Segredos
8 Capítulo Sete
Notas iniciais
Estou impossibilitada de me mover. Mal consigo acreditar na cena a minha frente, mas por que mesmo eu estou tão surpresa?
Carlisle e Tanya são farinhas do mesmo saco!
Aperto os lábios, ele a fita impaciente, as mãos estão apoiadas na cintura e isso realmente me lembra Edward.
—Carlisle... – sua voz sai mais baixa, contudo consigo ouvir perfeitamente. Alice quase me esmaga contra a parede para poder enxergá-los. —Eu... Eu não posso fazer isso! – suas palavras me deixam surpresa, viro o rosto e encaro Alice, ela também está boquiaberta.
—Porque não? Pensei que gostasse de Edward e... –
—Eu gosto. – ela o corta a voz volta ao seu tom normal. —Eu amo ele, e é por isso mesmo que eu não poderei lhe ajudar. – ela respira fundo, seu colo desnudo pelo vestido cinza sobe e desce. —Edward gosta de Isabela, ele a ama.... É muita crueldade afastá-los. –
Abro um sorriso. Tanya acha que Edward me ama?
—Ora, Tanya! – impaciente, Carlisle deixa as mãos caírem ao lado do corpo. —Isso é ridículo. Você e eu sabemos muito bem que Edward só quer transar com ela, isso é passageiro! –
Alice bufa, lhe dou um cutucão. Tudo o que nós menos precisamos é sermos pegas, espiando!
—Está enganado, Carlisle! – Tanya diz firme. —Mas se acredita que seja algo passageiro, espere e Edward mesmo vai romper com ela. – com o coração gelado, me afasto dois passos puxando Alice comigo, quando Tanya faz menção de sair da sala. —Sinto muito, mas não irei fazer o que está me pedindo. –
—Bella, vamos sair daqui! – Alice sussurra e segurando meu braço, me puxa pelo corredor.
Voltamos para a sala da escada grandiosa, mal consigo raciocinar. Escutei mesmo tudo aquilo?
—Juro que eu pensei que ela fosse aceitar.- a voz de Alice mostra toda sua incompreensão.
—Eu também. – abaixo a voz, há alguns convidados ao nosso redor e eles não precisam ficar cientes do ocorrido.
—É melhor contar a Edward. – Alice murmura, seu corpo se inclina e ela aproxima o rosto do meu ouvido. —Carlisle está doente, ele precisa se tratar! –
Solto um riso baixo, ela me olha e faz uma careta. Respiro fundo, mesmo que eu não diga nada, isso me assusta.
—Eu estou tão aturdida... Alice... – não consigo formular as palavras para lhe dizer o que sinto.
É um misto de sensações. Primeiro o remorso por ter julgado Tanya mal. Gratidão. Euforia. Raiva.
—Você está bem? – a mão de Alice se apoia em minhas costas, solto um longo suspiro, sorrio a ela mas sei que não sou convincente. —É melhor você se sentar, vem vamos procurar o banheiro. –
Assinto com a cabeça e me viro com ela, Tanya aparece na sala sendo seguida por um Carlisle furioso.
Ambos nos olham, contudo, a face fria de Carlisle me dá arrepios. Ele me odeia, isso é quase palpável.
—Bella, eu preciso falar com você. – Tanya se aproxima de mim, sua mão comprida para em meu antebraço.
Respiro fundo e aceno com a cabeça.
—O que você quer falar com Bella? – a voz de Edward soa atrás de mim, viro o rosto de imediato vendo-o se aproximar. —O que você tem? Está pálida! – seus olhos verdes se estreitam, ele estica a mão e afaga minha face.
—Acho melhor conversarem em lugar mais reservado. – Alice pronuncia fazendo sinais discretos para as outras pessoas na sala.
Edward aperta os lábios, afirma com a cabeça, sua mão passa por minha cintura colando-me a ele.
—Vamos subir, o quarto que passei a noite está desocupado. – Tanya murmura, em silencio seguimos todos pelas escadas grandiosas.
Adentramos na grande suíte, o lugar exala luxo e poder com seus tons dourados. Tanya fecha a porta, enquanto nos instalamos nos sofás quadrados.
—Fale. – Edward manda, impaciente.
—Seu pai veio falar comigo hoje! – ela diz direta.
Seguro a mão de Alice aflita, afinal, aposto que sua reação não será boa.
—Carlisle? – descrente, Edward indaga. —O que ele queria? – volta a perguntar quando a loira afirma com a cabeça.
—Ele queria que eu o ajudasse a afastá-lo de Isabela. – recuo o corpo e espero por sua reação. Edward permanece parado, não consigo ver muito de sua face. —Disse que ela não serve para você, que ela está interferindo na evolução da empresa.... Enfim, só quero que saibam que eu não aceitei. – Tanya arqueia as mãos, seus olhos se intercalam de Edward para mim.
—Que inferno! – após alguns segundo de silencio, ele murmura. A mão livre agita-se no rosto com força. —Ele tentou se aproximar de você, Bella? – Edward me olha por cima do ombro.
Seus olhos faíscam de ódio, mas posso ver a preocupação ao redor dos orbes claros.
Chacoalho a cabeça negando.
—Ótimo! – ele diz, morde o lábio com força e sem nenhuma delicadeza, deixa a taça de champanhe sobre o aparador de madeira. —Eu vou matar aquele filho da puta! –
Engasgo com suas palavras, prontamente me ponho de pé e barro sua passagem. Alice e Tanya parecem assustadas, pois logo se unem a mim.
—Bella, sai da minha frente! – Edward manda com os dentes cerrados. —Anda! – sua voz aumenta uma oitava, as duas ao meu lado se afastam um pouco, porém eu continuo ali, firme. Minhas mãos o seguram pelo paletó, não vou deixa-lo sair.
—Não, eu não vou sair! – falo decidida. Meus olhos se unem aos dele. —Edward, seu irmão vai se casar em menos de uma hora.... Não vale a pena arrumar confusão. – ele rola os olhos e tenta passar por mim, contudo, eu o barro novamente. —Será que eu poderia conversar a sós com Edward? – meio sem jeito eu peço.
Tanya assente com a cabeça e Alice sorri amena, juntas elas saem do quarto.
—Edward... Se acalme. – peço tocando seu rosto. Ele fecha os olhos por segundos, mas assim que volta a abri-los me deixa ainda mais receosa.
—Mais que porra, Isabela! – ele dá uns passos passa trás, as mãos se infiltram em seus cabelos cobres. —Como quer que eu me acalme? Carlisle não me deixa em paz e eu não tenho mais paciência. –
Respiro fundo e prefiro não o interromper. É melhor que ele fale, exponha sua raiva através das palavras.
—Ele quer me afastar de você... Caralho, ele quer tirar você de mim! – ele ainda está com raiva, porém o medo em sua voz é palpável.
Lubrifico meus lábios. Eu sei o que ele sente. Já o perdi uma vez, sei como dói e só a hipótese de o perder de novo me deixa atordoada.
Solto o ar pela boca, caminho até Edward e o abraço. Meus braços se firmam em torno do seu pescoço e gradeço por estar usando sandálias tão altas.
—Ele não vai conseguir. – murmuro baixo, beijo seu maxilar e sorrio quando ele me abraça pela cintura. —Prefiro morrer a ficar sem você. – mesmo estando com os olhos fechados, eles ardem.
O desespero que eu sinto, é inexplicável.
—Você é a minha vida, Bella. – suas palavras saem meio abafadas, no entanto são completamente audíveis. Sorrio abertamente, acaricio seu cabelo, minha respiração é funda.
—E você a minha. – seus braços se fortificam ao meu redor, nos colando ainda mais.
Como eu o amo! Deus, como eu amo esse homem!
⇜❋⇝
Quinta-feira. Praticamente uma semana do casamento de Emmet e Rosalie.
Mesmo estando abalada pelos acontecimentos perturbadores, ainda pude desfrutar da bela cerimônia que uniu os dois.
O início de noite estrelada se uniu a todo o requinte do lugar e a frente da mais perfeita vista de San Francisco, os dois se casaram.
Rose estava esplendida, seu vestido era o tradicional, o de baile. Rodado, rendado, pedrinhas preciosas incrustradas pelos bordados perfeitos. O modelo, foi peito especialmente para ela por ninguém mais, ninguém menos que Vera Wang.
O casamento teve repercussão mundial. TV, internet, rádio, jornais.... Não se falou de outra coisa durante a semana.
Mas é claro que não fora isso que me tirara o sono, me deixara sem apetite ou extremamente preocupada.
Na verdade, a razão de toda minha aflição e tormenta, se restringe ao meu querido sogro.
Desde que falara com Tanya, ele não voltou a dar as caras e é exatamente isso que me deixa extremamente preocupada.
—Está quieta de mais. – a voz de Edward sai baixa, rouca, arrastada e fodidamente quente. Os pelos de todo meu corpo se eriçam. Sua mão sobe e desce por minha barriga em uma carícia deliciosamente, provocante.
O olho por cima do ombro, sorrio e me arrumo em seu colo. A agua da banheira se movimenta em pequenas ondas, solto um longo suspiro enquanto observo nossos dedos entrelaçados.
—Estou pensando. – falo baixo, pigarro duas vezes para limpar a voz.
—Pensando em que? – curioso, ele indaga, fecho os olhos ao sentir seus beijos por meu pescoço e ombro.
O clima está tão bom e tranquilo, não vou estraga-lo com meus devaneios idiotas!
—Que eu estou ficando velha. – Edward ri com minhas palavras, respiro aliviada, na maioria das vezes ele sabe quando estou mentindo.
—Velha? – seu rosto se inclina, nossos olhos se encontram e como mágica, tudo ao meu redor perde a importância. Deixa de existir.
—Sim. – finjo uma careta triste. —Vinte anos já. – a risada de Edward sai mais alta, faz nossos corpos chacoalharem.
—Como se fossem muitos. – ele cela um beijo em meu rosto. —Mas isso me lembra uma coisa. – atenta, eu o vejo lubrificar os lábios com a ponta da língua. —Vamos levantar, preciso te mostrar... –
—Agora? – não escondo meu desanimo. —Está tão gostoso aqui, amor. – curvo meu lábio em um biquinho, Edward sorri e morde de leve minha boca.
—Depois nós voltamos. – com uma piscadela, ele passa os braços por mim e se levanta.
É incrível a facilidade que ele tem de me pegar no colo. É como se eu tivesse o peso de uma pena!
Deito a cabeça em seu ombro, olho triste para a banheira, estava tão gostoso lá... A água na temperatura ideal, relaxando meus músculos após uma boa tarde de sexo!
Mordo meu lábio suspirando, Edward me põe no chão e logo cobre nossos corpos com roupões.
—Onde vamos? –pergunto enquanto ele me puxa para fora do quarto.
—Não seja tão curiosa, baby. – Edward sorri, deixa um beijo em meu rosto.
—Você e seu jeito mandão! – bufo emburrada. —Primeiro me faz voltar na ginecologista, coisa que é absurdamente desnecessária. – seus olhos voltam para mim, ele está se divertindo. —Marca exames que além de me deixaram furada, são mais que desnecessários. – ouço seu risinho, enquanto descemos as escadas. —E agora, me tira da banheira a força... Pare de rir! – mando cruzando os braços.
Ele para, segura meu rosto entre as mãos e deixa um longo selinho sobre meus lábios.
—Ir a ginecologista é importante, para fazer exames de rotina, sabe? – rolo os olhos. —E sim, você vai fazer o exame de sangue, mas fique tranquila ainda nãos foram encontrados casos de mortes por causa disso. – bufo e o empurro com a mão. —Agora vem, deixe de ser resmungona! –
Em silencio, eu o sigo por sua enorme casa. Passamos pela sala de estar central indo por um corredor vazio e silencioso.
Logo, avisto a entrada de sua garagem. As luzes estão apagadas e com isso, não consigo ver nada do cômodo.
—Vem. – seus dedos se entrelaçam aos meus, com cuidado ele me puxa para dentro da garagem.
—Edward, o que... – ele acende a luz, o que me cala de imediato. Coço os olhos com a mão e sigo seu olhar, vendo a frente um magnífico conversível branco com um enorme laço rosa em cima.
—Seu presente de aniversário. – com a mão em minhas costas, Edward me aproxima do carro. —É bom que você não o rejeite porque eu passei horas e horas no telefone apenas para comprar esse modelo para você. – boquiaberta eu o olho.
—Você é maluco! – falo baixo.
Edward sorri, vai até o painel iluminado por Led e retira uma chave dourada com um lacinho de lá.
—Feliz aniversário adiantado! – ele estendo o objeto reluzente a mim. Ainda estou atordoada. Ele está mesmo me dando um carro?
Impaciente, Edward bufa, pega minha mão e deixa a chave sobre minha palma. O laço preso nela, combina exatamente com o do carro.
Chacoalho a cabeça. Isso é muito!
—Edward... – ele se aproxima, pousa um dedo em minha oca, me calando.
—Antes que você comece com suas ladainhas sobre dinheiro e não poder me dar o que eu te dou, eu quero dizer que se você não aceitar eu vou ficar chateado. – posso ver a sinceridade em seus olhos.
Modo o canto dos lábios, respiro fundo, abro um sorriso e o abraço.
—Obrigada! – agradeço beijando seu pescoço. Afago seu rosto levando meus dedos até seus cabelos, Edward me aperta contra seu corpo, nossos lábios se encontram com deveras ansiedade.
Ofegante eu me afasto dele, meu corpo já está aceso, com vontade de ter ele novamente.
Engulo o desejo e me viro, apreciando meu carro conversível.
—Ele é lindo! – murmuro passando meus dedos por sua lataria branca. —Aston Martin. – contorno as letrinhas pratas no símbolo característico da marca.
—Não é um Aston Martin qualquer. – Edward profere me abraçando por trás. —Aston Martin Vanquish Volante, vindo diretamente da Inglaterra. – sua voz suave contra meu ouvido, me causa um arrepio.
Sorrio quando ele desamarra meu roupão. Prontamente me viro e trato de soltar o nó que prende o seu. Edward sorri, me puxa pela cintura e nossos corpos se encaixam.
Ele está tão excitado quanto eu!
—Acho que um presente tão exclusivo assim, merece algo em troca... – falo baixo deixando mordidinhas na pele de sua mandíbula. —Tem algo em mente? – pergunto inclinando o quadril contra ele.
Edward cerra os dentes, me impulsiona para cima de imediato, passo as pernas por sua cintura.
Ele se vira e me pressiona contra seu carro tanque de guerra, sorrio, seus olhos ardem de desejo e logo, ele se coloca dentro de mim com um só estocada.
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Minhas mãos soam gelado, ainda tenho as pernas bambas e o estomago frio. Olho para o curativo em meu braço e sinto um nó em minha garganta.
Nunca gostei de agulhas. Sempre tive asco de sangue. Agora, quando os dois se unem.... Deus, que aflição!
Aperto meus lábios em uma linha tênue. Espero não ter que fazer isso novamente pelos próximos cinquenta anos!
—E então, já está vendo o anjo da morte ou o que? – rolo os olhos bufando para Edward. Ele sorri, o canalha se diverte com meu sofrimento.
—Não tem graça! – empino o queixo, enquanto ele entrelaça nossos dedos. Em silencio passamos pela sala de espera, me aproximo de Edward percebendo os olhares de algumas garotas.
Que biscates!
—Que tal se a gente levasse a sua tia para almoçar? – dentro do elevador, ele dá a ideia. Sorrio o encarando pelo espelho.
—Ela vai gostar. – murmuro virando de frente para Edward. —Vamos ir busca-la, agora? –
Edward deixa um beijo demorada em meus lábios, puxando o inferior em uma mordida provocante.
—Podemos mandar Tyler levar seu carro para casa, vamos para a minha e aproveitamos o resto da manhã. – ele narra em meu ouvido. —Depois, vamos busca-la, o que acha? –
Mordo os lábios e aceno com a cabeça.
—Acho perfeito. – lhe lanço uma piscadela, as portas do ascensor se abrem e juntos, saímos para o estacionamento.
Me surpreendo ao ver que Tyler já se encontra aqui. Prado em sua posição dura e fechada, ele sorri a mim, quando nos aproximamos.
Edward vai até ele, lhe passa as ordens e logo, se vira para mim.
—As chaves. – ele pede com a mão estendida, retiro-as do meu bolso e as entrego.
Os dois trocam mais algumas palavras, mas logo, adentramos em seu carro luxuoso.
—Tyler trabalha para você a muito tempo? – indago passando o cinto por meu corpo.
—Uns oito anos. – Edward responde, pragueja ao ver vários fotógrafos virem até nos. —Odeio essas pessoas. – acelerando pela rua, ele bufa.
Lubrifico meus lábios com a língua.
—É a profissão deles... Fazer o que! – dou de ombros, me inclino para frente e ligo o som do carro. —Temos um gosto musical parecido. – murmuro ouvindo os acordes iniciais de Here Without You.
—3 Doors Down. – sua voz está mais suave. —É uma das minhas favoritas. – nos olhamos rapidamente, ele sorri e rapidamente retribuo.
O curto caminho até a casa de Edward é feito em silencio, ambos ficamos quietos apreciando as músicas.
Ele para o carro em sua garagem, destrava o carro e juntos, saímos do veículo. Ele entrelaça nossos dedos e me guia para dentro de sua casa.
—Acho melhor comer alguma coisa, ainda está de jejum. – negando com a cabeça, puxo Edward em direção as escadas.
—Não. Quero outra coisa agora. – sorrio para ele que estreita os olhos, com um puxão, me toma nos braços.
—Vai comer primeiro. Depois eu te dou o mundo se você quiser, mas vai comer primeiro. – passo os braços por seu pescoço, ele me ergue do chão, caminha pela sala até os sofás cinza.
—Eu não quero o mundo inteiro. – faço um biquinho quando ele me deixa sentada. —Eu só quero você. – pisco e lhe puxo pela camisa.
Edward cai sentado ao meu lado, aproveito isso para lhe beijar. Ele tenta resistir, mas acaba se entregando e me deixando ainda mais atiçada.
O toque do celular de Edward é insistente, ele se afasta de mim nossas bocas se separam e praguejo mentalmente.
Quem será o infeliz?
Ele bufa, retira o aparelho do bolso e o leva até o ouvido. Uma de suas mãos está pousada em minha perna fazendo um leve carinho e me deixando completamente arrepiada.
—O que foi, Tyler? – ele pergunta, rolo os olhos com sua educação. Mordo os lábios o fitando, Edward fica sério de repente se levanta. —Caralho... – nervoso, ele corre a mão pelo cabelo. —Você está bem? –
Me preocupo de imediato. Engulo seco sentando direito no sofá.
O que está acontecendo?
—Logo eu estarei aí. – Edward garante guardando o celular no bolso, assim que a ligação é encerrada. —Mais que porra! – sua voz sai raivosa, ele esfrega as mãos no rosto e se vira para mim.
—O que aconteceu? – pergunto receosa, ele mordo o lábio inferior, apoia as mãos na cintura e respira fundo.
—Tyler sofreu um acidente, bateu o carro e acabou quebrando o braço. – sua voz está aflita.
Cubro a boca com as mãos.
—Meu Deus, mas ele está bem? – Tyler, apesar de fechado, é uma boa pessoa não quero que nada de ruim aconteça a ele.
—Está. – cerrando o maxilar, Edward afirma. —Mas o pior não é isso... – seus olhos brilham ainda mais enfurecidos. —O pior é que os freios do carro foram cortados. O carro que era para você estar dirigindo. – engasgo com suas palavras, um calafrio corre por meu corpo. —O acidente foi provocado Bella e era para vítima ser você. -
Tento digerir suas palavras.
Era para eu ter batido o carro. O acidente foi para mim!
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