See me
4 C
Terceiro Mandato
2010: Filha do Presidente George News, Patricia News desaparece misteriosamente esta noite. Só foi encontrado em seu quarto a janela aberta e uma fita de gravação que a polícia está averiguando.
Seattle, 2 de janeiro de 2010.
08:12
O que foi combinado era que todos fossem dormir ainda sim na casa de Alex e na manhã do outro dia partissem. Alex tinha falado com Antony novamente por celular e eles tinham combinado que sairiam às nove da manhã. Todos estavam ansiosos, sentados no sofá com suas mochilas em mãos de roupas e outras coisas. Aliás, um fato importante: Todos tinham ido para a segunda casa dos Rosen, um apartamento no edifício Arlem que o pai comprara para futuramente Thaís e Alex herdarem.
– Thaís, Sharley está chegando. Você vai ficar sem mim por uns quatro dias, ok? Relaxa que quando voltarmos todos vamos ficar mais uma semana aqui pra nos divertir com você. – Alex falou. E era verdade, eles estavam basicamente morando na casa de Alex, passando umas férias semanais com ele por um pequeno tempo para se divertirem juntos. Alguém tocou a campainha e Alex foi abrir. Era Sharley. Sharley era uma babá que tinha sido contratada tem tempo pela família Rosen. Ela primeiramente cuidava de Alex e depois de Thaís. Tinha agora uns 35 anos, mas seu corpo e seu rosto não dizia isso. Era uma moça esbelta, cabelos loiros escuros ardósia e olhos verdes. Sua pele era bronzeada, estava usando um vestido florido e sandálias com salto. Carregava um tabuleiro de cozinha na mão e estava com uma mochila nas costas.
– Vocês vão descer agora? – Sharley perguntou. Alex assentiu com a cabeça, entregando as chaves para ela.
– Sim, sim. Já iremos descer. Obrigado Sharley. – Dan falou por Alex, que foi interrompido quando ia responder. Sharley sorriu e entrou, indo para o quarto de Thaís. Todos os oito amigos saíram e Alex trancou a porta.
– É uma babá adorável. – Annie disse.
– Sei disso. – Alex falou, sorrindo. O grupo se separou em dois elevadores e desceram por eles até o térreo, onde se encontraram. Alex pegou um papel que estava em um envelope que era para o apartamento deles.
– Contas? – Bryan perguntou.
– Acho que não. Todas estão em dia e pagamos todas no mesmo dia, deve ser uma carta da vovó. – Alex falou. A vó deles realmente mandava muitas cartas, ela era uma vó perfeita. Quando eles iam para casa dela, voltavam gordos e cheios de presentes. Ela tinha e tem o maior carinho por eles e sempre mandava cartas pra saber como eles estão. Alex tirou o selo do envelope e viu a carta.
O papel parecia um pouco amassado e estava um pouco amarelo, então ele percebeu que não era da vó dele. Tinha um desenho com um boneco palito magricela e alto feito com um só rabisco, outros dois braços que caíam até o fim do papel feito com outros dois rabiscos e pernas longas também, o rosto como um círculo normal e uma boneca palita com pequenos rabiscos que enrolavam no final representando uma menina que tinha altura normal, com as mãos dadas para o homem super alto. Abaixo estava escrito:
“I can see you.”
“By: #ComeToTree.”
– Nossa, que bizarro. – Claire falou e riu, dando uma espiada através do ombro de Alex.
– Desenho feio. – Caio comentou.
– Deve ser uma das pegadinhas dos meninos do 302, relaxe. – Alex disse, amassando o papel na forma de uma bolinha e guardando no bolso. Eles estavam já na frente e na entrada do Condomínio, uma limusine preta grande que pegava até uma certa parte da rua os esperava. Um garoto moreno dos olhos azuis o esperava. Tinha a pele bronzeada mais um pouco escura, usando uma camisa preta de gola V. Ele sorria pela janela. Seus músculos eram valorizados pela blusa que usava.
– Vem, Alex e amigos do Alex. – Antony falou.
– Ele é um gatinho. – Claire deixou escapar. Dan olhou para ela maliciosamente.
Todos entraram em seus devidos lugares na limusine, que partiu tão rápido que eles já tinham chegado em poucos vinte e seis minutos. O sítio era enorme. Uma grande floresta o rodeava e no centro dele, pequenas torres de castelo se aninhavam perfeitamente. O centro era de uma grande mansão com duas portas de vidro majestosas, o chão de mármore branca pura.
– Pais milionários ou bilionários? – Bryan perguntou, surpreendido.
– Bom... Se for considerar visto que a empresa TechnoTec aumentou as vendas essa semana e eles são os presidentes dela, acho que quase bilionários. – Antony riu, enquanto o motorista abria a porta de todas as partes do carro pra eles saírem.
– Espera. – Annie disse, boquiaberta e com a mão trêmula. – Seus pais são presidentes da empresa TechnoTec? – Ela começou a pular em cima do garoto, soltando gritinhos femininos de êxtase.
– Bom... Sim. – Antony disse, coçando a cabeça e rindo.
– Eu sempre compro meus materiais e meus computadores lá! Lá é perfeito pra tudo isso. – Annie falou. Ela era bem atualizada quesito tecnologia geek e raytec.
– Hm, entendo que seja uma das nossas fãs. Você é bem bonita. – Antony disse. Dan tentou conter os risos e com sucesso conseguiu.
Annie se segurou em Bryan para não desmaiar.
E o dia foi passando. Os amigos foram pra piscina e depois brincaram com os videogames que tinha na sala de jogos, o fliperama que tinha lá era extenso e comprido.
– Seus amigos são legais, Alex. Você sempre atrai boas pessoas. – Antony disse. Alex estava concentrado em vencer no videogame, já que Bryan e Caio eram bons e experientes jogadores.
– É, eu sei. Você é uma delas. – Alex disse e eles trocaram comprimentos.
– Alex, posso mexer no seu notebook? – Annie disse, ela estava sentada no sofá da sala de jogos. Alex fez uma joinha e depois voltou a mexer no joystick.
Annie abriu o notebook e já tinha algumas páginas abertas. O Messenger dele estava aberto da conversa com Antony, mas ela ignorou e foi para a outra guia com notícias. Estava na notícia do desaparecimento de crianças na festa de ano novo do MAQ Park e ela foi lendo. Ela leu a parte da criança com a identidade oculta pela equipe jornalista e clicou na foto em que mostrava onde ela se encontrava. Tinha outra notícia embaixo que chamou a atenção dela.
“NOVAS: Criança que presenciou o sequestro de várias outras crianças tem comportamento estranho.”
Era a continuação da notícia antiga, então ela clicou e foi vendo. A idade da criança que tinha presenciado ainda estava oculta, mas agora tinha uma foto dela. Porém o rosto estava distorcido para manter ela segura, é claro. Mas ela percebeu algo estranho. Perto da cama do hospital psiquiátrico onde estava, tinha um símbolo curioso ao lado da cabeceira. Era um círculo redondo com um X dentro dele, e as pontas do X passavam da linha do círculo. Era o mesmo símbolo que Claire reclamou por ter visto na casa de Alex.
– Acho que aquele símbolo que a Claire encontrou na sua casa é alguma coisa para crianças. O mesmo símbolo tem onde aquela criança que presenciou o desaparecimento está. – Ela disse.
– Hm? – Alex continuava jogando, mas prestou atenção no que ela falou.
– Aquele símbolo perto do sofá vermelho, é igualzinho ao símbolo que tem no quarto da criança que sobreviveu aos sequestros no MAQ Park. – Ela explicou.
Alex ficou curioso e largou o joystick, indo ver.
– Ah sim. Então foi ela, aquela danada. Deve ser algo entre crianças, tipo um símbolo do arco-íris rosa choque com pôneis. – Alex falou, se sentando no chão e voltando a jogar.
– É. Deve ser. – Annie concordou, saindo da página, mas não fechando a guia. Entrou no Messenger dela para conversar.
Por um momento, se passou na cabeça de Alex que Thaís estava em perigo. Mas esse pensamento simplesmente passou, como um alarme falso.
Eles brincaram mais durante o dia e foram dormir em um quarto só. O quarto era gigante e tinha dois beliches e outras cinco camas. Antony ia dormir com eles.
Alex enquanto dormia, teve um sonho ou um pesadelo. Ele não soube definir. Estava em uma floresta e estava correndo pela escuridão com Thaís, os dois estavam suados e choravam. Eles esbarraram em uma espécie de árvore e caíram no chão. Não. – Não era uma árvore – Era uma espécie de criatura bizarra. Usava um terno que se juntava com a escuridão da noite e Alex gritava, vendo algo parecido como tentáculos se mexerem atrás das costas dele. Ele olhou para cima e viu uma imensidão branca. Não, não era uma imensidão branca. Era o rosto dele. Não tinha olhos, nem boca, nem nariz, nem orelha, nada. Ele gritou.
E acordou.
– Que isso? – Dan acordou assustado.
– Ah, desculpa. – Alex disse, suspirando de alívio por aquilo não ser real. Estava suado, pálido e trêmulo. — Tive um pesadelo. – Falou.
– Vou tentar voltar a dormir. – Ele disse.
– Tudo bem. Cuidado aí na gritaria. – Dan se revirou e colocou a coberta por cima dele, fechando os olhos e dormindo.
Alex se deitou novamente, mas olhou para a janela. Por um minuto pensou estar sendo observado. Ele se lembrou do símbolo na casa dele e sobre o que Annie disse, que também estava no quarto da criança que presenciou os desaparecimentos. Achou que estava ficando louco e voltou a dormir.
E a noite passou.
Fale com o autor