See Me

13 A decisão


Notas iniciais
Olá minhas adoráveis readers.... Eu sei, Mai é má, Mai é muito má... que historia é essa de postar um monte de cap em outra historia e esquecer see me?!! Heheeh

É que funciona assim, enquanto eu to com uma historia na cabeça é impossível me concentrar em outra.... Mas consegui incorporar o Capitão por esses dias (no bom sentido) e escrever xD

Um agradecimento especial a Lacie pela recomendação *__*
E a todos pelos reviews!

Quero na verdade agradecer MUITO a todas pela paciência com essa escritora negligente, já disse isso, mas repito, como escrever é um hobby o povão aqui de casa não vê com bons olhos eu ficar por exemplo cinco horas sem parar na frente do pc escrevendo ç.ç

Mas a verdade é que eu AMO muito escrever... E principalmente agradar outras pessoas com o que eu escrevo *____*

Bom sem mais delongas né?!

Boa leitura e desculpem os erros!

Capitulo 13

A decisão



Deveria ser a decima vez que me perguntava por que ainda estava ali, nenhuma palavra fora dita nem por mim ou por ela, ao mesmo tempo que sentia imensa vontade de voltar outro sentimento de curiosidade impedia meus pés de se moverem, eu queria saber qual era o proposito daquilo.... Qual a razão de ainda existir um assunto entre nós por mais que eu não quisesse. De certa forma eu estava em choque, uma droga psicológica invadia minha mente que não permitia que eu impusesse minhas desajeitadas vontades de “Caia fora daqui”, imaginei que a imensa negação que enfiei goela a baixo todos esses anos quando o assunto era Melissa agora voltaram e bloquearam minha ação diante dela.



Era como evitar falar do diabo para nunca ter que vê-lo e não saber o que dizer agora diante dele.



Mas vendo ela assim próxima me fazia mal, me brotava recordações desagradáveis de uma expressão raivosa e contente dela enquanto minha visão estava embaçada e eu mal conseguia me mover, vestida tão linda só para me destruir junto ao seu cumplice me lançando sorrisos maldosos.... Porém nada doía mais do que as palavras afiadas sendo arremessadas sem qualquer eufemismo como lança.



Então, quem era aquela garota a minha frente? A do dia da comemoração ou a que fingia gostar de mim?



Parecia outra, uma que nesse tempo todo junto a ela eu não cheguei a conhecer verdadeiramente. Neguei a mim mesmo por esses anos até sua existência para me confortar, a garota do palco era tão malvada quanto aquela que me jogava gentilezas falsas com palavras gentis..... Esquecer era impossível e naquele momento era como se eu tivesse tudo vivido ainda, como se tivesse voltado no passado só pra sofrer de novo.



O sorriso que ela me lançava agora era o mesmo de antes, o que acabou me fazendo lembrar de quando eu a conheci.



.:Flash back:.


Sentado com as pernas para cima na mesa enquanto assinava uma lista a menina de cabelos alinhados e uma fita singela envolta dele mantinha seus fixos seus olhos em mim, ela parecia querer falar, mas acho que tinha medo ou só estava sendo cautelosa para eu não vê-la por trás da mascara.

–Porque baseball?-A voz aguda dela me surpreendeu e seu interesse repentino mais ainda.

–Como assim?-Ela sorriu abaixando a cabeça timida ou era isso que queria que eu pensasse.

–Dizem que você é forte.... Um esporte que envolva mais força bruta não seria melhor...?! Como luta?-Eu estranhei a pergunta naquela época, mas ela parecia tão inocente que a deixei livre de qualquer suspeita.

–Só por que eu sou forte não quer dizer que gosto de brigar... Baseball é um esporte que necessita de atenção, disciplina e trabalho em equipe e eu gosto de fazer parte de uma equipe de iguais.-Ela voltou a sorrir tocando minha mão, cheguei a levar um susto.

–Você é realmente uma pessoa incrível Dill!!-Palavras tão reversas a que me dissera meses depois....


Alguns meses depois



–Você é patético, não é!? Tão idiota que acha mesmo que o que faz é bom! Quer saber o seu lugar? Uma cadeia, manicômio... Melhor! Um zoológico de animais, por que é isso que você é! Um animal, um delinquente horroroso e infeliz que desconta a frustação do seu fracasso nós outros.... Não é atoa que a maioria das pessoas não querem chegar perto de você, EU sinto náuseas perto de você, sua MÃE que te cuspiu no mundo não chega perto de você....-Naquela noite eu só queria entender o por que, com todos vendo sem coordenação motora, sem forças, com orgulho sendo pisado ao chão.... Eu senti uma imensa vontade de morrer, apertaria o botão de ‘desliga’ em mim se existisse, daria um tiro no meio da minha própria testa se tivesse uma arma e quando finalmente consegui sair dali... A coragem para me jogar na frente dos carros faltou enquanto eu desabava no choro.



Eu parei com tudo, pensava que ela tinha razão de dizer aquilo, fazia sentido de certa forma... Minha mãe não demonstrava afeição por mim, meus colegas de sala me detestavam, nem mesmo eu sinceramente conseguia gostar de mim... Eu tinha algo de bom? Se tinha não conseguia encontrar. De desgosto, se tornou ódio, eu odiava me ver nos espelho, odiava meu nome, odiava ser quem eu era, odiava acordar de manhã e não acreditar que ainda estava vivo, pensava que Deus não devia ter me criado, que ele havia errado os números lá de cima e mandou um ser que não devia ter existência. Pontes, sinais verdes enquanto andava pela rua, facas afiadas e até venenos em prateleiras de supermercado se tornaram chamativas pra mim.... Meus amigos... Bom eu não queria que eles perdessem seu tempo comigo.



Quase um ano depois eu estava sentado no meio fio na entrada de um supermercado com um pote de sorvete nas mãos devorando em colheradas olhando o movimento da rua cabisbaixo enquanto esperava o meu pai vir me buscar quando notei alguém olhar pra mim.


–Cooper?-Meu sobrenome fora pronunciado sem muita certeza, eu deveria estar asqueroso com as roupas amarrotadas, cabelos desalinhados quase batendo no ombro e uma barba mal feita preenchendo o rosto, não a culparia de não ter me reconhecido de imediato, até mesmo tinha ganhado alguns quilos. Assim que olhei pra ela reconheci a mãe do Julian, ela sempre torcia firme pelo time, mas não pensei que fosse perder seu tempo conversando comigo já que eu não estava mais no time.

–Ah...Olá senhora Tuner...C-como vai?-Falei em um quase engasgo limpando a boca na blusa e a mão a calça, pensei em apertar a mão dela, porém estava morrendo de medo que ela ficasse ofendida em retribuir o tratamento.

–Poderia estar melhor... Se o capitão do time do meu filho voltasse...-Ela respondeu tocando minha mão sem apertá-la pois estava segurando varias sacolas, depois acenou pro espaço vago do meu lado.-...Posso?-Eu fiz que sim cabisbaixo.

–Claro...-Me apertei no canto ouvindo ela suspirar.

–Eles estão perdendo feio, mas pela sua cara não quer falar disso....-Eu pigarreei enchendo a boca de sorvete, realmente não queria, o time me lembrava basebal, baseball me lembrava Melissa, Melissa me lembrava que eu não deveria estar vivendo e isso me fazia mal. Abaixei mais o rosto sorrindo sem graça sem saber o que responder.-Sabe o que eu encontrei outro dias?-Ela mudou de assunto e eu fiz que não fingindo me interessar pelo assunto.-Aqueles blocos que você fez o Julian escrever o que ele queria, lembra do que fazia quando ele dava aquelas crises momentâneas?-A mirei estranhando essa conversa.

–Eu tentava conversar com ele, fazê-lo escrever e ocupar a mente, pra mudar o foco... Por quê?-Ela sorriu negando.

–Fiquei pensando esses dias nas noites que você perdia do lado de fora do banheiro, tantas coisas aconteciam lá fora, tantas oportunidades surgindo e sumindo, tantas coisas a serem feitas no time, mas Dillan Cooper estava sentado escorado na porta de um banheiro as três horas da manhã tentando conversar e ouvindo gritos de um viciado oferecendo barbaridades em troca da liberdade pra se drogar....Antes, eu tinha desistido do Julian Dillan, assim como todo o resto da minha familia....-Franzi o cenho sem jeito sem saber aonde ela queria chegar com aquilo.-...Imagine o que é pra mim um dia chegar em casa sem esperanças e um rapazinho da idade do meu filho dizendo coisas contrárias ao que até mesmo eu acreditava, que queria que Julian se juntasse ao time, que achava que ele tinha potencial e que não mediria esforços para isso... Foram dias árduos, terríveis, eu mesma não pensei que ia dar certo, mas hoje eu chego em casa e vejo medalhas na parede, levo Julian pra ver os avós sem medo de ouvir represarias e eu entro no quarto dele e apesar da bagunça ele está lá se esforçando pra escola não tirar ele do baseball...-Abaixei a cabeça mais ainda evitando contato visual engolindo seco.-...Agora?! Eu acho que aquele rapazinho parece não ter noção do que fez, você salvou mais do que o futuro do meu filho Dillan, salvou minha familia mesmo quando eu achava que ela não teria.-Pigarreei respirando fundo, mas mesmo que quisesse que ela parasse com aquilo eu não tive coragem pra pedir.

–Eu fico honrado que pense assim, mas.... A realidade é um pouco mais complicada e eu....-Senti sua mão passar em volta dos meus ombros fazendo um abraço de lado.

–Julian me contou filho.... E acredite nessa velha rica em experiência de vida quando ela diz que aquela menina não sabe de nada, ela estava errada, as palavras dela serviam mais pra ela do que pra qualquer outra pessoa... Você não é o que ela disse e eu sei que um dia alguém vai realmente mostrar pra você que estou dizendo a verdade...-Sorri sei jeito recostando minha cabeça no ombro dela chorosa.

–Mas Melissa tinha razão senhora Tuner... Olha pra mim!? Eu não passo de um...-Revidei vendo ela colocar a mão na minha frente fazendo que não.

–Acha que ela sabe mais do que eu? Você é diferente, é especial.. É a única pessoa que eu colocaria minha mão no fogo e teria orgulho se fosse meu filho!? Um dia Dillan.... Um dia eu sei que vai ter alguém que fará todas as palavras dessa menina perder o sentido e ela vai te mostrar que EU tenho razão, você é um garoto incrível!-Não consegui dizer nada que refutasse ela, seu olhar sobre mim via uma pessoa diferente da que eu via no espelho.


Depois daquele dia eu confesso que tive um impulso, criei coragem e aceitei a realidade da situação.... Depois de um tempo consegui voltar engolindo com toda força o que aconteceu fingindo que Melissa não existia.



.:Flash back:.



Enquanto o passado era esfregado na minha cara notei ela parar no meio da arquibancada se sentando no banco olhando para mim esperando alguma coisa, será que ela quer que eu inicie a conversa? Pensei em fazer isso com um xingamento, mas minha língua estava presa.



–Faz muito tempo, não?!-Iniciou em um sorriso sem graça, eu tinha que responder?-...Não sei bem por onde começar, desculpas eu já pedi, mas...-Respirei fundo, a voz dela me passava algo ruim, talvez mais lembranças.

–Eu vou voltar...Tenho mais o que fazer....-Finalmente pude dizer mesmo que em tom baixo, mas assim que me virei fui barrado por ela negando.

–Não, por favor, espera... É que é complicado, olha, eu cometi um erro e estou tentando escolher palavras que possa te fazer entender que eu sinto muito e quero conserta-lo.

–Passado não se conserta, se aceita e sinceramente de palavras suas tanto boas quanto ruins eu já estou por aqui!-Acenei acima da cabeça tentando passar por ela.

–Dillan eu fui enganada, eu acreditei na pessoa errada.... Meu pai mentiu pra mim, disse coisas horríveis sobre você que vim descobrir não ser verdade tarde demais!-Ela me parou mais uma vez.

–Você?! Enganada?! Não te parece ridículo dizer isso depois de ficar meses do meu lado, vendo de perto o que eu fazia?-Me fitou tristonha negando.

–Eu sei, por momentos eu entrei em conflito com isso... Mas pensei que estivesse fingindo, Nick disse que estava fazendo isso para me conquistar, então eu não sabia o que pensar!-Ela suspirou me encarando.-Além do mais, coloque-se no meu lugar, era o meu pai, dizer que você estava certo era dizer que ele fazia aquelas coisas!-Sorri de lado não acreditando.

–Ponha-se você no meu lugar! Afinal, o que você quer comigo?!-Questionei impassível a vendo engolir seco.

–Eu não sei, restaurar aqueles tempos, pode não acreditar, porém naquela época eu era feliz ao lado de vocês.... Quer dizer, do seu, queria restaurar aquele vinculo bonito que tínhamos...-Quando ela revidou isso arregalei os olhos espantados, não pelas palavras dela, pois não tinham significado pra mim, mas nesse momento diferentes lembranças vieram a minha mente.... Diferente das outras.... Essas eram sobre uma garota teimosa com hábitos incomuns que parecia sempre querer ficar comigo e eu gostava imensamente de estar com ela. Em uma noite essa garota mencionou sobre vínculos e olhando para a que estava na minha frente eu entendi o que minha ajudante quis dizer.



Mirei Melissa encabulado, todo esse tempo tudo que eu tinha feito me lembrava ela, enquanto palavras da minha amada Eloise pareciam sempre escapar de minhas mãos, eu gostava tanto dela, porém o rancor que eu tinha da ex-ajudante não permitia que eu firmasse as coisas entre a gente... Eramos como linhas de aço inquebrável interligadas por um feixe frouxo que no menor dos abalos se soltava, não existia um nó que nos prendia solidamente.... Por outro lado o vinculo de rancor que eu tinha com Melissa mesmo nesses anos que passou era forte suficiente pra enxerga-la em todo mundo. Por que? Se minha vontade era ficar com a Eloise e nada mais? Como fazer esse vinculo entre mim e ela?



De uma coisa eu tive certeza, se continuasse tendo raiva da Melissa, lembrando do que ela fez, acumulando rancor e palavras chaves que fizesse que eu me recordasse dela esse maldito vinculo entre nós nunca se desprenderia.


–Quer saber...-Ela me olhou atenta.-....Acho que exagerei, peço desculpas por isso!?-Ela franziu o cenho não entendendo.

–Desculpas? Pra mim?!

–Não! Pra mim mesmo!-Revidei sério.- Guardei um rancor tão grande de você, por que eu tinha me aberto de corpo e alma, contando, me mostrando de uma forma plena.... Eu coloquei quase minha vida nas suas mãos.-Não quis olhar em seus olhos, mas me obriguei a isso, chega de fugir.

–Você tem o direito de ter rancor...-A interrompi fazendo sinal pra não me interromper.

–Não, não tinha, não devia ter tido isso e me punido dessa maneira quando tudo deu errado, eu fiz coisas ruins, não nego, nunca neguei nem pros meus pais e tanto eu quanto eles sabem o quanto posso ser impossível de se controlar as vezes, mas eu devia ter tido coragem pra me aceitar e não dar importância para alguém tão baixa quanto você!-Assim que disse ela se assustou sem graça.

–Eu sinto muito se fiz você se sentir tão mal...

–Não mais do que eu por ter ficado assim, me privei de tantas coisas por causa de alguém que não merecia.

–Isso quer dizer que não vai me perdoar?-Respirei fundo conseguindo sorrir e segurar a mão dela.

–Ao contrário Melissa, eu te desculpo e ainda digo que sinto muito ter exposto seu pai daquela maneira, a escola não me ouviu, não quis saber da denuncia então eu me revoltei e achei que seria o melhor jeito, mas enfim está tudo bem, não vou guardar mais rancor do passado comigo.-Estranhamente ela sorriu colocando a mãos na boca contente.

–Ahhh Dill.... Não sabe o quanto ouvir isso significa pra mim! Sério eu juro que não pretendo desapontar você novamente.-Franzi o cenho não entendendo aquela frase.

–Eu sei que não vai, não pretendo dar oportunidade pra isso, o fato de eu te perdoa não quer dizer que esse tal vinculo será restabelecido, estou colocando um fim nisso tudo!-Agora ela estranhou minhas palavras.

–Como assim?

–Não quero lhe dever desculpas, gratidões, favores ou mesmo meias palavras ao ditas, eu adorava você, achava que fosse a única pessoa no mundo que encontraria que me compreendesse tão bem que eu não precisaria de mais nada.... Pensei que VOCÊ me completaria, mas eu me enganei, em tudo relacionado a você.-Se existia alguém que me completa agora, seria aquela ajudante maluca que sempre me olhava com carinho e ia pro meu quarto de noite só pra ficar comigo.

–Pensei que pudéssemos recomeçar....-Eu sorri fazendo que sim.

–Sim, eu pretendo recomeçar... Mas com quem não tem duvidas sobre o que eu sou e ainda sim gosta de mim por isso e do fundo do coração Melissa eu espero que você faça o mesmo.-Era o que eu poderia dizer, queria voltar logo e as escondidas fazer as comemorações que minha ajudante tinha proposto tão calorosamente, queria ver o sorriso dela ao me ver, queria ouvir a voz dela dizendo ‘meu capitão’.... Queria arrancar dela ao menos um outro ‘eu gosto de você’.

–Obrigada Dillan, não foi bem como esperava, achei que houvesse uma chance de estar no time novamente, mas fico feliz que não tenha raiva de mim! Espero que vocês ganhem!-Respirei fundo acenando um ‘obrigada’ e ela soltou um risinho.-...Se bem que vocês deviam encontrar outra ajudante de time!-Hun!?

–Por quê? Jade é uma ótima ajudante apesar de desanimada.-Ela sorriu negando.

–Não, imagina! Não estou falando da Jade, to falando daquela outra brutona que vocês arrumaram, ontem ela me deu um soco que está doendo até agora... Uma ajudante de time não devia ser violente assim!-Ela contava sério, mas eu tive que rir.

–A Eloise te bateu?

–E ameaçou! Fiquei horrorizada com a atitude dela!-Ai que eu gargalhei mesmo, isso era tão típico dela, mas Melissa não gostou.

–Você ri por quê?! Ela é estranha, nem conhece os outros e fica batendo e ameaçando só por que eu disse que queria falar com você!-Cessei o riso negando, ela não tem ideia do quanto ouvir aquilo me agradou.

–Ela é minha namorada e por alguma razão esquisita ela morre de ciúmes das garotas que insistem em falar com o ‘capitão dela’....-Respondi deixando ela surpresa, vai ver a Eloise pensou que a Melissa fosse uma das ‘fãs’ que invadem o vestiário.

–Namorada?!!? Mas ela parece mais um menino do que uma menina agindo daquela forma grossa, aquela garota tem problemas! Você devia repreendê-la ou tirá-la do time e que fique só como sua namorada então, por que nessa atitude dela pode estragar a reputação de vocês!- A mirei descrençado negando.

–Ahh dá um tempo né Melissa?! Repreender e tirar ela por que te ameaçou e bateu em você? Quanto muito vou dar um presente pra ela, além do mais você não tem moral pra julgar a Eloise assim e se tinha um menino dentro dela fugiu faz muito tempo....-Com um fogo daqueles só tendo muito folego para aguentar. Ela me olhou mais surpresa ainda vendo meu jeito malicioso de sorrir.

–E se ela tiver armando hein!?

–Tipo você?! Não esquenta, eu posso até ser feio e repugnante aos seus olhos, mas a Eloise não me vê assim e eu não permito duvidas sobre ela, pelo menos não mais, eu conheci a familia dela e até mesmo o primeiro namorado dela.... E ela é sincera comigo... Olha eu não tenho que dizer ou dar explicações sobre isso pra você! Vou dar por encerrado essa conversa lhe desejando tudo de bom...-Estiquei a mão e ela apertei sem jeito.-...Adeus.



Eu pensei em voltar para onde estava todo mundo, na verdade eu cheguei bem na porta do estabelecimento em que ficávamos, porém algo me fez ficar parado sem coragem pra entrar.... “Quem sabe teríamos um vinculo agora...” Lembrei da Eloise me dizer isso, ela queria ter um vinculo comigo, mas como? Como eu faria isso desenvolver? Decidi dar meia volta e fuçar na minha memorias coisas que poderia me dar essa resposta, eu queria entrar no espaço e fazer isso acontecer.



Comecei a andar pela cidade, tinha que ter um jeito, meus sentimentos por ela era tão fortes, por que só isso não bastou?! As pessoas criam vínculos com coisas tão pequenas como promessas ou uma singela conversa franca, eu tive momento tão incríveis com ela e ainda sim eu sentia que não era suficiente para chegar a sua frente e dizer que nada romperia o que tínhamos... Por que isso era mentira, a simples duvida em relação ao David ou da vez do meu irmão já me fez quase destruir o que tínhamos. Eu estava suando então resolvi parar em perto de um banco em algum lugar da cidade olhando para o nada.


Eu via pessoas andando de lá pra cá, alguns casais tão certos do que tinham e eu tinha certeza do que sentia qual era minha dificuldade então?! Talvez o que faltasse para nós dois fosse uma historia, algo que nos prendesse pra valer, mas ainda que fosse isso eu não saberia como desenvolver isso.


Eu não sabia quantas horas eram, só sei que estava deitado em uma grama perto de um rio e a escuridão tomava conta, em outras ocasiões eu teria um pouco de receio em estar ali, mas minha cabeça borbulhava sem parar..... Eu queria tanto fazê-la feliz.


–Hey...Garoto...Você está bem?!-Despertei um pouco confuso vendo um guardinha me cutucar com o cassetete.

–Ahh desculpa, acho que perdi a hora...-Falei vendo o sol alto, caramba eu passei a noite aqui?!

–Perdeu a hora ou está perdido? Seu uniforme.... Você não é do time que veio participar do campeonato?-Perguntou ele me ajudando a levantar, bocejei algumas vezes fazendo que sim.

–Sou sim, desculpa o transtorno, mas eu não me perdi.... O campo fica pra lá não é?!-Apontei pra rua da onde tinha visto e o guarda sorrio estranhando pra mim.

–É sim, cadê o responsável?-Vishh se eu me encrencasse o treinador é que pagaria o pato.

–Deve estar com os outros garotos, olha eu fui inventar de comemorar e acabei exagerando... Será que eu posso ir numa boa?-Ele franziu o cenho me olhando dos pés a cabeça.

–Ta certo, mas que eu não te pegue jogado ai de novo!-Eu acenei como agradecimento correndo de volta pra casa onde estávamos.


Tive que rir de mim mesmo, onde já se viu dormir numa grama no meio do nada.... É pedir pra ser morto ou barrado pela policia mesmo. Mas quando lembrei da razão acabei diminuindo o compasso... Eu ainda não tinha achado um jeito de firmar meu vinculo com a Eloise.



Para piorar quando cheguei os meninos começaram a zoar quanto ao que poderia ter acontecido com a Melissa e eu sei que o rosto virado da minha ajudante queria dizer ciúmes, mas tarde eu teria que me explicar de certa forma pra ela, só que no momento eu não poderia por causa dos garotos e ter que aprontar pra ir embora.


–Oi....-Sentei ao lado dela no ônibus que virou o rosto no mesmo instante.-...Uhh isso quer dizer que fiz algo que não devia?!-Perguntei sussurrando.

–Não sei, você fez algo que não devia?-Agora ela me olhou zangada.

–Não, nada que pudesse causar esse desgosto da sua parte.-Apertou os olhos descrente.-....Tem algo que quero falar com você depois...-Pigarreei anunciando e agora ela estava espantada.

–Depois!-Se levantou apurada saindo de perto de mim e indo pra perto da Jade, por que ela agiu assim?


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O sorriso na cara do Jake estava começando a me perturbar, apesar de que ele tinha certo direito sobre isso tantas vezes eu já chorei no pé dele e agora que contei a ele sobre mim e a Eloise e o fim que coloquei na historia com a Melissa aquilo era de se esperar.


–Está atrás de um vinculo?! Não saquei!-Suspirei colocando as mãos no bolso.

–É como nós dois Jake, existe uma série de coisas que fortaleceram e criaram um vinculo entre mim e você.... Não vai ser qualquer coisa que vai quebrar nossa amizade, como mentira ou um infeliz que se metesse no meio.... Quero ter isso com ela, algo que nos faça sentir que estamos unidos por algo maior do que sentimentos fortes e atração física, eu amo ela, mas não sinto firmeza nisso...-Ele me olhava confuso não entendendo.

–Isso é meio gay....-Ri negando.-...Mas já tentou começar assumindo esse relacionamento pra valer, sabe.... Com aliança e tudo mais! Tipo eu acho que o mais importante é você mostrar a ela que o que você sente por ela é muito maior do que o que sentia pela outra.-Uma aliança? Me pareceu um pouco forçado, mas pensando bem poderia ser uma ótima ideia.

–Vou pensar seriamente nisso...-Ele sorriu bagunçando meu cabelo.

–Hey capitão o ônibus já está indo!-Gritou uma voz ao longe nos chamando e eu fiz que sim.

–Bom meu amigo, se eu pudesse levava você com a gente, mas você inventou de se meter com basket nem desculpa eu tenho...-Jake sorriu negando.

–Sabe que eu nem me impressiono mais, ao contrário do que você pensa eu acho que tudo que você toca simplesmente dá certo!-Sorri de volta andando com ele.

–Não é que dá certo Jake, eu FAÇO dar certo já te disse isso.... Mas você e o meu irmão parecem acreditar que algumas coisas caem do céu!-Ele riu negando, assim que viu Eloise sentada perto do ônibus seguiu rumo ela pra cumprimenta-la, mas sinceramente ela me pareceu com cara de poucos amigos.

–Olá Lise!-Disse para ela que sorriu.

–Ahh oi Jake?! Como foi o jogo de basket?-Respondeu ela e eu fui me aproximando.

–Por pouco chegamos na semifinal, mas o meu time não está tão preparado quanto o de vocês!-Dei um tapa leve nas costas dele, logo o ônibus partiria e já tinha que começar com as despedidas.-Uma pena não ter dado tempo de batermos um papo!-Completou Jake.

–Yeah! Uma pena, mas acho que certas pessoas não confiam em mais ninguém além de você pra discutir passados, então acho que não foi completa perda!-Franzi o cenho confuso tendo certeza de que aquilo era pra mim, mas não sabendo o que queria dizer, Jake também me olhou confuso.

–Isso foi pra mim?-Ela praticamente jogou uma bolsa na minha mão com uma expressão zangada.

–Se a carapuça serviu?! Use-a de bom gosto...Imbecil...-Imbecil!? Ela me xingou? Minha nossa que estranho, por que eu sinto como se fosse a primeira vez e ainda não tinha entendido o por que da ofensa.-Ah foi bom te ver Jake! Boa sorte com o time!-Disse ela já dentro do ônibus pela janela.

–Ahh eu digo o mesmo e manda um abraço pra sua família!-Ela sorriu colocando a cabeça pra dentro e ele me olhou rindo.-...Parece que alguém está encrencado!-Pigarreei ainda confuso.

–E nem tenho ideia do por que... Olha foi bom te ver irmão!-Dei um abraço nele e logo separando.-...Vou te ligar quando chegar e se por acaso resolver ir na final me avisa, okay!?

–Okay! E boa sorte!-Sorri fazendo que sim entrando no ônibus, e quando eu chego lá o que encontro meu irmão com cara de lerdo ao lado dela, mas deu pra perceber que ela estava tentando tirar ele de lá.

–Sai!-Puxei ele pela blusa que negou como uma criança mimada.

–Mas eu cheguei primeiro!-Agora a doida segurou a blusa dele auxiliando ele.

–É isso ai, ele chegou primeiro!-Bufei não dando moral pro que ela disse.

–Não começa Eloise, anda Devan rala dai ou te jogo pela janela!-Nisso ele saiu e eu fiquei sentado ao lado dela procurando um meio de iniciar uma conversa, porém era estranho olhar pra ela e não receber o seu olhar como retorno, ela parecia me evitar.-Não acha que seria muito mais fácil dizer na minha cara ao invés de ficar fazendo aquela cena lá fora?-Falei baixo para que ninguém percebesse que estávamos tendo uma discussão.

–Fácil pra quem? Pra você, não é?! Bom, me desculpe não vou mais me meter nos seus assuntos?!-Franzi o cenho mais confuso ainda.

–Você enlouqueceu?! Acabou de ir a um assunto e mudar pra outro me colocando a culpa nos dois...O que deu em você?!-Agora ela me olhou zangada.

–Eu deveria perguntar isso! Quem está agindo estranho é você desde que conversou com sua amiguinha de infância!-Ahhhhh era isso, ciúmes.

–Saquei! Isso tem haver com a Melissa!?-Ela apertou os olhos mais zangada ainda com uma ponta de descrença.

–Não, tem haver com você! Já parou pra ver que é a primeira vez que ouço o nome dela sair da sua boca?-Pigarreei tentando pensar em algo pra dizer.

–Mas o...

–Eu não tenho bolinha de cristal Dillan! E sinceramente ficar pescando pedaços do seu passado pela boca dos outros não me parece uma atitude das mais corretas!-Nos entreolhamos sérios e acho que finalmente entendi aonde ela queria chegar, ela deve ter ouvido um monte de bobeiras dos meninos e como eu nunca disse nada, não sabe em que acreditar. Ela se levantou ainda me encarando, queria ter segurado ela, mas já estavam olhando pra gente.-...Mas isso não faz diferença agora, não é?!-Ela estava nervosa, provavelmente confusa por que passei a noite fora e sem a mínima ideia sobre quem era aquela garota que queria conversar a sós comigo e eu fui e não voltei em comentar nada com ela.



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Quando voltamos eu ajeitei tudo para os dias da orientação, eu acredito que a orientação é um esporte muito legal para fortalecer a equipe, no meio do nada com um mapa confuso, trabalho em equipe é fundamental.... Quando cada um dos garotos pegar um ponto forte que é bom, como diferenciar trilhas ou arvores e usar a favor da equipe eles entenderiam que tinham sua importância nela, mas só quando se juntasse com a eficiência dos outros.... Mas o melhor era que saiam de lá confiando um nos outros.



Mesmo que os jogos devessem ser minhas prioridades eu não tirava a doida da minha ajudante da cabeça, estava tão distante de mim, sem aquele sorriso espontâneo as insistências de me empurrar pra um canto onde nos beijaríamos até ouvirmos algum barulho.... Eu queria falar com ela, mas parecia fugir de mim. Quando ouvi que ia pra orientação achei que pudesse ser ótimo, lá eu poderia tirar um tempo pra dar um passeio com ela e conversar melhor.



–Alô! Ahh oi pai, como está?-Atendi o celular ouvindo meu pai na outra linha, eu já tinha mencionado com ele boa parte da historia que aconteceu na viagem então ele estava dando uma de coruja pra me ajudar.

–Oi filho! Estou bem, escuta uma mulher ligou aqui perguntando sobre uma tal aliança que você deveria buscar! Então... Devo supor que isso é sério mesmo?!–Dei uma risada singela sentindo as bochechas arderem.

–Pode se dizer que é sim....-Ele gargalhou do outro lado respirando fundo, que exagero.

–Dillan isso é incrível! E como é? Você já se declarou de vez pra ela, já mencionou sobre a aliança e firmar de uma vez esse namoro....?!-Dei outra risadinha sem graça, era estranho conversar sobre isso tanto que surpreendi com a pergunta.

–Hun?! Não, não, ainda não tive coragem de contar, na verdade eu estou com um pouco de receio sobre isso...Não me parece muito certo entende?! Depois de tudo...-Eu estava sem jeito de iniciar essa conversar sobre namoro e compromisso com ela.

–Como assim depois de tudo?! Você teve coragem de enfrentar o pior terror do seu passado que era a Melissa e agora está querendo desistir de fazer algo tão bacana pela Eloise que gosta tanto de você?! Pelo amor de Deus né Dillan!

–Não! Claro que não desisti! Eu já disse que vou, mas sei lá com ela me olhando estranho daquele jeito eu fico sem graça de dizer isso.

–Mais um motivo pra você fazer isso, não?! Você tem que se confessar direito pra ela, não vai comprar essa aliança pra depois dar pra trás!–Brigou ele bufando do outro lado.

–É claro! Não tem volta, acho até que deixou de ser opção!-Revidei sério certo do que ia fazer- É, não, olha se ligar ai diz que pretendo busca-la, vai ficar um pouco caro eu ter que voltar lá depois, mas eu vou lá busca-la!- A única joalheria que prestava ficava quase longe, era provável que os cretinos me cobrassem um frete absurdo por ela se não fosse buscar.

–Mas ficou tão caro assim?! Quer dizer, se te apertar eu te dou um dinheiro pra ajudar!-Sorri, meu pai parecia mais animado que eu, quer dizer eu estava animado, só que mis nervoso e ansioso do que isso.

–Até que não, eu fiz as contas e ficou bem no custo, por isso estou trocando ligações com ela pra quando for lá não dar problemas.-

–Já falou pra Eloise que quer conversar com ela sobre vocês dois? Melhor já conseguei esclarecer com ela a bagunça da Melissa?­-Se ela me desse oportunidade.

–...Ahh não, nem toquei no assunto com a Eloise ainda, do jeito que ela está então, prefiro pegar ela quando estiver mais calma e me ouvir e entender com mais calma.

–Huhmm ela está chateada? Tem falar logo ou ela vai pensar coisa errada!

–Ela está zangada é isso, estou esperando ela se tranquilizar e esquecer um pouco a historia da viajem que quando eu disser ai não vai ser uma coisa tão....

–Forçada, como se a intenção fosse fazer as pazes ao invés de na verdade ser algo que você queira se abrir.

–...Isso! Exatamente pai, então é melhor esperar.-Do jeito que a Eloise era ciumenta eu tinha medo que ela não me levasse a sério.-... Até lá vou fingir que nada está acontecendo, no momento certo eu digo de uma vez e resolvo esse problema!

–Está certo filho, eu vou tornar a ligação pra joalheria pra você, tudo bem!? Depois você me conta melhor seu plano, certo?

–Okay?! Eu vou indo a gente termina essa conversa em casa ta bom?! Certo! Tchau!

–Você que manda, até mais tarde.-Ele desligou e eu respirei fundo, tudo ia dar certo eu ia conseguir fazer isso.



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Parecia mentira que eu tinha acabado de lavar as roupas de viajem e já estava arrumando elas novamente em uma mala pra viajar mais uma vez, eu não queria levar meu irmão, mas minha mãe jurou fazer uma cena se eu não levasse.



–Então é isso, não é?!-Levei um susto ouvindo a voz entrar no meu quarto e eu me virei e a gótica estava ali com uma expressão zangada.

–Isso o que?!-Ela bufou entrando.

–Não acredito que fez isso Dillan, com aquela vadia ainda por cima!-Franzi o cenho confuso.

–Do que você está falando!?-Ela sentou na cama ressentida.

–Vou te dar uma pista.... Você foi falar com a vaca e só voltou no dia seguinte!-Dei uma risada negando.

–E automaticamente isso me faz ter algo com ela? Será que ninguém pode pensar que eu conversei sai e perto dela e fui fazer outra coisa e acabei perdendo o tempo?-Me franziu o cenho incrédula.

–Essa explicação é tão ridícula que me surpreende você ter coragem de dizer ela....

–Jade eu não tive nada com a Melissa, além do mais eu tenho a Eloise pra que eu ia mexer com uma garota que me fez tão mal se eu tenho uma que me faz tão bem!-Minha amiga se levantou arregalando os olhos.

–Jura pra essa gótica de coração petrificado que você não trocou a vaca falsa pela doida ninfomaníaca!?-Girei os olhos rindo fazendo que sim.

–Eu juro que só conversei com a vaca falsa e jamais largaria a doida ninfomaníaca por ela!-Nisso ela suspirou sentando na cama aliviada.

–Ahh que bom, que peso você tirou das minhas costas... Caramba Dillan por que você não falou isso antes?! A coitada encheu a cara a noite inteira por sua causa, passei a noite bêbada com ela morrendo de dor de cotovelo!-Eu dei outra risada.

–Ela está me evitando, chego perto dela ela foge, como eu ia contar?-Ela suspirou.

–Eloise é orgulhosa já deve ter percebido, vai ver ela está tentando se proteger... Bom eu só vim ter essa conversa com você, que vai ficar tudo bem, então dou meu veredicto de que não vou na orientação... Pra mim chega de viajem!-Eu fiz que sim dando um abraço leve nela.



Então quer dizer que Eloise interpretou mal a historia com a Melissa?!



De fato eu não fui muito aberto com ela, na verdade pensando sobre tudo que tivemos tudo que eu falei pra ela sobre mim era meio que irrelevante... Eu tinha medo que ela fizesse comigo o mesmo que a outra fez, então me resguardei... Mas agora?! Agora eu sentia vontade sim de dividir mais do que beijos com ela, ela gosta tanto de mim, eu tinha que confiar nela.



Pensei em falar com ela durante a viajem no ônibus, mas acabou não dando, tive que esclarecer as duvidas com os garotos e quando dei por mim já tínhamos chegado na reserva. Ajudei os garotos a montar a barraca e de longe a vi tentando montar a dela, tão distante, ia pedir pra chegar mais perto, porém pensando bem quando fazer as pazes com ela eu duvido que vamos conformar com beijinhos e despedidas logo em seguida.... Melhor que fique distante mesmo.



–DILLAN A ELOISE NÃO SABE MONTAR A BARRACA!-Ouvi um grito me chamar e sinceramente eu gostei daquilo, era uma desculpa pra eu ficar perto dela, me aproximei sorrindo vendo meu irmão gemer, na certa ela deu um soco nele.... Que orgulho... Eu amo essa garota.

–Não precisa, eu consigo sim, seu irmão fez dedução errada aqui!-Sorri negando, eu queria ajudar ela.

–Eu sei que consegue, mas eu ajudo com gosto.-Ela me olhou com desgosto tentando me interromper.

–Mais eu já saquei como montar...-Pegou os encaixes da minha mão, que teimosa!

–Larga de ser ingrata Eloise!-Voltei a tentar pegar da mão dela, mas ela puxou pra si,

–Larga você de insistir!-Mirei o fundo de seus olhos me aproximando toquei suas mãos de leve a vendo engolir seco estremecendo, respirou fundo toda sem graça e eu não pude evitar de sorrir assistindo a isso.



Eu tinha certeza do que ia fazer depois da orientação enquanto os meninos estiverem em suas barracas eu ia até a dela. Infelizmente não podia deixar ela no meu grupo, acho que isso aliviou um pouco ela, pois ainda estava zangada comigo... As vezes quando eu contava algo engraçado ela tentava não rir, mas desistia e isso me agradava muito. Por que minha ajudante se contorcia tanto pra se segurar? Eu não sabia, porém algo em mim latejava forte gritando a certeza da qual eu já sabia... Eu amava essa orgulhosa teimosa.



–Dillan, Dillan, Dillan....-Comecou a murmurar um dos garotos perto de mim enquanto analisávamos o mapa, já estávamos andando tinha algumas horas e faltava alguns pontos pra terminamos.


–Eu...-Maicon me olhou como quem sabia o segredo do universo.

–Agora que estamos só nós, por que você não desembucha e diz logo qual das duas você está pegando?-Franzi o cenho olhando pra ela.

–Duas? Que duas?-Eles se entreolharam rindo.

–Conta pra ele Jordan!-Eles voltaram a ri se entreolhando.

–A gente tava conversando sabe, sobre você ter voltado com a Melissa.... Mas depois daquela briga no ônibus eu andei observando...-Jordan colocou mão minha frente como sinal de calma.-...Não é certeza capitão, mas eu acho que a Eloise está afim de você!-Eu dei uma gargalhada tão alta que deve ter ecoado pela floresta inteira, sei lá, isso foi tão estranho apesar de eu e ela já termos algo.

–O que faz vocês pensarem isso? Quer dizer já não é um absurdo acreditar que voltei com a coisa da Melissa e agora Eloise está afim de mim?-Um deles se colocaram na minha frente.

–A gente juntou as informações capitão, presta atenção... Ela só assiste o jogo se você joga, toda vez que fazemos alongamento ela fica de olho em você na arquibancada, sempre que a gente joga poker e você fica na sala mexendo com os trabalhos ela não tira os olhos da sala, acho que isso é obvio, nas viagens dos jogos ela assinou o nome dela umas trinta vezes tanto que até você teve que refazer a lista.... Dillan... Qual é!? Tá meio na cara que ela é afim de você!-Vendo por esse ponto, está mesmo.

–Parem de pensar besteira, ela pode se ofender!-Eles voltaram a se entreolhar.

–Ta brincando né?!-Perguntou um deles incrédulo.-Você torturou ela nos primeiros dias e agora ta com medo que ela se ofenda?! Para com isso, eu no seu lugar já estava de casamento marcado!

–Mas são vocês que estão dizendo que ela está afim de mim, não ela!-Eu fiz uma de desentendido, tomei um gole da água analisando o mapa novamente.

–Ai, eu não queria falar isso pra não comprometer nada... Mas eu já vi a Eloise fuçando no seu armário e pegando um uniforme escondido!-Eles soltaram um ‘ohhh’ uníssono o que sinceramente me fez ficar muito vermelho.

–Não exagerem, vai ver eu pedi!-Falei pra eles que riram negando.

–Pediu não que você estava jogando Dillan....-Pensei em inúmeras coisas pra contestar eles, mas não dava jeito, parecia que cada um ali tinha presenciado algo da Eloise que mostrasse que ela tinha interesse em mim.... Mentiria se dissesse que isso não me agradava.

–Chega disso! Temos que terminar isso aqui logo!-Falei dando por encerrado o assunto indo na frente deles.



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Olhei mais uma vez no relógio e nem sinal do outro grupo aparecer, estava um tanto tarde quando vi Edgar aparecer vindo correndo até mim ofegante.



–Dillan junta todo mundo! Perdemos a Eloise e seu irmão na mata!!-Gritou ele acenando pra correr pra floresta e eu me levantei desesperado.

–O que?! Como assim perderam??-Gritei com ele com os garotos vindo atrás de mim.

–Perdemos, seu irmão deu um piti e saiu correndo e a Eloise foi atrás dele.... Quando fomos notar os dois já tinham sumido de vista! Procurarmos por eles, mas até agora nem sinal!-Ahhhh era só o que me faltava, corri na frente deles entrando na relva ligando a lanterna estava ficando escuro, assim que a noite caísse seria quase impossível encontra-los.

–Eloise!!! Devan!!!-Gritávamos a procura deles, andamos pelas trilhas onde estavam outros pontos e eu já estava ficando mais do que preocupado, não, não, não... Por favor não deixa nada acontecer a ela senhor. De repente ouvi um barulho vindo de um lado da mata, fiz os garotos pararem, seria um animal? Ou talvez eles?

–Eloise, Devan!?-Gritei por eles ouvindo vocês vindo e só então reconheci o grito daquela doida.

–Dillan estamos aqui!!!-Segui o som da voz dela indo até lá junto com os outros, assim que me viu Eloise praticamente se jogou os meus braços me apertando com força... Confesso que retribui isso aliviado, ela parecia bem apesar de cansada.... Bom mais uma coisa pros garotos acharem que ela está afim de mim.



Tomei um banho revigorante pegando a caixinha na barraca e colocando no bolso, eu ainda não tinha bem uma ideia do que falar, mas sabia que precisava dizer.... Eu tinha que fazer isso, mesmo que estivesse um pouco nervoso com medo de ela não gostar.... Bom ela gosta de mim, então eu espero que goste.... Ahhhh eu estou confuso.



Tudo bem, tudo bem, tenha calma Dillan! Está tudo bem. Andei até a barraca dela, dando meia volta umas três ou seis vezes até criar coragem pra ir de vez.



–Eloise.....?!-Chamei por ela nervoso ao ouvir ela se remexer na barraca e abrir o zíper da abertura da barraca, me fitou um tanto surpresa e assustada.-...Posso entrar? Queria trocar umas duas palavrinhas com você!-Ela engoliu seco fazendo que sim sem jeito.



Eu estava pronto, estava decido a começar tudo naquele ponto, estava disposto a me entregar de corpo e alma se fosse preciso.... E mais ansioso ainda em ouvir a resposta dela.



Notas finais
Pessoinhas que adoro, uma pergunta.... Querem hentai no prox? Eu estava pensando em pular, mas caso quiserem escrevo um hentai com o dois mais completo do que com a narração da Eloise. (Particularmente dizendo enquanto estava relendo a historia senti falta de uma pegação entre os dois na narração dele xD)

Se não eu pulo essa parte. De qualquer forma já deu pra ver que see está na reta final! Quero terminar ele junto com Inner 2 pra encerrar as historias ao mesmo tempo!

Bom até o prox!