Segredos
19 Capítulo Dezoito
Notas iniciais
O deque na varanda de Edward, está todo iluminado por lâmpadas externas. Ao redor da piscina de borda infinita, vários holofotes, clareiam a água parada, assim como, as mesas redondas.
Sobre os atoalhados de linho, os arranjos são perfeitos.
Os vasos de cristais baixos e redondos, sustentas as lindas frésias onde, luzes de piscas envolvem seus caules verdes.
A noite de céu estralado, está levemente fria, porém nem isso, estraga a magia e beleza da festa.
Solto um suspiro, passo os olhos por Alice, vendo-a rir alegre ao lado de sua mãe.
As analiso de modo discreto, elas são muito parecidas. O tamanho, o mesmo modelo de corpo, o cabelo no mesmo tom, o jeito delicado.
Alice é o xérox perfeito de Glenda.
—Ouvindo vocês falarem até eu estou ansiosa. – ela murmura, levando com elegância, a taça aos lábios.
—Eu já nem durmo mais. – Renée solta saltitante. Sorrio de canto, não posso deixar de reparar em como ela está bonita.
Os cabelos loiros alisados, deixando mais evidente, o corte Chanel. O rosto maquiado deixa o realce para os olhos e o belo macacão preto de mangas longas e um sexy decote, completa o visual.
Mordo o canto interno do lábio, respiro fundo e tomo um gole do coquetel de frutas.
Faço uma careta com a temperatura quente do líquido.
Além de não ter álcool, ainda não tem gelo!
Me desligo um pouco das três a minha frente e olho em volta a procura de algum garçom.
Prendo a respiração por alguns segundos.
Há muita gente aqui. Muita gente.
E eu não conheço nem um terço.
Solto o ar pela boca assim que focalizo Esme e Suzane, as duas caminham em nossa direção mantendo uma conversa amigável.
Esme tivera alta quarta-feira, mas por mais que ela pareça bem, ainda precisa do oxigênio para respirar.
Abaixo os olhos vendo-a puxar o carrinho com o balão.
Mesmo meio debilitada, ela ainda consegue ser incrivelmente elegante. Veste um vestido vermelho de magas medianas e largas, a peça segue justa até os joelhos.
Suspiro profundamente, seus olhos verdes se encontram com os meus e novamente, peço a Deus que meu filho herde esses orbes lindos.
—Gostando da festa? – seu braço livre passa por meus ombros, sorrio para ela que estaciona com facilidade, o carrinho ao seu lado.
—Sim, está tudo lindo. – murmuro com a voz meio falha. Pigarro novamente e beberico a bebida sem graça.
—Lauren estava maluca atrás de você. – Suzane conta arrumando a franja na testa. —Queria te perguntar qual o bordado que você quer nos guardanapos. –
Assim como ela, eu rolo os olhos.
Sério? Escolher o bordado dos panos que servirão para limpar os lábios dos convidados?
—Não vejo necessidade nisso. – profiro baixo abaixando a cabeça.
—Cada mínimo detalhe conta, são eles que deixam tudo perfeito. – Glenda diz com um sorriso que faço questão de retribuir.
—Pense pelo lado bom, em um mês você já vai estar livre de tudo isso. – me olhando, Alice comenta.
Solto um suspiro e concordo com a cabeça.
—E casada. – completo lançando um sorriso a Alice, que manda uma piscadela de resposta.
—E casada. – confirma antes de bebericar o champanhe.
Cerro os olhos ao ver os semblantes dela mudarem, porém assim que duas mãos quentes passam por minha cintura, eu entendo o sorrio largo nos rostos a minha frente.
O corpo forte cola no meu, o perfume me embebeda deixando-me de pernas bambas.
Edward.
Reconheço seu toque em um estalo de dedos. Solto um suspiro erguendo o olhar, seus orbes verdes se unem aos meus, ele sorri torto e meu coração dispara no peito.
Esses efeitos que ele me causa, me deixam atordoada.
—Quero que conheça um amigo meu. – ele diz mansamente, afagando meu rosto com a ponta dos dedos.
—Ok. – solto baixo, sem forças para pronunciar algo mais coerente.
Edward prende o lábio inferior entre os dentes por porcos segundos, contudo isso já é o suficiente para me deixar completamente atiçada.
Arrumo a postura e puxo o ar pela boca.
Controle-se Bella. A última coisa que você precisa é pagar por tarada.
—Com licença. – Edward pede, antes de me retirar do grupo onde eu estava.
Sua mão continua firmemente agarrada em minha cintura, mesmo estando por cima do vestido, eu sinto cada um deles me queimar.
Engulo seco, ergo a taça e tomo um gole grande do coquetel quente.
—Lauren já te disse sobre os votos? – pergunto tentando focalizar meus pensamentos em algo coerente.
Seus lábios rosados se curvam em um biquinho fofo e fodidamente sexy, Edward parece pensar por longos segundos.
—Não. O que tem os votos? – me mantenho em silencio, enquanto passamos entre algumas pessoas, essas que Edward cumprimenta cordialmente.
—Ela acha que os tradicionais não são os certos para nós. – as sobrancelhas dele se serram, e soltando o ar pela boca, apenas chacoalha a cabeça.
—E ela quer o que? Que a gente escreva os votos? –
—Sim. – confirmo me relembrando de suas poucas palavras sobre o assunto.
Poucas, porque ela não precisou usar muitas para me convencer.
—Não, prefiro os tradicionais. – Edward é firme.
—Ah, amor... – começo a falar, contudo me calo assim que avisto o jovem casal a nossa frente.
—Discutimos isso mais tarde. – com os lábios colados em minha orelha, Edward murmura. Engulo seco, um arrepio percorre todo meu corpo.
Droga... Porque meu corpo teima em responder a cada ato dele?
—Bella, estes são Garrett e Kate. – com a mão estendida, Edward captura um champanhe da bandeja do garçom.
Lubrifico os lábios com a ponta da língua, com a mão livre, aceno para o casal que parece ter saído da TV.
A moça é loira, os cabelos incrivelmente lisos e longos. Seu rosto é magro, bem delineado pela maquiagem. A roupa negra a deixa visivelmente mais alta, assim como as sandálias de salto agulha.
Ela abre um grande sorriso a mim, parece simpática.
Ao seu lado, o homem é mais reservado. Tem os cabelos despojados e um cavanhaque bem moderno. Sua mão, se estende a mim e meio sem jeito, eu recebo seu cumprimento.
—É um prazer Isabela. – ele murmura sorrindo.
—Todo meu. – devolvo antes de me acomodar ao lado de Edward.
—Realmente as fotos na internet não lhe favorecem nem um pouco. – Kate diz passando os olhos por mim. Pigarro meio acanhada. —Escolheu muito bem, Edward. –
Ergo os olhos para Edward que ri orgulhoso.
—Eu sei disso. – seu braço em minha cintura me puxa para mais perto.
Mordo o canto interior da bochecha antes de inalar o ar com força, Edward se inclina e beija o alto de minha cabeça.
—Tanya já tinha dito isso a você. – olhando para Kate, Garret murmura.
Meu corpo gela com o nome pronunciado pelo homem.
Tanya.
—Disse e agora posso perceber como ela tem razão. – num gesto ligeiro, ela deixa um rápido beijo na boca dele.
—Tanya? – pergunto sem conseguir prender a curiosidade.
—Sim, você a conhece. – Kate conta. —Tanya Denali, ela é minha irmã. –
—Ah! – solto baixa, o corpo de Edward fica levemente mais tenso. —A conheço sim. –
Infelizmente.
Meu subconsciente completa em um grito.
—Ela está por ai. – Kate volta a falar com um sorriso.
Ela certamente não sabe sobre o envolvimento da irmã com Edward. E se sabe, é muito falsa!
—Logo ela aparece. – a loira completa. Emano um sorriso forçado a ela, enquanto Edawdr trata de mudar de assunto.
Solto um longo suspiro.
Tanya está por ai... Quanta felicidade!
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De olhos no espelho, eu passo o pente por meus cabelos húmidos.
O cansaço já é absoluto, quase que palpável.
A noite fora longa. Divertida mais cansativa.
Obviamente seria melhor se uma certa convidada indesejada não tivesse aparecido.
Aperto os lábios em uma linha tênue. O barulho da porta se abrindo me faz desviar os olhos do meu reflexo, até encontrar o de Edward.
Ele adentra no banheiro tranquilamente, com calma fecha a porta e só então procura me olhar.
Seus olhos verdes passam primeiro por meu corpo antes de encontrar os meus.
Pigarro e arrumando a postura, volto a pentear os cabelos.
Ouço seu risinho baixo, seus passos até mim são lentos e mesmo a contragosto, eu quero que ele se aproxime logo.
—Ainda está brava? – suas mãos fortes param no mármore branco da bancada, mantendo um braço de cada lado sinto seu peito forte roçam em minhas costas.
—O que você acha? – pergunto deixando o pente dentro da minha nécessaire preta.
Olho para o espelho por debaixo dos cílios. Ele me encara com um sorriso largo.
—Acho que você fica muito gostosa nessa camisola. – sua voz rouca faz os pelos de minha nuca ficarem eriçados.
Engulo seco, o ar fica faltante quanto seus dedos sobem por meu braço esquerdo.
—Já disse que seu ciúme por Tanya, não tem fundamento. – sua voz baixa e calma me deixa ainda mais derretida.
Sinto o calor correr por mim, por cada membro de meu corpo, tomando cada célula em uma febre de desejo intensa e finalmente, se concentrar bem no meio de minhas pernas.
—Desde que estamos juntos, nunca lhe dei motivos para isso. – fecho os olhos por segundos, enquanto Edward afasta meus cabelos com as pontas dos dedos.
Sinto minhas pernas tremerem quando sua boca desliza por meu pescoço. Puxo o ar pela boca totalmente tremula.
Seus dentes raspam em minha pele, ofego baixo quando ele deixa uma rápida mordidinha no local.
Seus braços fortes passam por mim e seu corpo se une ao meu. Puxo meu lábio inferior, estando assim, colada com ele, posso sentir como ele está excitado.
Apoio as mãos na pedra fria. Cada pedacinho do meu corpo implora para ter ele.
Edward corre as mãos por minha barriga e logo seus dedos encontram a barra da minha camisola.
Prendo a respiração sentindo seus dedos roçarem em minha virilha, antes de subirem, por baixo do pano.
—Desde que eu te conheci, as outras mulheres perderam a graça para mim. – assoprando as palavras em meu ouvido, Edward sobe lentamente seus toques.
Solto um suspiro, abro os olhos e fito o espelho a minha frente.
O desejo em minha face é perceptível. Meus olhos brilham, minha face está corada e modo como meu peito sobe e desce, demonstra como eu quero que meu noivo me tome logo.
—Você acredita quando eu digo que a única mulher que eu quero, é você? – seus dedos param na volta do meu seio.
Mais alguns centímetros e eles finalmente se encontraram com meu mamilo.
Mordo o lábio inferior. Edward me olha e parece esperar uma resposta minha.
Completamente entregue, eu maneio a cabeça em concordância.
Nossos olhos se encontram no espelho, o brilho de luxuria que eles transmitem teria me deixando temerosa há um tempo atrás, contudo hoje, ele só aumenta minha excitação.
Sua boca volta a encontrar a pele do meu pescoço, ofego baixo sentindo o toque quente e molhado de sua língua.
Caralho. Esse homem é a minha perdição.
Sua mão adentra de uma vez no bojo da minha camisola e com um encaixe perfeito, envolve meu seio.
Arqueio o corpo para trás, minha bunda resvala em seu pau. Edward fecha os olhos, seu hálito bate contra minha pele me dando um delicioso calafrio na espinha.
—Porra. – sua voz sai dura, embriagada de desejo.
Sorrio vendo pelo seu reflexo, como eu o deixo.
—Você ama me provocar, não é? – ainda com as mãos em mim, ele me gira. Ofego alto enquanto ele me pressiona contra a bancada.
Solto um risinho, subo a mão por seu peito firme. A pele queima diante minha palma.
—Amo. – inclino a cabeça e pego seu lábio inferior entre os dentes. Chupo a pele macia, me deliciando com seu gosto.
Suas mãos correm pela lateral do meu corpo até encontrarem a barra da minha camisola. Sem demora, ele a puxa para cima.
Respiro ofegante enquanto Edward deixa a peça cair no chão claro.
Aperto as unhas em seu ombro, deixando sua pele nevada, marcada.
Edward me olha, um brilho selvagem passa por seus lindos orbes. Suas mãos se firmam em minha cintura e sem esforço, ele me coloca sentada na bancada de mármore.
Sem pronunciar mais nada, ele se coloca entre minhas pernas, inclina a cabeça e pega meu mamilo entre os dentes.
O chupão forte, arranca um gemido de mim.
Sem dificuldade, ele retira minha calcinha. Sua boca continua sugando meu peito, infiltro as mãos em seus cabelos e observo-o abaixar sua boxer vermelha.
Mordo os lábios, minha vista fica embaçada de desejo e em uma estocada dura e deliciosa, Edward está dentro de mim.
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Segunda-feira. Dia Vinte e Sete de Setembro.
Estamos a exatos vinte e cinco dias para o casamento e tudo que antes estava perfeito, já começa a ser abalado novamente.
Hoje de manhã fora anunciado que as investigações do FBI contra a empresa de Carlisle foram finalmente concluídas, liberando assim o número exuberantemente alto de dinheiro desviado.
Mais de duzentos milhões de dólares.
A quantia obscena que Eliezer corrupiou de todo o povo da Califórnia entregando a Carlisle, para benefícios exclusivos de ambos.
Sair de casa de manhã fora aterrorizante.
Mesmo tendo Tyler de volta e mais cinco seguranças, os fotógrafos conseguiram quebrar aquela forte barreira de fortões e fotografar, não só a mim, como Tia Suzane, Renée, Alice e Edward, é claro.
Solto um suspiro me arrumando na cadeira de couro, a minha frente a médica analisa meus exames de sangue atentamente.
Ele está completamente abatido. Revoltado, envergonhado... E se ele tinha algum mínimo de respeito pelo pai, ele se foi com as notícias de hoje.
—Bella. – chacoalhando a cabeça, eu olho para a doutora a minha frente. Ela me encara com os olhos cerrados, aparentemente, estranhando minha falta de atenção.
Com um pigarro, arrumo a postura. Suzane me fita de soslaio, sua mão afagando meu joelho.
—Sim? –
—Seu útero já está recebendo os nutrientes necessários. Porém eu sugiro que você continue com a alimentação equilibrada e com as vitaminas. –
Mordo a ponta da unha, sem palavras apenas concordo com a cabeça.
—E quanto ao exame que você falou? – de soslaio, fito Suzane. —Aquele que constata o sexo do bebê pelo sague... – olhando para a médica, ela explica.
—Ah, sexagem fetal. – Jack diz, me entregando as pastas.
—Isso. – Suzane concorda. —Teria como ela fazer? Ela já está de oito semanas. – de repente as duas me olham.
Recuo o corpo me arrumando na cadeira.
—Sim, ela já pode realizar o exame... Se quiser é claro. – engulo seco.
Exame de sangue?
Fecho os olhos praguejando mentalmente.
—Você poderia fazer, Bella. – animada, Suzane me encara. —Assim já podemos comprar as roupinhas, os enxovais... –
Prendo a respiração por alguns segundos. Ainda quieta afirmo com a cabeça.
—Eu não estou de jejum. – explico me sentindo vitoriosa por dar a desculpa.
Santo café da manhã!
—Não, o exame de sexagem, não exige jejum. – as palavras de Jack, tiram todo o desapontamento de Suzane.
Minha espinha fica gelada.
Agulha. Sangue.
Lindas combinações.
—Então querida. – afagando meu joelho, Suzane volta a sorrir. —Faz o exame! –
—Se quiser, já colhemos seu sangue agora. –
Mordo o lábio inferior choramingando.
—Tudo bem. – confirmo sem ter como correr.
Vai ser bom saber se é menino ou menina, assim o quarto já fica devidamente pronto.
Tento me convencer enquanto sigo a doutora até a sala ao lado. Ela pede que eu sente na cadeira branca e estenda o braço sobre o apoio.
Suzane se posta ao meu lado, seu sorriso é triunfante.
Caramba... Esse exame não é necessário.
Meu subconsciente grita, enquanto Jack amarra o garrote em meu braço.
Edward tem muito dinheiro, mesmo longe da empresa, ele não vai ter problemas em trocar as cores e alguns detalhezinhos do quarto do bebê...
Mordo o lábio inferior convencida a não fazer o exame, contudo, já é tarde demais. A agulha já entra em mim.
Viro o rosto apoiando a cabeça no peito de Suzane. Sinto meu braço arder, enquanto ela afaga meus cabelos.
Merda, merda, merda!
—Prontinho. – Jack informa soltando o aperto do meu braço e ponto por fim, o curativo em minha veia.
Ofegante, viro o rosto vendo-a derramar uma quantidade considerável de sangue no tubo de ensaio.
O cheiro forte vem até mim, me atingindo com um soco no estomago.
—O exame fica pronto em torno de cinco dias, entro em contato... – se virando para mim, Jack para de falar. —Você está bem? –
Tremula, apenas concordo com a cabeça.
—Ela sempre se sente mal quando tem que tirar sangue. – Suzane explica acariciando meu rosto. —Desde pequena. – Jack sorri concordando com a cabeça.
—Já estou bem. – solto com um suspiro, Suzane segura meu braço quando me ponho de pé.
Tento não olhar para o liquido vermelho no tubo, mas é como se meus olhos fossem atraídos para ele.
—É melhor você se sentar, Bella... – caminhando até mim, Jack me obriga a sentar na cadeira.
Solto a respiração pela boca, Suzane para ao meu lado e aproveito isso para deitar a cabeça em seu peito.
—Seu celular, filha. – engulo seco, meu estomago dá voltas dentro de mim.
Caralho, porque isso sempre tem que acontecer?
Retiro o celular do bolso e entrego para Suzane, sinto meu corpo tremer inteiro. Jack entrega o tubo de sangue a enfermeira, antes de se aproximar de mim com um medidor de pressão.
—Atende para mim, tia. – peço ao ouvir os toques do celular novamente.
Suzane respira fundo e se afasta uns passos.
—Tem nojo de sangue? – esperando o aparelho digital apitar, Jack me encara. Apoio a cabeça na mão, concordando com a cabeça.
—E medo de agulha. – completo fazendo-a rir. —É a combinação perfeita para me deixar assim. – respiro fundo, sentindo-me cada vez melhor.
O cheiro de ferrugem, já saiu do ar e meu estomago já está mais controlado.
—Vai ter que superar isso. – retirando o aparelho de mim, Jacke murmura. —Criança pequena machuca direto... Como vai curar os machucado do seu bebê? –
Rio baixo tirando a franja dos olhos.
—Edward cura. –
Respondo sabendo que ela tem razão.
—Sua pressão está baixa. – ela diz mais séria. —Você realmente passa mal. –
Rolo os olhos... Ela pensou que eu estava fingindo, por acaso?
—Tome um pouco de água. – manda me estendendo o copo descartável.
Calmamente, eu o levo até os lábios, o liquido gelado ajuda a melhorar o mal-estar.
—Quem era? – pergunto ao ver Suzane adentrar na sala, novamente.
Ela abre os lábios para responder, contudo a figura alta e forte de Edward a cala. Ele olha preocupado, e com passos rápidos se posta a minha frente.
—Está passando mal? O que você tem? – seus dedos tocam meu rosto com carinho. Respiro fundo e abro um sorriso.
—Estou bem. – confirmo verdadeiramente mais disposta.
—Está pálida como um papel. – ele analisa segurando minhas mãos. —Por que foi fazer esse exame, sendo que passa mal? Poderíamos ter esperado para saber o sexo do bebê. –
Dou de ombros.
—Quero começar a pensar em nomes. – murmuro o fazendo rir. Ainda agachado a minha frente, ele inclina a cabeça para beijar meus lábios.
—A pressão dela está baixa, é melhor leva-la para casa e fazê-la comer. – Edward encara a doutora Jack, seu maxilar cerrado demonstra que ele volta a ficar tenso.
Fecho os olhos, respiro fundo e me ponho de pé.
—Já estou bem. – garanto mordendo meu lábio inferior.
—Isso sempre acontece quando ela tira sangue. – Suzane diz a Edward que com um suspiro longo, assente.
—Ok, vamos então. – seu braço passa por minha cintura, mantendo-me o mais perto possível.
Sorrio.
Isso é bom.
Nos despedimos de Jack e logo, seguimos até o elevador. Fecho os olhos me acomodando no peito de Edward enquanto espero o ascensor descer até o térreo.
—Como estão as coisas na empresa? – questiono me relembrando do assunto.
—Loucas. – ele diz baixo, afagando meus cabelos. —Está tudo uma loucura. –
Ergo o olhar até encontrar seus orbes claros.
—O julgamento começa quando? –
—Amanhã. – pesaroso, ele murmura. —Eliezer já foi detido, mas Carlisle ainda não foi encontrado. –
—Acha que ele fugiu? – pergunto ao mesmo tempo em que as portas se abrem.
—Se fugiu, eles vão encontra-lo. – Edward diz passando a mão pelo cabelo. —Ele não vai conseguir escapar disso. –
Mordendo meus lábios, olho para Suzane. Ela se mantém em silencio e prefiro me calar também.
Não há nada para ser dito em relação a isso.
⇜❋⇝
Seguro o caderno na altura dos olhos, mantenho a caneta entre os dentes enquanto leio as palavras escritas nas linhas.
Edward.
Nome de príncipe, para um príncipe.
Foi exatamente isso que eu pensei, assim que você me disse seu nome, no dia em que a gente se conheceu nos conhecemos.
Já parou para pensar em como tudo a nossa volta ao nosso redor é tão cliché? Como tudo soa como um romance bem escrito?
Sorrio animada, pelo menos o começo dos meus votos está bom.
Volto a dobrar os joelhos, apoio o caderno neles e tamborilo os dedos na folha pensando nas palavras certas.
Solto um suspiro. Não fora fácil convencer Edward a escrever os próprios votos, mas com muito custo, eu consegui.
Apoio a caneta na folha ao mesmo tempo em que ele adentra no quarto com uma enorme bandeja em mãos. Rapidamente fecho o caderno e o deixo de baixo do meu travesseiro.
—Escrevendo os votos? – ele indaga se pondo ao meu lado.
Sorrio e concordo com a cabeça.
—Espero que já esteja escrevendo os seus. – murmuro pegando o copo de suco de cima da bandeja.
—Digamos que eles estão... Encaminhados. – seu timbre misterioso me faz encará-lo.
—Encaminhados? – arquei as sobrancelhas a ele, que sorrindo torto se estica para me beijar. —Faltam poucos dias, hein. – digo soltando um suspiro de ansiedade.
Edward me olha enquanto come uma das cerejas vermelhas.
—Sim, está chegando. –
Beberico o suco de abacaxi, respiro fundo e continuo a olhá-lo.
Esse Edward, não se parece nada com meu cafajeste. A não ser na cama e no sexo, mas... Fora a isso eles são completamente diferentes.
—Você está feliz, Edward? – seus olhos se voltam para mim imediatamente.
—O que? Que pergunta é essa agora? – arrumo a postura, meus olhos continuam juntos dos seus.
—Eu sei lá. – rio baixo. —Você está tão diferente, tão mudado... Tem certeza que quer mesmo isso? Tem certeza que quer casar? –
Lubrificando os lábios com a ponta da língua, ele respira fundo, arrumo o corpo na cama antes de pegar minha mão livre entre as suas.
—Eu nunca tive tanta certeza, Bella. – seus olhos verdes são cincerros. —Quero ficar com você para o resto da minha vida e sim, eu estou muito feliz. – entrelaçando nossos dedos, ele deixa um beijo em minha mão.
—E com o bebê? – a pergunta escapa por meus lábios sem me dar tempo de reação. Recuo o corpo.
Merda de língua grande!
—No começo eu fiquei assustado, nunca pensei em ter filhos. – Edward mantém os olhos baixos. —Acho que eu fiquei com medo de agir como Carlisle e ferrar com a vida dessa criança, mas.... –
—Mas? – pergunto o olhando.
—Hoje, saber que tem uma parte minha e sua, dentro de você... Me deixa em êxtase. – abro um sorriso com sua confissão. Seus olhos, voltam para os meus. —Eu já amo nosso filho, assim como eu amo você. –
Ainda o olhando, eu sinto meus olhos arderem. Respiro fundo e afago seu rosto e meu plano de beijá-lo, vai por água a baixo, com o toque do celular.
Edward bufa, visivelmente contrariado retira o aparelho do bolso, levando-o para o ouvido.
—Alo. – sua voz é dura.
Respiro fundo, tomando mais um pouco do suco.
—Pode falar. – afago seus dedos entrelaçados aos meus. —O que? Mas como? – sua voz me deixa preocupada, ergo os olhos percebendo seu semblante assustado. —Tudo bem... Eu, eu vou. –
Deixo o copo sobre a cabeceira da cama, sinto um arrepio gelado correr por minha espinha.
Volto a olhar para Edward, ele deixa o celular cair sobre a cama. Seus olhos desfocados me assustam ainda mais.
—Amor, o que foi? – temerosa, eu lhe indago.
Ele demora a me olhar, mas assim que o faz, sinto meu coração doer.
Sei que vem bomba por aí.
—Carlisle. – sua voz sai fraca. —Ele... Ele se matou. -
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