Segredos

3 Capítulo Dois


Notas iniciais
Oláa galeera! Como eu disse que viria, estou de volta!!! Antes de mais nada eu queria falar com a minha diabinha mais especial :3 Clessi Magalhães, amor da vida da Nick *---* Sério eu meio que fico sem palavras para agradecer você, não só pela recomendação como também pelos elogios!! Gatinha, muuito, muito, muito, muitooo obrigada :D Se tivesse como recomendar leitores, já teria te recomendado a séculos!! Super educada, um docinho, meiguinha, um amorzinho :3 óoh, quando eu escrever um livro irei fazer uma dedicação para você u.u Pode cobrar u.u rsrsrsrs Amorzinhoo, muito obrigada novamente ^^ E eu não dedico só esse capítulo a você, como a fic também. Para a diabinha mais especial da Nick *---* rs Beijõõões :* Agora, que eu já falei de mais... Vou deixar vocês lerem!! Espero que gostem meus amores! Boa leitura :D

Estico todo meu corpo em uma espreguiçada longa. Um bocejo sai alto da minha boca. Coço os olhos, rolo no colchão, o cheiro de suor e perfume se misturam de uma maneira deliciosa. Sorrio e sento sobre os lençóis amaçados.

Estou sozinha no quarto, mas posso ouvir barulhos vindos do banheiro.

Jogo a peça que me cobre para o lado, estico meus braços o máximo que posso antes de me levantar.

Estou completamente nua, a única coisa que cobre meu corpo é as marcas deixadas por Edward. Me arrepio ao relembrar das horas intensas e quentes que tivemos a pouco.

Sorrio e sem me importar com minha nudez, vou até o banheiro.

Paro na porta, meu corpo recosta no batente de madeira, meus olhos caem sobre aquele corpo escultural que se encontra como o meu. Totalmente nu.

É, eu tenho o namorado mais gostoso do mundo!

—Você gosta do que vê? – ainda de costas para mim, Edward me pergunta numa voz repleta de divertimento. Cruzo meus braços, mordo meu lábio, minha respiração sai profunda.

Ele se vira para mim, fico ainda mais fascinada ao ver seu membro ereto, sorrio fitando-o.

—Muito. – murmuro com uma vontade enorme de percorrer minhas mãos por aquele corpo atlético, principalmente tocar-lhe o membro. Inspecioná-lo, como uma exploração, descobrindo-o novamente.

Inclinando-se, Edward me puxa para ele, seus braços passam por minha cintura possessivamente.

É incrível como me sinto segura estando ali, em seus braços. É como se nada de ruim pudesse nos abater!

—É melhor parar de me provocar, antes que eu esqueça das minhas boas intensões. – sorrio sapeca, apoio as mãos em seus quadris e pressiono meu corpo no dele.

—Que boas intensões? – pergunto, estico meu corpo até alcançar seu queixo em uma mordida, minhas unhas raspam em sua pele quente.

—Te dar banho, te alimentar e o principal... Não deixar você tão dolorida, até que não possa andar. – sua voz é rouca e extremamente sexy.

Caralho, ele me ganha tão fácil!

Edward curva os lábios em um sorriso, sua mão afaga meu rosto e aproveitando meu silencio, ele me puxa pela mão até a banheira quadrada que já está devidamente cheia.

Bolhas fazem a água saltar exaltando um perfume gostoso de lavanda. Aspiro profundamente. Isso parece relaxante!

Mordo meu lábio vendo-o passar as pernas pelo mármore branco, água bate em seu joelho e isso me faz questionar se será possível ficar sentada na banheira.

Apoio as mãos em seus ombros quando ele me levanta, parece que eu não peso mais que uma pena.

Com calma, Edward se abaixa até se sentar, me mantendo em seu colo arruma minhas pernas ao redor de sua cintura.

A água saltante está um pouco acima dos meus ombros, sua temperatura fresca é deliciosa.

Edward sustenta meu corpo no seu, calmamente ele me ajeita em seu colo. Não deixo de ficar frustrada por não tê-lo dentro de mim.

Os braços fortes rodeiam minha cintura, me puxam para mais perto deixando meus seios comprimidos no peito musculoso.

Apoio o queixo em seu ombro, fecho os olhos, volto as mãos para seus cabelos apenas aproveitando o momento.

—Senti sua falta. – seus lábios colados em meu pescoço abafam um pouco sua voz. Respiro fundo, sorrio bobamente me colando mais a ele, aproveitando mais aquele abraço bom.

—Também senti a sua. – minhas palavras saem como um sussurro. —Senti muito. – completo sem querer relembrar dos dias sôfregos que passei.

O silencio volta a se instalar sobre nós, apenas o som da água borbulhando é emitido no cômodo.

Enrolo meus dedos em seus cabelos passando minhas unhas lentamente por seu coro cabeludo, Edward parece gostar, pois está devidamente relaxado.

—Como você me encontrou? – minha voz sai meio falha, acho é por ter ficado um tempo sem falar.

—Foi fácil. – respirando fundo, Edward deixa um beijo em meu ombro. —Alice já tinha comentado comigo que você iria se mudar, então eu liguei para sua tia. –

—Minha tia? – apoio as mãos em seus braços, afasto meu corpo encarando-o surpresa.

—Sim, sua tia. – pondo uma mecha do meu cabelo atrás da orelha, ele confirma.

—Não acredito... Então ela sabia que você estava vindo? –

—Na verdade não. Liguei para ela quando já estava aqui em Toronto e ela me disse que você tinha ido ao parque, então eu fui atrás. – Edward sorri ao fim das palavras.

Solto um longo suspiro, volto a me colar nele traçando linhas imaginárias por sua pele, com meus dedos.

—Quando você chegou? – sua mão corre por minha coluna deixando afagos gostosos.

—Hoje de manhã. – seu tom sai incrivelmente mais rouco. Um arrepio me faz respirar fundo.

—Seu pai sabe que está aqui? – a curiosidade infla dentro de mim e não consigo prender as palavras.

Sinto seu corpo ficar tensos e não deixo de praguejar mentalmente.

—Não sei. – correndo os dedos por minhas costas, ele murmura. —Não me importo, também. –

Respiro fundo, me afasto para poder olhá-lo.

—Isso não vai lhe trazer problemas? – pergunto receosa. Edward sorri torto, sua mão uma de suas mãos imerge tocando meu rosto com carinho.

—Acho que já estou meio velho para me preocupar com isso, não é? — mais descontraído ele brinca. Rolo meus olhos, sua risada sai baixa.

—Me refiro a problemas na empresa, Edward. – explico com os olhos nos seus.

—Não estou mais na empresa Bella. – após um momento de silêncio, ele profere.

Sinto a surpresa correr por mim.

Ok, acho que escutei errado!

—O que? Como assim não está mais na empresa? – questiono, meus dedos empurram minha franja para o lado, posso fita-lo melhor.

—Não vou mais trabalhar lá. – paciente, Edward explica. Aperto meus lábios, minhas sobrancelhas arqueiam, me arrumo em seu colo e sinto a culpa me bater.

—Está se afastando de lá por minha causa, não é? – ele parece surpreso com minhas palavras, seus lábios se entreabrem, porém continua em silêncio. —Edward! – exclamo verdadeiramente aborrecida.

Ele sempre pareceu gostar de lá. Sempre pareceu gostar de seu trabalho e agora... Merda!

— Hey, hey! – as mãos de Edward vem para meu rosto, um apostada de cada lado, me faz olhá-lo. —Pare de pensar besteiras... Estou saindo de lá porque minha relação com Carlisle está impossível. –

—Impossível por minha culpa. – o corto, aperto meus lábios. —Isso é injusto! –

—Ele se intrometeu no nosso namoro, então a culpa é dele. – mantendo os olhos nos meus, ele deixa um beijinho em meu queixo. —Injusto é o que ele fez. –

Quieta absorvo suas palavras. Sei que ele tem razão, porém ainda me sinto culpada.

Respiro fundo, chacoalho minha cabeça, volto a olhá-lo novamente intrigada.

—Mas agora que saiu da empresa, você vai viver do que? – os olhos de Edward de se estreitam com minha pergunta, fico sem entender quando ele lança a cabeça para trás rindo alto. —Qual a graça? –

—Você. – passando uma mão por seus cabelos, Edward deixa boa parte dos fios, molhados. —Não é porque eu sai da empresa, que eu estou pobre... Tenho investimentos, propriedades... E qualquer coisa, minha namorada me sustenta. –

Sua brincadeira me faz rir, me inclino para frente deixando uma mordida em sua boca.

—É isso mesmo que você quer? – indago mais séria, minha língua passa por meus lábios os lubrificando.

—Eu quero é você. – sua fala faz meu coração palpitar dentro do peito.

Como eu amo esse homem!

O gosto quente da boca de Edward me preenche, a pressão de seu corpo no meu é altamente excitante.

—Agora. – ele sussurra sobre minha boca, embrenhando uma mão por meu cabelo

Sua língua roça na minha, ofego em seus lábios arqueando meu quadril contra ele. Edward lamuria baixo, sinto seu pau latejar rígido ser guiado pela mão de Edward até minha entrada.

Engasgo de prazer sentindo-o adentrar em mim aos poucos. Me sinto tremer, suas mãos me ajudam a subir e descer, em movimentos vagarosos.

Meus músculos internos contraem e relaxam enquanto ele se acomoda dentro de mim, me enviando as mais deliciosas ondas de prazer que irradiam por meu corpo.

Mordo seu lábio, finco as unhas em seu ombro e grito de prazer. O desejo faz sua mágica em meu corpo, comprimindo alguns músculos, relaxando outros em uma combinação única e perfeita.

Minha pele parece fogo, irradia calor. Fazendo-me tão sensível que posso sentir cada um dos dedos de Edward em minha bunda para controlar os movimentos, o roçar do peito largo em meus seios.

Posso senti-lo ir fundo em meu interior, arqueio as costas, meus nervos se convulsionam. Edward geme alto e eu o sinto se desmanchar dentro de mim.

Então quando todo seu líquido quente me abrange, é o fim para mim. Solto um longo gemido e me uno a ele, no mais intenso e prazeroso ápice.

⇜❋⇝

Mantenho os olhos fixos no espelho a minha frente, o barulho do zíper sendo fechado é audível e não deixo de reparar em como o vestido cai bem em meu copo.

Ele é preto, básico, com inserções nas dobras da saia.

Aliso o tecido em minha barriga, passo o cinto por minha cintura, prendendo-o em mim.

—Já sabe quando vamos voltar? – retirando a toalha húmida de cima da cama, Suzane me indaga.

Sento na poltrona e me abaixo para poder calçar os sapatos.

—Acha que dá para arrumarmos tudo em dois dias? – com um pouco de dificuldade, eu a olho.

—Acredito que sim. – pendurando a toalha no cabideiro, Suzane apoia as mãos na cintura. —Só acho que vocês deveriam ter se reconciliado antes de nos mudarmos. –

—Se eu soubesse que ele viria atrás de mim, não teria vindo para cá. – puxo o ar com força, me ponho de pé e dou uma rápida voltinha. —Estou bem? –

—Muito bem. – com um sorriso, ela caminha até mim. —Acho melhor descermos, antes que sua mãe deixe Edward maluco. –

Rindo, concordo com a cabeça. Em silencio seguimos para fora do quarto, o som dos meus saltos batendo contra a madeira, são os únicos barulhos entre nós.

No ambiente aberto, uma música toca baixo. Um cheiro apetitoso ronda pelos cômodos. Olho para Tia Suzane, ela parece tão espantada quanto eu.

No canto da sala, vejo Phil e Edward conversarem entrosados. Eles nos olham, ambos exibem um sorriso.

Meus olhos se encontram com os de Edward, lhe lanço uma piscadela seguindo para cozinha, com Suzane.

—Ual! – exclamo vendo os pratos preparados sobre a mesa, que em sua maioria é massa. —Você quem cozinhou? – pergunto pegando uma taça larga.

—Não... Eu meio que... Encomendei no restaurante. – minha risada sai alta, seguro a garrafa de vinho, deixando o liquido cair na taça.

—Ela está tentando impressionar o bonitão. – Suzane diz, levando uma azeitona a boca.

Não deixo de rir, Renée bufa, suas mãos se agitam em meio ao pano de prato.

—É o meu genro tia... É claro que eu devo impressioná-lo. – tomo um gole do vinho, apoio os braços no balcão vendo-as entrar em mais uma discussão boba.

Rolo os olhos, pego a taça e saio de perto.

Elas discutem por tudo. Absolutamente tudo.

Guio a taça de vinho até minha boca, o gosto agridoce desce por minha garganta enquanto me aproximo de Edward e Phil.

—E então, Renée já colocou fogo na cozinha? – minha rizada se mistura com a de Edward, que prontamente, passa o braço por minha cintura.

—Está quase. – respondo sem deixar de rir. —Suzane está com ela agora, então o risco só está maior. –

—É melhor eu ir verificar. – sua voz sai divertida, sorrindo ele se afasta.

—Sua mãe e seu padrasto, são muito simpáticos! – Edward comenta, bebericando seu vinho.

—Há pouco mais de um mês, eu não tinha contato nenhum com os dois. – conto em meio a um suspiro. —Mas foi bom passar esse tempo com eles. –

—Acha que eles vão ficar chateados de voltar para San Francisco? – maneio minha cabeça a ele, solto um suspiro.

—Não sei... Acho que eles vão entender. – recosto minha cabeça em seu peito, seu braço me puxa para mais perto.

—Acha que eles vão entender também se você for dormir comigo? – abaixando a cabeça, Edward cola os lábios em minha orelha, para murmurar.

Fecho os olhos sentindo meu corpo reagir de imediato, a aquela provocação.

—Com certeza... Eles são muito compreensíveis. – meus olhos vão de encontro aos seus.

—Ótimo. – seu tom rouco me deixa arrepiada, movo as mãos para sua nuca e o puxo para um beijo.

Seus lábios quentes pressionam os meus e logo, nossas línguas se encontram deixando meu corpo todo pulsante.

Ofegante, afasto meu rosto do seu. Puxo o fôlego com força, meus dedos limpam as marcas de batom em seus lábios finos.

—Estou com a boca borrada? – pergunto a ele que bebendo vinho, nega com a cabeça.

—Está com a boca gostosa. – sua piscadela sai divertida.

—Bella, Edward... – com um pigarro, Suzane chama nossa atenção. —Venham jantar, já está na mesa. –

—Já vamos tia. – sibilo lubrificando meus lábios com a ponta da língua. Suzane sorri e logo sai de nosso campo de visão. —Está com fome? – afasto meu corpo do de Edward, instantaneamente, sinto falta de seu calor.

—De você. – rápido, ele se inclina deixando uma mordida em minha boca.

Deixo um tapinha em seu ombro, um selinho em seus lábios e juntos, seguimos até a sala de jantar.

Phil, Renée e Suzane já estão sentados à espera de nós dois. Puxo a cadeira estofada, passo a mão por meu vestido, arrumando-o para me sentar.

Edward se posta ao meu lado, deixa a taça de vinho sobre a mesa sorrindo a Renée.

—Belos pratos, Renée... Você quem cozinhou? – os olhos de minha mãe brilham. Suzane ri alto ao meu lado.

—Uh, obrigada meu querido! – lisonjeada, ela agradece. —Fui eu sim. –

Pigarro baixinho controlando o riso, arrumo o guardanapo em meu colo ouvindo a musica ainda baixa, nos ambientes.

Em silencio, nós nos servimos e começamos a comer.

Realmente a comida está deliciosa. Nunca que Renée ia conseguir fazer algo tão gostoso!

—Mas e então Edward... Você pretende se mudar para cá? – a pergunta de minha mãe, faz minha espinha gelar. Ergo a cabeça, Edward me encara rapidamente, limpo meus lábios e permaneço em silencio.

—Bom... Por enquanto não. – tomando vinho, ele é cauteloso. Suzane me cutuca com o cotovelo e sei que ela quer que eu conte a eles, sobre nossa volta para os Estados Unidos.

—Então vão namorar a distância ou... –

—Não mãe. – ponho meu cabelo atrás da orelha, cortando-a. —Não vamos namorar a distância. –

—Como vão fazer então? – dessa vez, é Phil quem questiona.

—Eu não.... Não queria contar isso assim, mas... Mas, acho que é melhor saberem de uma vez. – fito meu prato por segundos. —Nós vamos voltar para San Francisco. –

Um silencio terrível se forma na mesa. Coço a nuca sem jeito.

Ótimo!

—Espero que vocês não fiquem chateados. – murmuro em meio a um suspiro.

—É claro que não! Deve fazer o que é melhor para você. – aceno com a cabeça a Phil.

—Você não vai ficar chateada, vai mãe? – temerosa, encaro Renée.

Ela respira fundo, abre um sorriso e segura minha mão sobre a mesa.

—Não. Claro que não. – respiro aliviada. —Só quero que seja feliz bebe... E sei que Edward te faz te feliz. –

Abaixo minha cabeça sentindo meu rosto queimar.

Ok, ela não precisava dizer isso!

—Tudo esclarecido... Agora vamos comer, não é? – Suzane muda de assunto e mentalmente, agradeço por isso.

De soslaio observo Edward, ele mantém um sorrisinho nos lábios.

Rolo meus olhos, arrumo a postura e volto a comer.

⇜❋⇝

Sinto Edward relaxar aos poucos sobre meu corpo, mantenho meus braços a sua volta, ainda tremula pelo intenso orgasmo.

Respiro fundo, ainda estou ofegante. Abraço Edward mais forte, quando ele se mexe.

Não quero que ele se retire, que me deixe vazia novamente.

Vivi dias tenebrosos, sem sabor algum, apenas sofrendo e sofrendo com nossa separação. Mas, agora que ele está de volta, agora que ele é meu, absolutamente meu, todo aquele sofrimento se foi, o mundo voltou a sorrir para mim.

Ouço sua respiração pesada, ele tenta sair de cima de mim, porém passo minhas pernas ao seu redor, impedindo-o de se afastar.

—Deixe-me sair, baby. Sou muito pesado para você. –

—Não, não é. – minha voz não passa de um sussurro, deixo um beijo demorado em seu pescoço.

—Eu tenho o dobro do seu peso. Você chega a pesar cinquenta quilos? – sua voz sai séria, mas sinto ao fundo o ar de brincadeira.

—Sim. – falo indignada.

Peso cinquenta e um.

Completo mentalmente.

—Não muito mais que isso. Eu peso noventa quilos e sou quinze centímetros mais alto. – seus olhos se encontram com os meus em meio a penumbra do quarto.

Noventa quilos de músculos e muita, muita gostosura!

—Seu eu dormir em cima de você, irei sufoca-la. – ele soa sonolento, mordo meus lábios, minhas mãos deslizam por suas costas poderosas.

—Quero que você fique assim. – digo baixo, contudo, firme. Edward dá uma investida contra mim. Meu ofego sai inaudível e meu corpo se acende instantaneamente.

—Assim? – ele indaga, beijando meu rosto.

—Sim. – sussurro.

Edward se acomoda sobre mim, mas move parte de seu peso para o lado.

—Está bom assim? – sua respiração bate contra meu pescoço, fecho os olhos embrenhando as mãos em seus cabelos.

—Está. –

Está maravilhoso. Edward ainda está muito próximo, ainda está dentro de mim.

—Porque não me contou que seu aniversário está chegando? – após um tempo de silêncio, Edward me questiona.

Rolo os olhos. Renée e sua boca grande!

—Nunca conversamos sobre isso. – falo baixo. —E eu não me importo muito com isso. –

—Eu me importo. – Edward diz, quase que automaticamente. —Não sou bom em dar presentes, então preciso que me diga o que quer ganhar. –

Minha risada sai alta sacolejando nossos corpos.

—Você é muito sutil. – dessa vez, ele também ri. —Não precisa me dar presentes, Edward. –

—Preciso sim. – seu tom de voz me mostra como ele está decidido. —Me diz o que quer ganhar e eu compro para você. –

Seus braços se apoiam no colchão, Edward levanta a cabeça me encarando.

—Nunca que eu vou fazer isso. – friso bem as palavras. —Quando você faz aniversário? –

—Em junho... Mas estamos falando de você. – rolo os olhos. —O que quer ganhar de presente? – ele é insistente.

Bufo alto, aperto os lábios.

—Prefiro que você me surpreenda. – vejo seus olhos cerrarem, ele sorri e percebo que não foi uma boa ideia dizer tais palavras.

—Acho que sua Tia e Alice podem me ajudar com isso. – Edward volta a deitar em mim. —Quando voltarmos a San Francisco. – completa após bocejar.

Voltar a San Francisco.

Não deixo de me amargurar com isso. Me mexo de baixo dele, a preocupação faz meu estômago gelar.

A respiração de Edward se torna mais relaxada, assim como seu corpo.

Ele dormiu.

Sorrio bobamente, passando meus braços por ele.

Cariciando os músculos de suas costas, sou incapaz de prender os pensamentos ruins. Lá no fundo, bem no fundinho sinto que Carlisle não vai ficar feliz quando souber que estamos juntos novamente.

Mordo meu lábio inferior, engulo seco.

E se ele fizer algo a Edward? Se quiser puni-lo por ficar comigo?

O desespero passa por todo meu corpo. Abano a cabeça e tento espantar tais ideias da minha cabeça.

Respiro fundo beijando os cabelos macios e perfumado de Edward. Meu coração se infla em meu peito.

É tão bom tê-lo comigo. Chega a ser surreal!

Está tudo perfeito... Tudo se encaixando!

Notas finais
Gente, próximo capítulo de volta a San Francisco!!!! o/ Aguardeem!!! Só respondendo a umas perguntas que li em uns comentários que ainda não tive tempo de responder: Sim, o Carlisle é mau. E não, ele não vai deixar os dois quietos. Não é apenas UM segredo que essa família esconde, mas a trama meio que vai girar em torno de um. Bebe? Bella não pode engravidar. e.e kkkkk Booom amores, Nick já vai ^^ Novamente a Clessi, obrigada gatinha :3 Voltarei segunda feira então, fiquem bem!! Nos vemos lindezas ;) Beijõõões :*