Segredos
7 Capítulo Seis
Notas iniciais
O sol adentra no quarto preguiçoso, não há nenhuma cortina impedindo-o de iluminar nossos corpos na cama.
Edward está adormecido, mas mesmo estando dormindo, sua face não está relaxada. Solto um longo suspiro, arrumo o lençol sobre seu corpo nu.
Tento relaxar novamente, voltar a dormir não sai má ideia. Passo os dedos pelos cabelos macios de Edward, o relógio digital apita as seis da manhã.
Que pessoa normal acorda às seis da manhã em pleno domingo?
Rolos os olhos, acomodo-me mais perto de Edward, seu calor entorpece meu corpo que prontamente se acende.
Bem que ele podia estar acordado.
Apoio a cabeça no braço, mordo a ponta do dedo indicador fitando-o.
Certamente minha manhã seria muito mais interessante se ele estivesse acordado...
Um arrepio corre toda a minha espinha, engulo seco, aperto uma perna na outra em busca de algum contato que me acalma.
É em vão. Eu o quero, já.
Ele não está acordado... Mas eu posso acordá-lo.
Prendo o riso com o pensamento. Abaixo a cabeça, meus lábios colidem em sua pele macia, sua barba que começa a crescer, pinica minha boca enquanto distribuo beijos por seu maxilar.
Minha mão corre por suas costas largas, lubrifico minha boca sentindo seus músculos fortes.
Edward respira fundo, afasto um pouco e espero que ele tenha acordado. Ele apenas vira na cama, fica deitado de barriga para cima, a mão direita repousando sobre seu tórax definido enquanto a esquerda permanece no travesseiro.
Caralho! Que homem gostoso!
Sento na cama o observando, ele está descoberto, completamente livre para mim.
Meus olhos percorrem cada centímetro dele. Desde aquele rosto perfeito, até seus pés. Mas de fato, o que mais me chama atenção é como seu pau está deliciosamente, semiereto.
Com cuidado eu me levanto, passo as pernas por seu corpo e apoio as mãos no colchão.
Deixo um beijo em sua testa, descendo com minha boca até sua orelha.
—Está na hora de acordar, amor. – minha voz sai em forma de sussurro. Lenta, arrastada e rouca.
Sorrio ao senti-lo se arrepiar. Volto meus olhos para seu rosto e percebo que ele ainda está dormindo.
Mordo seu queixo de leve, com três beijos em seu pescoço desço para seus ombros largos. Sua pele transmite o cheiro de seu perfume se misturando de um modo único, com o aroma de sexo.
É incrível.
Posso ver sua pele branca eriçada enquanto beijo cada gominho de seu abdômen tonificado. Taco meus cabelos para o lado, arrumo o corpo olhando rapidamente para cima.
Ele ainda dorme, porém já está se excitando. Isso é notável, não só por sua feição, mas também pelo seu membro que já está devidamente ereto.
Uma onda de calor corre por mim, me sinto febril de desejo. Loucamente pronta para recebe-lo dentro de mim.
Me abaixo mais um pouco, estou de frente para ele. Aquele pênis tão experiente, potente e gostoso.
A saliva inunda minha boca, uma vontade abrasadora de chupá-lo me domina. Ergo a mão e o seguro, Edward se remexe na cama e de imediato, me sento em suas pernas.
Essa posição é perfeita, ele não pode virar!
Movo minha mão e passo a segurar a base do seu pau, faço um leve movimento de vai e vem. Edward novamente se remexe na cama, dessa vez ele abre os olhos.
Parece meio descolado, ainda não compreende o que está acontecendo. Assim que ele me olha, sorrio para ele.
—Bella... – ele começa a falar, mal dou ouvidos. Lhe lanço uma piscadela e volto a me abaixar. Ainda segurando a base do pênis, alterno com beijinhos leves e beijos molhados de baixo para cima.
Ele ofega alto, quando chupo apenas sua glande inchada. O olho por baixo dos cílios, seu gosto é uma mistura de sabores.
Meio salgado, meio doce, meio agridoce... Mas é bom, e fodidamente excitante!
Subo e desço a língua por todo o seu membro, chupo novamente sua cabeça circulando-a com a ponta da língua.
—Caralho! – sua palavra sai entredentes. O olho novamente, o prazer estampado em seu rosto, só aumenta o meu.
Enrijeço os lábios no formato do pênis e com movimentos ritmados começo a chupá-lo. Encho minha mão livre com seus testículos, tomando o devido cuidado para não os apertar de mais.
Edward geme alto, seu quadril se arqueia para cima o que faz com que seu pau entre todo em minha boca, batendo no fundo da minha garganta.
Isso parece leva-lo a loucura. Aumento a pressão de meus lábios, apertando-o um pouco mais.
Minha língua desliza por todo seu comprimento, pressionando-o e lambendo-o.
Com mais algumas investidas ele logo alcança o orgasmo. O liquido espesso enche minha boca e eu o engulo com prontidão.
O gosto não é muito bom, é meio amargo. Ergo o rosto, limpo a boca com a língua e posso ver Edward todo abalado por ter gozado.
Seus olhos se abrem, eles brilham com uma força única. Instantaneamente me lembro em como aquele olhar me assustou na primeira vez que transamos.
Rio sapeca, eu era tão bobinha!
—Caralho Isabela! – Edward se levanta de uma vez. Ofego com seu movimento rápido, suas mãos me puxam para ele. —Quer o que? Me matar? –
Sorrio, puxo seu lábio inferior em uma mordida enquanto nego com a cabeça.
—Só se for de prazer amor. – sussurro arranhando seu ombro. Edward fecha os olhos, aperta o maxilar e sem nenhuma delicadeza, me empurra.
Caio de costas no colchão, mal tenho tempo para processar as coisas, pois ele logo me deixa de quatro na cama.
—Você não presta. – sua voz sai raivosa de desejo. Seus dedos se embrenham em meu cabelo.
Sorrio sentindo sua pegada forte.
O olho por cima do ombro, mordo o lábio e lhe lanço uma piscadela.
—Eu sei. – falo baixo, ele rosna e de uma só vez, se afunda em mim.
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Passo a toalha por meu corpo secando os resquícios de água que o banho deixou em minha pele.
Pelo canto do olho, vejo Edward colocar a boxer a boxer. O tom de vermelho contrasta de forma magnífica em sua pele.
Pego o roupão, visto-o e refaço o coque que prende meus cabelos.
—Estava pensando, acho que seria melhor se Alice fosse conosco no casamento. – meus olhos saem de sua perna tonificada e vão para seu rosto.
Pigarro, chacoalho a cabeça, mentalmente analiso suas palavras.
—Porque? – pergunto, ele dá de ombros enquanto esfrega a toalha nos cabelos molhados.
—Em alguns momentos eu terei que me afastar de você e não quero deixa-la sozinha. – ele está sério. —Se Alice for, ela lhe faz companhia. –
Mordo o lábio, afirmo com a cabeça.
—Pode ser. – concordo, sei que ele tem razão, não quero outro encontro com Carlisle. —Falo com ela quando chegar em casa. –
Edward deixa a toalha sobre a bancada do banheiro, pega o frasco de perfume e espirra em sua pele.
Cruzo meus braços me aproximo uns passos, nossos olhares se encontram no espelho.
—Gosto do seu perfume. – murmuro parando ao seu lado. —Qual o nome? – Edward sorri, me entrega o vidro quadrado. —The One. Dolce e Gabbana. – leio baixo, pelo espelho vejo Edward se postar atrás de mim, seus braços passam por minha cintura me puxando para ele. —Aposto que se eu vender esse perfume, consigo comprar um carro. – brinco deixando o frasco sobre a pedra escura.
Seus orbes claro rolam veemente, viro o corpo ficando de frente a ele.
—Não exagere, esse perfume não é caro. – apoio as mãos em seus ombros, inalo fundo sentindo o delicioso aroma da fragrância. —E eu posso te dar um carro. –
Rindo, nego com a cabeça.
—Obrigada. –
—Porque não quer? – estreitando os olhos, ele me analisa.
—Porque um carro não é para se dar de presente. – murmuro, me inclino e deixo um rápido beijo sobre seus lábios.
—Claro que é. – Edward bufa impaciente. —Se eu quiser te dar um carro de presente eu vou te dar um carro e você... – mandão ele me olha. —Vai aceitar com um sorriso enorme no rosto e me retribuir com horas e horas de sexo. –
Rio alto com suas palavras.
—Vou nada. – o desafiando, empino meu queixo.
—Vai sim, senão eu vou amarrar você e te ensinar a me provocar. – mordo meu lábios, fecho os olhos por segundos, cenas e mais cenas invadem mina cabeça.
Isso certamente seria delicioso.
—Eu não provoco você. – passo as unhas por sua nuca. —Eu sou um anjinho, lembra? –
Ele ri, apoia o queixo em meu ombro, seu nariz roça em meu pescoço me deixando ainda mais arrepiada.
—Você é a junção perfeita. – ele volta a me olhar. —Vinte por cento anjo, oitenta por cento diabo. –
Maneio a cabeça e sorrio.
—Você me leva ao céu com esse jeitinho angelical, esses olhos... – escuto suas palavras. Seus olhos verdes brilham, ele contorna meus lábios com o polegar. —E me faz ir ao inferno com esse ciúme gigantesco que sinto de você. –
Não deixo de sorrir.
Gosto quando ele fala essas coisas.
—E você gosta disso. – afirmo passando os braços por seu pescoço. Edward sorri torto, deixa uma mordida em minha boca soltando as fitas do roupão.
—Eu amo. – murmura e no segundo seguinte, sua boca cobre a minha.
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Pelo espelho eu vejo Maggie espirrar o fixador em meus cabelos. Não quis fazer nada grandioso, apenas pedi que ela o prendesse em um rabo de cavalo deixando solta apenas minha franja e uns fios, para dar um ar mais despojado.
Minha maquiagem é neutra, os olhos esfumaçados sem muito brilho, o que deixa toda a glória para a minha boca que está toda delineada em um belo batom vermelho, esse que combina exatamente com meu vestido.
—Veja se está bom. – Maggie pede se afastando um passo. Arrumo postura na cadeira e fito atenta a minha figura no espelho. Me ponho de pé, sorrio realmente agradecida.
—Está ótimo! – murmuro. —Obrigada Maggie, eu adorei! –
Ela pisca para mim, se volta para a penteadeira onde começa a guardar suas coisas. A porta do quarto se abre, Alice sorri ao entrar no cômodo.
Boquiaberta eu a encaro, seu vestido é deslumbrante.
Ele tem o corpete todo bordado em pérolas, o decote coração só realça o modelo, onde a saia godê brilha em um azul chamativo.
—Alice, você está perfeita! – digo a ela que sorri grandiosamente. —Que vestido maravilhoso é esse? –
—Ganhei da minha mãe, é a primeira vez que eu o uso. – ela se olha e dá uma voltinha me deixando ainda mais encantada com a peça. —Gostou? –
—Eu amei. –
—É lindo mesmo. – Maggie a analisa antes de se virar para mim. —O seu também é lindo Bella, gosto de vermelho. – profere soltando um suspiro. —Bom, meninas vocês já estão prontas agora eu vou embora. – ela se aproxima de mim e me dá um rápido abraço. —Bom casamento. – deseja repetindo o mesmo com Alice.
—Tenho que calçar os sapatos. – falo antes da cabelereira sair do quarto. —Alie, você pega o dinheiro com Suzane para mim? –
—Pego sim. – piscando ela sai pela porta.
—Tchau, Bella. – Maggi acena antes de seguir Alice.
Solto o ar pela boca, me sento na cama com cuidado para não amaçar o vestido. Abro a caixa onde minhas sandálias estão, elas são pratas e combinam muito bem com as pedrarias em meu ombro esquerdo.
Resignada calço-as em meus pés. Os saltos agulhas me deixa desanimada.
Meus pés ainda não estão recuperados da noite anterior.
Com desanimo eu me levanto, com os dedos estico as ondas que se formou no vestido.
—Caralho Isabela, se você soubesse como está gostosa nesse vestido. – a voz de Edward me deixa sobressaltada.
Engulo seco, apoio as mãos no peito e me viro.
Ele está em pé diante da porta. Seu corpo perfeito coberto por um belo smoking preto.
—Edward, que susto! – exclamo vendo-o afrouxar a gravata cinza no pescoço.
—Como eu queria ter tempo para levantar esse vestido e... – seus olhos brilham intensamente, sorrio de canto vendo-o fechar a porta. —Acho que temos uns minutinhos. –
—Não, não temos! – arqueio as mãos o impedindo de se aproximar.
Bem que eu quero, mas eu sei que não será apenas uns minutinhos!
—Não mesmo? – ele estreita os olhos e ignorando todas as minhas tentativas, me puxa pela cintura. Seu rosto se infiltra no vão do meu pescoço, seu nariz roçando em minha pele me deixa mole. —Posso erguer seu vestido, te debruçar sobre aquela penteadeira e fazer gozar em minutos. – ofego com suas palavras. —Sem preliminares ou enrolação, vou apenas meter fundo e forte. –
Aperto meus dedos, é impossível não me relembrar de quando ele fez exatamente isso que falou. Me debruçou sobre a mesa e sem nenhuma preliminar tirou minha virgindade.
—Vai ser como no dia em que transamos na sua sala? – minha voz está embargada de desejo. Eu estou embargada de desejo. —Do mesmo jeito que tirou minha virgindade? –
Sinto o corpo de Edward se enrijecer contra o meu. Aperto os lábios e sem entender eu o olho.
Sua face está congelada, ele parece meio deslocado do mundo.
Mas o que...
—O que você disse? – seus olhos estão como o polo norte, frios e desertos. Não há rastro de sentimentos ali. —Eu tirei sua virgindade? –
Engulo seco, encolho os ombros realmente arrependida por ter dito tais palavras.
Ok, boca grande!
—Edward... – tento pronunciar algo coerente, contudo não tenho a mínima ideia do que dizer.
—Isabela, você era virgem quando nós transamos pela primeira vez? – sua pergunta me deixa muda. —Eu não acredito! – ele se afasta esfregando as mãos no rosto de um modo nervoso.
—Edward... – tomo fôlego. O que eu vou falar? Não sei o que falar... Não tinha intensão de contar isso para ele mas... Carvalho! —Edward, isso já faz tempo... Não importa mais! – tento tocá-lo, porém ele se afasta me dando as costas.
—É claro que importa. – sua voz sai crispada, chateada. —Eu fui um idiota com você... Caralho, você é uma menina e eu... Bella, porque deixou eu fazer aquilo? Porque não se afastou? –
Ele se vira, me olha. Engulo seco vendo o arrependimento em seu olhar.
Ótimo, como se já não tivéssemos problemas o suficiente!
—Eu não te afastei porque eu também queria. – com poucos passos eu o alcanço, minhas mãos seguram seu rosto. —Amor já faz tanto tempo.... Vamos esquecer e... –
—Não. Eu não vou esquecer. – com o maxilar cerrado, Edward volta a se afastar. —Porra, eu fui um ogro com você... Agora entendo o porquê dessa mudança toda de visual. –
Fico quieta, apenas o observo.
—Você deveria me odiar! – apertando as pálpebras ele abaixa a cabeça.
Solto o ar pela boca, lubrifico meus lábios e caminho até ele.
—Eu não te odeio... Eu te amo. – murmuro, ele ergue a cabeça, contrai a boca em uma linha tênue ficando em silencio. —Não precisa se culpar por isso! Eu quis ficar com você, foi uma escolha minha! – minha voz demonstra como estou impaciente. —Desnecessária essa sua reação! –
O arrependimento corre por mim mais uma vez, assim que Edward para seus olhos em mim.
—Não, Isabela. Não é desnecessária. – cerrando o maxilar, ele diz. —Porque eu te fiz sofrer. Eu machuquei você e eu não suporto essa ideia. Saber que fui eu o causador da sua mudança, das suas lágrimas... Caralho! – ele infiltra a mão no cabelo, bate o pé no chão e morde o lábio inferior com tanta força que chega a me deixar preocupada. —Isso me destrói, porque ver ou simplesmente saber, que você sofreu me fere mais que qualquer outra coisa no mundo. –
Abaixo meu olhar, Edward respira fundo e se afasta indo até a porta e sem dizer mais nada ele sai do quarto.
—Arg! – bufo alto com uma vontade enorme de me estapear. —Você é muito estúpida Isabela, muito estúpida! – sussurro amargamente para mim mesma.
Edward sofre quando eu sofro. Eu o machuco. E isso me machuca ainda mais!
Pego minha bolsa de cima da penteadeira, rolo os olhos, saio do quarto.
Caralho! Caralho! Caralho!
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A cobertura está um luxo. Decorada com a maior perfeição e organização possível. Tudo branco e cinza. Tudo sob medida!
Os convidados chegam a todo instante e parecem terem saído dos mais luxuosos tapetes vermelhos.
Os trajes de gala deixam explicito como todos ali são humildemente, ricos.
—Caramba, acho que nem se eu trabalhar o resto da minha vida vou conseguir pagar por um casamento assim. – Alice diz impressionada, sorrio sem humor a ela tomando um gole do champanhe doce.
—Tudo aqui aspira dinheiro. – comento. —Você olha para os convidados e pensa: Essas roupas devem valer um carro! – Alice ri, se aproxima um passo arrumando o cabelo sobre o ombro. —Então olha para a decoração e pensa o valor incalculável que deve ter sido gasto para se ter algo tão perfeito. – solto um suspiro e tomo fôlego antes de completar. —E então, você para e analisa: O casamento está sendo realizado no hotel mais tradicional de San Francisco, não em qualquer lugar mas em sua cobertura particular. – arqueio o dedo, tomo mais um pouco da bebida. —E novamente imagina o valor do aluguel. –
—Bem-vinda ao meu mundo. – Edward se posta ao meu lado, rela sua taça na minha e sorri seco a mim.
Ele mal conversou comigo desde que discutimos em meu quarto. Na verdade, ainda parece bastante chateado.
Alice sorri sugestiva, se vira e volta analisar a decoração.
—Ainda está bravo? – pergunto com os lábios próximos a sua orelha.
—Bravo não, estou puto! – mantendo um sorriso cínico, ele responde. Rolo os olhos, termino de beber o champanhe e de imediato me arrependo.
Droga, preciso ir ao banheiro.
—Agi como um ogro, quando na verdade, você merecia um príncipe. – dessa vez, é ele que se abaixa para falar em meu ouvido. —Preciso concertar as coisas. –
Volto meus olhos para ele. Suspiro apreciando suas palavras. Ele sorri torto e deixa um beijo leve sobre os meus lábios.
Ele não está bravo comigo e isso é bom!
Sinto minha barriga pesada, aperto os lábios com o desconforto.
—O que foi? – Edward questiona, seus olhos me fitam atentos.
—Preciso ir ao banheiro. – respondo com um biquinho. —Pode me dizer onde é? –
Ele sorri, afaga meu rosto e então eu me perco naquelas imensidões esverdeadas.
—Quer que eu vá com você? – chacoalhando a cabeça, eu nego.
Ok, estou me comportando como uma retardada!
—Não precisa. – Edward pega a taça de minha mão. —Já volto. – sorrio a ele e me afasto puxando Alice comigo.
—Onde vamos? – sem entender ela me pergunta.
—No banheiro, tomei muito líquido. – falo baixo a fazendo rir.
Adentramos pelas portas grandiosas de folha dupla, passo pela escada de mármore e viro o corredor.
O que Edward disse mesmo? Você saberia se não tivesse ficado babando por ele como uma doente mental!
Alice me olha, percebo que está tão perdida quanto eu. Paro em meio ao corredor largo e tento me lembrar das coordenas de Edward.
Virar a esquerda ou a direita?
Não lembro, isso é tão frustrante.
—Por onde nós vamos? – entorto os lábios e a olho, ela bufa apoiando as mãos na cintura. —Bella! – ela exclama alto. —Esse lugar é gigante... Até encontrarmos o bendito banheiro Emmet e Rosalie já estarão indo para a lua de mel! – rolo os olhos com seu exagero.
—Menos, ok?- peço, puxo o ar com força.
Poderíamos voltar, mas eu preciso urgentemente ir ao banheiro!
—Vem, vamos pela a esquerda! – seguro sua mão a puxando alguns passos.
—E se não for por ali? – ela para, a olho por cima do ombro, pego meu lábio inferior entre os dentes.
—Se não for... A gente volta! – ela parece pensar, até que finalmente caminha comigo.
Dobramos o corredor a esquerda em silêncio, Alice a cada segundo parece mais e mais encantada com a decoração.
—Aqui é lindo, não é? – pergunto sorrindo, ela dá dois passos a frente seu rosto toma uma expressão diferente.
—O que foi? – indago sem entender, Alice gesticula com a mão pedindo silêncio.
—Espere... Bella, vem ver! – me puxando pelo braço ela aponta para frente.
Sinto meu corpo gelar com a cena a minha frente.
Na sala mais reservada a frente, estão Carlisle e Tanya. Um de frente ao outro.
—O que eles...? – Alice começa a questionar, porém a voz do loiro a cala.
—Tanya o que eu quero é simples.- ele fala arqueando as mãos. —Quero afastar meu filho daquela garota. Ele não serve para ela, qualquer um pode ver isso! – engulo seco, meu corpo está paralisado. —Você pode me ajudar, você pode afastá-los! – tapo meus lábios com suas palavras. —E então, você vai me ajudar? -
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