Notas iniciais
Desculpem a demora... Eu dei uma pausa para focar-me no lemon que eu postei outro dia e essa semana é a semana de provas na faculdade, então tem sido meio difícil para escrever. De qualquer forma, esse capítulo é mais para entendermos um pouco da história e do que vem por aí... Eu acredito que o próximo capítulo será bem intenso (e talvez grande). Espero que gostem. :3

Na manhã seguinte, Marla e Luca chegaram de surpresa e Luca fora até o quarto de Stephen acordá-lo. Quando abriu a porta, desejou não tê-lo feito, pois viu os meninos (John e Stephen) dormindo juntos – ambos despidos. Ainda assim, chamou pelo irmão, porém John, que tinha o sono mais leve foi quem acordou.

Stephen desceu as escadas alguns minutos depois seguido de John, que ria para si mesmo.

– Se você continuar andando assim perto da sua mãe, ela vai suspeitar.

– Isso se Luca já não tiver contado. Como você faz?

– Eu tento relaxar. Esquecer. Você devia fazer o mesmo.

Marla percebeu que os dois estavam descendo e abraçou-os. Contente por ver o filho e um amigo.

– Enquanto vocês dormiam eu tomei a liberdade de preparar o café da manhã. – Marla sorriu – Tudo bem?

– Ótimo. – Disse Stephen forçando um sorriso.

Kevin e Cara haviam dormindo juntos, após o encontro no bar, porém Cara se arrependia amargamente por ter dormido com o antigo soldado da Ultra. Quando ela se levantou, Kevin não estava mais na cama. Cara ouviu o barulho do chuveiro e por isso imaginou que ele estivesse tomando banho.

Cara levantou-se e começou a vestir-se para sumir dali o mais rápido possível. Nem se deu conta que, em poucos minutos, Kevin saía do banheiro enrolado em uma toalha.

– Já vai?

Cara assustou-se virando abruptamente.

– Sim. Quanto mais longe eu estiver de você, melhor.

– Não vai nem esperar o café da manhã?

– Você pediu café da manhã pra gente?

– Na verdade eu pensei em te levar num lugar legal que tem aqui perto, mas se você quiser voltar para o seu refúgio...

Cara sorria, pensando se deveria ou não aceitar o convite de Kevin.

Stephen estava sentado tomando o café da manhã, mas não tirava os olhos do irmão com medo que este já tivesse dedurado Stephen à Marla. John espiava a mente de Stephen às vezes, à procura de informações de Marla e Luca, já que ele não se lembrava dos dois.

– Vocês três estão estranhos hoje. – Disse Marla suspeitando de algo – Não me faça ler a mente dos três.

Stephen estremeceu.

– O que vocês estão fazendo aqui, mãe?

– Do jeito que você está falando parece que não nos queria aqui. – Disse Luca, fazendo John engasgar-se com o café enquanto tentava não rir. – Você tem certeza de que não está aprontando nada?

– Luca. – O menino olhou para sua mãe rindo. – Na verdade, eu fui até o hospital onde eu trabalhei para acertar algumas coisas e Luca veio me fazendo companhia.

– Achei que ele tinha escola. – Disse Stephen na esperança de ferrar com o irmão.

– Ele tem tirado boas notas, ao contrário de você. Então não vi problema nenhum em trazê-lo.

Stephen olhou feio para o irmão que sorria exageradamente.

– O que você está fazendo aqui, John? – Perguntou Marla curiosa

– Eu... Estou... Stephen queria me ver porque ontem foi meu aniversário.

– É. Eu o chamei aqui. – Confirmou o menino.

– Deve ter sido uma comemoração e tanto. – Comentou Luca

– Nós ficamos até tarde conversando e eu acabei pegando no sono.

– Você podia ficar por aqui. – Disse Marla para o espanto de todos. – Você dormia aqui com Stephen antes. É bom que faz uma companhia para ele.

– Uma ótima ideia. – Confirmou John

Longe dali, no antigo prédio da Ultra, Russell estava jogando vídeo game com os outros garotos, mas Tim o chamara dizendo ser algo importante. Russell teleportou-se até a antiga sala de Jedikiah, por ser um caminho mais rápido e por querer privacidade. O computador não ficava na sala, mas sua voz computadorizada saía pelos altos falantes instalados ali.

– O que foi, Tim?

– Eu acho que encontrei Jedikiah. Dei uma procurada nas câmeras de segurança da cidade e em uma delas eu encontrei um homem que se parece com ele. – Tim mostrou à Russell um homem alto e loiro entrar no que parecia ser uma simples casa do Brooklyn. – Fiz um reconhecimento facial e tem 87% de compatibilidade.

– No Brooklyn?

– Sim. Eu poderia ter certeza, mas como as câmeras de segurança não estão muito boas...

– Eu já entendi.

– Tomei a liberdade de imprimir o endereço do local. Deve estar saindo agora.

– Exibido. “Cara, Tim encontrou Jedikiah”

“Agora não, Russell. Estou coletando informações. Estou conversando com Kevin.”

“O quê? Quer ajuda?”

“Tenho a impressão de que ele prefere dialogar com mulheres.”

Russell sorriu maliciosamente.

– Então... Por que exatamente você quer tanto encontrar Jedikiah?

Kevin bufou.

– Sabia que você ia perguntar isso mais cedo ou mais tarde.

– Você sabia e ainda assim me chamou para sair. Você é estranho.

– Eu escuto isso às vezes. – Falou Kevin sorrindo.

Os dois estavam numa cafeteria, sentados de frente um pro outro e conversando enquanto aguardavam o café.

– Meu irmão. Jedikiah o capturou.

– Ele está morto?

– Eu não sei. Agora que a Ultra caiu, Jedikiah é um dos remanescentes que estava em um cargo alto, ou seja, ele sabe de muita coisa de muitos de nossa espécie.

– Por que ele não se transformou num soldado como você?

– Porque ele pensava como você e os Seres Do Amanhã.

– Você sabe que existe a possibilidade de...

– Eu sei. Ele pode estar morto, mas ainda existe a possibilidade de ele estar vivo, então eu vou me focar nisso.

A garçonete chegou entregando o café aos dois.

– Posso te perguntar uma coisa?

– Claro.

– Você tomou o soro do projeto Anexo por causa dele?

– Sim. Se eu fosse até Jedikiah sem a habilidade de matar, ele teria a vantagem sobre mim. Eu não posso parar o tempo para mata-lo.

– Como você...

– O Fundador conversou conosco sobre A Máquina e o que ele pretendia. Os humanos da Ultra não sabiam de nada.

– Qual o nome dele? Do seu irmão?

– Daniel. Daniel Orick.

– Espero que você o encontre... De preferência sem nos expor aos humanos.

Kevin e Cara riram.

– Como você quer se juntar aos humanos e ao mesmo tempo se importar em se expor ou não?

– Eu não gosto dos humanos, se é o que você está pensando. – Kevin negou com a cabeça, sorridente – Mas, esse é o nosso mundo também. Nós nascemos aqui, do mesmo jeito que eles, isso significa que a solução é nos misturarmos.

– É, mas... Eu não acredito que estou dizendo isso, mas Jedikiah tinha razão. Imagina o que aconteceria se todos soubessem sobre nós?

– Homo Sapiens e Homo Superiores podem viver em paz. É só quererem.

– De onde você tirou essa ideia?

– Stephen e Jedikiah.

– Claro... Stephen.

– Ele tem uma amiga. Astrid. Ela descobriu sobre ele e não quis nos caçar e nem ficou nos amaldiçoando ou ameaçando. Jedikiah nos venera. Nos caçou porque achava que a Ultra ia ganhar a guerra, mas ainda assim, ele quer nossos poderes. Ele nos acha... legal.

– E nós somos. – Kevin riu – Será que é uma boa ideia? Humanos e Seres Do Amanhã?

– Eu tenho fé de que sim. – Cara segurou a mão de Kevin, que forçou um sorriso.

– Vocês não encontraram, Jedikiah?

– Não. Sinto muito.

– Você sabe que eu estou falando sério, não é?

– Sobre o que?

– Eu não vou desistir do meu irmão. Se for preciso revelar nossa espécie para o mundo eu vou.

– Não entendo, como isso atrairia Jedikiah.

– Porque ele também quer os poderes. Mas ele não vai conseguir se formos instintos.

– Então você vai mesmo matar todos amanhã? – Perguntou Cara retirando sua mão da mão de Kevin.

– Sim. – Disse o rapaz firmemente.

Cara teleportou-se dali com raiva por ter se deixado levar pelo encanto de Kevin. Ainda assim, precisava chegar na pista que Russell conseguira, já que no dia seguinte, talvez todos estivessem mortos.