Com o susto o coração de Felicity disparou deixando-a quase sem folego. Não esperava nada tao emocionante àquela altura da noite. Já passava das 23hs e a cidade parecia começar a repousar de um longo dia agitado.

O banho também foi um descanso para ela 72hs de viagem por melhor que fosse as acomodações da primeira classe, não deixava de ser um avião.

– descansada. Perguntou Oliver ainda em pé próximo a janela.

Felicity sem conter o impulso correu para Oliver abraçando-o com força. Estava morta de saudades.

Oliver retribuiu o abraço estava preocupado com Felicity. E tê-la a salvo o deixava bem mais contente.

– Nossa, você não tem ideia de quanto senti saudades de voc....

Por um instante Felicity percebera que estava prestes a falar o que não deveria. mais intensos que fossem seus sentimentos por Oliver ele continuava sendo o arqueiro treinado para interrogatórios.

– Saudades? Repetiu Oliver cautelosamente. Em poucos segundos pôde ver a mala sob a cama o ultrabook na escrivaninha, o roupão molhado no encosto da cadeira...

Felicity olhava receosa. Por um momento perguntou-se todos os bloqueios de segurança posto no ultrabook seriam suficientes?

Ao responder a indagação de Oliver ainda parecia temerosa.

– claro!

Tentou parecer descontraída

– Minha mãe mandou lembranças disse ainda em tom inocente.

Oliver se aproximou tentando parecer calmo.

– Felicity. Olhe pra mim. Você não mentiria pra mim certo? me contaria se estivesse com.. problemas... não é mesmo?

Felicity, tentando desconversar, abriu a porta do quarto. Não se sentia a vontade ali sozinha com Oliver.

– não seja tolo. Apenas precisei... tive que ver alguns amigos OK.

– Amigos? Questionou Oliver.

– Desde quando você ficou surdo? Felicity agora preparava um café na pia da cozinha.

– não estou surdo Oliver respondeu.

– Não esta? Então porque desde a hora que pôs os pés no meu apartamento e diga-se de passagem sem ser convidado está repetindo exatamente tudo que eu digo?

Felicity estava ficando nervosa. Não estava acostumada a interrogatórios.

– porque você está mentindo, respondeu Oliver com a voz mais calma do mundo.

Felicity, estava se saindo pior do que encomenda. Sabia que não seria fácil encarar Oliver mas estava começando a se preocupar.

Com o nervosismo deixou cair um copo no chão sendo rapidamente interceptado por Oliver.

– Obrigada! Agradeceu Felicity.

– Não por isso.

Oliver sentou-se na bancada. Brincando com a maçã na fruteira sob o balcão.

– então você disse que estava com sua mãe em Chicago.

– Não. Não disse Oliver. Disse apenas que ela te mandou lembranças.

– ah. Sim lembranças.

Rindo Felicity completou, — acho que devia consultar um médico. Não sabia que arqueiros tinham problema de audição.

O café havia ficado pronto. Ao entregar a xícara as mãos de Felicity esbarraram-se nas de Oliver, por um momento os dois se olharam. Oliver ainda com aquele olhar penetrante e Felicity tentando por toda as forças não transparecer de mais.

– Felicity eu.....

– Não... Você não precisa.... E eu também não quero....

– sabe que vamos precisar conversar.

– Sei Oliver. Felicity agora tentava parecer forte e decidida. Finalmente concluiu, não sei se você levou alguma coisa a serio Ollie ou se fui mais um passatempo pra você. Mas não quero falar nisso. Não agora. Não com você.

Oliver parecia ofendido, levantou-se contornou a mesa puxando Felicity para mais perto.

– você não tem direito em falar isso. Eu nunca.... Nunca brincaria com você.

Felicy estava furiosa, confusa, com medo

Não queria perdê-lo

–Oliver eu.... Me desculpe.

Naquele momento Oliver não respondeu. Puxou Felicity em seus braços beijando-a. Uma parte dele sabia que não era certo amá-lá. Mas seu coração não podia. Estava perdidamente apaixonado por ela.

Notas finais
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