Segredos
1 Sumiço
Notas iniciais
O relógio marcava 01:47 am, era complicado dormir à noite, seu cérebro era uma máquina de raciocínio que recusava-se permanentemente a desligar. Era certo que os últimos acontecimentos, tinham deixado muitas coisas a seres contadas, mas cada vez que essas lembranças voltavam ao seu pensamento, coisas piores eram relembradas.
Em frente ao computador uma pagina em branco de editor de textos sobressaia sobre seus olhos.
Era como se aquele cursor gritasse dentro de seu peito. Felicity queria explicar, dizer que não estava desistindo, era necessário, para o bem de todos Starling precisava disso. Oliver precisava disso, mas colocar tais motivos em palavras parecia quase impossível.
Por fim conseguira desistira do e-mail, então com um post it rabiscou algumas linhas,
Estou bem. Não tente me encontrar, sem mim você não conseguiria. Quer dizer você precisa me rastrear com a programação... sentirei saudades.
Felicity Smoak
***** Hong Kong – 6:25 am****
Em pé, frente a uma enorme parece de vidro, do alto do 106º andar do Edifício International Commerce Center Felicity admirava-se com o horizonte avermelhado do amanhecer do dia. Ali do alto era tudo tão calmo, silencioso que era como se todo o mundo estivesse a espera do real motivo que a levara até aquele momento.
Durante aqueles breves minutos, alguns passos a despertaram de um quase transe, no qual Felicity estivera.
– Srtª Smook, nosso diretor já está a espera, dizia uma linda e sorridente moça aparentando aproximadamente 23 ou 24 anos. Um olhar negro a observava, os cabelos lisos e pretos, sob um taer de alta costura claro, e uma camisa de cetim de um tom suave e brilhosa.
Felicity não era chegada em moda, mas algo naquela moça despertava certa curiosidade.
– Ah! Obrigada, agradeceu.
Alguns passos no interior do recinto, vez Felicity se perguntar o quanto todo aquele luxo e sofisticação não custaria. Era certo que com tantos bilionários em sua vida, estava até um tanto acostumada com o luxo que o dinheiro pode comprar, embora nada daquilo tivesse realmente valor, não se podia ignorar que tudo naquele ambiente era de extremo bom gosto.
Após adentrar numa sala, em tons amadeirados, Felicity pode notar que quase metade daquele andar pertencia ao tal diretor.
No fundo da sala Felicity, pode encontrar um senhor aparentemente baixo um tanto calvo, cabelos pretos, que nada aparentavam seus oitenta e muitos anos. Ali diante dela com um sorriso de certo modo até sincero, estava Srº. Li Ka-shing ,aparentemente, até um tanto desfalcado naquela sala de um marfim quase branco, sapatos simples vestindo um terno preto e um relógio barato de pulso, o que, para aquele Senhor, nada parecia combinar, pois Li era se não é ainda o Homem mais rico, o porque não dizer o mais poderoso da Ásia.
– Bem Vinda, Srtª ...
– Smook
O homem ainda sorria, mostrando para Felicity, que não esquecera seu nome, apenas não teve tempo de pronunciá-lo. As vezes seu jeito impulsivo a incomodava.
– Vejo que a srtª não poupou esforços para essa reunião, Srº Li foi gentil porém direto em suas palavras, nada menos do que esperado, se tratando dos orientais, pensou Felicity.
– Bem, Começou Felicity, tentando não parecer nervosa. Acho que tenho, trouxe algo de seu interesse, disse por fim em tom decidido.
– Ah! Creio que sim, disse Srª Li animado, era certo, que pare ceder alguns minutos de sua atenção Felicity com certeza portava algo muito valioso.
– Não podemos perder tempo senhorita, tempo é é muito valioso, dizia o empresário ainda sorridente. Vamos mostre, vejo que trouxe um ultrabook.
Nesse momento Felicity deixa seu nervosismo de lado, tentando explicar com detalhes e numa linguagem mais acessível todo o material produzido.
Ao final, o empresário parecia animado e até mesmo agradecido.
– Hong Kong ficará agradecida Srtª Smook. Isso será de muito ajuda. Muito ajuda.
– Obrigada!
Um forte e respeitoso aperto de mão findara aquele encontro. Era o mais certo a se fazer, Felicity já havia pesquisado tudo sobre Li Ka-shing, e seus investimentos em tecnologia a deixava mais segura que para todos aqueles códigos nada melhor que um Homem daquele porte para adquiri-lo.
Os dias foram passando, e em todo o momento o trabalho nas organizações Li, nome carinhosamente apelidado para as inúmeras empresas do Senhor Li Ka-shing.
Aquele estágio forçado de Felicity em Hong Kong a deixava cada dia mais forte. Era complicado não poder utilizar o celular, as redes sociais ou mesmo o telefone para uma ligação breve.
Mais naquele momento qualquer uso da tecnologia para fins pessoais soava até um tanto fúnebre diante de tudo que dependia dela.
Era fato que não tinha arco nem flechas com Oliver ou Roy, mas seus “poderes” era gerados por bits binários, que não cansavam de se auto modificarem sob seus olhos.
Naquele momento, a correção do código da luz, era tudo que Starling precisava, e porque não como o próprio Srº Li dissera, Hong Kong e talvez o mundo.
Era complicado demais explicar o que estava fazendo ali, seu dispositivo de busca vibrava toda vez que eram enviados mensagens, e-mail, ou mesmo todas as vezes que uma ligação era direcionada para seu antigo numero.
Tudo em sua vida havia sido modificado, ou transferido, está até tendo aula de artes marciais, todos os dias de manhã encontrava-se com seu “mestre” tentado trabalhar não só corpo, mas também mente e espírito.
Então no decorrer da horas, segundos se passavam na mesma repetição, Felicity em frente a uma enorme mesa de telecomunicações com computadores de ultima geração, diversas telas tão finas que pareciam feitas de papel e uma ultra tecnologia que nem em seus sonhos, Felicity fora capaz de imaginar.
Estava tudo a sua disposição e o mundo nem sequer sabia o que havia acontecido com ela.
Ao findar do terceiro mês de sua estadia em Hong Kong, Sr. Li voltara a encontrar-se de novo com Felicity, dessa vez na sala de auto comando, ou no quartel general, como Felicity gostava de imaginar. Como sempre seu poder de imaginação superava todos os limites.
– Vejo que o serviço terminara por ora, disse o empresário.
– Sim, concluiu Felicity sorridente.
Estava linda com os cabelos loiros presos num rabo de cavalo perfeito, os óculos alinhados ao rosto.
Felicity vestia um vestido de grife azul escuro que destacava- se com seu olhos claros.
Uma maquiagem perfeitamente natural e um batom em tons rosa pink combinando com um blush rosado de suas maçãs.
Sr. Li olhou novamente para a jovem que estava radiante em sua frente sorrindo, mal sabia ele que ali em sua presença estava nossa heroína que sacrificara todos os dons para fazer do mundo um lugar melhor para se viver.
*****
Oliver estava desesperado, não conseguia pensar direito, todos seus esforços eram em vão para encontrar Felicity e ele sabia que isso fora obra premeditada da escudeira.
Se ele não a estava encontrando era sinal que isso havia sido premeditado com muito cuidado. Pois nem com a ajuda da CIA ou FBI algum vestígio fora encontrado, apenas aquele pos it amarelo, encontrado por ele colado na tela do computador de Felicity.
Três meses já haviam se passado e nada, nenhum contato, sms, whats, scrap, nada nenhuma atualização no facebook, ou uma selfie com alguma careta maluca enviada por Felicity.
Nada.
E a ausência da “amiga” amargava ainda mais o coração de Oliver.
Até mesmo um pedido de socorro para Ray Palmer, Oliver fora capaz de fazer, mas nada fora suficiente para encontrar Felicity, e Oliver não sabia se isso era bom ou ruim, pois estava começando a acreditar que algo realmente ruim havia acontecido.
****
O aeroporto de Starling parecia minúsculo perto do que vira em Hong Kong, alias tudo parecia pequeno em relação ao que lembrava. Também a cidade parecia um tanto quando vazia. Era certo que Felicty não havia tirado férias em Hong Kong, mas a quantidade de gente que vira correndo freneticamente, de certo modo a acostumara, com toda a correria, que definitivamente não existia em Starling.
Ao chegar no apartamento em que morava, levou algum tempo para acostumar-se novamente com o “lar”, vazia tanto tempo que não viajava, que nem se lembrava da ultima vez que havia feito as malas. A não ser claro as “viagens” que fazia a “ trabalho” para Oliver.
Claro! Pensou ela, tudo levava seu pensamento a ele, era como se um campo magnético a atraísse para ele, ou para pensar nele. E por mais que quisesse esconder, temia com o momento de encontra-lo novamente. Por fim, uma pequena mensagem fora o suficiente. Não era preciso explicações. Não naquele momento.
– Voltei. Era tudo que podia falar. Alias era tudo que Oliver precisava ouvir.
****
Dez minutos, fora o tempo suficientemente curto, no qual levou para se trocar, e ao fazê-lo, demasiado longo quando se deixou apavorar por uma figura encapuzada sob a luz piscante de uma luminária mal instalada no teto do quarto.
– aaaaahhhhh!!!! Gritou Felicity num sussurro quase inaudível .
****
Continua...
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