Seduction
5 O outro.
Notas iniciais
— Minha nossa, você foi perfeita. — exclamou Yasmim, batendo palminhas para mim. — Nossa foi melhor do que previa.
— você achou mesmo? — indaguei, sentindo-me um pouco insegura.
Olhei por sobre o ombro dela e o dono da marca estava avaliando as fotos que Oliver acabara de tirar.
Tinha acabado de terminar minha primeira sessão de fotos para a marca de roupas de praia, o dono não havia falado nada além do seu nome desde a hora que cheguei. Apesar de ele falar que eu tinha tudo a ver com as roupas que tinha desenhado, eu ainda estava insegura, Yasmim disse que ele é muito exigente e, além disso, durante a sessão ele não tirou a carraca séria em nenhum minuto, tenho motivos para estar um pouco insegura.
— Não se preocupe, ele adorou. — disse Yasmim, percebendo minha preocupação. — Conheço Ezra o suficiente para saber que está empolgado e que gostou muito das fotos. Esse jeito sério é só fachada.
— Tem certeza? — ela assentiu e eu pude notar que estava sendo sincera comigo. — Que bom.
— Mas parece que não foi só seu trabalho que o deixou empolgado.
Yasmim olhou na direção de Oliver e Ezra, e meus olhos acompanharam o largo sorriso que Ezra direcionava para Oliver e sua mão sobre o ombro dele — era a primeira vez que ele havia tirado a expressão séria do rosto. Por um momento, aquilo me deixou incomodada e me fez questionar se Oliver também gostava de homens, mas acabei rindo com meu próprio pensamento.
Ou será que ele é bi? Afinal, isso não é impossível.
— Ezra adora homens como o Oliver. — cochichou Yasmim. — Mas pelo que vejo, Oliver só consegue olhar pra você, e eu até entendo isso, esses biquínis ficaram perfeitos no seu corpo, até eu fiquei babando.
Minhas bochechas formigaram instantaneamente. Yasmim sempre dava um jeito de me deixar envergonhada, no entanto, eu sabia, que aquilo não passava de flertes e uma maneira de brincar comigo. Ela começou a rir, notando minha expressão envergonhada.
— Relaxa, Felicity. — disse — Então, já são quase duas horas, estou morrendo de fome. — comentou mudando de assunto. — Você quer almoçar?
— Sim; também estou morrendo de fome.
A sessão de fotos tinha se prolongado e ninguém notou o tempo passar, quando percebemos já tínhamos passado do meio dia e toda a equipe estava cansada e morrendo de fome.
— Ótimo. — ela deu um sorrisinho. — Você pode se trocar que eu espero.
— Okay. — Yasmim assentiu e se afastou de mim para conversar com Ezra e Oliver.
Aproveitei para pegar minhas coisas e ir até a tenda montada no meio da areia. Eu havia ganhado todos os biquínis, maiôs e cangas que havia usado para tirar as fotos, esse é um dos privilégios no meu trabalho. E já que tenho o resto do dia de folga, com certeza vou usar um desses. O problema é escolher um deles, são todos lindos, então acabo por decidir usar um biquíni azul hot pant e por cima uma túnica branca toda rendada, por último um chapéu com um laço azul, deixo meus cabelos soltos e coloco um óculos.
Agora estou prontíssima para curtir o resto do dia da melhor forma.
Quando saio da tenda, sentindo-me maravilhosa dou de cara com Yasmim e outras duas pessoas, para ser mais exata, dois homens maravilhosos de tirar o fôlego. Um deles eu conhecia muito bem, era Oliver, o homem que anda tirando toda a minha sanidade. Seu olhar prende no meu corpo por longos segundos e eu aprecio a forma suja que ele me olha. O outro homem nunca tinha visto na vida, mas a sua beleza e seu sorriso me encantaram logo de primeira vista, ele era tão lindo e sexy quanto Oliver, para ser sincera, os dois batiam páreo a páreo.
— Pronto. — falei, esboçando um sorriso direcionado a Yasmin.
— Antes de a gente ir almoçar, quero te apresentar uma pessoa. — ela disse, engatando seu braço no estranho. — Esse daqui é o Guilherme, meu irmão.
— Irmão gêmeo. — completou Guilherme, dando um passo a frente e me estendendo a mão. — Agora sei porque Yasmim elogiou tanto a sua beleza, você é linda.
Não vou mentir, mas suas palavras me deixaram feliz e com um pouco de vergonha, eu realmente não sei reagir a elogios.
Guilherme era lindo e tinha um sorriso que arrancava o fôlego de qualquer mulher, sem deixar de mencionar a forma com que seus olhos se moveram por cada parte do meu corpo, ele tinha um olhar faminto e doce, capaz de molhar a calcinha de qualquer mulher, menos a minha, porque a única coisa que senti foi vontade de encarar Oliver para ver a sua reação. Mas não fiz, encarei Guilherme e dei o meu melhor sorriso, apertei sua mão sentindo seus dedos no meu pulso e imaginei-os percorrendo todo meu corpo, infelizmente minha imaginação me traiu e comecei a imaginar a mão de Oliver trilhando caminhos perigosos pela minha pele.
— É um prazer te conhecer, Felicity. — ele disse. — Tenho certeza que vamos nos dar muito bem.
— Tenho certeza disso também. — retribui o sorriso e só então olhei para Oliver, ele pigarreou e passou a mão pela nuca, sua carranca me deixou satisfeita, tinha certeza que Guilherme seria a cereja do bolo.
— Bom, meu trabalho ainda não terminou. — disse. — vou para o meu quarto, preciso selecionar as melhores fotos.
— Não vai almoçar com a gente, Oliver? — questionou Yasmim.
— Não, vou pedir almoço no quarto. — respondeu. — Preciso selecionar as fotos e mandar para Ezra e para a agência. A gente se vê mais tarde.
— Tudo bem então. — Yasmim me olhou sorrindo. — Então, vamos?
[...]
Eu me diverti muito durante o almoço com Yasmim e Guilherme, eles têm aquela cumplicidade de irmãos gêmeos que me deixou um pouco assustada. Eles se parecem muito um com o outro e têm boas histórias para contar, enfim, eu ri durante toda nossa refeição, tanto que senti até dor de barriga, e também fugi de algumas investidas de Guilherme. O homem era sim lindo e charmoso demais, no entanto não consegui sentir nada que chegasse aos pés das sensações que sinto quando Oliver está por perto.
Nada parecido com aquele friozinho na barriga e aquela vontade de me entregar. Na verdade acho que nunca me senti dessa forma com nenhum outro homem, nem com meus ex’s namorados canalhas.
Caramba, ficar pensando em Oliver não está sendo saudável para mim. Preciso parar de pensar nele e na noite de sexo que tivemos, apesar de ser um pouco difícil, afinal aquela foi uma noite inesquecível, impossível de esquecer tudo que fizemos.
Olha só, já estou perdida em lembranças daquela noite.
Mas mesmo não sentindo um pingo de atração por Guilherme aceitei seu convite para sair com ele à noite. Eu só quero me divertir e ele me parece uma boa companhia, e, além disso, vai ser ótimo esfregar na cara de Oliver que não preciso dele para nada.
Porém, agora vou parar de pensar em Oliver ou Guilherme, eles são lindos, mas eu não posso ficar perdendo tempo pensando nos dois, estou em um lugar maravilhoso, o sol está incrível e minha pele está precisando de uma corzinha. Quem sabe aquelas marquinhas maravilhosas de biquíni?
Estendi minha toalha sobre a areia, tirei a túnica de praia que cobria meu corpo e me sentei. Fiquei alguns segundos encarando as ondas, até escutar em pigarreio ao meu lado. Arrependi-me ao desviar meu olhar do horizonte para encarar Oliver.
Suspirei, acho que minha paz de espírito acabou de acabar.
— É melhor você passar o protetor solar. — ele disse. Seus olhos se moviam lentamente por todo o meu corpo e eu agradeci ter tirado a túnica, é bom mostrar o que ele perdeu quando cometeu a estupidez de pedir um tempo para pensar.
Oliver estava usando um shorts e uma camisa azulzinha com botões na frente, detalhe, esses botões estavam abertos e eu tinha a visão do seu abdômen perfeito e do v" que se iniciava abaixo do umbigo e se escondia dentro do shorts, meu olhar seguiu até o cós do calção e soltei um suspiro ao sentir meu ventre se contrair.
Caramba, que homem, meu senhor, que homem.
Oliver limpou a garganta ao perceber o local onde meus olhos estavam fixos, afastei meus pensamentos sujos e voltei a encarar as ondas do mar. Por que esse homem tem que mexer tanto assim comigo?
— Eu sei disso.
Oliver sentou-se ao meu lado e dobrou os joelhos.
— Se precisar de uma ajudinha, adoraria sentir sua pele.
Fechei os olhos e as imagens das mãos de Oliver percorrendo meu corpo invadiram meus pensamentos.
Puta que pariu, Felicity.
Adoraria as mãos dele no meu corpo, e outras coisas também.
— Não preciso da sua ajuda.
Ele deu um sorrisinho.
— Tudo bem, mas se precisar estarei aqui, ao seu dispor, para o que você precisar.
Olhei para ele.
— Se eu pedir sua ajuda com o protetor você também vai pedir um tempo para pensar? — provoquei, e ao constatar que ele não retrucaria com nenhuma piadinha me levantei, estava pronta para me afastar dele.
— Por que está fazendo jogo duro logo agora? — ele questionou.
— Você ainda pergunta?
Peguei minhas coisas e saí andando, ia encontrar um lugar distante de Oliver, sua presença não vai me impedir de me divertir e pegar um bronzeado.
(...)
Após passar praticamente o dia inteiro na praia, voltei para o meu quarto no início da noite. Tomei um banho demorado e passei um tempo escolhendo uma roupa para sair com Guilherme. Já estava quase na hora que combinamos de nos encontrar, então me arrumei rapidamente.
Desci para a recepção, onde combinamos de nos encontrar e lá estava ele, de tirar o fôlego como a primeira vez que o vi. Caramba, Guilherme é muito bonito, mas por que não consigo sentir por ele um terço da atração que sinto por Oliver? Isso é inexplicável. E é visível que ele está afim de ter algo comigo, no entanto, a única coisa que quero dele é sua companhia.
— Uau, você está linda. — ele disse, com os olhos repletos de adoração.
— Você também. — retribui. — Nada mal.
— Parece que sou um cara de sorte.
Dei um sorrisinho.
— Então, para onde pretende me levar?
— Primeiro vamos jantar. — respondeu. — Depois a gente pode beber alguns drinks, o que você acha?
— Para mim está ótimo.
[...]
Guilherme estava sendo um cavalheiro, até a cadeira ele tinha puxado para eu me sentar e isso estava cutucando pela primeira vez o meu lado sonhadora, aquele pedacinho que sempre desejou um homem como ele. Entretanto, meus pensamentos não saiam de um único ser humano, por mais que tentasse arrancar Oliver a força da minha cabeça, falhava miseravelmente. Estava ali com Guilherme todo simpático e atencioso, mas queria era estar na cama de Oliver.
O engraçado é que depois de três relacionamentos frustrados, já era para eu ter aprendido a lição. Mas apesar dessas três decepções eu queria sofrer mais uma, meu dedo podre estava louco para colocar mais um na lista, e o pior, eu estava deixando.
— Você gostou do peixe? — indagou Guilherme, com o olhar fixo no meu.
— Sim, está uma delicia. — respondi, bebendo um gole de vinho.
Guilherme assentiu.
— Hoje Yasmim e eu acabamos não dando muito espaço para você falar um pouco sobre sua vida, e eu estou um tanto curioso. — comentou. — Como uma gênia formada no mit foi parar em uma agência de modelos?
Bom, essa era a pergunta que eu me fazia todos os dias. Como uma garota formada no M.I.T, com honras, foi parar em uma agência? Eu sempre amei o que fazia, a tecnologia era o meu vicio, adorava criar várias coisas relacionadas a computadores, mas a vida me deu um soco no estômago, e agora trabalho tirando fotos. Tudo isso porque não encontrei nenhum outro trabalho na área que me formei. Mas apesar disso, eu acabei me encontrando como modelo, ainda amo a minha real profissão, mas também amo fotografar.
Expliquei toda minha história para Guilherme e falei sobre minha vida. O tempo passou rápido e eu dei graças a Deus pelo jantar ter ocorrido de forma tranquila.
[...]
Entramos no bar e pude notar as mulheres dançando ULA ULA em cima do palco. O lugar era aconchegante e as pessoas também. Guilherme tocou minha omoplata e me guiou até o balcão, sentamos em bancos e eu fiquei observando tudo ao redor.
— Então, o que vai querer beber?
Eu não podia encher a cara, amanhã cedinho tenho mais uma sessão de fotos, não posso acordar com uma maldita dor de cabeça, nesse trabalho ser profissional é obrigatório. Então tenho que tomar algo fraco.
— Pode ser gin tônica.
Guilherme começou a rir.
— O que foi?
— Nada. — disse, encarando meus olhos. — É só que estamos em um bar no Havaí, é isso mesmo que você quer beber?
— Você tem uma opção melhor?
— Várias. — respondeu. — Posso escolher? — questionou. — Juro que você vai adorar.
Ponderei, acho que um drink não vai me deixar doida.
— Tá então. — dei de ombros.
Ele sorriu e chamou o bartender. Conversou com ele e falou algo parecido com um drink com bebidas do Brasil, o bartender assentiu e se afastou.
— O que você pediu?
— Catupirinha. — o nome desse drink me soou estranho e eu arqueei as sobrancelhas. Guilherme sorriu e começou a explicar. — É um drink que mistura catuaba e caipirinha, são bebidas do Brasil. Você nunca provou caipirinha?
— Não.
— É vodka com limão. — explicou. — prometo que você vai adorar.
— Tudo bem, eu confio em você.
Bom, estava na hora de experimentar algo diferente de gim tônica e tequila, então decidi confiar em Guilherme. E não me arrependi, a tal da catupirinha era deliciosa, os sabores se harmonizavam e tornava o drink suave e gostoso. No entanto, acabei passando dos limites e tomando mais do que devia, e após algumas doses de catupirinha eu já sentia meu corpo queimando e sentia também uma enorme necessidade de atrito.
Como posso dizer, em melhores palavras, eu estava com um tesão da porra.
O celular de Guilherme tocou e ele encarou o visor.
— Eu preciso atender.
— Tudo bem.
— Já volto. — ele se afastou e eu continuei bebendo a minha catupirinha.
— Ei. — chamei o bartender, ele parou o que estava fazendo e se aproximou. — Tem algo capaz de dar tesão em uma mulher nessa bebida?
Ele deu um risinho, não parecia surpreso com minha pergunta.
— É afrodisíaco. — respondeu.
— Então, há chances dele ter escolhido essa bebida com segundas intenções?
O bartender chegou mais perto, como se fosse me contar um grande segredo.
— Acredito que sim.
Ah cacete, bem que eu estava estranhando todo esse cavalheirismo de Guilherme. Que iludida que eu sou. Bem que dizem que sempre tem o gêmeo malvado. Preciso ir embora, por mim essa noite termina aqui.
— Quanto eu te devo?
— Nada, o cara que estava com você já pagou.
Dei de ombros e desci do banco.
— Não fez mais que a obrigação dele.
Por que homens têm esse dom de decepcionar tanto uma mulher? Jurei de pé junto que Guilherme era um cara legal, mas ele se mostrou um aproveitador. Tá, talvez seja exagero da minha parte, talvez nem ele saiba que essa tal catupirinha é um drink afrodisíaco, ou talvez eu esteja querendo me iludir. Enfim, é melhor parar de pensar em Guilherme, tenho trabalho no outro dia, preciso realmente voltar para o hotel dormir.
Antes de voltar para o hotel, caminhei ao ar livre, sentindo a brisa fresca e meus pés afundando na areia.
Quando entrei no saguão do hotel caminhei direto para o elevador, apertei o botão e aguardei as portas se abrirem, e quando as escutei deslizar, entrei de cabeça baixa na grande caixa de metal, e só notei que tinha companhia quando as portas se fecharam.
Meu corpo inteiro arrepiou-se quando senti o perfume familiar, esse cheiro me lembra a noite que tive com Oliver, a noite que desejo repetir.
Oliver limpou a garganta e resolveu falar.
— Então você estava com o Guilherme?
— Como você sabe? — rebati, encostando minhas costas na parede do elevador.
— Yasmim me falou. — respondeu. — Vocês estão bem amiguinhos não é?
— É, ele é um cara legal. — falei, apesar de minha opinião sobre ele ter mudado, mas ainda queria atingir Oliver.
— Hum. — Oliver resmungou.
O silêncio tomou conta do cubículo novamente, até as portas se abrirem e nós sairmos pelo corredor. Apertei o passo, no entanto ele continuava bem perto de mim.
Eu sentia meu corpo pegando fogo, o drink, a vontade de trepar com Oliver e sua presença estavam me matando. Eu não queria ceder agora, mas meus hormônios estão fervilhando, gritando nas minhas entranhas, quero me entregar ao desejo que sinto. Preciso me sentir saciada e só Oliver é capaz disso, maldito drink.
— Então você está com ele?
Eu dei um riso de escárnio e me virei em sua direção. Oliver ficou perto, perto o suficiente para eu sentir a sua respiração suave e controlada contra meu rosto.
— Você acha que Guilherme me pediria um tempo para pensar se eu oferecesse sexo pra ele?
Encarei Oliver e seus olhos ganharam um tom mais escuro, ele se aproximou de mim, praticamente grudou seu corpo no meu. E era exatamente isso que eu queria, seu corpo cada vez mais perto do meu.
— Você não ofereceria isso para ele.
— Por que não? — cruzei meus braços e continuei encarando-o. — Ele é tão bonito quanto você.
Oliver sorriu.
— Pode até ser. — murmurou. —Mas se você quisesse mesmo algo com ele, não estaria aqui agora, tentando me provocar.
— Não estou te provocando. — rebati.
Girei e retomei o meu caminho, clamando pra que ele não desistisse.
— Duvido que ele seja tão bom quanto eu.
— Bom, pretendo experimentar, se ele for eu te digo. — parei na frente do meu quarto e abri minha bolsa para pegar o cartão chave.
— Cacete Felicity! — ele exclamou.
Abaixei a cabeça e sorri.
— Fui um idiota, eu confesso. — ele disse. — Por Deus, não sei o que me deu quando te pedi um tempo, foi estupido mesmo. Mas caramba, eu quero repetir a nossa noite, caramba, como eu quero.
Olhei para ele.
— Ainda não é o suficiente.
Oliver caminhou até mim e novamente estava perto demais.
— Então a única coisa que me resta é provar para você
Nossos olhares se encontram e é tão difícil me controlar com ele me olhando dessa forma, meu corpo inteiro treme de expectativa e excitação, eu quero tomar o controle, mas não posso, ele tem que fazer isso. Oliver dá um sorrisinho e segura a minha nuca, me seguro para não puxar seus lábios para os meus.
— Esse joguinho só me deixa mais excitado.
Minha respiração acelera e meu coração pula freneticamente dentro do meu peito. Não quero nem pensar em como está a situação no meio das minhas pernas, mas com certeza tenho uma ideia.
Eu sinto os dedos de Oliver se moverem pelo o meu pescoço e sinto um arrepio sobre toda a minha pele. Puta Merda, faz isso de uma vez. Seu polegar toca o meu queixo e ele inclina meu rosto na sua direção. Minhas pernas ficam bambas e preciso encostar minhas costas na parede para poder me equilibrar.
A sua boca está tão perto, fecho meus olhos esperando ansiosamente o que vai acontecer. Oliver emite um gemido e seus lábios tocam suavemente os meus. Suspiro e minhas mãos encontram seus ombros que aperto com força e então sua língua está dentro da minha boca, tocando delicadamente cada região. Sinto que meu coração vai sair pela boca.
Céus, esse beijo lento só está piorando a situação lá embaixo.
Ele continua me beijando e seus dedos descem pelas minhas costas e trilham um caminho até a parte de trás da minha coxa, seus dedos se afundam na minha pele, ele ergue e prende minha perna no seu quadril, sinto seu membro pressionar contra minha intimidade e acabo emitindo um gemido, agarro seus ombros com ainda mais força.
Ele está me beijando e a sensação é indescritível. No entanto, quando tudo está prestes é melhorar, Oliver se afasta.
— Será que isso é suficiente? — ele questiona.
Eu estou quase sem ar, com as pernas bambas e sinto ainda mais necessidade de estar com Oliver.
— Entra comigo?
— Entro aonde você quiser. — ele esboça um sorriso.
Abro a porta e puxo Oliver para dentro, ele empurra a porta com o calcanhar e então agarra minha cintura, me puxa para si e me beija novamente, dessa vez nada de beijo lento e delicadeza, ele está tão faminto quanto eu. Então não ficamos enrolado.
Oliver me gira de costas para ele e beija o meu ombro, então meu pescoço, sei que vai deixar marcas na minha pele, mas estou tão excitada que não me importo.
Na verdade, não me importo com nada além desse momento. Só me importo com a gente e todo o desejo que guardamos e estamos prestes a liberar.
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