Seduction

3 O acordo.


Notas iniciais
Oiii pessoal. Tdo bem? Bom, eu queria primeiro postar wonderwall, mas acabei finalizando esse capítulo antes de começar a escrever o cap de W, então vai essa mesmo. Minha ideia inicial era um fic com apenas 3 caps, mas a ideia acabou ficando maior e o que quero não vai caber nesses 3 capítulos, então serão mais, não tantos, acho que com esse mais dois ou três, vai depender da minha cabeça aushuahs. Enfim, vão ler e espero muito que gostem.

Dois meses tinham se passado depois da noite que tive com Oliver, que intitulo como: a noite maravilhosa cheia de orgasmos que tive com Oliver Queen. Se eu me arrependo? Nenhum pouco. Valeu a pena ter entrado naquela sala com Oliver e depois ter ido para sua casa, mas isso não quer dizer que tudo ficou bem. Não mesmo. Eu não podia ter me envolvido tanto com o meu fotógrafo.

Claro que ele é quente como o inferno e gostoso pra caralho, mas eu devia ter me controlado. Nós somos colegas de trabalho e ele não parece ser o tipo de cara que se envolve com uma mulher a longo prazo; e eu, eu sou o contrário. Gosto de estar sério com uma pessoa, não gosto de joguinhos nem enrolações, sou direta. Por essas razões, quando acordei no outro dia ao lado daquele corpo perfeito desenhado pelos deuses, o que fiz foi sair de fininho e bancar a louca desmemoriada em todas a sessões de fotos que tivemos daquele dia até hoje.

Digamos que eu corro dos homens quando sei que eles são a personificação do diabo e estão na terra só para fazer uma mulher sofrer, nesse caso, Oliver. Ele é o típico cretino que não gosta de se envolver sério com uma mulher; mas Felicity, como diz isso sem nem o conhecê-lo direito? Simples, eu sei quando o homem é um cretino de carteirinha, e Oliver é um, tenho certeza disso. Já me envolvi com outros iguaizinhos, por isso corro deles como o Diabo corre da cruz.

E eu sou a típica mulher que nutre sentimentos facilmente e depois é feita de trouxa e jogada fora em um estalar de dedos. Não quero mais passar por isso na vida, tenho o famigerado dedo podre, e ele já me fez sofrer o suficiente. Então, irei ficar longe de Oliver, vamos nos envolver apenas profissionalmente. Bom, foi isso que pensei, quando cheguei em casa depois da noite maravilhosa cheia de orgasmos com Oliver Queen. Porque agora, minha cabeça virou uma bagunça.

Recapitulando, há dois meses eu conheci Oliver, o fotógrafo gostosão da agência em que trabalho, tudo isso por causa do maldito fotógrafo principal que mudou de cidade e pediu demissão da agência, então o Queen passou a ser o fotógrafo principal da agência, como sou uma das modelos principais, ele passou a ser o meu fotógrafo, até ai tudo bem, acontece é que Oliver Queen é o homem mais quente e atraente que já conheci em toda a minha vida. E vamos lá, eu sou mulher, tenho hormônios que me fazem sentir tesão toda vez que olho para esse homem, gosto de chamar de catástrofe sexual. É claro que acabaria acontecendo, ainda mais se juntasse tequila no meio de tudo isso.

Algumas doses de tequila.

Tensão sexual.

Uma dança.

Uma pequena provocação e BUM, lá estava eu, com Oliver entre minhas pernas, e caramba, foi incrível, mas foi um erro, no entanto, não foi um arrependimento, não mesmo.

Acontece é que agora, parece que tudo está ruindo, é difícil ficar em uma sala pequena com Oliver me encarando. Ele fez perguntas na nossa primeira sessão de fotos depois que estivemos juntos, mas eu banquei a louca, disse que lembrava pouca coisa e que tinha sido apenas diversão, Oliver concordou comigo, disse que também lembrava de pouca coisa e que para ele tinha sido também só diversão e que não ia interferir no nosso trabalho. Mas o fato é que sim, está interferindo, não estou conseguindo dividir o mesmo espaço com o homem que quero trepar toda hora. Mas eu tomei uma decisão.

— Felicity! — exclamou Jaymes, presidente da agência. — Queria mesmo falar com você. — adentro seu escritório. — Sente-se, temos muito que conversar.

— Você está animado. — digo puxando a cadeira e me sentando. — Aconteceu alguma coisa?

— Sim. — ele responde com um tom animado. — A agência fechou um contrato grandioso com uma marca brasileira que está ganhando grande destaque em vários lugares do mundo, principalmente aqui.

— Uau. — resmungo. — Isso é ótimo.

— Não só para nós, pra você também, Felicity.

Arqueio as sobrancelhas e Jaymes esboça um sorriso enorme.

— Como assim?

— Eles escolheram você como modelo principal.

— Sério?

— Sim. — responde. — Vou explicar para você. — diz. — Conhece a marca de roupa Tika Loca? — maneio a cabeça. — Como já mencionei é uma marca de roupas brasileira, conhecida principalmente pela linha de praia. Eles querem fazer uma sessão de fotos no Havaí para divulgar a marca aqui nos Estados Unidos, e queriam muito uma modelo daqui, e acabaram te escolhendo. Falaram que você tem um corpo muito bonito e que era a pessoa certa para divulgar a linha de verão.

— Caramba, isso é incrível.

— Incrível mesmo!

Okay, era um contrato muito bom, não só para agência, como Jaymes disse, também é ótimo para mim, mas tudo isso está me fazendo perder o foco do que realmente me trouxe a essa sala.

— Jaymes. — digo e ele me encara sério. — Sei que esse contrato é ótimo e eu estou disposta a fotografar, fazer tudo que estiver ao meu alcance, mas preciso te pedir uma coisa.

— Claro, hoje você pode pedir o que quiser. — diz. — O que é?

— Queria que me passasse para o segundo fotógrafo da agência.

— Por quê? Aconteceu alguma coisa com Oliver? Ele te fez algo?

— Não; nada disso. — respondo rapidamente, antes que ocorra um mal entendido. — Não aconteceu nada. É só que o estúdio é longe da minha casa, fica ruim para mim. — é uma desculpa muito ruim mesmo, mas a única que consegui pensar.

— Ah, querida. — ele diz. — Entendo que seja ruim para você. Mas infelizmente, agora não vai dar. — continua. — Oliver é o único fotografo que se disponibilizou a viajar para o Havaí e também foi escolhido pela marca. Mas fica tranquila, que assim que você voltar de viajem, irei resolver esse seu problema. Eu prometo.

— E quando será a viajem?

— Nesse final de semana. — responde. — Vocês ficarão 4 dias lá, não precisam se preocupar com as despesas, fiz um acordo com os donos da marca brasileira e eles vão pagar 50% das despesas e a agência os outros 50%.

Assinto com a cabeça.

— O contrato já está pronto, mas você pode pensar direitinho antes de assinar. — explica. — Pode levar para casa e me trazer amanhã.

— Não, assino aqui mesmo. Você tem uma caneta?

Esse vai ser meu último trabalho com Oliver, posso resistir mais alguns dias, mas depois que voltar do Havaí, Jaymes terá que cumprir o que prometeu. Pego a caneta e assino o contrato.

[...]

Depois que sai da agência fui direto para o restaurante que Nyssa havia marcado um almoço, já estava até atrasada, certeza que ela vai reclamar, nunca vi pessoa tão sem paciência igual Nyssa, ela odeia esperar. Entro no restaurante e peço informações a recepcionista que me leva direto para a mesa onde Nyssa já está me esperando.

— Desculpe o atraso. — falei e ela revirou os olhos. — Sei que odeia, mas tive que falar com Jaymes.

— Tudo bem. — ela se ajeita na cadeira. — E o que Jaymes falou?

Suspirei e Nyssa sorriu.

— Ele não trocou o seu fotógrafo?

— Não é isso. — respondo. — Ele até prometeu que vai me colocar com Adam para fotografar. Acontece é que surgiu um trabalho que será ótimo para a agência e para mim. — Nyssa arqueou as sobrancelhas. — Vou te explicar.

Após contar toda a história para a minha amiga ela começou a rir da minha cara. Nyssa está debochando da minha situação desde o dia que contei que tinha transado com Oliver. Ela está se divertindo com tudo que está acontecendo e nem disfarça.

— Ainda acho que você deve aproveitar essa situação.

— Como assim.

— Não se faça de boba. — ela diz. — Como você mesmo disse, Oliver é gostoso e te proporcionou uma noite boa pra cacete, então porque não aproveitar essa situação e transar loucamente com ele nessa viagem?

— Até parece que você não me conhece. — rebato. — Sabe muito bem que esse lance de apenas sexo não funcionaria comigo.

— Porque você nunca tentou.

Bufo ao mesmo tempo em que reviro meus olhos.

— Não, Nyssa, porque eu me conheço o suficiente para saber que isso não daria certo. — retruco. — Você sabe muito bem o que já passei com meus relacionamentos fracassados. Não preciso de mais um no meu currículo.

— Tá bom. — ela levanta as mãos em sinal de derrota. — Não está mais aqui quem falou.

Nesse momento o garçom se aproxima da nossa mesa e o assunto morre completamente, na verdade, até o garçom se afastar.

— Mas eu ainda acho que você devia aproveitar.

— Nyssa, pelo amor de Deus, chega de falar sobre isso.

[...]

O resto da semana passou como um borrão, a viagem para o Havaí é hoje, o voo está marcado para as 22 hrs, amanhã cedinho já tem uma sessão de fotos, mas estou a ponto de desistir, eu não sei porque, só sinto que essa viagem só me dará dor de cabeça, acredito que essa minha preocupação seja pelo fato de Oliver estar presente, a gente vai até ficar no mesmo hotel, quartos um de frente para o outro.

Apesar da minha vontade de desistir em cima da hora, eu não posso fazer isso, além de ter que pagar multa caso exista uma quebra de contrato, também vou ferrar o Jaymes e a agência, não posso fazer isso, Jaymes sempre foi um bom chefe e muito generoso, a agência está começando a ganhar prestigio, nada de errado pode acontecer e não quero ser a culpada por arruinar Jaymes e seu patrimônio, que é o que ele tanto ama.

Termino de escolher algumas peças de roupas e jogo tudo na mala, ainda preciso resolver uns últimos probleminhas antes de ir ao aeroporto, como ligar para minha mãe que está louca com essa viagem, lhe contar as últimas novidades e depois ir ao banco, odeio burocracia, mas é a vida.

Esses probleminhas tomam bastante tempo da minha sexta feira, quando chego a minha casa estou exausta, mas ainda tenho essa viagem, então tomo um banho, me arrumo porque já está quase na hora, enquanto termino de escovar os cabelos escuto o som de buzina na frente de casa. Corro pelo corredor e atravesso a sala, quando abro a porta quase caio para trás; Oliver está parado em frente a minha porta.

— Oliver. — digo, franzindo o cenho.

O que ele está fazendo aqui?

Oi. — ele diz sem jeito, deslizando as mãos para dentro dos bolsos da calça. — Você já está pronta?

— Quase. — respondo ainda surpresa e sem entender porque ele está aqui, então pergunto de uma vez: — Mas, por que está aqui?

— Jaymes me ligou e disse que seu carro está na revisão. Ele pediu se eu poderia passar aqui e lhe dar uma carona.

— Ah tá. — sibilo, sentindo vontade de esganar Jaymes. — Entra; eu só tenho que comer alguma coisa, ainda tem tempo.

— Está bem.

Abro caminho para Oliver passar com todo seu tamanho, depois fecho a porta. Reparo que ele está olhando atentamente para cada canto da minha casa, principalmente para as fotos em cima da bancada atrás do sofá de couro preto.

— Casa bonita. — ele comenta, passando o dedo pela estrutura de um porta retratos. Então gira e fica me encarando. — Por que escolheu uma casa ao invés de um apartamento?

Eu suspirei.

— Eu morava em um apartamento. — falei, caminhando até a cozinha. — mas certo dia encontrei um cachorro na rua, estava chovendo e ele estava molhado, sujo e com muito frio. Aquilo partiu meu coração, simplesmente não podia deixá-lo lá, então o levei para o meu apartamento e lhe dei um nome, ele se chamava Luigi. Mas acontece que no outro dia o sindico descobriu e me mandou me livrar do cachorro, eu simplesmente arrumei minhas coisas e escolhi ficar com o Luigi, depois de ficar alguns dias procurando um lugar para ficar e morando de favor na casa de uma amiga, achei essa e me mudei.

— E o Luigi?

Ele já era um senhorzinho.

Acho que o tom de tristeza na minha foz ficou bastante claro, porque Oliver parecia estar arrependido e recuado, ele deslizou novamente as mãos para os bolsos da calça e abaixou a cabeça.

— Sinto muito.

— Tudo bem. — falei. — Ele viveu dias incríveis comigo. — completei. — É... Você quer um sanduiche?

— Seria ótimo. Quase não tive tempo para me alimentar hoje.

Oliver atravessou a sala e passou pela porta da cozinha, sinalizei para que ele se sentasse enquanto preparava os sanduiches de queijo, bacon e manteiga. Falei que não estou dentro dos padrões para ser modelo. Quando terminei, coloquei tudo em pratos e enchi dois copos com suco de limão. Coloquei na mesa e senti-me de frente para Oliver. Nós comemos em silêncio até dar a hora de sair de casa.

Estávamos a caminho do aeroporto e eu só conseguia pensar em como a companhia de Oliver longe do seu estúdio me agrada, mesmo sem trocar nenhuma palavra, como agora e na minha casa. Eu não sei como será essa viagem, mas eu sei que gosto de estar com Oliver. Caramba, acabei de parecer uma louca bipolar que quer desesperadamente se livrar de Oliver e ao mesmo tempo estar com ele.

— Ei, Oliver?

— Sim. — ele disse, sem tirar a atenção da estrada.

— Você quer fazer um acordo?

Ele tirou toda sua concentração do volante e me encarou com uma sobrancelha arqueada. Bom, eu estava a ponto de lhe oferecer um acordo do qual talvez, só talvez, eu me arrependesse muito, mas queria loucamente correr esse risco.

Notas finais
Por hoje é isso pessoal, espero que tenham gostado. Me contem o que acham que a Felicity vai propor ao Oliver, acho que tá meio evidente e me digam também se estão gostando da ideia, sugestões também serão sempre bem vindas. Beijooos e até o proximo.