Segredos

21 Capítulo Vinte


Notas iniciais
Oláa minhas ticas! Como vão vocês? Espero que todas estejam beem! Seguinte, capítulo passado foi tenso e muitas não acreditaram na morte do Carlisle, mas lindas podem acreditar, ele morreu sim! kkkkk Bom, para aquelas que queriam saber o sexo e o nome do bebê, corra para ler, porque no capítulo a baixo está tudo detalhado! *------* Amores, espero que gostem, ok? Boa leitura :D

É quase meio dia e o sol ainda não apareceu. O dia está neblinado, um sereno cai por San Francisco deixando o ar ainda mais gelado.

Sair de casa hoje não foi uma coisa fácil. Por onde íamos, tinha algum paparazzo nos seguindo e isso é fodidamente irritante.

Ainda mais em uma situação dessas, onde as emoções estão a flor da pele.

Nossa noite foi extremamente difícil. De cinco em cinco minutos o telefone tocava, sendo na maioria das vezes, algum jornalista interessado no suicídio de Carlisle.

Os amigos da família também ligaram, alguns trataram de ir pessoalmente até a casa de Edward, onde toda a família estava reunida.

Incluindo os avós, nada simpáticos, dele.

Com o avanço da madrugada, o calmante de Esme finalmente fizera efeito e ela pode enfim, dormir um pouco.

Eram quase quatro e meia da manhã, quando Edward praticamente me obrigou a ir dormir. É claro que eu tentei protestar, contudo, tendo Alice ao seu lado, ele logo conseguiu me despachar para o quarto.

E foi a primeira noite, em dias, que eu dormi sem ele.

É incrível como a cama pareceu incrivelmente maior, mesmo com Alice ao meu lado.

Foi difícil dormir, cada vez que eu fechava os olhos, me vinha a cena de Carlisle pulando da ponte.

Isso foi agoniante, queria levantar e ir ficar com Edward, ou queria que ele viesse ficar comigo, mas Alice, obviamente não deixou.

Foi então, com muito custo que eu consegui dormir, isso por volta das cinco e meia, para depois acordar as sete.

A falta de sono me deixou enjoada, meu estomago se revirava dentro de mim e eu tive então, minha primeira náusea matinal.

Pude, enfim, me sentir uma grávida de verdade.

Como Edward estava envolvido com as coisas do funeral, eu preferi não chama-lo, aceitando apenas a ajuda de Alice que como sempre, se manteve firme ao meu lado.

Depois de longos minutos vomitando no banheiro, eu consegui me por de pé, escovar os dentes e tomar um rápido banho.

Esse que só aumentou meu sono e cansaço, e mesmo querendo cair na cama e não levantar pelas próximas doze horas, resolvi que já estava na hora de descer para ficar com Edward.

E foi exatamente isso que eu fiz, desci para sala com Alice, tendo a mais infeliz surpresa ao ver que Tanya estava ali.

Não como qualquer outra pessoa é claro, ela estava sentada ao lado de Edward, mantendo a mão dele entre as suas.

Explodir de raiva, era isso que eu queria. Caminhar até lá e deferir socos naquele rosto perfeito de Barbie dela, contudo o dia de hoje já estava complicado de mais, e eles não precisavam de um showzinho Pré-funeral.

Edward não demorou a perceber que eu estava ali, parada na escada admirando a linda cena a minha frente, tratando logo de se desvencilhar de Tanya e vir ao meu encontro.

Ele ficou preocupado, me puxou para longe e tentou explicar que eles não estavam fazendo nada demais.

Mesmo morrendo de ciúmes, eu precisei entender. Os dois, por mais que eu não queira e desgoste, são amigos, e é obrigação dos amigos confortar um ao outro, em situações como essa.

Foi então que eu resolvi deixar para lá.

É comigo que ele vai se casar. É comigo que ele vai ter um filho.

A perícia não demorou a ligar avisando que o corpo de Carlisle já estava liberado e foi aí que o desespero começou.

Esme já estava livre de calmantes, parecia calma, parecia controlada. Até que entramos no carro para seguir até o cemitério particular da família.

Durante o percurso, ela não disse uma só palavra, ficou quieta apenas fitando as ruas frias e estranhamente vazias, de San Francisco.

Os carros demoraram mais de quinze minutos para entrar no cemitério, isso devido aos vários paparazzi e jornalistas concentrados no portão.

Quando finalmente atravessamos os portões de ferro, eu pude ver o lugar que mais parecia um minicastelo.

Ele é todo de pedras brancas, as paredes meio arredondadas em curvas perfeitas, uma bela arquitetura renascentista.

Mas mesmo sendo lindo, não deixa de ser sombrio.

Esme foi a primeira a descer a do carro e ignorando qualquer tentativa de aproximação dos amigos e familiares que já estavam presentes no salão, ela seguiu diretamente até o caixão.

Deixei Edward correr até ela e ampará-la, preferi me manter afastada e não ver a imagem pálida e sem vida de Carlisle.

Foi comovente ver o sofrimento deles. De Esme e Hillary, principalmente.

Edward e Emmet, permaneceram ali, firmes e fortes, ao lado das mães.

A cada minuto, chegava mais pessoas, essas que foram escolhidas a dedo pela família e tinham a autorização de entrar.

Assim como Tia Suzane, que a meu pedido, foi liberada para entrar e ficar comigo e Alice.

Foi impossível de segurar o sorriso e o suspiro, ao vê-la com Edward. Ela demonstrou o mesmo carinho de sempre, o abraçando apertado e murmurando algumas palavras de consolo.

Ele sorriu e eu pude ver em seus olhos, toda a ternura que nutre por Suzane.

A manhã então se foi, o pastou chegou e fomos avisados que iam transferir o caixão para o jardim, onde a cova já estava aberta.

No gramado, as lápides são incrivelmente lindas. Pedras brancas, negras e parecem ser absurdamente caras.

Me arrumo na cadeira ao lado de Edward, que mantém o abraço na mãe.

Mordo os lábios, respiro fundo sentindo meu nariz doer.

Está frio, está congelando e ainda estamos longe do inverno!

Abaixo o olhar quando o grupo de seis homens fardados trazem o caixão, já fechado, para debaixo da tenda e o deixam sobre a base de ferro.

Esme já não soluça alto, contudo as lágrimas ainda são constantes. Os óculos escuros de marca, cobrem seus olhos vermelhos e inchados.

Do outro lado, a mãe de Carlisle parece estar a ponto de desabar nos braços do marido.

Engulo seco.

Só de imaginar a dor que ela está sentindo, me dá vontade de chorar.

—Você está bem? – a voz de Suzane sai baixa, se ela não estivesse com a cabeça inclinada e os lábios praticamente colados em meus ouvidos, eu provavelmente não teria ouvido.

Lubrifico os lábios com a ponta da língua, a olho e apenas maneio a cabeça em concordância.

Ela respira fundo, Alice nos olha apenas para garantir se não há nada errado e logo volta a se acomodar na cadeira.

Sua cara de sono chega a ser cômica, mesmo tendo os óculos tapando os olhos cansados.

Cubro os lábios ao bocejar, a minha frente, vejo as últimas pessoas se acomodarem e então o pastor toma a frente no pequeno palco montado.

—Hoje, dia vinte e oito de setembro, o mundo está perdendo um grande homem. – apoiando as mãos na madeira chocolate, ele começa seu discurso. —Um grande filho, um grande marido, um grande pai. –

Tomo fôlego com força, meus dedos entrelaçados aos de Edward, afagam as costas de sua mão.

Por cima do ombro, vejo Emmet apertar os lábios, a postura ainda é firme.

—Carlisle era uma ótima pessoa e como qualquer um aqui presente, cometeu alguns erros. Erros esses que trouxeram consequências terríveis. O dinheiro, o poder, a luxuria, são coisas que viciam e praticamente dominam as pessoas. Quanto mais se tem, mais se quer. –

Uma brisa fria corre pelo campo, um zumbido estranho a acompanha. Olho ao redor vendo as paredes de eucaliptos cercarem o local.

—Saber a diferença sobre o ‘ter’ o ‘ser’, é essencial na vida. Essencial, para que possamos viver bem e aproveitar o que de fato é mais importante. Como a família, os amigos... – o pastor narra no microfone. —Carlisle se foi e nos deixou uma grande lição. É como Dalai Lama dizia: Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido. –

Abaixo o olhar refletindo suas palavras.

Fazem total sentido.

—Vamos horar e pedir a Deus, que ele conforte o coração da família, dos entes e que guie o espírito de Carlisle para a luz divina. –

Arqueando as mãos, o pastor pede que nós nos levantemos. Deixo minha bolsa sobre a cadeira negra, puxo os óculos e os acomodo sobre a cabeça antes de começar a oração com o restante das pessoas.

No pequeno palco, ao lado do pastor dois homens tocam os acordes da música Hallelujah, um no saxofone e o outro no teclado embalando o momento da despedida final.

Hillary é a primeira a se aproximar e deixar a rosa branca sobre o caixão marrom, sendo seguida por Anthony.

Os pais de Esme parecem abatidos, mas não desfazem a postura firme em momento algum. Kathryn deixa a flor ao lado da outra e logo se afasta, dando espaço a Elizabeth e Emmet.

Rose segue atrás do marido, ao lado dos pais, ela coloca a rosa sobre as outras.

—Quer ajuda? – ouço a pergunta de Edward direcionada a mãe que abre um sorriso forçado, ao negar com a cabeça.

Ela se coloca de pé, pega a rosa e antes de se afastar, deixa um beijo no rosto dele.

Seus poucos passos até o caixão são firmes, ela para e elegantemente se inclina para deixar a rosa sobre o caixão.

Elizabeth prontamente se aproxima da irmã, passa o braço pelos ombros de Esme e aparando a afasta da tenda.

—Tudo bem, amor? – volto meus olhos para Edward, ele me olha, sorri com o canto dos lábios e concorda com um aceno.

Deixo um beijo em sua mão antes de nos levantarmos. Pego minha rosa posta no surte ao lado de minha cadeira e sigo até o caixão tendo Alice e Suzane ao meu lado.

Sou a primeira a depositar a rosa branca na madeira cara, Suzane e Alice logo me seguem e então só resta Edward.

O olho de soslaio, o fato dele ainda estar com os óculos escuros complica minha percepção sobre seu estado.

Soltando um longo suspiro, ele finalmente se curva e deixa a rosa cair em meio as tantas outras.

Ainda de pé, permanecemos ali enquanto o restante das pessoas deixa suas flores e assim que a última é posta, eles abaixam o caixão.

Recosto minha cabeça no braço de Edward, sua mão solta a minha para que ele possa abraçar minha cintura.

O momento é tão triste, a música é tão triste...

Fecho os olhos, Edward se abaixa e beija o alto da minha cabeça. Uma brisa fria corre entre nós, o que me faz me aconchegar ainda mais nele enquanto a música fúnebre, continua a ser tocada.

Love is not a victory march

It's a cold and

It's a broken Hallelujah...

Hallelujah, Hallelujah!

Hallelujah, Hallelujah!

⇜❋⇝

Sexta-feira, dia quinze de outubro.

Estamos a uma, uma semana do casamento e as coisas estão meio tensas.

A morte de Carlisle meio que teve repercussão por todo o mundo e isso nos deixou ainda mais visados pela mídia.

Com o fim do julgamento, ficara decidido que a empresa teria que devolver cada centavo do dinheiro desviado, o que claro, é uma fortuna.

E devido as dividas acumuladas durante o tempo em que o lucro das filiais ficou bloqueado, a empresa não ia conseguir devolver os duzentos e cinquenta milhões de dólares e arcar as contas.

Foi aí que Edward e Emmet se viram obrigados a tomar frente da empresa, assumir a dívida e controlar a partir de então, os negócios da família.

Um acordo foi selado. Os avós passaram as ações aos netos e se desligaram da empresa, claro que isso levou dias de discussão, mas como essa era a única solução, os velhos foram obrigados a aceitar.

Os irmãos então quitaram a dívida com o governo, enquanto Eliezer teve seu mandato caçado e ainda foi condenado a longos quarenta anos de prisão, pela corrupção passiva.

Claro que foi um escândalo. Até a carreira de Tanya foi posta contra a parede e a modelo teve de dar uma entrevista coletiva, ao lado de sua agente, e explicar que não tinha nada a ver com os erros cometidos pelo pai.

Mesmo não gostando, nem um pouco, dela eu também não achei justo tal julgamento.

Passaram-se dezenove dias desde o suicídio de Carlisle e todos nós começamos a seguir em frente.

Claro, Esme ainda está muito abalada, mas é fácil deixa-la feliz e animada, quando falamos do casamento e da chegada do bebê.

Edward e Emmet, mal tocam no assunto e só me restou aceitar e respeitar o espaço deles.

Uma semana após toda a tragédia, Lauren praticamente me intimou a voltar a dar a devida atenção aos preparativos do meu casamento, esses que foram empacados durante sete dias.

Além de ter de escolher o recheio do bolo, os doces, o banquete, o vinho, os acompanhamentos, as músicas, o vestido da madrinha, da mãe da noiva, da mãe do noivo e outros detalhes que segundo Lauren é indispensável, ainda tive de me redobrar para também palpitar na decoração de nossa casa na Marina.

No meio de todo esse caos de pós-morte e pré-casamento, ainda tenho que me cuidar, ser saudável e evitar o estresse.

Mas como?

Chacoalho a cabeça de leve, respiro fundo e volto e me arrumo na cadeira. Os olhos de Edward voltam para mim, seus orbes demonstram uma leve preocupação.

—O que foi? – indago sem entender.

—Você está bem? – ele questiona afagando minha bochecha.

Sorrio de leve, deixo um beijo em sua mão.

—Estou. – ele retribui o sorriso com minha resposta, se inclina e beija o alto da minha cabeça, voltando a ficar em silencio.

Acomodo a cabeça em seu ombro, seu celular vibra novamente no bolso de seu terno azul marinho.

Aperto os lábios enquanto bufa alto, atraindo a atenção de Esme, Renée e Suzane, que estão sentadas a nossa frente.

—É melhor você anteder. – falo arrumando o corpo para olhá-lo.

—Alice sabia que eu vinha te acompanhar ao médico hoje, ainda disse que não ia atender ao celular... – cerrando o maxilar, ele retira o celular do bolso.

Edward resmunga baixo. Já é sétima vez que Alice liga para ele e é completamente ignorada.

Mordo o lábio inferior, ele parece zangado e fica extremamente gostoso assim.

Solto um suspiro vendo seus olhos amansarem um pouco.

—O que foi? – indago estranhando sua reação.

—Não é outra chamada de Alice. – avisa curvando os lábios em um biquinho pensativo. —É apenas uma mensagem da Kim pedindo para irmos até nossa casa depois que sairmos daqui. – cerro os olhos, Edward me estende o celular e posso ver as palavras de nossa arquiteta.

—Sei que estão ocupados, mas depois que saírem do médico venham até aqui. Precisamos tratar de algo urgente! – leio a mensagem em voz baixa.

Mordo os lábios, entrego o celular para Edward voltando a olhá-lo.

—Estranho, não é? –

—Muito. – ele profere desligando o aparelho. —Disse a ela que viríamos ao médico hoje? – nego com a cabeça, Edward dá de ombros colocando novamente o celular no bolso.

—Isabela Swan. – aparecendo na porta, Jack me chama. Viro o corpo e a olho, ela sorri e logo eu retribuo.

Edward e eu nos colocamos de pé, nossos dedos se entrelaçam enquanto esperamos Esme, Renée e Suzane se aproximarem.

Não sei como Jack não se incomoda com tanta gente entrando em sua sala para me acompanhar.

Rapidamente me sento, Edward se coloca ao meu lado enquanto as três mulheres nos rodeiam.

Certamente meu bebê vai ter as avós mais corujas do mundo.

O pensamento me faz sorrir, e permaneço assim, sorridente enquanto Jack conta como os resultados dos meus exames estão melhores.

Ao meu lado, Edward parece orgulhoso e tão feliz, quanto eu.

Eu já amo nosso filho, assim como eu amo você.

Não prendo suspiro ao relembrar de suas palavras doces.

—Tudo certo com a mamãe, tudo certo com o bebê... – Jack murmura sorrindo, sua expressão muda quando ela parece se relembrar de algo. —Oh, lembrei! – exclama mexendo os tantos envelopes brancos, parece procurar algo. —O exame de sexagem ficou pronto, vai querer saber o resultado? –

Por cima do ombro olho para as três avós que sorriem animadas, é difícil apontar qual delas está mais eufórica.

Solto um riso baixo, ao meu lado Edward mantem um carinho doce nas costas da minha mão.

Ergo meus olhos para ele, encontro seus orbes claros.

—Edward?- pergunto a ele, que mesmo tentando esconder, parece tão ansioso quanto eu.

—Por favor, Jack. – e então sua voz não esconde.

Sim, ele quer saber. Ele está animado, ansioso e feliz.

Constato quase chorando de emoção.

—Ai meu Deus, que aflição! – Renée solta arrancando risos de todos nós.

—Imagina se tivessem que esperar as dezessete semanas? – Jack pergunta abrindo a filha branca.

—Certamente iriamos a loucura. – Esme responde sorrindo de modo ansioso.

Olho novamente para Edward, ele me lança um sorriso torto antes de beijar minha mão.

Um silencio preenche a sala enquanto Jack analisa o resultado do exame.

—Sabe como funciona o processo, Bella? – mordendo meu lábio inferior, apenas nego com a cabeça. —No plasma materno existe DNA do feto transferido pela placenta e então analisamos o sangue extraído da mãe, ou seja, você. – ela aponta me lançando uma piscadela divertida. —E saber se existe ou não o cromossomo Y. –

—Entendi. – murmuro baixo, parada ao meu lado, Suzane afaga meu ombro. Ergo os olhos até ela, recebendo um sorriso terno.

—Se houver a presença do cromossomo Y pode-se dizer que é um menino. Se não houver esse cromossomo, é uma menina. – Jack narra com eficiência. —No seu, houve a constatação do cromossomo Y. – prendo a respiração com sua fala. —E com isso, concluímos que é um menino. –

Suas palavras demoram a entrar em minha cabeça e se ordenar de modo compreensivo.

Concluímos que é um menino. Concluímos que é um menino.

E então eu consigo compreender.

É um menino. Caralho, um menino!

—Sério? – pergunto meio perdida ainda.

—Sim, é um menino. Pode começar a pensar nos nomes. – ela brinca, relembrando das palavras que disse a Edward quando fiz o exame.

Edward.

Rapidamente volto meus olhos para ele e suspiro relaxada ao ver o enorme sorriso em seus lábios.

—É um menino Edward. – falo a ele que assente ainda sorridente.

—É amor, é um menino. – profere antes de deixar outro beijo em minha mão.

Puxo o ar com força, Esme, Renée e Suzane comemoram atrás de mim, alegando estarem imensamente feliz com a chegada do bebê.

O bebê. O meu bebê.

Sorrio levemente, com a mão livre afago minha barriga, ainda livre de qualquer mudança.

O meu bebê. Meu filho. Meu príncipe.

⇜❋⇝

Sioban retorna na sala empurrando um carrinho de prata, onde o champanhe descansa em um balde de gelos.

O deque está todo iluminado, e nossas risadas alegres se misturam pela noite deixando até o fio de lado.

Comemorar.

É isso que vamos fazer. Suspiro, pegando a taça oferecida por Sioban.

A data é especial, importante e única.

Além de termos descoberto hoje que estamos esperando um menino.

O pequeno príncipe, como Alice diz, as obras da casa na Marina finalmente foram concluídas e estamos há dois dias de embarcar para Paris.

Motivos para comemorar não faltam!

—Vocês precisam escolher o nome logo! – a voz de Esme me tira dos devaneios. Com as mãos arqueadas ela nos intima.

Sorrio me acomodando nos braços de Edward, ele que ri levemente.

Todo mundo está feliz, e isso é expendido.

Ao nosso redor, está toda nossa família.

Alice acompanhada por Jasper, Elizabeth ao lado de Emmet e Rosalie, Esme sentada ao lado de Suzane, com Phil e Renée mais à frente.

Tudo perfeito. Tudo completo.

—Já começamos a pensar nisso mãe. – mordo meus lábios sentindo o peito de Edward vibrar.

Suas palavras causam euforia nas mulheres presentes.

Fecho os olhos por poucos segundos me lembrando da breve conversa que tivemos há dois dias.

—Nunca fui bom em escolher nomes. – Edward murmura com o braço em torno de minha cintura, as pontas de seus dedos roçam de leve em minha barriga. —Nunca tive bom gosto para isso... – sua voz rouca é mansa.

—Mas eu quero me ajude amor... Não quero escolher sozinha. – murmuro o olhando por cima do ombro.

Respirando fundo, ele deixa um beijo rápido sobre meus lábios.

—Ok, vamos pensar... – sorrio acomodando a cabeça em seu braço. —Se for menina, que nome você gosta? –

—Grace, Rebeca... – narro animada e encantada. —São os meus favoritos. – completo fazendo-o rir levemente.

—Grace é bonito, mas Rebeca não me agrada. –

—Porque não? – me virando na cama, desmancho nossa perfeita conchinha para encará-lo.

—Por que não, ué. – explica vagamente, bufo alto enquanto ele retira os fios de cabelo do meu rosto.

—Mas fale, quais os nomes de menina que você gosta? –

Curvando os lábios em um biquinho fofo ele fica pensativo.

—Acho que Olívia é bonito. – murmura enfim. —Acho um nome forte, sabe? –

Olivia.

Sorrio com o nome.

Olívia.

—Eu gosto de Olívia. – falo fazendo-o sorrir. —Se for menina, podemos colocar Olívia. –

—Olívia Grace. – Edward diz se inclinando para me beijar.

Seus lábios pressionam os meus de um jeito delicioso, porém ele logo se afasta.

—Mas e se for menino? –

Infiltro os dedos por seus cabelos, solto um suspiro e tomo folego antes de murmurar os meus preferidos.

—Quais você gosta? – pergunto ainda encantada com o nome feminino.

Olivia Grace Cullen.

Mentalmente, formulo a imagem de uma garotinha dos olhos verdes, como os do pai.

Simplesmente perfeita.

—Oliver. – faço uma careta com o nome.

—Ain, não gostei amor. – deixo todo meu desagrado evidente. —Fale outro. –

—Deixa eu pensar... – pede ficando longos segundos em silencio. —Louis, Louis é bonito, não é? –

—Sim, Louis é legal. – concordo vendo o sorriso voltar a aparecer em seus lábios.

—Sua vez. –

—Gosto de Arthur. – falo sem conter o suspiro. —Nome de príncipe e eu sou apaixonada por esse nome desde criança. –

—Por acaso foi apaixonada por algum Arthur? – sua pergunta sai séria, contudo não deixo de rir. —Isabela. – chama me olhando de modo impassível.

Rolo os olhos, deixo um beijo em seu queixo e engulo o riso.

—Não, mas já me apaixonei por um Edward. – afago seu rosto, pisco a ele que sorri torto.

—Acho bom. – se fazendo de difícil, ele me dá um selinho. —Gosto de Arthur e combina com Louis. –

Sinto meu coração inflar dentro de mim. Edward apoia o corpo no braço, para poder se deitar sobre mim.

—Arthur Louis. – murmuro me deliciando com o som dos nomes.

—Arthur Louis. — concorda beijando meu pescoço. —Ou Olívia Grace. –

É não poderia ser mais perfeito!

—Já pensaram em nomes? – abro os olhos coma pergunta de Alice, ela nos fita sorridente.

—Sim, meio que já deixamos escolhidos. – Edward murmura voltando seus olhos para mim. —Tem certeza? –

Solto um suspiro, me ponho na ponta do pé e deixo um beijo em seu maxilar.

—Sim. – ele sorri deixando um beijo em minha testa.

—Qual o nome? – Esme indaga.

—Falem. – Suzane pede ao lado da ruiva, as duas mal se aguentam de curiosidade.

—Se fosse menina, ia ser Olívia. – falo, após limpar a garganta com um pigarro. —Olívia Grace. –

—Que lindo! – Rosalie exclama suspirando.

—Algo me diz que ainda teremos a Olívia correndo por aqui. – Renée diz me lançando uma piscadela.

Meu riso se mistura com o de Edward.

—Mas como é um menino... – Elizabeth começa a falar.

—Contem logo! – Emmet pede, cortando as palavras da mãe.

—É Arthur. – Edward fala orgulhoso.

Mordo meu lábio inferior sem conter o sorriso enquanto nossa família surta a nossa frente.

Alice me abraça emocionada, não deixa de falar em como está feliz por ser a madrinha.

—Ok, como padrinho eu quero erguer um brinde ao Arthur! – erguendo a taça de champanhe, Emmet profere. —Que ele venha com muita saúde! –

Sioban me entrega a taça, não deixo de fazer uma careta ao ver o suco de morangos, mas prefiro não dar importância a isso.

Como o restante de todos ali, eu ergo minha taça.

—Ao Arthur! – Emmet homenageia sorrindo.

Notas finais
Eee é menino!! Arthur!!!! Gente, só para esclarecer os nomes não são compostos, ok? Só coloquei daquele jeito porque queria que os dois participassem na escolha. Então, Louis é segundo nome :D Arthur. O nome ganhou disparado na votação. Foi tipo, uns 15 votos para Oliver, que ficou em segundo. Olívia ganhou do lado das meninas, depois de ficar em um empate sofrido com Rebeca. Dois votos a fizeram ganhar! Enfim, nome escolhido, príncipe chegando e casamento a vista! Estão ansiosas? Por que eu estou!! *-----------* Meu amores, não me aprofundei no funeral nem no enterro do Carlisle porque não são momentos que eu goste de narrar e escrever, ok? Mesmo assim, espero que tenham gostado :) Nos vemos em breve! Fiquem beem e tenham uma beeela tarde :3 Beijõõões da Nick :*