pirar aqui! Peguei meu livro e abri na página que o livro dos meus colegas estavam abertos.
As duas aulas dele passaram voando, por incrível que pareça, as aulas legais sempre passam rápido. Todos estavam trocando os livros para a aula seguinte, de matemática.
— Srta.Forbes? – Niklaus me chamou da porta da sala.
— Sim, Ni... – Percebi que ia chamá-lo pelo primeiro nome. – Quer dizer, Sr.Mikaelson?
— Poderia pegar aqueles papéis e levá-los para mim até o primeiro ano? – Ele me perguntou.
— Sim, senhor. – Corri até a mesa e peguei os papéis.
Sai da sala em seu encalço, alguns professores trocando de horário transitavam pelos corredores, fora isso. Nenhum movimento. Cheguei até a porta do primeiro ano com Klaus, percebi que eles estava atento aos arredores.
— Que foi, Klaus? – Perguntei curiosa.
— Não tenho tanto tempo, mas você pode ter certeza Caroline. – Ele se aproximou de mim para pegar os papéis e aproximou sua boca do meu ouvido. – Aquilo terá volta. – Aquelas três palavrinhas fizeram-me estremecer, então ele saiu com um sorrisinho vitorioso nos lábios.
Não posso estar mais ansiosa para que chegue mais tarde... Benditas sejam essas aulas particulares.
POV Klaus
Era evidente o quanto Caroline me fazia refém da sua beleza, não conseguia parar de olhá-la na aula hoje. Por mais que desviasse, mas de vez em outra lá se estava eu olhando ela de novo.
Mas uma coisa que essa garota não deveria ter feito, foi me provocar. Aquela boca que tanto me respondeu, hoje me deu beijos tão quentes, sem falar naqueles sorrisos safados que me dava cada vez que nossas bocas se separavam... Juro por tudo que quase desisto de manter o controle e levanto aquele vestido! Se tivesse feito isso, pode ter certeza que não me importaria o fato de ser em cima da mesa onde em poucos minutos daria aula.
Depois disso, nem dar aulas direito consegui, só pensava na nossa aula particular mais tarde, onde eu sei que ninguém irá nos atrapalhar. Assim que terminei a aula no primeiro ano, fui para minha sala. Daqui a pouco, ela aparece.
Joguei minhas coisas em cima da mesa e me sentei na cadeira, meu celular começou a vibrar dentro do meu bolso. Quando olhei a tela: Elijah.
“Oi sumido.” — Atendi o celular.
“Sem ironias, Niklaus. Só liguei para avisar que tive que resolver uns problemas hoje.”— Elijah murmurou azedo do outro lado da linha.
“Sei. Sabe que a direção ficou sozinha novamente, não é?” — Perguntei indo até o sofá que tinha na minha sala.
“Sim, eu sei. Prometo que resolverei isso amanhã. Logo você não precisará mais dar aulas.” — Elijah respondeu como se fosse fora isso que perguntei.
“Não entendi.”— Arqueei as sobrancelhas, realmente não entendi.
“Depois conversamos, tchau.” — Meu irmão pôs fim ao assunto.
“Espera...” — Disse, mas já era tarde, meu irmão já havia desligado.
— Atrapalho? – A voz de Caroline ecoou pela minha sala.
Me virei e lá se estava ela, parada na porta com a expressão mais inocente. Qualquer que seja o significado do meu irmão disse, não me importa mais. Nesse exato momento tenho coisas melhores a fazer.
— Jamais. – Sorri indicando o lugar ao meu lado.
— Demorei porque estava guardando o material no armário. – Caroline fechou a porta, trancando-a e veio até onde eu estava e se sentou ao meu lado.
Agora tão perto, olhando para essa boquinha linda, só me lembro dos beijos que distribui em meu pescoço.
— Não tem problema. – A puxei para um abraço de um modo que ela ficou aninhada em meu peito.
— O que houve? – Ela perguntou sorrindo e me encarando, talvez surpresa com meu ato.
— Só queria sentir seu cheiro de novo. – Dei um beijo em sua testa e ela me devolveu com um selinho nos lábios, mas não ficou somente nisto, logo o selinho se tornou um beijo. Senti seu corpo subir mais de encontro ao meu, logo desci minhas mãos para baixo.
Não demorei a encontrar a barra de seu vestido, o bendito vestido que tanto pensei em subir. Apertei sua cocha de leve e fiz movimento de afastá-la de mim, Caroline soltou um gemido em protesto.
— Só quero inverter as posições, meu amor. – Conduzi seu corpo até que se encontrasse deitado no espaço do sofá, enquanto depositava beijos em seu ombro até sua clavícula, baixando a alça do vestido que eu estou louco para jogar no chão.
Agora já em cima dela, comecei a alisar suas pernas e dar beijos molhados em seu pescoço conforme ia adentrando a mão por dentro do seu vestido, logo cheguei até a região do seu bumbum. Dei um aperto forte e ela gemeu. Subi a barra do vestido até sua cintura e assim vi sua calcinha de renda preta, isso só me deixou mais excitado.
As mãos dela passaram sobre minha blusa e logo senti-a subindo o pano, dei passagem e logo me encontrava sem camisa. Pedi permissão visualmente para tirar seu vestido, e ela concedeu. Arranquei o tecido e joguei longe. Seu sutiã delineando seus seios, me chamaram atenção. Fui descendo beijos por entre eles até chegar o seu umbigo, onde a partir daí fui descendo com lambidas. E Caroline estremeceu quando minha mão tocou sua intimidade.
Olhei para seu rosto, e lá se estavam aqueles olhos verdes me encarando, cheio de desejo e provocação. Desci o tecido que cobria sua intimidade até os pés, voltei pelo mesmo caminho depositando beijos molhados até que cheguei lá... Dei um beijo de leve, o que a fez soltar um gemido misturado com um suspiro alto. Então introduzi um dedo, e subi dando chupões em suas barriga até chegar em seus seios.
— Você gosta de provocar, Caroline? – Falei em meio a um chupão que dei neles. Não obtive resposta, só um gemido alto, pois intensifiquei a velocidade das investidas dos meus dedos em sua intimidade. – Você me provocou, agora estou devolvendo suas provocações. – Caroline tinha uma cor avermelhada em seu rosto, seus olhos pareciam perdidos em meios aos meus enquanto gemia. Como ficava linda desse jeito, não tinha como não se excitar. – Só basta você querer, meu amor. – Sussurrei em seu ouvido e ela gemeu fraco quando tirei os dedos de dentro dela.
— Eu quero, depois do meu estado, você ainda duvida que eu queira? – Um sorriso safado surgiu em seus lábios.
Ah Caroline, você não sabe o que pediu! Me levantei do sofá e procurei em minha mesa, até que encontrei em uma gaveta, a camisinha. Voltei ao sofá, já com ela colocada. Caroline olhou pra mim e percebeu que meus olhos lhe analisavam, notei que a mesma cor avermelhada de agora a pouco voltou a preencher seu rosto.
Fui me inclinando sobre ela, logo meu membro encontrou sua intimida, já lubrificada suficiente para me receber. Não demorou para isso, logo preenchi-a por dentro. Caroline ofegou alto, voltei a sair e entrar dessa vez indo mais fundo, um gemido alto saiu de sua garganta, mas ela pareceu se repreender por isso.
— Não se prive, Caroline. Gosto de ouvir seus gemidos... – Disse em meio à estocadas mais fortes e mais fundas dentro dela. Ela gemia e cravava as unhas em minhas costas cada vez que ia mais fundo.
Mordi sua orelha e ela ofegou rápido ao sentir minha língua descendo por seu pescoço. E foi aí que me ocorreu uma ideia.
— Caroline, fica de quatro pra mim? – Perguntei enquanto estocava meu membro ainda bem fundo dentro dela.
— Uhrum. – Foi só o que conseguiu dizer em meio aos seus gemidos. Sempre soube que seria capaz de enlouquecer essa garota na cama, me privei por muito tempo disso, agora só quero aproveitar cada momento.
Sai de dentro dela para que fizesse o que pedi, não demorou a ficar de quatro, pronta para me receber novamente.
Agarrei seu quadril de uma forma rápida e urgente, como se minha vida dependesse disto. Posicionei meu membro em sua entrada e sem aviso penetrei, dessa vez indo mais fundo, minha loirinha gemeu alto devido o ato de surpresa. Repeti os mesmos gestos de quando estávamos deitados, mas dessa vez mais freneticamente.
Só me preocupada em lhe dar prazer, seus gemidos me deixavam cada vez mais louco. Caroline você foi feita pra mim, meu amor! Só pra mim... Em um momento de desejo e loucura, puxei seus cabelos com a mão que estava livre.
— Nick... – Caroline procurava algo pra dizer, mas não dava tempo, pois um gemido sempre saia de sua garganta. Suas pernas fraquejaram e ela se deitou de costas ainda comigo dentro dela, essa posição é ainda melhor, tenho passagem direta para seu ponto de prazer.
Investi rapidamente dentro dela, cada vez mais forte e rápido. Caroline chegou ao seu orgasmo, percebi que ao gozar ela apertou a almofada do sofá enquanto gemia baixo. Meu orgasmo não demorou após o dela, investi dentro dela quando ele veio... Me permite deitar sobre ela, meu abdômen agora molhado de suor encontrou suas costas, também brilhantes de suor. Subi o caminho de sua coluna depositando beijos, até que chegou ao seu ouvido.
— Obrigada, meu amor. – Sussurrei e deixei que recobrasse o juízo, fui até o banheiro que tinha em minha sala e peguei uma toalhinha. Enxuguei o suor que brilhava em minha testa devido aos movimentos que fiz a pouco, que poderiam ser repetidos, mas já está tarde.
Baixei o rosto para pôr a tolha na pia e a primeira coisa que eu vejo ao levantar a vista, foi ela.
— Deveria estar deitada. – Sugeri ao me virar.
— Não quis. – Ela veio até mim e me abraçou, seu corpo ainda quente.
— Sempre com a língua afiada. – Beijei sua testa.
— Sempre. – Caroline se separou de mim e saiu do banheiro com um sorriso nos lábios.
Posso ir para prisão por estar me envolvendo com essa garota, sou seu professor. Mas como fugir de algo que já prendeu até sua alma? Por mais que eu queira, não conseguiria. Já estou envolvido por inteiro, e olha que ironia do destino... Sua mãe é Xerife da cidade. Estou mexendo em rastro de pólvora, mas com tanto que esse segredo fique entre nós, não haverá risco de incêndio.
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