Seduction
6 A modelo internacional
Notas iniciais
O dia havia sido tão cansativo, que quando a segunda sessão de fotos acabou a única coisa que eu queria era ir para o meu quarto, tomar um banho e dormir. A sessão havia se alastrado por horas e quando terminou estava quase escurecendo, então me despedi dos outros e voltei para o meu quarto. Tomei o banho que tanto desejava e quando estava pronta para me deitar, escutei batidas na porta.
— Olá. — disse Oliver, segurando uma garrafa de champanhe e duas taças. — Você quer companhia?
Embora eu estivesse cansada, ver Oliver na minha porta com aquele olhar de coitadinho, me fez ceder e o deixá-lo entrar. Além do mais, nós tínhamos um acordo e precisávamos cumpri-lo.
Oliver entrou e sentou no meu sofá. Abriu a garrafa de champanhe e encheu as taças, tudo isso enquanto seus olhos moviam-se sobre cada parte do meu corpo. O seu olhar estava me deixando louca.
— Você estava incrível hoje. — disse Oliver, me entregando uma taça de champanhe. — me deixou louco a sessão de fotos inteira.
Seu olhar e suas palavras foram capazes de tirar o meu cansaço e me fazer pensar em nossos corpos, juntos, unidos, suados e em sincronia em uma dança perfeita apenas nossa.
Bebi um gole da minha bebida e soltei a taça sobre a mesa de centro. Caminhei até Oliver e sentei no seu colo. Segurei seu queixo e pressionei meus lábios sobre os deles, imediatamente Oliver pressionou a palma da mão contra minhas costas e respondeu ao meu beijo cheio de urgência e volúpia.
— Tenho vontade de tirar sua roupa toda vez que te vejo. — sussurrou, erguendo a blusa que eu estava usando.
— Você pode fazer isso agora.
Ele esboçou um sorriso cheio de malicia e me beijou.
[...]
Senti a pressão dos dedos de Oliver na minha barriga ao mesmo tempo que seus lábios estavam chupando a pele sensível do meu pescoço, me fazendo delirar e me derreter sob suas caricias. Um arrepio alastrou-se por todo meu corpo quando seus dedos deslizaram para dentro da minha calcinha e buscaram o meu ponto de prazer.
— Tão molhada. — ele sussurrou, mordendo o lóbulo da minha orelha.
Meu corpo inteiro se contorceu sentindo o tesão que Oliver me proporcionava. E a sensação era incrível, inexplicavelmente incrível, a melhor sensação que eu já provara em toda a minha vida. E me faz pensar que nunca nenhum homem irá me fazer sentir as mesmas coisas que Oliver me proporciona, com certeza, tenho um problema em mãos.
— Consegue sentir o quanto estou duro? — indagou em meu ouvido, dando uma mordidinha no lóbulo. — pronto para te fazer minha?
— Céus. — gemi, sentindo sua ereção roçar no meu traseiro.
Oliver abaixou e minha calcinha e me pôs de bruços sobre a cama, agarrou os meus cabelos e pressionou seu corpo contra minha costas. Eu podia sentir o quanto ele estava quente, seu calor emanava e me arrepiava inteiramente. E a sua ereção roçando na minha bunda só me deixava ainda mais molhada e ansiosa para o que ele faria a seguir.
— Por que não empina bem a sua bunda para mim? — questionou, enquanto beijava, mordia e sugava vários pontos das minhas costas nua. — Estou louco para te comer de quatro.
A suas palavras sujas apenas amentavam ainda mais o meu prazer e a minha vontade de tê-lo inteiro dentro de mim. Então, mesmo com as pernas trêmulas, fiz o que ele me pediu. Fiquei em uma posição que me deixava toda exposta para ele fazer o que quisesse comigo, e ele faria, com certeza ele faria.
— Encoste a barriga no colchão. — ordenou, e eu como uma boa garota, fiz o que ele mandou, ficando ainda mais exposta. — Uau. — sibilou. — Com certeza essa visão é umas das coisas mais bonitas que já vi na vida.
Eu sorri. Mas já estava perdendo a paciência. Estava louca para que ele me fodesse, porém, Oliver parecia se deliciar com a tortura que estava me fazendo passar.
— Você vai fazer o seu trabalho logo?
Escutei apenas o seu sorriso como resposta e então o farfalhar do seu corpo se movendo sobre o edredom.
— Claro que não. — ele disse. — Antes, eu só quero senti-la gozando na minha língua. — Oliver deslizou um dedo pela minha coxa e subiu até o meu ponto mais sensível, ele me acariciou e eu me perdi na loucura intensa de prazer que ele estava me proporcionando. — Porra, você me enlouquece, Felicity. — a sua língua me arrebatou e me fez gritar e agarrar o edredom embaixo de mim.
— Oliver. — gemi seu nome, sentindo sua língua entrar dentro de mim e sair ligeiramente para se mover ao redor do meu clitóris.
O mesmo movimento diversas vezes, e eu me contorcia ao sentir que estava à beira do ápice do prazer mais intenso que já senti. Oliver me lambia e me sugava com maestria, de um jeito único e especial que pertencia somente a ele.
— Isso. — ele sussurrou. — goza pra mim amor. — apertei forte o tecido sob minhas mãos e senti minhas pernas bambearem, aquele aflição dolorosa e deliciosa tomaram meu corpo e me fizeram fechar os olhos e gemer ainda mais alto, estava a ponto de dar a Oliver o que ele tanto desejava. Então ele foi mais fundo e ágil, o suficiente para me fazer derreter em sua língua, do jeito que ele queria.
Eu não conseguia mover um musculo, meu corpo tremia com a sensação deliciosa que acabará de ter e minha respiração começava a voltar ao normal quando os dedos de Oliver se afundaram na minha cintura.
— Ainda mais molhada, do jeito que eu gosto. — sibilou, agarrando meu ombro e me puxando para cima, então ele beijou a minha orelha e vários pontos do meu pescoço, enquanto suas mãos acariciavam meus seios. — eu ainda não esqueci, quero te comer de quatro, então volte para a posição de antes. — ordenou. — ele pressionou a mão contra minha nuca e empurrou contra o colchão, não foi de uma maneira bruta, ele foi delicado e de um jeito gostoso pra cacete. — Você fica perfeita assim. — ele puxou meus braços e juntou os dois os segurando pelos pulsos.
— porra.
— Talvez isso lhe incomode um pouco, por isso quero que fale caso aconteça, okay?
— Okay. — respondi.
— Fique com a cabeça onde está e não tente puxar os braços, pode fazer isso?
— Sim.
— Ótimo. — disse. — Prometo que não vai se arrepender.
Eu sabia que não iria. Porque simplesmente, Oliver me fazia querer experimentar cada coisa que ele estivesse disposto a me proporcionar.
Um grito fugiu da minha garganta quando seu membro deslizou lento e profundamente para dentro de mim. Ele retesou, e senti apenas a ponta do seu membro da minha entrada, então ele puxou meus braços, fazendo meu corpo ir para trás e seu pau entrar fundo e rápido, e ele fez a mesma coisa centenas de vezes. Cada estocada me fazia tremer e gemer intensamente com a sensação que se espalhava por meu corpo.
— Cacete. — ele sussurrou, me puxando com força novamente. — Isso é tão gostoso, Felicity. — disse, empurrando-me para frente e me puxando novamente com força. — Você é gostosa pra cacete.
Mais alguns empurrões e algumas puxadas com força. E embora meus pulsos estivessem doloridos e minhas pernas tremendo, eu não queria que aquilo acabasse, mas aquela aflição gostosa no meu ventre já anunciava o meu orgasmo.
Os espasmos começaram e eu me contorcia e gemia com ainda mais intensidade enquanto Oliver entrava rápido e com força dentro de mim. Impiedoso, ele estava impiedoso. Não tinha o menor receio de me tratar de forma mais bruta, ele era selvagem e perfeitamente intenso, e isso me fazia amar o sexo com ele.
— Quero que se lembre dessa noite, Felicity. — ele puxou meus cabelos, fazendo-me ficar de joelhos sobre o colchão e com meu corpo colado ao dele, sentindo suas baforadas contra o meu pescoço. — Lembre-se o quanto você fica maluca enquanto eu te fodo. — ele parou os movimentos e apenas distribuiu beijos no meu pescoço.
— Oliver. — gemi, agarrando seus cabelos e mexendo meu quadril. — Você precisa continuar.
— Eu preciso? — sibilou e mordeu a minha orelha. — Por quê? Você pode me dizer?
— Você sabe porque, seu cretino. — ele sorriu.
— Sim, eu sei. — murmurou. — Mas quero ouvir você falando.
— Porque eu estou quase lá, seu idiota.
— Fica ainda melhor quando você me xinga. — sussurrou, deslizando a mão pela minha barriga e me tocando bem no meu ponto máximo de prazer. — Você quer que eu te faça gozar, Felicity?
— Sim, Oliver, eu quero, desgraçado. — ele riu.
— Então me diga.
— Termine o que estava fazendo, eu preciso que me faça gozar. — falei, elevando a minha voz.
— Boa garota. — disse. — Encoste a cabeça no colchão de novo.
Eu não acredito que estava sendo tão submissa a ponto de acatar suas ordens, mas precisava que ele voltasse a fazer o que estava fazendo antes, então agi como uma e fiquei novamente de quatro, com o traseiro bem erguido para ele.
— Céus, você me deixa maluco. — disse, segurando meus pulsos e me puxando com força para si.
Soltei um grito ao senti-lo inteiro dentro de mim, me rasgando e me preenchendo de maneira intensa e deliciosa. A sensação de não tocar mais o chão me atingiu e eu tive que segurar com força o lençol em baixo de mim. Queria segurar o máximo, mas sabia que não conseguiria.
Meu coração batia forte, minhas pernas tremiam e o suor escorria pela minha têmpora. Perto, tão deliciosamente perto.
— Relaxe e não se segure, solte tudo para mim, Felicity. — ele disse, puxando-me mais uma vez com força e abatendo meu corpo e um misto de sensações incríveis e maravilhosas.
Meus olhos se fecharam e meu corpo estremeceu, eu ainda estava entorpecida pela intensidade do momento. Tudo havia sido incrível demais e mal tinha palavras para explicar a adrenalina que corria em minhas veias.
Oliver apertou meu pulso e gemeu atrás de mim ao me puxar mais uma vez contra seu quadril. Ele urrou meu nome e me empurrou para frente mais uma vez. Ele também estava perto do seu ápice. E eu desfrutei o momento, ouvi-lo gemer e falar meu nome baixinho enquanto seu corpo era envolvido por diversas sensações era tão incrível quanto ele me fazer gozar.
— Ahhh Felicity. — disse baixinho, tirando seu membro de dentro de mim. Escutei seu gemido baixo e então senti seu liquido sendo derramado na minha bunda. — Cacete, Felicity, me diz que isso é tão maravilhoso para você quanto é para mim?
Ele respirou fundo, e eu me virei para encarar sua expressão, Oliver ainda estava de joelhos, com os olhos fechados, seu peito subia e descia com força. Engatinhei até ele e fiquei de joelhos a sua frente. Segurei seus ombros, fazendo-o abrir os olhos e me encarar profundamente.
— Você não tem ideia do quanto. — lhe dei um beijo, abracei seu pescoço e me joguei para trás o trazendo junto comigo. Ele segurou minha cintura e continuou me beijando. — Nos podemos jantar agora? — interrompi seus beijos.
Ele me encarou e suspirou.
— Por mim eu pedia comida e ficava por aqui mesmo. — disse, erguendo uma sobrancelha. — O que você acha?
— Huum, deixa eu pensar. — ponderei.
— Depois a gente pode continuar isso. Quem sabe um banho juntos naquela banheira? — argumentou. Ele beijou meu queixo. — Estou louco para esfregar suas costas.
— Só isso?
Ele sorriu e beijou o vale entre meus seios.
— Você sabe que com certeza não é só isso.
— Tudo bem, você me convenceu, vamos pedir o jantar.
[...]
Acordei sentindo meu corpo um pouco dolorido, mas ao mesmo tempo acordei lembrando a noite que tive com Oliver, uma noite incrivelmente intensa e perfeita. Cacete, eu não acredito que possa existir alguém na fase da terra que me faça sentir as mesmas coisas que Oliver me faz sentir. Quero a todo momento estar com ele, e não é como uma adolescente apaixonada quer estar com seu amado, é de uma forma mais carnal. Eu desejo a todo momento estar com Oliver, em seu braços, com ele no meio das minhas pernas, fazendo daquele jeito que ele sabe fazer.
Não posso mais nem fechar os olhos que imagens de nós dois juntos já invadem a minha cabeça e me deixam louca de vontade de estar com ele novamente. Se pudesse estaria com ele agora, mas depois que ele me fodeu na banheira, o mandei para o quarto dele.
Então, com o pensamento de estar sob o corpo de Oliver de novo, levantei e me vesti rapidamente. Ainda eram 08hrs da manhã e a sessão de fotos começaria a 13hrs. Tínhamos horas suficientes para ficamos juntos. Tenho certeza que ele não vai recusar a minha proposta. Sai do meu quarto e atravessei o corredor, quando ia bater a porta do quarto dele, o trinco girou e alguém a abriu. Era Yasmim.
— Felicity... Oi! — ela exclamou, com grande excitação na voz. — Eu já ia mesmo falar com você.
— Humm. — troquei o peso da perna, observando Oliver surgir atrás de Yasmim. — Aconteceu algo?
— Sim. — disse Yasmim. — Houve uma mudança nos planos.
— E que mudança seria esta?
— Ezra se encontrou com uma grande amiga. — disse. — Ela é uma grande modelo internacional, e Ezra fez um convite para ela tirar algumas fotos com você e ajudar na divulgação. Ela aceitou.
— Ah humm. — ponderei. — Mas será que o Ezra não está contente com as minhas fotos?
— Nada disso, Felicity. — respondeu Yasmim ligeiro. — ele adorou suas fotos. Ezra apenas acha que a divulgação será ainda maior com uma modelo internacional, além do mais ela é uma grande amiga dele. Ele fez o convite achando que ela não ia aceitar e PAH. A danada aceitou.
— Ah tá. — cruzei meus braços. — Tudo bem então.
— ÓTIMO! — exclamou. — Agora vamos que ela está no café, esperando vocês.
Yasmim virou de costas e seguiu o corredor até o elevador. Encarei Oliver que saiu do seu quarto e fechou a porta.
— Você conhece essa tal modelo internacional?
Ele deu de ombros.
— Não faço a mínima ideia de quem seja. — respondeu. — Mas Yasmim disse que ela quer nos conhecer.
— Vamos crianças. — gritou Yasmim, segurando as portas do elevador. — Temos o dia cheio hoje.
— Bom, então vamos lá. — falei.
Quando chegamos ao salão onde o café da manhã é servido, Yasmim nos guiou até a mesa onde a tal modelo nos esperava. Ela estava de costas para nós, tomando apenas um suco verde que acredito ser de couve ou sei lá o que.
— Helena. — disse Yasmim, fazendo a modelo se levantar e girar.
A tal Helena sorriu, me encarou e depois encarou Oliver, suas orbes azuis se iluminaram ao encarar o homem parado ao meu lado.
— Oliver! — ela exclamou, praticamente se jogando nos braços deles.
Mas quem é essa?
— Helena. — ele disse, com um sorriso até que bem grande nos lábios.
— Quanto tempo, Oliver. — ela disse.
— Vocês já se conhecem? — Yasmim fez a pergunta que eu queria fazer, mas não tive coragem.
— Sim, a gente namorou por uns dois anos e meio. — respondeu Helena. — Acho que foi isso né Oliver?
Oliver me encarou, depois olhou para Yasmim e assentiu.
Yasmim sorriu. E um breve silêncio se fez presente, até Helena voltar a me encarar.
— Você deve ser a Felicity, a modelo fotográfica né?
— Sim.
— Prazer, Felicity. Me chamo Helena Bertinelli, acho que vamos ser colegas a partir de hoje.
— Bom conhecer você, Helena. — falei sorrindo.
— Nossa, você é muito bonita. — disse. — Perfeita para ensaios fotográficos, não para as passarelas, porque é muito baixinha. Mas se encaixa perfeitamente nesse trabalho de como é mesmo o nome? — ela olhou para cima e ponderou. — Ah é.... modelo fotográfica.
Eu apenas sorri, porque no momento não podia pular no pescoço dela.
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