Seduzida Por Um Idiota

5 When the classmate is a jerk III


Notas iniciais
Hey, Hey! Postando na sexta feira 13 e não no dia dos namorados porque sim =P (E também porque ontem estava atolada até o pescoço com um monte de bagulho, relevem). Muito, muito obrigada a todos os comentários (vou respondê-los agora, como fiz antes) e a todos os favoritos. Eu fico super emocionada! Boa leitura!

Foi minha vez de aproveitar-me da situação para emaranhar meus dedos entre os fios loiros e puxá-lo contra mim, invadindo-o num beijo repentino. O quê? Eu ficaria ali, aguentando a provocação como uma maldita boneca? É claro que não. Tomei a iniciativa ao também devorá-lo com a boca, apreciando seu gosto. Enlacei-o com as pernas, fazendo com que ele roçasse em mim para que pudesse sentir sua pulsação, o que fez de mim mais excitada.

Gememos com o contato; os corpos embaraçados; as mãos a agarrar e arranhar tudo pelo caminho. Assim como Usui arrancou-me da roupa, abri também sua camisa apressadamente (e me livrei dela como um empecilho), descendo com a língua cálida por todo o peito e abdômen esculpidos indecentemente, rumo às calças daquele matiz berrante do amarelo. Eu não era sádica como aquele idiota que gostava de me torturar, e segui direto ao objetivo, confiante de que faria bem melhor!

Ainda assim, eu não era tão sem-vergonha como ele o suficiente para encará-lo enquanto o estimulava oralmente, e pouco antes de envolvê-lo fechei os olhos para privar a vergonha num momento como aquele ― desajeitadamente ajoelhada, enquanto Usui permanecia de pé.

Chupei inicialmente o topo, acariciando-o com a língua no interior da minha boca e sentindo a lubrificação a se esparramar com a fricção. Logo passei a lamber todo o comprimento, até a base; o gemido rouco do imbecil satisfez meu ego. Prossegui ao sugar não só da extremidade, mas toda a extensão que minha boca pôde conter. Sorvi com rapidez, apertando-lhe entre os lábios enquanto uma das mãos ocupava-se de estocá-lo onde estes não o alcançavam.

Excitava-me enquanto o fazia, o que era inacreditável. Como eu podia me manter naquele estado se eu havia acabado de...! Foi muito difícil manter-me no controle quando o senti a latejar entre minhas mucosas, e um gemido meu escapou, involuntário. Guiada pelos grunhidos de Usui, ditei o ritmo que fez com que ele encontrasse a própria liberação, e desta vez foi ele a derramar-se em mim.

Após engolir aquilo rapidamente, quando eu achei que tudo já havia terminado por ali (apesar da minha ainda constante pulsação interna), fui impulsivamente levantada numa puxada grosseira, e posta contra a mesa, de costas para ele mais uma vez. Onde aquele cara encontrava tanta disposição?

― Fez muito bem, Misaki ― sussurrou em meu ouvido, e apenas o som me fez delirar. Estava sensível ao mínimo toque. ― Acho que quer ser recompensada, não?

Respondi com um resmungo qualquer, concentrada no corpo aquecido rente ao meu e na firmeza do apoio das mãos. Quando ele penetrou minha boca com os dedos novamente, eu sabia onde iriam chegar, e arrepiei-me em expectativa. Lambi-os com vontade, umedecendo-os até encharcá-los de saliva, e deixei que o ele fizesse o resto ao encaminhar-se para entre minhas pernas.

Estremeci brevemente com o choque que a umidade me causou, ainda que nenhum dos dedos tenha sido inserido. Contornavam-me, como se me preparassem para o que estava por vir, e, droga, eu odiava como isso me exasperava. Quando alcancei o limite, o bastardo enfiou o primeiro e logo o segundo dedo, enquanto beijava minhas costas para me distrair de qualquer desconforto.

Não teve de fazê-lo por muito mais tempo, porque a dor logo foi substituída por uma ânsia que eu nunca imaginei sentir. Simulava com as mãos o que pretendia depois repetir dentro de mim, impulsionando os dedos contra minha intimidade. Num movimento contínuo a adentrar e sair, não demorou a encontrar meu ponto mais sensível e chocar-se contra ele muitas e intensas vezes. Continuou a me estimular com força e velocidade, embora meus ofegos deixassem claro que eu queria bem mais do que apenas o indicador e o médio.

― O quê? ― Retirou aquilo que me desorientava, e o imbecil ainda ouviu com um prazer quase perverso meu gemido arrastado. ― Você quer mais?

― Usui, seu desgraçado, bastardo maldit-

Apertando os punhos, reclinada sobre a mesa, eu iria xingá-lo de todas as maneiras possíveis se não fosse repentinamente preenchida. Numa única e enlouquecedora investida, que por pouco não fez com que eu gritasse e denunciasse a nós dois. Ah, aquele estúpido era esperto. Muito esperto! Enquanto eu estava distraída com a provocação, aproveitou-se para adentrar-me de modo imprevisto e eficaz.

Não havia mais nada que me conectasse a realidade ou algo parecido; estava, sim, perdida, envolta num arrebatamento insano que me consumia continuamente, além de meu fôlego e o que mais pudesse extrair de mim. Porque nada importava além das arremetidas velozes e vigorosas; da intensidade com que Usui forçava-se contra mim, cada vez mais profundo; nos dedos famintos a agarrar-me pelo quadril e fincar-se em talhes longos; na urgência e rudeza com que investia, desenfreado.

Ao golpear-me repetidamente, atingia também por vezes aquele ponto tão sensível que fazia dos meus gemidos mais altos e eróticos. E com isso eu sentia crescer o calor interno, enquanto minhas mãos se ocupavam de firmar-me contra a mobília disponível, até mesmo doloridas diante da força com que eu era empurrada contra ela ― alcançando meu limite, eu arfava de cansaço e desejo.

Mas logo fui girada como uma boneca, de frente para aquele abusado que era o único a me enlouquecer de tal maneira. O que ele, queria, afinal? Erguendo uma de minhas pernas, Usui invadiu-me tão lentamente quanto em uma tortura, enfiando-se até o final para retirar-se quase por inteiro a ponto de fazer com que eu protestasse e respirasse com dificuldade.

Ainda por cima me observava enquanto o fazia, como se pudesse me devorar com os olhos. Fechei os olhos, constrangida, e não pude prever quando ele apanhou meus lábios num gesto involuntário. O beijo era libidinoso, devasso, imoral. Roçava sua língua à minha, com aspereza e voracidade, enquanto continuava a me atormentar de maneira tão vagarosa e ao mesmo tempo tão selvagem. Tão insuportável que tive que me afastar para gemer angustiada.

― Seria um desperdício não poder olhar para você enquanto goza ― murmurou ao pé do meu ouvido, o timbre grave e arrastado.

Mesmo de olhos fechados, corei absurdamente com o que ele disse. Maldito provocador irritante! Nem pude impedir a mim mesma de reagir, estremecendo com a excitação e sentindo os músculos internos a tencionar com o prazer. Não sabia como rebatê-lo ― só estava ciente de que se tornou demais para suportar. E eu não esperaria ou imploraria para que ele fosse mais forte ou mais rápido. Não mesmo. Se ele não iria, faria eu mesma.

Surpreendendo o idiota, afastei-me dele e o empurrei para o chão. Porcaria, eu era uma excelente praticante de aikidô, nem ao menos foi difícil. Quando Usui fitou-me, perplexo e confuso (a melhor parte!), envolvi-o de joelhos, já que ele estava sentado naquele pavimento frio. Acomodei-me em suas coxas, sentindo seu volume enrijecido ao separar minhas pernas, enquanto uma das mãos ocupou-se de agarrá-lo para beijá-lo.

Não um beijo qualquer: o encontro feroz de línguas facilitava o processo de me acostumar à invasão, e deixei claro que a partir daquele momento era eu a tomar as rédeas. Ao senti-lo por completo, ofeguei languidamente, satisfeita por perceber que ele também respirava com dificuldade. Mas não estava concentrada o suficiente para comemorar alguma vitória. Uma necessidade urgente me alienava de todo o resto. Enlacei a cintura com as pernas, agarrando seus ombros num abraço que se podia chamar de indecente, e iniciei meus movimentos.

O cadenciar devastador e prazeroso dominou-me como antes, ainda que desta vez eu o sentisse com mais nitidez e veemência. Movia-me, quase (ou talvez completamente) inconsciente, entorpecida pela torrente ávida que me consumia. Principalmente quando ele arranhava minhas costas, pressionando minha carne como se desejasse unir-se a mim; lambia minha pele úmida de suor, raspando os dentes por entre os seios.

Num arrepio violento, grunhi quando Usui meteu as mãos grosseiras entre nossos corpos, agarrando um dos meus mamilos entre os dedos, estimulando em mim uma loucura prazerosa ao friccioná-los sem dó. Em meio ao odor viciante dos cabelos aos quais me agarrava, desfazia-me em murmúrios irreconhecíveis, e ele sussurrava incentivos obscenos que me fariam espancá-lo em outra ocasião, enquanto nos chocávamos um contra o outro.

― Ah, Usui...!

Foi impressionante toda aquela expectativa crescente até atingir o ápice, desmanchando-me tanto em exaustão quanto pela garganta, quase rouca de tanto gemer. Enquanto eu apanhava em golfadas o ar faltante, senti que ele tomava controle dos movimentos, pois eu mesma ainda não me recuperara do cansaço. Num aperto firme, Usui apanhou meu quadril para impulsioná-la contra si mesmo algumas vezes mais, até contrair-se por inteiro.

Nos mantivemos unidos, agarrados um ao outro num beijo cálido; as línguas chocavam-se travessas; meus cabelos a pingar de suor eram afagados com displicência e distração. Mesmo quando separamos os lábios, permanecemos tão juntos quanto possível: as testas coladas, os olhos fechados. A romper a calmaria e se mostrando o imbecil de sempre, Usui divagou:

― Humm... apenas teria sido melhor te ouvir gemer meu nome.

― Continue sonhando, pervertido ― rechacei, desviando o olhar do dele. Um leve enrubescimento denunciava meu embaraço. Idiota.

― Ah, não se preocupe, Misa-chan ― garantiu, divertido. ― Um dia será tão pervertida quanto eu. ― Acrescentou, malicioso: ― Está aprendendo direitinho.

Num bufar incrédulo, expeli entre dentes:

― Quem iria querer você como professor?

Notas finais
Só porque você disse isso, Ayuzawa, no próximo capítulo Usui vai ser seu sensei :v Well, sabem que 'cês estão me fazendo muito feliz? Continuem assim que me mantém super motivada *~*