Segredos

12 Episódio 12 - Vendo o que ninguém jamais viu


Notas iniciais
Bom dia, não me lembro pra que horas agendei a postagem do capítulo, mas creio que foi para de manhã. kkkkk Como vão? Eu vou muuito bem! Vi que muuuitas pessoas curtiram o beijo Delena, só acharam curto : É meu povo, mas vem capítulos individuais por ai. O próximo é um deles, só não sei que casal vou colocar primeiro. Esse capítulo de hoje é especial, não vou dizer porque, mas tem mais um segredo rolando aqui e o início de outro. Nossas gatas estão mais ousadas que nunca! Sem falar que teremos Klaus narrando a sensação de ter visto Car trocando de roupa, que safadiiinho KKK Vocês só entenderão o nome do capítulo no final, não achem que é meio sem sentido! :) Obrigada as princesas que comentaram, agradeço a cada uma e mando um beeeijão. Bom capítulo para todos e principalmente para os KLAROLINEs de plantão.

POV Klaus

Nunca pensei que me veria encarando a chuva por uma mulher, só Caroline conseguiu essa proeza. Ainda bem que o banco do meu carro era de coro, amanhã eu cuido disso. Deixei-a em um quarto de hospede e prometi trazer roupas limpas, então fui até o quarto de Rebekah – apesar de não morar aqui, nas férias quando vem para cá, já tem um quarto somente dela – e peguei uma roupa limpa.

Fui até o quarto onde Caroline se encontrava e deixei a roupa lá, não queria que ela se sentisse incomodada, então sai do quarto. Mas no meio do caminho lembrei que talvez tivesse deixado meu celular em cima da muda de roupa. Então voltei ao quarto, mas ele não se encontrava vazio. Diferente disso, me deparei com uma vista bem melhor do que imaginava em minha mente suja.

Caroline estava de costas e de toalha, com os cabelos úmidos caídos de lado. Nunca vi mais sexy! Engoli em seco, fiquei tão perplexo que não dei um passo e nem falei nada... Acho que sou um tarado. Quando a toalha foi ao chão, me segurei para não dizer “Caralho”. Então Caroline me viu.

— Ai, que susto! – A cara de espanto que ela fez ao se virar foi um pouco engraçada. Mas não ri.

— De-desculpa. Eu não... – Fiquei sem saber o que dizer.

— Você estava me olhando há muito tempo? – Caroline pegou a blusa em cima da cama e a vestiu rapidamente, acompanhei cada movimento. – Perdeu a língua?

— Que? – Aposto que estava com cara de idiota.

— Você estava me vendo sem roupa, Sr.Mikaelson? – Caroline fez uma cara de safada, que se fosse possível lhe agarraria e jogaria em cima dessa cama.

— Eu não tive a intenção, Srta.Forbes. – Passei a mão nos cabelos, estava impossível ficar nesse quarto de tanta vontade que eu tava de agarrá-la.

— Imagino que não. – Ela deu um risinho e balançou a cabeça.

Fiquei esperando que ficasse pronta para que pudesse levá-la para casa, o que não demorou, logo ela disse que estava pronta. Agradeci por não ter ninguém em casa, com Elijah viajando e Kol em algum lugar por aí, não teria chance de ninguém vê-la aqui.

Entramos no carro e dei partida.

— Por que você fez isso? – A voz dela emergiu do nada.

— O que? Dar partida no carro? – Questionei sem entender o motivo daquela pergunta.

— Claro que não! – Ela bufou e revirou os olhos. – Me dar carona, me deixar entrar na sua casa depois de ter sido expulsa, me emprestar roupas não sei de quem. Não entendo. – Caroline me encara sem entender, confesso que sei que o quão confusa ela deve estar.

— Primeiramente, me desculpe por ter mandado você ir embora naquele dia, eu estava fora de mim. – Respirei fundo. – Não queria que você ficasse doente por pegar um resfriado, e quanto as roupas... São da minha irmã caçula, e eu faria por qualquer pessoa. – Disse arrancando com o carro da garagem.

— Ah. – Foi somente o que ela disse depois de tudo que eu falei. Esperava por mais perguntas, mas não vieram, o que é um pouco estranho já que eu sei o quanto Caroline faz perguntas.

...

Durante o trajeto Caroline não deu uma palavra se quer, não entendo o porquê. Será que ainda está chateada em relação ao modo como a tratei no dia que foi até minha casa? Porque sinceramente, dessa vez eu não fiz nada.

Ignorei seu silêncio ao pararmos em frente sua casa. A casa da Xerife Forbes, que eu espero que não esteja em casa.

— Obrigada e até segunda. – Foi somente o que Caroline disse já com a mãe na trava da porta.

— Espera. – Puxei seu braço e ela me deu um olhar fulminante. – O que há com você? Veio o trajeto inteiro calada, ainda chateada comigo?

— Sim, Niklaus. Eu estou muito chateada com você! – Sua voz estava carregada de fúria. Não consigo entender, eu a tirei da chuva, levei até minha casa, lhe dei roupas limpas... achei que no mínimo essa raiva já estivesse passado, mas pelo visto me enganei.

— E o que eu fiz? – Perguntei sem entender.

— O que você não fez! Você me trata como uma vagabunda. Pensa que eu sou qualquer uma, mas eu não sou! – Como eu não percebi que essa pose de patricinha esconde uma personalidade tão forte? Essa garota me deixa surpresa a cada vez que discutimos.

— Caroline, eu jamais lhe trataria como uma vagabunda! E nunca, nunca será qualquer uma pra mim. – Peguei sua outra mão que estava encostada na trava da porta.

— Não foi isso que você disse há minutos atrás ao dizer que faria o que fez por mim com qualquer uma. – Seus olhos encontraram os meus nesse exato momento, eu não consegui em conter, passei minha mão pelo seu cabelo indo da raiz até o meio, logo em seguida passei a mão por sua bochecha.

— Nunca pense que você é qualquer uma, nem por um segundo. – Eu me concentrei em seus olhos, pois sabia que se olhasse para aquela boca, aqueles lábios seriam minha perdição.

— Então, por que disse aquilo? – Seus olhos estavam confusos.

— Eu digo e faço coisas por impulso, eu não sou conhecido por atitudes corretas. Eu nunca serei um exemplo bom. – Engoli em seco, pois era a mais pura verdade.

— Não sei. – Caroline se afastou de mim. — Você tem um temperamento muito volátil, não quero estar aqui quando essa fase do bem acabar. Com licença. – E me deu as costas.

Não, ela me deu as costas. Mais uma vez estou vendo-a me dando as costas, e pior, ainda chateada comigo. Fiz uma coisa que não poderia explicar nem em mil anos. Peguei seu braço e puxei de volta.

— Que é isso? – Caroline se assustou com minha atitude.

Sem responder nada, passei a mão pelo seus cabelos chegando até seu pescoço e a puxei contra mim. Seus lábios se chocaram nos meus com certa velocidade causando um impacto, mas não me importei. Nesse momento só queria uma coisa: que ela correspondesse meu beijo.

E foi o que seus lábios fizeram, me deram passagem. Foi um beijo urgente e quente. Passei a outra mão por suas costas e ela estremeceu com meu toque. Sua boca se afastou de mim a procura de ar, nesse intervalo de tempo desci beijos na extensão do seu queixo e ela arfou... Ah Srta.Forbes, você está me enlouquecendo! Depositei um beijo em seu pescoço e subi novamente para sua boca.

Seus lábios grudaram nos meus novamente, a urgência que nossas bocas se encontravam era assustadora, mas no entanto... a sensação de seus lábios, eram divinos. Sem notar qualquer barulho para nos atrapalhar, só pude sentir uma luz queimar minhas retinas assim que abri o olho. Havia alguém estacionando ali! Desgrudei os lábios dos dela, pude ver a súplica por mais em seu olhar, mas não poderia corresponder esse desejo... Caroline então se deu conta do motivo de ter me afastado. Tinha um carro estacionando de frente o meu.

...

— Meu Deus, será que é... – Caroline ficou tensa.

Se fosse a mãe dela, pode ter certeza, amanhã estarei por trás das grades. Mas graças aos céus não era, a pessoa que desceu do carro, era qualquer pessoa, menos a Xerife. Tanto Caroline quanto eu ficamos aliviados.

— Acho que isso é um aviso, eu realmente preciso ir. – Caroline ajeitou a blusa agora toda amassada dos meus apertos. – Amanhã é sábado, eu... Nós? – Seus olhos verdes me engoliam cheios de dúvidas.

— Se você quiser me ver, sabe como me encontrar. – Dei um beijo em sua mão e um sorriso brotou naqueles lábios.

Então ela desceu do carro e foi embora, fiquei esperando até que entrasse em casa, para só então sair dali. Voltei para casa completamente perdido... Eu tinha acabado de cometer uma loucura, mas foi tão intenso. O que essa garota tem que me faz perder o juízo? O beijo aconteceu, qual eu tanto resisti. E não dar para voltar atrás, se for a minha perdição, pode ter certeza.

Já estou condenado.

POV Katherine

Sexta feira é o melhor dia da semana pra mim, pelo menos era. Quando eu saia sexta à noite para festas, ou só saia de casa mesmo, era a melhor coisa que fazia a semana inteira. Mas não rola, o castigo ainda não acabou, ainda falta chão para que acabe essa tortura. E para acabar de completar minha mãe me proibiu de trazer qualquer pessoa do sexo masculino sem que houvesse outra pessoa aqui.

Tudo culpa do Damon e da Elena, eles me deduraram. Eu não gostei nenhum pouco da atitude dele, certo que eu não tenho nada sério com Kol, são só alguns beijos. Mas ainda sim, isso não quer dizer que eu aceito que Damon saia expulsando as pessoas que eu trago aqui.

E sem falar na Santa Elena, a filha perfeita que nunca erra. Ficou toda magoada comigo porque eu disse na frente de Damon que ela nunca transou com ninguém. Confesso que peguei pesado, mas esse é o jeito de me defender... Não sei outro jeito. A raiva que eu senti se esvaiu no outro dia, mas a mágoa da minha irmã não. Ela está me ignorando.

Entrei na sala e só encontrei Rick sentado no sofá lendo algo que não identifiquei, deve ser um de seus livros esquisitos. Sentei ao seu lado e comecei a mexer nas unhas, mas isso não pareceu desconcentrá-lo. Comecei a fazer cachos nas pontas dos cabelos e esticá-los até um ponto que batesse nele, e assim foi. Porém Rick nem se quer pareceu notar, então bufei e me levantei para ir embora.

— Quer alguma coisa, Katherine? – A voz de Rick irrompeu pela sala.

Semicerrei os olhos, ele estava me testando.

— Tava me testando? – Perguntei voltando a sentar no sofá.

— Quer alguma coisa ou não? – Rick insistiu sério.

— Quero. – Fiz beicinho.

— O que houve? – Uma linha de preocupação surgiu em sua testa.

— Houve que eu não sei o que fazer, Elena me odeia, minha mãe sente vergonha de mim e o cara que eu gosto... – Surpreendi a mim mesma quando disse aquilo. Pigarreei. – O caro que eu acho que posso estar gostando, ter uma coisa legal sabe? Está a milhares de quilômetros de mim. – Após jogar tudo aquilo pra fora parece que saiu um peso das minhas costas.

— Olha Katherine, não acho que Isobel tenha vergonha de você, muito contrário, ela sente muito orgulho. Não é porque não aprovamos certas atitudes suas que temos vergonha por quem você é. – Rick pegou minha mão e deu um beijo. Gostaria que ele fosse meu pai de verdade, não só meu padrasto. – E sobre esse cara que você “pode” gostar, não tente se enganar, muito menos fugir. Você já gosta dele!

— Hm. – Foi o único som que consegui emitir. Ah se ele soubesse que esse cara é o diretor da minha escola, com certeza não estaria nessa calmaria toda. – E sobre Elena?

— Isso também tem conserto. – Rick se levantou do sofá e pegou seu livro. – Ela é toda sua Elena.

Me virei e reparei que minha irmã estava encostada ali no canto da sala, me encarando. Bati no canto onde Rick estava sentado a segundas atrás, chamando-a para sentar ao meu lado. Mesmo cogitando a ideia dela não vir. Só que ela veio. Passaram-se alguns minutos e eu juro que não sabia o que fazer, não sou de pedir desculpas.

— Elena, eu... – Cadê as palavras? – QueroTePedirDesculpas. – Falei entre dentes e a última palavra mal deu para ouvir.

— Como é? – Era obvio que ela entendeu, mas queria me torturar mais um pouco.

— Desculpas, ta legal? Não deveria ter feito aquilo. É que às vezes eu faço e digo coisas que depois quase me arrependo. – Forcei um riso amarelo.

— Eu sei. – Foi só o que minha irmã disse.

— Então, você me perdoa? – Fiz beicinho novamente.

— Só se você me disse que esse cara por quem você está apaixonada não é o Kol! – Elena fez careta de quem ia vomitar.

— Claro que não! Kol é só... – Fiquei analisando o que ele era pra mim.

— Seu novo brinquedinho? – Elena me questionou arqueando as sobrancelhas.

— Pode ser. Mas relaxa, não é nada sério. – Chamá-lo de brinquedo é meio pesado, mas o que eu posso fazer?

— Só toma cuidado, ele não me parece boa pessoa. – Elena deu um beijo em minha testa e se retirou da sala, me deixando absorta em meus pensamentos... Será que ela tem razão? Se bem que esse rolo já está indo longe demais, e a pessoa que eu queria atingir, nem se quer está aqui pra ver.

...

Fim de semana passou voando, já que eu não poderia sair, fiquei em casa o fim de semana inteiro. O que me serviu para pensar na minha situação com Kol, não posso levar isso adiante. Tenho que pôr fim nisso ainda hoje.

Falando em hoje, já fez uma semana que Elijah viajou... Quase duas semanas desde aquele beijo. E eu ainda precisando de respostas! Maldito Mikaelson!

Cheguei à escola de carro com Elena, ela desceu e foi direto em direção aquela oxigenada da Caroline! Não gosto dessa projeto de pirua.

— Katherine? – Ouvi uma voz me chamando. Conheço essa voz... E o dono dela.

— Kol. – Forcei um sorriso.

— Você sumiu esse fim de semana. Não retornou minhas ligações, não respondeu minhas mensagens. – Uma linha de preocupação surgiu em sua testa.

— Pois é, sem tempo. – Dei os ombros. – Sabe o que é, Kol? Acho que não dar mais pra levar esse nosso caso adiante.

— Como é? – Um olhar indecifrável pairou em seu rosto. Aposto que ele entendeu o que eu quis dizer, mas está se fazendo de desentendido.

— Você entendeu o que eu quis dizer. – Revirei os olhos, aquela atitude dele era tão infantil.

— Você só pode está de brincadeira. – Kol forçou um riso que saiu como um grunhido. Então se aproximou de mim e agarrou meu braço, de uma forma um tanto brutal.

— Está me machucando. – Engoli em seco ao reparar que já não tinha mais ninguém por perto.

— Você não pode está falando, sério. – Ele falou cada palavra rangendo os dentes, seu olhar meio embaçado me encarando... – Katherine, eu gosto de você. Isso não basta? – Elena tinha razão. – Hein? – Senti-o apertar meu pulso ainda mais forte.

— Me solta! – Tentei desvencilhar-me, mas o infeliz era mais forte.

— Se você fizer isso, eu espalho para todos que... – O olhar ensandecido de raiva direcionado para mim a cada palavra.

— Kol, largue ela agora! – Eu estava tão concentrada nas palavras de Kol que nem notei quando Elijah chegou. Só percebi ao vê-lo puxar a gola da camisa do irmão e o obrigar a olhar em seus olhos.

— Não se mete, isso não é problema seu! – Kol empurrou Elijah para o lado e voltou a agarrar meu pulso. Mas dessa vez fui mais rápida que ele, me desvencilhei antes do aperto. – Volta aqui, Kath!

Antes do mais novo se quer encostar perto de mim, Elijah o pegou pelo colarinho novamente, mas dessa vez não saiu uma palavra de sua boca, nem daria tempo. Kol desferiu um soco na boca de Elijah, mas esse nem se quer saiu do lugar, sem dar chance para o irmão repetir a dose, deu-lhe um soco na cara e outro no estômago. Mais dois socos e Kol foi ao chão... Quem era esse? Rocky Balboa? Não sabia que meu lindíssimo diretor curtia uma briga de rua.

— Meu Deus, Elijah. – Foi só o que consegui dizer depois da cena que vi. – Seu irmão... Ai meu Deus, você está machucado. – Vi que seu lábio inferior sangrava agora.

— Eu estou bem. – Elijah passou a mão pelo meu ombro, depois pegou em meu pulso onde tinha a marca dos dedos do irmão, devido ao aperto. – Ele te machucou? Fez alguma coisa com você?

— Eu to bem. – Engoli em seco.

— Se ele estivesse feito algo com você, nem sei do que seria capaz. – Elijah olhava o irmão se contorcendo de dor no chão. – Vamos sair daqui? Não quero que ninguém saiba que fui eu que fiz isso com meu próprio irmão.

— E vamos pra onde? – Perguntei sem entender.

— Só confia em mim. – Elijah me estendeu a mão, não sei porque, mas eu já confiava. Mesmo sabendo que poderia acabar sem respostas outra vez.

— Eu confio. – Coloquei minha mão em cima da sua e apertei, em reposta, o aperto foi devolvido.

Não sei pra onde ele irá me levar, mas desejo muito ir. Algo dentro de mim diz que eu posso confiar. Se seus planos for me levar para o inferno... Pode ter certeza, vou queimar nas chamas por confiar nesse homem.

Notas finais
OPAAAA! E O BEIJÃO KLAROLINE, HEIN? Quente esse Niklaus! A blusa da Car, toda descompensada. kkkkk E a briga entre os irmãos Mikaelson? Kol levou o que mereceu, mexeu com a Kath, mexeu com Elijah! Me contem o que acharam, vou esperar vocês! Beijos amores miooos s2 Link da roupa da Car:::: https://whatsinfashioncwb.files.wordpress.com/2012/03/candiceaccolavolkswagenrockrollsuper0g85zyii09pl.jpg