See me
3 B
Notas iniciais
Segundo Mandato
2009-2010: Crianças desaparecem misteriosamente no MAQ Park, na festa de ano novo proporcionada pela equipe da gerência do Parque. As crianças estavam brincando e o local todo estava sendo supervisionado por seguranças para quaisquer coisas. Uma das crianças que não desapareceram foi internada em um hospital psiquiátrico, por ter ficado com problemas psicológicos, alegando ter visto uma mancha negra com um sorriso branco assustador.
Seattle, 1 de Janeiro de 2010.
– Caramba, nem no ano novo temos paz. Olha só. – Alex disse, mexendo no notebook que estava alojado no colo do mesmo. Ele passeava o rolo do mouse pela página, que era de um jornal.
– O que aconteceu agora? – Dan perguntou curioso, jogado no sofá. Estava cansado e extasiado.
– Teve uma festa no MAQ Park, que fica aqui perto. Crianças desapareceram na festa de ano novo que teve lá ontem. E olha que o local estava cheio de seguranças. – Alex respondeu.
– Que incompetência. – Claire reclamou. Thaís dormia no quarto dela a essa hora, e Annie também estava dormindo na cama de casal com Bryan, já que era o único quarto com ar condicionado.
Alex foi abaixando o rolo do mouse, vendo a notícia.
Uma das crianças que não desapareceram estava tremendo, escondida em um dos brinquedos do parque e com um olhar de medo puro. Ela foi encontrada pelos seguranças e quando perguntava sobre o que aconteceu, disse simplesmente que tinha uma mancha negra com um sorriso branco assustador pegando as crianças e as levando. Ela foi internada em um hospital psiquiátrico pelos pais, e seu nome está sendo ocultado na matéria para manter sua identidade segura. Mas, uma equipe nossa foi observar o comportamento da criança, que era simplesmente bizarro.
Ela se recusava a comer e ficava na cama o tempo todo, sem fazer atividades ou algo assim. Seu olhar ainda era de medo, ela dormia e acordava toda a madrugada gritando pelos pesadelos, dizendo que o homem-árvore tinha vindo para pega-la. Nos desenhos que fazia, sempre tinha um homem alto, um boneco palito extremamente alto com as mãos caindo até o final do papel e pernas também muito longas. Quando perguntada sobre o assunto, ela preferiu não dizer. Simplesmente disse que o homem-árvore tinha capturado as crianças e que a capturaria em breve. A mãe da jovem está preocupada e o pai também. Mais notícias sobre isso no nosso site, visite: noticetoday.gov.es.com
– Caraca. – Alex disse, boquiaberto, enquanto lia a notícia.
– Ih, tava passando no jornal, isso aí que cê tá lendo. – Dan falou.
– Não acredito que ainda existam assassinos pedófilos em Seattle. Polícia incompetente. – Claire reclamou novamente, indignada.
– Talvez seja até armação. Eu duvido muito que até os bandidos mais corações-duros tenham feito algo no ano novo. No natal não teve sequer um índice de crime, gente! Eu duvido que isso seja real. Às vezes o governo inventa cada coisa pra fazer a gente se surpreender. – Claire continuou.
– Eita, virou a Annie agora? – Dan riu.
– Gente, meu amigo Anthony tem dois pais ricos que tem um sítio no norte da Califórnia. Ele perguntou se eu queria ir e disse que eu poderia levar meus amigos e minha irmã. – Alex falou. – Vocês querem ir?
– Ah, eu não vou fazer nada amanhã... Ficaremos no sítio até quando? – Dan perguntou.
– Talvez três ou quatro dias. Só pra se divertir. – Alex falou.
– Se for pra se divertir, eu topo. Mas é melhor você deixar a Thaís com a Sharley. Você não vai se divertir tomando conta da sua irmã o tempo todo. – Claire disse e tinha razão.
– É verdade. – Dan concordou.
– O.k, vou ligar pra Sharley. – Alex disse, pegando o telefone da mesa e discando o número. Ele manteve o telefone no rosto enquanto teclava consecutivamente no notebook.
– Ah, sou eu, Alex. Sharley sei que minha mãe disse que você estava de folga até eles voltarem, mas eu preciso de uma ajuda sua. – Alex disse.
– Ahã... É que vou ao sítio com meus amigos amanhã, gostaria que ficasse quatro dias com ela. Posso te pagar 1.500 a partir do meu salário de telecomunicação que é pouco. – Alex falou. Na verdade, pra um adolescente, ele era bem pago. Trabalhava como ajudante de telecomunicação em um centro de ajuda pública e ganhava, mesmo que não fosse maior de idade, 3.500.
Alex riu um pouco.
– Você gostou do salário que falei, não é? Então tá... Você pode vir hoje se você quiser. – Ele disse.
– Sim, sim. Obrigado. Pra você também... Então te vejo daqui a cinco dias, Sharley. Um beijo nas crianças. Tchau. – Alex colocou o telefone após terminar de falar na mesa novamente.
– Bom, Sharley vai ficar com ela. – Alex disse.
– Também né... Pagar mais do que os seus pais pagam é algo sujo, garoto. Você é um pequeno malandro. – Dan disse, com um sorriso maldoso na face.
– De qualquer forma, temos que ver se os outros irão querer ir também. Só eu e Dan confirmamos que iremos com você. E os outros? – Claire disse atenciosa.
– Não se preocupe. Mesmo que eles não queiram ir, nós iremos, mas vou deixar confirmado de qualquer forma, porque de um jeito ou de outro, iremos. – Alex disse, se concentrando no notebook e digitando.
Oi Anthony. Vc ta aí?
Agora to. Eae, seus amigos vao???
Sim, nos vamos. Vc vem nos buscar que horas? Somos oito pessoas
Ñ se preocupe. Posso ir com a limusine se quiser.
Só que a minha irmã ñ vai. Teve problemas aqui e dps te explico quando chegarmos ai amanha
Td bem. Vou arranjar outra hora pra pder ver a cara fofa dela. Que bom que vcs vao vir, vou mandar o empregado encher a piscina. estou ansioso, vejo vcs amanha.
S s, vou sair agora porque vou contar aos outros. Nem tdo mundo aceitou mas vou convencer eles, sacas?
Hahahaha entendo sim, boa sorte, vou sair. Ate bro
– Pronto. – Falei com ele. – Alex disse, com um sorriso de felicidade estampado no rosto. – Vamos convencer o resto. Amanhã tem tudo para ser bom.
– Vamos sair daqui que horas? Temos que dormir aqui? – Dan perguntou.
– Vou ligar pra ele mais tarde pra ver o horário de busca. Ele vai vir com a limusine, eu aconselho ao pessoal a dormir aqui pra não ter problema amanhã. – Alex respondeu.
– Limusine? Ui, que chique. Amiguinho rico do Alex. Curti. E ele é bonito? – Claire perguntou.
– Olha a interesseira... – Dan cantarolou ironicamente.
– Eu não sei dizer. Ele é tipo o Dan, só que mais forte e mais malhado. – Alex disse.
– Eca, então deve ser a garota do exorcista. – Claire disse. Dan olhou para ela perplexo e Alex e Claire riram.
O dia estava passando. Eles almoçaram em grupo, já que o resto tinha acordado. Lancharam, jantaram e felizmente, Alex e Claire conseguiram convencer a todo o pessoal do grupo a ir para o sítio. Thaís ficou um pouco incomodada e chateada por não poder ir, mas aceitou quando Alex disse que Sharley estava trazendo um bolo de chocolate granulado só para ela. Eles estavam ansiosos, nada podia dar errado.
Mas no fundo, no fundo mesmo... Alex tinha um mal pressentimento quanto a deixar sua irmã e Sharley.
Mas era só um mau pressentimento.
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