See Me
12 Definitivo
Notas iniciais
Foi mal galerinha é que tenho estudado bastantes esses dias =/
Um agradecimeto a CarolinaB pela recomendação! E atodos pelos maravilhoso reviews!! *-*
Espero nao ter encurtado demais! >-
Desculpem os erros e boa leitura!
Capitulo 11
Definitivo
Eu pensei em muitas coisas antes de decidir as palavras seguintes a dirigir aquele ser, se havia ou não algo entre ele eu não poderia me importar com isso naquele momento por que o punhal perto do pescoço da Eloise era um risco que eu com toda certeza não queria correr, perder ela nesse momento seria pior do que ouvir um ‘não amo você’. Tive que me controlar, reafirmei com os irmão dela e o pai sobre tentar barganhar pra evitar que ele a machucasse novamente e ficamos a uma distancia considerável frete a ele como em filmes de faroestes.
–Solta ela David! De um jeito ou de outro nós vamos te pegar!-Disse um dos irmão dela ao ver o energúmeno apertar seu braço com força enquanto o idiota do John ficou na nossa frente com aquela expressão de quem queria apartar uma briga.
–Hey vamos manter a calma okay gente?! Não queremos ninguém ferido aqui...-Argh que vontade de bater nele, a irmã dele está ali sendo ameaçada de morte e ele quer calma?
–Se é pra falar merda volta pro carro John!-Passei a frente dele não ligando nem um pouco se tinha gostado ou não.
–Só estou dizendo que...-Ele ia continuar seu discurso quando eu o interrompi.
–Nada aqui vai terminar com um laço de paz, desista....-Peguei minha luva da justiça do bolso colocando na mão e mirando aquele marginalzinho bem sério..-...Eu tinha ouvido que você tinha saído da prisão, mas sinceramente não pensei que ia vir atrás de um dos meus!
–Ela é minha muito antes de você conhece-la! E essa aqui você não me tira!-Ele riu zangado apontando a faca pra Eloise isso que ficou apreensiva.
–Hey toma cuidado com essa coisa!-Disse ela com medo.
–Eu não vejo dessa maneira, na verdade eu no seu lugar começaria a perceber em que situação que você se meteu...-Fui o mais impassível possível, queria que ele notasse que se tocasse nela eu com toda certeza ia dar um fim nele sem dó.
–Como assim?!
–Olhe onde você está, o que você vê?!-O debiloide ainda não tinha percebido que estava sozinho no meio do nada.
–Eu não vejo nada!-Afirmei com a cabeça.
–Exatamente! No meio do nada ameaçando a filha única caçula de um pai e irmã mais nova de três irmãos...Embora um deles não conte... –Fitei John pra compreender que era dele que estava falando.-..O que eu quero dizer é que pode até pensar estar com a vantagem fazendo isso, mas encaremos o fato...Se você a machucar eles matam você e desovam seu corpo no meio do nada, e quem vai sentir sua falta? Se me lembro bem você roubou seus pais quando era mais novo, tirou tudo deles não é mesmo? Por que viriam atrás de você? Sua ‘gangue’ foi desmembrada principalmente por que você achou que podia descartá-los só pelo fato de não terem conseguido o que você queria então acho que eles também não querem saber de você...Então aqui estamos nós frente a frente e espero que pense bem no que vou dizer, por que é uma oportunidade única!-Disse tudo de um forma bem fria para que ele não tivesse que pensar duas vezes se eu estava ou não falado sério, mirei os irmãos e pais delas que acenaram concordando com as condições que eu propunha.-Solta a Eloise numa boa, sem machuca-la...Embora pelo visto você já tenha feito isso, mas sem mais danos e você não sai daqui castrado com suas partes intimas enfiado na boca....Mas se continuar com essa faca apontada pra ela...Essa situação vai ficar um pouco tensa.- Os filmes de terror serviram para amedronta-lo com palavras.
–Ouça ele David, é o melhor pra você, caramba não deu certo! Somente desista e saia daqui com a cara inteira!-Ouvi Eloise tentando convencer ele, porém não sei bem o que ele disse a ela, mas não gostei daquela boca nojenta perto do ouvido dela.
–Prefere tentar a sorte? Por que Karl e meu pai não tem um botãozinho que desliga a fúria deles quando alguém liga!-Revidou ela, o que não estava ajudando por que ele estava ficando nervoso, e meu plano e fazê-lo se borrar nas calças.
–Está maluco?! Claro que não! Me solta de uma vez e encara as consequências com a policia, vai ser melhor do que ser fuzilado aqui!-Ela disse quando ele voltou a cochichar no ouvido dela, não me importava... Eu queria a resposta se queria morrer ou somente apanhar.
Depois de um tempo o inesperado ou não vindo da Eloise, ela fez de tudo para socar a barriga do David e não sei o que ela esperava, só consegui notar quando ele forçou a lamina do punhal sobre a mão dela puxando seu cabelo com força quase espumado de raiva. Sem pensar duas vezes com toda certeza mais zangado do que segurei o punho dele torcendo com toda força que tinha até vê-lo se contorcer de dor.
–Solta!-Ordenei a minha assistente que obedeceu sentando no chão pressionando o machucado para estancar o sangue, encarei aquele miserável nos olhos enquanto ele girava o corpo com medo de eu quebrar seu braço... Parecia até um Deja vu da nossa primeira luta, ele me deu muitos chutes naquela época, mas consegui girar seu braço deixando ele imóvel o suficiente pra terminar a briga..–... Como nos velhos tempos...?!-Ele soltou o punhal no qual eu chutei pra perto do pai da Eloise.
Foi o desfeche, fiquei com medo da familia dela exagerar então tratei logo de nocautear ele, apesar de odiar esse canalha seria terrível um homicídio na costas deles.
Ele obviamente não teve metade do que merecia, mas eu pretendia resolver isso depois, eu estava desolado com as incontáveis hipóteses do que motivou minha ajudante a ir com ele e todas elas ecoaram a mesma frase “Ela era apaixonada por ele”. Não aguentei ficar muito tempo na casa dela, lá eu tinha que fingir estar de bom humor coisa que eu não estava e Eloise percebeu isso logo de cara.
Quando voltei para casa suspirei longamente sentindo aquela paranoia voltar, meu quarto se inundou de um passado desastroso enquanto eu ouvia uma vozinha irritante gritando vindo do meu mural “Você caiu de novo? É um completo imbecil mesmo!”, disse centenas de vezes que uma não tinha nada haver com a outra, porém não dava certo.... “Alguém como ela deve ter garotos aos montes, e quem seria você pra significar alguma coisa pra ela enquanto ela pode simplesmente ter qualquer um deles?” outra voz vociferou forte, talvez Eloise tenha se juntado ao David com a esperança de que tinha mudado ou talvez ele pediu a ela para me enganar quando saísse.... Eu não sabia o que exatamente pensar, meu pessimismo fazia o horrível trabalho criar as piores teorias sobre todas as possibilidades onde ela não gostava de mim.
Talvez eu estivesse paranoico, mas eu não tinha certeza de nada... De acordo com seus irmãos ele foi seu primeiro amor, o que queria dizer que ela possuía uma forte lembrança dele. E o que EU tinha? Pensando bem, o que eu tinha feito para o que tínhamos ter dado certo?! Nunca nem mesmo a tinha chamado para sair apropriadamente, as únicas vezes que dedicava meu tempo a passar inteiramente com ela era quando fazíamos sexo... E nunca pensei que isso fosse se tornar tão insignificante nesse momento. São tão pouco os motivos de convencê-la a me escolher que possivelmente seja por isso que exista tantas possibilidades contra mim.
Quando notei que minhas mãos tremiam de raiva, que estava sendo difícil encarar a realidade eu precisei me ocupar, peguei a primeira coisa que me veio em mente para fazer.... Eu tinha que me acalmar, pra isso tinha saturar ao máximo minha mente, no entanto, quando eu finalmente estava conseguindo me concentrar depois e horas de tentativa o nome da minha ajudante apareceu no meu celular em um toque chamando.
–Oi Eloise..–Atendi sem um pingo de animo.
–Credo, até parece que cometi um crime! Eu não fiz por mau...-Suspirei pesadamente, ela achava que eu lia mentes, como ia saber se foi por mal ou não?
–Não vou conversar sobre isso pelo telefone, mas vamos resolver isso depois.-Ouvi um som do outro lado estranho como que surpreso.
–Está com tanto ódio assim de mim?–Ódio? Não eu jamais sentiria isso em relação a ela, mas esse sentimento horrível invadindo não me deixaria dizer isso.
–Uma palavra forte, mas não muito diferente.–Disse isso com certo rancor tendo uma leve pausa assustada como resposta.
–O que está fazendo?-Perguntei com uma falha na voz, será que estava com medo?
–Organizando umas fichas mau escritas aqui, por que?-Respondi estranhando.
–Pra eu ir ai termos essa conversa...–Suspirei ao ouvir isso, ter ela agora aqui? O humor que eu estava?
–Agora?! É um pouco tarde.-Falei prontamente.
–Nunca foi um problema...Chego ai em vinte minutos!–Ela desligou na minha cara como que não querendo ouvir represarias quanto a vir.... Agora tinha que preparar meu espirito para o que viria a seguir.
Esperei pacientemente ela entrar e com o olhar todo apreensivo iniciar a conversar, respirei fundo dizendo para tentar não agir como se isso fosse um interrogatório.
–Se está zangado por eu não ter contado devo...-Interrompi sua fala levantando minha mão, vê-la machucada me fazia sentir mal.
–Pois é, um bocado de coisas não foram ditas, ontem e até hoje de manhã você me disse que eu não poderia saber e que mais tarde descobria, dai vem a Jade e me diz que você entrou no carro com um estranho dizendo coisas esquisitas pra você não me contar?! Imagina a minha cara de idiota quando descobre que se tratava de David Norton o FDP que vem tentando ferrar meus garotos desde que conheci e... você é namorada dele...-Expliquei a questão de todo problema de uma vez para que ela compreendesse o maior motivo de eu estar como estava, se Eloise tivesse me contado eu a teria ajudado e ao invés de uma duvida ela teria ganhado minha confiança para eternidade, mas ao invés disso preferiu o caminho mais árduo para trilhar.
–Hey muita calma! Eu não sabia nem que vocês mexiam com isso, não sei o que você está imaginando, mas eu e David não temos nada!-Mirei ela duvidoso.
–Sério!? Então por que estava rumo a Las Vegas com ele Eloise?! Você pelo que seu irmão me contou era o braço direito dele e pelo que sei estava completamente apaixonada naquela época, então tipo que aparece por aqui dizendo que quer ser assistente!-Ela arregalou os olhos surpresa quando coloquei esse ponto em questão.
–Okay, primeiro eu tinha doze anos, não tinha muita coisa na cabeça e segundo EU não estava armando nada com David, isso está fora de cogitação!-As vozinhas incomodas na minha cabeça diziam o contrário, ela devia gostar ao menos um pouco dele não?
–Então por que não me contou? Por que ficou se encontrando com ele as escondidas!-Questionei ressentido, ela sabia que eu não gostava de nada pelas costas e ainda sim fez isso.
–Não fiquei, eu me encontrei com ele uma vez e foi por que ele me obrigou!-Obrigou? Me parecia pouco provável com uma garota que tem quatro irmãos e um pai daquele tamanho ótimos em brigas.
–Não consigo seguir seu raciocínio, você é namorada dele..-Ela já acenou me interrompedo.
–Eu sou ex!
–Certo! Ex, o braço direito, ele te chama pra dar um passeio obrigatório você vai e não conta pra ninguém, ele te chama pra ir pra Vegas a força e você vai e não conta pra ninguém!? Sério, isso não me parece ser tão forçado assim!-Ela voltou a negar constantemente.
–Talvez eu estivesse sendo ameaçada!-Essa era a desculpa?
–Abra o jogo sim?! Você teve uma recaída, andou conversando com ele antes de sair ou sei lá....Me conte!-Eloise fez uma careta zangada com que tinha acabado de dizer.
–Eu não conversei com ele! Ele endoido e apareceu, o que realmente te faz pensar uma coisa dessas?
–Sua falta de confiança em mim talvez!?-Retruquei mais zangado ainda.-Seu jeito de nunca contar nada, eu não sei Eloise, me diga você qual é o problema?! Você se enfia nessas enrascadas e eu nem entendo por que não pede ajuda ou caramba eu não sei! Você me faz pensar o pior quando esconde!-Ela engoliu seco com minha perplexidade.
–Bom pra começar eu não vi o David desde...Uns quatro anos por ai...-Não era isso que eu queria ouvir.
–Melhor começar com a parte do por que se envolveu nisso?!-De preferencia dos motivos de se envolver com ele.
–Eu era nova, achei que ele fizesse parte dos caras legais que se disfarçavam de bad boy e ai acabei me envolvendo, foi um erro...-Voltei a mirar ela sério quase a interrompendo, mas ela notei fazendo que sim.-....Eu tinha uma prima quase irmã que morava praticamente com gente, até os dez éramos inseparáveis, até meu tio conseguir um emprego melhor em outra cidade e levar ela! Era minha única amiga e me foi arrancada de uma forma rápida demais... Depois disso tive imensas dificuldades em fazer amizades, eu ficava o dia inteiro na academia do meu pai treinando achando que isso ia fazer a dor passar, eu estava tão frustrada que a aula me corroía por dentro e todos os dias eu tentava fugir...-Ela soltou um risinho carismático se lembrando, enquanto eu ouvia tudo cautelosamente.-... Em uma dessas escapadas encontrei David com sorrisinhos malandros, não engoli as conversas dele no primeiro instante, achava meio ridículo um cara da idade dele vir pra cima de mim.... Ele me testou, só soube disso quando entrei pra gangue e notei os caras que haviam me provocado e com uma lábia bem esperta o filha da mãe me cativou, acho que tomou o espaço vazio que minha única amiga tinha deixado por que ali eu tinha uma cambada de amigos. Pelo menos era o que eu pensava.-Ela me fitou séria engolido seco.-...Mas um dia eu percebi que algumas coisas não se conectavam, os trabalhos que ele nos mandava fazer, a principio não desconfiei, só que eu sabia, mas não conseguia convencer a mim mesma de agir ou correr atrás da verdade, eu costumava pensar que estar feliz bastava!-Agora mordia o lábio inferior sem jeito.-...Até eu-eu ver o que ele tinha feito com Mike... Eu achei que ele não fosse sobreviver, tive que esperar todo mundo largar ele lá pra tirar ele...O corpo estava tão ensanguentado...Foi horrível!-Nesse instante sua expressão havia mudado para zangada.-....Então eu decidi dar um fim a tudo aquilo, dei um jeito de convencer a todos para irem em horário diferentes, com diferença mínimas, assim eu podia pegar um por um sem qualquer problema.-Fiquei um pouco surpreso, ela tinha dado entregado todo mundo, ao que me lembro eram muitos na gangue dele, pra alguém na idade dela ouvir isso era espantoso.
–Você entregou todo mundo?-Perguntei e ela fez que sim na mesma hora.
–Claro! Uma coisa é você passar trote ou fazer uma justicinha qualquer, outra era dar uma de Don Corleone e sair por ai espancando os outros e mexendo com coisas ilegais! David tinha pirado, ou sempre foi e nunca percebi.-Se ela chegou a esse ponto, então talvez não houvesse tanto sentimento assim pelo miserável.
–Eu conheci ele no reformatório, ele tinha sempre conversas perigosas que tornava violência ser uma coisa comum......Quando seu irmão me contou que você gostava dele, fiquei preocupado com a possibilidade de terem o mesmo pensamento.-Confessei em um pigarreio.
–Te garanto que qualquer sentimento que tivesse por ele acabou quando a mascara dele caiu e eu ganhei uma hora e meia de porrada por ter acabado com o negocio dele...-A vi levantar a blusa mostrando uma cicatriz que já tinha notado antes, mas nunca me perguntei onde a tinha conseguido, nesse momento ouvindo isso, quis matar aquele infeliz.-...Ele me empurrou com força contra um canto do galpão, não machuquei isso na hora, mas com os chutes me empurrando acabou furando... Alguém que faz isso com seu braço direito como você diz, não seria capas de fazer coisa pior com meros conhecidos meus?-Ofereci o meu lado para se sentar, queria abraça-la e dizer coisas agradáveis em seu ouvido, mas estava um tanto envergonhado para isso.
–Ele nunca te contou da gente?-Ela riu negando.
–Ele não me contava praticamente nada, dizia que tínhamos um serviço aqui outro ali....Uma vez chegou todo machucado dizendo que uma gangue de oito caras tinha batido nele, eu na minha santa experiência sabia que não era bem verdade, só que pra não desmoralizar ele na frente dos outros não contei a ninguém que tinha...Agora eu sei o que houve...-Sorri sem jeito, abaixando o olhar.
–Devia ter me contado antes...-Murmurei sem jeito.
–Tipo o que?! Que no passado levei a surra de um garoto e por causa disso eu não suporto a idéia de ser mais fraca que vocês? Bom você também não me conta muitas coisas pra eu dizer não é?! Pra mim isso também é passado!-Concordei ela tinha razão, havia muitas coisas que ela não sabia sobre mim.
–Desculpe ter te acusado...-Pedi sem jeito.
–Tudo bem, foi uma tremenda coincidência mesmo, quem poderia dizer que eu me envolveria logo com você o inimigo do David!?-Assim que ela disse isso o silencio pairou no ar, um incomodo silencio... Eu não tinha coragem de tocá-la depois dessa conversa cheia de desconfiança, não saberia por onde começar ou se devia começar algo. Mas quando sua mão alcançou a minha em meio a um sorriso tímido.-Ainda sou sua namorada?-Assim que isso soou mesmo que baixinho em sua voz ao consegui conter tamanha felicidade brotando em mim, é como se a minutos atrás não tivesse estado em desespero.... Eu não sabia se ela me amava, mas acho que esse gostar que ela dizia sentir era o suficiente para me deixar feliz.
Ao final da noite mencionou algo que me deixou bastante confuso, disse que queria ter um vinculo comigo... Mas não compreendi o que isso queria dizer.
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Depois de algumas ligações finalmente consegui estar ali naquela sala, eu já tinha colocado minhas luvas e só estava esperando sua chegada, um dos policiais me olhava como se já tivesse me visto em algum lugar enquanto aquele de farda mais especial me deu um sinal para ser rápido... Realmente eu não pretendia demorar muito, meu assunto com aquele ser era direto e não exigia muitas explicações. Assim que ele entrou com um olhar assustado ao me ver o delegado pediu aos demais para sair com ele deixando eu e o meliante sozinhos.
–Bonita roupa, combina com você!-Falei iniciando a conversa me levantando.
–O que você quer?-Perguntou ele assustado.
–Conversar sobre um assunto que interessa a nós dois... Eloise Taylor!-Deslizei a mão até pela mesa andando lentamente.
–Você quer dizer a MINHA Eloise Taylor?!-Murmurei rangendo os dentes, sem mais delongas puxei a cadeira dele com toda força até ele e a cadeira baterem na parede.- Gu...-Antes que gritasse segurei em sua boca pressionando o espaço da bochecha no qual o maxilar ficou imóvel, se movesse a boca morderia a si próprio, o palmo da minha mão bloqueando o som.
–Esse é meu último aviso.....-Vociferei bem baixinho ao seu ouvido com seus olhos me observando de canto apavorado.-... Se chegar perto da minha ajudante mais uma vez.... Eu juro pela alma do meu pai que o que você passa nessa cadeia vai se tornar o céu comparado ao que eu vou fazer com você! E nós dois sabemos que eu não sou de dizer coisas da boca pra fora...-Rangi os dentes com muita vontade de soca-lo, porém o trato que fiz com o delegado fora sem agressões físicas visíveis ou sobraria pra ele, então o soltei no mesmo instante.-....É uma promessa.-Me recompus enquanto continuava me olhando apavorado.-..Guardas eu terminei!-Logo que disse aquilo eles o levaram e eu pude sair.
Adoraria dar um exemplo do que o esperava, mas isso resultaria em eu atrás das grades.
Os pais da Eloise me convidaram para uma festinha de comemoração na casa deles, e depois de uma historia longa e mentirosa partindo do Senhor Taylor eu tinha tido a completa certeza da onde minha ajudante havia herdado suas esquisitices.
Mas o melhor dessa festa foi a noticia que o John me deu, meu pedido de levar as meninas nas viajem foram atendidas, eles entenderam que havíamos perdidos as outras finais por conta de excesso de trabalho e dessa vez permitiriam elas irem para me ajudar, porém o sorriso malicioso no rosto da minha ajudante mostrou que ela não sacou muito bem qual seu dever lá.
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Havia acabado de fazer uma lista de coisas para levar na viajem e claro preparar outra lista de afazeres para elas.Para variar recebi a visita inusitada da Eloise depois que nossa vitória foi confirmada... O que mais me deixava contente era essa necessidade esquisita dela de ao querer sair de perto de mim.
–Você vai ter que tomar conta do Devan!-Disse a ela que lia a lista.
–Eu ainda não tive nenhum filho com você que se chama Devan pra eu tomar conta dessa criança!-Falou ela fazendo careta.
–Ainda? Pretende?-Questionei rindo, mas recuperando o velho assunto.-...Eu preciso que você cuide dele ou ele vai ficar no meu pé a viajem inteira, Jade não aguenta ele então vai ter que ser você!-Ela voltou a fazer uma careta.
–Espero que isso não seja desculpa pra me ocupar enquanto você dá atenção para suas fãs...-Dei uma gargalhada tirando o papel da mão dela.
–Sério, às vezes quando você fala isso penso estar falando de outra pessoa!-A ajudante me fitou confusa.
–Por quê?-Eu abri os braços apontando pra mim.
–Meu um metro e sessenta, junto ao cabelo desalinhado, sorriso metálico, olhos escuros e voz da morte podem ser o motivo.... Também tem a minha péssima reputação, mas vou me limitar só aos quesitos vistos.....-Eu esperava um sorrio ao invés disso me mirou zangada.
–Ahh então mais uma vez você está dizendo que se sua aparência agradasse geral seria capaz de até ficar com uma fã, mas está limitado graças a ela...-Neguei.
–Não! Estou dizendo que seus alertas são inúteis se tratando de mim!-Ela apertou os olhos com uma expressão ainda brava, se levantou vindo até mim e se dirigindo comigo até um espelho ficando atrás de mim.
–Pois eu não vejo assim, olha só... Eu vejo um cabelo de cor perfeita pra você que já está alinhado, vejo olhos que se parecem com bolinhas de chocolates recheados que podem fazer qualquer uma se derreter, um sorriso metálico de sabor adorável, uma altura exata para alguém se satisfazer e voz mais sexy dessa cidade...-Eu gargalhei olhando pra ela, só podia ser maluca dizendo isso.
–Eloise, sugiro você fazer um exame de vista junto a procurar um psiquiatra por que acho que você foge da realidade!-Voltei a arrumar minhas coisa ouvido ela bufar.
–Por que é tão difícil pra você acreditar em mim quando eu digo que te acho maravilhoso!? Tanto fisicamente quando interiormente!-Respirei fundo olhando pra ela.
–Por que eu não sou cego, eu tenho espelho e uma consciência do que sou!-Ela mexeu os ombros com desdém.
–Querido jogue sua consciência fora, ela está sendo uma péssima conselheira! Dillan acha que eu ia fazer tanta questão de ficar com você se realmente fosse isso ai que está dizendo?-Ohh ela falou meu nome, então estava falando sério.
–Eu não sei, as vezes eu penso que deve te faltar um parafuso a mais e por isso você desenvolveu isso...-Comentei rindo o que não agradou ela.
–Pois eu não sei quem disse essas coisas horríveis pra você acreditar tão fielmente, mas EU Eloise Taylor, a garota mais cobiçada do meu colégio, digo com todas as letras que....-Ela se aproximou de mim sorrindo.-...Não troco meu capitão por nenhum homem no mundo....-Sorri sem graça sem tirar os olho do dela.-...Se alguém um dia disse que você não era incrível, mentiu feio por que você é incrível!
–Eu não sei onde você quer chegar com essas bajulações, mas vai conseguir rapidinho....-Murmurei tímido, acho que nunca tinha ouvido algo do tipo e era tão estranho estar sendo direcionado a mim.
–Argh! Caramba! Não é bajulação!-Revidou brava virando de costas.
–Ohh é uma pena por que eu estou com tempo livre daqui a pouco, porém já que não quer nada vou procurar outra coisa pra fazer!-No mesmo instante ela se virou sorrindo lado.
–Nada disso! Esse tempo é meu, pode marcar ai!-Não me importava muito o que eu era ou deixava de ser se fosse o suficiente pra ela estava de bom tamanho.
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As viajem no ônibus foram uma luta, principalmente com a mal humorada da Jade com suas mil reclamações, pedindo silencio o tempo todo e dizendo que tinha que retocar o preto do lápis. Eloise foi outra que não deu sossego, eu passei a lista pros garotos marcarem o nomes para revezarem e irem sentado comigo por cidade como sempre faço e a atentada escreveu o nome de uma trinta vezes, tive que fazer a lista eu mesmo ou ela iria sempre colocar seu nome mais do que o devido. Não que isso não me alegrasse ao contrário, adorava quando adormecia e ela inventava a desculpa de não conseguir dormir com a Jade, ter esquecido a coberta ou que tinha uma batedeira rocando na poltrona de trás, com seu charme tirava quem estava do meu lado e insistia em dividir coberta comigo.
Finalmente paramos em uma cidade no qual ficaríamos uns cinco dias diretos pro jogo, pra economizar grana resolvemos alugar uma casa não muito grande e encher um quarto de colchões. Ela já vinha parcialmente mobilhada, quer dizer faltava algumas coisas como chuveiro, o que tinha era um cano de agua gelada, mas no tomaríamos banho no espaço do campo de baseball. O primeiro jogo foi até fácil demais, estava ansioso pelo do dia seguinte, pois tinha descoberto que eles iam mudar de tática.
–Bom dia ajudante!-Falei para Eloise que estava distraída olhando para o teto, passei a mão na frente dela que me sorriu sem jeito.
–Ohh Está tudo pronto!-Ela apontou pra mesa e eu fiz que sim, mas não me pareceu um sorriso sincero.
–É, eu vi! Devan ajudou em alguma coisa?-Meu irmão logo se animou confirmado.
–Sim senhor! Fui eu que lavei as vasilhas e não quebrei nenhuma.
–Mentira ele lavou uma colher e o bule!-Replicou Jade que também não me pareceu a seca gótica de sempre.
–Hum... Está tudo bem?-Perguntei a minha ajudante que fez que sim sem jeito mais uma vez, e lá vamos nós de novo com os segredinhos. Mas eu achei melhor não questionar nada no momento, depois dos jogos eu conversaria com ela sobre essas atitudes.
Precisei refazer minha tática também se quisesse vencer sem preocupações, porém apesar de uns meros erros de cálculos ganhamos felizmente, eu só precisei trocar a posição dos mais rápidos pelos que arremessava melhor, usando eles com os jogadores adversários que eu já sabia quais as especialidades. Depois do jogo ver toda aquela animação dos garotos era de uma certa forma revigorante, fazia tempo que não via eles alegres e convictos de que ganharíamos esse ano o troféu estadual.
–Okay galera, olhem pra mim agora!!-Gritou Jade entrado de surpresa, bom não sei o que era mais surpreendente ela gritar daquele jeito ou entrar no vestiário enquanto todo mundo estava suado e sem camisa... Ela sempre dizia que depois do jogo preferia fingir que nãos dos conhecia pra não ter contato físico.-Eu não estava muito de acordo, mas... Alguém me disse que não cabe a mim decidir por todos, e pensando bem acho que todos nós merecemos ouvir isso...Entra estropício!-Estranhei todo aquele discurso e assim que ela disse ‘estrupício’ eu pensei no meu irmão ou no Jake, mas Devan estava aqui e Jake só viria amanhã.... Porém quem estrou foi um fantasma do meu passado, estava diferente, mas não o suficiente para eu não reconhece-la, sim era ela, aquela a quem tenho evitado até mesmo lembrar o nome, a garota que um dia se tornou uma das mais importantes pra mim e agora não passava de uma memoria ruim que eu tentava a todo custo esquecer, o que ela fazia aqui? Eu quis dizer algo, mas não tinha saliva, voz, vocabulário que expressassem o terror que eu senti.... Era como se as palavras daquela noite voltassem a gritar a minha cabeça e eu estivesse drogado o suficiente para não consegui me mover. Eu só conseguia encará-la, nada mais.
–Oi gente...-Ela se colocou o centro e todos já a reconheceram também desferindo vaias.
–Que brincadeira de mau gosto é essa Jade?! Trazendo isso pra falar com a gente!?-Perguntou um dos meus garotos aterrorizado, minha amiga deu a entender que não era bem mais culpa dela.
–Acho que todos vocês tem motivo de sobra pra ter raiva de mim, mas eu gostaria que ao menos me ouvissem...-E eu que rezei tanto para nunca mais ter que ouvir o som dessa voz.
–Pra fazer o mesmo que antes?!-Revidou outro dos meninos, queria fazer o mesmo, manda-la embora, mas nem isso eu conseguia, o que ela queria? Me ofender? Cadê a enciumada da minha amada ajudante quando se precisa dela? Por que ainda não socou Melissa pra fora daqui? Mirei-a de relance que parecia cabisbaixa só então que eu percebi.... Eloise não a conhece se conhecesse não estaria tão calma vindo aqui para me xingar.... Queria que minha ajudante segurasse em meu braço agora para me levar daqui, que me obrigasse a não ter que ouvir isso.
–Só ouçam!-Ela respirou fundo pronta pra falar e tive que engolir seco já esperando as novas ofensas.-Eu sei que ofendi vocês, principalmente o Dill, e mesmo que não faça diferença agora eu vim me desculpar por tudo e dizer que...Eu cometi uma injustiça com vocês.-Ela está se desculpando? Agora eu não entendi...
–Não é o suficiente! E está um pouco tarde convenhamos!-Gritou um dos garotos fazendo o outro rirem.
–Eu sei disso, na verdade eu não acho que conseguiria expressar com palavras o quanto eu sinto pelo que fiz, assim como não acho que não existem punições suficientes pra que eu pague pelo que fiz, mas se querem saber eu já estou pagando pelo meu erro, meu pai foi acusado, meu namorado tinha um caso com ele e aqui estou eu pedindo desculpas pra um pouco de paz...-Bom, eu não poderia dizer nada quanto a isso, a vida dá voltas e que historia é essa de um pouco de paz? Quando ela disse aquilo estava tão certa da verdade e agora estava se fazendo de inocente? Eu aceitei minha realidade, o que ela realmente queria com isso?-...Por isso acho que vocês merecem esse titulo estadual como nenhum outro e mesmo que não faça diferença eu realmente estou torcendo por vocês!-Pela cara do meus garotos nada ali fazia muita diferença, ouvir de uma pessoa que não gostamos que está torcendo por nós era rotina no nosso colégio o que queria dizer que nada que ela dissesse mudaria o sentimento de ninguém ali em relação a ela, talvez alguns a detestariam menos... De repente ela se virou pra mim, o que eu sinceramente não queria, a ultima vez que fiz contato visual com ela estava me chamando de porco imundo e herdeiro do corcunda de notre dame, será que era agora que ela me ofenderia? Quis gritar “Eloise dá uns tabefes ela por mim?!”, mas não conseguia.-...Acho que pra você minhas desculpas não bastaram, por isso...- Desculpas? Ela quer se desculpar? Qual é o truque agora? Se o pai dela estava na cadeia e o namorado gay a tinha abandonado, ela sozinha não conseguiria me atingir.-...Gostaria de conversar com você a sós!?-Eu não queria, fiquei encarando ela pra tentar compreender o jogo além desse ‘a sós’, mas não capitei.
Eu não sei bem o que se passou na minha cabeça quando aceitei ir, acho que eu queria dizer que ela estava errada, queria falar que tinha uma pessoa ali dentro que gostava de mim pra valer! Não pra causar alguma coisa nessa garota, eu não tinha que dar satisfações a ela e nem queria..... A verdade que eu só conseguia pensar na Eloise... Se ela tinha juntado forças para encerrar sua historia com David, se ela tinha tido coragem para enfrentar uma gangue inteira e enfrentado a pessoa por quem tinha apaixonado ao ver que ele só fazia mal a ela e se ela pode deixar todo esse sentimento pra trás e ficar comigo... Então eu também conseguiria, que a partir de hoje seja como Jade havia falado... O nome Melissa não teria mais impacto nenhum em mim, pois o rancor que eu tinha sobre ela deveria ser convertido em algo mais especial devolvido a responsável por isso.
Minha adorada e enciumada ajudante do time.
Notas finais
Sobre inner 1.1, forcei minha mente conseguir transformar em uma sequencias.... MAs vou explicar melhor quando postar em inner pq nem todos os leitores de lá são daki =/
Até o proximo! =D
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