Segredos
22 Capítulo Vinte e Um
Notas iniciais
Abro a porta do banheiro e tenho que controlar a enorme vontade de fechá-la, com uma batida forte.
A raiva ainda faz meu estômago revirar.
Bufo alto ao ver que Edward continua sentado na cama mantendo a porcaria do notebook, sobre suas pernas.
Aperto os lábios, meus passos são no piso soam alto pelo quarto, mas ele não se dá ao trabalho de ao menos erguer os olhos para mim, nem por um segundo.
Cerro os olhos, minha vontade de jogar aquele eletrônico infeliz no chão só aumenta.
Puxo os lençóis da cama de modo impaciente, ajeito os travesseiros e Edward continua vidrado na merda do computador.
Mordo meu lábio inferior, me aproximo do divã aos pés da cama e pego o comprimido posto sobre a bandeja ao lado do copo de água.
Arrumo as alças da minha camisola, o bojo está levemente desconfortável.
Certamente minhas glândulas mamárias já estão providenciando o leite para Arthur.
O pensamento me faz sorrir e relaxar um pouco, mas ainda continuo estressada. Me deito na cama, Edward ainda parece ignorar minha presença ali.
Infeliz.
Estico o braço, desligo o abajur sem maiores problemas, o quarto fica ligeiramente escuro a não ser por aquela maldita luz do notebook.
Estalo a língua virando o corpo na cama, fecho os olhos tentando dormir.
Mas é impossível, ainda quero socar meu futuro marido.
Tudo que eu queria era ir para o banheiro com ele e ter uma longa e deliciosa rodada de sexo, mas Edward preferiu ficar aqui com seu computador de merda, ao invés de saciar o meu desejo!
Aperto os lábios, respiro fundo e tento concentrar minha cabeça em outra coisa.
Tenho tantas coisas para pensar. A comemoração que foi ótima. Nossa ida para Paris, o casamento, meu filho, nossa casa...
O sorriso começa a brotar em meus lábios, contudo sentir a mão quente passar por minha cintura o faz sumir quase que instantaneamente.
Prendo o suspiro ao sentir o corpo forte de Edward colar ao meu.
Posso sentir que ele está vestindo apenas uma cueca, sua pele toca a minha em vários lugares e eu amo o modo como nossos corpos se encaixam.
—Está brava? – sua voz rouca deixa meu corpo mole, minhas pernas tremem e meu corpo se arrepia.
Caralho, mesmo não querendo, eu amo esses efeitos que ele causa em mim.
Bella! Seja firme... Lembre-se do seu mantra de sedução!
Minha parte racional praticamente berra dentro de mim.
Mordo os lábios com força.
Fria... Não fria, não... Segura e sensual! Isso segura e sensual.
—O que você acha? – minha voz sai mais controlada do que eu imaginava.
Sorrio saudosa relembrando de quando as coisas entre nós estavam assim: Na sedução.
—Acho que seria muito bom se eu te levasse para o banheiro e desse tudo aquilo que você queria. – sua respiração quente bate contra meu pescoço.
Engulo seco, Edward se abaixa e pega minha orelha com as pontas dos dedos.
Contraio os lábios engolindo o ofego.
—Não estou mais afim. – mantenho os olhos fechados, meu timbre sai desdenhoso arrancando um riso de Edward.
—Não? – pergunta antes de beijar minha garganta. Permaneço em silencio sentindo-o se movimentar atrás de mim, porém ele não se afasta.
Sua mão em minha cintura se abaixa até colidir com a barra da minha camisola, mas seus dedos ficam ali, apenas roçando na pele da minha coxa.
—Responde Isabela. – sua voz grave, antecede a mordida que ele dá em meu pescoço.
Porra! Ele sabe exatamente como me provocar, também, conhece cada centímetro do meu corpo!
—Isabela... – o modo ameaçador que ele murmura meu nome me deixa completamente excitada.
Oh, droga! Só me resta mentir, não é?
—Não. – minha resposta é curta mas não tão firme quanto eu gostaria.
—Hm... – o som baixo sai acompanhado por sua respiração, o ar quente toca minha nuca e outra onda de arrepios me cobre.
Permaneço parada, não movo um músculo sequer. Os únicos barulhos no quarto são os da nossa respiração.
A minha está levemente descompassada e Edward percebe isso.
Seus dedos correm por minha coxa em um vai e vem lento, a casa toque, mais ele se aproxima de minha calcinha.
—Porque eu acho que você continua afim? – mordo o lábio inferior com força evitando o ofego, enquanto ele chupa meu lóbulo.
Caralho.
Engulo a vontade de dizer que eu ainda estou afim e me mantenho em silencio, por pouco tempo pois dessa vez, não consigo prender o ofego quando os dedos de Edward finalmente tocam em minha calcinha.
Ele desce os lábios por meu braço traçando um caminho doce e provocante.
—Não estou mais. – minha voz sai tão fraca que eu sinto vontade de me bater.
Sério Bella?
Sinto o sorriso de Edward nascer contra minha pele, seu polegar corre pelo cós de minha calcinha fazendo-me praticamente queimar.
Porra, porra, porra!
Um puxão, um movimento rápido e ele está sobre mim.
Seu corpo pressiona o meu de um modo delicioso, abro os olhos e em meio a escuridão, consigo encontrar aqueles orbes brilhantes.
Ele me desafia, quer brincar e me provocar ainda mais.
—Vamos concertar isso então. – sua voz sai ainda mais rouca pelo quarto escuro e silencioso. Abro os lábios para responder, contudo eu me calo quando sua língua toca a minha.
Ele segura minhas mãos no colchão, mantendo-as presas ao lado da minha cabeça.
Chupa meus lábios e os morde de uma maneira deliciosamente, única.
Arqueio o quadril e o já sinto duro e pulsando sobre mim.
Desista Isabela, você já perdeu essa.
Assumo mentalmente, respiro ofegante quando Edward separa nossas bocas para se concentrar em meu pescoço.
Mordidas e chupões me levam a loucura.
Ele solta uma das minhas mãos e acho a oportunidade perfeita para embrenhar os dedos em seus cabelos macios.
Ofego alto sentindo-o lamber meu colo, sua respiração quente bate contra minha pele húmida e isso é maravilhosamente bom.
Sem tirar os lábios de mim, Edward abaixa a alça da minha camisola e com um puxão, deixa meus seios à mostra.
Estou ofegante, já tenho os dois braços livres e não meço os arranhões quando Edward começa a chupar meu peito direito.
Sua língua contorna meu mamilo com uma fricção viciante, arqueio o corpo sentindo sua mordiscada.
Oh, merda! Isso é muito bom...
Mordo meu lábio inferior com força apreciando as sensações que infelizmente, não duram muito.
Edward volta a escorregar o corpo por cima do meu, ele desce a outra alça da minha camisola e logo a tira de mim.
Nem dou muita importância, sinto meus olhos embaçados e garganta ardendo de tanto desejo.
Ele pega e afasta minhas pernas com força, sorrio com isso.
Amo sua pegada bruta.
Se pondo entre elas, Edward volta a correr a boca por minha barriga. Seus beijos molhados alcançam meu umbigo e sui língua quente, o rodeia.
Seguro o lençol com um aperto, suspiro longamente já compreendendo o que ele tem em mente.
Um oral, é claro.
Sua mão desliza pela parte externa da minha perna esquerda até alcançar meu pé, Edward se abaixa e me morde mais uma vez, agora com um pouco mais de força.
Volta a subir o braço, dessa vez passando os dedos pela parte interna da minha perna até chegarem em minha calcinha.
Sem cerimônia alguma ele infiltra aqueles longos e quentes dedos em minha vagina. Arqueio o corpo com a pressão que ele faz sobre meu clitóris.
Fico ainda mais molhada.
—Tem certeza que não está afim, amor? – suas palavras são sedutoras, provocantes e maliciosas.
Acho que agora, ele quem é o diabinho!
Se afastando um pouco, Edward puxa minha calcinha em segundos tira a peça intima de mim. Abro os olhos e em meio a escuridão, consigo vê-lo se abaixar ainda mais.
Ainda o olhando, posso sentir sua respiração colidir com minha pele sensível e molhada.
—Você está afim, não está? – sua pergunta sai baixa, Edward inclina a cabeça passando a língua sobre meus lábios grandes.
Solto o ar pela boca e então o gemido que tanto segurei, escapa de minha garganta.
—Sim... Eu estou. – confesso, estou de mãos atadas mesmo.
—Ótimo. – alisando minhas pernas, ele ainda lambe toda a extensão da minha virilha. —Agora me diz o que você quer. –
Um arrepio passa por meu corpo quando sua língua corre, rapidamente, por minha entrada.
—Edward... – clamo chorosa.
—É só falar o que você quer que eu dou a você. – tranquilo, é assim que ele soa.
Mordo o lábio inferior, bato as mãos no colchão e deixo as palavras saírem.
—Quero que me chupe... – não preciso dizer mais que isso, pois no segundo seguinte, sua boca já está em mim.
Sua língua contorna cada pedacinho da minha vagina que a cada segundo mais se encharca, antes de dar a devida atenção ao meu clitóris inchado.
Edward me penetra com dois dedos e não consigo prender o palavrão quando o vai e vem lento começa.
Finco a unhas no colchão, mal consigo respirar. Já sinto aquela febre subir por meu ventre, meu coração já está acelerado e meu corpo começa a dar os sinais de que estou prestes a gozar.
Mas então ele para. Ele tira os dedos e a boca de mim. Abro os olhos sentindo a frustração me dominar. Edward está afastado.
—O... O... – passo a mão tremula por meu rosto sem conseguir formular nada coerente.
Edward não me dá resposta, por causa da escuridão não consigo perceber o que ele faz exatamente.
Volta a se inclinar, passa os braços por minhas pernas e sem reação eu as deixo serem dobradas por ele.
Edward se ajoelha na cama e sinto seu membro roçar em minha vagina me deixando instantaneamente acesa.
Ele ainda segura minhas pernas quando estica o corpo para me beijar. Meus joelhos quase tocam em meu queixo e mesmo a posição sendo um pouco desconfortável, eu deixo sua língua invadir minha boca.
Sugando meu lábio superior, Edward se coloca dentro de mim. Devagar, lentamente, quase parando.
Puxo seus cabelos sentindo-o cada vez mais profundo.
Oh, merda... Isso é muito bom.
Ele morde minha boca, me dá outro beijo e sem aviso, começa a estocar dentro de mim.
Meu corpo sacoleja na cama, meus gemidos se misturam com os de Edward que deixa mordida por meu ombro.
Arranho suas costas sentindo o suor começar a brotar em meu corpo que queima, arde, implora cada vez por mais.
Sinto como se tudo parasse por um segundo. Deixo de escutar, de falar, de sentir, tudo some e então numa explosão repentina tudo volta. De uma vez.
Meu corpo desfalece sobre a cama, tremo tanto que acho que estou tendo um ataque, mas não. Edward está do mesmo jeito.
Acho que gozamos juntos, pois ele libera minhas pernas e deixa seu corpo cair sobre o meu, mantendo o peso nos braços.
Fecho os olhos e aguardo os deliciosos segundos pós-foda passarem. A sensações ainda são intensas dentro de mim.
—O que acha de irmos para o banheiro agora? – beijando minha garganta Edward propõe, solto um riso, meus dedos ainda estão em seus cabelos.
—Não sei... – abro os olhos, tomo fôlego e sei que está na hora de voltar para o jogo. —Você não prefere ficar aqui com seu computador? –
Erguendo a cabeça, ele sorri torto.
—Já resolvi tudo o que tinha para resolver. – arqueio a sobrancelha forçando meus olhos para poder enxergar seu rosto.
—E eram tão importantes assim? – não deixo de sentir ciúmes, o que será que ele resolveu?
—Muito. – confirma me dando um beijo estalado.
—Mais do que eu? – a risada de Edward sai alta, ele arruma os braços na cama, respiro fundo ele ainda está dentro de mim e seu movimento me deixa levemente excitada.
—Sabendo que você está diretamente ligada, são tão importante quanto. –
—O que estava resolvendo? – indago sem rodeios. Ele toma folego pela boca, seu polegar deixa leves afagos em minha bochecha.
—Os últimos detalhes da nossa lua de mel. – seu tom sai manso e suave. —Vamos para a Veneza. –
A surpresa se espalha por meu corpo.
—Veneza? – posso ver ele concordar com a cabeça. —Achei que fossemos voltar para cá, com os outros. –
—Ah, por favor Isabela! – ele bufa e posso apostar que rola os olhos. —Não acredito que pensou que não teríamos lua de mel. –
—Pensei. – confesso encolhendo os ombros. Ele bufa novamente, desço uma mão de seus cabelos até seu rosto e me inclino para beijá-lo. —Porque não ficamos em Paris então? –
—Porque eu acho que seria mais legal se fôssemos a um lugar inédito. – explica beijando minha mão. —Nunca fui para Veneza e sei que você também não foi, então pensei que seria conhecêssemos a cidade juntos. – sorrio com suas palavras.
Oh, meu Edward... Tão fofo!
—Mas se quiser ficar em Paris... –
—Não. – nego cobrindo sua boca com a mão. —Vou amar conhecer Veneza com você. – seu sorriso nasce contra minha palma da mão.
—Uh, que ótimo... – para de falar para morder minha boca. —Pensei por um segundo, que não estivesse a fim. –
Não deixo de rir, assim como Edward que agora, deixa beijos por meu ombro.
—Estou muito afim. – arqueando meu quadril contra o dele, deixo claro que estamos mudando de assunto.
Parece que eu peso menos que uma pena, pois ele se coloca de pé comigo em seus braços sem a menor dificuldade.
—Então vamos aproveitar porque eu estou afim de transar na banheira. – ofego com suas palavras, rodeio as pernas por sua cintura e me deixo ser carregada para o cômodo.
⇜❋⇝
Domingo, dia dezessete de outubro.
Chegou o dia de embarcarmos para Paris e eu mal acredito que em menos de vinte e quatro horas estarei no castelo de Chenonceaux.
Dizer que tudo está correndo bem é pouco. Tudo está perfeitamente bem, uma prova disso é a ligação que recebi de Lauren informando que Vera Wang já finalizara meu vestido e de quebra, confirma a presença em meu casamento.
Quantas pessoas tem Vera Wang em seu casamento?
Mas as notícias boas não pararam por aí. Estava tomando café da manhã quando Kim apareceu na casa de Edward e disse que o quarto de Arthur já estava pronto.
Todo reformado, decorado e completamente pronto para a chegada do meu bebê.
E eu não pude esperar, simplesmente arrastei Edward para nossa casa na Marina e controlar a ansiedade, fica mais difícil a cada passo que dou em direção ao quarto de Arthur.
Solto a respiração pela boca, estou nervosa, aflita, emocionada... Um misto de sentimentos.
Edward mantém a mão na minha quando finalmente paramos em frente a porta de madeira branca.
O nó em minha garganta se intensifica e sinto meu coração saltar no peito quando vejo a coroa azul clara, pendurada na porta. Seu corte é vitoriado, luzes de LED delineiam as letras do nome do meu bebê.
Arthur.
Tão lindo!
Kim nos abre um sorriso orgulho, sua mão pousa na fechadura em formato de coroa prateada e ainda nos olhando, ela abre a porta branca.
Ela se coloca de lado e libera nossa passagem, respiro fundo, olho para Edward por cima do ombro e seu sorriso me desfalece.
Caramba, que meu filho tenha os olhos do pai!
Seus dedos afagam a pele da minha mão, tomo fôlego e dou os primeiros passos para dentro do quarto.
A primeira coisa que meus olham captam é o berço. Ele é grande, está centralizado e deixa claro que ali, dormirá um verdadeiro príncipe.
O móvel de madeira tem acabamento arredondado nas cabeceiras e pés, além de colunas medianas nas laterais. As peças que compõe o enxoval se dividem entre tons de azul, bege e o branco.
O dossel preso na parede é simplesmente magnífico, ele é braço, cheio de curvas em tem a letra A bem centralizada. Dele, cai o mosqueteiro branco que enche de charme o móvel.
Dou mais um passo, puxando Edward, para poder ver a parede onde o berço está.
Sinto meus olhos brilharem.
É perfeito!
A parede em si é bege, cheia de risquinhos bem fininhos. Mas o melhor, é o painel de coroa em MDF branco.
Ele tem os mais belos recortes, luzes azuis saem de trás do painel dando uma iluminação indireta.
O que é claro, só deixa o berço ainda mais glorioso.
—Caramba, tudo está tão lindo! – solto um suspiro olhando em volta. Edward desvencilha nossos dedos, para poder apoiar a mão em minhas costas.
Tomo folego, admirando a luminária Caboche que distribui e muito bem a luz, com suas pérolas de cristais.
Olho para o tapete bege no chão, ele está sob o berço e sua pelúcia macia segue até a outra extremidade onde se encontra a cama de babá.
O móvel segue a mesma linha do berço e foi decorado por uma linda coleção com almofadas, rolinhos e travesseiros. O edredom tem os mesmos detalhes em azul claro que aparecem nas almofadas.
A parede parece ter sido coberta por um tecido aveludado, onde alguns raminhos de folhas branco, saem pelo tom bege.
Para completar, três quadrinhos com a moldura de madeira estão assimetricamente pendurados, esperando pacientes, para serem preenchidos com as futuras fotos de Arthur.
—Você estava com medo do quarto ficar escuro por causa do piso laminado de madeira, então eu busquei explorar uma tonalidade mais clara, para poder criar um contraste. – Ainda parada na porta, Kim explica.
Volto meus olhos para ela.
Mal sei como agradecer.
—Você arrasou, Kim. – elogio querendo poder demonstrar a ela toda minha gratidão.
—Aquele espaço é para amamentar? – apontando com o dedo, Edward parece encantado.
Olho na direção e tenho certeza que a ideia de não tirar as pérgulas de madeira foi a melhor que eu poderia ter.
Lá, no canto do grande cômodo, com uma iluminação mais baixa está o cantinho para amamentação.
—Isso. – mal dou importância as explicações que Kim começa a dar, rapidamente, trato de me aproximar do ambiente que passa uma tranquilidade absurda.
Meus dedos tocam a madeira fria de uma das pérgulas que separam a poltrona de amamentação do dormitório. A poltrona mole de amamentação, traz o ar mais moderno para o cantinho. As mesinhas de canto em dois níveis reservam o abajur e o porta-retratos. Na lateral os nichos iluminados dão destaque para os ursinhos fofos.
São tão lindos!
Todos com coroinhas na cabeça, alguns até sentado em pequenos tronos.
Apaixonante!
—Aqui, mais afastado da cama de babá, eu reservei um lugar para o Artur brincar. – maneio a cabeça, voltando a dar importância para as explicações de Kim.
Edward está parado um pouco a minha frente e presta devida atenção em cada palavra dita pela arquiteta.
Solto um suspiro me aproximando dele, minha mão passa por sua cintura e Edward logo me acomoda perto de seu corpo.
—Como Bella não quis tirar as pérgulas, eu as usei como divisão, para formar um delicioso cercadinho para o pequeno príncipe de vocês poder brincar com segurança e claro, muito luxo! –
Sorrio.
Pequeno Príncipe! Acho que o apelido dado por Alice realmente pegou.
Diferente do cantinho da amamentação que precisava de uma iluminação mais baixa, esse espaço ganhou uma iluminação viva, perfeita para brincar!
O cercado não é tão grade, mas certamente muito espaçoso para apenas um bebê.
As mesmas almofadas que servem de decoração na cama de babá, enfeitam o centro do cercadinho, que tem protetores acolchoados nas laterais.
Cantinho seguro e confortável para o Arthur brincar à vontade!
—O quarto ficou lindo Kim, ganhou vários espaços dentro do mesmo ambiente. Ficou muito lindo. – Edward elogia passando os olhos por todo o cômodo.
Mordo os lábios, ele tem razão.
A produção está muito bem setorizada. Ou seja, cada atividade da rotina do bebê ganhou um espaço reservado. Assim, o quarto se tornou um ambiente multifuncional e versátil se adequando a cada necessidade da criança.
—Obrigada, Edward. – a mulher sorri sem esconder o orgulho. —Mas ainda não acabamos, temos o banheiro e o closet para conhecer. –
Abro um sorriso, enquanto a seguimos pelo quarto.
—Está gostando? – voltando os olhos para mim, Edward indaga ansioso. Sorrio, afago seu rosto e me inclino para beijar seus lábios.
—Amando. – ele respira fundo, parece gostar de minhas palavras.
Mordo o lábio inferior e volto a prestar atenção no quarto onde uma parede ondulada, de gesso, decorativa separa o quarto dos outros ambientes.
Não há portas, a passagem grande está livre e eu acho isso incrível.
Olho primeiramente para o lado esquerdo vendo os armários branco com luzes independentes. Eles são lindos, grandes, a madeira é um luxo.
Ao lado, um trocador bem pensado, incorpora toda a decoração, deixando tudo mais prático.
—O banheiro é ali. – Kim gesticula para o lado direito e não demoro a olhar na direção.
Unindo todas as necessidades de banho e troca essa bancada de silestone é um verdadeiro de luxo!
A bancada ainda tem gavetões onde posso manter os acessórios de higiene dele, sempre a mão.
No canto esquerdo está o colchãozinho para a troca de fraldas. Ao centro a linda banheira vitoriana. À direita a pia.
Alguns espelhinhos brancos estão pendurados sobre a pia, suas molduras são vitorianas e novamente a Inicial de Arthur está presente.
—E então, me sai bem? –
—Saiu perfeitamente bem! – respondo fazendo-a rir.
Segurando na mão de Edward, eu o puxo de volta para o quarto e dessa vez, posso ver mais detalhes do quarto.
Como as cortinas brancas em linhão com prega de ilhós no trilho, que deixam escondida as grandes janelas de vidro.
Não contenho o sorriso.
Tudo tão perfeito e lindo feito exatamente para ele. Para o meu principezinho!
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