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18 Capitulo Extra II A Universidade
Notas iniciais
Capitulo Extra II
A Universidade
Verifiquei pela quinta vez a lista de objetos que tinha que levar a minha mão me perguntando mais uma vez se eu não estava esquecendo nada, tudo bem que a faculdade não era lá muito longe, porém por ventura não queria ficar ter que voltando em casa para buscar o que quer que fosse. Mirei a porta de casa mais uma vez suspirando, eu sabia que seria um momento difícil, mas pro Devan eu não estava indo para universidade eu estava indo para outro continente do qual jamais retornaria.
–Larga de ser fresco Devan, eu vou vir sempre que der!-Ele fungou limpando os olhos.
–Por que a Eloise pode ir com você e eu não?!-Franzi o cenho.
–A Eloise foi aceita e você que de preguiçoso não se empenhou não!-Minha mãe veio até mim trazendo outra mala.
–O que já é estranho, como ela passou? E mais, em direito, sua namorada é tudo menos ‘direita’!-Sorri de lado mexendo os ombros, de fato ela ter sido aceita e para aquele curso que era um dos mais concorridos foi surpreendente.
–Mãe eu não tenho ideia, nunca vi a estudar ou fazer qualquer coisa que não me atazanar... Isso só comprova que ela é uma caixinha de surpresa, nunca se sabe o que vai sair!-Revidei sorrindo e ela veio até mim me dando um abraço.
–Quero que nos ligue dia sim dia não, okay?! E não fique só ligando para o seu pai, ligue para mim e pro seu irmão também!-Eu acenei que sim colocando a mala no porta malas.
–Certo, certo, tenho que ir por que a abertura será às 18h e do jeito que a Eloise é vai me fazer atrasar, e ainda tenho que pegar o Julian e o Ed!-Bom vários dos garotos que jogavam baseball comigo também passaram na mesma universidade, o que era bom, ão me sentiria tão sozinho.
Devan me deu um abraço e saiu correndo chorando para dentro, mamãe não era muito emotiva então com ela foi tudo bem, eu já tinha me despedido do meu pai mais cedo então agora era para valer.
Enquanto para mim isso era literalmente ir estudar fora de casa, para Eloise estávamos mudando de casa para um lugar só nosso longe da vista dos pais dela, eu não sei da onde ela tinha tanta imaginação, porém eu sempre me divertia com o animo dela.
–Direito hun!?-Questionou Ed quando estávamos a caminho.-...Que mal eu pergunte Eloise, mas por que direito?!-Ela lançou um olhar simpático para ele.
–Por que eu gosto!-Revidou.
–Sério?! Você sabe que quem mexe com direito é advogado não é?!-Perguntou Julian também espantado.
–Claro idiota!-Os dois se olharam um pouco confusos e eu sorri.
–E por que droga você quer fazer uma coisa se você se quer respeita as leis!-Me sorriu mexendo os ombros.
–Eu respeito às leis, pelo menos as mais séria, como....Roubar...Não, essa não conta para mim, AH eu nunca matei ninguém!-Dei uma gargalhada negando.
–Sério Eloise, por que quer fazer direito?-Ela respirou fundo.
–Promete que não vai ficar zangado?!-A fitei rapidamente surpreso, por que eu ficaria?
–Claro, o que é?!
–Bom...É que isso tem haver com o David!-Fechei a cara no mesmo instante.
–Quer ser advogada por causa do David?!-Ela pigarreou negando.
–Não exatamente, quando eu armei pra ele e ele quase me matou minha mãe contratou uma advogada para agir no meu caso.... Ela se chamava Fiore Dirmman a mulher era incrível Dillan você devia a ver contradizendo todo mundo, quando ela falava os homens chega abaixavam a cabeça de tão poderosa que ela era...E então no final do julgamento ela bateu a mão na mesa e me disse ‘senhorita Taylor é de mulheres como você que o mundo precisa, nunca perca pra um macho idiota’!!-Ela me contava isso com os olhos faiscando de tamanha emoção.
–Então ela te inspirou?-Eloise acenou que sim alegre.
–Foi lindo!! Eu decidi naquele momento que seguiria o exemplo dela!-Isso explica muita coisa.
–Humm...E onde está ela?!-Perguntou Julian no banco de trás, ela girou os olhos pensativa.
–Bom, da ultima vez que eu ouvi falar dela ela tinha espancado o marido com martelo por traição, então provavelmente na cadeia ou não!-Engoli seco sem tirar os olhos da rua e era essa a mulher em que ela se espelhava?
–Boa sorte Dillan...-Ouvi um sussurro atrás de mim e eu tive que rir, ainda bem que eu sou mais forte que ela e não tenho intenção de traí-la.
–E o seu projeto capitão?!-Ela me perguntou e eu a fitei pelo canto do olho.
–Vou dar um tempo até conhecer melhor os professores e ver se um deles quer fazer parte se não veremos o que eu faço.-Retruquei suspirando, a muito tempo atrás quando eu ainda era um mero meliante sem causa comecei junto ao meu psicólogo do reformatório a bolar um jeito de se aproximar dos garotos que lá ficavam e tentar ajuda-los já que em geral eles eram muito resistentes á ‘reeducação’, enquanto era facilmente influenciáveis pelos mais velho dos delinquentes que lá ficavam.
Era complicado, mas eu queria tentar.
–E vocês dois o que vão cursar?
–Enfermagem!-Revidou Julian, eu já imaginava isso.
–Educação física!-Disse Ed, é bem o tipo dele.
–Legal!
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Eu sei que para muita gente os primeiros dias pareciam ser os melhores, porém no meu caso eram os piores, cochichos, mal entendidos e a ideia errada sobre minha aparência prevaleciam e eu era sempre deixado no final da sala por medo da parte de alguns, isso por que nem reputação direito ainda tinha. Mas com isso eu já estava acostumado, apesar de ainda não gostar. Caras como eu precisava ralar se quisesse fazer amizades por aqui.
Por outro lado tinha a Eloise que fazia questão de deixar minha estadia nessa universidade o mais confortável possível. Nós não nos encontrávamos com a mesma frequência com a qual ela queria, mas estávamos indo bem.
–Quando você perguntou se eu queria passar um tempo com você achei que fosse um encontro!-Murmurou ela zangada mexendo nos livros em cima da mesa.
–Finja que é um encontro, pensei que fosse gostar de estudar comigo na biblioteca.-Ela sorriu maliciosa.
–Estou com dificuldades em anatomia humana, por que não estudamos isso?-Dei uma risada baixinho, negando.
–Desde quando direito estuda anatomia humana?!-Ela aproximou a cadeira da minha.
–Se todo curso tivesse um colega de estudo com você, seria a matéria principal!-Sussurrou no meu ouvido me fazendo ficar vermelho.
–Pelos céus Eloise estamos em uma biblioteca, vá ler alguma coisa e pare de dizer asneiras.-Apesar de um pouco contrariada foi isso que ela fez, eu sei que muitas pessoas me acharia um louco por recusar esses gracejos, na verdade eu gosto bastante quando ela me diz essas coisas... A forma como os olhos dela me veem é sempre tão positiva que me faz por poucos instantes pensar que sou isso mesmo. Ficar com a Eloise é como levar um banho de elogios, para o mundo eu poderia ser horrível ou provavelmente o pior, mas para minha linda noiva eu era o máximo que podia ser.-Sabe...-Me olhou pelo canto dos olhos sem abaixar o livro.-...Eu amo você.-Ela fechou a cara e o livro.
–Se não vamos fazer nada não fique me tentando!-Dei uma risadinha negando.
–Só posso dizer isso quando formos fazer esse ‘algo’?-Perguntei brincando e ela fez que sim.
–Claro!-Pegou minha mão colocando próximo do peito.-Veja como estou?! Agora não vou conseguir tirar isso da cabeça, mas se estivéssemos fazendo esse ‘algo’ eu poderia fazer minhas vontades e me acalmar!-De fato o coração dela parecia acelerado.
–Está bem, da próxima vez que eu for dizer isso vou garantir de ser acompanhando com esse ‘algo’, combinado?!-Ela me sorriu largo me abraçando.
–Ahh combinado! E só pra você saber...-Me dei um beijo no rosto me fitando.-...Amo você também, mas isso você já está cansado de saber!-Quem a olha fazendo isso não tem a menor duvida, o que diria eu.
A aula da tarde não tinha começado, só que eu estava com tantas coisas para consertar naquele projeto que não me permiti ficar relaxando como os outros acadêmicos. De acordo com as minhas contas era preciso de no mínimo cinco meses para ter resultados parciais em relação aos métodos do projeto executado, isso se nada desse errado. A mente humana era confusa demais, para cada pessoa deveria ter um jeito de abordar diferente ou tudo ia por água abaixo, mas antes de por em pratica primeiro eu teria que ter tudo no papel, passar pelas mãos dos professores responsáveis, depois ser aceito pelo comitê de direitos humanos e por fim pelo manda chuva do reformatório... O que por incrível que parecesse ia ser o passo mais fácil, já que eles adoram mão de obra gratuita.
–Hernhnn... Dil..lan?! Acertei?!-Mirei o rapaz que tinha entrado na sala com um semblante sem jeito, acho que o nome dele era Victor.
–Acertou, o seu nome é Victor, não é?!-Ele acenou mais calmo fazendo que sim.
–Isso meu camarada! Minha nossa quantas folhas, o que você tanto escreve?-Pigarreei ajeitando algumas folhas.
–É um projeto que estou elaborando!-Ele alargou os olhos surpreso.
–Uhh, projeto?! Sobre o que?!-Dei outra pigarreada.
–Você vai saber logo, por enquanto, é só um projeto em formação!-Até parece que ia contar minha ideia pro primeiro que me perguntasse.
–Ahh entendi! Você é bem calado, não é?! Desde o inicio das aulas ficou na sua!-Balancei a cabeça negando.
–Não, não! A questão é que estou tendo muito trabalho e pouco tempo para socializar!-Revidei vendo que ele sentou, algo no olhar dele eu não gostava, parecia estar rondando querendo saber alguma coisa.
–Ahh sim, escuta...Sei que é meio estranho, mas você podia me apresentar sua amiga?! Sabe o que é!? Eu estava de olho nela tem um tempinho e nem sabia que se conheciam, mas ela nunca deu...-Coloquei a mão na frente dele completamente confuso, notando já algumas pessoas aparecem na sala.
–Perai, perai! Que amiga!? Não acabei de falar que não tive tempo de socializar, não tenho amiga nenhuma!-Victor me lançou um sorriso desdenhoso.
–Qual é?! Não vem com essa, eu vi você com ela na biblioteca, custa você me apresentar!?-Pisquei os olhos inúmeras vezes incrédulo.... Ele estava falando da Eloise?! A MINHA Eloise?!?!
–Wooaa calma aí! Ta falando da garota de cabelos curtos que estava comigo ontem?!-Ele acenou que sim todo animadinho.... Calma Dillan, muita calma nessa hora.
–Isso!!! Ela mesma! Eu tentei puxar papo com ela na cantina outro dia, mas ela nem me deu bola!-Respirei fundo, socar ele na universidade seria desastroso para o meu curriculum acadêmico.
–Olha, eu só não te dou uma porrada por que você não sabe, se não eu com certeza faria isso!-Ele já deu um passo pra trás quando usei meu timbre zangado.-...Aquela garota que você tentou dar em cima e que felizmente não te deu moral...Não é minha amiga, é minha namorada!-Agora sim ele deu dois passos pra trás mais assustado ainda.
–O que?! Impossível! O que uma garota como aquela viu em você?!-Suspirei ignorando o comentário.
–Por que não pergunta pra ela!?-Nisso ele saiu de perto de mim.... Por um momento eu cai a ficha, aqui na universidade ninguém me conhecia direito nem mesmo a Eloise ou seja não tinham medo de aproximar dela por minha causa.
Quando a aula acabou eu fui a procura do Ed e do Julian, precisava conversar sobre isso com alguém, como eu não pude pensar sobre isso?! Obvio que tinha um monte de marmanjo dando em cima da Eloise, claro que eu não desconfiava dela, mas...Eu não esperava passar por isso.
–Como assim se alguém da nossa turma já falou da Eloise?!-Perguntou um deles e eu respirei fundo.
–Não sei, nunca ninguém mencionou ela?-Eles se entreolharam pensativo.
–Dillan você não está pensando em ir atrás de quem esteja interessado nela, não é?!-Eu fiz que não.
–Não, claro que não, mas não pensei que fosse ter isso aqui sendo EU o namorado dela!
–É que ninguém conhece sua fama por aqui, e se você quer saber tem um cara da minha sala que está doidinho na Eloise, só que não é algo que você pode evitar! Tu sabe que ela é carismática, principalmente com os homens!-Afundei na cadeira descrençado.
–É eu sei, eu sei muito bem como ela pode ser.- Eu tinha tantos problemas para resolver e agora me aparece mais esse.
–A qual é Dillan, vocês vão se casar tem que dar um voto de confiança a ela!
–Hey! Eu não desconfio dela, mas ela é desmiolada! Não se lembram da vez que brigou com o Brian e levou uma surra daquelas ou da vez que quase foi obrigada ir pra Las Vegas pra se casar com o doido do Ex dela?! Ela não pensa antes de agir, meu medo é que o jeito excêntrico dela sem ser supervisionado por mim acabe causando um problema maior!
–Se tratando dela acho que problemas vindo é inevitável!-O que era verdade.
–Eu sei...-Fora os problemas que teria quando descobrissem que ela era minha namorada, comentários maldosos ou coisas como isso também seria inevitável.
Como eu havia previsto a noticia sobre o monstrinho da turma de psicologia ter uma namorada bonita se espalhou em menos de dois dias, eu tinha ouvido umas teorias que eles bolaram sobre ela ter problemas mentais ou eu estar obrigando ela a sair comigo.
E isso estava me dando nos nervos.
–Vai desmarcar nosso encontro de novo?!!?-Perguntou ela zangada.
–Eloise com tanta coisa acontecendo eu fiquei sem tempo, é muito livro pra ler, muito exercício para fazer e ainda tem meu projeto que já nem sei para que professor apresentar! Alias e você?! Não tem trabalho nem nada para fazer?-Negou prontamente.
–Eu tinha, fiz tudo já! O que você acha que eu fico fazendo quando não estou com você? Esse tempão todo que você faz questão de se dedicar a universidade?! A não ser que a verdade seja que não está se dedicando e sim correndo atrás de outras garotas!-Dei uma risadinha extremamente cansado.
–Estou mais preocupado com os caras que estão correndo atrás da minha garota!-Franziu o cenho confusa.
–Caras?! Que caras?! Não viaja Dillan, está é tentando jogar a culpa em cima de mim! Vai, vamos sair! É final de semana, temos que sair!-Respirei fundo negando, sair seria muito bom.
–Eu sinto muito, mas eu tenho que terminar!-Ela fez um bico enorme saindo zangada.
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Quando eu finalmente achei que as coisas iam caminhar finalmente tudo simplesmente desanda, Eloise estava brava comigo, o professor que escolhi queria que eu fizesse uma apresentação a outros professores no auditório sobre meu projeto, os alunos que agora perceberam que eu tinha média com os docentes simplesmente deram uma de ‘somos seus amigos’ e o trabalho só acumulava. Eu sinceramente não sei o que pensei, que saindo de casa tudo ia ficar mais fácil?! Que o fato de não ter que cuidar do Devan minha vida ia facilitar?! Que nada, prefiro mil vezes fazer as vontades idiotas do meu irmão do que aturar tudo isso ao mesmo tempo.
–Por que você não quer que eu vá na sua apresentação!?!?!-Ela arregalou os olhos quase gritando aquilo como se eu realmente tivesse dito que não queria que ela fosse.
–Eu não disse que não queria que você fosse, eu disse que quero que você aja formalmente quando for! Lembra o que aconteceu da ultima vez que eu fiz uma apresentação no colégio e você estava?! “Dillan é meu e a garota que der em cima dele eu vou matar” não é o tipo de coisa que quero que os professores ouçam quando terminar!-Ela bufou mais brava ainda.
–Quer dizer que além de preferir passar a tarde com um bando de velhos ao invés de comigo você quer que eu seja uma Melissa no meio deles?!-Ahh minha nossa ela me faz parecer o cara mais idiota da face da terra.
–Estava demorando para você colocar o nome dessa garota no meio dessa conversa não é!? Por tudo que é sagrado eu só quero que você se comporte! É minha apresentação, você agindo como uma maluca não vai me ajudar a convencer eles a ME ajudar!-Ficou andando em círculos no curto espaço em que estamos mexendo nos cabelos.
–Você está com vergonha de mim não é?! Claro, não quer apresentar uma namorada careca e manca como eu, é isso não é?!-Quando foi que trocamos os papeis da pessoa que tinha baixo alto estima aqui?!
–Claro que não! Você não é careca a um tempão e se está mancando é por que insiste que não precisa de fisioterapia! Para de jogar isso pra cima de mim, eu te fiz um simples pedido e você leva a coisa pra um nível que nem deveria ser um problema!
–Mentira!! Não é de hoje que você tem me evitado, nem lanchar comigo você lancha... Qual é o nome dela?-Respirei fundo coçando os olhos.
–Se chama “Novos métodos de abordagem psicológica com crianças detentos do reformatório Hugo Chavier”! É tudo que eu tenho feito! Vamos Eloise coopere!-Ela com certeza não cooperaria pelo olhar que me lançou.
–Sabe qual sua sorte!? Que eu não vá nessa apresentação e faça um escândalo!-Engoli seco a vendo virar de costas pra mim.
–Você não teria coragem!-Nisso ela girou os calcanhares me mirando mais nervosa.
–Está me desafiando?!-Pigarreei negando, droga esqueci que era uma apostadora compulsiva.
–Quero dizer, eu sei que tem coragem, mas não faria isso com seu baixinho predileto não é!?-Ela mexeu os ombros ressentida fazendo um bico de criança.
–Você não me ama mais! Está com vergonha de mim, é isso!-Neguei rindo.
–Não começa com isso, eu só quero que as coisas deem certo!-Ficou séria de repente me fitando o que era estranho se tratando dela.
–E suspostamente do jeito que eu sou faria as coisas não darem certo, não é?!-Neguei e já ia contradizendo quando ela colocou a mão na minha frente.-...Tudo bem, não se preocupe, eu não vou.-Sem me deixar dar resposta saiu apressada e mais uma vez ela entendeu tudo errado.
Quem acreditou que nosso relacionamento seria sempre um mar de rosas aposto que não esperava que desde que chegamos aqui mais brigamos do que nos reconciliamos, ela era teimosa e cabeça dura e eu... Não sabia como fazer as coisas encontrarem um eixo certo entre nós. Eu queria estar com ela, mas meus compromissos simplesmente não cessavam.
–Por que não está agora pedindo desculpas a ela?!-Perguntou meu pai sentando ao meu lado no bar do Omar.
–Eu não sei como fazer isso, eu já não sei como me desculpar do tanto que já pedi das outras vezes.... Nunca pensei que fosse dar tanto trabalho.-Ele sorriu fazendo que sim.
–Mais do que imagina, mas Eloise não é tão doida assim filho, ela não seria capaz de fazer uma loucura na sua apresentação... Ela só quer um tempo com você e acho que está errado em não tirar esse tempo para ela!
–Eu sei, eu sei! Eu sei que o errado dessa historia sou eu, mas não é só pela apresentação! É que....Toda vez que eu saio com ela eu vejo como as outras pessoas nos olham, pior, eu vejo como os caras a olham daí eu acabo saindo do encontro mais zangado do que contente! Eu não tenho vergonha dela, eu tenho vergonha dela por mim! Daí eu fico pensando no que a turma da sua sala ficam criticando deixando ela de lado ou talvez alguns loucos ainda sejam capazes de dar em cima dela e eu vou ficado nervoso e mais nervoso e o dia passa e eu não fiz nada de útil! Se ela for do jeito que é na apresentação vai chamar a atenção, eu sei que vai por ela é incrível quem não prestaria atenção nela!? Então eu não vou conseguir falar por e lá vai eu estar zangado de novo por que um idiota sentou ao lado dela e....
–Dillan, Dillan! Meu filho respira!-Meu pai bateu as mãos nas minhas costas por estar falando sem parar.-Isso aí já é paranoia! Primeiro, ela não está nem ai pros outros segundo, você prevê o futuro?! Não fica pensando nessas coisas se não é fato que irá acontecer! Vá atrás da sua NOIVA e converse com ela!-Eu fiz que sim desistente, mesmo ainda não tendo certeza do que deveria fazer.
Mas houve um problema que não previ, minha noiva de tão zangada que estava comigo resolveu desaparecer. Não literalmente, porém, me dava desculpas esfarrapadas de não ter tempo, me evitava ao máximo que podia e estava me dando o troco pelo que fiz.
Só que eu tinha que fazer a apresentação com ela ou sem ela.
Tinha mais gente do que eu esperava naquele auditório, não era só minha turma, havia turmas mais avançadas que estavam ali, talvez eu devesse ficar nervoso, mas o que aconteceu foi que fiquei um tanto triste por ela não ter vindo. Sentia falta do banho alta estima que ela me dava dizendo coisas que só ela acreditava que tinha de bom em mim.
–A maior desvantagem desse projeto é exatamente isso aqui!-Apontei pro monte de papel que estava em cima da mesa de apoio.-Isso aqui é teoria, pessoas são bem mais complexas para serem jogadas em porcentagens de pesquisas ou em métodos da mesma, vocês podem me perguntar como tenho certeza de que essa ideia vai dar certo, mas a verdade é que não tenho! A única certeza que tenho é que eu estive lá dentro e sei que eles estão fazendo do jeito errado! Uma criança quando já vai pro reformatório significa que já passou da fase da conversa, ela precisa de tudo menos falar com um estranho sobre os motivos que ela faz aquilo, o que ela quer mesmo ouvir é solução... E ai!? Aquele garoto que te contou que é espancado pelo pai, vai ficar por isso mesmo?! Ou talvez aquela garota que foi abusada pelo padrasto, quando sair do reformatório mesmo ela te contando você vai conseguir tirar ela de lá?! As crianças não são burras, sabem que falar não adianta, por isso elas confiam em quem dão a maior certeza de que serão ajudadas e quem seria essa pessoa?! É aquele rapaz mais velho que já está corrompido e conhece todos os caminhos que não deve seguir! Por isso o meu projeto envolve mais do que uma ajuda psicológica, o ideal é dar uma perspectiva de um futuro melhor, mas para fazer com que acreditem nisso é preciso paciência, confiança e atitude... Se você não conseguir os fazer desenvolverem ao menos um desses três desista!-E acabei excedendo meu tempo, acho que falei por mais de uma hora, chamei Edgar e Julian pra cima do palco afim de apresentar 3 garotos que estavam no reformatório e conseguiram encontrar o caminho certo, o primeiro Eu, claro, o segundo Ed, que se meteu com uma turminha do mal no reformatório e o Julian que nem preciso dizer o imenso trabalho que ele me deu.
Acabou dando tudo certo e eu nem sei bem por que, mas me aplaudiram acenando que eu tinha ido muito bem, bom jeito com as palavras eu sempre tive, porém feliz mesmo eu não estava. Me senti muito mal por não vê-la ali me sorrindo ou por não a ter insistindo que deveríamos comemorar do jeito dela.
Quando um pessoal começou a se aproximar para conversar e discutir sobre o projeto notei um ser saindo de fininho usando óculos e roupa de frio junto a um boné, na verdade o que dedurou a identidade daquele ser foi o jeito manco de andar...Dei uma risada acenando pra todo mundo pedindo desculpa... Eu sou um idiota por praticamente obrigar minha namorada a fazer isso.
–Dillan!-Uma das minhas colegas de turma ficou na minha frente antes que eu pudesse chegar na Eloise.-Me deixei te cumprimentar, foi incrível!-Eu sei que era bajulação pra poder fazer parte, mas estando no meio de todo mundo eu não poderia dar um gelo nela, então deixei ser abraçado e devolver o abraço.
–Hey, hey, hey, hey!-Ouvi a voz dela zunir da entrada se aproximando.-Tira as patinhas filha!-Cerrei os olhos por um segundo imaginando que estaria todo mundo olhando pra ela.
–O que?! Quem é você?!-Perguntou a garota que fiz questão de sair do enlaço indo pra perto da que provavelmente voaria no pescoço da outra.
–Eloise sossegue...-Sussurrei no ouvido dela o que a fez me fitar zangada.-Professores, caros colegas de sala está é Eloise minha noiva!-A apresentei e ela tirou logo os óculos sorrindo acenando sem graça, os professores se aproximaram espantados.
–Esta bela jovem é sua noiva Cooper?!-Um dos professores apertaram a mão dela e eu fiz que sim.-Por que não a apresentou antes?!
–Muita coisa pra fazer e me faltou tempo!
–É, só dizer as garotas que sou faixa preta e imune a cadeia!-Disse ela sorrindo ameaçadoramente, era isso que eu queria evitar.
–Não começa...-Pedi e ela em se importou, mas até que se comportou diante o resto da conversa e me tirou um enorme peso das costas por acreditar que ela não teria me visto na apresentação.
Naquela noite eu estava cansado, talvez mais do que isso, tinha passado a tarde inteira conversando, explicando e resolvendo o que seria daqui para frente com os professores. Porém me permiti aguentar um pouco mais, eu queria aguentar um pouco mais, tanto por ela quanto por mim.
–Eu sei, eu sei o que você vai dizer...-Ela começou dizendo e eu dei logo um jeito de interrompê-la.
–Me desculpe Eloise, você tem toda razão de estar zangada.-Falei e ela me fitou espantada.
–Eu tenho?! Não vai brigar comigo por ter ido disfarçada?-Eu fiz que não sorrindo.
–Vou é te agradecer, eu ia ficar com remorso se você não estivesse lá! Eu sei que não tenho te dado prioridades e eu lamento, a verdade é que...
–Você não sente mais vontade de ficar perto de mim!-Me interrompeu e eu fiz que não.
–Está louca!? Claro que não é isso!-Ela fez um enorme bico.
–Então por que você não faz questão de ficar perto de mim?!-Engoli seco me aproximando dela, toquei seus ombros de leve descendo até chegar em suas mãos.
–Por que eu morro de ciúmes de você... E esses dias toda vez que saio com você eu percebo os olhares lançados, às pessoas me pedem para te conhecer... Sinto falta da época em que todos sentiam medo de mim e em ousavam olhar pra você...-A mirei encanto pelas bochechas rosadas dela.
–Está dizendo isso pra me conquistar, não é?!-Dei uma risadinha.
–Desde quando eu sei fazer isso?!-Ela passou os braços em volta do meu pescoço.
–Se você não estivesse tão cansado te convidaria para conhecer meu quarto, minha colega de quarto foi a uma festa, sabe!?-Sorri sem jeito.
–Se eu não estivesse tão cansado eu aceitaria! Amanhã saímos está bem?-Ela acenou que tudo bem me dando um beijo.
–Ohh e antes que eu me esqueça... Você foi incrível Dillan, eu pude ver aquele monte de gente morrendo de inveja e as garotas suspirando, ainda bem que não fui trouxa a ponto de não ir, se não era capaz de perder o noivo!-Soltei um som incrédulo.
–Juro que não sei da onde você tira isso, será que você não enxerga que você é a bonitona entre nós e eu o carinha feio provavelmente rico!-Ela gargalhou.
–Provavelmente rico?! Pra mim é ao contrário, você o bonitão de voz atraente e eu a careca manca provavelmente rica... Quer saber!? Até que você daria um belo garoto de programa!-Eu gargalhei, não sabia se via como elogio ou ofensa.
–Ta legal, a conversa já ficou estranha, vou voltar para o meu quarto!-Dei um beijo demorado e revigorante nela saindo.
Até que eu estava mais aliviado por termos nos entendido, embora eu soubesse que aquilo ali era só o começo, já que vindo dela sempre teríamos maus entendidos e brigas.
Mas o que aconteceu no dia seguinte foi mais surpreendente do que pensei, eu estava completamente estático com o que tinha ouvido.
–Você disse... Que...-O professor riu da minha cara quando tentei repetir suas palavras.
–Isso mesmo que você entendeu, eu conversei com uma amiga sobre o seu projeto Dillan, ela se chama Joan Bujko e está muito interessada no seu tema, tanto que está disposta a conseguir uma bolsa de estudos para você, porém.... Na universidade de Princeton, eu sei que é bem longe, mas convenhamos que é uma oportunidade impar!-Engoli seco incrédulo, eu ainda não conseguia raciocinar.
–Mas só por causa do projeto?! Eu pensei que seria melhor executa-lo aqui, que não tem muita burocracia e...
–Não pense demais, eu conversei bem com a Joan e ela tomara conta de tudo, claro não dará pra você fazer esse trabalho aqui, mas um aponho vindo de Princeton filho é muito mais do que você poderia esperar, não acha?-Eu fiz que sim prontamente.
–Meu senhor...Princeton, eu não estava preparado para isso!-O ouvi soltar outro risinho.
–Tenho certeza que seus familiares o apoiaram, lá será uma porta aberta para ótimos empregos!-O problema não era minha família.
–Ahh tenho certeza que eles vão me apoiar, a questão é minha noiva, ela vai dar um troço!-Ele tornou a rir.
–Imagino, ela me pareceu bem ciumenta ontem!-O mirei fazendo cara de espanto.
–Ciumenta?! Você não a conhece, ela vai bem além disso, sei que o senhor pode não acreditar e achar graça, mas para ela todo mundo está interessado em mim e se ela não estiver por perto com as garras prontas para lutar ela me perderá...-De fato ele riu alto.
–E pelo visto você gosta muito disso!-Sorri de lado sem graça.
–Nunca vou encontrar alguém que me ame como ela, se eu for....-Será um grande desafio para nós dois.
–Eu entendo...Pense bem Dillan, é uma oportunidade única! Tenho certeza que vocês encontraram um jeito!-Eu fiz que sim.
Primeiramente eu teria que preparar o terreno, mesmo sendo dia de semana útil a levei para a quitinete onde lá tinha um jantar romântico cujo eu tinha preparado. Bombons espalhados no quarto, pensei em flores, mas ela sempre diz que flores lembra velórios então achei melhor não.
–Uhhh Jantar romântico!? Você não é disso!-Sorri de lado quando disse isso.
–Não, você não é disso, toda vez que te convido você deixa a comida de lado e parte pra cima de mim!-Ela me sorriu contente, estava tão bonita vestindo o vestido preto que tinha dado de natal para ela, junto a uma sandália preta e um colar delicado.
–Sou impaciente, gosto de ir direto para o prato principal!-Notei ela cutucar minha perna me deixando vermelho.
–Entendo, mas vamos conversar sim!? Faz tempo que não conversamos para valer!-Mexeu os ombros não se importando.
–Tudo bem, qual será o tópico do nosso diálogo?!-Pigarreei um pouco enquanto ela comia um pouco da comida.
–Me conte sobre a universidade, como está indo?!-Ela girou os olhos pensativa.
–Humm...-Terminou de mastigar engolindo.-...Bom, tivemos quatro trabalho para essa semana, o professor de direito romano me detesta e eu fui expulsa só duas vezes da sala essa semana!-Olhei para os lados confuso.
–Expulsa!? Como assim?! Por quê?-Ela mexeu os ombros suspirando com desdém.
–Coisa á toa, bati em um imbecil.-Revidou simplesmente enquanto eu ainda assimilava.
–Você brigou na universidade?! Eloise não acha que agora que está em uma outra etapa da sua vida precisa controlar esse impulso seu de bater nos outros?!-Franziu o cenho fazendo que não.
–Besteira! Mas e você?! Ansioso para colocar o projeto em praticar...-Suspirei pesadamente engolindo seco, eu tinha que dizer a ela.
–Então... Aconteceu uma coisa muito legal!-Animada ela deu três palminha se remexendo na cadeira.
–Sério!? O que!?!?
–Meu professor falou com uma doutora sobre meu projeto e ela meio que gostou e quer me dar apoio e tudo que for preciso para executar o projeto, inclusive até ganhei uma bolsa de estudos!-Deu mais três palmas sorrindo alegre.
–Que maravilha capitão!!! Imagina só você nem vai precisar pegar do seu próprio bolso para fazer o trabalho e ainda vai ter ajuda de uma doutora!! Que máximo! Sabe do que mais?! Isso merece um brinde!!-Sorri muito sem graça pegando o copo com guaraná e erguendo até bater no dela.-Ao seu projeto!
–Ao meu projeto....Em Princeton...-Murmurei notando ela fechar o sorriso na mesma hora.
–O que foi que disse?!
–Herennhh... Ganhei uma bolsa de estudos em Princeton, a doutora é de lá...-Revidei mais sem jeito ainda enquanto ela olhava para os lados com um semblante perdido.
–Mas... Mas... Mas Princeton fica a quase 900km daqui! Não vai dar pra você ir e voltar todos os dias!-Pigarreei confirmando.
–Com certeza não daria, alias acho que nem vindo só aos finais de semana vai dar.-Ela abaixou o copo apoiando ele na mesa e mirando o nada.
–Voc...Você já decidiu ir, não é?!-Engoli seco novamente fazendo que sim.-Entendo...Então... Boa sorte.-Ela pegou a bolsa dela pendurada e ia se dirigindo para a porta quando a barrei.
–Não faz isso, vamos conversar!
–Conversar o que!?!? Você já decidiu! Quer ficar o mais longe de mim possível, eu sei, mas está com pena demais pra fazer isso por causa da porcaria daquele acidente!-Balancei a cabeça tentando imaginar como ela entendia as coisas de forma tão errada quanto agora.
–Deixa de ser doida, acha que ficaria com você por pena, não tem o que ter pena de você, alias eu sou quem deveria ficar preocupado por estar indo!
–Ahh não me venha com essa, quis me amansar com esse jantar pra enfiar a faca depois!-Suspirei.
–Eloise não é como você está pensando, eu quero ir por que...
–Pra ficar longe de mim, eu sei que me acha insuportável e que fico muito no seu pé eu sei disso, não precisa poupar as palavras!-Assim que eu levantei o rosto para encarar acho que a visão que tive partiu meu coração, ali estava ela chorando ressentida.
–Não fique assim! Venha, venha aqui...-A puxei pelo braço levando até a cama e limpando seu rosto.-...Se eu for pra lá vou ter mais oportunidades, daí vou consegui juntar dinheiro pro nosso casamento.-Ela negou.
–Mentira, você vai para lá e vai me esquecer!-Sentei ao seu lado tocando sua mão.
–Você é o tipo de pessoa que não se esquece facilmente, mas está bem, se for te fazer tanto mal assim eu ficar longe.... Então eu não vou.-Sorri para ela que arregalou os olhos surpresa.
–É sério!? Você seria capaz disso por mim?!-Aqueles olhinhos brilhantes me olhando daquele jeito, como poderia deixa-la contragosto?!
–Eu seria capaz de qualquer coisa por você! Minha vida te pertence se lembra?!-Ela sorriu tão largo me abraçando e enchendo de beijos que até que não foi tão difícil recusar.
–Eu te amo, te amo, te amo e te amo, eu juro que você não vai se arrepender!-Sorri contente por ela estar tão feliz.
–Eu sei que não.... Bom, como o combinado que fizemos....-Olhei em volta e pigarreei sem jeito.-...Eu sou louco por você!
–Ohhh que venha o ‘algo’!-Disse pulando em cima de mim.
No dia seguinte resolvemos almoçar na casa dos pais dela, porém assim que a conversa iniciou sobre o projeto e tudo mais fomos levados a sala como se fossemos crianças prestes a levar bronca.
Eu meio que me senti amedrontado diante aquele situação, não esperava aquela reação da mãe da Eloise e pela cara da minha noiva nem ela esperava com isso.
–Mas mãe...
–Não tem mais Eloise!!! Onde já se viu convencer o Dillan a não ir a Princeton! E você meu filho onde está com a cabeça!? Tenho que te dizer que essa mocinha aqui apesar de não aparentar tem gostos bem caros e fora as loucuras dela que custam os olhos da cara e daí você se casa com ela sem um emprego decente, vão os dois morrer de fome!?!
–Que absurdo mãe!
–Absurdo é senhorita dar uma de vitima e pedir uma coisa dessas a ele, Dillan vai sim para Princeton a senhorita gostando ou não! Um tempo longe um do outro vai fazer bem para vocês dois!-Me encolhi no sofá, o tom dela era tão ameaçador que me lembrava generais de filme de guerra, agora sei como ela educou aqueles marmanjos daquele tamanho.
–Senhora eu posso me virar por aqui, não neces...
–Calado! Você vai e ponto final, Dillan uma oportunidade dessa não acontece todo dia! Além do mais nem é tanto tempo assim, você pode vir nos feriados e poderão se falar por telefone! Meu Deus que grude é esse, eu sei que se gostam, mas vamos com calma!
–Não! Eu não quero que ele vá e ele não vai! Eu vou morrer de saudades mãe, vou ficar depressiva e em dois meses posso estar morta!
–Bom, sorte sua que tem uma mãe psicóloga, vai fazer quantas sessões quiser!-Com um enorme bico ela cruzou os braços me fitando.
–Eu vou te ligar todos os dias....-Murmurei para ela que respirou fundo.
–Se você sair com outra garota por lá eu vou arrancar os dentes dela fora!-Sorri concordando.
–Feito e você fique longe dos espertinhos da universidade, Ed e Julian vão estar de olho em você por mim!-Finalmente ela sorriu me abraçando.
Ta, eu sei, ia ser uma barra ir pra esse lugar sozinho sem nem ao menos ter ela comigo no final do dia para me fazer um elogio ou tentar me convencer a fazer alguma coisa pervertida. Mas no fim eu sei que tudo que estava fazendo voltaria para o bem dela, numa boa faculdade arrumaria bom emprego, com um bom emprego teria um financeiro estável e com tudo isso eu poderia me casa sem me preocupar das coisas não saírem do jeito dela.
Como dizem ‘na vida nada se consegue sem esforço e sem sacrifício’.
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