Segredos

4 Capítulo Três


Notas iniciais
Hello Diabinhas da Nick :) Como vão vocês? Espero que estejam todas bem para curtirem o feriado! o/ Feriado *---* Quem não ama? :3 rsrsrs Enfim, eu ia postar mais cedo, só que estava com tanta cólica que tive de adiar! :( Peço desculpas pelo "atraso" e espero que gostem do capítulo ^^ Nos vemos lá em baixo, boa leitura :D

As malas já estão devidamente postas dentro do avião particular de Edward, que afastado, conversa no celular.

Tia Suzane, parada ao meu lado tenta a todo instante, lembrar se está esquecendo de algo.

Belisco o canto do lábio inferior, enquanto Renée e Phil se aproximam. Os dois sorriem a mim, porém é minha mãe que me agarra em um abraço esmagador.

—Own bebê, eu queria tanto que ficasse aqui comigo e com Phil. – perto meus lábios, minhas mãos pousam em suas costas nuas pelo modelo do vestido. —Mas eu entendo que queira ir embora... – seu corpo se afasta centímetros do meu, seus olhos focalizam um ponto distante, atrás de mim. Por cima do ombro, fito Edward por alguns segundos.

Ele está concentrado em sua conversa, parece meio aflito com a mão livre no bolso da calça jeans.

Curvo os lábios em um sorriso. É a primeira vez desde que nos conhecemos, que eu o vejo de calça jeans.

—Ele parece gostar de você. – as palavras de Renée me fazem olhá-la. Meu sorriso se alarga, solto um suspiro concordando com a cabeça.

—Ele gosta. – confirmo sabendo o quão real é essa afirmação. —Acho que está acontecendo alguma coisa. – minha voz sai baixa, mantenho meus olhos nele vendo-o encarar o celular de modo estranho. —Vou ver se está tudo bem... Já volto. –

Sorrindo, Renée afirma com a cabeça. Mordo minha boca, meus passos até ele, são calmos.

Edward está tão compenetrado no celular, que não nota minha presença. Subo a mão por seu braço sentindo cada musculo tonificado, passo por seu ombro largo e logo, toco seu rosto.

Sua barba por fazer pinica a palma da minha mão.

—Algum problema? – minha voz sai baixa, Edward ergue o olhar, sua boca me lança um adorável sorriso torto.

—Nenhum. – com rapidez, ele bloqueia o celular pondo-o no bolso.

—Você está preocupado... O que está acontecendo, Edward? – sua respiração é funda, ele se inclina, seus lábios pressionam os meus por segundos.

—Não está acontecendo nada. – ele garante antes de me beijar novamente. —Já está tudo certo para irmos, vocês estão prontas? –

Rolo os olhos com sua mudança de assunto, maneio a cabeça em confirmação.

—Ótimo. – seus dedos afagam meu rosto. —Vá se despedir deles, irei avisar ao piloto que já está tudo pronto e logo me junto a vocês. –

Edward deixa um beijo em minha testa, seus dedos afagam meu rosto, ele se vira e com agilidade sobe as escadas do avião.

Coloco meu cabelo atrás da orelha, tento ignorar a sensação de que há algo errado enquanto me aproximo deles.

Renée e Suzane conversam animadas, o que é bastante raro.

—Titia, já iremos decolar. – pouso a mão no ombro de Suzane, ela me olha e sorri. —Está tudo pronto? Não está esquecendo nada? –

—Não filha, já verifiquei e está tudo certo. – deixo um beijo em sua bochecha, sorrindo a ela.

—Fique tranquila Bella, caso tenham deixado algo, Renée e eu levamos para vocês. – as palavras de Phil me fazem cerrar os olhos.

—Pretender ir para San Francisco? – indago vendo um sorriso brilhar nos lábios de minha mãe.

—Iremos no seu aniversário. – seu tom demonstra como está contente, sorrindo Renée retira minha franja dos olhos. —Vinte aninhos já... Parece que foi ontem que você nasceu. –

Sem jeito abaixo a cabeça. É estranho agir como se Renée fosse uma mãe presente e carinhosa desde sempre.

Na verdade, ela passa longe disso... Ou passava.

Para minha sorte, Edward se aproxima de nós. Sua mão pousa em minhas costas, seu corpo se une ao meu.

Meus batimentos ficam mais rápidos, minha respiração um pouco dificultada e sinto as pernas tremulas.

Já deveria ter me acostumado com as sensações que Edward provoca em mim, afinal a cada toque dele meu corpo quase se desmancha!

Mordendo meus lábios eu saio dos devaneios, percebo que perdi uma parte da conversa onde todos participam.

—Eu mesmo já conversei com o senhorio, ele está de acordo com o regresso delas. – cruzo os braços, a voz de Edward sai leve e calma.

—Aquele homem não vai com a minha cara... Ainda iremos discutir feio. – cerro os olhos notando a devida impaciência nas palavras de Suzane.

—Acabarão sendo despejadas. – Renée comenta sem deixar de rir. Suzane dá de ombros, rolo os olhos.

—Com licença. – uma voz conhecida, soa em minha cabeça, me viro instantaneamente reconhecendo a comissária de bordo. —Bom dia. – educadamente, ela deseja a todos.

Aperto meus lábios. Qual o nome dela mesmo? Bryana? Brenda?

—Pois não, Bree. – Edward murmura, o nome estala em minha cabeça. Bree. Ela esteve conosco quando fomos a Paris.

Minhas bochechas ardem com o pensamento, lembranças do que Edward e eu fizemos naquele mesmo avião me retornam a cabeça.

Pigarro sentindo uma imensa vergonha.

—O comandante pediu para avisar que já está tudo certo, e decolaremos quando o senhor quiser. – sua fala é extremamente profissional, contudo não deixa de ser doce.

—Já iremos subir, obrigado. –

Acenando com a cabeça, ela pede licença antes de se afastar.

—Bom, acho que vocês já têm que ir. – suspirando, Renée segue até Suzane a abraçando apertado.

Quero prestar atenção na conversa das duas, porém Phil se aproxima e minha intensão, vai por água abaixo.

Não temos muita intimidade, por isso trocamos apenas um meio abraço.

—Foi um prazer lhe conhecer. – ele murmura, apertando a mão de Edward.

—O prazer foi meu, Phil. – sem se afastar de mim, Edward devolve as palavras.

Coço minha nuca, suspiro e me sinto meio desconfortável ao receber o abraço de Renée.

Fecho os olhos e apenas tento retribuir.

—Espero que fique tudo bem em San Francisco, amor. – suas palavras saem sinceras. —E trate de fazer uma faculdade, será bom para você. –

Mordo meus lábios, ela se afasta de mim e sorri ao me ver afirmar com a cabeça.

—Vou fazer. – falo sem muita convicção. —Vocês irão mesmo para lá no meu aniversário? –

—Iremos. – concorda retirando novamente, a franja de meus olhos. —Se cuide e tenha uma boa viajem. – quieta recebo seus dois beijos no rosto.

Renée se afasta e enquanto Suzane agradece a Phil pela hospitalidade, ela se despede de Edward.

Em silêncio, caminhamos até o avião. Bree e mais uma mulher, essa um pouco mais velha, esperam pacientemente que embarquemos.

Suzane é a primeira a subir no avião, ela acena brevemente e logo, desaparece do nosso campo de visão.

—Tchau mãe, tchau Phil. – começo a subir os degraus de metal, tendo Edward logo atrás de mim.

—Tchau amor. – Renée gesticula a mão para mim, sorrio a ela e adentro no avião.

Reconheço de imediato a aeronave, elegante, luxuosa, confortável.

—Vem, vamos sentar. – apoiando a mão em minha cintura, Edward me guia até a poltrona. Me sento ao lado da janela após observar Tia Suzane um pouco atrás, Edward se posta ao meu lado, sua mão pousa em minha perna.

Respiro fundo, mordo meus lábios prendendo os cintos. Seu toque quente, manda arrepios para todo o meu corpo.

—Com quem estava falando no celular? – mordo meu lábio inferior, sem olhá-lo aperto meu corpo na poltrona quando o avião decola no ar.

—Emmet. – Edward responde em meio a um suspiro.

—Algum problema? – pergunto cobrindo sua mão com a minha.

—Não, ele só queria me lembrar do seu jantar de ensaio amanhã. – abaixo meu olhar quando ele vira sua mão entrelaçando nossos dedos. —É bom falar nisso, assim já lhe aviso que irá comigo. –

Suas palavras se estalam em minha cabeça. Meus olhos param em sua face e percebo que ele está falando sério.

—Você quer que eu vá no jantar de ensaio do seu irmão? – meio abobalhada eu lhe pergunto.

Edward sorri com dois dedos inclina minha cabeça para trás tendo assim, livre acesso aos meus lábios.

Sua boca deixa um beijo casto sobre a minha, lubrifico-a com a língua me deliciando com o gosto deixado por Edward.

—É claro que eu quero. – seus dedos afagam meu rosto. —Você é minha namorada... – seus olhos se estreitam por alguns segundos. —Isso é normal entre namorados, não é? Quero dizer... Que um fique perto da família do outro. – ele se embaraça um pouco com as palavras.

Rio baixo, acariciando seu rosto.

—É normal, não é? – Edward pergunta, a expressão suavizada.

—Sim, é. – deixo um beijo em seu queixo, solto um suspiro longo, nossos olhos voltam a se encontrar.

Observo o jeito fofo e sexy que seu cabelo é desgrenhado. Sua barba por fazer emoldura seu rosto, assim como os belos olhos límpidos.

Deus, ele é tão lindo! E é meu! Isso é surreal!

Me inclino para ele, acabando com a distância entre nossas bocas, com um beijo doce.

⇜❋⇝

San Francisco.

Sorrio reconhecendo boa parte das ruas por onde o carro passa. Solto um longo suspiro, o sorriso não abandona meus lábios nem por um segundo.

O automóvel para no sinal vermelho, o fog está baixo, não há resquício nenhum de sol ou calor. Estremeço um pouco, não vejo a hora de poder sentir aquele friozinho típico de San Francisco.

—Está com frio? – beijando meu rosto, Edward me puxa para mais perto. Sorrio, nego com a cabeça, deixo um beijo em seu pescoço sendo rapidamente invadida por seu delicioso perfume.

—Não, estou bem amor. – minhas palavras saem baixas.

Outro suspiro sai de mim.

Estou tão feliz! Tão alegre! Tão disposta!

Mesmo depois de cinco horas e meia em um voo direto, ainda estou imensamente elétrica. Estar de volta é muito bom!

—Não acredito que vamos ter que desempacotar todos aqueles objetos! – vestindo o casaco bege, Suzane bufa alto.

O carro volta a andar e logo, reconheço a paisagem veste rasteira.

Estamos perto de casa!

—Dá próxima vez que vocês dois brigarem, irei deixá-los trancados em um quarto e só irão sair de lá, quando se entenderem, se não é bem capaz dessa maluquinha aí, querer ir embora de novo. –

Edward e eu rimos de suas palavras.

—Tia! – a repreendo, mesmo achando graça.

—Pode deixar Suzane, não vou deixar sua sobrinha cometer outra loucura, como essa. – as palavras de Edward fazem o sorriso em meu rosto se alargar.

Pelo canto dos olhos, recebo sua piscadela. Mordo meu lábio inferior, abaixo a cabeça, o carro para novamente.

Meu coração infla no peito.

—Chegamos! – olhando para a janela, minha Tia diz contente. Ouço o barulho da porta do motorista ser aberta e logo se fechar.

Tyler aparece e gentilmente, abre a porta para Suzane.

Ela sorri, se põe para fora do veículo sendo rapidamente seguida por Edward.

Ele me espera soltar o cinto, deslizar pelo banco de couro e logo, me por ao seu lado.

Puxo o fôlego com força, minhas pernas desnudas ficam arrepiada com a temperatura mais fria de San Francisco.

Uma brisa soa pela rua Steiner St, levando meus cabelos em uma dança desgovernada.

O toque do celular de Edward me faz desviar os olhos do prédio amarelo a minha frente. Paro meus olhos nele que impaciente retira o celular do bolso, seus olhos se estreitam e não fico ainda mais curiosa, quando ele rejeita a ligação.

—O que foi? – indago a ele, que tenta sorrir descontraído. —Algum problema? – não deixo de me preocupar.

Seus olhos verdes giram, ele passa os braços por minha cintura fazendo questão de deixar nossos corpos colados.

—Você tem ideia de quantas vezes me perguntou se há algum problema, hoje? – por segundos eu o fito atenta, contudo acabo sorrindo sem jeito. —Está tudo bem baby, pare de se preocupar. –

Uma de suas mãos vem para o meu rosto onde afaga ternamente, fecho os olhos sentindo meu corpo reagir aos seus toques quentes.

—Vamos entrar, vem! – segurando minha mão, Edward me guia para dentro do prédio. Não deixo de sorrir, ao ver Suzane conversar animada com Erick, esse que parece desacreditado de nossa volta.

—Bella! – assim que me vê, ele se aproxima, seus olhos passam por todo meu corpo, observo sem jeito sua boca se entreabrir. —Caramba, como você está... –

Ao meu lado, Edward pigarra alto chamando atenção do pobre coitado, que instantaneamente recua três passos.

—Bom te ver também, Mike! – aceno a ele que não esconde o temor por Edward.

—Vamos subir, Bella. – com o braço ao meu redor, Edward me puxa. Sua voz fica estranhamente mais dura, assim como sua face.

Respiro fundo, controlo o riso.

Parece que o meu Edward, ciumento e possessivo, está de volta!

Juntos subimos as escadas, no corredor do nosso apartamento, Suzane conversa com Waylon.

—Algum problema? – pergunto ao notar a face emburrada de ambos. Eles bufam alto, um não esconde a birra que tem do outro.

—Nenhum! – Waylon prontamente responde, passa por minha Tia e se dirige a Edward. Os dois trocam um rápido aperto de mão. —Senhor Cullen, aqui estão as chaves do apartamento... –

—Pode entrega-las a Suzane. – Edward é direto, curto e grosso. Mordo meu lábio inferior, vendo um sorriso se abrir nos lábios de minha Tia.

Ela quase gargalha ao pegar o objeto prateado das mãos de Waylon.

—Tia! – cruzando meus braços eu a repreendo, assim que o senhorio nos deixa a sós.

—O que foi? – encaixando a chave na fechadura, ela dá de ombros.

O celular de Edward volta a tocar e dessa vez, até Suzane o encara.

—Minha mãe. – ele diz soltando o ar pela boca, seus olhos focalizam a tela do aparelho negro. —Vou ter que atender. –

—Tudo bem. – trocamos um rápido sorriso, ele afaga meu rosto e logo se afasta.

Me posiciono atrás de Suzane que em silencio, abre a porta do apartamento.

Meus olhos estranham ao não receber a bagunça que deixamos. Está tudo arrumado, tudo devidamente posto em seu lugar.

Parece que as paredes foram até pintadas novamente. Ponho o cabelo atrás da orelha, Suzane me encara, está tão espantada quando eu.

Meio receosa, caminho atrás dela. Assim que chegamos na sala, um grito alto e animado, me assusta.

Apoio a mão no peito, ofego alto e recuo um passo. Meus olhos passam pela faixa onde as palavras ‘Bem vindas de volta!’ se destacam.

—Surpresa! – a voz de Alice volta a soar pela sala. De imediato a olho, a saudade se aperta dentro de mim, meu sorriso se alarga e não espero mais, apenas corro em sua direção abraçando-a com força.

—Alice... Meu Deus!! Que saudade.... – minha voz sai falha. Quero chorar, estou tão feliz!

Suas mãos afagam meus cabelos, ela também está emocionada.

—Não acredito que estão de volta! –

A abraço mais forte, fecho meus olhos tentando evitar as lágrimas.

Suas mãos se apoiam em meus braços e me afastam um pouco.

Com o polegar, limpo o canto dos olhos.

—Tia Suzane! – me soltando, ela saltita até minha tia que de braços abertos a recebe. As duas se abraçam , não deixo de rir e me encantar.

Estou tão feliz que é difícil imaginar algo melhor que isso!

Aproveito que elas estão entretidas uma com a outra, e observo como a sala está toda arrumada.

Moveis, cortinas, tapetes, almofadas e mais alguns objetos novos me fazem cerrar os olhos.

—Alice, está tudo maravilhoso, mas... De onde saiu essa nova decoração? Quero dizer, tenho certeza que nosso sofá não tinha chaise. – aponto para o estofado bege escuro, ainda sem entender.

Ela bate palminhas, está animada.

—Então, Edward quem planejou tudo... Ele disse que queria fazer uma surpresa e pediu a minha ajuda. – sua voz não esconde o orgulho que sente.

Edward! Mais é claro que foi ele!

Suzane me encara, arqueia as sobrancelhas, porém não diz nada.

Ouço a porta da frente se abrir e logo se fechar. Minha tia e Alice trocam um rápido olhar, Edward aparece na sala instantaneamente eu o olho.

—Acho que um cafezinho cairia bem agora, não acha Alice! – Suzane diz, meio sem jeito.

—Acho... Acho sim! – pelo canto dos olhos eu observo as duas se entreolharem.

As duas desaparecem da sala como um tiro.

—O que foi? – pondo o celular no bolso, Edward me encara meio desconfiado.

—Porque você trocou os móveis da minha sala? – sou direta ao perguntar. Edward mal se abate, dá dois passo em minha direção chacoalhando os ombros.

—Em primeiro lugar amor, eu não troquei, eu mandei trocar. – suas palavras me fazem bufar. —Em segundo, trocaram todos os móveis da sua casa. Não foram só os da sala. – me lançando uma piscadela, ele sorri sedutor. —E em terceiro, mais não menos importante, Renée comentou que sua tia tem um desvio na coluna. –

Renée, sempre a bocuda da Renée! Rolo os olhos e espero que ele continue.

—Sei que isso é perigoso então pedi para Alice comprar móveis ortopédicos para ela. –

Ok, isso foi fofo de sua parte!

Meu subconsciente grita assim que Edward termina sua explicação. Lubrifico meus lábios com a língua, ainda o encaro firme.

Mesmo com uma boa intenção, ele não deveria ter feito isso!

—Edward... – começo a protestar, porém ele agita as mãos no ar, me calando.

—Antes que você comece a dizer que eu não deveria ter feito isso... – ele dá mais passos em minha direção.

Estamos mais próximos. Seu calor já atinge meu corpo, que obviamente, reage instantaneamente.

—Quero apenas que aceite tudo como um pré-presente de aniversário. – rolo os olhos. —Você disse para eu te surpreender e eu surpreendi. – seu sorriso se alarga.

—Você não pode ficar gastando seu dinheiro comigo! – murmuro batendo meu pé no chão. —Você saiu da empresa, não está trabalhando e fica ai.... –

—Bella, por favor! – suas mãos pousam em meus antebraços. —Eu sai da empresa sim, mas eu estou trabalhando. Já te falei que tenho investimentos, tenho propriedades, fora o dinheiro guardado no banco. – quieta, eu apenas o escuto. —Tenho dinheiro o suficiente para manter as nove gerações futuras, sem trabalhar... Então pare de bobagem! –

Uma de suas mãos sobe para meu rosto. Seu toque é quente, gostoso!

Seu polegar acaricia meu lábio inferior, solto um longo suspiro.

—Não é bobagem... É injustiça! – replico, meu lábio se curva em um biquinho.

Isso é uma situação chata! Ele tem mesmo que ser tão rico?

—Injustiça? – sem entender, ele me fita.

Com a cabeça eu concordo, coloco parte do meu cabelo atrás da orelha.

—Sim... Você fica me dando essas coisas caras e eu... Eu não posso dar isso a você! – termino de falar com um suspiro.

Abaixo o olhar, um silencio ruim paira entre nós.

—Isabela, olhe para mim! – sua voz sai firme. É impossível não obedecer.

Nossos olhos se encontram, Edward respira fundo. Sua expressão dura se suaviza e ele termina a distância entre nossos corpos.

—Essa é a última vez que falamos sobre isso. – ele avisa, a voz mesmo estando mais doce, é impassível. —Se eu quisesse mais dinheiro, eu teria ficado naquela maldita empresa e me casado. Eu teria aceito os pedidos nojentos de Carlisle, teria feito tudo o que ele planejou. – apertando os lábios, ele faz um pequena pausa. —Mas eu não estou nem aí, para isso! Pouco me importa a quantia que você tem no banco, se você tem carro, se você tem cartões de crédito... –

Ele pega meu rosto entre as mãos, sou incapaz de desconectar nosso olhar.

—Vivi vinte e nove anos sem saber o que é ser feliz. Você me deu isso, ou melhor.... Você me dá isso. Você me faz sorrir, me incentiva a viver, me faz querer viver.... É a pessoa mais importante da minha vida e acho que.... Que a minha vida não tem sentindo sem a sua. -

Engulo seco, suas palavras me deixam anestesiada.

Quase não consigo reagir. Por segundos paro de respirar, de ouvir, de sentir.... É como estar presa em uma caixa vácua.

—Acha que eu posso comprar essas coisas? –

Ainda abobalhada, nego com a cabeça.

Meu Deus, ele não existe!

—Você é tudo o que eu preciso, Bella... É o que eu tenho de mais bonito. –

Sinto meus olhos arderem. Tomo fôlego puxando o ar pela boca. Minhas mãos passam por seu pescoço se alojando em seu cabelo.

—Eu amo você, Edward. – minha voz não passa de um sussurro e mal lhe dou tempo para respostas, pois logo cubro sua boca, com a minha.

Notas finais
Meninas é o seguinte, eu tinha dito ainda em Sedução, que faria um grupo pra fic, no whats. Só que o tempo foi passando, fiquei meio ocupada com trabalhos, mudanças e probleminhas pessoas então acabei esquecendo. Por isso, eu resolvi criar um agora, não sei bem o que eu vou postar por lá... Talvez fotos dos capítulos ou algum trecho que as instigue a ler, eu sei lá... Ainda não pensei nisso. Enfim, quem quiser entrar no grupo que ainda não tem nome, nem assunto, nem propósito é só mandar o numero por MP e eu adicionarei vocês :D O lado bom, vai ser que vocês poderão me cobrar se eu sumir ou algo do tipo... Fora que estreitaremos os laços e isso é lindo! u.u kkkkkkkk Amorzinhos da Nick, já dei o recado que precisava então já me vou :) Espero que tenham gostado do capítulo, curtam o feriado!!! Nos vemos quarta!! Beijõõões da Nick :*