Seeking Vengeance

2 Recognizing and knowing


Notas iniciais
Obrigada pelos reviews, é bom saber que nem todo mundo me odeia, pra variar. eowiewoie
Enfim, desculpem qualquer coisa, eu não funciono muito bem com sono.
So... Boa leitura. :3

Julie bufou pela quinta vez desde que desembarcara.

Odiava aeroportos, odiava lugares lotados e mais do que nunca odiava o clima da Califórnia; mas era preciso estar ali.

Se encaminhou para a sala de bagagens e se esforçou para manter um olhar sério e ameaçador, tentando ser intimidadora e não perder sua bagagem para alguém.

Ao final, a última coisa que restara na esteira, era uma pequena maleta cor de rosa que, com certeza, não pertencia a ela.

"Eu deveria ter desconfiado daquela vovó de vestido de bolinha. Aposto que foi ela, vaca" Pensou impaciente antes de correr atrás de algum funcionário .

Enfim, encontrou uma sala de dúvidas, sugestões e afins.

– O que podemos fazer pela senhora, nesta bela e ensolarada tarde Californiana? — Perguntou uma funcionária que esbanjava simpatia. Aquilo irritou Julie profundamente.

Respirou fundo e se dispôs a contar a história das bagagens.

– Não se preocupe, senhora. — Confortou a funcionária. — Suas bagagens devem estar perdidas. Para que não fique aqui a tarde toda, pode preencher esse papel com seu endereço e as entregaremos. Elas estão com seu nome e dados?

– É... O negócio é que eu não sei meu endereço porque a casa foi comprada por um amigo, de forma que eu vou espera-lo... Lá. — Apontou para o lado de fora da sala e saiu pisando forte.

Caçou o celular na bolsa carmim — que combinava com seus cabelos — e ligou para seu único amigo.

– Josh? Estou no aeroporto, preciso de você. — Falou assim que o rapaz atendera e desligara em seguida, sem paciência para ouvir mais algum barulho, já tinha o suficiente no tumultuado aeroporto.

Observou o lugar amarrotado de pessoas e, constando que não teria nenhuma lugar pra se sentar, deixou seu corpo encostar numa pilastra azul e escorregar ali, alcançando o chão.

Se contentou por achar algum lugar onde fosse possível ocupar um pouco mais de espaço.

Encostou a cabeça no concreto e fechou os olhos, ignorando todos os barulhos a sua volta.

– Senhora? — Chamou uma voz masculina. — Esta é sua bagagem? — Perguntou um rapaz que trabalhava no aeroporto.

Julie olhou para as malas vermelhas.

– Sim. — Respondeu se levantando.

– Então vai para Londres? — Perguntou.

– Não.

– Tem certeza?

– Definitivamente, eu não vou para Londres. — Respondeu tentando não perder a paciência.

– Então alguém pensou que fosse. — O rapaz disse antes de lhe entregar as duas malas de tamanho médio. — Teve sorte.

– Obrigada. — Ela respondera mau humorada enquanto pegava as malas e seguia para fora do aeroporto, um lugar que lhe parecia mais calmo.


– Pela sua cara... Hm hm, TPM? — Ouviu a voz de Josh ao seu lado e imediatamente o abraçou.

– É seu dever me suportar até de TPM, garoto. — Murmurou com a voz abafada pelo pescoço do amigo.

– Temos que repensar isso, pirralha. — Rebateu.

Julie fez uma careta, se afastando do abraço.

– Você não mudou nada. — Observou.

– Nem você. — O garoto deu um meio sorriso triste, e ela soube do que se tratava. — HB, novamente... — Ele murmurou.

Julie desviou o olhar, suspirando pesadamente. Não queria falar daquilo e muito menos encarar a expressão preocupada e de pena a sua frente.

Gelou ao enxergar a figura que tanto investigara e procurara.

– Josh, Josh. — Sacudiu o amigo. — É ele, olha lá. — Apontou discretamente.

– Ele? O que... — O garoto identificou. — Como assim ele? Ele... É meu vizinho. — Ralhou o garoto.

Julie sorriu vitoriosa.

– Se ele é seu vizinho, e eu vou morar na mesma rua que você, então... Haha, isso tá melhor do que eu imaginava. — Comemorou.

– Tá, agora vamos logo. Odeio ouvir você falando desse jeito. — Josh reclamou, pegou uma das malas e as colocou no carro, esperou uma Julie estranhamente feliz, então partiu para apresentar a nova casa da amiga.


(...)


Eram cinco horas da manhã quando Julie começou a apertar freneticamente a campainha da casa de seu melhor amigo.

– Filho da puta preguiçoso. — Resmungou.

– Puta que pariu, Julie. O que você quer a essa hora? — Josh ralhou abrindo a porta.

– Eu preciso da sua ajuda. — Ela fez cara de inocente.

– Precisa da minha ajuda? Nossa, diga-me uma novidade. — Ele disse irônico. Percebia-se que o humor do rapaz não era dos bons ao ser acordado. — O que é agora?

– Você sabe se ele, sei lá... Toma café em alguma lanchonete? — Perguntou eufórica.

– Tem vezes que ele vai na casa de algum amigo... As vezes vai em uma cafeteria... Não posso adivinhar o que vai ser hoje.

– Odeio você de manhã. — Ralhou a garota. — Que cafeteria?

Josh suspirou, pensando.

– Saindo dessa rua, 1º a esquerda, depois você termina de seguir e daí é a 2º avenida, cafeteria de esquina, vidro, blablabla... — Deu a explicação complicada e sonolenta, passou a mão no rosto. — Posso dormir agora?

– Pode, obrigada, Joshzinho. — Julie ficou na ponta dos pés e brotou um beijo estalado na bochecha branquela do garoto.

O mesmo apenas resmungou algo como "incomodar a madrugada dos outros não é legal" e fechou a porta com força, voltando para o quarto em seguida.

Julie não ligara pra esse gesto nada delicado, apenas queria encontrar a tal cafeteria, e assim o fez.

(...)


Narrado por Julie.

Estava a mais de vinte minutos em pé, na lateral da cafeteria, observando pela enorme vitrine de vidro.

Será que ainda vai demorar demais? Perguntei a mim mesma.

Logo depois o rapaz de cabelos pretos levantou da mesa que ocupava.

Posicionei o celular na mão e apressei os passos, empurrando algumas pessoas que ficavam no caminho. Ele andava rápido, e eu não podia errar.

Assim que ele aproximou a mão da porta da cafeteria, eu apressei mais ainda os passos, fazendo com que ele me 'atropelasse' na saída. Aproveitei o choque dos corpos e joguei meu celular com força no chão, que acabou completamente espatifado.

Oh-oh, pensei cínica, pronta para começar meu teatro.

– Oh, me desculpe. Perdão, é que eu ando tão distraída... Desculpe. — Disse olhando para baixo propositalmente, querendo parecer tímida e arrependida.

– Ham, tudo bem... Eu que devo me desculpar — Disse a voz grossa. — Pelo seu celular... — completou.

– Oh, merda. — Disse ainda sem olha-lo e me abaixei, pegando as partes do celular acabado. — Droga. — Mumurei levantando.

– Hm, desculpe, de novo. — Disse rapidamente me virando e andando rápido.

– Ei! Garota, espera aí! Ei! — O ouvi chamar alto, mas não mostrei isso, apenas andei rapidamente.

– Calma aí — Disse ofegante puxando meu braço.

– O que quer? — Perguntei inocentemente.

– Eu quebrei seu celular... — Ele disse.

– Não, eu quebrei, eu que esbarrei em você. — Disse em tom infantil.

– Eu quebrei. — Ele disse firme.

Suspirei, como se estivesse derrotada.

– Tá, teoricamente ninguém quebrou, ele caiu. — Ele me olhou com uma sobrancelha arqueada. — Tá, você quebrou, que seja. — Gesticulei. — E....?

– E que eu devo pagar outro. — Disse.

– Ham... não, não precisa. Eu nem usava muito aquele aparelho. Ér, estou atrasada, tchau... — Me virei e entrei no amontoado de pessoas na calçada, andando rapidamente.

Não resisti em dar um pequeno sorriso vitorioso.

Notas finais
*Vocês preferem em terceira pessoa ou narração feita pela Julie?
Desculpem qualquer coisa e não esqueçam dos reviews. é. ;-;
ewoieowie