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17 Capitulo Extra I O Baile
Notas iniciais
Capitulo Extra I
O baile
O barulho do despertador estridente soou pelo quarto me acordando, minhas costas doíam um pouco, tinha livro e papel por toda parte, roupa suja em todo canto e minha lista de deveres estava maior do que o normal, no entanto, os dias fatídicos haviam sido varridos da minha vida.... Por mais complexo que as coisas seriam, agora eu tinha uma razão significativa para levantar com um sorriso bem largo no rosto, não que essa tal razão diminuísse os problemas, ao contrário faria eles aumentarem, porém eram problemas que sei que seriam adoráveis de serem resolvidos.
–Eu não te disse que sobreviveria...?!-Falei assim que um certo alguém atendeu o telefone, o som enfadonho emitido por ela junto a uma pitada de raiva demonstrava que meu proposito tinha sido alcançado.
–Cinco e meia da manhã capitão...?! É essa sua forma de mostrar arrependimento e se desculpar depois de rejeitar sua noiva emocionalmente instável e fisicamente debilitada?-Dei um breve risadinha não acreditando que lá vinha ela usando chantagem emocional comigo mais uma vez, estava sendo seu hobby predileto nos últimos dias, mesmo já não precisando de muletas para andar e só estar mancando um pouquinho... Na verdade Eloise estava em perfeitas condições, se fizesse fisioterapia direitinho no ano novo já estaria novinha em folha.
–Debilitada senhorita Taylor?! Devo te lembrar que ontem você me prensou de um jeito que deu maior trabalho pra te tirar de cima de mim e que quase fomos pegos pelos seus pais?! De debilitada minha querida estou mais eu com a mordida que você me deu no pescoço!-Ouvi ela se remexer respirando fundo.
–Talvez tenha razão, talvez eu não esteja tão debilitada, talvez eu só seja uma garota tola apaixonada por um tampinha ingrato que ultimamente tem me negado calor corporal como um gay enrustido!!!-Disse zangada e tudo que eu fazia era rir.
–Como você é exagerada, achei que esse assunto tinha sido esclarecido na semana passada!-Ela tossiu um pouco disfarçando.
–A única coisa que foi esclarecida foi que você assinou sua carta de greve por motivos idiotas como falta de coragem de mentir pros meus pais que vamos no cinema e irmos escondidos pro seu quarto....–Dei outra risada entrando em casa.
–Quer que eu passe ai e te leve pro colégio?!-Ela bufou novamente.
–Não, eu quero que você venha cá e me leve pra uma barraca e diga a mesma coisa que disse da ultima vez.... “Vou fazer suas vontades hoje”...–Me imitou o que me fez rir mais ainda.
–Vou entender isso como um sim, passo aí as sete e meia.-Ela desligou na minha cara, típico.
Eu sempre achei que se encontrasse aquele alguém por quem eu queria passar o resto da vida teria que fazer muitos sacrifícios, ter atitudes de cenas de novelas que envolvessem flores e bombons, teria que ser meigo e ficar com aqueles “Não desliga você” eternamente por um bom tempo, porém analisando bem hoje eu vejo que não daria certo pra mim. Me entediaria no primeiro mês e seriamos um casal frustrado pouco tempo depois, talvez por isso eu tenha tanta confiança nesse relacionamento, qualquer coisa que viesse dela já seria fora do comum e eu adorava ser surpreendido pelo jeito espontâneo e apaixonado dela.
–Mãe?!-Levei um curto espanto ao ver minha mãe já de pé fazendo o café com um sorriso no rosto enquanto eu estava com a sacola de pães na mão.
–Bom dia querido, vejo que trouxe os pães! Vá tomar banho e depois desça para o café sim?!-Eu sei, é assustador é como se ela tivesse sido abduzida por alienígenas e deixaram um clone desinformado no lugar, mas tem sido assim desde o acidente da Eloise e juro que ainda não me acostumei com a ‘mamãe legal’ de agora.
–Okay.-Disse deixando a sacola e subindo, balancei de leve a cabeça me despertando.
Já tinha se passado três meses desde o acidente da Eloise, por mais espantoso que parecesse para mim as coisas que esperava que fosse mudar não mudaram e as coisas que esperei que nunca mudassem mudaram. A começar com meu irmão que mesmo vendo todo sufoco mesmo todas as discussões que já o tivemos ainda agia como uma criança de cinco anos, algo que achei que mudaria seria o colégio, não sei por que coloquei na minha cabeça que o fato daquelas coisas terem acontecido comigo iriam refletir na minha vida escolar, o que não refletiu, eu ainda continuava sendo o porco espinho indesejado e violento.
–Você é o membro do conselho estudantil, tem nossa voz lá e fica aí parado como uma estatua inútil!-Disse uma das garotas da minha sala zangada, eles tinham pedido pra falar comigo depois da aula, mas não esperava ser alvejado com ofensas.
–Se não fosse uma garota já tinha te dado um soco, sabia?-Revidei sorrindo forçado o que fez ela se distanciar olhando pros demais agora.-O que querem que eu faça? Foi a escola que decidiu adiar o baile e agora decidiu não ter, não é culpa minha, não pediram minha opinião quando resolveram isso... Embora eu teria sido a favor, eu detesto baile!-As expressões já se enfezaram de novo me fazendo suspirar.-Gente eu não sou o único membro do conselho não, vocês sabiam?! Ainda que eu decida algo, precisaria do resto pra tomar uma iniciativa.-Um garoto tomou a frente sério.
–Dillan você é o cara mais influente que nós temos, quando você fala os mais velhos ouvem, se fizermos algo por maior que seja não terá efeito, mas se você conversar com eles pode ter resultado!-Percebem que ele usou palavras cautelosas pra falar comigo e não apanhar?! Dei uma risadinha negando.
–Eu sou só UM dos membros, posso até tentar conseguir algo pra vocês, mas se eles me perguntarem se os outros concordaram o que vou dizer? Vão dizer que sou individualista e que eu sozinho não posso fazer nada!-Eles conversaram entre si.
–Se o resto do comitê te der poder pra falar por eles você nos ajudaria?-Bocejei negando.
–Por que eu faria isso? Sou uma estatua inútil, não é?!-Me levantei saindo da sala ouvindo os gritos deles quase implorando, um dia se está por cima outro dia está por baixo.
Mais tarde naquele dia eu fui chamado na sala de reunião e todo o conselho estava lá com uma expressão sem graça de quem tinha um pedido a fazer girei os olhos suspirando, eu já tinha tanto problema na cabeça, a vinda do Jake, as provas finais, a questão da faculdade para qual entraria e ainda tinha que resolver os dos outros.
–É sobre a droga do baile, não é?!-Eles se entreolharam fazendo que sim.
–Pedimos ao Henzo pra conversar com o diretor e tudo que conseguimos é que a escola não é obrigada a dar um baile pros alunos, mas aposto que com você podemos ter uma resposta melhor.-Disse Sindy sem jeito, mirei pros lados pensativo.
–Ta legal, eu vou ajudar com uma condição....-Novamente se entreolharam concordando.
–Qual?
–Não vai ter concurso de rainha e rei de merda nenhuma!-Arregalaram os olhos como se tivesse dito uma blasfêmia.
–Todos os anos tem, não podemos tirar isso!-Neguei no mesmo instante.
–Esse ano não é pra ter nem baile e eu já vou me esforçar pra ter um, se querem minha ajuda vai ser sob essa condição!-Uma das garotas me olhou zangado.
–Isso tudo por que sabe que não vai ganhar?-Dei uma risadinha negando.
–Não, isso é por que todos os anos tem essa porcaria e sempre faz alguém se sentir mal por não estar lá e em cima... E nem me olhe com essa cara que todos nós sabemos que eu teria tanta chance de ganhar quanto você querida, estou é te poupando do constrangimento!-Ficou ofendida, proposito alcançado.-E ai?! Temos um acordo?-Eles ficaram cochichando por alguns instantes antes de me darem a resposta.
–Tudo bem, vê se você consegue que a gente tenha pelo menos um baile esse ano!-Eu fiz que sim me levantando e lembrando de algo importante.
–Mas uma coisa, por causa das provas provavelmente eu vou conseguir barganhar pra dezembro, algum problema quanto a isso?
–Veja o que consegue e já vai ser de bom grado.-Disse um deles e eu fiz que sim.
Agora faltava o mais difícil, mais uma reunião só que dessa vez com gente mais velha e pela cara deles nem um pouco afim de me ouvir.
–Já explicamos ao Henzo os motivos pelos quais não terá baile! Não interesse se nos anos passados teve esse ano não vai ter!-Disse o diretor já imponente, eu?! Estava brincando de forca comigo mesmo.
–Diretor Agnew gostaria de falar com o senhor a sós!-Ele sorriu negando.
–Diga o que tem que dizer na frente de todos e decidiremos entre nós!-Escrevi a palavra biologia no joguinho e enforquei o carinha do desenho sorrindo.
–Tenho certeza que o assunto que tenho a tratar com o senhor não será conveniente expor aos demais, digamos que é sobre o aniversario da escola envolvendo a sala de biologia.-O sorriso dele fechou no mesmo estante engolindo seco.
–Hernhn....Por favor saiam.-Agora o meu sorriso se alargava, enquanto todos espantados com o pedido dele repentino, mas não contradisseram por verem a cara de pavor dele.-..O que tem a sala de biologia?!-Perguntou engolindo seco e agora eu encarei ele.
–Sei que alguém passou esse ano, mas não precisou estudar pra isso!-Brinquei vendo ele negar freneticamente.
–Não é o que está pensando....
–Foi exatamente o que pensei, embora eu ache seu jeito um pouco...Exagerado pra uma colegial, porém isso não vem ao caso, está enganado se acha que vou me importar com isso, conheço boa parte dessa escola, metade dessas meninas tem merda na cabeça.-Respirei fundo olhando pra ele agora sério.-...Vamos pular a parte chata da chantagem e ir pra parte onde o senhor pergunta o que eu quero....Eu quero o baile.-Ele suspirou negando.
–Não dá mais tempo Dillan, os professores tem planos e provas para fazer, os coordenadores estão atolados e eu não posso obrigá-los a fazer isso!-Espreguicei pensativo.
–Ta legal, que tal mudarmos a data pra 20 de dezembro, os que ficaram de recuperação já vão ter feito as provas e a escola já vai estar pronta!-Ele tornou a negar.
–A data é boa, mas os professores não vão querer se meter nisso, já disse eles já decidiram e eu não posso forçar eles, iriam todos contra mim!
–Então deixa tudo nas mãos do conselho estudantil! Só deixa os garotos fazerem a festa, não precisa colocar a mão em nada...-O mirei sério.-...E essa é minha proposta final, o que quer dizer que o seu ‘não’ pode acarretar mais problemas do que o seu ‘sim’!-Ele engoliu seco novamente concordando.
–Estou feliz que esteja se formando agora!-Sorri largo fazendo que sim.
–E nem precisei dormir com o senhor pra isso!-Me levantei notando sua expressão zangada.
–Some daqui.-Murmurou enquanto eu saia, lá fora estavam todos os alunos espalhados pelo corredor ansiosos com a resposta que eu traria.
–Suas vidas vão continuar a ter sentido, vai ter o baile!-E foi só gritaria a partir disso, e enquanto todos comemoravam eu já imaginava que tudo cairia nas minhas costas pra variar.
Me joguei literalmente no colo da minha amada noiva que estava sentada no sofá tão zangada que nem se quer me abraçou quando fiz isso, como os pais dela estavam superprotetores demais nos encontrávamos mais na casa dela e isso restringia nossas formas de contato.
–Eu vou trabalhar daqui uma hora e meia é bom você guardar essa raiva pra mais tarde...-Ela bufou levantando meu rosto me fazendo olhar pra si.
–Você é o pior noivo do mundo, isso é coisa que se diga?! Devia chegar e me trazer buque de flores pedindo desculpas!-Sorri de lado negando.
–Você detesta buque de flores e sabe que eu tive razão quando fiz aquilo!-Ela apertou os olhos soltando meu rosto.
–Ta então aparece aqui sem roupa e diz que mudou de ideia, isso me faria feliz, sabia!?-Dei outra risada sentindo agora suas mãos me afagando.
–Seu pai já não gosta de mim se eu fizer isso não me deixam entrar aqui nunca mais!-Ganhei um beijo adorável no rosto junto a um sorriso.
–Ele não está acostumado com a ideia de eu me casar só isso, mas faço ele te venerar em poucos segundos quer ver?-Me levantei me sentando logo em seguida sem tirar nossa proximidade.-Papai!!-Logo veio o grandalhão com um bico de criança que não estava gostando de emprestar um brinquedo.-..Sabia que o Dillan tem um monte de medalhas de primeiro lugar?! Corridas de cart, Taekwondo, orientação, atletismo isso sem contar as incontáveis medalhas de basaball!-Aquilo foi muito estranho por que ele realmente pareceu interessado nisso.
–Seu tio vai ficar roxo de inveja quando souber disso!-Agora ele me olhou animado.-Por que nunca me contou nada rapaz, ficou escondendo isso enquanto podíamos ganhar daquele nerd quatro olhos metido!-Eloise deu uma risadinha negando.-Vou ligar agora pra ele!!!!-E nisso saiu correndo.
–O que droga foi isso?-Perguntei confuso pra ela que mexeu os ombros colocando suas pernas sobre as minhas.
–Meu pai e meu tio competem desde sempre pra ver quem tem a familia mais bem sucedida, agora que ele sabe que pode usar você como vantagem se tornou o mais novo troféu dele!-Sorri sem jeito, minha familia era tão normal perto deles.-...Então quer dizer que durante uma hora você é meu....-Disse usando um som sugestivo.
–Sim, mas não vamos fazer o que essa menteazinha pervertida está pensando, não aqui.
–Você já está se achando se pensa que eu pensei nisso!-Ela começou beijando meu rosto de leve e quando finalmente alcançou minha boca levei um susto com o irmão dela com refrigerante na mão nos secando.
–Vocês podem ir pra outro lugar, por favor!?-Nos entreolhamos sorrindo.
–Chato!-Disse ela segurando minha mão dirigindo pro seu quarto.
Não é que eu não queria fazer nada, na verdade eu estava a um ponto de enlouquecer todas as vezes que ela me provocava, mas sempre que lembrava que a três metros estava o quaro dos pais ela eu simplesmente me segurava.
–Então sua desculpa de hoje é que está cansado?! Sabe eu sempre imaginei que esse tipo de coisa acontecia com mulher, não com homens.-Lá estava eu tendo que me obrigar a não avançar o sinal.
–Nós já conversamos sobre isso.-Ela fez um bico enorme passando as mãos nos cabelos que agora já cresciam bastante, na realidade eu a achava tão fofa de cabelo curto.
–É mentira, você que não me quer mais não é!? Está com outra mulher?-Sorri beijando ela.
–Não preciso, você já me dá trabalho o suficiente!-Recebi um leve soco dela.-...Mas agora você me lembrou de algo, enquanto conversava com o comitê sobre o baile foi decidido que o tema seria o natal e então eu pensei de nós dois irmos!-Ela sentou na minha frente com a expressão seca.
–Pra que?! Pra passar vergonha?! Eu estou horrível Dillan, já não fui no baile da minha escola por vergonha agora você quer que eu passe vexame na sua escola?-Neguei no mesmo instante.
–Você está linda Eloise, não tem que se envergonhar de nada, a não ser ter que ir com o porco espinho, fora isso vai ser tudo perfeito!
–Eu penso o contrário, minha única vantagem é ir com você e sua desvantagem é ir com uma careca manca!-Eu bufei já ficando zangado.
–Para com isso! Seu cabelo já está do tamanho do meu e você só manca um pouco por que está faltando à fisioterapia!-Mesmo assim ela negou.
–Do jeito que eu to eu não vou!-Falou decidida.
–Ahh é?!Pois que pena, por que eu achei poderíamos fazer da forma tradicional que tem em todos os bailes!-Ela me mirou confusa.
–Forma tradicional?! Tipo o que terminar a noite transando no est.... Uhhh...-Dei um risada perplexo por ela ter dito aquilo em voz alta.-...Ta legal, eu vou! Até por que te soltar sozinho num baile seria pedir pra ser traída!-Me abraçou sorrindo conformada.
–Quanta desconfiança, bom então saiba que o acordo lá é roupas vermelhas, branca, amarelas ou verdes.-Me fitou com certo desdém.
–Por quê?!-Mexi os ombros não sabendo bem a resposta.
–Insistiram que eram as cores do natal e que queriam algo padronizado.
–Humm...Entendi, então quer dizer que no dia 20 vou ouvir um “Vou fazer suas vontades”....-Brincou me apertando.
–Eu espero sinceramente urgentemente que sim.-Revidei com meu interior comemorando esse acordo.
Porém eu sou Dillan Cooper e não seria agora por que tinha uma namorada magnifica que as coisas iam finalmente dar certo pra mim, ao contrário com um sorriso falso no rosto eu percebi que nada daria certo.
–Seu irmão me contou do baile, eu vou pedir pros meus tios me arrumarem uma roupa e nós dois vamos festejar a noite inteira maninho!!!-A chegada do Jake era esperada, a estadia dele por mais de duas semanas não.
–É....Vamos festejar sim....-Revidei sem graça, advinham onde o Jake dorme quando vem pra minha casa?!
Como eu havia previsto tudo literalmente tudo ficou nas minhas costas para resolver, desde a iluminação até a comida e a banda amadora que tocaria no dia, obviamente todo mundo teve que contribuir com uma quantia, porém se eu não fizesse nada, nada aconteceria. Então vocês perguntam, por que você está fazendo?! Bom, sem baile eu me encrencaria com a Eloise mais uma vez e eu queria que ela fosse pra ver se a auto estima dela aumentasse nem que fosse um pouquinho de cada vez.... Claro a parte do nossos acordo no estacionamento também me atraia bastante, embora eu não fosse fazer isso com ela lá.
–Psicologia, por que não me surpreende ouvir isso?-Disse a mãe da Eloise quando contei a ela o que queria cursar na faculdade.
–Pois é, eu já tenho essa ideia a muito tempo desde que meu psicólogo do reformatório me auxiliou em muitas decisões minhas, eu acho que levo jeito pra me entender com delinquentes juvenis e consertar eles.-Ela sorriu me oferecendo mais um pedaço de bolo que eu recusei por que já era o quarto.
–Eu já estou satisfeito obrigada.
–Se precisar de uns livros emprestados eu tenho vários e está a sua disposição.-Eu agradeci com um aceno e logo vi minha linda noiva se aproximando, seu cheiro pós-banho era insuportavelmente deleitável, me deu uma vontade louca de agarra-la, porém mais uma vez me segurei.
–Por que será que tenho a impressão que sua visita não é pra me agradar?-Sorri sem graça tendo que dar essa má noticia.
–Eloise minha linda e magnifica noiva que eu amo tanto, perdoe esse pobre garoto que não teve escolha e não vai poder vir te pegar pra ir no baile...-Disse quase querendo me ajoelhar.
–Não vai ter baile?
–Vai ter sim, eu só não vou poder vir te buscar, vou pedir pro Jake te pegar quando for trazer o Devan e acompanhante dele.-Nisso ela já ficou furiosa.
–O que!?!!?! Eu por acaso sou par do Jake pra ele vir aqui me buscar? E por que diabos você não pode?! Tem outra garota pra pegar?-Eu já esperava essa reação dela.
–Eloise eu vou ficar direto lá o ginásio, vou até levar minhas roupas e outras coisas no carro pra já tomar banho por lá e me arrumar lá, não vai dar tempo de te buscar!-Furiosa ela bufou.
–Não quero ouvir suas desculpas! Não me espere nessa droga de baile por que eu não vou aparecer!!!!-Gritou indo pro seu quarto e batendo a porta, mirei a senhora Taylor sem graça que negou.
–Ela já comprou o vestido e pediu a cunhada pra vir arrumar ela, é claro que ela vai, fique calmo.-Suspirei me levantando e me despedindo dela.
Eu acabei tendo uma ideia bizarra que no dia em que resolvi pô-la em pratica fiquei mais nervoso que imaginei que ficaria. Papai me olhava com um maldito sorrisinho sarcástico no rosto como se estivesse ouvindo uma piada de humor negro onde não se podia sorrir realmente.
–A quitinete?!-Pigarreei fazendo que sim sem graça.
–É...Não vai ter mais reuniões do clube e vocês quase não tem usado, então.... No sábado gostaria que me emprestasse ela já que o Jake está lá em casa e...Bom você saebe.-Ele fez que sim pensativo e abrindo a gaveta da mesa.
–Vou fazer melhor, é o seu presente de natal.-Empurrou a chave até sorrindo largo.
–Valeu! Eu prometo que vou arrumar direitinho e deixar tudo no lugar quando sair!-Revidei contente e ele negou.
–Você não entendeu filho, quero que fique com a quitinete pra você até seu casamento, eu e sua mãe não vamos precisar dele mesmo.-De contente fiquei espantado.
–Quer que eu more lá?
–Se você convencer sua mãe a deixar você sair de casa, more, fica do lado do restaurante mesmo e seu quarto vai estar sempre intacto pro dia que precisar.-Sorri mais do que contente, não me contendo sentado na cadeira e indo abraçar ele.
–Obrigado pai!!!-Dei um abraço apartado nele nem acreditando direito que ele tinha mesmo me dado o quitinete....Temporariamente é claro. Isso resolveria tantos problemas.
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Chegou o infeliz dia, vinte de dezembro, não era nem dez horas direito e eu já estava ajudando a trazer os enfeites, cadeiras, mesas e tudo mais pra tudo ficar pronto antes de começar a aparecer gente por ali. Daí vocês perguntam, todos te ajudaram, não é?! Que nada, do comitê estava só eu ali e meus fieis garotos que por gloria a Deus não me deixaram na mão mesmo não tendo um troféu valendo.
–Advinha quem me convidou?-Perguntou Jordan sorridente.
–Alguma nerd desesperada?-Brinquei ajudando ele a ajeitar a mesa.
–Não! A Kim! Achei estranho por que ela estava afim de você, mas parece que ela superou a derrota drástica contra a nossa Eloise!-Dei uma risada.
–Primeiro, não tem nossa meu filho, é só minha, segundo a Kim estava afim de mim?! Ela me odiava!-Ele mexeu os ombros.
–No inicio do ano talvez, mas todo mundo percebeu a insistência dela de se aproximar de você, qual é não chegou a notar?-Girei os olhos sem interesse.
–No inicio do ano eu conheci a Eloise o que você acha?-Acenou que tinha entendido.
–Pois eu vou com a Jesse, criei coragem e segui o seu conselho ela me deu um soco na cara, mas aceitou!-Disse Toni fazendo os outros rirem.
–Pra mim você só merecia o soco depois de ficar segurando ela por tanto tempo...-Retrucou outro brincando.
–Mas já que estamos falando de par, a Eloise vai vir?-Respirei fundo parando de limpar a mesa pensando.
–Não sei, depois do acidente ela tem estado muito instável por ter que fazer fisioterapia e essa coisa de esperar o cabelo crescer, mas a mãe dela acha que sim, então....Sei lá.-Revidei confuso.
–Okay outra pergunta que não quer calar, por que droga o Devan vai vir com a mulher da cantina!?-Eu dei uma gargalhada mirando eles.
–Ele disse que ficou com dó por que ela contou que nunca foi em um baile e sempre dava porções a mais pra ele quando pedia, gente, por favor, não vão caçoar a coitada hoje, a deixa ser feliz!-Eles riram fazendo que sim.
Eles ficaram me ajudando até as cinco e meia da tarde, depois acabei ficando sozinho tendo que esperar o cara do som vir e instalar as caixas. Até que não tinha ficado tão feio assim, a iluminação ficou boa e o coqueiro que improvisamos como arvore de natal estava exoticamente bonito. Mas eu sei que nada disso iria encantar minha rabugenta noiva, e de certa forma eu entendia ela ao mesmo tempo que ficava feliz por ela ser desse jeito....Então resolvi fazer algo fora do meu programa, liguei pro meu pai e pedi algo peculiar a ele que chegou a rir quando ouviu.
Eu já estava pronto respirando fundo e sorrindo forçado, acho que nunca ouvi Jingle bell Rock tantas vezes quanto agora e se eu já não gostava tanto dessa música imagina agora. Porém felizmente um dos garotos do comitê chegou e trouxe outras músicas que estava faltando, e começando a ouvir so this is christmas e eu comecei a odiá-la depois da quinta vez que tocou.
–Acho que só por que o tema é natal não quer dizer que somos obrigados a ouvir só coisas de natal, não?!-Disse a ele que concordou no mesmo instante.
Oito, nove e nem sinal do pessoal que eu esperava, todos os alunos pareciam ter chegado menos as pessoas que eu queria ver, ou melhor a pessoa, tentei ligar pro Jake, mas nem sinal dele também. Respirei fundo indo de um lado pro outro resolvendo problemas.
–Tenho que te parabenizar, ficou incrível!-Disse Joan ao lado de uma garota com semblante desprezível, na verdade era um das que não gostava de mim.
–Não com a sua ajuda, eu pedi pra vocês do comitê vir e se não fosse meus amigos esse baile não tinha acontecido!-Estava ao lado da mesa onde eles estavam e concordaram comigo.
–Não deu eu tive uns...
–Não quero saber, suas desculpas não me servem de nada!-Nos nervos em que eu estava com os cabelos mal penteados e a roupa meio amarrotada e sem minha noiva eu me sentia péssimo.
–Deixa ele querido eu também estaria estressado se não tivesse um par pro baile e não tivesse se quer condições pra vir em um...-Ela me olhou dos pés a cabeça.-...Na sua casa não tem ferro!?
–Juju que isso....!?-Murmurou o outro sorrindo sem graça morrendo de medo de levar um soco por ela.
–Só estou dizendo a verdade ou será que....
–MANOOO SOCORROOOOO!!!-Ouvimos o grito do Devan que correu até mim bem vestido por sinal, minha mãe deve ter ajudado ele.-...Ela quer me matar de novo!!!-Disse apavorado o que era algo bom, já que a Eloise era a única capaz deixar ele assim.
–Ela quem Devan??!-Perguntou Joan mais curioso do que preocupado, dei uma risadinha deleitosa olhando pros dois.
–Minha noiva.-Apenas meus amigos sabiam que tinha ficado noivo então já podem imaginar a cara que fizeram quando eu falei isso, agora multipliquem isso por 30 vezes mais quando em um vestido longo vermelho pra mim mais sensual do que elegante ela apareceu com uma expressão zangada e bom... Eles não foram os únicos que ficaram boquiabertos.
–Não adianta, hoje o Dillan vira filho único!!-Ela vinha chegando perto enquanto eu acenei pra ele e pros garotos da mesa pra pararem de rir.
–Calma Eloise....-Disse de forma amena.
–Calma o caramba, você não sabe o que esse infeliz fez!!-Parou subitamente cerrando os olhos e respirando fundo quando Jake apareceu todo sem graça e tocou os ombros.
–É Eloise tenha calminha fofinha...-Só consegui ver ela abrir os olhos bruscamente pegar no braço dele de uma vez o fazendo girar e cair sentado na frente dela estático, quando ele viu o que ela tinha feito veio correndo pra trás de mim....Essa é minha noiva debilitada.
–Eu te disse pra não usar diminutivo com ela....-Murmurei rindo pra ele e todos meio que batendo palmas e rindo.
–Calma.... O que aconteceu!?-Perguntei me aproximando vagarosamente e ela fez um bico enorme de choro.
–Seu irmão idiota sobreviveu no parto, foi isso que aconteceu! Eles tinham acabado de me pegar em casa e esse palerma disse que conhecia um atalho quando fomos ver estávamos no fim da cidade a dez quilômetros da escola, como se não fosse piorar tivemos que parar por que o bexiga frouxa não conseguia segurar, quando já estávamos voltando essa ameba ambulante ‘percebeu’ que esqueceu a carteira no banheiro...Isso por que não estou levando em conta o Jake parando o carro de esquina em esquina cantando as pobres meninas que tinham a infelicidade de passar no caminho dele!-Eu sei que não deveria, mas eu comecei a rir sem parar até ela me dar um soco leve.
–Isso é culpa sua!-Eu fiz que sim fingindo ser sério.
–Certo, agora esqueça isso....-Ela respirou fundo fazendo que sim.
–Tem razão, vamos pra ‘forma tradicional’ que você me prometeu!-Dei outra gargalhada fazendo que não.
–Mais tarde, os garotos querem te ver!-Assim que ela se virou pra mesa sorriu largo se conformando.
–OMG vocês encontraram garotas de verdade pra sair com vocês!-Disse brincando com eles que riram.
–Aí você não tinha sofrido acidente? O que diabos foi aquilo?-Perguntou um deles perplexo.
–Querido Ed ainda que um caminhão me atropele continuaria ganhando da queda de braço de você!-Mais uma vez eles riram enquanto ela se sentava.
–Uhhhhhhh! Como é convencida!-Ela deu uma risadinha olhando pra mim.
–Amores ultimamente eu tenho ganhado até do Capitão!?-Agora era minha vez de rir sentei ao seu lado negando.
–Eu lembro disso não!-Revidei.
–Não, então não se lembra da noite do Halloween?!-Sorri extremamente constrangido por ela me recordar disso, tinha sido nossa ultima noite antes de entrar nessa de seca por causa dos pais, ela vestiu uma fantasia e foi a minha casa foi uma noite e tanto.
–Tuche, mas em minha defesa aquilo foi trapaça!-Franziu o cenho negando.
–Não foi trapaça, a ideia de brincar sem blusa foi sua!-Eu mal acreditei que ela tinha dito isso em voz alta, minhas bochechas nunca arderam tanto quanto agora ouvindo o ‘noosssaa’ ou ‘uuhhhh’ e até uns ‘filha da mãe’ de perplexidade.
–Ta! Chega desse assunto!
–Tem razão, vamos falar sobre a possibilidade de eu poder matar seu irmão hoje!-Sorriu largo pra mim e eu fiz que estava pensado.
–Ou a Tradição ou você pode matar meu irmão!-Devan sentou do meu lado apavorado.
–Isso é trapaça!-Disse ela só olhando bem pra mim.-Por que você está desarrumado?!-Pigarrei sem jeito mexendo os ombros.
–Você sabe que eu não sou bom nisso, e me sobrou pouco tempo.-Disse passando as mãos nos cabelos e logo senti o tapa dela na minha mão.
–Não faz assim está bagunçando mais, perai....-Ela se virou pro Jake acenando.-...Me dá minha bolsa....-Ele logo entregou e ela ficou de frente pra mim.-...Se tivesse ido pra minha casa eu tinha te arrumado e você ainda tinha ganhado um bônus.-Brincou sorrindo.
–Maluca.-Revidei somente deixando ela pentear e arrumar meus cabelos, na verdade eu gostava e muito disso, seria capaz de me desarrumar de novo só pra sentir ela cuidando de mim.
–Eu liguei pra Jade ir com o Jake, mas ela nem quis saber!-Comentou sorrindo.-Por que será né Jake?!-Vi meu amigo fazendo uma risada falsa atrás de mim.
–Você está zangada por que quem está no quarto do Dillan esses dias sou eu não você!-Me virei incrédulo pra ele.
–Cara isso foi muito gay!-Ele riu acenando que sim.
–Eu sei, ele tem sido minha mulher esses dias!-Dei um soco de leve nele.
–Eca, sai fora!-Eloise soltou uma gargalhada negando.
–Queridinho se vocês dois fossem gays te garanto que a mulher da relação não seria o Dillan!-Brincou ela.
–Por quê?!
–Você usa diminutivo e a voz do capitão afinada é mais grossa que a sua!-Ohh minha nossa que conversa mais idiota.
–Fique sabendo...-Jake ia refutar, mas já coloquei a mão na frente.
–Chega, esse assunto ta me deixando enjoado!-Ela terminou de mexer no meu cabelo segurando meu rosto e me dando um beijo caloroso.
–Se você virar gay eu dou um jeito e viro homem.-Puxei ela pra outro beijo mais profundo sem me importar com as vozinhas amolando ao fundo...Acho que ficamos trocando beijos por tempo demais pros risinhos estarem aumentando daquele tanto.
–Dillan...?!-Alguém me chamou e vi que era o Henzo um pouco perplexo.
–O que?!-Ele deu uma acenada na entrada.
–É o pessoal da banda...-Murmurou agora olhando pro rosto da Eloise ainda perplexo.
–Ohh sim... Agorinha eu volto!-Disse a ela que fez que sim já obrigando o Devan a buscar alguma comida pra ela....Na realidade ela só não estava de pé por que tinha um pouco de vergonha de mancar.
Como o dinheiro era pouco e a banda era quase gratuita eles não chegaram a cantar música e eu fiquei sentado com a Eloise a performace toda com as cadeiras coladas um abraçado no outro assistindo os outro dançarem, eu não me importava por que eu não sabia dançar e seria meio cômico ela sendo mais alta que eu.
–Eu não perguntei antes por que não queria constranger, mas quem é essa senhora que o Devan convidou?-Dei uma risadinha.
–A tia da cantina...-Um pouco espantada ela começou a rir.
–Tudo bem, a vontade de matar ele diminuiu.
–Não querendo mudar de assunto, mas já mudando...-Me fitou sorrindo enquanto eu estava sério encantado com o quão linda ela estava.-...Você está incrível.-Sorriu timida logo mudando o semblante.
–Guarde seus elogios pra mais tarde, mas já que você tocou nisso.... Você está muito charmoso.-Eu neguei no mesmo instante.
–Nem adianta mentir, já até me perguntaram se não tinha ferro de passar em casa hoje!-Ela entortou um pouco o rosto se aproximando do meu ouvido.
–É por que elas nem sonham com o que tem por baixo, se não eu estaria tendo que sair nos tapas com algumas.-Dei um beijo como agradecimento.
–Depois de meia hora que a banda terminar a gente vai embora, tudo bem?-Ela sorriu largo fazendo que sim.
–Forma tradicional?!-Questionou me apertando.
–Também, mas tenho um presente pra você.-Ela ia me perguntar quando a palmas estrondaram na sala e não deu pra conversar, também por que muitos garotos já estavam voltando pra mesa.
–Vocês nem vão dançar?!-Perguntou a acompanhante do Julian.
–Eu estou cansado e a Eloise não quer!-Respondi.
–Por que, você não sabe dançar Eloise?-Revidou.
–Sei sim, mas estou guardando minhas energias pro fim da noite TRADICIONAL!-Dei uma risada incrédulo.
–Para de ficar dizendo isso!-Ela virou o rosto não se importando.
–Tradicional?! Como assim?!
–Nada, isso é maluquice dela!-Notei o pessoal da banda se aproximando e eu dei um aceno pra eles.-...Foi muito bacana! Obrigado por terem vindo!-O vocalista negou dando risinhos por que tinha uma doidinhas atrás dele sorrindo e acenando como se fossem famosos.
–Valeu! Vamos ficar pro resto da noite tudo bem!?-Eu fiz que sim não me importando.
–Fiquem a vontade!-Só agora percebi que o motivo dele estar ali parado na minha frente não era pra perguntar isso e sim lançar olhares pra minha garota, eu só não dei um soco nele por que ela estava ocupada demais mexendo na bolsa e ignorando eles.
–Me apresenta sua amiga Dillan!-Disse ele em alto e bom som, girei os olhos vendo os meus amigos me olharem um pouco assustados com o que eu faria, mas respirei fundo sorrindo.
–Amiga?! Que amiga!?-Eloise olhou pros lados procurando não sei o que?!
–Você!-Revidou ele apontando pra ela suspirou aliviada.
–Awhh.... Dispenso...E não somos amigos, ele é meu.-Só acenou com a mão mostrando a aliança voltando seu olhar pra bolsa.
–Seu?! Ela é sua namorada porco espinho?-Perguntou com certo espanto, mas eu nem precisei responder.
–Noiva querido, NOIVA! Namoro não define donos, mas noivado sim...-Ela me deu um beijo no rosto sorrindo depois se virando pra ele.
–Ta brincando?!-Perguntou mais perplexo ainda.-....Por que uma garota como você sairia com alguém como ele?!-Eu já ia me levantar quando uma mão pousou sobre mim me forçando a sentar.
–Espera, deixa eu responder antes dele ficar inconsciente.... Por que ele não é um imbecil como você e eu amo baixinhos fortes bom de cama.-Agora ela se virou pra mim enquanto eu bati a mão na cabeça por que todos estavam olhando e ouvindo.-...Pronto, pode matar ele agora.
–Não tinha outras qualidades pra você citar?!-Questionei a fazendo sorrir.
–Tenho mais de 100 pra citar, mas quero ver ele apanhar!-Revidou ela na maior simplicidade falsa, o vocalista já acenava que não sorrindo sem graça.
–Perai foi brincadeira....
–Relaxa não vou te bater numa festa de natal...Ia, mas não vou mais.-Retruquei já calmo.
–Não vai?!-Perguntou ela e eu fiz que não.-...Então eu posso?-Sorri fazendo que sim.
Bom a noite foi bem mais divertida do que pensei, além desse vocalista ela socou mais dois caras e uma garota perguntar se eu queria dançar com ela... Não preciso salientar que ela é minha alma gêmea por que é a única pessoa além de mim que não sai de uma festa sem bater em alguém. Mas aquela noite seria uma criança, vendei seus olhos levando ela pro sobrado imaginando o que meu pai tinha feito.
–Uhhh quanto mistério....Isso não é tradicional.-Brincou ela andando sobre o meu guiado.
–Mais você vai gostar do mesmo jeito!-Abri a porta com a chave reserva e ligando as luzes e só então tirei a venda dela.-Aí está!-Tinha uma mesa de sobremesas prontinha pra gente, jantar não daria muito certo mesmo.
–Uau....-Disse ela em um tom fingido.-...Bolo confeitado, tortas de morango e chocolate quente.... Q-que romântico....-Completou sem jeito, romantismo não fazia parte dos agrado dela e eu já sabia disso.
–Relaxa que a surpresa não é essa, vem cá!-Levei ela até a cama e lá estava meu pacote que tinha comprado semana passada e tinha pedido pro papai levar.-Eu ia te dar de natal, mas vou antecipar!-Ela pegou o pacote e abriu de uma vez vendo o vestido preto sensual que tinha dado pra ela.
–Um vestido?!-Disse fechando o sorriso e eu abri o meu.
–Esse presente é meu, vista ele que vou te dar seu presente!-Toda animada ela tirou o vestido vermelho na minha frente vestindo o outro.
–Pronto! Meu presente agora.... E só uma dica espero que esteja dentro da sua roupa!-Eu gargalhei fazendo que tem.
–Ta no meu bolso, vem pegar....-Mais do que animada ela praticamente pulou em cima de mim fuçando meus bolsos ansiosa demais para só mexer as mãos lançou seus lábios sobre os meus famintos, logo ela já nao se preocupava com presente ou o que quer que fosse simplesmente puxou minhas roupa a tirando.
Quando finalmente ela pareceu ter cansado já era uma quatros da madrugada, eu não conseguia tirar o sorriso do rosto por que na verdade eu também estava sentindo muita falta daquilo, ela me abraçou recuperando o fôlego dando beijos leves no meu ombros.
–Foi o melhor presente de natal que já ganhei!-Sorri beliscando ela.
–Isso não foi o presente Eloise....-Peguei meu paletó pegando a chave reserva e entregando pra ela.-....Esse é seu presente.-Ela deu uma risadinha me olhando.
– Own isso é a chave do seu coração!?-Curtiu e eu logo neguei.
–É a chave desse lugar, será só meu e seu por um tempo!-Agora ela pareceu mais animada.
–Sério?! Tipo podemos vir quando quisermos e fazermos o que der na telha?!-Sorri fazendo que sim.
–Faremos nossos encontros aqui!-Obviamente isso mais do que animou ela que me olhou de um jeito que quase me fez derreter.
–Retiro o que disse, esse com certeza foi o melhor presente! Agora tenho que te dar um presente a altura, o que você quer?-A apertei contra mim.
–Eu não preciso de mais nada, já tenho você.
Eu não sabia bem o que o proximo ano me traria, mas no fim daria certo se ainda tivesse.
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