Segredos
23 Capítulo Vinte e Dois
Notas iniciais
A brisa fria me faz encolher ainda mais dentro do casaco de couro. Solto o ar pela boca, vendo a típica fumacinha sair por meus lábios.
Está frio. Está fodidamente frio e se Lauren não tivesse dito que está calor em Paris, eu já estaria me descabelando.
Lauren é realmente ótima, acho que não há melhor cerimonialista do que ela!
Ela embarcou para Paris na manhã do dia de ontem, isso porque sua equipe já está lá há três dia, tudo para garantir que nada vai sair como não planejamos.
Tudo vai sair perfeito!
As luzes do avião ficam ainda mais intensa, cerro os olhos, parece algum tipo de sinal.
A frente, as aeromoças coordenam a entrada de nossas bagagens com os carregadores.
Solto um suspiro e mais uma vez a fumaça branca escapa por meus lábios.
—Bella. – viro o rosto procurando a voz de Alice, ela caminha em minha direção seguindo ao lado de Edward.
Edward!
Não posso deixar de admirá-lo. Tons escuros caem tão bem para ele!
Passo os olhos por seu corpo, ele está vestindo um suéter preto de lã e ao redor do pescoço, uma bela echarpe azul marinha o deixa ainda mais estiloso.
Ergo os olhos, encontrando logo os seus.
São tão lindos... Arthur, herde os olhos do papai!
—Lauren acabou de ligar. – Alice volta a falar em meio a minha falta de resposta. Edward para ao meu lado, seu braço passa por meu corpo e logo me aconchego contra seu peito.
—O que ela queria? – questiono, nem o frio me incomoda mais.
—Avisar que o cabeleireiro já chegou lá e sua médica liberou os produtos para você pintar o cabelo. –
Não prendo o sorriso com a notícia.
—Que bom, não aguentava mais essa raiz loira no meu cabelo! – Alice ri, deixa um tapinha em meu ombro antes de seguir até Suzane e Esme.
—Vai pintar o cabelo? – virando meu corpo, paro a frente de Edward, minhas mãos sobem por seu peito até se enlaçarem em seu pescoço.
—Sim, já está na hora. – murmuro a ele que sorri torto.
—Porque não volta a ser loira? – após alguns minutos em silencio, Edward solta as palavras.
Voltar a ser loira?
—Não acho que a cor me favorece. – dou de ombros, ele sorri torto, se inclina selando seus lábios sobre os meus.
—Eu acho. – seus dedos passam em meus cabelos, pondo-os atrás da orelha. —Gostava de você loira. –
Cerro os olhos o fitando atentamente.
Como assim, gostava?
—E não gosta de mim morena? – minha pergunta o faz rir.
—Bella, eu amo você de qualquer jeito. – suas palavras me derretem, meu coração dá piruetas dentro de mim. —Pode raspar a cabeça, pintar os cabelos de rosa, ainda vou continuar amando você. –
Tomo seu rosto entre as mãos, o salto da bota me ajuda um pouco e com isso, não preciso me pôr na ponta dos pés para beijá-lo.
—Também te amo. – minha voz sai ofegante, contudo ainda é audível. —Sabe que você me deu uma boa ideia? – passo as mãos por seus cabelos, meus lábios deixam beijos em seu queixo.
—Dei? – com a cabeça apoiada em meu ombro, Edward respira fundo.
—Deu... Me imaginei com os cabelos rosa e gostei. – profiro fazendo-o rir baixo. —É serio amor, já me imaginou de cabelo rosa? Acho que eu fico bem, não fico? –
Erguendo o corpo, Edward deixa nossos olhos se encontrarem, seus dedos traçam afagos calmos por meu rosto.
—Ainda gosto mais da ideia de você voltar a ficar loira. – seu timbre sai sério, mesmo ele estando com um sorriso nos lábios.
Maneio a cabeça, solto um risinho e deixo mais um beijo sobre sua boca.
—Nem pensar. – lhe lanço uma piscadela, nossos risos se misturam em meio a noite silenciosa.
—Com licença, Edward. – parando a nossa frente, Bree chama.
Mordo os lábios voltando minha atenção para ela, assim como Edward.
—Sim. – ele responde mais sério.
—Tudo pronto para decolarmos. – informa num tom devidamente profissional.
—Já estamos subindo, avise aos outros por favor. – entrelaçando seus dedos aos meus, Edward começa a me guiar para o avião.
Por cima do ombro, vejo a aeromoça falar com Alice, Esme, Renée, Suzane e Phil. Solto um suspiro longo, meu estomago está gelado e ansiedade aumentou consideravelmente dentro de mim.
Mordo o lábio inferior, subo os degraus amarelo com cuidado.
Em menos de onze horas, estaremos em Paris!
⇜❋⇝
A porta do carro se abre, Edward é o primeiro a sair do veículo, me esperando e estendendo sua mão a mim, ele me ajuda a descer do automóvel alto.
Arrumo os óculos escuro no rosto, recosto a cabeça no ombro de Edward e espero os outros se unirem a nós.
Bocejo longamente, estou cansada e com sono.
Era quase oito da manhã, quando pousamos em Paris.
Realmente fiquei feliz ao ver o dia ensolarado, nada muito quente, é claro, mas o sol nos obrigou a trocar de roupa.
Assim que todos estavam prontos, nos dividimos entre os carros para poder seguir em mais duas horas e meia de viajem até o Chenonceau.
—Ainda está enjoando? – afagando meu rosto, Edward pergunta, sua voz é terna e baixa.
—Não, estou bem. – ergo meus olhos para ele por segundos, recebo seu sorriso e volto a acomodar a cabeça em seu ombro.
Fecho os olhos, com quase três meses de gestação é a segunda vez que passo mal. A primeira vez foi o estresse, a noite mal dormida e todo os acontecimentos malucos que aconteceram naquela fatídica semana da morte de Carlisle.
Agora, o motivo fora outro. O balanço do carro se uniu a ansiedade estrema e meu estomago se revirou dentro de mim.
Achei que não fosse conseguir segurar, tivemos até de parar por alguns minutos, esses que me deram uma melhoria enorme.
Só assim, depois de respirar ar puro, consegui seguir o restante do caminho.
—Viajem cansativa, meu Deus! – ainda de olhos fechados, ouço a voz de Suzane e logo sua mão pouca em minha testa. —Está melhor? –
—Estou sim, Tia. – a olho rapidamente, para lhe lançar um sorriso.
—Certamente foi o balanço do carro que a deixou enjoada. – Esme profere, a voz doce como sempre.
—Acho melhor chamarmos um médico... – Edward começa a dizer, contudo eu rato de interrompe-lo.
—Amor, não precisa chamar um médico. – olhando-o, rolo os olhos. —Esme tem razão, foi o chacoalhar do carro que me deixou enjoada. –
—Tem certeza? –
—Tenho. – confirmo beijando sua garganta.
—Acho que o Arthur quer se fazer presente, gente! – Alice cantarola soltando os cabelos do coque frouxo que fizera.
—É, ele quer atenção. – falo sorrindo a ela, que me lança uma piscadela rápida.
—Caramba, que lugar incrível! – Renée exclama visivelmente fascinada. A procuro com o olhar e assim que percebo que ela fita a direção oposta a mim, faço questão de seguir seu campo de visão.
Viro o corpo e assim que meus olhos focalizam a paisagem, fico estática.
O castelo!
A fascinação que minha mãe demostrou a pouco agora corre por mim, juntamente de um misto de entusiasmos.
O castelo é constituído por três elementos distintos.
O primeiro deles é a ponte com os seus arcos, em cima da qual se construiu a ala mais leve do edifício.
O segundo elemento é o corpo central do castelo.
E por último, à esquerda, um torreão, que parece ser o que restou de uma velha fortaleza medieval, sólido, atarracado, grande, e que produz a sensação de estabilidade, ao último grau.
Chama a atenção o contraste entre os arcos da ponte, tão diáfanos e leves, e a base pesada da parte central.
Esse misto de firmeza, de estabilidade e delicadeza forma um contraste harmônico de qualidades opostas, que acentua a sedução inerente a essa parte do edifício.
São os três elementos sucessivos que dão encanto ao castelo e explicam sua beleza.
Ainda boquiaberta, viro o corpo vendo os jardins aos meus lados.
Um quadrilátero apresenta desenhos e vegetação lindíssimos, com aquela grama esmeraldina , típica da região europeia.
Tais jardins são arranjados e "penteados" de tal maneira, que não podem ser mais belos.
Para compensar o extremo do arranjado, há ao seu lado uma arborização "despenteada", puramente silvestre, que completa plenamente o panorama.
O lugar é fascinante, as fotografias não fazem jus a beleza e ao esplendor do castelo.
Mordo os lábios, volto a olhar para o castelo!
Ele flutua sobre a água como se fosse uma fantasia, uma coisa irreal, um sonho!
Certamente o castelo perderia pelo menos cinquenta por cento de seu encanto se fosse construído em terra, e que, em vez de correr um rio debaixo dele, passasse uma estrada poeirenta comum, permitindo o trânsito dos mais distintos automóveis.
Fica claro o que seu construtor explorou para produzir essa sensação de inebriamento.
Tem uma sensação paradisíaca vendo as águas do rio fluírem tão plácidas, marcadas pelo azul do céu, e o castelo que nelas se reflete reproduzindo a imagem de si mesmo.
Ele parece um Taj Mahal francês!
É incrível, único, maravilhoso...
A maior beleza do castelo consiste na concretização dessa ideia originalíssima de construir uma parte dele sobre uma ponte. E isso de maneira tal, que ele, por assim dizer, parece um cisne em cima da água.
Sim, ele é o castelo cisne!
Quanta harmonia foi posta nessa poderosa obra de arquitetura.
Por mais espontâneo que o castelo pareça, tenho a consciência de que tudo foi estudado com uma sagacidade extraordinária, para provocar um efeito de conjunto, e com tal perfeição, que a noção de afinidade nasce sem que eu, ao menos, consiga explicitá-la.
—Ual! – Alice solta baixo, pelo canto dos olhos eu a fito.
Ela está tão vidrada, quanto o resto das pessoas a nossa volta.
—Me sinto dentro de um conto de fadas. – não prendo o riso, ao ouvir as palavras de Suzane.
—Se por fora é tão incrível assim, imaginem por dentro. – olho para Phil que ainda parece deslumbrado.
—Finalmente! – a voz de Lauren nos pega de surpresa. Abaixo o olhar do enorme castelo, vendo-a caminhar em nossa direção pela enorme passarela. —São cento e cinquenta milhas, não trezentas! – ela brinca, seu sorriso divertido me deixa mais tranquila, sinal de que está tudo bem.
—Bella começou a enjoar, tivemos de parar várias vezes. – Esme a informa, enquanto as duas trocam um rápido abraço.
—Uh, por alguns momentos eu esqueço que a noiva está gravida. – ela me olha, estende os braços e me puxa para um abraço. —Está melhor, querida? –
—Estou sim, Lauren. – respondo observando-a cumprimentar Alice, Renée, Suzane e por último Phil.
—Como foi a viajem? – indaga diretamente a Edward.
—Tirando os enjoos de Bella, tudo tranquilo. – ele profere, o braço, possessivamente enlaçando em minha cintura.
—Ótimo, mas vamos entrar, vou mandar servirem o café da manhã para vocês. –
Lauren logo volta a falar e mesmo o assunto sendo deveras importante, meu casamento, a coisa que mais prende atenção no momento é o castelo.
Estamos passando sobre a passarela mais fina e longa, onde posso ver as águas espelhadas do rio.
—Gostou daqui? – a voz de Edward é suave, baixa.
Ergo os olhos para ele e sorrio.
—Amei. – não prendo o suspiro. —É maravilhoso... O castelo, o rio... – Edward sorrio, com cuidado retira o cabelo do meu rosto, ele se inclina e me beija ternamente.
—Eu sabia que você ia gostar. – ele diz por fim, orgulhoso e satisfeito.
Desvio os olhos do rio que corre abaixo de nós e olho o grande vão de escadas a minha frente que levam diretamente aos portões de entrada do castelo.
Eles são de madeira, parecem portas de folhas duplas, com o topo arredondado.
São extremamente altos e toda essa grandiosidade é para mostrar imponência.
Subo degrau por degrau, passo meus olhos por toda a parte, quero conhecer cada detalhe do castelo.
E então, entramos no hall de entrada.
É enorme, gigante mesmo!
Mais um enorme vão de escadas se destaca, os degraus são de mármore dourado com corrimão de ferro e aço, contando ainda com detalhes folheados a ouro.
Olho para cima e me vislumbro com o teto. Ele é altíssimo, não divide o primeiro andar do segundo e parece abranger todo o castelo com seus recortes dourados, em meio ao gesso branco.
Os lustres são enormes, todos de cristais, parecem uma cascata de predas preciosas que iluminam todo o ambiente.
—Pessoal, lá em cima ficam os quartos, a biblioteca, o salão de festas, e outros cômodos que vocês estão liberados para explorarem. – volto minha atenção para Lauren, ela pronuncia tudo com bastante profissionalismo. —Só tomem cuidado ao ficarem andando por aí, porque o castelo é enorme... –
A chegadas de oito mulheres uniformizadas a faz parar de falar.
A primeira que parece ser a chefe de todas as outras, se aproxima de Lauren, por longos segundos elas conversam baixo.
—As meninas vão acompanhar vocês até seus quartos para que possam se instalar, tomar um banho e descansar um pouco enquanto mando servirem o café da manhã, ok? –
Uh, eu quero e como quero conhecer cada cômodo desse lugar!
A alegria e animação toma conta de mim.
Estar em um lugar assim, é mais do mágico... É surreal!
—Bella, se estiver se sentindo bem eu peço que venha acertar comigo alguns detalhes do casamento. –
Toda a minha animação se vai com as palavras de Lauren. Edward parece perceber, pois solta um risinho baixo.
Solto um suspiro e apenas concordo com a cabeça.
Pelo jeito, minha exploração vai ter que ficar para mais tarde.
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Se eu pensei, pelo menos por um segundo, que iria conseguir ter um tempo livre eu me enganei fodidamente.
Lauren me manteve ocupada o dia todo.
É incrível como ela simplesmente pensa em cada detalhe.
Quando que eu imaginei que teria de escolher o tipo de letra para grifarem a minha inicial juntamente da de Edward, nos talheres?
Nunca. Certamente nunca.
Em meio a tanta loucura dos últimos detalhes, os presentes já começaram a chegar. Foram dez enviados ao todo.
Taças de cristais, talheres de prata puro, jogos de café de porcelana sul-africana...
Eu preferi nem imaginar os preços daqueles presentes, aposto que eles juntos pagariam um bom carro do ano.
Com o passar da tarde, Alice, Esme, Renée e Suzane tiveram de ir para Paris fazer a última prova do vestido e como eu estava ocupada, não pude ir.
Edward, mesmo não querendo também teve de ir fazer os ajustes em seu fraque e a consequência disso:
Me deixaram sozinha.
É claro que eu sei que a noiva tem responsabilidades, mais do que qualquer outra pessoa, mas mesmo assim eu queria ter ido a Paris com eles.
Uma brisa suave passa por mim, levando meus cabelos em uma rápida dança.
Solto um suspiro, o sol já está indo embora, levando com ele mais um dia.
Agora só faltam quatro.
Não deixo de sorrir com o pensamento.
Menos de uma semana e estarei, finalmente, casada com Edward.
Um vento mais forte faz as pequenas Bluebells se agitarem em meio a grama verde. É incrível o cuidado que a administração do castelo tem com os jardins e plantas.
As pequenas flores tímidas, param aos poucos de se movimentarem.
Solto um suspiro.
Elas são lindas pois apesar de discretas as flores têm uma coloração tão diferente!
Meio roxo, meio azul... Não dá para dizer ao certo!
E ainda formam uma cama de mini flores pelo gramado verde.
O grasnar de um pato me assusta, recuo o corpo erguendo os olhos até o rio a minha frente, onde o animal branco flutua sobre a água que já toma os tons alaranjados do céu.
Um lugar realmente lindo!
Olho por cima do ombro ao ouvir barulhos de passos e sorrio contente ao ver Edward se aproximar.
Ele mantém as mãos no bolso da calça branca, está tão lindo usando uma camiseta cinza e um blazer bege.... Deixo a respiração saltar por minha boca, quando ele se senta ao meu lado.
—Demoraram. – falo a ela que sorri me pedindo desculpas silenciosamente.
—Culpe nossas mães, elas quem demoraram um século nas lojas. – ele pega minha mão entre as suas, para poder beijar meus dedos.
—Que bom que voltaram, já estava entediada. – recosto a cabeça em seu ombro, acomodando minhas pernas sobre as suas.
—Lauren já te dispensou? – seu braço forte enlaça minhas costas, fecho os olhos suspirando quando Edward beija minha testa.
Não entendo o porquê, mas eu adoro quando ele faz isso!
—Sim, ela disse que ia me dar paz pelo resto do dia... Precisava confirmar as entregas das flores, algo assim. – deixo o som da minha voz se perder pelo horizonte, o céu já começa a escurecer e as estrelas já são visíveis. —Aqui é muito lindo, parece que eu entrei no livro da Cinderela. –
Edward ri com minhas palavras fazendo seu peito vibrar.
Sorrio abertamente, eu amo o som de sua rizada.
—Edward... – chamo arrumando meu corpo para poder olhá-lo nos olhos. Ele lubrifica os lábios com a língua, quando seus orbes claros se voltam para mim. —Obrigada por me proporcionar algo tão especial assim... –
—Hey... Não tem que me agradecer. – afagando meu rosto, ele se inclina para me beijar.
Enlaçando os dedos em seus cabelos eu tenho que consciência de que tinha sim que agradecer.
Nem metade disso tudo estaria acontecendo se não fosse por ele.
—Tenho uma coisa para te contar. – mudando de assunto, Edward avisa mais sério.
Cerro os olhos, mordo o lábio inferior e peço que não seja nada grave.
O que será agora?
—Me contar? O que é? – questiono voltando os olhos, rapidamente, para o entrelaçar perfeito de nossos dedos. —Fale. – peço começando a ficar aflita.
—Ouvi Alice comentar Esme, Renée e Suzane a ideia de fazer um chá de cozinha para você. – ele conta soltando o ar pela boca. —Amanhã ou depois, sabe? – apenas assinto com a cabeça. —E enquanto você tem seu chá de cozinha, eu vou ter minha despedida de solteiro... –
Assim que suas palavras adentram em minha cabeça, cruzo os braços.
—Despedida de solteiro? – o filho da mãe concorda com a cabeça, posso ver que ele está segurando o riso. —E por acaso vai ter Strippers lá? –
—Certamente... Você sabe, despedida de solteiro sem stripper, não é a mesma coisa. –
Eu sei que ele está me provocando, mas mesmo assim não deixo de sentir ciúmes e raiva.
—Então eu acho bom você aproveitar e pedir uma delas em casamento! – exclamo e dessa vez ele não controla, apenas deixa a risada sair de sua garganta. —Não tem graça sua besta... –
—Tem sim. – murmura se inclinando e mordendo meu lábio inferior. —Você com ciúmes fica ainda mais gostosa. – rolo os olhos bufando. —Eu estava brincando, não vai ter nenhuma stripper. – Edward garante, sua voz séria deixa claro que ele fala a verdade.
—Hoje é segunda, certo? – indago a ele que parece não compreender minha pergunta.
—Sim, porque? –
—Rose e Emmet chegam amanhã, não é? – Edward apenas concorda com a cabeça. —E Tanya vem com eles, não vem? –
—Sim Bella, mas onde está querendo chegar? – passando a mão livre pelo cabelo, Edward me fita atento.
—Nada... – solto o ar pela boca. —Apenas faço questão de ter Tanya no meu chá de cozinha. –
—Faz questão? Mas você nem gosta dela! –
Dou de ombros e abro um sorriso.
—Não gosto, mas tê-la no meu chá de cozinha significa que ela não estará na sua despedida de solteiro. –
Edward rola os olhos, seu riso sai baixo.
—Não sei para que tanta implicância... –
—Ah, não sabe? – arqueio minhas sobrancelhas olhando-o. —Quer que eu te lembre? –
—Não, não quero. – cerrando o maxilar ele nega, dessa vez sou eu quem ri. —Faltam quatro dias, hein? – voltando a pegar minha mão, Edward diz após um longo período de silencio.
Olho para ele, meu sorriso se alarga quando confirmo com um aceno, estico o corpo e deixo um beijo em seu queixo antes de repousar a cabeça em seu ombro.
—Quatro dias... – minha voz sai pensativa, enquanto vejo os últimos raios de sol, deixarem o céu.
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