Segredos

9 Capítulo Oito


Notas iniciais
Olá minhas diabinhas :3 Faz tempo que eu não chamo vocês assim *---* rsrsrsrsrs Espero que estejam todas bem e prontas, para lerem mais um capítulo o/ Capítulo mais calmo e romântico, porque eles merecem :3 Bom, vão ler gatinhas... Espero que gostem ^^ Boa leitura :D

Puxo a cortina da janela liberando minha vista para a rua. Nada. Nem um sinal.

Mordo a ponta do dedo, estou tão aflita que chego a ficar tonta. Infiltro as mãos pelos cabelos, puxo os fios prendendo-os num coque frouxo.

—Ainda bem que moramos no primeiro andar. – com duas xícaras em mãos, Suzane adentra na sala. —Pelo menos se furar o chão, nossa queda não será alta. – rolo os olhos, ela ri.

Seguro um dos objetos de porcelana, oferecido a mim, o líquido verde claro, fumega.

—É camomila, tome vai lhe acalmar. – assinto com a cabeça, com um suspiro me sento no sofá.

—Estou preocupada... Edward não vem logo e para ajudar não tende o celular. – a aflição em minha voz é notável, levo a xícara até minha boca, o líquido bastante quente, desce por minha garganta cauterizando-a.

—O melhor a se fazer agora, é manter a calma. – ela se levanta, caminha até se instalando ao meu lado no sofá. —Ainda tenho calafrios só de imaginar o que poderia ter acontecido se tivesse pego aquele carro sem freio. –

Pego sua mão livre e a beijo com carinho, minha cabeça repousa em seu ombro.

—Será que queriam me matar, tia? – pergunto com a espinha gelada.

—Filha, eu não consigo imaginar outro propósito para terem cortado os freios do seu carro. – arrumo a postura engolindo seco.

O toque do interfone me assusta, dou um leve pulo no sofá enquanto Suzane se levanta e vai atende-lo.

—Sim? – sua voz sai amena. Mordo os lábios, mentalmente peço que seja Edward. —Pode subir. – os olhos claros de Suzane se voltam para mim, suspiro ainda mais ansiosa. —Eu quem agradeço. – ela coloca o aparelho no gancho. —Edward está subindo. –

Abro um sorriso e suspiro, aliviada. Não há companhia no mundo que me deixe mais segura, do que a dele.

Permaneço sentada ao ouvir as batidas na porta, Suzane deixa a caneca sobre um dos aparadores de madeira e se retira do cômodo.

Ouço sua voz se misturar com a de Edward, porém não consigo compreender o que eles falam.

A figura alta de Edward aparece na sala, meu coração martela em meu peito, mesmo sentada minhas pernas ficam tremulas.

São sempre as mesmas reações.

Me ponho de pé, seus braços fortes passam por minha cintura, puxando-me para um abraço.

Recosto a cabeça em seu peito, fecho os olhos sentindo seus lábios sobre minha testa.

—E então? – me afasto um pouco para olhá-lo. —Tyler está bem? – essa não é exatamente a pergunta que quero fazer, mas preciso me garantir que nada de grave ocorrera com ele.

—Está. – Edward solta a respiração pela boca, suas mãos pegam as minhas e ele me puxa para sentar no sofá.

Suzane retorna na sala, pega sua xícara sentando-se em uma poltrona a nossa frente.

—Os peritos analisaram o carro e foi confirmado que os freios foram cortados mesmo. – abaixando a cabeça, ela soa frio. —Você não ativou o alarme, o que só facilitou a vida de quem fez o trabalho sujo. –

Curvo minha boca em um sorriso amarelo, Edward e Suzane me encaram repreensivos.

—O carro ficou muito danificado? – minha Tia indaga, fitando-o.

—Não, Tyler o colidiu contra um hidrante, então não chegou a causar muito estrago. – Edward respira fundo, seu olhar se volta para mim. —O mandei para o concerto e de quebra, já pedi para blinda-lo. –

—O que nós vamos fazer agora? – pergunto baixo, tenho medo da resposta.

Edward respira fundo, fica em silencio com o maxilar cerrado.

—Já terminou? – Suzane se levanta e aponta para a caneca em minha mão. Com a cabeça eu concordo, antes lhe entregar o objeto. —Vou deixar vocês conversarem a sós. – sorrio a ela, que logo sai da sala.

—Carlisle não está disposto a parar, Bella. – sua voz sai fria e cortante. —Ele quer te machucar e eu não posso deixar que ele faça isso. –

—Ele quer nos afastar. – o corto entrelaçando nossos dedos. —Só que ele não vai conseguir isso. – acaricio seu rosto, tentando acalmá-lo. —Só precisamos manter a calma. –

—Bella, como você quer que eu fique calmo quando tem alguém tentando te ferir? – seus lábios se contraem em uma linha dura, ele se põe de pé, as mãos se embrenham em seus cabelos cobres.

—Uma hora ele vai parar... – tento falar, contudo ele logo me corta.

—Ele não vai... Deixou bem claro hoje. – engulo seco.

Como assim?

—Você esteve... Esteve com ele? – engasgo entre as sílabas.

—Achou mesmo que eu iria deixar passar isso? – aperto os lábios, Edward ri irônico.

—Vocês brigaram? – indago preocupada, e se Carlisle quiser feri-lo?

—Sim. – ele respira fundo, suas mãos se firmam em sua cintura.

—Ele... Ele machucou você? – Edward ri, volta seu olhar para mim e posso perceber que está mais calmo.

—Não, ele não me machucou. – solto o ar pela boca, me ponho de pé e caminho até ele.

—E você? Machucou ele? – Edward aperta os lábios, segura meu rosto entre as mãos afagando-o com carinho.

—Digamos que Carlisle vai ficar um tempo sem enxergar e respirar direito. –

—Edward, ele é seu pai! – exclamo afetada por seus toques quentes.

—E você é a minha mulher, só fiz questão de deixar claro que a partir de agora, o que ele fizer contra você, eu farei contra ele. – rolo os olhos, inclino a cabeça e recosto sobre seu peito.

—Isso não é certo... –

—Chumbo trocado não dói. – a voz de Edward está mais amena, ele me abraça, beija o alto da minha cabeça. —Se não contarmos os dias em que ficamos separados... –

—Amanhã faz um mês que estamos namorando. – completo sua frase, o olhando. Ele sorri, concorda com a cabeça.

—Tem algo especial que queria fazer? – com cuidado, ele retira a franja dos meus olhos.

Respiro fundo, mordo o canto dos lábios erguendo o olhar até ele.

—Considerando a última semana que tivemos, com mudanças, brigas, casamento, quase acidente.... Só queria fugir desses problemas. – brinco fazendo uma careta.

Edward ri, aproxima seu rosto do meu puxando meu lábio inferior entre os dentes.

—Acho que isso é possível. –

⇜❋⇝

Pela janela eu observo a vegetação florestal de San Francisco. O dia já se vai, o que deixa dificultada minha observação pela paisagem.

O verde já não se sobressai tanto, já se pode notar os tons vermelhos e amarelados. Assim como as flores que já não estão tão vívidas ou as folhas que começam a ressecar.

É final de verão e tudo deixa claro que o outono está chegando, inclusive o friozinho gostoso do ar.

Cruzo as pernas, solto um longo suspiro e não deixo de sorrir ao reconhecer a música que começa.

—Lifehouse é tudo de bom. – comento a Edward que me olha pelo canto dos olhos, ele apenas sorri concordando com a cabeça.

—Ainda me surpreendo por gostarmos do mesmo tipo de música. – ele murmura atento a estrada. —Achei que gostasse de Katy Perry, Taylor Swift, Beyoncé... – rolo os olhos sem deixar de rir.

—Eu escuto algumas músicas delas, mas tenho preferência por bandas. – murmuro, com a ponta da língua lubrifico meus lábios. —E você tem cara de quem gosta de música clássica. – Edward ri alto chacoalhando a cabeça.

—Eu gosto, até toco piano e violino, mas elas me deixam meio desanimado. –

Mordo a ponta do dedo, olho rapidamente pela janela, estamos em uma estrada mais estreita que parece ser de pedras.

—Seria ainda mais clichê, não acha? – volto a olhá-lo. —Você um homem todo elegante e poderoso, ouvindo musicas clássicas de pessoas que morreram no século passado, enquanto eu que sou mais jovem escutando Taylor Swift e todo esse pop adolescente. – sua risada se mistura com a minha.

—Acho que seria uma diferença e tanto, ainda mais que a idade. – sou obrigada a desviar meus olhos dele, quando o carro para.

Olho a frente e imediatamente, fico boquiaberta.

A uns metros de distância, uma cabana com paredes de pedras e tetos de madeira reclinados, me deixa encantada.

Seu jeito rustico, combina perfeitamente com a localização. Ela parece ter nascido ali, do nada, como mágica!

—Ual! – solto baixo. Edward solta seu cinto e me olha.

—Gostou? –

—Amei. – murmuro baixo, ainda a admirando. Ele ri, desce do carro vindo até o meu lado.

Me livro do cinto e saio do veículo, com uma batida fecho a porta do automóvel. Edward pega minha mão e com cuidado, me puxa pele trilha de pedras que levam até a casa.

—Você disse que queria fugir dos problemas, aqui nenhum deles vão nos incomodar. – pondo meu cabelo atrás da orelha, sorrio para Edward.

É incrível como ele consegue ser tão perfeito em alguns momentos... Na verdade, ele é perfeito em todos os momentos!

Em silêncio eu o observo abrir a porta, ele libera a minha passagem com o braço, adentro na cabana e de imediato, me surpreendo com a sala de estar.

O cômodo está todo rodeado por luminárias vermelhas e roxas, que se unem de modo magnífico com a lareira acesa.

Mordo os lábios, com dois passos adentro maia na sala. Flores brancas enfeitam os vasos, deixando as coisas ainda mais românticas.

Ao lado do sofá, um champanhe nos espera em um baldinho cheio de gelos.

Está tudo tão perfeito, tão romântico e doce!

—Está tudo tão lindo – falo olhando-o por cima do ombro. Ele sorri, caminha até mim e me vira, suas mãos pegam as minhas.

—Gostou mesmo? – com delicadeza, ele coloca uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

—Eu amei! – o sorriso se alarga em meu rosto.

Posso ver a satisfação brilhar em seus olhos claros, seus dedos afagam meu rosto, ele se aproxima e beija minha testa.

—Quero concertar as coisas. – ergo o olhar para sua face, sem compreender. —Você não merecia perder a virgindade daquele jeito grotesco... – mordo o lábio vendo seu maxilar ficar serrado. —Mas eu quero me redimir com você, quero te dar a noite mais perfeita e maravilhosa, porque é assim que deveria ter sido. – segurando em meu queixo, Edward me faz olhá-lo.

Meu Deus, que lindo!

Mordo o lábio, meus olhos se inundam e quero chorar.

—Tem tanta coisa que eu quero viver com você, mas antes temos que recomeçar e dessa vez, eu quero que tudo seja especial para você! – fecho os olhos por segundos, tento engolir o choro, meus braços circulam seu pescoço.

—Você não percebe? – pergunto beijando seu queixo. —É só você estar comigo Edward que tudo fica especial. – seus lábios se curvam em um breve sorriso, esse que é desfeito quando ele me beija.

O clima está leve, gostoso. É exatamente o que eu queria, um santuário, um lugar que não deixasse nossos problemas entrarem.

—Vou buscar nossas coisas no carro, porque não vai conhecer a cabana? – com o polegar, Edward contorna minha boca.

Engulo seco, ainda ofegante, assinto com a cabeça.

Meu corpo já dá sinais e deixa claro o que quer. Edward.

Ele se abaixa, cola a boca na minha em um beijo casto antes de se afastar e sair da casa. Permaneço parada ali, no meio da sala de estar, feito uma boba.

Mas é assim que ele me deixa. Abobalhada.

Respiro fundo, corro a mão por cabelo. Girando nos calcanhares eu sigo pelo corredor com várias portas.

Abro a primeira a direita e percebo que se trata de um banheiro, ele é grande e muito bem decorado. A madeira caramelo dá um ótimo acabamento no mármore travertino.

A tinta óleo nas paredes fazem as luminárias suspensas refletirem, e isso é incrível.

Do lado esquerdo, há apenas uma porta que dá em uma linda sala de TV, que conta até com um jardim japonês.

Mais uma porta e dessa vez encontro um quarto, ele não é absurdamente grande, contudo exala charme e luxuria com uma lareira grande e portas francesas.

—Vamos ficar aqui? – pergunto ao ver Edward caminhar em minha direção, ele puxa sem a menor dificuldade, nossas duas malas.

—Eu ia sugerir que ficássemos na suíte, mas se quiser ficar aqui... – ele para dando de ombros, rolos olhos bufando. —Última porta. – ele informa vendo minha dúvida.

Ignoro a porta do meio que está fechada e caminho até a indicada, assim que meus olhos colidem com o quarto fico deleitada.

É magnífico.

Uma grande cama centralizada, chama toda minha atenção, ela está a frente de um belo painel de madeira escuro.

Tanto do seu lado direito como no esquerdo, luminárias suspensas, deixam um charme a mais estando sobre os criados mudos mais alongados e charmosos.

Adentro no cômodo. As paredes são de um tom creme, o que combina maravilhosamente bem, com o forro de madeira chocolate que tem em seu centro, um lindo lustre redondo achatado.

Um pouco a frente, no meu canto esquerdo há um belo sofá claro, de frente as portas francesas que se encontram devidamente fechadas.

Uma grande TV está presa a parede de madeira com recortes diferentes e modernos. Olho para o lado oposto e tenho uma vista parcial do banheiro.

—E então, o que achou daqui? – deixando as malas no canto, Edward pergunta. Sorrio para ele ainda estou encantada com o ambiente aconchegante.

—Perfeito. – ele sorri abertamente, estica os braços e me puxa pela cintura.

Meu corpo se colide com seu em uma maneira deliciosa, mordo o lábio inferior percebendo que está um clima perfeito para transar.

Frio, baixa iluminação, uma cama espaçosa e tempo de sobra.

Minhas mãos sobem por seu peito largo, consigo sentir a rigidez de seus músculos sob o suéter.

Me ponho na ponta do pé, meus dedos se embrenham em seu cabelo e sem esperar eu o beijo.

As mãos de Edward se firmam em minha cintura, com facilidade ele me ergue um pouco do chão, com isso nosso beijo fica ainda mais profundo.

—Vou pegar o champanhe... – ainda com os lábios sobre os meus Edward faz menção de se afastar, seguro no cós de suas calças jeans e o impeço.

—Usamos ele depois. – lhe lanço uma piscadela, aperto o corpo contra o seu e com um pouco de dificuldade, infiltro uma mão em sua calça.

Seu pau quente queima a ponta dos meus dedos, lubrifico os lábios vendo-o cerrar o maxilar e retirar minha mão dali.

—Caralho, Isabela... Eu queria te dar uma noite especial, mas você não colabora! – ofego de surpresa quando ele me pega no colo, a passos largos alcança a cama e me deita sobre o colchão.

—Já disse que com você tudo é especial. – mordo os lábios vendo-o apagar as luminárias, a nossa frente a lareira é a única responsável pela iluminação agora.

Com o rosto oculto pela penumbra, Edward tira o suéter o deixando de lado ele permanece no mesmo lugar, nu da cintura para cima, e ainda oculto pela sombra.

Mesmo com baixa iluminação posso ver seu tórax definido.

Deus, que homem!

—Tire o cardigã. – a voz aveludada ecoa pelo quarto. Hesito um pouco mas logo o obedeço, ajoelhando na cama e me livrando da peça azul escura. —Deixe-o no chão. – sem me importar eu o lanço para o lado. —Agora a blusa. – cruzo os braços pelo corpo e pegando na barra da blusa branca a tiro de mim.

Permaneço com o sutiã de renda preta, meu coração está acelerado e minha boca, ressecada, enquanto tento imaginar qual vai ser o próximo pedido de Edward.

—O sutiã também. – ele finalmente manda, meu corpo se arrepia quando ele se aproxima um passo.

Posso vê-lo melhor e perceber que está tão ardente de desejo, quanto eu.

—Não! – ele exclama assim que levo as mãos às costas. —Não... – ele se aproxima um pouco mais, seu peito se revela sob a luz dourada. —Deixe que eu faço isso, baby. — fecho os olhos estremecendo quando Edward desliza as mãos por meus braços, não prendo o suspiro quando ele afasta as alças do meu sutiã parando-as em meus cotovelos.

A renda preta passa a cobrir apenas parte de meus seios, suspiro mais uma vez quando os polegares de Edward traçam os contornos dos meus mamilos por cima do tecido, enrijecendo-os no mesmo instante.

Suas mãos experientes baixam ainda mais as alças, obrigando a renda a revelar meus peitos ocultos. Estremeço novamente quando ele se abaixa e envolve com seus lábios húmidos um dos meus mamilos.

Fecho os olhos com um leve gemido de prazer, Edward é provocativo, deixa uma mordida em mim, antes de se afastar.

Mordo o canto do lábio, me ponho de pé no colchão e me livro rapidamente das sapatilhas antes de me ocupar com o zíper de minha calça.

Estou ansiosa, assim como Edward que logo se livra de suas roupas também. Mordo a ponta do dedo observando-o, não deixo de admirar o belo físico, semelhante à estátua de um deus grego.

—Se continuar me olhando assim, não vou conseguir me controlar. – sua voz sai entredentes, sorrio e o chamo com o dedo.

—É que você é tão lindo... – murmuro assim que ele se ajoelha a minha frente. Pouso as mãos sobre seu peito e vou descendo-as devagar.

A respiração de Edward fica mais pesada quando meus dedos voltam a se encontrar com seu membro. Caralho, ele está tão duro e quente!

—Chega. – Edward diz por fim, me erguendo nos braços. —Poderá me acariciar o quanto quiser depois, mas agora o que está em ação é a noite especial que eu lhe prometi. –

Ainda me tendo nos braços, Edward nos deita na cama.

Ergo o rosto e o beijo com calma, meu corpo se arqueia contra o seu em busca de algum contato.

—Já falei várias vezes e não custa repetir, tudo com você é especial. – com as pontas dos dedos eu contorno cada traço do seu rosto perfeito.

—Mesmo assim, quero ir com calma e te dar todo o prazer que não dei da sua primeira vez. – ele está realmente preocupado com isso.

Sorrio e o abraço, tenho o melhor homem de todo o mundo!

—Amor, você não quer ir com calma e pode ter certeza que eu vou sentir prazer de todo o jeito. – ele abre os lábios para protestar. —Shii... – falo o calando. —Eu não quero mudar o nosso jeito na cama pelo que aconteceu. – mordo o canto dos lábios e arqueio o quadril mais uma vez, Edward ofega quando seu membro esbarra em minha barriga. —Quero que você meta fundo e forte e me faça delirar, como sempre fez. –

Os olhos de Edward parecem pegar fogo, ele sorri luxurioso e apoiando as mãos em meus quadris me arruma de baixo dele.

—Tem certeza? – ele pergunta meio receoso.

Mordo sua boca para provoca-lo.

—Sim. – sussurro.

—Então vem cá... -

⇜❋⇝

Estamos sentados no sofá, minhas costas descansam sobre o peito musculoso de Edward, ele mantém os braços ao meu redor, suas pernas esticadas sustentam as minhas.

Solto um longo suspiro, arrumo o cobertor sobre nossos corpos, tratando de cobri-lo bem. Eles mantem a cabeça inclinada, seus lábios deixam beijinhos em meu ombro, me aconchego mais a ele, e simplesmente não consigo imaginar um lugar melhor no mundo.

—Então você não conhece o seu pai? – ele pergunta, sua voz sai um pouco mais rouca.

—Não. – murmuro pesarosa. —Ele não quis saber de mim quando nasci, me registrou porque Suzane o ameaçou e sabe... Suzane é assustadora quando quer. – Edward ri, estica o braço e pega a taça de champanhe sobre o aparador ao nosso lado.

—Ele tem mais filhos? –

—Não sei. – solto um suspiro mordendo o morango vermelho. —Suzane diz que ele e a mulher pretendiam ter, mas se mudaram assim que descobriram de seu envolvimento com Renée. –

—Isso é um absurdo, um professor seduzir uma aluna. – Edward diz, segura minha mão e a leva até a boca, com uma mordida ele acaba com meu morango suculento.

—Minha mãe era terrível, então não duvido nada que tenha sido ela quem seduziu Charlie. – Edward deixa a taça sobre a mesinha ao lado, volta a me abraçar e arruma nossos corpos no sofá largo.

O fato de ainda estarmos completamente nus, deixa o momento ainda mais intimo.

—Terrível, porque? –

Olho para Edward rapidamente, respiro fundo.

—Ela aprontava muito, fugiu de casa várias vezes, já quis ir embora com o circo... – Edward ri alto. —É serio, agora ela sossegou, mas Tia Suzane quase ficou louca. –

—Ela teve você quantos anos? –

—Dezesseis. – sibilo brincando com dedos de sua mão. —E a sua mãe? Ela tinha que idade quando você nasceu? – com cuidado eu viro o corpo para poder olhá-lo.

—Vinte e Três... Eu acho. – ele cerra os olhos ao murmurar. Mordo o canto dos lábios e volto a me recostar em seu peito.

—Ela é muito bonita. – murmuro pegando outro morango da tigela. —Mas você não tem nada dela. – rio antes de morder a fruta, faço uma careta com seu sabor azedo. —Na verdade você parece mais com a Esme do que com ela... – o corpo de Edward fica tenso, na hora me arrependo por ter falado. —Desculpe. – peço sem jeito.

Ele sorri, afaga meu rosto e deixa um beijo sobre meus lábios.

—Tudo bem. – ele murmura baixo. —Infelizmente, eu tenho o desgosto de olhar para o espelho todos os dias e perceber que eu pareço com a mulher que eu mais desprezo no mundo. – sua voz sai seca, sem humor, sem sentimento. —Genética é uma coisa muito maluca para ser entendida. -

—Pelo menos ela é bonita. – brinco tentando aliviar a tensão. —E não me pareceu uma má pessoa... –

Edward corre a mão pelo cabelo e sorri, um tanto quanto forçado.

—Podemos mudar de assunto? – ele pede tomando mais um pouco de champanhe. —Não gosto de falar sobre ela. – posso notar toda a repulsa na voz de Edward.

Solto um suspiro, concordo com a cabeça e volto a ficar em silencio.

Edward tem razão, genética é algo maluco, mas não deixa de ser instigante o fato de ele e Esme serem praticamente idênticos.

Notas finais
Capítulo ficou bem romântico, bem leve e descontraído! Não gosto muito de deixar as coisas muito românticas, porque acho que fica chato e muito meloso., mas enfim... Espero ter agrado a vocês :) Gente, eu meio que travei e parei de responder aos Reviews. Peço as mais sinceras desculpas, mas é que eu tenho um trabalho gigantesco para fazer e não tenho muito tempo. Desculpem mesmo, assim que der responderei aos mais atuais, afinal, saão muitos :X rsrsrsrs Gatinhas, agora é só sábado! Fiquem bem, tenham uma boa Sexta-Feira e o melhor de tudo.... É FERIADO! o/ o/ o/ o/ rsrsrsrs Fiquem beem ^^ Atée! Beijõõões da Nick :*