Segredos....
13 Capítulo 14 - Venha me enfrentar!
Notas iniciais
Capítulo 14
O jardim mudou muito em um final de semana, as poucas flores que restará no jardim haviam sumido e as árvores estavam mais secar do que o comum, Marco estava em pé embaixo da árvore onde eu avia caído, ele estava me olhando caminhar até ele. Estava na metade do caminho quando um vulto negro passou entre as árvores do meu lado direito, acelerei o passo.
– Oi — falei já em sua frente — Por que me chamou aqui?
– Oi, eu vou ser direto só temos 10 minutos — ele falou olhando para os lados — você e sua irmã tem que vir comigo
–Que? Desculpe mas, você ficou maluco? — perguntei indignada
– Eu sei que pode parecer maluquice mas eu preciso que vocês venham comigo para o Abrigo
– Abrigo?! Sério você não pode estar normal... — falei com sarcasmo
– E dês de quando nós somos normais? — ele perguntou me encarando
– Espera nós ? Você...
– Sim eu sei que você tem os mesmos poderes que eu, por isso fui mandado para cá — ele disse me cortando — Para buscar você e sua irmã e levá-las até o...
De repente um raio de luz branca atravessou o tronco da árvore onde estávamos perto queimando- a. Minha visão ficou estranha, não conseguia ver quase nada apenas uns pontinhos dançando a minha frente, alguém me agarrou pelo braço e me forçou a correr
– Eles nos encontraram! Merda!- a voz, com certeza, era a de Marco — Vamos temos que correr!
– Eles quem? — perguntei, minha visão já estava ficando melhor, ele tinha me arrastado para dentro do colégio novamente, parei bruscamente fazendo Marco tropeçar um pouco no piso — Temos que pegar minha irmã!
– Onde ela está? -ele perguntou respirando ofegante e olhando para trás vendo se o vulto estava vindo
– No refeitório, se ela não tiver saído — não avia notado, mais Marco ainda segurava meu braço, mas agora com delicadeza — Dá pra me soltar?
– Desculpa, não percebi — ele falo meio sem graça — vamos, não temos muito tempo
– Quem são “eles”? E o que é o Abrigo? Dês de quando você sabe sobre meus poderes e da minha irmã?
– Eu juro que respondo essas perguntas todas depois, mas agora temos que salvar nossas vidas
Ele falou apontando com o queixo para um homem alto, magro com os cabelos mesclados pelo tempo caminhando entre os alunos e vindo em nossa direção. O homem não parecia se muito velho, mais ou menos uns 45 anos, usava um casaco preto, uma calça jeans igualmente preta e uma blusa meio vinho
– Concordo, vamos! — depois de falar saímos correndo tomando cuidado para não esbarrar em ninguém
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Melany estava sentada na mesma mesa, conversando com uma garota, provavelmente amiga dela. Corri até ela com Marco atrás de mim
– Hey, como foi a conversa do casal? — ela disse sorrindo, enquanto sua amiga saia se despedindo
– Melany sem brincadeira precisamos ir — falei ofegante
– O que ouve? — Mel perguntou
– Marco, pode nos dar um minuto sozinhas? — perguntei me virando e olhando para ele
– Claro, só... Não demorem, não temos muito tempo — falou isso e saiu para a porta do refeitório olhando para a multidão no corredor
– Melany, temos que ir para um tal de Abrigo junto com Marco — falei me
sentando em uma das cadeiras — Podemos confiar nele, ele... Ele é como nós
– Oi?! Dês de quando você sabia disso? E porque não me contou?- ela perguntou mais com raiva do que com indignação — Achei que fôssemos irmãs!
– Mel, nós somos! E prometo responde todas essas perguntas mas agora temos que salvar nossas vidas, tem... Alguém atrás da gente...
– Temos que ir, agora — Marco falou vindo correndo para a mesa — O cara está quase aqui
Melany levantou da mesa como se tivesse entendido que era urgente. Saímos pela outra porta de entrada, olhei para trás e vi o homem agora dentro do refeitório, andando calmamente atrás de nós
– Vamos!- gritei colocando mel a minha frente
– Temos que ir para um galpão velho um pouco afastado daqui — Marco disse, já estávamos quase chegando na porta de entrada do colégio
– Tudo bem — falei mas lembrei de uma coisa na mesma hora — Espera temos que passar no meu apartamento!
– Por que? — Melany perguntou
– Temos que pegar o colar da nossa mãe — respondi como se fosse óbvio
– Não precisa, eu trouxe ele comigo hoje — ela respondeu como se fosse a coisa mais normal do mundo
– Por que você fez isso?- perguntei
– Sei lá, minha consciência eu acho, falou para eu levar o colar para a escola -Mel respondeu- sério, podemos parar um pouco? Não aguento mais!
– Precisamos chegar no centro primeiro, acho que consigo despistado lá onde tem mais pessoas — Marco falou
– Sério eu não vou aguentar chegar até lá — Ela reclamou enquanto passávamos pela saída da escola
Olhei para trás e vi o homem sacar uma arma de fogo do cinto, ele levantou a arma e atirou em nossa direção sorrindo
– Abaixem-se! — gritei fazendo o mesmo, mal tínhamos abaixado quando a bala atingiu a parede perto da saída — já sei como criar uma distração
Voltei para dentro da escola. Perto da porta tinha um alarme de incêndio, abri a tampa e apertei o botão, no mesmo instante todos dentro do colégio começaram a gritar e correr para fora da escola.
– Isso é distração suficiente? — falei já com raiva, já estava cansada de correr
– Já serve, vamos pegar um atalho atrás da escola, duas ruas a baixo, o galpão abandonado fica perto de lá — Marco falou respirando ofegante enquanto se apoiava na lateral da escola longe da multidão, para descansar um pouco, fizemos o mesmo.
Não tínhamos percebido mas o homem já tinha nos alcançado, ele pegou Melany pelo pescoço e começou a arrastá-la para trás, tentei chegar perto da Mel, que estava lutando para se soltar, mas o homem mexeu a mão e fui jogada para longe, cai do outro lado da rua, terei levantar mas minha visão ficou zonza e senti o sangue escorrendo pela minha testa, mesmo assim levantei.
Marco estava dando socos no homem que havia soltado Mel e estava revidando. Vi que sua arma havia caído perto da calçada, corri e peguei ela. Cheguei perto do homem e apontei a arma para sua cabeça, eles pararam com a luta e ficaram me olhando, Marco deu alguns passos para trás enquanto continuava olhando fixamente para o homem que levantava os braços em sinal de rendição.
– Belo truque o seu Anne — o homem começou a falar — Só que você não vai atirar em mim, você nunca atirou antes
– Como você sabe meu nome?- perguntei apertando mais meus dedos na arma
– e você está me subestimando, posso fazer minha primeira tentativa agora
– Eu sei tudo sobre você Anne Johnson e sobre sua querida irmã Melany Johnson — o homem respondeu com calma
– Não quero saber mais nada. Sai daqui e volta pro inferno de onde você veio que eu não atiro! — gritei
– Claro garotinha — ele falou rindo
Posicionei meu dedo no gatilho e atirei em sua perna, o homem começou a urrar de dor
– Vadia! — ele gritou segurado o ferimento na perna
– Eu avisei, agora nem pense em nos seguir, se não eu mesma mato você sem precisar de uma arma — disse jogando a arma para o lado
Melany e Marco me olharam como se eu fosse de outro planeta
– Vamos? — falei respirando fundo e soltando o ar
– Ok, vamos — Marco falou e começamos a caminhar para o tal Abrigo, fui para o lado dele deixando minha irmã um pouco atrás da gente
– Agora você tem que me explicar essa história de Abrigo -falei para Marco — e também quem era aquele homem
– Você ia mesmo matar ele? — Marco perguntou olhando para o chão
– Ele tentou matar nos três, mas eu acho que...
Fui interrompida pelo barulho de um tiro, olhei para trás e vi minha irmã com uma mão na lateral barriga, ela colocou a outra mão no mesmo lugar e a levantou. A mão estava vermelha. Sangue. Mel caiu de joelhos e pude ver que o homem em que eu tinha atirado estava levantando da calçada com a arma na mão e sorrindo. Corri até a Mel, que estava já deitada no chão, me ajoelhei no chão ao lado dela, coloquei sua cabeça em minhas pernas. Marco se aproximou
– Não podemos ficar aqui, ele pode atirar de novo — ele falou
– Ela...levou um tiro... Ele atirou nela...- falei chorando — eu deixei minha irmã levar um tiro!
– Anne não foi culpa sua.... No galpão podemos cuidar dela, se formos rápido, não foi muito grave — ele falou me consolando e pegando Mel no colo
– Anne... Eu...Estou...Bem — Mel falou, mas claro que não era verdade, ela estava pálida e perdendo muito sangue
– Você vai ficar Melany, temos uma ótima assistência médica lá — Marco falou para ela sorrindo com o canto da boca — Agora vamos logo, ainda corremos risco de levar um tiro
– Mas antes eu tenho que resolver uma coisa…. — falei trincando os dentes e me levantando
Andei apressadamente até o homem que havia atirado em minha irmã, o cara já estava de pé mas apoiado só em um por causa do tiro.
– Gostou princesa? A próxima seria você — ele falou se apoiando no muro do outro lado da rua, sua perna parecia ter parado de sangrar — Se eu não precisasse de você viva. Ele quer você viva.
– Olha que engraçado, eu não preciso de você vivo! — falei, mas não parecia eu, estava fora de mim. Levantei a mão e comecei a subir ele pela parede enforcando-o, o homem colocou as mãos no pescoço tentando se soltar da força invisível que o prendia
– Me mandaram fazer isso... — ele falou tossindo, enquanto fazia uma tentativa inútil de pegar a arma que estava caída no chão — você não pode me matar!
– Poder eu posso... Mas eu não vou fazer isso, você vai mandar um recado para quem te mandou aqui: Se ele ou ela ser corajoso o suficiente, não mande assassinos fazerem o trabalho sujo, venha me enfrentar! — falei e depois o soltei, o homem começou a tossir, sai andando até onde Marco e Melany estavam
– Anne os seus olhos... Estão violetas...- Marco avisou, pisquei forte e balancei a cabeça
– Vamos, já perdemos tempo demais, minha irmã precisa de ajuda
– Ok vamos — ele falou e saímos meio correndo meio andando pela rua rumo ao tal Abrigo
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