Seeking Vengeance
3 She's in line at the dole with her head held high
Notas iniciais
*Ah, viram que capa linda? oewieowiee Obrigada, SamanthaBakerHaner (FeerHaner, agora. ewioe), acho que eu nunca vou parar de paquerar essa capa. ewoieowie
So... Desculpem os inconvenientes, espero que gostem. :3
Julie abraçou os próprios joelhos enquanto via o sol alcançar um tom alaranjado, sinal de que já iria escurecer.
A nova casa estava silenciosa demais. Em outra ocasião, ela adoraria esse fato, mas estava se sentindo sozinha; e uma sensação nostálgica fazia ela sentir as mãos e os joelhos quentes pelo sangue de sua mãe.
Balançou a cabeça rapidamente e se levantou num pulo, saiu de casa sem se importar com as vestes simples demais e se pôs a andar pelas ruas lotadas.
De certo, poderia ir na casa de Josh, mas não queria incomoda-lo mais que o usual.
Atravessou uma rua quase que contra sua vontade, apenas acompanhando o fluxo de pessoas; e acabou por parar na frente de um pet shop.
Latidos, exatamente o que faltava em sua nova casa.
Entrou no local e andou enquanto passava as pontas dos dedos nas gaiolas e, consequentemente, agitava os filhotes.
Parou abruptamente quando encontrou o que jugava ser o mais bonitos deles.
– Posso ajuda-la? — Perguntou uma funcionária do local.
– Está a venda? — Julie perguntou, observando o filhote.
– Sim.
– Eu o quero. — Sussurrou.
(...)
Julie entrou em sua rua animadamente. Queria mostrar para Josh seu novo mascote.
– Precisamos de um nome pra você. — Sussurrou para o animal e pôs-se a acariciar as orelhas felpudas dele.
– Ei. — Gritaram atrás dela. — Espera aí. — O rapaz correu para alcança-la.
Julie disfarçou a surpresa com uma expressão de dúvida, como se não lembrasse dele. Aquilo faria as coisas ficarem mais, digamos... interessantes.
– Oi. — Ela disse com as sobrancelhas vincadas.
– Oi. — Ele riu pelo nariz. — Não lembra de mim? — Fez uma careta quando Julie negou com um gesto de cabeça. — O idiota que quebrou seu celular... — Ele gesticulou.
Julie fingiu pensar e arregalou um pouco os olhos, como se estivesse lembrando.
– Ah, sim, agora eu lembro. — Sorriu de lado.
– É, então... Desculpa pelo celular, de novo, e... Eu não sei seu nome. — Ele riu nervosamente.
Sentia-se estúpido pelo nervosismo e pela timidez. Desde quando ele era assim?
Não sabia o porque disso, apenas sentia como se ela o estivesse vendo pelado. Claro, não era como se ele se importasse em ficar pelado na frente dela, longe disso, mas era estranho.
– Julie. — Respondeu-lhe com um falso tom meigo.
– E o seu?
– Brian. — Ele olhou para seu redor, temendo demonstrar o nervosismo. — E o nome dele? — Apontou para o cachorro.
– Ele ainda não tem nome, acabei de compra-lo. — Julie respondeu, acariciando o animal. — Alguma sugestão? — Arqueou uma sobrancelha, um gesto que Brian achou extremamente sexy.
– Bom.. Ele tem cara de Thor. — Estendeu a mão e acariciou o animal, aproveitando para tocar a mão pálida e fina da garota.
– Então agora o nome dele é Thor. — Ela sorriu, e ele devolveu. — Eu... Vou indo. — Disse evasiva.
– Você mora aqui por perto? — Ele ignorou a despedida dela, não queria que fosse embora, precisava puxar algum assunto rapidamente.
– Hm, naquela casa verdinha. — Apontou. — Acabei de me mudar.
– Eu vi um cara entrando lá algumas vezes... Seu marido? — Brian perguntou e depois se xingou mentalmente.
Sutilidade não era com ele.
Julie pulou internamente, ele estava caindo como um patinho.
– Na verdade não, deve ter sido meu melhor amigo, ele meio que escolheu a casa pra mim. Eu sou solteira. — Ela jogou sua 'isca'.
Brian agradeceu ao tal amigo por ter escolhido uma casa próxima a dele.
– Ah, sei. De onde você veio?
– Eu estava morando em Oxnard por um tempo, mas decidi mudar... Agora estou atras de um emprego, não sei.. — Deu de ombros. — Novos ares... Essas coisas. — Sorriu.
Brian a olhou bobamente, ela tinha um sorriso encantador, e ele podia jurar que com aquele sorriso ela poderia convencer até um demônio.
– Agora... Eu vou indo. Nos esbarramos por aí, Brian. — Falou enquanto andava de costas.
– Só espero não quebrar nada da próxima vez. — Ele comentou divertido ao vê-la andar daquele jeito.
– Eu também espero. — Respondeu antes de se virar e caminhar até sua nova casa.
Ela andou, entrou e fechou a porta sem hesitar e sem sequer olhar para trás; deixou Thor no chão para que conhecesse o novo lar por si mesmo e pôs-se a espiar Brian por uma fresta de uma das janelas.
Ele permanecera parado e sorrindo como um idiota por algum tempo, olhando o caminho que ela tinha feito, depois foi para sua casa saltitante.
Julie revirou os olhos. "Tão previsível."
(...)
Narrado por Julie.
– Josh. — Gritei esmurrando a porta.
– Oi, Julie, será que você poderia não quebrar minha porta? Obrigada. — Ele disse rapidamente.
– Você não vai acreditar — Falei animadamente, praticamente o atropelando pra entrar. — Adivinha quem eu encontrei? — Perguntei cínica, me jogando no sofá verde musgo.
– Quem? — Perguntou.
Revirei os olhos.
– Ele. O Brian. — Falei vagamente. — Eu nem precisei ir pedir uma xícara de açúcar, e ele simplesmente apareceu na minha frente. Tudo bem que foi antes do que eu queria, mas ja tá no papo.
Josh revirou os olhos e se jogou no sofá de frente para o que eu tava.
– Nossa, que sorte. — Falou irônico.
Sentei-me e coloquei o corpo pra frente, apoiando os cotovelos nas coxas.
– Eu aposto que ele passou a semana toda pensando em mim. — Falei lentamente.
Josh me olhou por um instante e fez um careta.
– Wou, sua falta de presunção me impressiona. — Continuou com o mesmo tom.
– Da pra parar de ser irônico? — Indaguei raivosa.
Ele suspirou.
– Você pretende ter seu oitavo casamento? É isso? — Ele arqueou uma sobrancelha.
– Não. — Franzi o nariz. — Já tenho pensões suficientes pra vida toda. Eu apenas preciso me aproximar. Eu vou entrar na vida dele, e o mais importante: eu vou entrar na vida dos parentes e dos amigos dele. Mais antes eu preciso conquistar a confiança, não é como se fosse complicado. — Fiz um gesto vago com as mãos.
– Então o seu relatório é...?
– Ele é um bobão facilmente manipulável, vai ser mais fácil do que eu pensei.
– Não, Julie. Não vai ser. — Josh me olhou seriamente. Eu odiava aquele olhar. — Você sabe que vai ter uma hora que eu não vou te ajudar, não é? Você sabe que eu não apoio seu objetivo. — Falou.
– Eu sei. Mas eu vou faze-lo mesmo assim.
– Você vai se arrepender. — Ele constou.
– O que te faz pensar assim? — O desafiei.
Josh riu irônico.
– Julie, ambos sabemos que você é uma ótima golpista, mas assassina? — Riu novamente. — Você não é, não mesmo.
– Eu não nasci golpista, aprendi a ser. Não vai ser diferente dessa vez. — Rebati.
– Você não é tão fria assim.
– Eu sou, Josh. Eu vou ser. — Falei firme.
– Essas coisas têm consequências, Julie. Volte atras, por céus.
– Não, Josh. — Tentei não me exaltar. — Eu não ligo para as consequências, vou continuar com meu plano, apenas quero justiça. — Completei.
– Vingança. Chama-se vingança. — Ele ressaltou.
– Chame do que quiser. — Resmunguei, e peguei a carteira de cigarros e o isqueiro na mesa de centro.
Acendi um cigarro e comecei a usa-lo, Josh fez o mesmo.
Ficamos por um longo tempo apenas em um silêncio que parecia fazer muito barulho.
– Comprei um cachorro. — Comentei fitando as paredes, aquele silêncio de Josh estava me matando.
– Eu não estou com raiva de você, não se preocupe. — Ele comentou de volta, me fazendo suspirar aliviada.
Fale com o autor